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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Jules Bianchi e Roberto Guerrero

Há dois dias falei de um caso semelhante ao que sucedeu a Jules Bianchi, quando Richard Hammond, um dos apresentadores do Top Gear, sofreu um acidente grave em 2006, resultado de um furo a alta velocidade e capotou a mais de 400 km/hora. O apresentador teve em coma por duas semanas, mas recuperou dos ferimentos sem sequelas de maior.

Contudo, o Bernardo Miguel Matias, da Autosport portuguesa, falava-me de outro caso, que aconteceu há 27 anos, a do colombiano Roberto Guerrero, ex-piloto de formula 1 e com uma carreira bem longa na CART e na Indy Racing League, até com uma pole-position em Indianápolis. Piloto veloz, Guerrero, atualmente com 55 anos (nasceu a 15 de novembro de 1958 em Medellin), esteve à beira da morte em 1987, quando sofreu um acidente grave no circuito de Indianápolis, durante um teste com o seu carro de então, um March inscrito pela Vince Granatelli Racing.

Naquele ano, Guerrero era candidato ao título, depois de vitórias em Phoenix e Mid-Ohio, e um segundo lugar nas 500 Milhas de Indianápolis. Contudo, dias depois da sua segunda vitória da temporada, estava a testar na Indianapolis Motor Speedway quando perdeu o controle do seu carro, batendo na parede e um dos seus pneus atingiu-o fortemente na cabeça.

Uma testemunha desse acidente foi o Dr. Steve Olvey, que durante muitos anos foi o médico oficial da CART e da Indianápolis Motor Speedway, e lidou com muitos acidente traumáticos e mortais - o caso de Gordon Smiley foi um deles - e no seu livro "Rapid Response: My Inside Story as a Motor Racing Lifesaver" deu o testemunho do que foi esse dia de outono no "Brickyard". A versão original, em inglês - e que descobri no Facebook do Bernardo - pode ser lida neste link.

"No outono de 1987, eu estava a cortar o cabelo numa bela tarde ensolarada, em Indianápolis. A meio, recebi uma mensagem de emergência no meu pager. A notícia não era boa. Roberto Guerrero, o melhor piloto colombiano da altura, havia batido fortemente no muro ao testar pneus para a Goodyear no Indianapolis Motor Speedway. Médicos no local tinham relatado um ferimento grave na cabeça, e o paciente estava em coma profundo. Guerrero era incapaz de respirar por si mesmo e foi para o Hospital Metodista com ventilação assistida. 

Eu pulei da cadeira com apenas metade de um corte de cabelo e corri para o hospital. Quando cheguei à sala de emergência, fui recebido pelo Dr. Bock, que estava de plantão naquele dia. Mike Turner, um excelente cirurgião neuro-traumatico, estava também presente. Ambos me informaram que o ferimento na cabeça parecia muito grave. A tomografia computadorizada da cabeça de Guerrero não revelou nada que os cirurgiões pudessem corrigir. Infelizmente, ele tinha mostrado um cérebro muito inchado, com uma grave lesão axonal difusa, ou LAD. Basicamente, o cérebro tinha sofrido uma lesão extensa de corte para as fibras nervosas, fazendo com que todo o sistema nervoso central tivesse entrado em curto-circuito. Não poderia ser reparado cirurgicamente. Guerrero foi transferido da sala de emergência para a unidade de cuidados intensivos. 

A causa desta lesão é geralmente devido a um acidente de automóvel. As forças desse acidente, se forem suficientemente graves, fazem com que a cabeça rode violentamente. Uma lesão grave destas pode ocorrer sem que a cabeça entre em contacto com qualquer objeto. As fibras nervosas dentro do cérebro e do tronco cerebral são danificados graças a este efeito. Um capacete oferece praticamente nenhuma proteção para este tipo de lesão. A taxa de mortalidade na população geral em 1987 era de mais de 80%, e o único tratamento existene naquel altura era - e ainda é - cuidados de suporte. O uso criterioso de medicamentos para ajudar a remover o excesso de água no cérebro, e para controlar o aumento da pressão que se desenvolve no interior do crânio, são as únicas modalidades de terapia." começa por contar o Dr. Steve Olvey.

Ele depois contou que experimentaram uma terapia nova, que consistia numa enorme quantidade de barbituricos, quase numa intensidade tóxica. Tinham havido experiências anteriores, com resultados incertos, e quer ele, quer o Dr. Turner, foram ter com a mulher de Guerrero para lhe pedir a autorização para efetual esse tratamento experimental. Assim que foi concedida essa autorização, eles o fizeram, numa altura em que a sua pressão intracraniana era de 60, quando o normal é de 15. Após terem colocado a dose máxima recomendada, a pressão não diminuiu. Nas sete horas seguintes, aplicaram doses tóxicas ao doente, mesmo apesar das criticas por parte do pessoal médico sobre esta experimentação. Contudo, deu resultado: a pressão diminuiu e três semanas depois, Guerrero acordava do coma.

"Quando Guerrero falou pela primeira vez, ele falou em espanhol, sua língua nativa. Ele disse a Kati que a amava. Ele progrediu firmemente e por fim, estava pronto para uma reabilitação longa e difícil. Estimulado por Kati e pelo seu filho Marco, levou a sério. Ele foi um dos primeiros pacientes a receber o que chamamos de reabilitação cognitiva. Esta forma de exercícios de reabilitação assistida por computador, é usado para trazer as habilidades de memória visual e do motor de uma pessoa de volta à linha de base através do "biofeedback". Era muito parecido com jogar uma série complicada de videojogos. A ideia era que Guerrero passasse cinco horas por dia a fazer estes exercícios. Na realidade, ficava por nove horas. Durante este período, ele também re-aprendia a andar e a falar inglês."

(...) Como resultado dos seus esforços, da sua determinação e do seu profundo afeto, Guerrero estava dirigindo o carro da família dois meses depois e jogava golfe ao fim de três. A sua recuperação surpreendeu toda a gente."

Em abril de 1988, Guerrero pediu autorização para voltar a correr. Ele passou por uma bateria de exames extremamente rigorosa, longa e complexa, do qual resultou negativo, ou seja, estava apto a correr dentro de um carro de corridas. Repetiu essa dose na UCLA, em Los Angeles, e os resultados foram os mesmos. a sua primeira corrida foi na oval de Phoenix, onde conseguiu um grande resultado, terminando no segundo lugar. A sua carreira durou mais alguns anos, com o seu maior feito a acontecer em 1992, quando fez a pole-position nas 500 Milhas de Indianápolis, na velocidade mas alta até então... para depois se despistar na volta de aquecimento, num dos acidentes mais bizarros da história. Mas sem ferimentos.

Hoje em dia, depois de encerrar a sua carreira em 2003, com passagem pela IRL, Guerrero vive em San Juan Captristano, na California com a sua mulher e dois filhos.

domingo, 16 de novembro de 2008

O piloto do dia - Roberto Guerrero

Muito antes de Juan Pablo Montoya, a Colombia teve um piloto que fugiu um pouco do eixo Brasil-Argentina, em termos de pilotos a competir no automobilismo internacional. Admirado pela sua velocidade, que lhe deu vitórias nas categorias inferiores, quando chegou à Formula 1, não teve muita sorte nas equipas por onde andou, e virou-se para o outro lado do Atlântico. Quando lá chegou, deu-se nas vistas, quer pela sua rapidez e vitórias, quer pelos seus acidentes. Uns embaraçosos, outros mais graves, tendo o mais grave deles colocado-o em coma durante 17 dias. No dia em que faz 50 anos, hoje recordo Roberto Guerrero.



Roberto Guerrero Isaza nasceu a 16 de Novembro de 1958 em Medelín, filho de um ciclista muito popular no seu país, e que participou nos Jogos Olimpicos. Aos 10 anos, começou a correr num kart construido pelo seu pai, e cedo ficou apanhado pelo bichinho da velocidade. Em 1972, com 14 anos, começa a participar em campeonatos locais e até 1975, torna-se bi-campeão nacional e acaba em terceiro lugar no Pan-Americano de 1975. Dois anos mais tarde, aos 19 anos, sai da Colombia e vai para a Inglaterra, mais concretamente para a famosa Jim Russell School. Aí, ganha cinco das seis corridas desse campeonato, e no ano seguinte, parte para a Formula Ford 1600, onde termina na quinta posição do campeonato, vencendo oito corridas.



Em 1979, passa para a Formula 3, onde corre com um chassis Argo, que não lhe dá mais do que 15 pontos e o nono lugar da geral. No ano seguinte, ganha mais experiência na Formula 3, com o mesmo chassis, e vence cinco corridas, terminando no segundo lugar da geral, empatado com o britânico Kenny Acheson. Contudo, ambos tinham perdido o campeonato para o sueco Stefan Johansson, que por essa altura, já tinha tido alguma experiência de Formula 1, ao volante da falida Shadow.



Os bons resultados na Formula 3 nesse ano valeram-lhe um primeiro teste de Formula 1, a bordo de um McLaren - Cosworth, num teste feito em conjunto com o belga Thierry Boutsen. Mas em 1981, decide correr na Formula 2, com um chassis Maurer, projectado pelo austriaco Gustav Brunner, e tinha como companheiro o inglês Geoff Lees. Nesse ano, venceu uma corrida, em Thruxton, batendo o italiano Riccardo Paletti e o venezuelano Johnny Ceccoto. Contudo, essa foi a sua unica vitória do ano, e acabou a temporada no sétimo lugar da geral.



Este bom resultado no seu primeiro ano de Formula 2 tinha causado muitas expectativas para a temporada seguinte, mas Morris (Mo) Nunn ficou interessado no piloto colombiano, e ofereceu-lhe um lugar irrecusável na Formula 1. Guerrero aceitou, mas a sua carreira na Formula 1 iria ser tudo, menos radiosa. A Ensign debatia-se com problemas financeiros, e tinha inscrito somente um carro para a temporada de 1982. Não tinha participado na prova inicial, em Kyalami, devido a complicações relacionadas com a libertação do contrato com a Maurer. e só começou a competir na etapa seguinte, em Jacarépaguá. Apesar do esforço, não conseguiu qualificar-se por meio segundo. Na etapa seguinte, foi melhor, ao levar o carro para a 19ª posição da grelha, mas a corrida acabou na 29ª volta, quando bateu no muro e desistiu.


Falhou a jornada de San Marino, onde as equipas inglesas boicotaram a prova, e somente 14 carros alinharam para a corrida. Nâo teve melhor sorte em Zolder e em Monte Carlo, e para piorar as coisas, a Avon, fornecedora de pneus para a Ensign e Theodore, decidira subitamente retirar-se da competição. Contudo, as coisas resolveram-se, com a equipa a assinar um contrato com a Pirelli. Na primeira corrida com os novos pneus, em Detroit, Guerrero foi 11º, e ia bem na corrida, quando o Lotus de Elio de Angelis decidiu colocá-lo fora da corrida, na sexta volta. Pouco depois, em Brands Hatch, Guerrero consegue o seu melhor resultado do ano: um oitavo lugar.



Mas nessa altura, a equipa estava nas últimas. Sem dinheiro para mais, Guerrero ficou de fora no último GP da temporada, em Las Vegas, quando o seu motor Cosworth rebentou no "warm up", isto depois de ter conseguido o 15º lugar na qualificação. No final do ano, Nunn e Teddy Yip, o dono da Theodore, juntaram as suas equipas e decidiram competir no campeonato de 1983, o primeiro da era Turbo. A Theodore iria participar com dois carros, um para Guerrero, e outra para o venezuelano, ex-campeão de motociclismo, e seu rival na Formula 2, Johnny Ceccoto.



A temporada começou bem, no Brasil, onde Guerrero foi 14º na grelha, mas a sua corrida foi penosa, terminando dez voltas atrás do vencedor, não se classificando. Na corrida seguinte, em Long Beach, partia no fundo da grelha, perto dos McLaren de john Watson e de Niki Lauda. Perto dele estava Ceccoto. Na corrida, o colombiano ia atrás dos McLaren, sem os perder de vista, e tudo parecia que iria dar bem, quando na volta 29, problemas na caixa de velocidades ditavam o seu abandono. Provavelmente, iria ser a sua melhor chance de pontuar na Formula 1, pois Watson e Lauda fizeram dobradinha, e Ceccoto acabou-a na sexta posição, dando o primeiro ponto à Theodore...



Ao longo da temporada, Guerrero conseguia ser mais rápido que Ceccoto, principalmente nos treinos, mas na corrida, os vários problemas com o seu carro o impediam de chegar ao fim. O seu melhor resultado foi o 12º lugar, nas corridas de Zandvoort e Brands Hatch. Essa seria a sua última corrida da Theodore, e a sua última na Formula 1, sem conseguir qualquer ponto.



A sua carreira na Formula 1: 29 Grandes Prémios, em duas temporadas (1982-83) zero pontos.


No inicio de 1984, decide ir para os Estados Unidos e participar no florescente campeonato CART. Vai para a Bingotti-Cotter, num chassis March, terminou na 11ª posição, com 54 pontos, e foi o "Rookie do Ano" e o "Rookie das 500 Milhas", depois de ter terminado em segundo lugar nessa corrida, atrás do vencedor, Rick Mears. A sua prestação era a melhor de um novato desde a vitória de Graham Hill, em 1966.



No ano seguinte, continua na equipa, mas as boas prestações nos treinos, principalmente nos circuitos de rua, não se correspondem em corrida. no final da temporada, só ficou na 17ª posição do campeonato, e acabou em terceiro nas 500 Milhas de indianápolis. Em 1986, a equipa melhor consideravelmente, e faz a sua primeira pole-position em Miami. Domina a corrida, mas fica sem gasolina perto do fim, entregando a vitória de bandeja para Al Unser Jr. No final dessa temporada, com um quarto lugar nas 500 Milhas, foi nono na geral.



Em 1987, muda-se para a Granatelli, que usava também um conjunto March - Cosworth, e torna-se num sério candidato ao título. Em Long Beach, é segundo, e na corrida seguinte, em Phoenix, depois de ter feito a pole-position, e dos técnicos da organização terem descoberto que o carro estava abaixo do peso mínimo, relegando-o para o último lugar, faz uma corrida de recuperação até ao primeiro lugar, ganhando a sua primeira corrida no campeonato. Em Indianápolis, é um dos favoritos à vitória, e antes da sua última paragem, ia isolado na frente, bastando controlar os seus adversários. Contudo, na última paragem, um problema de embreagem, o fez perder a liderança (e a vitória) para Al Unser Sr., ficando de novo no segundo lugar, igualando o seu resultado de 1984.


Depois disto, volta a vencer, em Mid-Ohio, e tudo indicava que estava a caminho da sua melhor temporada de sempre quando o pior aconteceu. Num teste na oval de Indianápolis, o seu carro perde o controlo na Curva 2, e uma das suas rodas o atinge em cheio na cabeça, colocando-o entre a vida e a morte, durante 17 dias. A sua temporada estava acabada, e muitos colocavam em dúvida se ele alguma vez voltaria a entrar dentro de um carro de competição.



Contudo, ele recuperou, mas não era mais o mesmo. As suas boas performances, como o segundo lugar em Phoenix, contrastavam com péssimas qualificações, onde falhava até a entrada na grelha definitiva, em Milwaukee. No final de 1988, foi 12º da geral, com 40 pontos, e em 1989, muda de equipa, para a Morales motorsports, com motor Alfa Romeo. Tal coisa se revelou um desastre: só conseguiu como melhor um oitavo lugar, e seis pontos no campeonato. As coisas melhoraram um pouco em 1990, ainda com o motor Alfa Romeo da Patrick Motorsports, mas a meio do ano, a equipa largou o motor Alfa e passou para o mais convencional Cosworth, e as coisas melhoraram um pouco. Conseguiu 24 pontos e o 16º lugar na geral.


A sua carreira descendente parecia ser imparável, até às 500 Milhas de 1992. Numa qualificação complicada, onde aconteceram acidentes graves (Piquet) e mortais (o filipino Jovy Marcelo), Guerrero fez aquela que era então a qualificação mais rápida de sempre: 232.482 milhas por hora (374.133 kmh). Era o melhor regresso que se podia imaginar, agora que ele era cidadão americano (naturalizara-se três anos antes). Contudo, no dia da corrida, o tempo era frio (uma das corridas mais frias da história) e isso fazia com que os carros perdessem aderência, devido à demora em aquecer os pneus. Guerrero foi a primeira vítima desse fenómeno: na volta de aquecimento, à saída da curva 2, acelerou o seu carro demasiado forte, e perde o controlo do seu carro, batendo no muro interior. "Pensava que era um pesadelo, mas eu nunca mais acordava", afirmou mais tarde. Guerrero tornava-se no terceiro piloto ha história da Indy 500 a bater na volta de apresentação, partindo do primeiro lugar da grelha!



Essa foi a última vez que Guerrero esteve na ribalta. De 1993 até 1996, esteve em equipas sem expressão, e quanto nesse ano, a CART e a IRL se cindem, o colombiano-americano decide ir para a nova série, onde volta a destacar-se. Foi quarto na primeira temporada, e sétimo na segunda, em 1997, mas com o tempo, pilotos mais experientes juntavam-se à nova série, e Guerrero, que nunca tinha ganho nenhuma corrida, ficava cada vez mais no fundo da grelha. Sem resultados de relevo, excluindo um quinto lugar nas 500 Milhas de Indianápolis de 1997, Guerrero retira-se na IRL em 2000.



Tenta a sua sorte na NASCAR, mas sem grandes resultados. Volta à IRL para participar nas 500 Milhas de 2001, mas falha a qualificação. Assim sendo, encerra definitivamente a sua carreira, e vai viver para Orange County, na California, com a sua mulher Katie, e os seus três filhos. Quando certo dia lhe perguntaram se teve azar na sua carreira, Guerrero respondeu com a sua simpatia de sempre. “Não acredito em má sorte. Você faz sua própria sorte. Sou saudável, fiz o que gostava... isso é azar?"


Fontes:

Noticias: Acidente deixa piloto de Formula 3 em coma

O piloto colombiano Steven Guerrero sofreu esta sexta-feira um grave acidente de viação na sua terra natal, e está em coma devido às lesões sofridas na cabeça.

Guerrero, de 19 anos, estava na sua terra natal, El Guamo, para participar num evento local de karting, quando colidiu com um camião, sofrendo feridas graves na sua perna direita e na cabeça. Apesar dos vários exames neurológicos feitos, os médicos ainda não determinaram se ele sofreu alguma lesão permanente.

O piloto colombiano (que não tem qualquer relação de parentesco com Roberto Guerrero) tinha acabado de participar na sua primeira temporada na formula 3 britânica, onde acabara no segundo lugar na classe Championship, onde se corre nos chassis mais antigos. Nesta temporada, tinha ganho duas corridas, em Thruxton e em Brands Hatch. Antes disso, participara durante duas temporadas na Formula BMW North America.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Historieta da Formula 1: Testes da McLaren, 1980

Durante muitos anos, a McLaren serviu de lugar para que os pilotos das categorias inferiores tivessem o seu primeiro contacto na Formula 1. A razão pelo qual isso aconteceu foi porque a Marlboro, a sua patrocinadora de muitos anos, dava o nome ao campeonato britânico de Formula 3, na altura a mais prestigiada montra de acesso à categoria máxima.

A história de hoje tem a ver com três pilotos que estiveram na Forumla 1 nos anos 80, todos com sortes diferentes: o belga Thierry Boutsen, o colombiano Roberto Guerrero e o holandês Huub Rothengarter. Os testes ocorreram no final de 1980, e tiveram a presença de John Watson, na altura o piloto titular, que marcou tempos para servir de referência não só aos pilotos, mas também aos engenheiros e responsáveis da marca.

No final, o melhor foi o colombiano Guerrero, seguido por Rothengarter e Boutsen. Entre o belga e o holandês ficou Watson, com um tempo que poderá ter sido feito sem muito esforço pelo piloto inglês... no final, os três foram para a Formula 1, mas quem teve melhor carreira foi o belga, que ganhou três corridas pela Williams. Curiosidade: nenhum deles pilotou pela McLaren...

Esta "estória" está descrita com mais pormenor no F1 Nostalgia, o blog do Rianov Albinov.