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quinta-feira, 8 de maio de 2025

Youtube Automotive Vídeo: Tanque contra Tesla

Eu vi isto ontem no Threads, por acaso, e calha bem no dia em que passam 80 anos sobre o final da II Guerra Mundial, e os soldados mais novos que viveram esse conflito estão a chegar aos 100 anos de idade, logo, não viverão muito mais tempo. E estão a assistir à ascensão dos neo-fascismos e de populistas como Donald Trump. 

E acabei por por er este vídeo de um canal britânico chamado "Lead by Donkeys", onde um Sherman decidiu esmagar um Tesla. Não que odeiem carros elétricos, pura e simplesmente o carro representa Elon Musk, que neste momento é o homem por trás do DOGE e tenta desmantelar o estado americano. E claro, a resposta de muita gente é vender as ações da Tesla, vender os carros, ou então... destruir um com um Sherman. Dirigido por um velhote de 98 anos. 

A mensagem é simples: esta gente destruiu os nazis uma vez, e podem fazê-lo de novo, se for preciso.   

domingo, 23 de março de 2025

As imagens do dia




O "shitshow" que está a acontecer por estes dias na América com os Teslas, que estão a ser boicotadas - as vendas estão a cair a pique, carros e "suprchargers" a pegarem fogo, sem querer ou de propósito, policia a proteger concessionários, a administração e prometer fazer dos ataques a esses concessionários crimes federais ao ponto de os "vândalos" poderem ser condenados a 20 anos de prisão, e nem se fala do "meltdown" que o Elon Musk está a ter por estes dias - está a colocar muita gente com um sorriso na cara. E um deles, insuspeitadamente, é Jeremy Clarkson, que na sua coluna de opinião publicada esta semana no "The Times" de Londres, disse de sua opinião sobre Musk, afirmando que se sente vingado, porque foi dos primeiros a sentir a ira do bilionário sul-africano.   

Eis um excerto da sua mais recente coluna de opinião:

"O chefe da Tesla é tão sensível que interpôs um processo quando lhe fiz uma má avaliação. Então, como é que ele vai lidar agora que os hippies ecológicos que costumavam idolatrá-lo se viraram contra os seus carros?

Gostaria de lembrar a todos os condutores da Tesla que avisei há 17 anos que nada de bom viria da sua escolha de compra. Mas não ouviu. Você escolheu acreditar no Sr. Musk.

E agora, por causa da multidão, irá estacionar o seu carro numa garagem trancada, usar os transportes públicos e habituar-se ao facto de que, enquanto faz fila neste mundo cada vez mais histérico e desagradável, algumas pessoas vão passar por si nos seus carros reais”, concluiu. 

Explica-se: quando o Roadster, o primeiro modelo da marca, foi ao Top Gear para fazer um teste, no final de 2008, o carro ficou sem energia muito antes dos quilómetros anunciados (89 km, depois de muito uso). O teste foi filmado e mostrado para o mundo. Musk, claro, não gostou e processou a ele e ao programa... três anos depois, em 2011. O caso seguiu para tribunal, que deu razão ao Clarkson e à BBC, pagando 100 mil libras pelos custos judiciais.   

Clarkson pode andar a cantar vitória, e tem alguma razão em fazê-lo. Ele mostrou, cedo na vida -  volto a recordar, tudo isto aconteceu em 2008 - alguma da má face do Musk perante as criticas, mas este é só uma razão num mar de razões erradas. A primeira razão errada tem a ver com... essa gente está a queimar carros, "superchargers" e concessionários por causa das suas convicções politicas, não por causa dos carros em si, cuja qualidade tem declinado consideravelmente. Os Cybertrucks não podem circular na Europa porque não passam nos "crash-tests" daqui.

A segunda razão errada é que, quando as pessoas se livram dos Teslas, irão comprar outros elétricos. Os Polestar, a divisão elétrica da Volvo, estão a ter vendas "record", os carros chineses (BYD à cabeça) vendem-se como pães quentes, acabados de sair do forno, e os construtores ditos de "legado", estão a ver os seus elétricos a serem vendidos à mesma velocidade dos seus carros a combustão.

Se a ideia do "orangotango" é pensar que isto significa o ressuscitar dos carros a combustão interna... lamento, não estamos mais em 1986. A tecnologia está muito adiantada, investiu-se imenso dinheiro e neste momento, o país que mais investiu neste campo se prepara para ser o número um nas vendas mundiais. O tempo não volta para trás, Jeremy. 

Em suma, apesar desta vitória, é como os relógios parados: acertam duas vezes ao dia. E ele continua a ser um velho amargurado de 64 anos que não se quer adaptar aos novos tempos. É a vida. 

domingo, 31 de maio de 2020

Youtube Automotive Video: O Tesla Cybertruck

A Tesla vêm aí com mais modelos. Depois do S, o X, o 3 e o Y, em 2021 aparecerá o Cybertruck, que parece imitar de uma certa forma o DeLorean DMC-12, pelo menos na parte do metal nu, sem pintura. E a pouco tempo do seu lançamento, Elon Musk foi ter com Jay Leno e mostrou o carro para o seu programa de automóveis. 

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

A imagem do dia (II)


Aconteceu na madrugada desta sexta-feira em Los Angeles: a Tesla decidiu mostrar o seu longo aguardado "pickup" elétrico, e como sempre, a Tesla conseguiu dar nas vistas. Mas enquanto toda a gente andou a olhar para a aparência "chocante", esqueceram-se do que esta máquina poderá ser outra revolução no automóvel.

Mas vamos por partes: Elon Musk disse que a carrinha iria ser algo semelhante ao Blade Runner - e faz sentido, porque agora estamos no ano em que se passa esta aventura - e ele não desiludiu. Só que todos esperavam algo conservador, na linha do Rivian R1T. Não foi: parece a carrinha que vai levar para Marte. Contudo, a razão é interessante, porque é um chassis monobloco, como se fosse um exoesqueleto, e isso tem vantagens, especialmente em caso de colisão. Afinal de contas, eles garantem que aguenta tudo... mas na demonstração, o vidro estilhaçou.

Contudo, o que me interessa é saber, para além dos mil cavalos de potencia, e o carregamento será de 250 kw de potencia, que a bateria tem uma autonomia de 500 milhas, ou 800 quilómetros. Se esse número for real, vai significar um novo pulo. Há uma década, falar de uma bateria com essa autonomia seria utópico. Mas essas utopias estão a acontecer, para o mal dos anti-elétricos. Agora que o argumento do "lento" não pega, e a do "tem pouca autonomia" já não é valido, começam a falar do "polui ainda mais que os carros a gasolina" no processo de fabrico dos chassis e das baterias. E como vão também perder nesse argumento, já tem na manga um novo: a do "hidrogénio é melhor". Escusado será dizer que polui mais, é mais complicado ainda e todos os projetos que tem sido levados a cabo ultimamente estão a ser trocados pelos do elétrico.

Musk espera ter o Cybertruck à venda em 2021 com um preço "imbatível" entre os 49.900 dólares e os 69.900 dólares, na versão de motor dual. Cá estaremos para ver.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Considerações sobre Elon Musk

Acho que toda a gente sabe muito bem sobre a minha crença nos carros elétricos, de como num futuro próximo, têm o potencial de revolucionar a maneira como iremos andar de carro, bem como outras coisas complementares, como a condução autónoma e até o automobilismo. Mas até agora falei muito pouco sobre a pessoa que, em muitos aspectos, está a impulsionar isto tudo, que é Elon Musk, o multimilionário americano de origem sul-africana.

Como é sabido, este sábado, a Tesla e a Security and Exchanges Comission (SEC) chegaram a um acordo entre eles para que Musk fosse afastado como dirigente da Tesla por três anos e pagasse uma multa de de milhões de dolares - ele e a Tesla pagariam esse valor cada um. A razão tinha sido por causa dos "tweets" que ele mandou em julho sobre a possibilidade de fazer a sua companhia privada, caso as ações chegassem ao valor de 420 dólares, e teria um financiador para essa operação. Na realidade, não tinha qualquer financiador, não avisou a SEC - que controla os operadores da Bolsa de Nova Iorque, a Dow Jones e a NASDAQ - e a operação foi cancelada. A SEC chegou à conclusão que Musk mentiu e processou-o.

O acordo foi anunciado na madrugada de sábado para domingo e está ainda pendente de saber se o tribunal de Manhattan irá aceitá-lo ou não. Ou seja, está pendente. E claro, caso isto for para a frente, Musk terá um mês para sair voluntariamente do seu cargo. Contudo, o acordo não o impede de ser o CEO da Tesla, nem o impede de sair da empresa ou de ser acionista. Nem o impede de ser o CEO das suas outras empresas, como a SpaceX, a Boring Company ou a SolarCity, a empresa que está a fabricar painéis solares do tamanho das nossas telhas.

Contudo, li muita gente a felicitar este resultado, afirmando coisas do género "finalmente, começa a cair a máscara" e "o vendedor da banha da cobra foi desmascarado", como se fosse o principio do fim de alguma grande conspiração que se calhar só existe na cabeça deles, vá-se lá saber. É preciso que se diga que, como existem imensos apoiantes de Musk e que ele dá a cara por uma revolução nos transportes - para dizer o mínimo - existem também muitos a afirmar que ele não passa de um charlatão, muitas dessas afirmações baseados apenas em... meras irritações, digamos assim. 

Aos 47 anos de idade - nasceu a 28 de junho de 1971 - Musk fez imensa coisa. Um "nerd" que sofreu "bullying" quando crescia na África do Sul na fase final do "apartheid", aproveitou a nacionalidade canadiana da mãe para emigrar para o Canadá, e depois para os Estados Unidos no inicio dos anos 90, para estudar informática. Foi um dos fundadores da PayPal, que o fez milionário, e depois com esse dinheiro, se meteu noutras aventuras. Não fundou a Tesla, apenas a financiou nos seus primeiros tempos - foi formada em 2003 - para depois o adquirir por completo, um ano depois de fundar a SpaceX, que lançou o seu primeiro foguetão em 2007 e revolucionou a maneira como estes são lançados, recuperados e reutilizados, tudo isto com o objetivo de ir à Lua e a Marte nos próximos vinte anos. A sua fortuna pessoal anda na casa dos vinte mil milhões de dólares, foi casado por três vezes - duas com a mesma mulher - e teve seis filhos, um deles morreu de sindroma de morte súbita quando tinha dez semanas de vida.

Contudo, neste último ano, vê-se que Musk está numa espécie de "burnout". Quer estar em todo o lado ao mesmo tempo, fazer tudo ao mesmo tempo. Ele andou dias a fio na fábrica de Fremont por causa dos detalhes e dos problemas na linha de montagem do Model 3, dormindo muito pouco - provavelmente, nada - tem o problema dos "short stocks" - em linguagem financeira, pessoas que vão à imprensa falar mal de determinada empresa para fazer baixar o valor das ações para depois poder vender com lucro - e no meio de setembro, foi ao podcast do comediante Joe Rogan para falar de vários assuntos, mas o que ficou na memória foi ele ter fumado um charro de "cannabis" durante a entrevista. A droga é legal na Califórnia, é certo, mas o sururu foi grande um pouco por todo o lado. 

E nem falo de outras coisas que disse e causaram irritação. Não gosta muito dos transportes públicos como são agora, é critico da inteligência artificial, acha que os robôs deveriam pagar taxas - a mesma coisa defendeu Bill Gates - que as pesquisas sobre o hidrogénio "são um disparate". E este verão fez acusações a um dos mergulhadores envolvidos no resgate dos doze rapazes de uma gruta na Tailândia, que disse repetidamente na sua conta do Twitter que ele era um pedófilo, resultando num subsequente processo por difamação. Pouco depois, frustrado em relação ao seu tratamento nos órgãos de comunicação social, disse ter a intenção de fazer um site de noticias que batizou de "Pravda", o jornal oficial do Partido Comunista da União Soviética. Já agora, Pravda em russo significa "verdade"...

Musk é genial, é certo. Sabe vender muito bem o seu peixe. De uma certa forma, se quisermos continuar com esta metáfora, direi que tem a mais revolucionária peixaria do mundo, e os seus métodos de captura são inéditos. Mas ele é ao mesmo tempo o dono da loja de peixe, o capitão do navio, o piloto e o pescador. Fazer várias tarefas ao mesmo tempo cansa qualquer um. E tenho a sensação que ele não delega competências. Quer ser Deus, estar por toda a parte, e até agora, tem sido bem sucedido. Mas parece que luta contra tudo e todos, e a uma certa altura, ele vai se cansar e vai quebrar. E já disse coisas muito, muito polémicas. E claro, se há imensos que se converteram, há os que querem vê-lo arder, atacando a ele e atacando o que anda a fazer.

É óbvio que aquilo que faz não é "banha da cobra". A tecnologia está a ser provada como sendo viável, tem vantagens sobre os motores de combustão e os motores tem muito mais eficiência energética do que, por exemplo, os motores de hidrogénio. E é ele que está a impulsionar uma nova corrida ao espaço - há a Blue Origin, do Jeff Bezos, o dono da Amazon, mas é muito mais discreto que Musk - e tudo isto implica o investimento de muitos milhões de dólares, o trabalho de dezenas de milhares de engenheiros, operários e programadores, e tudo isto para algo próximo de uma revolução nos transportes. São os factos, não se pode negá-los. Sem ele a impulsioná-los, se calhar tudo isto ficaria no domínio da fição cientifica por mais uma ou duas gerações, como estamos agora no campo da ida à Lua e a Marte, por exemplo.

Contudo, acho que Musk expôs-se demais. Agora, tudo o que faz, tudo que escreve no seu Twitter pessoal, é alvo de imenso escrutínio. Tal como o presidente dos Estados Unidos, outro que se expõe em demasia na rede social de 280 caracteres, se escorregar na banana, aparecerá amanhã nos jornais, televisões e redes sociais. Haverá os que o odeiam, e os que o reverenciam. Francamente, o meu conselho seria o de se recolher e descansar um pouco. As coisas vão chegar lá com naturalidade, o mecanismo já está a rolar e é irreversível - os Tesla serão os carros mais vendidos nos Estados Unidos até ao final da década, as baterias terão um alcance de 600 ou 700 quilómetros, e terão cada vez menos metais raros; os foguetões chegarão à Lua e Marte, teremos um meio de transporte que levará pessoas a uma velocidade estonteante e que poderão revolucionar os transportes públicos. 

E se os americanos não estão para aí virados, os chineses estão. Andam a ouvi-lo atentamente nos últimos anos, e pela quantidade de marcas de automóveis que têm e andam a construir carros elétricos no seu país, como a Nio, e mesmo comprando firmas que estavam em dificuldades ou falidas, como a Faraday Future e a Fisker, injetando dinheiro e ressuscitando-as. Aliás, vai ser na China que a Tesla construirá a sua próxima fábrica. E os chineses, como sabem, querem ser a próxima potencia económica mundial, e levam tudo isto muito a sério... 

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Uma vaquinha para comprar um sofá a Elon Musk?

Óbvio que Elon Musk, o fundador e patrão da Tesla não é pobre, apenas não tem tempo. É que por estes dias, Musk foi entrevistado pelo famoso programa 60 Minutos, da CBS, onde a jornalista deu umas voltas à fábrica de Freemont, para ver a produção dos três modelos ali presentes (S, X e 3) e ele tem dito por estes dias que as coisas iriam entrar em "production hell", ou seja, iria haver dificuldades e tinham de os resolver na hora. Especialmente numa fábrica que depende imenso de robôs mecanizados na linha de produção.

E claro, ele diz que passa as noites na fábrica, dormindo num sofá que têm no escritório. Só que o sofá é tão duro que acabou por dormir no chão, para ver se dormia alguma coisa. 

Pois bem, um dos que seguem as aventuras da Tesla, o Ben Sullins, que tem um canal no Youtube chamado Teslanomics, decidiu que era altura de oferecer a Musk um sofá suficientemente confortável para ele, e estabeleceu um objetivo de mil dólares, suficiente para comprar um sofá decente. Criou a campanha no site "Gofundme.org" e isto começou na segunda-feira. Pois bem, em menos de dois dias, alcançou o objetivo... e muito mais. No momento em que escrevo estas linhas, conseguiu juntar 4240 dólares, quase três vezes e meia mais do inicialmente esperado. Houve um doador individual que lhe deu 250 dólares.

A ideia é:

- Contactá-lo via Twitter
- Se disser sim, ele falará com a Tesla.
- Escolhem o sofá de eleição
- Depois entregá-lo e se possível, filmarem a experiência. 

Ele diz que, se não quiser a doação, eles darão a uma caridade à sua escolha. Vamos a ver no que isto vai dar, mas que é original, é!

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

A imagem do dia



Esta terça-feira, seis de fevereiro de 2018, fez-se história. Pela primeira vez em meio século, um foguetão com energia equivalente ao Saturno V, levantou do Cabo Canaveral e colocou-se no espaço. Mas para celebrar este dia, fez-se algo mais interessante: um Tesla Roadster vermelho cereja, com o boneco de um astronauta a bordo e no painel de controlo, a frase "Don't Panic!" (Não Entrem em Pânico!), frase retirada do livro "The Hitchiker Guide To The Galaxy", de Douglas Adams.

Assisti ao lançamento ao vivo, e colocando de lado os gritos histéricos das pessoas que assistiram a tudo na sala de controlo da Space X, Elon Musk marcou imensos pontos na psique das pessoas. Algumas das aspirações para voltarmos ao espaço foram concretizadas, e o Falcon Heavy, que não é mais do que a junção de três Falcon 9, com 27 foguetões ao todo, tornou-se num foguetão viável. E mais: tudo correu na perfeição: os dois foguetões auxiliares voltaram à Terra. são e salvos.

E quanto ao carro? Agora vai rumo a Marte, colocar-se numa órbita que irá durar... a eternidade, se deixarem. É um símbolo, de uma certa forma. Todos andam a ver as imagens colocadas em direto do carro, a observar que a Terra é redonda (ao contrário de alguns que andam aí a defender o contrário...) e que, a partir daqui, a chance de voltarmos a explorar o espaço volta a acontecer. É um mundo que volta a abrir, uma revolução muitas vezes anunciada, e que agora irá acontecer.

sábado, 23 de dezembro de 2017

A(s) image(ns) do dia




Já tinha ouvido falar disto há uns dias, mas parece que é real: Elon Musk o homem que anda a querer mudar o mundo, quer com a Tesla, e com a Space X e também com a SolarCity, que fabrica baterias para armazenar energia. Pois bem, decidiu fazer algo totalmente diferente para o lançamento do seu foguetão Falcon Heavy, que deverá acontecer algures no inicio de 2018: lançar... o seu próprio Tesla Raodster. A da primeira geração, evidentemente, porque a segunda só deverá chegar em 2020.

Se de inicio, o pessoal pensava que era uma ideia disparatada, pois bem... tornou-se real. Especialmente quando Musk partilhou na sua conta no Instagram a foto do carro na carga do foguetão que vai estar em órbita, provavelmente para o resto da eternidade.

É de loucos, mas Musk quer mostrar ao mundo que é capaz. Incluindo ser caprichoso. E a razão porque faz isto explica-o desta forma:

"Os vôos de teste em foguetes novos geralmente contêm simuladores de massa na forma de blocos de cimento ou aço. Isso pareceu extremamente chato. Claro, qualquer coisa chata é terrível, especialmente nas empresas, então decidimos enviar algo incomum, algo que faça reagir. [Assim sendo], a carga útil será um Tesla Roadster original, com Space Oddity como banda sonora, numa órbita elíptica de Marte [com a duração de] mil milhões de anos", explicou Musk na sua conta de Instagram.

Detalhe interessante: o Falcon Heavy vai ter um dos mais poderosos propulsores da história do Espaço, algo que não se vê desde os tempos do Saturvo V, há meio século. E dentro em breve, este carro sairá deste planeta, provavelmente para sempre.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

O truque na manga de Elon Musk

Sabia-se desde há muito que estava para aparecer um camião da Tesla, para tentar responder às necessidades de um veículo de transporte de longo curso, que também tem a sua quota-parte na poluição atmosférica. Contudo, nesta madrugada, a última coisa que se esperava nessa apresentação era que Elon Musk mostrasse ali o novo Roadster!

Primeiro que tudo, numa altura em que o Model 3 está a ter problemas de escoamento na produção - o próprio Musk admite que esses problemas poderão ser resolvidos no inicio do ano que vêm - a Tesla vinha há algum tempo dizer que iria apresentar uma versão para pesados dos seus veículos elétricos. E na sua apresentação, apareceu com um pacote completo: um camião pesado, ou seja com mais de 3,5 toneladas, com uma aceleração de 0 a 100 km/hora de cinco segundos, só o cavalo mecânico, e com o reboque, mais 36 toneladas de carga, será de vinte segundos.

Terá uma autonomia de 800 quilómetros com uma só carga, e o posicionamento do condutor e no meio da cabine, muito semelhante ao posicionamento do McLaren F1 de 1992. Aliás, o próprio Musk disse que o camionista "estaria posicionado como um piloto de automóveis". E quanto à autonomia, apesar de haver quem haja céticos, na apresentação, a empresa afirmava que 80 por cento das viagens são feitas em distâncias inferiores a 400 km.

É o maior desafio de Musk até agora. É verdade que desafios não são um problema para o multimilionário americano de origem sul-africana, mas ter um camião elétrico é território desconhecido para ele, e como já foi dito acima, pode ser apenas uma proposta para resolver um problema existente, que é a camionagem, que representa uma percentagem importante no transito das estradas um pouco por todo o mundo e claro, um contribuidor para a emissão de gases com efeito de estufa, pois a esmagador maioria desses camiões usam motores Diesel.

Mas a nova geração do Roadster foi o truque na manga de Musk nessa apresentação, pois não era nada esperado. Até hoje, especulava-se sobre o carro. Falava-se que poderia aparecer depois de 2020 e algumas pessoas, especialmente os que passavam os "referral codes" nos seus canais do Youtube onde as pessoas poderiam ter um desconto de mil dólares na compra de um Model 3 - que ainda tem 18 meses de lista de espera - tinham dito que já tinham direito a ter um Roadster, mesmo antes de se saber os desenhos do carro.

Agora, já se sabe: com um design a fazer lembrar o McLaren, terá uma bateria de 200 kW - o mesmo que tem os carros da Formula E, e as acelerações são impressionantes: eles prometem um limite de velocidade superior a 250 milhas por hora, ou... 402 km/hora, tão poderoso como o Bugatti Chiron ou o Koeingssegg Agera, para além de um "0 aos 100" em meros 1,9 segundos! E a autonomia está colocada em 620 milhas, ou seja, 997 quilómetros com uma só carga. São mil quilómetros, para arredondarmos as coisas. E é neste momento, o carro em produção com a maior autonomia de sempre.

Em suma, este Roadster está a entrar no domínio dos hipercarros. Contudo, há coisas que ainda não se sabem, como por exemplo, o eu peso. É que o Chiron, por exemplo, pesa duas toneladas, enquanto que o Agera tem 1395 quilos, o suficiente para colocar o recorde de velocidade de carro de produção nos 447,2 km/hora. E claro, sendo um hipercarro elétrico, o preço tem de ser condizente: 200 mil dólares, com uma reserva de 50 mil para os primeiros mil clientes.

Veremos se tudo isto será real. Sim, digo isto porque ainda existe aqueles que gritam a plenos pulmões que Musk é uma fraude e que ele falhará espectacularmente naquilo que muitos falam que é "banha da cobra". Mas com este carro, poderá marcar uma era nos hipercarros.   

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Noticias: Tesla decide abrir as suas patentes ao público

Os rumores do inicio da semana confirmaram-se esta tarde: a Tesla decidiu tornar públicas as suas patentes no sentido de impulsionar a industria de carros elétricos. O seu diretor, Elon Musk, numa carta aos acionistas, explicou as razões pelo qual tomou esta decisão de partilhar a construção destes veículos para quem quiser construir um automóvel elétrico, seja ele um construtor ou empreendedor.

"Ontem, existia uma barreira às patentes da Tesla no átrio da sede de Palo Alto. Isso já não é mais o caso. Eles foram removidos, no espírito do movimento "open source", para o avanço da tecnologia de veículos elétricos. A Tesla Motors foi criada para acelerar o advento do transporte sustentável. Se desbravamos o caminho para a criação de veículos elétricos viáveis, mas, de seguida, colocar as minas de propriedade intelectual atrás de nós para inibir outros, estamos agindo de forma contrária a esse objetivo. A Tesla decidiu também que não iniciará processos de patentes contra qualquer pessoa que, de boa fé, queira usar a nossa tecnologia. 

Quando eu comecei com a minha primeira empresa, Zip2, pensei que as patentes seriam uma coisa boa e trabalhei duro para obtê-las. E talvez eles fossem bons há muito tempo, mas muitas vezes nestes dias, eles servem apenas para abafar o progresso, consolidar as posições das corporações gigantes e enriquecer os advogados em vez dos inventores. Após a Zip2, quando me dei conta de que receber uma patente realmente só quis dizer que você comprou um bilhete da lotaria para uma ação judicial, evitei-os sempre que possível. 

Na Tesla, no entanto, nós sentimos obrigados a criar patentes com a preocupação de que as grandes empresas de automóveis poderiam copiar nossa tecnologia e, em seguida, usar a sua enorme produção, vendas e marketing poder para oprimir a nossa companhia. Não poderia estar mais enganado. A realidade é a oposta: os programas de carros elétricos (ou programas para qualquer veículo que não queime hidrocarbonetos) nos principais fabricantes são pequenos ou inexistentes, constituindo uma média de menos de 1% das suas vendas totais de veículos. 

Na melhor das hipóteses, as grandes montadoras estão produzindo carros elétricos com alcance limitado em termos de volume limitado. Algumas até não produzem qualquer carro de zero emissões. 

Dado que a produção anual de veículos novos está se aproximar dos 100 milhões por ano e a frota mundial é de cerca de 2 mil milhões de carros, é impossível para Tesla para construir carros elétricos com uma rapidez suficiente para lidar com a crise de carbono. Da mesma forma, isso significa que o mercado é enorme. Nossa verdadeira concorrência não são os outros carros elétricos que estão a ser produzidos, mas sim a enorme enxurrada de carros a gasolina saindo todos os dias das fábricas de todo o mundo.

Acreditamos que na Tesla, como nas outras empresas que fazem carros elétricos, o mundo inteiro beneficiaria de uma rápida evolução numa plataforma comum de tecnologia. 

A liderança tecnológica não é definida por patentes, que a história tem mostrado repetidamente para ser pequena proteção de fato contra um concorrente determinado, mas sim pela capacidade de uma empresa para atrair e motivar os engenheiros mais talentosos do mundo. Acreditamos que a aplicação da filosofia "open source" para nossas patentes vai reforçar em vez de diminuir a posição da Tesla nesse aspecto."

Era algo que vinha a ser falado desde há algumas semanas, especialmente desde que Elon Musk falou sobre esse assunto em várias entrevistas a canais como a BBC. A Tesla Motors, fundada em 2003 pelo empresário de origem sul-africana, têm andado a construir carros elétricos, primeiro com o modelo Roadster, e agora com o modelo S, de luxo, do qual até agora vendeu cerca de 35 mil exemplares, com uma autonomia média de 480 quilómetros. Para além disso, irá lançar um novo modelo, o X (um crossover) e está a construir uma rede de carregadores elétricos nos Estados Unidos, no sentido de providenciar aos clientes a possibilidade de viajar costa-a-costa, como fazem com os veículos a gasolina.

Veremos que tipo de impulso é que esta decisão poderá ter, e que consequências isto terá no desenvolvimento futuro do automóvel.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Rumor do dia: Tesla vai colocar as suas patentes no domínio público?

Acho muito interessante ver a saga do carro elétrico, especialmente a Tesla, a marca feita pelo multimilionário de origem sul-africana Elon Musk. Desde há algum tempo que a marca está a fazer alguns modelos, especialmente mo S, que já alcançou um estatuto respeitável, vendendo cerca de 31 mil automóveis, 23 mil dos quais em 2013, a grande maioria nos Estados Unidos.

Desde há algum tempo que é sabido que Musk quer que a tecnologia dos carros elétricos dê um manifesto impulso para a frente, no sentido de libertar a tecnologia automóvel da dependência dos combustíveis fósseis, sejam eles o petróleo ou o gás. Agora, desde a semana passada, corre o rumor de que Musk poderá fazer algo dramático para ver se esse impulso pode ser alcançado. E esse rumor será de que poderá "abrir ao mundo" as suas patentes relacionadas com a construção do automóvel elétrico, segundo conta o site Gizmodo.

Questionado sobre esse assunto pelo jornalista da BBC Theo Leggett, Musk respondeu que "nós estamos tentando descobrir uma maneira de acelerar o surgimento dos carros elétricos, e na medida em que andamos a criar barreiras tecnológicas para eles, parece que tal não está a acontecer", começou por dizer. "Nós não queremos cortar um caminho através da selva para, logo em seguida, colocar um monte de minas atrás de nós."

Apesar de não ser oficial, poderá ser algo definidor para dar um impulso a esta tecnologia. Resta saber se ele irá fazer algo esperto, de modo a poder ainda lucrar com este assunto. Veremos.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Youtube Automobile Video: O carro mais seguro do mundo


Normalmente, não escrevo muito sobre automóveis. Mas como sou leitor assíduo do Jalopnik, costumo seguir a saga da Tesla, a marca automóvel fundada pelo bilionário Elon Musk, que depois dos soluços iniciais, parece estar de vento em popa, já que o seu modelo S está a ter vendas crescentes e a empresa está a chegar aos lucros.

Aos poucos, o carro está a vencer os céticos. Quer em termos de performance, quer agora em termos de segurança. E hoje, o site americano faz a seguinte noticia: o modelo S da Tesla é provavelmente o carro mais seguro de sempre. É que não só passou os vários "crash tests" com nota máxima, como chega ao ponto de quebrar algumas das máquinas presentes.

É óbvio que este carro têm algumas vantagens mais do que óbvias: o facto de não ter um motor poderá trazer vantagens numa colisão frontal, por exemplo. Mas nos restantes testes, a coisa pia mais fino, porque passa pelas mesmas operações que os seus modelos com motor de combustão. E essa resistência à prova de tanques quase faz com que a entidade faça uma de duas coisas. Ou dá "seis estrelas" ao carro, ou aperta ainda mais os testes de segurança no futuro. 

Eis o video com os vários testes que passou. Um pouco longo, mas vale a pena ver.