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terça-feira, 29 de outubro de 2024

Youtube Formula 1 Vídeo: Ayrton Senna, a série da Netflix

Já se sabia desde há algum tempo que iria aparecer uma série sobre Ayrton Senna. Pois bem, hoje surgiu o trailer dessa série, que aparecerá na Netflix. Pelo que vejo, será interessante.  

quarta-feira, 5 de abril de 2023

A imagem do dia


"Grand Prix" foi durante muito tempo o melhor filme de automobilismo que Hollywood fez. Foi em 1966, teve um bom realizador em mãos, John Frankenheimer - tinha acabado de fazer "O Candidato da Manchuria", por exemplo - e o argumento era o de seguir a ficcionada temporada de 1966, com intrigas dentro e fora da pista. Tecnicamente, foi um dos melhores filmes de uma geração, e os seus "onboards" hipnotizaram os espectadores. Tanto que ganhou três Óscares na área técnica, em 1967. 

Hollywood esqueceu o automobilismo por uns tempos largos - as más experiências em Le Mans, o filme produzido e protagonizado por Steve McQueen contribuíram para isso, e nem falo de "Driven", a pelicula que Silvestrer Stallone quis fazer nos anos 90, mas Bernie Ecclestone não o deixou - mas quando Ron Howard realizou "Rush", o filme sobe a rivalidade entre James Hunt e Niki Lauda, em 1976, a coisa conseguiu uma espécie de renascimento. Tanto que depois disso, apareceu "Ford x Ferrari", sobre as 24 Horas de Le Mans de 1966, realizado por James Mangold, e o franchise animado "Carros".

E agora, teremos um filme sobre Enzo Ferrari, realizado por Michael Mann, que poderá estrear este ano e do qual existe uma grande expectativa sobre ele. Mas há outro a ser desenvolvido por estes dias, e não se fala muito ultimamente, até que hoje andei a ler o habitual blog do Joe Saward. Ele falou que a Carlin recebeu uma encomenda para construir chassis de Formula 1, mas não é para tentar a sua sorte como equipa de Formula 1, como andam a tentar a Andretti ou o Craig Pollock e a sua Formula Equal, que poderá ser financiada pela Arábia Saudita. Não, a história é outra. Eles estão a construir chassis para uma encomenda de Hollywood, vindo da Apple TV+, o tal filme que Brad Pitt está a produzir - e se calhar, protagonizar - e do qual Lewis Hamilton quer também ajudar como produtor. E o realizador será Joseph Kosinski, o mesmo de "Top Gun: Maverick".

Na parte que interessa para este texto, o Joe escreve:

"Há uma nota no livro verde que diz “Carlin construindo carros”, mas não é sobre 2026, mas sim que Carlin tem um acordo para produzir algumas cópias de [chassis] F1 para o filme de Brad Pitt. Tenho pesquisado como isso poderia ser usado e está claro que as equipas não vão deixá-los participar de corridas, mas que podemos vê-los ocasionalmente no fim da grelha, mas eles serão levados embora quando a verdadeira ação começar. Eles sem dúvida serão usados para muitos outros propósitos nas boxes, e assim por diante."

Ou seja, se for isso que acontecerá, então penso que é uma espécie de "Grand Prix", século XXI. Claro que a Liberty Media acolheria de braços abertos uma produção desse tipo, especialmente se Hamilton se envolver da maneira como espera ser envolvido, e claro, o acesso ao paddock será o melhor possível. As equipas de verdade andarão desconfiadas dessa aventura - afinal, há um produto a ser defendido - e gostariam que, por exemplo, ele fosse bem falado. Ainda por cima, este é um tempo onde descobriram que já tem o veículo que queriam para impulsionar a sua popularidade. O documentário "Drive to Survive" anda a levar hordas de espectadores aos circuitos - o GP da Austrália acolheu quase 450 mil espectadores no fim de semana passado, um recorde - e a popularidade da competição nos Estados Unidos chegou a níveis de sonho, e o regresso a Las Vegas irá impulsionar ainda mais: três corridas americanas é algo que não acontece desde 1982! - logo, a Formula 1 tornou-se num produto apetecível, irresistível até.   

Mas claro, tudo depende de, por exemplo, ter um bom argumento. Porque para um bom espetáculo e um argumento fraco, então, comparado com o "Drive to Survive", seria uma redundância. Para quê fazer uma má ficção, quando se tem a realidade? Há quase 30 anos, Silverster Stallone tentou, e Bernie indicou-lhe a porta de saída. Há que saber defender o que têm em mãos. 

No final, desejo um "Grand Prix", e tudo indica que poderemos tê-lo, mas uma parte de mim teme um "Driven". 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Youtube Formula 1 Video: Drive to Survive, temporada 4

E a série que anda nas bocas do mundo já anunciou a sua data de apresentação na Netflix. A quarta temporada irá estar disponível a 11 de março e eis o trailer do que aí vêm.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Drive to Survive tem nova temporada... mas sem Max


"Drive to Survive", a série do Netflix que conseguiu atrair uma horda de gente para a Formula 1, e ajudou imenso a Liberty Media para encher autódromos um pouco por todo o mundo, terá uma nova temporada, que irá estar disponível na segunda semana de março, ou seja, em cima da nova temporada. Contudo, o campeão do mundo, Max Verstappen, não vai aparecer, pelo menos como protagonista da temporada anterior.

É que para o piloto neerlandês, atual campeão do mundo, nunca alinhou muito no projeto, por achar que muito do que se assiste na série é empolado para efeitos dramáticos. E afirmou-o no final do ano passado.

“Compreendo que seja preciso criar drama para aumentar a popularidade da série na América, mas, do meu lado como piloto, não gosto de fazer parte disso porque eles forjaram algumas rivalidades que nunca existiram. Por isso, decidi não fazer parte disto e não dei mais entrevistas depois disso, porque dessa forma não há nada que possam mostrar. Não sou um tipo de pessoa de espetáculo dramático, só quero que factos e coisas reais aconteçam”, disse, à Associated Press.

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Youtube Formula 1 Video: Como Drive to Survive deu uma segunda vida à Formula 1

O pessoal do Donut Media, ultimamente, parece que anda a interessar-se bastante pela Formula 1, certo?

Há uma boa razão para isso, e eles explicam: desde que a Liberty Media ficou com os direitos, queriam agitar um pouco as coisas de forma a que se tornasse mais atraente a mais gente. E foi o que aconteceu, quando criaram o Drive to Survive, o "reality show" da Netflix do qual atraíram milhões de novos fãs, especialmente na América, onde descobriram que havia um desporto excitante.

E é sobre isto o seu mais recente video: como o Drive to Survive, provavelmente, deu nova vida à Formula 1. 

domingo, 19 de setembro de 2021

Sobre "Schumacher", a minha critica


Consegui ver esta noite o documentário "Schumacher", mesmo não tendo Netflix, confesso. Para documentário, é grande - maior que "Senna", por exemplo - mas ao longo de quase duas horas de filme, dá-nos uma ideia do que foi o primeiro dos pilotos a alcançar sete títulos mundiais, e como conseguiu lá chegar. Antes de o ver, li algumas criticas sobre o documentário, mas queria ver por mim mesmo para saber se aquilo que falam tem algum fundo de verdade. Porque, tal como Senna, observei a carreira do piloto alemão desde o inicio. E até antes do inicio, quando ele era um dos pilotos juniores da Mercedes na Endurance, ao lado de Karl Wendlinger e Heinz-Harald Frentzen.

O filme, feito por Hanns-Bruno Kammertöns, Vanessa Nöcker, Benjamin Seikel e Michael Wech, começa com uma imagem de Schumacher de férias, a fazer mergulho, com a família, antes de passar por ele a sair do túnel do Mónaco, a bordo de um dos seus Ferrari vencedores de títulos. E a partir daqui, é a vida dele, contada pela família, com as cenas de pista entrecortadas com a ida familiar, de uma forma extremamente acessível, nunca vista antes, e se calhar, depois. E é assim ao longo dessas quase duas horas de duração.

Há cenas marcantes: Imola, 1994. Adelaide, nesse mesmo ano. Aida, 1995. Todas as cenas que o marcaram e depois, deram os títulos à Benetton. E depois, a Ferrari e a razão porque ele foi para lá. 

O mais surpreendente no filme é o papel de Niki Lauda. Pouco falado, mas o austríaco esteve por trás da contratação de Schumacher na Ferrari, como consultor. No mesmo tipo de coisa fez 16 anos depois quando contratou Lewis Hamilton para a Mercedes - em substituição de... Schumacher - deu o primeiro passo para a era que se abriu na Scuderia. E ali, todos falam da sua ética obsessiva de trabalho, do primeiro a entrar e o último a sair, sempre tentando alcançar os cem por cento que podia tolerar para ser aquilo que era: um piloto muito bom, com "killer instinct" e que faria de tudo para se manter por lá.

E o mais interessante nele: nunca aceita as responsabilidades em caso de acidente. Acha que sempre tem razão. E se calhar é por isso que foi sempre tão odiado como amado. 

Mais cenas: Barcelona, 1996. Jerez, 1997. Spa, 1998. Silverstone, 1999. Pontos mais baixos que altos na sua dura caminhada na Scuderia para alcançar o topo. E as dúvidas. Depois, Monza 2000, onde chega aos 41 triunfos, iguala Senna e chora na conferência de imprensa. A partir daqui, são mais os altos que os baixos. Os títulos mundiais e o domínio que muitos queriam e achavam que a Scuderia merecia. 

E depois, o final, com o acidente que teve perto do ano novo de 2014. As reações da família indicam algo do qual todos entendem desde então: Schumacher é um "vegetal" e pouco evoluirá da sua condição até à sua morte física, daqui a provavelmente, muitos anos. Não dizendo, nem mostrando nada, as suas reações corporais dizem tudo: nada será como dantes. E as expressões de Mick Schumacher, que segue os passos do pai, também dizem bastante.

Que conclusão se tira? É um documentário sobre Michael Schumacher, mas há coisas que deixam de fora. Algo completo duraria provavelmente umas quatro horas de duração, mas havia um objetivo conquistado: mostrar que era um ser humano, determinado em vencer. E que triunfou no caminho que tinha escolhido para viver a vida. E como ser humano que é, com virtudes e defeitos, uma família que o adora, apesar de tudo, que se expôs para contar a sua versão da história. É isso.      

sexta-feira, 5 de março de 2021

Youtube Formula 1 Trailer: Drive to Survive, temporada três

Com a nova temporada a aproximar-se, é a vez da Netflix anunciar a sua nova temporada de "Drive to Survive", a série que fala sobre a temporada de 2020 da Formula 1. E quem viu como foram as coisas em 2020, já tem uma ideia do que foi. Agora, os bastidores... são uma história totalmente diferente.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Netflix vai produzir um filme com Formula 1


A Netflix tornou-se na grande produtora de séries e filmes, já que os tempos mudam e as pessoas vêm cada vez mais em casa - agora, em tempos de pandemia, ainda mais... - e parece que todos os projetos do mundo estão a caminho dessa plataforma para ver se têm a sua sorte. E um dos mais recentes envolve a Formula 1. E não, não é "Drive to Survive". É outra coisa.

O site WTF1 conta hoje que os produtores do filme "The Irishman" querem fazer uma pelicula cujo enredo passa pela história de um piloto de Formula 1 que é obrigado a ser um condutor de fuga "para salvar a única familia que têm". O diretor será Gerard McMurray e terá como atores John Boyega - o Flynn de Star Wars - e Robert de Niro, que se fala desde há uns anos que irá fazer o papel de Enzo Ferrari numa produção italo-americana.

O título provisório do filme é "The Formula".

“É incrível ver essa ideia na minha cabeça finalmente ganhar vida, [ideia do qual] estou escrevendo, dirigindo e produzindo”, escreveu McMurray na sua conta no Instagram.

“Minha nova produtora, a Buppie Productions, uniu-se à Tribeca Films e à Netflix para trazer a vocês um filme original incrível em breve chamado A FÓRMULA, estrelado por dois de meus atores favoritos, John Boyega e Robert De Niro. É a história de um jovem de Detroit que se torna uma estrela do automobilismo internacional no mundo da Fórmula 1 sob a tutela de seu mentor com antigos laços com a Máfia.", concluiu.

Ainda não se sabe quando começam as filmagens e a data de estreia nos ecrãs.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Youtube Motorsport Presentation: Drive to Survive, temporada dois

Depois da primeira temporada, aí vêm a segunda. E agora, eles têm todas as equipas na série. E claro, deverá ser bem interessante. Para já, eis o trailer.