quarta-feira, 30 de maio de 2007

O piloto do dia - Bruce McLaren (2ª parte)

Para 1967, McLaren continuava a debatar-se com problemas no seu carro de Formula 1. Depois de ter terminado em quarto no Mónaco, o carro ficou destruído no GP seguinte, na Holanda. Sem hipóteses, decidiu correr as três próximas corridas a bordo de um Eagle do seu amigo Dan Gurney, substituindo Richie Ginther. Os três pontos deram-lhe o 14º posto na classificação final. Contudo, na Can-Am (competição de Sport corrida em pistas da América do Norte), o M6, com a sua cor laranja e motor Chevrolet, passou a ser uma das equipas mais bem sucedidas na competição. Com o seu compatriota Denny Hulme, ganharam cinco corridas e McLaren tornou-se campeão da categoria. Na América, o domínio era tal que a categoria foi denominada de “The Bruce and Denny Show”.

Chegados a 1968, McLaren atrai o novo campeão do Mundo, Denny Hulme, para a sua equipa. Em Spa-Francochamps, no mesmo GP onde se vê pela primeira vez um aerofólio traseiro, McLaren ganha a sua quarta e última prova da sua carreira na Formula 1. Os pódios no Canadá e no México fazem com que McLaren termine o campeonato com 22 pontos, no quinto posto. Na CanAm, é vice-campeão, atrás de Denny Hulme.

Em 1969, os McLaren tornam-se carros fiáveis e competitivos. Hulme ganha em Monza e Watkins Glen, e McLaren consegue três pódios, em Espanha, Inglaterra e Alemanha. No campeonato, termina na terceira posição, com 22 pontos. Quanto à CanAm, torna-se bi-campeão, numa temporada em que os McLaren M8B-Chevrolet eram imbatíveis, ganhando todas as 11 provas desse campeonato…

O ano de 1970 era a decima - terceira temporada de McLaren na Formula 1. Os seus carros melhoravam a cada temporada que passava. Contudo, não teve o arranque que desejava, na Africa do Sul, desistindo devido a um problema no motor. Em Jarama, terminou no segundo posto, numa prova em que apenas cinco pilotos chegaram ao fim… A 2 de Junho de 1970, uma terça-feira, McLaren testava um M8D de CanAm no circuito inglês de Goodwood, quando o capôt voou à sua frente, em plena recta. Sem controlo, o carro embateu fortemente numa torre onde se albergam os comissários de pista, tendo morte imediata. Tinha 32 anos.

A sua esplendorosa carreira na Formula 1 ficou assim: 104 Grandes Prémios, divididos em 13 temporadas, conquistando quatro vitórias, 27 pódios e três voltas mais rápidas. Conseguiu 196,5 pontos, dos quais só contaram 188,5. Foi vencedor das 24 Horas de Le Mans em 1966 e bi-campeão da CanAm, em 1967 e 1969.

Depois da sua morte, a equipa foi controlada por Teddy Mayer e por Denny Hulme, que a levaram ao sucesso quatro anos mais tarde, com Emerson Fittipaldi a ganhar o título mundial de pilotos, bem como o de construtores. Em 1972, graças ao piloto americano Mark Donahue (1937-1975), ganharam as 500 Milhas de Indianápolis. Hoje em dia, existe uma fundação com o seu nome, que não só toma conta do seu museu na casa onde cresceu, em Rumeura, como também dá nome ao Bruce McLaren Scolarship, uma fundo que providencia a pilotos locais uma oportunidade para correr na Europa. Scott Dixon e Matt Haliday, pilotos neozelandeses a correr na IRL e ChampCar, respectivamente, foram financidos pela Bruce McLaren Scolarship.

No início deste ano, quando a A1GP foi a Taupo, no notre da Nova Zelândia, foi anunciado que seria feito um filme sobre a sua vida. Com um financiamento de cerca de 140 milhões de dólares, seria produzido na sua terra natal, e poderá estrear-se em fins de 2008 ou início de 2009.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Extra-Campeonato: Como Ricardo Araújo Pereira desmonta uma pseudo - polémica...


Leio hoje no Diário de Noticias e vejo uma curta entrevista a Ricardo Araújo Pereira(RAP) para explicar a polémica acerca do eventual plágio da música do genérico inicial, que foi cantada por Claude Francois em 1964, com o nome de "Petite Méche de Cheveux".


Ora, RAP responde às perguntas da jornalista de uma maneira inteligente, mas ao mesmo tempo sarcástica. Ali tu topas que, falando de um modo inteligente, reduz a polémica à sua insignificância, ao mesmo tempo que manda os críticos à m**** e dá alfinetadas ao jornal. Dá todos os esclarecimentos que são necessários (ele como pessoa, é muito prestável), e ao mesmo tempo, desmonta, um a um, as dúvidas lançadas, pela jornalista Maria João Espadinha. Querem ver?


P - Dizem que é uma espécie de plágio. Como reage?


R - Com o dicionário. Plágio é a apropriação do trabalho alheio sem indicação da origem. Quando apresentámos o genérico à imprensa, indicámos a origem da ideia e a razão pela qual mantivemos o Un, deux, trois, quatre. Não há referências a Claude François porque a canção que ele canta é, basicamente, a conhecidíssima música tradicional inglesa Three Blind Mice. Sendo uma música popular, o autor é desconhecido. Como foi o maestro Ramón Galarza a fazer os arranjos, é ele que assina. Já agora, poupo trabalho futuro ao DN: também não compusemos a música do genérico do nosso programa da Radical. E os Painéis de São Vicente, que usámos na série da RTP, não foram pintados por nós. E também não pedimos autorização ao autor para os usar. Uma coisa garanto: no dia em que queiramos fazer-nos passar por compositores, com todo o respeito pelo François, optaremos por Bach.


P - Acha que estão a exagerar o assunto por inveja?


R - Não. É um assunto importante. Estamos a falar de um genérico cuja música é a adaptação duma canção popular. Dá primeira página em qualquer parte do mundo. Parabéns ao DN por se ter adiantado ao Le Monde.


(...)


P - Acredita que o assunto pode ter algum impacto no sucesso do programa?


R - Claro. No sucesso do programa e também no futuro do País.


P - O Gato Fedorento pagou os direitos ou obteve o consentimento do autor original da música para utilizá-la no genérico do programa?


R - Nem uma coisa nem outra, na medida em que o autor original da música é um inglês não identificado que terá vivido no século XVI. Não digo que seja impossível obter o seu consentimento, mas nós achamos complicado. Manias. No entanto, se o DN o encontrar, teremos todo o gosto em pagar-lhe.


Ora, aquela última pergunta era desnecessária, e a resposta dele é uma maneira elegante de demonstrar a estupidez dessa pergunta. Ou outra maneira para chamar a jornalista de estúpida. Eu não sei se ela é caloira nestas andanças ou foi para a entrevista com o intuito de "desmontar" so Gatos. Mas não conseguiu. Vê-se pela entrevista que ele arrasou-a completamente e vês a inteligência de RAP. É um caso à parte, e vês aqui porque é que ele é a alma dos Gatos, embora o Zé Diogo Quintela por vezes sai um pouco da casca...


No fim, acho que este caso morreu agora. Os críticos que arranjem outro saco de pancada para bater...

O piloto do dia - Bruce McLaren (1ª parte)

Na semana em que a McLaren alcança a sua 150ª vitória na competição, a McLaren é uma das mais bem sucedidas da história da Formula 1, ajudando a fazer campeões pilotos como Emerson Fittipaldi, James Hunt, Niki Lauda, Alain Prost, Ayrton Senna e Mika Hakkinen. Hoje em dia, sob a batuta de Ron Dennis, o homem que adquiriu a equipa em 1980, Fernando Alonso e Lewis Hamilton dão o seu melhor, não só para ganhar corridas, mas para manter vivo o nome de uma equipa bem sucedida, fundada por um jovem neozelandês: Bruce Leslie McLaren.


Nasceu a 30 de Agosto de 1937 (teria agora 69 anos) na cidade de Auckland, a maior do arquipélago. Filho de Les e Ruth McLaren, de origem escocesa, tinham uma estação de serviço na vila de Remuera, nos arredores de Auckland, onde Bruce ficava por lá durante boa parte dos dias, logo habituou-se ao cheiro da gasolina e da febre da velocidade. Mas com nove anos de idade, contraiu a Doença de Perthe, e ameaçou o seu futuro, ao ficar paralisado durante dez meses, e teve que usar apoios para andar, pois uma das suas pernas ficou cinco centímetros maior do que outra.


Mas isso não o impediu de correr. Em 1952, com 14 anos, começou a correr a bordo de um Austin Seven restaurado pelo seu pai, em corridas de rampa. Dois anos mais tarde, trocou o Austin por um Ford 10 Special, para correr em circuitos, mostrando todo o seu potencial. Em 1956, com 19 anos, adquire um Cooper-Climax de Formula 2, que o modifica, tornando-o num carro tão bom que logo na sua temporada de estreia, em 1957/58, é vice-campeão nacional.


Nesse mesmo ano, as suas performances são notadas por Jack Brabham, que vai à Nova Zelândia para correr no GP local. Ele ganha, mas vê McLaren e recomenda-o à organização do GP, que tem um programa para mandar um piloto para a Europa. Eles aceitam, e aos 21 anos, McLaren começa a sua carreira internacional.


E logo pela porta grande! Num Formula 2, corre no GP da Alemanha de Formula 1 desse ano, onde carros desses também podiam participar, embora não marcassem pontos. McLaren ficou em quinto nessa primeira corrida. No ano seguinte, a Cooper contrata-o para a sua equipa oficial de Formula 1, embora na primeira corrida do ano, no Mónaco, ele correu num Formula 2… e terminou em quinto! E nessa temporada inaugural, ele mostra potencial de campeão: terceiro em Inglaterra, vence em Sebring, palco do GP dos Estados Unidos, aproveitando a falta de gasolina do seu chefe, Jack Brabham. Tem 22 anos e 80 dias, e torna-se no mais jovem piloto a ganhar um Grande Prémio, um “record” que durará até 2003. No final dessa temporada, McLaren termina em sexto lugar, com 16,5 pontos, uma vitória e dois pódios.


O ano de 1960 começa da melhor maneira: num GP da Argentina disputada sob forte calor, McLaren ganha com o seu Cooper-Climax. O resto da temporada é brilhante, mas não ganha mais nenhuma corrida. Contudo, conquista mais cinco pódios, e no final é vice-campeão do Mundo, com 34 pontos, nove pontos a menos do que o seu companheiro de equipa, Jack Brabham.


Até 1965, McLaren vai ser piloto oficial da Cooper, sendo o piloto principal da equipa. Contudo, depois de revolucionar o mundo da Formula 1, ao ser o primeiro vencedor com um motor atrás, e de ser Campeão em 1959 e 1960, esta estava na sua espiral descendente, apesar de ganhar corridas e alcançar pódios.

Em 1961, terminou em oitavo lugar do campeonato, com 11 pontos, e um pódio em Monza. No ano seguinte, ganha o GP do Mónaco, e alcança pódios em Inglaterra, Alemanha, Itália, Estados Unidos e Africa do Sul, acabando em terceiro lugar na classificação final, com 27 pontos. Em 1963, termina na sexta posição do campeonato, com 17 pontos, resultantes de um segundo lugar em Spa-Francochamps e dois terceiros no Mónaco e em Monza, para além de um quarto lugar na Africa do Sul.


Contudo, no final desse mesmo ano, dá-se um acontecimento importante: funda a Bruce McLaren Motor Racing Ltd., a sua própria equipa de Formula 1. Contudo, ele correrá oficialmente pela Cooper na temporada de 1964, onde terminará no sétimo lugar da classificação, com 13 pontos, e dois segundos lugares, na Bélgica e em Itália. Em 1965, consegue um pódio na Bélgica (um terceiro lugar), e acaba a temporada com 10 pontos, dando-lhe o nono lugar final.

No final dessa temporada, a Cooper deixava a Formula 1, e foi aí que Bruce teve a oportunidade de desenvolver a sua equipa para 1966. Fabrica o seu próprio chassis, com a ajuda de Robin Herd, e compra motores Ford V8. A sua primeira corrida é o GP do Mónaco de 1966, em que não acaba a corrida. Contudo, pontua por duas vezes, dando-lhe o 16º lugar final. Mas nesse ano, nem tudo foram tristezas. Com o seu amigo Chris Amon, consegue a proeza de serem os primeiros neozelandeses a ganhar as 24 Horas de Le Mans, a bordo de um Ford GT 40, os primeiros a baterem os Ferrari, que eram dominantes na disciplina de GT.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Extra-Campeonato: A Taça de Portugal


Até foi giro ver o Sporting a ganhar a Taça de Portugal. Sendo o favorito, não tinha mais do que cumprir a sua obrigação. Seria mau demais ver o Belenenses ganhar o caneco (apesar de ter o Jesus como técnico) Mas pronto, cumpriu, mesmo que a sua tendência para marcar nos primeiros minutos tenha acontecido... ao contrário!


Ali tu vês que aquela lagartagem é diferente dos outros clubes. Sendo um "Clube da Elite" (como dizem o pessoal das Produções Fictícias nas crónicas das terças-feiras no Jornal "A Bola"), eles têm massa associativa, que sofreu a bem sofrer naqueles 18 anos (1982-2000) em que não ganharam qualquer campeonato. Ah, e quando eles ganharam, vi muitos benfiquistas a comemorar com eles! Como é obvio, eles não ganharam este ano, mas se existisse um vencedor moral, seriam eles, pela equipa e pelo treinador que têm.


O Paulo Bento é um treinador de futuro. Soares Franco diz que quer fazer dele "o Ferguson de Alvalade". Não tou a ver os "Green Lions" a se transformarem numa máquina de ganhar títulos, (pelo menos num futuro próximo) mas sei que o Sporting é um clube diferente. Pode ser que isso aconteça. Mas também vejo o Paulo Bento como alguém que mais cedo ou mais tarde vá treinar a Selecção Nacional, e ser tão bom como Scolari... E se um dia treinar o Benfica, era daqueles que o receberia de braços abertos, bem como qualquer ex-jogador sportinguista que venha jogar conosco. Afinal de contas, o Simão foi formado na "cantera" leonina...


Eu sei que sou benfiquista, é certo, e podem ver isto como sendo hipócrita ou outra coisa qualquer, mas não é. Eu sei que no futuro mais ou menos distante, se eles não venderem essas pérolas ao desbarato, se o Paulo Bento continuar a produzir talentos dessa "cantera" de Alcochete, o futuro é deles. Ah! E eles não têm nenhuma obssessão com o vizinho da Segunda Circular. Apenas rivalidade amigável. Pelo menos é assim que vejo os sportinguistas...


E agora, fecha-se a época 2006/2007. O que interessa agora, neste momento, é a Selecção Nacional, que vai jogar no Sábado uma cartada decisiva frente à Belgica. Agora, é altura de esquecer as rivalidades e remar todos para o mesmo lado: o da Selecção. Força rapazes!

Sem comentários...

O meu amigo Danilo Albergaria, do blog Pálido Ponto Branco, deve ter visto quer o GP do Mónaco e as 500 Milhas de Indianápolis, e deve ter tirado as suas conclusões, pois posta hoje o seguinte post:
Enfim, se no ano que vêm o Bernie quiser transferir o GP do Mónaco para o Santuário de Fátima, é facil... E quanto a ordens de equipa, digamos que... só se forem sancionadas pelo Vaticano. E como o Papa é agora alemão... Raaalf! Tás safo.

Noticias: FIA investiga possiveis ordens de equipa


A FIA confirmou esta manhã que está a investigar se houve ou não ordens de equipa na McLaren para que deixasse ganhar Fernando Alonso, em vez de Lewis Hamilton.


A imprensa britânica já reagiu, criticando fortemente a decisão da FIA, afirmando que quando aconteceu o incidente no GP da Austria de 2002, não tiveram um comportamento semelhante. Mas, se lermos as afirmações de Hamilton, ontem, quando disse que tinha o numero dois no seu carro, começamos a pensar que apesar não existirem bruxas, pode ser que as haja...

Resultados da sondagem

Terminada a corrida do Mónaco, é tempo de dizer qual foi o resultado da sondagem sobre a posição que Lewis Hamilton iria ocupar no final dessa corrida.

Havia muita expectativa sobre se Hamilton iria vencer pela primeira vez um GP de Formula 1, dado que ele tinha ganho aqui nas categorias inferiores. Mas quer eu, quer a maior parte dos visitantes não se enganou: Hamilton terminou no pódio. É verdade: 45% dos inquiridos apostou numa subida ao pódio por parte do piloto britânico.


Mas 25 por cento das pessoas achava que ele iria bater nalguma curva e desistia da prova. Devem ser ferraristas... Outros 20 por cento, porém, acreditavam que Hamilton iria fazer história no Principado, ganhando a corrida. Depois, temos 10% de pessoas que votaram na hipóteses de ele acabar fora do pódio. Isso acontecerá qualquer dia, não se preocupem...


Ainda hoje, terão nova sondagem!

Indy 500 - Final da corrida

Já vi muitas edições da Indy 500, mas nunca nada parecido com o de hoje. Choveu a potes, parou antes da corrida, volta a chover à volta 113, a corrida esteve parada durante 3 horas para secar a pista, voltaram de novo à corrida e fizeram umas 60 voltas bem disputadas, até que Marco Andretti teve um acidente e pêras, que fez com que agitassem as bandeiras amarelas. E depois volta a chover. A potes!

Quem ganhou com tudo isto foi Dario Franchitti. 42 anos depois de Jim Clark, um escocês ganha esta prova mítica do automobilismo americano. Foi uma espécie de vitória inesperada, pois quem esteve na liderança por muito tempo foi o brasileiro Tony Kanaan, que lutou contra os seus companheiros Marco Andretti e Danica Patrick, os Penske de Helio Castroneves e Sam Hornish Jr.


Depois de Franchitti, ficou o neozelandês Scott Dixon, e a Danica Patrick terminou em oitavo lugar, depois de ter estado durante muito tempo no segundo posto. Excelente corrida para ela, acho que um dia ganhará essas 500 Milhas!


Vendo tudo isto, as mudanças de liderança, que se sucediam de volta a volta (ou quase isso), a emoção e o espectáculo... foi um quase contraste com a procissão desta tarde no Mónaco. É o que digo: ou tiram os apêndices aerodinâmicos e a FIA começe a preocupar-se com as ultrapassagens, ou então criemos chuva artificial, para que todos os GP's sejam disputados debaixo dela. A última corrida que assiti com a pista molhada foi das melhores coisas que vi em muito tempo...

domingo, 27 de maio de 2007

Indy 500 - Actualização

Com mais de cem voltas de corrida, e quatro situações de bandeiras amarelas, causadas pelos acidentes de Roberto Moreno e Milka Duno e Phillip Gibler, entre outros, a chuva voltou em força à pista de Indianápolis, levando à interrupção da corrida.

No momento em que escrevo isto, a organização deu 45 minutos para decidir se a prova continua ou é interrompida. Caso se continue, a pista terá que ser seca por camiões modificados para o efeito, ou então, a prova é dada como encerrada. Caso a segunda hipótese aconteça, seria a prova mais curta desde a edição de 1973.


Nesta altura, quem lidera é o brasileiro Tony Kanaan, da Andretti-Green, que aproveitou a situação para mandar uma alfinetada à organização: "Se eu fosse americano, a corrida estava acabada". disse à Rede Bandeirantes.

Extra-Campeonato: Se não tem, compra-se!

A Taça da Ásia, que deccore no próximo mês de Julho em quatro países do Sudeste Asiático (Tailândia, Vietname, Indonésia e Malásia), é uma competição futebolistica tão impotante como o Europeu de Futebol. E uma das equipas qualificadas é o Qatar, um Emirado do Golfo sem tradições no futebol (nunca se qualificou para um Mundial). Essa petro-monarquia vai jogar no Vietname, e não vai ter muita gente para o apoiar, então decidiu contornar essa ausência... contratando adeptos! Mais concretamente, 10 mil deles...

Para isso, pediu ao exército local e as associaçõs de estudantes para arranjar esses adeptos, pagando por eles e fazendo camisolas e bandeiras do país que os vai pagar. Isso não é novo: no Mundial da Coreia-Japão, em 2002, os coreanos ofereceram a cada uma das equipas que lá ficaram cerca de 1500 adeptos seus, para apoiar as equipas que lá estavam, para compensar a falta de adeptos locais. Isso deu jeito para quipas como o Senegal... mas não tanto para Portugal, pois não passaou para a fase seguinte, não é?

Num mundo globalizante, o futebol é um desporto incontornável. E como sem uma boa reputação e sem muitos adeptos para apoiar, não és nada. Portanto... compra-se!

Noticias: Indy 500 à chuva...

A esta hora, deveria ter começado as 500 Milhas de Indianápolis, mas parece que o tempo por aquelas banda não é famoso... os metereologistas previam sol e calor para hoje, mas parece que chove a cântaros por aquelas bandas.


Segundo o site brasileiro "Grande Prémio", os organizadores colocaram agora vários camiões na pista no sentido de apressar a secagem do asfalto, para que pudesse começar a corrida à hora marcada. Vamos a ver se eles conseguiram...

GP Monaco: A corrida

Bom... os McLaren dominaram isto tudo, de fio a pavio! Com Alonso a partir da "pole-position", ainda acalentava o desejo de ver o "novato" passar o bi-campeão, mas pronto, não deu!


As coisas na frente não se alteraram muito. Massa foi terceiro, a mais de um minuto dos McLarens, sendo o unico que ficou na mesma volta do vencedor, o que demonstra que não só os comandados de Ron Dennis são bons, como também este é o melhor chassis do ano.


De resto, pode-se dizer que a corrida foi uma procissão, só existindo emoção mais atrás, com o Raikonnen a ganhar posições (acabou em oitavo), os BMW a fazer uma boa corrida, mas a serem batidos pelo Renault de Giancarlo Fisichella (parece que a Renault está a recuperar o tempo perdido...), e os Williams a darem um ar da sua graça, com Wurz em sétimo. Mas Nico Rosberg viu a sua vida andar para trás...


O Toro Rosso de Speed esteve à beira dos pontos, o que pode ter dado um balão de oxigénio ao americano. Mas acho que foi mais por ser no Mónaco... E os Toyotas desapareceram de cena! Por onde andaram?


E quanto aos Honda... fiquem um pouco desiludido. Pensa que aqui poderiam minorar mu pouco o desastre que aquele carro é este ano. Não querem pedir emprestado o chassis à Super Aguri?

WSR: Grande vitória de Alvaro Parente!

Por fim, uma demonstração do talento de Alvaro Parente! Depois da "pole-position", uma corrida de fio a pavio para demonstrar que nas ruas do Mónaco, ele foi o melhor, oferecendo à Tech 1 Racing, a sua equipa, o primeiro sucesso nas WSR Fórmula Renault 3.5.


«Parti bem, e mantive-me no interior, para defender a posição na curva. O meu monolugar subvirava um pouco nas curvas lentas, mas a motricidade era boa pelo que consegui fazer a corrida sem grandes problemas, apesar da pressão do Vettel.», referiu Álvaro Parente ao Autosport.


De facto, Sebastien Vettel e Carlo Piccione foram os seus maiores rivais. Apesar de term pressionado Parente para que cometesse um erro, as coisas ficaram inamoviveis, com Parente até a registar a volta mais rápida da corrida. Na volta 20, quem comete o erro é Carlo Piccione, que bate em Ste. Devote, fazendo com que o mexicano Salvador Duran herdasse o terceiro lugar. E foi assim até à meta, onde Parente deu a Portugal a sua primeira vitória do ano nas WSR.

Quanto a Filipe Albuquerque, foi apenas décimo, mas conseguiu pontuar. O piloto apoiado pela Red Bull partiu do 14º posto, devido aos problemas que teve nos treinos, e conseguiu chegar a um lugar pontuável: “Numa pista tão particular como a do Mónaco, onde as ultrapassagens são tarefa quase impossível, tudo dependia do desempenho dos meus adversários. E infelizmente, nenhum deles cometeu erros que me permitisse subir posições na tabela. Assim, tive que me contentar com o 10º lugar”, referiu Albuquerque.


Quanto ao campeonato, Vettel comanda, e Parente é cada vez mais segundo. A próxima prova vai ser no circuito de Budapeste, a 14 e 15 de Julho.

Sem comentários...

Bom, o incidente com Raikonnen na qualificação desta tarde ainda está fresca na memória de todos, e já andam a gozar com a situação! Tou a dizer isso porque o meu amigo Filipe Midea já comentou o assunto, com uma imagem elucidativa do caso...

Já agora, entre gozos sobre a maneira como os pilotos da Ferrari adoram a "La Rascasse", recoradaram-me que isto não é novo. O Ivan Capelli (o piloto, não o outro), também teve a mesma ideia em 1992. Ora vejam...

GP2: Maldonado estreia-se a ganhar

Numa corrida que foi descrita pelos especialistas como "chata", o venezuelano Pastor Maldonado conseguiu a sua primeira vitória da sua carreira na GP2. Sem nenhuma ultrapassagem, com duas situações de bandeiras amarelas, Maldonado pura e simplesmente cumpriu aquilo que estabva destinado, desde o momento em que fez a pole-position: ganhar.

Entre os favotitos à vitória, quem se safou melhor foi o alemão Timo Glock, que terminou em terceiro. Entre Maldonado e Glock ficou outro ex-piloto de Formula 1, o italiano Giorgio Pantano. Quanto aos brasileiros, Lucas di Grassi foi quinto e António Pizzonia (outro ex-piloto de formula 1) foi oitavo. Bruno Senna, que ganhou em Barcelona, acabou em 11º, depois de uma má escolha de pneus quando foi às boxes.


No campeonato, Glock possui agora 37 pontos e está na liderança, com mais 16 pontos do que Filippi, o novo vice-líder. Bruno Senna caiu para terceiro e está empatado com o seu compatriota Lucas Di Grassi. Ambos têm 18 pontos. Com a vitória, Maldonado pulou para o quarto posto da tabela, com 12.