terça-feira, 21 de junho de 2016

CNR: Divulgada a lista de inscritos do Rali Vidreiro

O Clube Automóvel da Marinha Grande divulgou esta terça-feira a lista de inscritos definitiva do Rali Vidreiro, com a confirmação de 60 carros, 40 para o campeonato nacional, e mais vinte para os Clássicos. Desses 40 inscritos, estão dez R5, um S2000, três Porsches 997 GT3 e oito R1, entre outros.

Confirma-se que Ricardo Moura, Ricardo Teodósio e Fernando Peres primam-se pela ausência neste rali, essencialmente em asfalto, enquanto que Adruzilo Lopes e Vitor Pascoal terão a companhia de Luis Lourenço em termos de Porsche.

Recorde-se que o Rali Vidreiro - Centro de Portugal irá ter nove especiais, três delas na sexta-feira à noite, primeiro com duas passagens pela classificativa do Farol, antes da especial noturna na Marinha Grande. No sábado, o rali prossegue com as passagens duplas por Caranguejeira e Espite, e também em São Pedro, num total de 114,82 quilómetros de troços cronometrados. 

A foto do dia

O anuncio da Porsche para comemorar  a sua 18ª vitória nas 24 Horas de Le Mans merece todo o nosso respeito. E é uma excelente manifestação de "fair-play" e respeito pelos adversários.

Traduzido - há quem não perceba mais o francês:


"O valor de uma vitória mede-se pela qualidade dos nossos adversários.

Porsche vence as 24 Horas de Le Mans pela 18ª vez. E à Toyota, o nosso respeito para todo o sempre."

Formula 1 em Cartoons - GP Baku (Cire Box)



As incidências da corrida de Baku, vistas pelo "Cire Box" onde apesar de tudo, ninguém esquece do sucedido à Toyota nas 24 Horas de Le Mans...

E no Top Gear desta semana, temos...


Top Gear S23E04 Aston Martin Vulcan, Tesla... por carabinieri8
O Top Gear desta semana é bem interessante: temos Chris Harris em Abu Dhabi a experimentar o Aston Martin Vulcan, temos uma viagem entre Londres e Veneza entre o comboio e o carro - ou seja, luxo contra velocidade - mais a habilidade de Eddie Jordan com as colheres, e por fim, um Tesla modelo X para experimentar. Desta vez, todos andaram por ali.  

Entretanto, e durante a semana, soube-se que a BBC vai dar mais espaço a Rory Reid e a Chris Harris dentro do Top Gear, em detrimento do Chris Evans, que vai ter cada vez menos destaque. Aos poucos, estão a fazer os devidos ajustes no novo programa, e ver os dois integrantes do Extra Gear por ali até é bom...

Enfim, gozem o programa!

Youtube Motorsport Podcast: A minha participação no 107 por cento


Podcasts é o que não faltam por ai, mas ultimamente tenho andado a ser convidado a participar em alguns. Depois de na semana passada ter sido o convidado do Alta Octanagem, esta domingo foi convidado pelo Bruno, o dono do Podcast 107 por cento, para dizer o que pensei da corrida de Baku, acompanhado pelo rapaz que escreve no blog Velocidade Alta.

A conversa tem cerca de uma hora e vinte, e dissemos das boas sobre a corrida. Cliquem aqui e gozem o momento.

CNR: José Pedro Fontes deseja regressar aos triunfos

Com o Rali Vidreiro a acontecer no final da semana, o atual líder do campeonato, José Pedro Fontes, deseja regressar às vitórias, depois de um rali dos Açores modesto, vendo um dos seus rivais do campeonato, Ricardo Moura, a vencer a prova. O piloto da Sports & You, que pilota um Citroen DS3 R5, espera que neste seu regresso ao continente, consiga bater a concorrência e mantenha intactas as suas aspirações ao título nacional.

No Rali Vidreiro, o objetivo de Fontes é um: “A meta é regressar às vitórias! Não podemos pensar de outra forma e é com esse intuito que estamos a preparar este quarto rali do ano. Vencer e ficar ainda mais à vontade na liderança do campeonato", começou por afirmar. 

"Sabemos o que temos pela frente e é nesse sentido que temos vindo a preparar este regresso do Nacional ao continente e aos pisos de asfalto. Sabemos que temos condições para vencer, mas também estamos conscientes do valor dos nossos rivais, que têm dado uma excelente réplica. Todavia, temos que ter em conta que este é um rali exigente, apesar de curto, e com especiais muito rápidas", continuou. 

"Ainda há muito campeonato pela frente e há que delinear a melhor estratégia no sentido de alcançar esta meta imediata, mas não colocar em risco o objectivo da época. Sabemos que estamos fortes e com a motivação em alta. Esperamos superar mais esta batalha”, concluiu.

O Rali Vidreiro - Centro de Portugal vai ter nove especiais, três delas na sexta-feira à noite, com as duas passagens pela classificativa do Farol, antes da especial noturna na Marinha Grande. No sábado, o rali prossegue com as passagens duplas por Caranguejeira e Espite, e também no Pinhal de Leiria, num total de 114,82 quilómetros de troços cronometrados 

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Endurance em Cartoons - Le Mans 2016 (Pilotoons)

De facto, o automobilismo é cruel, especialmente quando constróis o teu castelo de cartas e no último lance... voa tudo. É aquilo que o Bruno Mantovani queria mostrar neste desenho, com o Kazuki Nakajima a colocar a última carta do baralho.

Formula 1 em Cartoons - Baku (Pilotoons)

O Bruno Mantovani decidiu esta semana homenagear Sergio Perez e o ator mexicano Ruben Aguirre, o Professor Girafles da série "Chavo de Ocho", morto na semana passada com 82 anos. De facto, o professor não poderia avaliar melhor o desenho do seu compatriota da Force India... 

A(s) image(ns) do dia







A história foi recordada ontem pelo Paul-Henri Cahier, e as circunstâncias não foram exatamente iguais, mas andam lá perto. Há precisamente 50 anos, em Le Mans, a Ford batia por fim a Ferrari na sua demanda pela vitoria em La Sarthe. A história - contada magnificamente por A.J Baime no seu livro "Go Like Hell" - mostra as personagens que ajudaram a marca de Detroit bater a marca de Maranello. Personagens como Carrol Shelby, Henry Ford II, Lee Iaccoca, e sobretudo, pilotos como Dan Gurney e Ken Miles.

Contei sobre Miles no inicio deste blog, há nove anos, mas volto a contar: nascido a 1 de novembro de 1918 na Grã-Bretanha, combateu na II Guerra Mundial como comandante de tanques e depois apostou no automobilismo, antes de ir em 1953 para a California. Para além dos seus talentos de piloto, também tinha talentos de engenheiro, o que era conveniente para modificar carros de forma a torná-los mais potentes, fiáveis e vencedores.

No inicio dos anos 60, Miles conheceu Shelby e este o convidou para guiar e trabalhar com os Cobra. A evolução desses carros, especialmente depois de Henry Ford II ter visto Shelby e o contratado, contou muito com a ajuda deste inglês que só bebia chá e falava com a boa de lado. Era ele que pilotava os carros nos testes que faziam em Riverside e noutros circuitos.

Em 1966, Miles, então com 47 anos, estava a ter a temporada da sua vida. Com Lloyd Ruby, tinha ganho as 24 Horas de Daytona e as 12 Horas de Sebring, duas das mais importantes provas de Endurance na América, e ele foi na armada da Ford para vencer em Le Mans. Iria alinhar ao lado do neozelandês Dennis Hulme, que nessa altura já era piloto da Brabham na Formula 1, enquanto que noutros carros, iriam alinhar pilotos como os compatriotas de Hulme, Bruce McLaren e Chris Amon, que iriam guiar o carro numero 2, pintado de negro e branco, as cores dos "All Blacks".

Quando os Ferrari ficaram fora de combate, naquela edição chuvosa, e a Ford parecia que iria monopolizar o pódio, o diretor comercial da Ford, Leo Beebe, propôs a Henry Ford II que se fizesse uma chegada em formação, para mostrar ao mundo que os americanos tinham dominado. Miles e Hulme eram os primeiros, mas quando recebeu as ordens para que abrandasse "para a fotografia", protestou, deixando que o carro numero 2 atravessasse a meta em primeiro, porque as regras desse tempo contavam a distância percorrida desde o lugar que largaram, em vez de uma grelha de partida convencional.

E por causa disso, Miles e Hulme não ganharam a corrida. E essa injustiça pelo resultado ficou marcada de forma ainda mais cruel a 17 de agosto desse ano, em Riverside, quando Miles testava a versão J do GT40, perdendo o controle do seu carro e batendo num banco de areia, matando-o. Tinha 47 anos.

Youtube Rally Testing: os testes do Toyota Yaris 2017

A Toyota tem andado a testar por estes dias em Espanha, e o Yaris mostra-se numa versão cada vez mais próxima do seu final, com Juho Hanninen como piloto de testes. Eis as imagens do video, tiradas por Jaume Soler.

CNR: Miguel Campos com ambições no Rali Vidreiro

A seis dias do Rali Vidreiro, Miguel Campos quer regressar aos bons resultados com o seu Skoda Fabia R5. Depois das boas prestações nos dois primeiros ralis do ano, e de ter sido o melhor português no Rali de Portugal, Campos deseja voltar a competir pelos lugares cimeiros neste rali da zona Centro, com ambições de vitória.

Estou muito contente por garantir mais uma prova pois não tem sido fácil. Quero agradecer aos meus patrocinadores por apostarem na minha presença em mais uma prova. Apesar de perdermos as pontuações do Rali dos Açores, estamos de volta para lutar pelos três primeiros lugares. Espero que o Skoda, após os próximos testes, fique mais competitivo. Voltamos ao campeonato para lutar pelo melhor lugar se assim nos for possível”, afirmou o piloto do Skoda Fabia R5.

O  Rali Vidreiro vai ter nove especiais de classificação, três deles a acontecer logo na sexta-feira, dia 24, com duas passagens pelo Farol e a super-especial noturna no centro da Marinha Grande. No sábado, dia 25, o Clube Automóvel da Marinha Grande preparou um itinerário com mais seis troços, com duas passagens por Caranguejeira, Espite e no Pinhal de Leiria.

domingo, 19 de junho de 2016

A(s) image(ns) do dia






"Para chegar em primeiro, primeiro tem de chegar". Esta velha máxima automobilística todos a tem nas suas cabeças, porque ao longo dos muitos - ou poucos anos - de automobilismo, muitos viram situações onde parece que saiu de um filme de "série Z" realizado por um Alan Smithee ou um Ed Wood da vida, de tão inacreditável que é.

Mas este domingo, depois de 23 horas e 54 minutos de corrida, numa das melhores e mais competitivas provas desta clássica da Endurance, quando nas redações de todo o mundo se escrevia sobre a vitória da Toyota, a primeira de um carro japonês em 25 anos... viamos o carro guiado por Kazuki Nakajima a abrandar em plena reta das Hunaudriéres, acusando uma quebra de motor... na última volta, cedendo o lugar ao Porsche numero 2. O mundo inteiro esquecia o GP de Baku e via entre o aterrorizado e o espantado o que se passava, e as reações dos japoneses, que viam a vitória tão procurada escapar-lhes entre os dedos.

Foi penoso ver as lágrimas na cara de Hugues de Chauanac, o homem por trás da ORECA, e que ajudou os japoneses na clássica francesa, veterano de mais de trinta edições, que ajudou pessoal como Henri Pescarolo e Jacky Ickx, e foi penoso ver o ar abatido de Kazuki Nakajima, filho de Satoru, a ser amparado pelos comissários, quando via a vitória se escapar nas mãos, quando tinha tudo para alcançar. De facto, foi de partir o coração.

A Porsche acabou por ser vencedora, mas eles, mais do que ninguém, sabiam que aquilo lhes tinha caído ao colo. Da euforia inicial passaram depois para a sobriedade, sabendo que aquela 18ª vitória na historia de La Sarthe os colocava como os mais vencedores naquele local, foi ganha à custa dos azares dos outros. E foram depois às boxes da Toyota, numa manifestação de "fair-play", cumprimentá-los, e consolando por aquilo que era deles, mas não foi.

No final, as três grandes marcas foram ao pódio, cada um ficou com o seu lugar: Porsche em primeiro, Toyota em segundo e Audi em terceiro. Mas toda a gente sabia que aquilo não tinha verdade, e que aquilo foi o resultado de um cruel golpe do destino. Bem tinha razão Stephen Hawking, quando respondendo a uma questão colocada por Albert Einstein, disse que Deus joga mesmo aos dados... 

Mas o mais engraçado é que tudo isto acontece precisamente meio século depois de ter acontecido outra injustiça automobilística, escondida sobre a capa de um triunfo fantástico de uma marca de automóveis. É que no meio dos Ford vencedores em La Sarthe, venceu... o carro errado. O carro numero 2 foi o que cortou a meta em primeiro, quando quem deveria ganhar deveria ter sido o carro numero 1. e isso aconteceu porque eles percorreram uma distância maior. E tudo isto porque Leo Beebe, o homem do marketing da Ford, queria um final... cinematográfico, e Henry Ford II acedeu. E Hollywood quer ver se filma isso.

Sobre essa história, conto melhor noutra altura. Pois hoje contamos sobre a algo que iremos contar aos netos, nos anos que aí vêm, pois não esqueceremos isto tão cedo. 

Youtube Rally Crash: O acidente de Puerto Quijaro


Estas são imagens - chocantes - de um acidente na cidade de Puerto Quijaro, na fronteira da Bolivia com o Brasil, este sábado, causando a morte de três pessoas e ferimentos em mais vinte. Aparentemente, era uma disputa entre três carros quando o segundo dessa sequência perdeu o controlo e foi projetado para uma multidão que estava na berma a assistir à competição.

As vitimas foram levadas para o hospital local, enquanto que seis desses feridos - os casos mais graves - foram transplantados para a cidade brasileira de Corumbá, porque é ali onde estão os cirurgiões.

O rali contava para o campeonato local e fazia parte dos festejos do município. 

Formula 1 2016 - Ronda 8, Azerbeijão (Corrida)

Não tinha visto o circuito e a paisagem "com olhos de ver" neste fim de semana, pois estava demasiado concentrado nas 24 horas de Le Mans, mas depois de ver tudo isto, os meus pensamentos foram ter com outra cidade, banhada noutro mar, e que teve Formula 1 para tentar "bombar" o seu prestigio: Valência. Entre 2007 e 2012, a Formula 1 andou por lá, e acabou com uma divida enorme na autarquia e no governo regional, o esquecimento dos fãs e o abandono de partes do circuito. De uma certa maneira, é aquilo que se espera do atual novo-riquismo da Formula 1: fazem para aparecer, quando acabar o "hype", todos desaparecem e o local fica entregue aos bichos. Aposto o que quiserem sobre como estarão circuitos como Istambul, Buddh ou Yeongam, depois da passagem da Formula 1 por aquelas partes...

O dia amanheceu com muito calor, mantendo-se acima dos 30 graus após aquela hora. Ao mesmo tempo em que as coisas terminam em Le Mans, com drama a acontecer ao cair do pano, com a Toyota a perder a vitória na última volta para a Porsche, neste pequeno país do Caucaso que se reclama europeu, máquinas e pilotos preparavam-se para um circuito que se revelou interessante, apesar dos pontos muito apertados naquela pista.

A partida aconteceu sem problemas, com Daniel Ricciardo a tentar passar Nico Rosberg, mas o alemão conseguiu defender-se. Atrás, Esteban Gutierrez tocou em Nico Hulkenberg, danificando a asa dianteira, mas de resto, não houve acidentes graves nos sítios mais apertados. Nas voltas seguintes, houve movimentações no sentido de os pilotos chegarem-se o mais à frente possível, enquanto que na quinta volta, Sebastian Vettel tinha passado Ricciardo para ficar com o segundo posto.

Logo a seguir, começaram as paragens de pneus, passando dos muito moles para os moles, tentando ver se aguentavam mais um pouco. Mas por esta altura, as pessoas começavam a notar os sacos de plástico a rolar na pista, mas por agora, não estava a ter grandes consequências... apesar dos protestos do Kimi Raikkonen. Aliás, os primeiros protestos do finlandês, que fizeram as delicias dos adeptos... E as paragens nas boxes fizeram com que Pascal Wehrlein tenha chegado a andar na nona posição! Pouco depois, Felipe Massa e Max Verstappen o colocaram fora dessa zona.

Na volta 14, os comissários decidiram penalizar Kimi Raikkonen em cinco segundos porque ele pisou a linha de saída das boxes por razões de segurança. A partir dali, a corrida caiu na monotonia, apenas quebrado pelas idas à boxe, mas com ultrapassagens na reta da meta, por exemplo. Na frente, Nico Rosberg continuava a liderar, sem problemas. Por alturas da volta 25, a diferença para Kimi Raikkonen era de 19 segundos.

No meio dessa monotonia, o que animava a corrida eram... as comunicações entre o piloto e a boxe. Lewis Hamilton queixava-se dos sistemas eletrónicos do carro, que não davam toda a potência ao bólido, e os engenheiros não poderiam dar as informações necessárias ao piloto para resolver a situação, mostrando até que ponto o volante se tornou complexo. Na sua frente, Kimi Raikkonen queixava-se de tudo e de nada, desde os sacos de lixo até à lentidão dos carros à sua frente, especialmente desde que teve um momento de "Kimi, Sebastian is faster than you". Os piiis que dava como resposta era a unica razão de animação naquela corrida, ainda mais, quando ele começou a ter o mesmo tipo de problemas que Hamilton, com o mesmo tipo de resposta.

Parecia estarmos a ver "2001, Odisseia do Espaço", com o engenheiro a ser um HAL9000, com o seu "Receio que não possa fazer isso"...

Na parte final, a penalização de Kimi voltou para o assombrar, especialmente quando Sergio Perez se aproximou o bastante para o apanhar. Contudo, o mexicano não queria ganhar um pódio na secretaria e tentou a sua sorte na penultima volta, com resultados. 

E na meta, Nico Rosberg vencia pela quinta vez nesta temporada e regressava ao lugar mais alto do pódio, depois de três corridas de interregno. Recuperava um pouco os pontos perdidos a favor de Hamilton, que foi apenas o quinto, enquanto que Sebastian Vettel repetia o segundo posto do Canadá, com Sergio Perez a conseguir o seu segundo pódio do ano, e o segundo em circuito urbano. Com o terceiro a aparecer apenas em setembro, em Singapura, vai ter de arranjar alguma coisa até lá...

Depois de Raikkonen e Hamilton, ficou o Williams de Vallteri Bottas, os Red Bull de Daniel Ricciardo e de Max Verstappen, o segundo Force India de Nico Hulkenberg e o segundo Williams de Felipe Massa.

E pronto, terminou a angustia que foi esta corrida. O mais engraçado nesta Valência com outro mar pela frente é que mesmo ali, os pensamentos estavam em Le Mans e com o que tinha acontecido. A ideia de Bernie Ecclestone em colocar os dois eventos um atrás do outro saiu literalmente pela culatra, ainda por cima depois do que tinha acontecido antes. Mas será que o anão irá aprender a lição? Claro que não, ele vai a caminho dos 86 anos...

As imagens do dia






À hora em que escrevemos, passaram-se seis horas desde a partida, e tirando a primeira hora atrás do Safety Car, devido à carga de água que caiu na pista, a corrida foi fluida, com os Porsche a dominar, até que o carro numero 1 teve problemas e atrasou-se, deixando a liderança para o Toyota numero 5, com o Porsche numero 2 logo atrás, e os Audi também atrás, com o carro numero 7 com 18 voltas de atraso.

Está até a ser uma edição calma. Não houve nenhum acidente espectacular ou uma situação que causasse confusão na pista. O ritmo é elevado, é certo, mas a noite caiu há pouco menos de duas horas e ainda nem chegamos a meio. Mas por exemplo, nos GT Pro, os Ford estão a dominar, apesar de já ter desistido um dos seus carros.

Nos LMP2, o carro da Thiret lidera, enquanto que os carros guiados por Filipe Albuquerque e João Barbosa tiveram problemas nos seus Ligier e atrasaram-se bastante na classificação geral. Nos GTE-Am, Pedro Lamy chegou a liderar no seu Aston Martin, antes do seu companheiro Paul Della Lana ter batido e atrasar-se bastante.

Ainda nem chegamos a meio, e está a ser umas 24 Horas bem interessantes...