segunda-feira, 10 de março de 2008

Noticias: Super Aguri comprada

Como já tinha dito anteriormente, a Super Aguri chegou agora a um acordo de parceria com o grupo inglês Magma Group, que assumirá o controle financeiro da equipa e pagará as dívidas, quer com a Honda, quer os mais de 35 milhões de euros de outras dívidas a vários fornecedores. "Oh, Happy days!"


O acordo foi mais ou menos confirmado por Aguri Suzuki: "Estamos no meio de conversas sobre diferentes assuntos, incluindo igualdade acionária, dando os toques finais no acordo. Não posso entrar em mais detalhes", afirmou, em declarações captadas pelo meu amigo Felipe Maciel no seu Blog F-1.


Quanto aos pilotos, mantêm-se a mesma dupla: O japonês Takuma Sato e o inglês Anthony Davidson serão os pilotos para esta temporada. Os motores continuarão a ser os Honda, e pode ser que durante esta semana apresentem os novos SA08. Ainda bem que a indefinição está a acabar por aquelas bandas, assim a charge do Wagner Brandt (foto acima) não terá muita razão de ser...

Extra-Campeonato: Adiós, Camacho!

Pela segunda vez em menos de sete dias, estou a quebrar o juramento que fiz a mim mesmo, de que nunca iria falar sobre futebol nacional neste blog, a não ser que fosse a Selecção Nacional. Mas o assunto é grave: a saída de José António Camacho do comando técnico do Benfica, a oito jornadas do final de um campeonato com um vencedor antecipado desde Novembro: o F.C. Porto.



Como benfiquista, estou triste e desiludido por esta temporada. E a minha descrença pelo futebol português, já de si grande, piorou ainda mais com isto. A última vez que vi três treinadores a comandar este clube foi em 2000/01, e acabamos em sexto lugar, fora da Taça UEFA, e sem títulos. Este ano, temo que isso se repita...


Contudo, já esperava esta atitude de Camacho. Já tinha feito duas vezes, no Real Madrid, quando ele viu que havia demasiadas interferências na maneira como gerir o futebol profissional. E num plantel que tinha Galácticos como Luis Figo, Zinedine Zidane, David Beckham... Este ano, pensava que ele iria aguentar a época, e lutar para conquistar alguma coisa, mas no final fartou-se, viu o desalento nas caras dos jogadores, e viu que não estava ali a fazer nada. E aquele 2-2 contra o último classificado (que ironia, o clube da minha terra!) deve ter sido a gota de água para ele.



Agora, o Fernando Chalana vai aguentar o barco até ao final da época. É um homem da casa, logo, conhece bem os jogadores, pode ser que consiga jutar alguns dos cacos e salvar a época. Agora, tem que planear a próxima época, o que significa começar do zero, em muitos aspectos. Doi exemplos desse "zero": um substituto para Rui Costa, e um lateral direito de jeito, já que Luis Filipe e Nelson não servem...


Mas claro, José António Camacho não é o unico responsável pelo descalabro benfiquista. Luis Filipe Vieira, o nosso presidente, tem culpas no cartório, pois despediu Fernando Santos depois de um empate fora, na primeira jornada, com o Leixões, julgando que Camacho seria a panaceia para todos os problemas. No final, mais valia não ter mexido em nada. E agora, com Rui Costa a director desportivo, como vai ser? Vieira sabe que este é a ultima cartada que pode jogar, pois caso contrário, tudo de bom que fez desde 2003 (o saneamento financeiro, os novos sécios, o novo estádio...), pode ir tudo abaixo por causa do mesmo motivo: os resultados.



E sabem o irónico nisto tudo? É que estamos em segundo, ainda estamos na Taça UEFA e somos semi-finalistas da Taça de Portugal. Enquanto isso, o nosso rival da Segunda Circular, o Sporting, perdeu 2-0 com o Guimarães e é quinto classificado, atrás de Guimarães e Vitória de Setubal. E Paulo Bento continua... olha, façam como os Monty Python: assobiem para o lado fixe da vida!

Finalmente! Vamos falar de Formula 1

Depois de falarem de testes, apresentações, rumores de carros pilotos e até equipas, temos a Formula 1 a entrar em acção, no final da semana, no circuito de Melbourne. Que temporada esperamos? Tão competitiva como a de 2007 (embora com muitos episódios laterais como o Stephneygate), ou será que a "profecia" de Luca de Montezemolo - "Prevejo um campeonato aborrecido" - se tornará realidade?

Na realidade, prevejo que haja mais do mesmo, com algumas excepções. Acredito que a Ferrari e a McLaren lutarão pelo título, mas não acredito que monopolizem as vitórias, como foi em 2007. A BMW e a Renault poderão ter uma boa chance de ganhar, especialmente na segunda parte da época, e temos que aguardar com expectativa como é que a Williams se comportará. Caso ele ande nos calcanhares de BMW e Renault, é uma lição, por dois motivos: primeiro, com menos recursos, tira melhor partido do carro, e segundo, as noticias de que "garagistas" estão mortos são de um puro exagero...


Quanto aos pilotos, apesar da razão me dizer que Kimi Raikonnen pode acabar a revalidar o título de bi-campeão do mundo, o meu coração aposta todas as fichas em Lewis Hamilton. É o "queridinho" da equipa, e acho que depois de uma grande temporada de estreia (provavelmente o melhor "rookie" de sempre), pode ser que, com maior maturidade e um carro competitivo, consiga alcançar o título mundial, e recuperar um pouco o orgulho naquela equipa, abalada pelos "confrontos de egos" entre ele e Fernando Alonso.

Quanto ao espanhol... vai ser um ano de transição. Nâo o incluo no rol de candidatos ao título, incluo mais no rol de candidatos à vitória num GP. Vai ser penoso para ele, mas sabe que se as coisas forem bem feitas, no ano que vêm pode colher os frutos do seu trabalho. E quanto ao Nelson Piquet Jr... que aprenda com os melhores!

Então e o Felipe Massa? Eis um desafio curioso: no ano passado, todos lhe vaticinavam o título mundial, pelo facto de ele ter sido um escudeiro fiel de Michael Schumacher e de Kimi Raikonnen passar por um ano de transição. No final, o brasileiro foi ultrapassado pelo finlandês na sua luta interna. Este ano, Raikonnen tem o numero um, e Massa o dois. Como vão ser as coisas na equipa? Volta a ser o "fiel escudeiro" de "Iceman"? A ser assim, começam a chamá-lo no Brasil de Barrichello II...

Agora, falo da Toyota e da Honda. As duas equipas japonesas carregam em si um paradoxo: recursos quase ilimitados, maus carros. O problema é sem dúvida organizacional, e no caso da Honda, as coisas arriscam-se a ser piores. 2007 foi um ano mau demais, e os testes de 2008 apontam para o regresso à má forma. Ross Brawn tem muito trabalho pela frente, se quer fazer a equipa uma cópia daquilo que foi a Ferrari no inicio desta década... mas Rubens Barrichello não é Michael Schumacher.

Por fim, falo das "meninas do fundo do pelotão": Force India e Super Aguri. A primeira, que substitui a Spyker, deixa-me na expectativa. Conseguiram reunir um conjunto de bons profissionais, que vão desde o Mike Gascoygne (que já lá estava no tempo da Spyker), ao veterano Giancarlo Fisichella. O carro, aparentemente, foi bem nascido, e eles prometem sair do fundo do pelotão. Fico com expectativa, pois se essas promessas forem cumpridas, vai ser outra lição de eficácia às construtoras.

A Super Aguri está na corda bamba, mas aparentemente foi salva: pelo que li nas últimas horas, o tal grupo inglês já comprou uma participação accionária na equipa, pagando as dívidas e a participação accionista da Honda. Contudo, este pode ser o último ano da Super Aguri como equipa, pois o que pode acontecer é que no final do ano, a equipa mude de nome e os novos proprietários procurem outros motores para propulsionar o carro. Podemos estar a ver os últimos dias da simpatica equipa japonesa, feita há dois ano para dar um lugar ao Takuma Sato...

Voltaram os boatos sobre Dennis!

O Gustavo Coelho, do Blog F1 Grand Prix, disse ontem que Ron Dennis não vai à Austrália, para assistir e comandar a equipa McLaren. Como não consta da lista FIA, imediatamente os boatos sobre a sua saída voltaram mais fortes do que nunca, especialmente do jornal Marca, que parece nunca ter morrido de amores por ele.

O que é engraçado, pois li hoje no jornal Autosport (PT) que a Mercedes lhe deu por estes dias um voto de confiança ao "Poderoso Chefão", afirmando que a sua substituição por Martin Whitmarsh não estaria nos seus planos. Então, em que ficamos? Até prova em contrário, defendo que o "Tio" Ron está de pedra e cal na equipa, apesar de ele passar pessoalmente por tempos difíceis (está em processo de divórcio da sua mulher Lisa, após 22 anos de casamento).

Se calhar, no final, ele até pode estar a preparar a sua retirada. Mas nos termos que vem vindo na imprensa espanhola, não. Isso é mesquinhez castelhana, ressentida pelo tratamento que ele (não) deu ao seu "Principe das Asturias"...

A capa do Autosport desta semana

Na semana que antecede o inicio do Mundial de Formula 1, a capa é a primeira prova do Nacional de Ralies, com o Rali Torré, que decorreu no Norte do país, e que foi dominado pelo Peugeot 207 S2000 de Bruno Magalhães. Um "Leão à Solta", sem dúvida!


Mas numa altura em que se faz a contagem decrescente para o inicio do Mundial de Formula 1, vai ser lançado um caderninho especial, onde se colocarão todos os dados sobre os carros, as equipas e os pilotos do pelotão de 22 carros, que competirão em 18 corridas da modalidade, numa temporada que se espera ser tão competitiva (não, não partilho a mesma opinião que o Sr. de Montezemolo) como a do ano passado. Mas sem polémicas...


P.S: Espero que o caderninho valha a pena!

domingo, 9 de março de 2008

Extra-Campeonato II: Os Mundiais de Valência

Este fim de semana tivemos os Mundiais de Atletismo em Pista Coberta, que decorreram na nave Luis Puig, na cidade espanhola de Valência. Para a lusofonia, os resultados foram bons: 1 medalha de ouro, duas de prata e duas de bronze.


Para nós tugas, levamos uma medalha de ouro e outra de bronze, nos saltos. Naide Gomes saltou sete metros de compeimrimento e levou para casa a medalha de ouro, batendo a brasileira Maureen Maggi, que leva a medalha de prata, e a russa Irina Simagina, que fica com o bronze.

Entretanto, Nelson Évora, o actual campeão do mundo ao ar livre de triplo-salto, tentava também conquistar o título na pista coberta. Não o conseguiu, pois foi batido pelo britânico Phillips Idlowu, com 17,75 metros, e pelo cubano David Girat, com 17,47 metros. Em compensação, Évora ficou com o bronze, saltando 17,27 metros. Ao menos, leva uma medalha para casa...

Os brazucas, para além da prata de Maggi no comprimento, conseguiram uma medalha de bronze no salto com vara feminino, através de Fabiana Murer. Uma palavra para Maria de Lurdes Mutola. A veteranissima corredora moçambicana, campeã olimpica em Sydney 2000, está na sua última temporada competitiva. Mas não perde a sua competitividade, e conseguiu arrancar uma medalha de bronze na final dos 800 metros femininos, ganha pela australiana Tasmyin Lewis.

Extra-Campeonato: Estou a fo*** alguém conhecido

Jimmy Kimmel e Sarah Silverman são dois comediantes de primeira linha nos Estados Unidos. Kimmel é apresentador do Jimmy Kimmel Live!, um "talk show" do mesmo género do "The Tonight Show", do Jay Leno ou "Late Night Show" com o Conan O' Brien, enquanto que Silverman é uma "stand up comedian", agora com um programa no canal Comedy Central (o mesmo que alberga o The Daily Show e o The Colbert Report)

O que é que estes dois têm em comum? São namorados. E há uns meses atrás, Ela surpreendeu o namorado com um video afirmando que estava a... traí-lo. E o resultado é o video "I'm Fucking With Matt Damon". Feito em Outubro, mas colocado no dia 31 de Janeiro deste ano, devido à greve dos argumentistas, desde então teve mais de oito milhões de visitas. Impressionante, hein?

Mas então porquê ela diz que foi para a cama com o actor do "The Bourne Ultimatum"? Bom, aparentemente um das piadas recorrentes de Kimmel no show era dizer "As minhas desculpas a Matt Damon, ficamos sem tempo", quando fazia os agradecimentos finais. E Silverman, que tem fama de não ser muito "politicamente correcta", decidiu fazer a musica.

Ele lá engoliu o orgulho, o namoro continuou, Mas não perdeu pela demora. O resultado apareceu esta semana, e foi... "I'm Fucking With Ben Affleck". Se isto não é amor, então não sei o que dizer... Vejam os videoclips, são imperdíveis!

sábado, 8 de março de 2008

Mulheres Corredoras: Danica Patrick

Como hoje é Dia Internacional da Mulher, acho por bem falar de uma rapariga que neste momento é uma das mais bem sucedidas e mediaticas no panorama automobilistico: a americana Danica Patrick. Ao contrário de muitas outras, que normalmente não conseguem grande palmarés, Patrick é respeitada pelos seus pares, numa competição que curiosamente tem a maior concentração delas, com três pilotos.

Danica Sue Patrick nasceu a 25 de Março de 1982 em Beloit, no Wisconsin, filha de um piloto de "snowmobiles" e de uma mecânica, cresceu no interior do Illinois. Aos 10 anos, começou a correr no karting, e aos 16 anos, mudou-se para Inglaterra para correr na Formula Ford e Formula Vauxhall. Em 2000, terminou o prestigiado Formula Ford Festival, em Brands Hatch, na segunda posição, a mais alta posição de sempre de uma mulher, e de um piloto americano.

O seu talento não passou despercebido a um dos grandes nomes do automobilismo americano: Bobby Rahal. Em 2002 asinou um contrato com a equipa, correndo primeiro na Barber Dodge Pro Series, para logo a seguir ir correr na Formula Atlantic, onde ficou por duas épocas, conseguindo três pole-positions e tendo ficado na terceira posição no campeonato de 2004. Mas nunca ganhou uma corrida.

Em 2005, muda-se para a Indy Racing League, para a equipa Rahal Letterman Racing. O inicio foi modesto, mas seguro, até às 500 Milhas de Indianápolis daquele ano, altura em que nos treinos, consegue a quarta posição na grelha de partida, falhando por pouco a "pole-position". Na corrida, Patrick teve várias vezes na liderança e parecia estar a caminho de fazer história, mas a poucas voltas do fim, foi ultrapassada pelos carros de Dan Wheldon, Vitor Meira e Bryan Herta. Contudo, o seu quarto lugar foi o suficiente não só para ser a mulher com a melhor posição de sempre, mas também fez com que fosse atribuido o prémio "Rookie of The Year", das 500 Milhas, a primeira mulher a alcançar esse gabarito.

Nesse ano, conquistou três "pole-positions", mas não alcançou nenhum pódio. Contudo, ela terminou a temporada na 12ª posição, ganhando o prémio de "Rookie do Ano" na IRL. No ano seguinte, continua com a Rahal Letterman, mas a equipa lutou contra um chassis de difícil temperamento. Para piorar as coisas, o seu companheiro de equipa, Paul Dana, morre num acidente no "warmup" da corrida de Homestead. No final da época, a regularidade de Patrick compensa: é nona no campeonato.

Isso foi o suficiente para cair no goto das equipas mais fortes do pelotão: em Julho de 2006, assina um contrato com a Andretti-Green Racing, substituindo Bryan Herta. É a menina com o carro numero 7, e as suas expectativas para o resto da temporada eram grandes. Em Indianápolis, Patrick lutou várias vezes pela liderança, mas terminou na oitava posição. Contudo, o seu primeiro pódio veio a seguir, na oval do Texas, ao ser terceira classificada. Depois disto, conseguiu mais dois podios, incluindo o seu melhor resultado de sempre: um segundo lugar em Detroit. No final da época, Patrick é sétima no campeonato.

Em 2008, Patrick continua na Andretti-Green Racing, na agora unificada IRL, e é considerada como uma das favoritas à vitória. Se tal acontecer, será algo histórico, pois nunca uma mulher ganhou uma corrida das "Open Wheel Series" nos Estados Unidos, quer na Indy, quer na NASCAR.

O seu mediatismo nas corridas tornou-a extremamente popular. Já foi capa da FHM e recentemente da Sports Illustrated, onde ela posou em fato de banho. Também foi convidada pela Playboy, mas por agora, ela recusou. Deu a cara a vários anuncios, e também participou em alguns programas de TV, e até num videoclip de Jay-Z, "Show Me What You Got", guiando um Pagani Zonda. Ah, e se querem seduzi-la, esqueçam! É casada com Paul Edward Hospental, o seu fisioterapeuta.

Noticias: Espectador morto em rali italiano

No mesmo fim de semana em que arranca o Campeonato Nacional de Ralies, com o Rali Torrié, o campeonato também arrancou na Itália. Mas aí, no Rali do Ciocco, as consequências foram trágicas. Uma mulher de 35 anos foi mortalmente atropelada pelo Mitsubishi de Andrea Aghini, quando esta tentava recuperar o seu cão, que lhe tinha fugido dos seus braços.


O incidente aconteceu na quinta classificativa desse rali, na região de Lucca, no centro de Itália. "Aghini não teve tempo para evitar o incidente", segundo o comunicado oficial emitido pela organização. Em consequência, o resto do rali foi imediatamente cancelado, em sinal de luto.


Este não é o primeiro incidente fatal envolvendo o piloto italiano, ex-piloto oficial da Lancia e da Ford. Em 2003, o seu navegador, Loris Roggia, morreu vitima de um despiste no Rali de Salento, também a contar para o campeonato italiano.


Ao contrário da Formula 1, onde temos segurança a dar pela barba, os Ralies ainda são a unica coisa onde o público pode assistir sem custos a uma manifestação automobilistica. E por vezes, há excessos. Aliás, no último Rali do México, no WRC, houve uma classificativa anulada por "excesso de espectadores". Eu creio que foi um acidente trágico, e infeliz. O perigo está sempre à espreita...

sexta-feira, 7 de março de 2008

GP Memória - BRDC International Trophy, 1978


Hoje, falo de algo inédito: uma corrida extra-campeonato. Então, porquê? Bom, a corrida do qual irei falar interessa por duas razões: por estar a fazer 30 anos que aconteceu, e por mostrar uma das maiores "zebras" que a Formula 1 jamais viu. Mas era extra-campeonato...

O termo extra-campeonato surgiu após a criação do Campeonato do Mundo de Formula 1, em 1950. Basicamente, eram as corridas que não contavam para o campeonato do mundo, mas que aceitavam inscrições de carros de Formula 1. algumas vezes, outros carros também entravam. Nos anos 50 e 60, carros de Formula 2 entravam na competição, e vários países europeus tinham corridas extra-campeonato (o GP da Alemanha, no Nurburgring, tinha uma grelha separada para os Formula 2, e corriam, mas eles não contavam para o campeonato).

Nos anos 70, as coisas reduziram-se em muito. Agora, as corridas extra-campeonato serviam para homologar pistas que receberiam no ano seguinte o Mundial de Formula 1. A Argentina e o Brasil, para receberem a formula 1 nos seus países, tiveram que fazer corridas extra-campeonato, em 1971 e 72, respectivamente. Chris Amon ganhou na primeira corrida, Carlos Reutmann na segunda. Contudo, havia duas excepções: o BRDC International Trophy, em Silverstone, e a Race of Champions, disputada em Brands Hatch.

Na altura, os circuitos ingleses tinham uma rotatividade em relação ao local onde se disputaria o seu Grande Prémio: Brands Hatch, em anos pares, Silverstone, em anos impares. Como nesse ano, a prova seria no circuito situado no condado de Kent (sul de Inglaterra), a BRDC (British Racers Driving Club) decidiu organizar o seu International Trophy, em Silverstone. Uma corrida de 40 voltas, realizada no dia 19 de Março (o Dia do Pai nas nossas bandas).

Com uma qualificação feita em piso seco, 20 carros participaram, e 16 se qualificaram. Nessa corrida estiveram a Lotus, McLaren, Shadow, a Ensign, a Tyrrell de Patrick Depailler, o Copersucar de Emerson Fittipaldi, o Theodore de Keke Rosberg, o Brabham de Niki Lauda, o Surtees de Rupert Keegan, o Ensign de Jacky Ickx, entre outros. O "poleman" foi Ronnie Peterson, no seu Lotus, seguido por Niki Lauda e Mário Andretti. Emerson Fittipaldi fora oitavo.

Se a qualificação foi em seco, na hora da partida, estava uma grande tempestade sobre o circuito de Silverstone. A tempestade era tanta que os carros tinham grandes dificuldades em segurar o carro na pista. Na volta de aquecimento, Peterson estava nas boxes, enquanto que Niki Lauda se despistou e caiu numa poça de lama. Nas primeiras quatro voltas dessa corrida, os Lotus de Andretti e Peterson, o McLaren de James Hunt e o Tyrrell de Patrick Depailler.

Com estas coisas todas, à entrada da 15ª volta, o lider era... Keke Rosberg, num Theodore. Apenas na sua segunda corrida de Formula 1, o piloto finlandês mostrava-se perante o pelotão da Formula 1. Logo atrás estava o Copersucar de Emerson Fittipaldi, que poucas semanas antes tinha levado o seu carro a um segundo lugar, no GP do Brasil, esse sim a contar para o campeonato. Fittipaldi, que se aproximava de Rosberg, tentou ultrapassá-lo, mas sabia que se saísse da trajectória, corrida o risco de despiste. Sendo assim, decidiu pressioná-lo, forçando-o a cometer um erro.

Até ao fim, Fittiapldi colou-se a Rosberg, fazendo a volta mais rápida da corrida. Contudo, o finlandês estava imperial nesse dia, e conseguiu algo impensável: a sua primeira vitória, e da Theodore. Fittipaldi ficou em segundo, e o terceiro classificado, a mais de três voltas(!) dos dois primeiros, ficou o McLaren privado do americano Brett Lunger. Já agora, somente cinco pilotos classificaram-se. Pouco, não?

Nâo sei se foi isso, ou se foi pelo facto das equipas estarem cada vez mais profissionais, mas esta foi a penútima vez que foi organizado uma prova extra-campeonato. Houve mais três, mas duas delas (GP de Espanha 1980, GP da Africa do Sul 1981), que não foram válidas devido à Guerra FOCA-FISA. Houve uma Race of Champions, em 1983, ganha por... Keke Rosberg, mas num Williams, mas desde então, todas as provas de Formula 1 ofram oficiais.

Mas isso não impediu a realização da BRDC International Trophy. Depois de ter sido organizado para a Formula 2 e Formula 3000, desde 2005 é uma prova de Formula 1 Históricos.

Fontes:


Noticias: Montezemolo antevê um campeonato aborrecido

O presidente da Ferrari, Luca de Montezemolo, afirmou ontem em Genebra que espera um campeonato de 2008 "muito aborrecido", pois acha que a vantagem da Ferrari é "gritante". Em declarações ao jornal "Gazzetta dello Sport", o patrão da marca do Cavallino Rampante afirmou, de uma forma divertida, sobre o que pensa da temporada que começará dentro de dez dias:


«O objectivo da Ferrari é permanecer no topo. Em 2007 vencemos porque fomos uma equipa e outros não. Por isso, antevejo um campeonato aborrecido, mas sobretudo sem magistrados e sem o James Bond», aludindo ironicamente ao escândalo Stepneygate.


Apesar da confiança, de Montezemolo diz que só tirará todas as dúvidas depois do fim de semana de Melbourne: «Há alguma apreensão relativamente ao primeiro Grande Prémio da temporada: o nosso monolugar evoluiu muito, mas ainda temos que nos confrontar com as restantes equipas. Espero vencer o título mas, acima de tudo, que não seja na última corrida e no último quilómetro», referiu, agora ao jornal La Stampa.


Que Montezemolo está confiante no carro, disso não tenho dúvidas. Que provavelmente a Ferrari é o maior candidato ao título, também não há muitas dúvidas. Mas muitas pessoas podem confundir excesso de confiança com arrogância, e podem pedir satisfações no final da época, caso eles não consigam o título. Pela boca, morre o peixe...

Extra-Campeonato: Hoje falo do Benfica!

Eu jurei um dia que nunca falaria sobre futebol neste blog, exceptuando a Selecção Nacional. Mas hoje decidi abrir uma pequena excepção, para falar do "meu" Benfica, e da sua prestação de ontem na Taça UEFA, contra os espanhois do Getafe.
Se vocês pensam que isto vai ser um chorrilho de "bocas foleiras" a falar mal do clube, do Camacho ou de outra coisa... esqueçam! Embora tenha mutas razões de queixa, meus amigos!

Primeiro que tudo: tenho que tirar o chapéu a Jose António Camacho. Não é qualquer um que está no banco de suplentes, a dar a tática, poucas horas depois de enterrar, em Albacete, o seu velho pai. Profissionalismo é uma coisa, mas isto bate muita gente aos pontos. É amor ao futebol e ao clube. A razão principal porque abri uma excepção ao meu veto futebolistico é porque nunca pensei ver um minuto de silêncio em homenagem ao pai de um treinador de futebol. Mas vi.

Segundo: já ando farto de ver azares, milagres, e forças divinas a mexerem com aquele plantel. Critico fortemente o gesto do Oscar Cardozo, mas ver o Luisão a ir para o banco aos 28 minutos, vítima de lesão, só me apetecia "fechar a loja" e voltar para o ano. E os golos do Getafe vieram. Naturalmente.

Contudo, porque é que ainda acredito neles? Porque tem capacidade de luta, não desistem nunca. E sempre acreditaram que marcar um golo mudaria as coisas para melhor. E ver o martirizado Pedro Mantorras marcar um golo, faz acreditar que na semana que vêm, em Getafe, nos arredores de Madrid, assistamos a mais um "milagre", poucas semanas depois do de Nuremberga...

Quanto ao campeonato... já não ligo. Com um vencedor antecipado, se nada mudar no ano que vêm, se calhar caminhamos para o mesmo. Só tenho pena de ver o clube da minha terra a caminho da II Divisão...

quinta-feira, 6 de março de 2008

A salada digital da Force India

Se vocês neste momento quiserem ir ao site oficial da Force India, o que é que vocês escrevem? Não, isso não dá. Nem metendo um hifén, meus amigos. Mas o site oficial existe. Como? Carreguem aqui, e leiam o que está lá inscrito.


Pois é. Vi isto hoje no Blog do Capelli. Não sei se isto é uma homenagem às equipas que lhe antecederam, mas que para chegarmos ao site oficial deles, temos que clicar no nome de uma equipa que formalmente não existe desde 2005. E se lerem em cima, vêm lá escrito "Spyker F1 Team". Num país que tem tantos cérebros de alta tecnologia como a India, será que não podiam contratar alguns e fazer uns endereços de jeito? Ou será que é esquizofrenia à indiana?

Jenson Button, o anti-Gillete

Esta foto está no Blog do Nuvolari, feita pelo aoutor no sentido de homenagear as meninas do Octeto Racing Team. Ele acha que a barba por fazer do Jenson Button é uma espécie de promessa, que só a cortará quando voltar a vencer com a Honda.

Posto isto, só posso responder da seguinte forma: Eita homem de fé! Acreditar que aquele carro um dia voltará a ser competitivo não é para qualquer um. E se o meu amigo venezuelano acha que as coisas se manterão em 2014, eu digo isto: se as coisas se arrastarem até 2020, algo me diz que começarão a comparar a sua barba com a do Osama Bin Laden... ou então pergutarão se ele se converteu à religião islâmica!

Noticias: Lamy duvida da viabilização do Autódromo do Estoril

Pedro Lamy afirmou hoje que duvida da viabilização do Autódromo do Estoril a longo prazo. Em entrevista à Agência Lusa acerca da compatiblidade entre o Estoril e o futuro Autódromo de Portimão, a inaugurar em Novembro, o actual piloto oficial da Peugueot para a Le Mans Series, Lamy disse ter dúvidas:


O Estoril se calhar vai ser um bocadinho prejudicado, porque o autódromo do Algarve é mais completo, mais moderno. Não sei o que se vai passar no futuro com o autódromo do Estoril, mas com certeza que vai sofrer um pouco. A curto prazo há continuidade. A longo prazo não sei, se calhar vai ter de ser fechado”, considerou.


Se há espaço ou não para serem todos competitivos é difícil dizer. Mas eu espero bem que sim e que cada vez haja mais. Temos é que trabalhar bem e conseguir que as equipas venham cá testar e façam muitas corridas internacionais e nacionais, para criar movimento em todos os circuitos”, afirmou.


Quanto à possibilidade do regresso da Formula 1 a Portugal, Lamy disse que isto está nas mãos do Governo.


"Ser uma das provas do calendário, depende do apoio do governo e se quer trazer para cá ou não um Grande Prémio."


Uma afirmação rebatida por António Capucho, o presidente da câmara de Cascais, concelho no qual o autódromo fica situado. “Claro que (o autódromo do Estoril) é viável.", afirmou. “A construção do novo Autódromo do Algarve, a concretizar-se, vai obviamente entrar em concorrncia com o Autódromo do Estoril e também com outros autódromos, designadamente os do Sul de Espanha. Mas a concorrência será saudável e há mercado para pelo menos dois circuitos no nosso país”, defendeu.


Em relação às negociações entre a Câmara e a Parpública, no sentido da aquisição do Autodromo, Capucho afirma não gostar muito da indefinição da entidade do Estado em relação às suas propostas: “A indefinição relativamente ao futuro não é nada favorável aos interesses públicos subjacentes ao circuito do Estoril e objectivamente pode favorecer indirectamente os interesses privados que estão a investir num complexo imobiliário-turístico no Algarve”.


Mais cenas dos próximos capítulos...