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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A equipa acabou, mas o site funciona!

A Pacific foi uma das muitas equipas "nanicas" que andaram na Formula 1 nos anos 90. Formada por Keith Wiggins, andou nas temporadas de 1994 e 1995, com pilotos como Bertrand Gachot, Paul Belmondo, Andrea Montermini e o lento suiço Jean-Denis Deletraz, e acabou no final dessa época.

Por essa altura, a Internet era a grande novidade do momento, e todas as equipas decidiram fazer o seu site, para o crescente número de internautas que apareciam pelo mundo inteiro. Muito antes das redes sociais, até a Pacific fez o seu site. Mas a equipa acabou e a sua existência remeteu-se aos livros de história... excepto uma coisa: o seu website.

É verdade: após 16 anos - quase 17 - o site da Pacific ainda funciona! Quem falou disso foi o nosso amigo "williamista" Marcos Antônio, no seu blog GP Series. Um belo pedaço da arqueologia desses primórdios da Internet ainda vive. Para ver isso com os seus próprios olhos, basta seguir o link: http://www.pacificgrandprix.com/

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Jeremy Clarkson, internet meme

Que todo o "petrolhead" adora o Top Gear, isso é um facto. Que muitos criticam a versão americana porque e uma imitação da versão inglesa, também é um facto, embora diga que começam a tentar demarcar-se da versão original. Mas eu não esperava que ao fim de dez anos de programa na BBC - nesta nova versão, já que tudo começou em 1977 - o surgimento das redes sociais fizesse que o carisma dos apresentadores se transformasse em "meme".

Para quem não sabe o que isso significa, significa um conceito que se espalha pela Internet, que pode assumir uma forma de link, imagem, video ou hashtag (o famoso # antes de escrever qualquer palavra). Dos muitos "internet memes", três grandes exemplos são os do Rick Astley, um cantor que fez sucesso nos anos 80, da cena de furia de Adolf Hitler no filme "A Queda", interpretada pelo ator austriaco Bruno Ganz, e o cantor russo Edouard Khil, morto em junho deste ano, famoso por cantar uma musica usando apenas as palavras "trolololo".

Jeremy Clarkson é sem dúvida, a face mais visivel do Top Gear. Primeiro que tudo, é o mais antigo - estava na série original desde fins dos anos 80 - e o seu estilo e presença é o mais politicamente incorreto. Fumador, machista, conservador, anti-ecologista, anti-Morris Marina (adora destrui-los sempre que pode), não gosta de carros franceses e está sempre a gozar com os alemães, especialmente quando lhes gosta de lembrar que a Grã-Bretanha os bateu por duas vezes na primeira metade do século XX. E claro, escusamos de dizer que tem uma língua destravada, que lhe colocou em diversas encrencas.

Mas as pessoas adoram o seu estilo politicamente incorreto. Tanto que no último mês descobri que tinham sido criados duas páginas no Facebook - uma das novas modas - decidadas ao apresentador britânico. A primeira chama-se "Jeremy Clarkson da Depressão" e a segunda se chama "Jeremy Clarkson Boladão". Ambas tem origem brasileira e se a primeira está a chegar aos dois mil "likes" (ou "gostos"), a outra é mais modesta, com 33 adesões.

Lá coloca-se todo o tipo de frases que se acha que Clarkson diria - e porque não, James May e Richard Hammond - de forma auto-depreciativa e humoristica. A ideia e fazer rir, com bom ou algum mau humor, mas acima de tudo, fazer divertir as pessoas. E como ambas as páginas foram criadas há menos de um mês, graças ao carisma do Jeremy, são sucessos garantidos.

Em suma, ver a ele como um fenómeno da Internet é certamente o sinal do sucesso do programa e do apresentador, e também o impacto que ele e o programa tiveram junto dos "petrolheads", algo que provavelmente vai ficar por muitos e bons anos.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A utilidade de correr em Xangai

A Formula 1 está na China, e os carros ainda não deram nenhuma volta no circuito de Xangai e já rebentou a polémica. Não tem a ver com nenhuma discussão entre a FOTA e a FIA, apesar da futura amnistia ao Flávio Briatore e Pat Symmonds, nem tem a ver desta vez com qualquer ilegalidade em qualquer carro do pelotão. Ou dito de outra forma, para além desses problemas, outro surgiu: o acesso dos pilotos e das equipas à Internet. E porquê? Ora, a China é uma ditadura comunista, cujo controlo da Internet é implacável.

E para piorar as coisas, o pelotão da Formula 1 chega a Xangai no meio da polémica entre o governo chinês e a Google, que farta das limitações do motor de busca americano no Império do Meio, decidiu redireccionar as suas pesquisas para a versão de Hong Kong, muito mais livre. De uma certa maneira, decidiram não pactuar mais com as regras de um mercado com 1100 milhões de habitantes.

E é por causa desse mercado de 1100 milhões que a Formula 1 está em Xangai. O circuito, desenhado por Hermann Tilke, está no calendário desde 2004, numa altura em que toda a gente com uma cabeça para fazer negócios tinha como ideia "partir para a China, rapidamente e em força", porque queriam ganhar dinheiro o mais facilmente possivel. Curioso é saber que no lado chinês, o representante do PC local que tratou de tudo foi mais tarde preso por corrupção...

Li que nesse contrato, o governo chinês paga todos os anos à FOM o equivalente a 40 milhões de dólares para manter Xangai no calendário. No entanto, nunca nas seis edições em que o GP da China esteve no calendário da Formula 1, as bancadas estiveram cheias de espectadores. Mesmo quando a corrida acontecia em Outubro, logo, poderia ser o decisor de qualquer título, os chineses, mesmo com bilhetes "oferecidos" pela organização, acorrerem em massa para ver bólides a fazer as curvas a alta velocidade. E em Xangai existiram episódios que ficaram na história do automobilismo neste ainda infante século XXI.

E hoje, mais uma vez, vejo através do Cadernos do Automobilismo, o blog do meu amigo Daniel Médici, que o contrato entre a FOM e o governo, assinado em 2004, ainda não foi renovado, e pelos lados de Pequim, não existe grande interesse. Pelo menos não nos mesmos termos que foi negociado da outra vez. O prejuízo é tal que as bancadas existentes nas Curvas 12 e 13 se transformaram num gigantesco painel publicitário.

É um claro contraste com o seu maior rival asiático, o Japão, onde nos tempos em que Ayrton Senna corria nas pistas, tinha um milhão e duzentos mil pedidos de bilhetes para Suzuka, que na altura só podia albergar 200 mil espectadores, os mesmo numero de espectadores que pode albergar em Xangai.

E o mais engraçado é que a Formula 1 aposta decisivamente na Ásia. Mesmo com os constantes rumores de cancelamento para este ano, vai haver uma corrida na Coreia do Sul, mesmo sendo num sítio que, como se diz na minha terra, é num "Cu de Judas", e em 2011, teremos um novo país no calendário: a India.

Mas nesse caso, pode haver esperanças, dado que existem uma equipa indiana e um piloto desse subcontinente, pelo menos em 2010. E no primeiro caso, está a transformar-se de uma equipa do fundo da tabela numa sólida equipa do meio do pelotão. Pode ser que haja esperança de encher os 300 mil lugares previstos no novo circuito que está a ser construido nos arredores de Nova Delhi.

Em resumo: ter a Formula 1 na China acarreta mais obstáculos e prejuízos do que qualquer outro sítio. Então, porquê correr nese sitio? A unica resposta que me ocorre é aquela que Geroge Mallory deu quando lhe perguntaram, quando quis subir o Monte Evereste, e que morreu a tentar alcançar esse objectivo: "Porque está lá".

terça-feira, 2 de março de 2010

Mais um marco alcançado!

A cada marco que passo, convenço-me que isto começa a não poder ser encarado como um "hobby", mas algo que vai para além disso. Os convites que recebo, os elogios... começam a ser tantos que já encaro tudo isto como algo anormal. Já sabia que muitos encaram isto como um farol, uma referência, mas pensar que ao fim de três anos, alcançaria as 600 mil "pagviews", com uma média de 25 mil por mês, começo a ser demasiado grande para ser ignorado...

Ainda bem. É sinal de que por um lado, não estou sozinho nesta "loucura" chamada automobilismo, e que existem outros loucos como eu, quer em Portugal, Brasil, Aregentina, Espanha... que escrevem e se correspondem. É um grupo, uma tribo, que fala, queixa e diz o que pensa, muitas das vezes a falar bem só do seu piloto e a ver mal dos outros, mas outros mostram as coias como um todo, e como as coisas andam interligados, quer em termos de passado como em outros termos. Gozamos com as desgraças dos outros e espaculamos até sobre a cor das botas do piloto A ou B, e damos sentenças sobre acontecimentos que esquecemos no dia seguinte... enfim, no final, é tudo por amor.

Após 600 mil pageviews, continuo a gostar do que faço. E vai ser assim enquanto existir uma história para contar. Quer seja no passado, no presente e no futuro.

Antes de agradecer a vocês todos, duas coisas: estamos no principio do mês, portanto, os que já tem dinheiro no bolso, não se esqueçam de comprar o meu livro, que está nas bancas virtuais, e principalmente aos meus visitantes portugueses e angolanos (brasileiros não podem votar, infelizmente...), votem em mim nos Super Blog Awards. Basta clicar aqui ou no símbolo à esquerda, que vão directos ao assunto.

Obrigado a todos, e até ao milhão, e mais além!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Por fim, mostra-se o jogo: F1 Champion!

Já repararam naquilo que tenho no meu canto superior esquerdo? Se sim, então posso-vos dizer que hoje revelo que tipo de jogo se trata. É o F1 Champion, um jogo online que acompanha toda a temporada 2010 de Formula 1 onde só os melhores... chegam a etapa final.

O conceito é simples: a cada corrida deste calendário de 2010, e são 19 ao todo, cada competidor responde a cinco perguntas de diferentes graus de dificuldade, divididos em 5, 4, 3, 2 e 1 ponto, da mais difícil a mais fácil. 15 pontos em jogo todos os fins de semana competitivos, a partir do dia 14 de Maço, no Bahrein. O vencedor, como é obvio, será aquele que tiver o maior numero de pontos no final deste campeonato.

Porém... isto não é tão simples como se julga. Para ganhar o jogo os candidatos terão que passar por três etapas eliminatórias. Caso falhe qualquer etapa eliminatória, já sabe: fica pelo caminho.

Para se inscrever, existem 3 passos rápidos:

1. Preencher o formulário de inscrição.
2. Pagar a taxa de inscrição. No Brasil são 20 Reais, na Europa é um pouco menos: 7,71 euros.
3. Entrar para o grupo F1 Champion.


Claro, existem prémios para os melhores... ou vocês julgavam que competiam para "aquecer"? E não são uns prémios quaisquer:

1 - O grande campeão levará para casa um fantástico Acer Aspire One, patrocinado pela Acerte Informática.

2 - O segundo classificado recebe um MP4 e um livro sobre a categoria.

3 - Aquele que ficar com a medalha de bronze recebe um boné e uma miniatura da sua marca favorita.

Se quiser saber mais sobre este jogo, já sabe: clique no banner que existe no canto superior esquerdo, onde irá chegar ao site que publicita este grande jogo da blogosfera. De facto, 2010 vai ser um ano completamente diferente em muitos aspectos!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Apresentações: o Ferrari F10

A segunda apresentação de 2010 foi esta manhã, via Internet. A Ferrari mostrou esta manhã o F10, sucessor do F60, a máquina da Scuderia do Cavalino Rampante que será guiado na temporada que aí vêm por Fernando Alonso e Felipe Massa.

A equipa apresentou-se nessa apresentação na máxima força: para além de Alonso e Massa, também apareceram os pilotos de reserva, Marc Gené, Giancarlo Fisichella e Luca Badoer, também estiveram o director desportivo, Stefano Domenicalli, e o presidente executivo, Luca de Montezemolo. O Ferrari F10 tem numa frente bastante inspirada no Red Bull RB5 de 2009, nitidamente uma das melhores máquinas da temporada passada, e um carro mais comprido entre eixos, no sentido de caber um depósito maior, dado que em 2010, os reabastecimentos voltam a ser proibidos.

O director desportivo da Ferrari, Stefano Domenicalli, referiu a importância deste chassis para a nova temporada: "Este campeonato vai ser muito importante para nós, já que o anterior, por diversas razões não foi positivo. Temos dois 'novos' pilotos, e podem perguntar porquê dois 'novos' pilotos? O Fernando é bicampeão do Mundo e nós estamos convencidos que vai alcançar o terceiro. Já surge entre os grandes campeões da F1 e este é o momento certo para ele, e para nós, de modo a voltar aos sucessos. O Felipe é uma 'nova' versão! Depois do terrível acidente na Hungria, o Felipe tem tudo prara provar que é um campeão e reiniciar o caminho que foi interrompido em Julho. Boa sorte para os dois!"

Quanto a Fernando Alonso, o novo recruta da Scuderia, reconhece o trabalho feito pelos técnicos para aprontarem o carro e mostra-se confiante num bom resultado nesta temporada: "É uma emoção para mim, porque sei que trabalharam duro durante meses para criar este carro. Estamos prontos para esta disputa. Eu e Felipe formaremos uma dupla muito forte e espero que deixemos os fãs da Ferrari muito orgulhosos conquistando o campeonato com este carro.", afirmou.

Felipe Massa, de regresso após o seu acidente no final de Julho, na qualificação do GP da Hungria, afirma estar motivado para 2010: "Estou muito feliz e sinto que quero trabalhar mais do que nunca. Penso que conseguiremos brigar pelo campeonato", disse.

Os primeiros testes em pista deveriam ter acontecido esta tarde em Maranello, mas o mau tempo que se faz sentir nessa região obrigaram a adiar essa estreia, provavelmente no dia 1º de Fevereiro, em Valencia.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Comunicado provavelmente importante...

Já queria dizer isto há umas semanas, mas ainda não tinha calhado. Pois bem, faço-o agora: desde fins de Setembro que estou a colaborar no sitio da Internet Motormais, em particular da parte do automobilismo.


É um embrião, que se espera um bom crescimento, e têm potencial para isso, pois tirando o Autosport e o Autohoje, é algo muito pouco explorado no nosso país. E se tudo correr bem, pode ser que no futuro faça como o Ico: começe a falar das competições "in loco". Caso assim aconteça, é um sonho meu que fica concretizado.

quinta-feira, 6 de março de 2008

A salada digital da Force India

Se vocês neste momento quiserem ir ao site oficial da Force India, o que é que vocês escrevem? Não, isso não dá. Nem metendo um hifén, meus amigos. Mas o site oficial existe. Como? Carreguem aqui, e leiam o que está lá inscrito.


Pois é. Vi isto hoje no Blog do Capelli. Não sei se isto é uma homenagem às equipas que lhe antecederam, mas que para chegarmos ao site oficial deles, temos que clicar no nome de uma equipa que formalmente não existe desde 2005. E se lerem em cima, vêm lá escrito "Spyker F1 Team". Num país que tem tantos cérebros de alta tecnologia como a India, será que não podiam contratar alguns e fazer uns endereços de jeito? Ou será que é esquizofrenia à indiana?