segunda-feira, 23 de maio de 2016

A imagem do dia

No fim de semana do GP do Mónaco, iremos ver muitos capacetes especiais por parte dos pilotos do pelotão. E Romain Grosjean decidiu aproveitar para homenagear Jules Bianchi, que em 2014 conseguiu um honroso nono posto nesta corrida, dando à Manor/Marussia os únicos pontos da sua carreira.

Bom saber que ele nunca foi esquecido pelos seus pares. Assim seja!

Youtube Motor Show: The Stig vs um cantor qualquer

Com a nova temporada do Top Gear cada vez mais próxima - vai acontecer neste domingo na BBC - e com mais rumores sobre as tensões existentes entre Chris Evans e os restantes elementos do casting - fala-se que Evans perdeu a compostura durante a gravação do primeiro episódio - noutro lado, o The Stig colocou algumas pessoas ao seu lado durante uma demonstração na Noruega.

E um deles foi o cantor e comediante sueco Björn Gustafsson, que decidiu inventar uma musica em honra do condutor mais enigmático do mundo, enquanto ele dava uma volta ao volante de um Ford Mustang vermelho. 

Eis o resultado.

Rumor do dia: Zeltweg volta em todo o seu esplendor?

Como é sabido, o automobilismo esteve este fim de semana no Osterreichring (agora Red Bull Ring), onde se disputaram duas rondas do DTM e três da Formula 3 europeia. A grande novidade é que o circuito tem uma nova capas de asfalto, muito mais aderente do que o anterior, e provavelmente poderá fazer cair os tempos na Formula 1, quando esta vier lá para o final de junho. 

Contudo, os responsáveis da Red Bull poderão pensar em voltar a colocar o circuito no seu todo, quando foi construído em 1969. É que no traçado atual de 4326 metros, os tempos estão a cair para niveis próximos dos sessenta segundos - e o próprio Ico fala disso este fim de semana no seu blog - e assim sendo, há planos para que se restaure a pista que foi usada entre 1970 e 1987, com quase seis quilómetros. Há uma nova capa de asfalto na parte que não é usada, e a chicane Hella-Licht foi redesenhada, com vista para o futuro, mas os responsáveis do circuito, Projekt Spielberg, não querem avançar com muitos detalhes.

Há alguns problemas prementes para se resolver, nomeadamente, novos estudos de impacto ambiental e algumas autorizações - as leis-anti-ruído na Áustria são bem estritas - mas a ideia seria melhor acolhida, porque não se teria de fazer muita construção no local.

Não seria mau de todo, caso regresse o Red Bull Ring numa dimensão mais próxima daquela que foi vista nos anos 70, quando era considerada como uma das pistas mais velozes do calendário automobilístico mundial.

domingo, 22 de maio de 2016

A imagem do dia (II)

Há cerca de um ano, em Indianápolis, James Hintchcliffe sofreu um acidente que quase lhe custou a vida. Num dos treinos para as 500 Milhas, o piloto canadiano embateu fortemente no muro de proteção e um dos braços da suspensão conseguiu furar o chassis de fibra de carbono e trespassou-lhe a perna, atingindo uma das grandes artérias que há no corpo humano. Hintchcliffe perdia rapidamente sangue, e só no Hospital Metodista de Indianápolis é que lhe fizeram a urgente intervenção cirúrgica que o salvou a vida.

Em poucos minutos, o canadiano foi salvo, mas o seu campeonato - tinha vencido na atribulada corrida de New Orleans - tinha acabado ali. Seguiram-se meses de reabilitação até estar pronto para mais uma temporada ao volante do carro da Sam Schmidt Motorsports. E esta noite, o piloto de 29 anos teve o seu regresso de sonho ao alcançar a pole-position para as 500 Milhas, o primeiro canadiano a alcançá-la. 

Foi uma pole comemorada por toda a gente, não só os seus companheiros de equipa, mas também adversários, porque viram uma história de superação. E vocês sabem como os americanos adoram este tipo de história. Vai ser celebrada nos dias que aí vêm, até ao dia da corrida.

The End: Eddie Keizan (1944-2016)

O sul-africano Eddie Keizan, um dos pilotos que fez parte do automobilismo local nos anos 60 e 70, morreu este sábado aos 71 anos em Joanesburgo, segundo contou a família. Keizan sofria de um cancro no fígado há algum tempo.

Para além de ter corrido em três Grandes Prémios de Formula 1, todos na África do Sul, participou também na Formula 5000, onde foi campeão em 1972, e nos turismos, onde foi bicampeão nacional, em 1977 e 78.

Nascido a 12 de setembro de 1944 em Joanesburgo, Keizan começou a correr no final dos anos 60 nos turismos locais, antes de em 1971, comprar um Lola 212 para correr na Formula Ford local.  Isso foi o suficiente para que em 1972, passasse para a formula 5000, onde a bordo de um Surtees TS5, tornou-se campeão local. No mesmo ano, Keizan começou a participar na Formula 1 sul-africana, a bordo de um Tyrrell 004 da Bignault Racing, venceu uma corrida e terminou o campeonato na terceira posição. 

Em 1973, acabou vice-campeão, no mesmo carro, com mais uma vitória em Bulawayo, na então Rodésia (agora Zimbabwe) na mesma altura que se estreou oficialmente na Formula 1, no GP local. Keizan repetiu a presença no ano seguinte, onde se classificou na 14ª posição, a duas voltas do vencedor. Nesse mesmo ano de 1974, Keizan também participou em duas rondas da Formula 5000 britânica, a bordo de um Embassy-Lola.

Em 1975, foi diferente: alinhou pela Gunston, com um Lotus 72. Se no campeonato, ele foi apenas quinto no campeonato, sem vitórias, no GP sul-africano, alinhou ao lado de Guy Tumner no mesmo carro, acabando na 13ª posição, a duas voltas do vencedor.

Com o final da formula 1 sul-africana (reduzida à categoria de Formula Atlantic), Keizan resolveu regressar aos Turismos, a bordo de um BMW 535, vencendo em 1977 e 78. no ano seguinte, venceu os 1000 km de Kyalami, a bordo de um BMW M1 da Eggenberger Racing, correndo a maior parte do tempo... sozinho, pois o seu co-piloto, o alemão Helmut Kelleners, ficou doente. No ano seguinte, voltou a correr nos turismos, em substituição de Ian Scheckter, que tinha ficado lesionado durante boa parte desse ano. No final desse ano, decidiu pendurar o capacete.

Depois do automobilismo, Keizan assentou e geriu um negócio de jantes para automóveis, a TSW, fundada por ele em 1967, acabando por vencer há dois anos. Entre isso, participava regularmente em eventos históricos, sempre a bordo de carros da BMW. 

A(s) image(ns) do dia




Fafe é sempre algo especial. Cheio de espectadores, todos eles amantes da competição. É o coração do rali português, e é sempre mimado pela organização. É como o Ouninpohja, na Finlândia, ou o Col de Turini, em Monte Carlo. E é por isso que é sempre "mimado" pela organização e este ano, os "manda-chuvas" da FIA lá estiveram. entre eles, uma ex-piloto e um ex-navegador e um ex-diretor da Peugeot Sport, nos anos 80. Por outras palavras, Jean Todt, presidente da FIA, e Michele Mouton, a responsável pelos ralis, lá estiveram. Talvez para matar saudades do tempo em que andaram por lá...

O Rali de Portugal lá voltará, num sitio onde muitos afirmam que eles nunca deveriam ter saído. E isto, claro, só demonstra o amor dos portugueses por este rali. E pelo automobilismo, também.

WRC 2016 - Rali de Portugal (Final)

Kris Meeke venceu esta manhã o Rali de Portugal, dando à Citroen a sua primeira vitória do ano. O piloto britânico venceu com quase 30 segundos de avanço sobre Andreas Mikkelsen e 34,5 segundos Sebastien Ogier - o francês venceu a Power Stage de Fafe. 

Rali quase perfeito. Obrigado à equipa e especialmente ao meu engenheiro. Este ano é para ganhar experiência. Tivemos uma boa posição na estrada mas não podia fazer mais. O DS3 continua a ser um carro muito bom. Estou entusiasmado com 2017”, começou por dizer o inglês, no final do rali.

Era importante para mim fazer um rali a este nível, conduzir desta forma. É outro passo em frente. Toda a gente diz que a primeira vitória é aquela que recordas com mais carinho, mas na verdade, para mim, é a segunda. Penso que havia seis pilotos do campeonato que podiam lutar pelo triunfo. Este é o meu segundo, mas consegui-lo desta forma, controlando do início ao fim, prova que consigo fazê-lo. E com certeza que, se no próximo ano conseguirmos melhorar em todas as áreas, com os novos regulamentos, o futuro é bastante entusiasmante para mim”, continuou.

No final, agradeceu aos fãs portugueses: “Portugal é um local especial para conduzir um carro de ralis. Gostei realmente deste evento, e a quantidade de pessoas. Este resultado é provavelmente para os fãs portugueses, porque sempre apoiaram o Colin [McRae] e o Richard [Burns] durante muitos anos. Esta é para os fãs!”, concluiu.

Esta é a segunda vitória de Meeke na sua carreira, depois de ter vencido o Rali da Argentina do ano passado, e foi merecida, dado que ganhou oito das 19 especiais que constituíram o rali, controlando sempre a distância para os seus adversários da Volkswagen, depois de um inicio demolidor por parte do inglês, que esta temporada, corre em "part-time", pois a marca francesa prepara-se para 2017.

Apesar de tudo, os Volkswagen não deixaram de lutar até ao fim, e foi assim nas duas primeiras classificativas deste dia,com Mikkelsen a ganhar na primeira e Ogier a reagir na segunda. A razão era simples: ambos lutavam pela segunda posição, enquanto que Meeke controlava tudo deste o comando do rali. Tanto que antes da Power Stage, o inglês já tinha dito que iria abdicar de atacar: “Não vou arriscar na Power Stage. Só quero a vitória”.

E assim foi. Na mítica passagem por Fafe-Lameirinha (era a segunda passagem do dia, diga-se), Ogier venceu, com Latvala e Mikkelsen a completarem o pódio e dar todos os pontos à Volkswagen. Meeke foi apenas oitavo.

Após o pódio, Dani Sordo foi o melhor dos Hyundai ao ser quarto classificado, mas a mais de um minuto e 37 segundos, num rali que não foi fantástico para as cores coreanas - Sordo foi o único a chegar nos pontos. Mas o espanhol ficou a mais de três minutos e meio do francês Eric Camili, quinto e o melhor dos Ford, conseguindo aguentar os ataques de Jari-Matti Latvala, sexto no seu Volkswagen Polo R. Mads Ostberg foi o sétimo, isolado quer dos que estavam na sua frente, quer do seu perseguidor, já que Martin Prokop foi o oitavo, a mais de quatro minutos, e a dez da liderança. Pontus Tidemand e Nicolas Fuchs fecharam o "top ten" e foram os dois primeiros na classe WRC2.

Miguel Campos foi o melhor português, sendo o 14º e quinto na classe WRC2.

O mundial de ralis não para: dentro de três semanas, máquinas e pilotos voltam à carga, desta vez, no Rali da Sardenha.

sábado, 21 de maio de 2016

WRC 2016: Rali de Portugal (Dia 2)

Kris Meeke continua a expandir a sua liderança no Rali de Portugal, conseguindo no final do segundo dia um avanço de 45 segundos sobre Sebastien Ogier, depois de completadas seis especiais neste sábado. O piloto da Citroen está disposto a dar à marca francesa a sua primeira vitória do ano, numa temporada onde estão a "meio-gás", preparando-se para a próxima temporada. Anders Mikkelsen é o terceiro, não muito longe de Ogier, a 48 segundos, enquanto que Miguel Campos é o melhor dos portugueses, na 15ª posição, e quinto no WRC2.

O dia começou como acabou: com Meeke na frente. Na especial de abertura, no Marão, o inglês ganhou, com seis segundos de vantagem sobre Anders Mikkelsen e 6,7 segundos sobre o francês Eric Camili. A estrada estava limpa, mas havia mais aderência do que eu esperava. Quero aproveitar ao máximo a vantagem. Estou satisfeito pela forma como o rali me está decorrer”, comentou o piloto da Citroen.

Estou surpreendido, porque está seco", começou por comentar Ogier. "O piso limpo não será bom para mim esta manhã, ao contrário do que sucedeu no dia anterior. Esperava um pouco mais de humidade e se vier será mais tarde. Vamos dar o nosso máximo”, concluiu o francês da Citroen.

A partir daqui, Ogier parecia estar mais concentrado em ficar na estrada. Meeke venceu as duas especiais seguintes, acabando a manhã com uma vantagem de um minuto e dois segundos sobre Ogier, e um minuto e 15 sobre Mikkelsen, que tinha passado Dani Sordo, o melhor dos Hyundai. Por esta altura, Thierry Neuville já tinha abandonado, parado na 12ª especial... devido à falta de gasolina.

Na 13ª especial, a segunda passagem por Baião, Mikkelsen foi o melhor, 5,7 segundos mais veloz do que Jari-Matti Latvala, e 6,6 segundos sobre Sebastien Ogier. A diferença caiu então para os 57,8 segundos, mas Meeke tinha tudo controlado. Tanto que Mikkelsen e Ogier venceram as especiais seguintes, mas o inglês estava a controlar tudo.  "Temos seis rodas, ou seja, mais do que os adversários. O primeiro troço era muito estreito com várias lombas. Aqui melhorou mas é aqui que estamos. Este era duro.”, contou Meeke.

Depois dos três primeiros, Dani Sordo era o quarto, mas já tinha mais de um minuto e 20 segundos sobre a liderança, mais de minuto e meio sobre o francês Eric Camili, o melhor dos Ford. Jari-Matti Latvala é o sexto, num rali bem discreto para ele, já que tem mais de quatro minutos de desvantagem sobre o líder. Mads Ostberg é o sétimo, na frente de Martin Prokop. Pontus Tidemand e Nicolas Fuchs lutam pelo nono posto, e o melhor dos WRC2, ambos a quase dez minutos do comandante.

Quanto ao melhor português, Miguel Campos é o 15º da geral, a mais de 13 minutos da liderança, e é o quinto no WRC2. 

Faltam quatro especiais para o fim do rali de Portugal, todos a serem cumpridos amanhã.

Youtube Racing Crash: O acidente da Formula 3 na Austria

O fim de semana na Formula 3 europeia, que decorre no Red Bull Ring, na Austria, ficou marcado por este arrepiante acidente entre o americano Ryan Tveter, o chinês Zhi Cong Li (Peter Li) e o brasileiro Pedro Piquet. Isto aconteceu quando o Tveter perdeu o controle do seu carro e foi parar à gravilha. O pó lançado ao ar obscureceu a visão do chinês, que atingiu o carro semiparado em cheio e foi lançado para o ar, caindo com estrondo. Piquet, que seguia atrás, não conseguiu evitar os destroços de Tveter e também acabou por bater.

Quer Tveter, quer Piquet saíram dali ilesos, mas Cong Li ficou em pior estado: fraturas no calcanhar que o vai obrigar a ser operado, bem fraturas nas vértebras do pescoço, mas sem aparente ameaça à sua existência. 

"Peter está a ser tratado a vários ossos partidos no seu calcanhar, tendo de ser submetido a cirurgia num futuro próximo", começou por dizer a declaração oficial da sua equipa, a Carlin.

"Peter também tem foi diagnosticado com quatro vértebras fracturadas, mas que não necessitam de cirurgia. Embora sofrendo com outros hematomas e pequenas lesões, Peter está alerta e falando com o pessoal médico", concluiu.

Formula E: Buemi o melhor na corrida de Berlim, Di Grassi terceiro

Sebastien Buemi não deu hipóteses à concorrência e foi o melhor nas ruas de Berlim, esta tarde, com Lucas di Grassi a ser terceiro e a segurar o comando do campeonato... por um ponto. Entre eles ficou o alemão Daniel Abt.

Nas ruas de Berlim, após a qualificação, onde Jean-Eric Vergne levou a melhor sobre Buemi, a organização decidiu ter mão pesada em relação às pressões dos pneus. Por causa disso, cinco pilotos foram penalizados, entre eles os Mahindra de Bruno Senna e Nick Heidfeld, que beneficiaram Lucas di Grassi, que assim partiria do oitavo posto, em vez do décimo lugar que tinha alcançado na qualificação. Jerome D'ambrosio e Stephane Sarrazin foram também penalizados e este último decidiu largar das boxes.

Na partida, Buemi atacou Vergne na primeira curva para ficar com a liderança - e conseguiu. Atrás, Di Grassi pulou para o quarto posto ao passar os Nextev de Nelson Piquet Jr e Oliver Turvey para ficar com o quarto lugar. Ao mesmo tempo que isso acontecia, havia confusão no final do pelotão, com Bruno Senna a tocar no Aguri de René Rast e a quebrar a asa traseira do alemão.

Vergne reagiu e voltou à liderança da corrida, mas Buemi voltou a atacar e voltou a ficar com o comando, tudo isto em pouco mais de duas voltas. Nessa altura, Abt aproveitou a abertura e ficou com o segundo posto ao francês, ex-Toro Rosso. Poucas voltas depois, Bird foi obrigado a ir às boxes e perdeu as chances de um bom resultado entre os da frente.

A partir daqui, e até à volta 22, tudo se acalmou. Nessa altura, Vergne passou mais fortemente em cima de uma zebra e a proteção da roda soltou-se, ficando no meio da pista. A organização chamou-o às boxes, mas este só foi quando perdeu o bico após outra passagem mais violenta pela zebra e quando se defendia de Prost.

Após a troca de carros, Buemi ficou na frente... e sumiu. Di Grassi ficou com o quarto posto, atrás de Abt e Prost, e foi à procura do filho de Alain. Depois de muito insistir, lá passou. 

Na volta 43, Loic Duval perdeu a traseira e embateu fortemente no muro, ficando o carro em poisção perigosa. O Safety Car foi chamado para juntar o pelotão e só voltou ao normal a duas voltas do fim. Quando aconteceu. Buemi foi-se embora sem ser incomodado, a caminho da sua terceira vitória do ano, igualando Lucas di Grassi no campeonato.

Após o pódio, Nicolas Prost foi o quarto, seguido por Jean-Eric Vergne, no melhor dos Virgin. O holandês Robin Frinjs foi o sexto, com o seu Andretti, na frente do Mahindra de Nick Heidfeld, Mike Conway foi o oitavo, na frente de Simona de Silvestro e a fechar os pontos ficou Stephane Sarrazin. 

No campeonato, Di Grassi lidera, com 141 pontos, mais um do que Buemi, enquanto que Bird é o terceiro, com 82 pontos. A Formula E agora ruma a Londres para a sua rodada dupla, no fim de semana de 2 e 3 de julho.

Formula E: Jean-Eric Vergne foi o melhor na qualificação berlinense

O francês Jean-Eric Vergne foi o "poleman" da corrida de Berlim, ocorrida esta manhã. O piloto da DS Virgin conseguiu superar na "Superpole" o e.dams de Sebastien Buemi e o carro de Daniel Abt, enquanto que Lucas di Grassi, o atual lider do campeonato, não foi além da décima posição, mas subirá dois lugares devido às penalizações dos Mahindra de Bruno Senna (que tinha sido quarto) e de Nick Heidfeld (quinto na grelha). Nelson Piquet Jr. conseguiu aqui a sua melhor qualificação do ano, sendo sétimo, mas também subirá duas posições para a corrida desta tarde nas ruas da capital alemã.

Debaixo de céu nublado e pista algo escorregadia, o primeiro grupo - constituido por Stephane Sarrazin, Lucas Di Grassi, Robin Frijns e Oliver Turvey - foi para a pista com cautelas, especialmente para Di Grassi, que não queria comprometer-se nesta qualificação. Acabou por ser o segundo melhor do grupo, batido por Turvey. Sarrazin e Frijns ficaram a seguir.

No segundo grupo, constituido por Daniel Abt, Sam Bird, Jean-Eric Vergne, Nicolas Prost e o estreante René Rast, os Virgin conseguiram ser suficientemente velozes para colocar os seus carros no topo da tabela de tempos, apesar da oposição por parte de Nicolas Prost, que perdeu tempo quando falhou a travagem para um dos ganchos do circuito. Pouco depois, entrou o terceiro grupo, onde Nelson Piquet Jr conseguiu por fim a sua melhor posição da grelha nesta temporada, ficando então com o quinto melhor tempo, enquanto que Nick Heidfeld ficava entre os que iam para a superpole, com o segundo melhor tempo.

No gripo final, com Loic Duval, Sebastien Buemi, Bruno Senna e Ma Qinghua, Buemi deu o seu melhor e ficou com o melhor tempo da tabela, mas quem surpreendeu foi Bruno Senna, que foi o segundo, e ambos iam para a Superpole.

A parte final da qualificação via integrados Abt, Vergne, Senna, Heidfeld e Buemi, na tentativa de ver quem ficaria com o melhor tempo. O alemão foi o primeiro a sair, logrando 57,862, ficando algo prejudicado na última curva. A seguir, veio Nick Heidfeld, mas teve problemas e conseguiu apenas 59,085. O terceiro a rodar foi Jean-Eric Vergne, que fez 57,811 e praticamente conseguiu a sua primeira pole-position da temporada, pois nem Buemi, com 57,827, nem Senna, com 58,303, conseguiram desalojá-lo.

A corrida da Formula E acontecerá esta tarde nas ruas de Berlim.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

WRC 2016 - Rali de Portugal (Dia 1)

O inglês Kris Meeke é o lider do Rali de Portugal após o final do primeiro dia, onde se disputaram oito especiais de classificação, incluindo a especial no centro da cidade do Porto. O líder do rali tem um avanço de 35,2 segundos sobre Sebastien Ogier, numa etapa marcada pelos despistes de Hayden Paddon e Ott Tanak - o primeiro dos quais causou um pequeno incêndio na zona de Ponte de Lima e obrigou à interrupção da especial - e o furo de Dani Sordo, antes da dupla passagem pela classificativa especial montada no centro da cidade do Porto.

Depois do "shakedown" em Lousada, onde Sebastien Ogier levou a melhor sobre o Hyundai de Thierry Neuville por 0,9 segundos, máquinas e pilotos iriam fazer passagens duplas por Ponte de Lima, Caminha e Viana do Castelo, todos na parte norte do país. E foi logo na primeira classificativa do dia que Kris Meeke mostrou ao que vinha, vencendo as duas primeiras especiais, a primeira passagem por Ponte de Lima e de Caminha. Na terceira especial do dia, foi a vez de Jari-Matti Latvala vencer, mas isso não afetou a liderança do inglês da Citroen, que tinha cerca de 11,3 segundos de vantagem sobre Ogier.

Por esta altura, o francês se queixava do setup do carro: “Não foi uma boa especial para mim mas as condições são boas. Há muita tracção mas o setup não está a funcionar. Não o esperava. O carro foge de frente. Não foi um bom troço para mim”, disse no final da segunda especial.

É bastante complicado, porque este troço estava escorregadio no início e depois já havia boa aderência. O nosso plano é tentar conseguir o melhor resultado possível. Nós não estamos no campeonato", afirmou Meeke, na terceira classificativa do rali, em Caminha.

Foi na quinta especial que aconteceu o evento deste dia, quando Hayden Paddon, o vencedor do Rali da Argentina, se despistou e causou um incêndio. Tudo aconteceu na segunda passagem por Ponte de Lima, e o incêndio causou também o despiste de Ott Tanak, que ajudou a evitar que o fogo chegasse ao seu carro...

A classificativa acabou por ser neutralizada, mas a classificação ficou baralhada por algum tempo, e só após a segunda passagem por Caminha é que tudo ficou decidido, com Meeke a manter-se na liderança, numa altura em que tinha vencido a sétima especial, a segunda passagem por Viana do Castelo.

Com isto, Meeke tinha uma vantagem de 35,2 segundos sobre Ogier, com Sordo no terceiro lugar, a 39 segundos, enquanto que Anders Mikkelsen era o quarto, a 55 segundos do lider.

Quanto aos portugueses, Miguel Campos lidera com o seu Skoda, estando na 25ª posição da geral, e nono entre os WRC2, a um minuto e 44 segundos do líder, o sueco Pontus Tidemand. “O rali está especialmente difícil nas zonas rápidas. Perdemos algum tempo para os mais rápidos. Um dos nossos objetivos é sermos os melhores portugueses, estamos contentes por isso com a nossa posição. As estradas têm muito público a assistir”, disse o piloto de Guimarães.

Diogo Salvi é o segundo entre os portugueses, na 31ª posição, também num Skoda Fabia R5, enquanto que José Pedro Fontes acabou por desistir, vitima de problemas de embraiagem no seu Citroen DS3 R5. 

Formula E: Divulgado um calendário provisório para 2017

A Formula E vai ter um calendário alargado para a próxima temporada, com passagens por Nova Iorque e Montreal. Quem o diz é o seu presidente, Alejandro Agag. Embora sem confirmar, a temporada poderá acabar nas ruas da cidade americana, numa jornada dupla nos dias 16 e 17 de julho de 2017.

De acordo com o site Motorsport.com, a temporada começará em Hong Kong, a 9 de outubro, e terá passagens pelos cinco continentes, incluindo uma passagem por África, mais concretamente nas ruas de Marrakesh, a 12 de novembro. "Nova York não está confirmado. Eu estive lá na semana passada e estamos fazendo bons progressos", afirmou o patrão da Formula E, Alejandro Agag.

"Montreal tem uma forte chance de ficar na lista que enviamos [à FIA]. Se New York acontecer, eles ficarão juntos em julho e potencialmente serão jornadas duplas", concluiu.

Outras novidades serão rondas em Singapura (22 de abril) e Bruxelas (10 de junho), para além do regresso do Mónaco, a 13 de maio. Pequim, Putrajaya, Punta del Este, Moscovo e Londres não aparecem no calendário, por agora.

Eis o calendário provisório:

9 outubro - Hong Kong
12 de novembro - Marrakesh (Marrocos) 
28 de janeiro - Cidade do México (México)
25 de fevereiro - Buenos Aires (Argentina)
25 de março - Long Beach (Estados Unidos)
22 de abril - Singapura
13 de maio - Monte Carlo (Mónaco)
27 de maio - Paris (França)
10 de junho - Bruxelas (Bélgica)
24 de junho - Berlim (Alemanha)
15-16 de julho - Montreal (Canadá)
29-30 de julho - Nova Iorque (Estados Unidos)

A(s) image(ns) do dia

O que resta do carro de Hayden Paddon na segunda passagem por Ponte de Lima, esta tarde. O despiste do piloto da Hyundai, vencedor no Rali da Argentina, causou um pequeno incêndio que causou também o despiste de Ott Tanak e posterior neutralização da classificativa, para que se pudesse combater as chamas que se tinham espalhado numa pequena área.

Felizmente, quer Tanak, quer Paddon e respectivos navegadores, estão bem. E o Rali de Portugal prossegue, com Kris Meeke na frente do rali, com pouco mais de 15 segundos de vantagem sobre Sebastien Ogier. Ainda faltam duas especiais e a dupla passagem pelo Oporto Special Stage. 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

A imagem do dia

Há precisamente vinte anos, no Mónaco, Olivier Panis comemorava uma das mais incríveis vitórias da história da Formula 1, numa das corridas mais demolidoras da história do automobilismo, já que apenas quatro carros circulavam na pista quando foi dada a bandeira de xadrez!

A vitória de Panis - e a última da Ligier, 15 anos dpeois da sua última, com Jacques Laffite ao volante, no Canadá - aconteceu de três formas: o tempo instável, os azares dos pilotos da frente e a competência dele mesmo, um campeão da Formula 3000, três anos antes.

Não se pode esquecer que Michael Schumacher, o poleman, desistiu cedo quando pisou uma zebra molhada e despistou-se, quando descia para o Portier. Que Damon Hill rebentou o motor quando estava no túnel - e se tornou num dos poucos campeões do mundo a não ganhar no Principado, ao contrário do seu pai... - e que Jacques Villeneuve se envolveu numa colisão com o Forti de Luca Badoer.

Houve alturas em que quase foi apanhado, especialmente pelo Benetton de Jean Alesi, que queria vencer de novo na Formula 1. Mas um problema de suspensão evitou tal coisa. Mas mais do que os azares dos outros, também houve mérito de Panis, que evitou as armadilhas e provou que o seu Ligier-Mugen Honda era um carro melhor do que esperavam. Especialmente quando se sabia que era uma cópia bem feita do Benetton B194, desenhado por Rory Bryne...

No final, a Ligier foi comprada por Alain Prost e rebatizou-o em seu nome. Panis voltou a subir ao pódio por mais duas vezes, no ano seguinte (já tinha subido mais duas, em 1994 e 1995), mas o acidente no Canadá, onde fraturou as duas pernas, de uma certa forma, afetou o resto da sua carreira. Mas aquela tarde de maio, nas ruas do Principado, tornou-se inesquecível para ele...