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quarta-feira, 5 de abril de 2017

A imagem do dia

O acidente foi na segunda-feira, e entra na história como sendo dos mais bizarros: Giuseppe "Beppe" Volta estava nos arredores de Milão quando sofreu um toque contra um Fiat Punto na auto-estrada. Quando saiu do carro para tratar dos pormenores técnicos com a outra condutora, um Mercedes atravessou o caminho e despistou-se, indo de encontro com eles. Volta teve morte imediata. Tinha 71 anos.

Chegava ao fim, de maneira bizarra, a vida de uma pessoa que esteve ligado à Lancia. Nos anos 80, quando a marca italiana começou a envolver-se de forma mais forte nos ralis, começou a preparar e a cuidar dos modelos 037, que entraram em ação em 1982, o primeiro ano dos Grupo B. Depois passou para os Delta S4, e quando acabou os Grupo B, em 1986, começou a trabalhar nos Delta 4WD e Integrale.

Tudo isto numa carreira que tinha começado anos antes na Osella, preparando os carros de montanha que Enzo Osella tinha construído, depois de ter comprado o espólio da Abarth, no inicio dos anos 70. Depois da Osella, abriu o seu próprio negócio, preparando carros de pista como os Chevron de Sports Cars. A Abarth - que na altura já pertencia à Fiat - notou o seu talento e lhe pediu, em meados dos anos 70, que preparasse os seus 131 de ralis, com bastante sucesso.

Volta não largou a Lancia, mesmo depois de eles sairem de cena no WRC. Foi para os carros de clássicos e pegou no ECV, que iria ser o carro de Grupo S que a FIA iria meter em 1988, se não tivesse abolido os Grupo B no final de 1986 e decidido apostar nos Grupo A. O modelo era constantemente visto nos ralis de clássicos, e Volta muitas das vezes estava no lado do navegador, especialmente quando o carro era guiado por Massimo Biasion.

Apesar de tudo, é assim que deveremos recordar Volta: uma pessoa feliz com o que fazia. Ars lunga, vita brevis.

domingo, 27 de setembro de 2015

A imagem do dia

Deve ser, sem dúvida, o estacionamento da década. Já agora, foi no circuito de Navarra, este domingo, na Porsche Carrera Cup francesa. Os pilotos foram Jules Gounon e Joffrey de Narda, e eles parecem que olham como é que conseguiram fazer isso...

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Youtube Motorsport Weirdness: O bizarro acidente de James Courtney

O piloto australiano James Courtney não vai participar na corrida de Sidney, prova a contar para mais uma jornada dos V8 Supercars, por causa... de um helicópetro. O acidente ocorreu durante um "tempo morto" das sessões de treinos em Eastern Creek, quando o helicóptero de ataque da Marinha voava demasiadamente baixo e o vento causado pelas pás fez voar pedaços de metal das suas boxes, atingindo Courtney.

Levado para o centro médico do circuito, o pessoal hospitalar descobriram que ele sofreu fraturas em duas costelas e um pneumotorax, fazendo com que fosse internado num centro médico. 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A foto do dia

Olhem que esta o Kim Jong-un, o jovem líder da Coreia do Norte, não deve ter...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Você gostaria de depositar as suas cinzas num circuito?

Esta vem do Joe Saward. Hoje anda a escrever, mais uma vez, de como a Europa tem muito a aprender com os americanos, especialmente na parte de atrair a geração mais jovem para as suas categorias. Ele fala que em Charlotte, um dos circuitos que recebe a NASCAR, irá ser instalada o maior ecrã de alta definição do mundo, com uma dimensão de 24 metros de altura por 61 de largura. Mas o que me levou a escrever isto não foi o ecrã gigante, mas sim algo mais para o bizzarro.

A história é simples de se contar: a organização que controla o Daytona Speedway está a fazer "lobbying" para que o estado da Florida aprove a construção de um "columbário" no seu circuito. E quando se fala de "columbário", não é porque decidiram mudar de ramo e dedicar-se ao negócio de criação de pombos. É outra coisa: é permitir que se depositem as cinzas dos entes queridos que sejam amantes de automobilismo.

Quando as pessoas morrem, a cremação é uma hipótese que muitos tomam, pois há pessoas que desejam que as suas cinzas sejam depositadas nos sitios onde mais gostam, seja no mar, etc. Mas há quem goste que deposite as suas cinzas num estádio de futebol ou como neste caso, numa pista de automóveis. E quem diz Daytona, pode se dizer Indianápolis, Laguna Seca, etc, pelo menos no caso americano.

Segundo diz o Joe, a organização tem intenção de construir esses columbários e alugar a quem esteja interessado por valores a rondar os quatro mil dólares por um período de vinte anos, no mínimo, e com a opção de mais tempo, caso estejam interessados. Certamente que os promotores desta proposta sabem perfeitamente que ter um columbário num circuito teria o potencial de atrair turistas, e consequentemente, mais receitas, etc, etc...

Bizarro, mas válido. Afinal, como sabemos, há imensa gente maluca para tudo. E nos US of A, haverá sempre aquele milhão de malucos que desejam ver as suas cinzas espalhadas ou guardadas no seu circuito favorito, para ouviur os roncos dos motores até à eternidade...