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quinta-feira, 25 de março de 2010

5ª Coluna: 2010 - A nova era da Velocidade Nacional

Nas vésperas da segunda prova do ano da Formula 1, na Austrália e da Indy, nas ruas de St. Petersburg, na Florida, neste rectângulo à beira mar plantado, a velocidade nacional arranca também este fim de semana com novidades. E uma delas é a estreia de um campeonato nacional de GT. É isso que explico nas linhas a seguir.

Fixem esta sigla: CPGT

O circuito Vasco Sameiro, em Braga, verá este fim de semana a estreia de uma nova competição: o campeonato nacional de GT. Com o ressurgimento de vários campeonatos nacionais e regionais de GT um pouco por todo o mundo, Portugal não foi a excepção. A partir deste fim de semana, máquinas como os Porsche 997 GT3, o Aston Martin DBR8 e o Lamborghini Gallardo, entre outros, andarão pelas pistas nacionais, com a promessa de mais máquinas como os Corvette ZR08 e o Audi RS8. Muitos destes piltoos andarão também em pistas espanholas, a correr pela Open GT, dado que este calendário é pequeno, apenas seis corridas.

O campeonato terá três categorias: GT3, onde estarão a maioria dos pilotos inscritos, GT4, onde rolarão máquinas como os Ginetta G50, e os Sport-Protótipos, onde estarão os Radical SR3. Ao todo, estão inscritos, só em Braga, doze carros. Mas a ideia é que nas provas seguintes, o numero de inscritos aumente. Veremos.

PTCC: Vitima do sucesso dos outros e mais alguma coisa...

Se o CPGT atrai a nata do automobilismo nacional, já o Campeonato Nacional de Velocidade sofre com esta deserção, já que em 2010 apresenta uma grelha despovoada. Dos 14 carros que normalmente apresentava em 2009, em 2010 tem apenas sete carros inscritos para Braga, e não se esperam grandes alterações para as próximas provas. Este sinal de crise, não só por causa do que se passa lá fora, como também os principais pilotos nacionais querem estar na CPGT, faz com que este ano o pelotão seja diminuto. Mas um pouco por toda a Europa, é este o panorama, pois a nova moda são os GT's...

Mas para além disso, há outro factor a ter em conta: o caso de Vila Real, em Julho de 2009 onde não foram aplicadas penalizações ao carro de José Monroy, pelo facto do presidente do FPAK ser seu familiar, levou provavelmente a que muitos optassem pelo novo campeonato de GT, assim escapando de qualquer decisão favorável a Monroy. Se for essa a razão, é mais um campeonato que definha por razões externas, para ser meigo, no mínimo.

E quem são os favoritos?

No diminuto PTCC, com a saida dos principais candidatos para o GT, existe um nome à baila na luta pelo título: José Monroy, no Mitsubishi Lancer Evo IX da Peres Competições. Monroy irá debater-se contra uma concorrência que é exclusivamente constituída por Seat Leon Supercopa, um modelo fortemente competitivo. Em defesa dos pergaminhos do carro espanhol estarão o Campeão da Categoria 3, Nuno Batista, que trocou o seu Hyundai Coupé pelo Leon, a que se juntam António João Silva, Gonçalo Manahu, Fábio Mota e António Costa. Será uma luta entre um carro e quase uma competição monomarca, mas...

No CPGT, com boa parte dos pilotos vindos do PTCC, os favoritos são os do costume: desde José Pedro Fontes, no seu Aston Martin DBR8, até Cesar Campaniço, que virá mais tarde com o seu Audi RS8, o mesmo carro com que competiu no ano passado no ADAC GT alemão. Como será que isto irá acabar, o que se pode dizer é que... prognósticos, só depois da bandeira de xadrez.

Uma coisa é certa: a velocidade nacional continua viva. Pode modificar-se de vez em quando para receber novos eventos, mas os outros, mesmo diminuidas de importância, ainda existem para os resistentes (ou menos abonados), pois no ano ou na prova seguinte, outros aparecerão. E não faltam ainda os Clássicos e o Troféu FEUP, que tem grelhas sempre cheias de Fiats Uno ou Punto, dispostos a não ceder um milimetro, e por isso acabam normalmente na gravilha...

Por esta semana é tudo, próxima quinta-feira falarei de mais. Até lá!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A 5ª Coluna desta semana

A 5ª Coluna desta semana, que já está publicada no sitio do costume, fala essencialmente da actualidade da formula 1 e do fecho do Campeonato Nacional de Turismos, conhecida pela sigla PTCC, que ocorreu no passado Domingo no Autódromo de Portimão. E neste artigo, para além de comentar a apresentação do Bruno Senna na Campos Meta, falo também numa hipótese que li ontem no blog do Joe Saward, relativo aos planos da Renault para o futuro próximo da sua equipa de Formula 1:


"Depois da saída da Toyota da Formula 1, cuja politica de centralização no Japão, bem como o gasto inexorável de dinheiro ao longo dos oito anos em que esteve na categoria máxima do automobilismo (2,2 mil milhões de dólares) não ter dado qualquer vitória, muitos falam desde há algum tempo na Renault, apostando alguns deles que a marca irá ser a próxima a seguir o caminho da retirada. A acontecer, não será em 2010 por duas razões: a assinatura do Pacto de Concórdia, que impede qualquer marca de sair até à temporada de 2012, e o facto do seu presidente, Carlos Ghosn, já ter aprovado o orçamento do departamento de competição para 2010. Mas claro, a partir de qualquer uma das datas, é uma incógnita. A Toyota também assinou o Pacto de Concórdia e foi-se embora, como sabem.

Mesmo assim, a marca está a discutir os seus planos para o futuro. Dentro de algumas semanas serão divulgados esses planos, mas é provável que passe pela continuidade. Afinal de contas, se quisessem sair, já o tinham feito depois do episódio de Singapura 2008, o Crashgate (ou Nelsinhogate). Contudo, na quarta-feira, um dos mais conceituados jornalistas do meio, Joe Saward, comentou o facto de a Renault poder mudar de nome na Formula 1: a Gordini.

A marca tem planos para reavivar essa marca para os seus modelos Clio, Twingo e Megane, à semelhança que fez a Fiat com o nome Abarth, e está a ser um sucesso. Esta está a competir nos Ralies, com o modelo Grande Punto, e tem um departamento autónomo ao da sede em Turim. As origens da Renault Sport tem a ver com a Gordini, que no final dos anos 50, depois de ter fechado as portas da sua equipa de Formula 1 (1950-56), começou a colaborar com a marca do losango, preparando modelos como o Dauphine e o Renault 8 e 12, com imenso sucesso.

Se os planos passarem por aí, seria uma grande surpresa, mas também seria uma forma de desligar lentamente o seu nome da competição, sem perder o pé, e sair daqui de cara lavada. E há uma outra coisa que pode ser recuperada: nos tempos em que conseguiu os seus títulos, tinha um padrão azul/amarelo, devido ao seu patrocinador, a tabaqueira Mild Seven, e esse padrão azul era igual ao que era usado pela Gordini. Em suma: seria uma tentativa não só de reanimar um velho nome, mas também o recuperar de um grafismo vitorioso. No final, pode não ser nada disso, mas se alguém como Joe Saward considera tal hipótese, então o mínimo que podemos fazer é ouvir e ficar alerta
."


Para ler isto e muito mais, podem seguir este link. Boas leituras!

Por um milésimo se ganha...

... por um milésimo de perde. Nas corridas, todos participam, mas só um ganha, como é obvio. Daí se ter criado um pódio, para honrar aqueles que lutaram pela vitória, mas que não conseguiram, e se ter establecido um sistema de pontuação, de modo a tornar as corridas mais democráticas, e recompensar outros corredores que se esforçaram, mas não conseguiram. E todos ficam contentes, ao contrário daquilo que o Bernie Ecclestone pensa. Mas ele já é velho e está a ficar gagá, logo, não se deve dar muita importância...


Mas este post não foi criado para dar porrada nele. Foi criado por causa do que se passou este Domingo em Portimão, na última corrida do campeonato nacional de velocidade, vulgo o PTCC. A última corrida do ano resultou num duelo forte entre César Campaniço, no seu BMW 320i S2000, e João Figueiredo, no Peugeot 407 S2000. O duelo foi forte do principio ao fim, e na última curva, Campaniço, que era segundo, conseguiu apanhar o cone de ar de Figueiredo, e efecutou a manobra de ultrapassagem, cortando a meta lado a lado. Desconhecia-se quem era o vencedor, mas cedo isso foi resolvido: Campaniço cortara a meta na primeira posição, por 10 milésimos de segundo. Só nas ovais da IRL se consegue algo semelhante...


Quem conta melhor esta história é o meu amigo Marcel Santos, no seu blog Tintin Sobre Rodas. E mais, ele esteve lá, na qualidade de comissário de pista.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana refere o assunto relevante da semana: o abandono da Toyota na Formula 1, e disseca as causas para este desfecho, bem como explora o possivel futuro da marca na competição automóvel. Mas para além desse assunto, a capa fala também sobre o fim de semana competitivo do PTCC e do Moto GP, em Portimão e Valencia, respectivamente.



Sob a frase "Porque falhou a Toyota", a revista dá umas achegas sobre as razões do fracasso do projecto japonês, que se pode colocar a par dos fracassos da Alfa Romeo, nos anos 80, e da Jaguar, no inicio desta década. E fala de um possivel futuro na Le Mans Series, bem como a possibilidade especulativa de a Renault ser a próxima a abandonar a competição, ainda este ano.


Nas letras mais pequenas, fala-se do título de Ricardo Bravo e Lourenço Beirão da Veiga nos GT's espanhois, bem como o título nacional de José Pedro Fontes no PTCC, e também a vitória de Dani Pedrosa na última prova do campeonato, em Valencia. Assuntos interessantes para se ler esta semana, sem dúvida.

domingo, 8 de novembro de 2009

PTCC 2009 - Portimão 2

O fim de semana em Portimão foi de decisões no PTCC. Entre Duarte Felix da Costa e José Pedro Fontes, o título iria ficar nas mãos deles, dado que outro potencial candidato, e o campeão de 2008, César Campaniço, cedo ficou de fora da luta devido aos seus compromissos no ADAC GT, onde correu num Audi R8 GT.

Com uma vantagem de nove pontos sobre Felix da Costa, irmão mais velho de António Felix da Costa, o "Formiga", José Pedro Fontes sabia que estava numa posição confortável e tinha de fazer o suficiente para conseguir levar o cépto do novo circuito do Algarve, neste seu ano de regresso à Velocidade nacional, ao volante de um BMW 320i S2000. Mas com Campaniço a regressar nesta última ronda, determinado a ganhar, este novo factor poderia incomodar nos dois candidatos, acrescentando mais emoção à prova.

Os treinos começaram com Felix da Costa a liderar, mas no dia da qualificação, quem levou a melhor foi César Campaniço, que conseguiu arrecadar o primeiro lugar da grelha com uma volta abaixo do 1.57 minutos (1.56,658) seguido de muito perto por Duarte Félix da Costa, que ficou a escassos 0,130 segundos de Campaniço.


Na segunda fila da grelha aparecem mais dois S2000, o de João Pedro Figueiredo no seu Peugeot 407 S2000, e de José Pedro Fontes, o lider do campeonato. O luso-francês Joffrey Didier, no seu Seat Leon Super Copa, era o quinto da grelha, seguido pelo Mitsubishi Lancer EVO IX de José Monroy, que apesar do esforço efectuado ao longo de toda a sessão, foi confrontado com alguns problemas muito devido ao facto de ontem não ter efectuado o segundo treino livre com problemas na bomba de gasolina.


Com a grelha de 13 carros elaborada, sabia-se que para fontes, bastava gerir a situação, enquanto que para Felix da Costa, a vitória só lhe interessava, mais os azares alheios, para conseguir o céptro nacional.


Resultados dos Treinos Cronometrados:

1º César Campaniço - BMW 320 Si com 1.56,658
2º Duarte Felix da Costa - SEAT Leon SuperCopa a 0.130
3º João Figueiredo - Peugeot 407 S2000 a 0.518
4º José Pedro Fontes - BMW 320Si a 1.223
5º Joffrey Didier - SEAT Leon SuperCopa a 1.383
6º José Monroy - Mitsubishi Lancer Evo IX a 1.445
7º José Carlos Ramos - SEAT Leon SuperCopa a 1.841
8º Álvaro Figueira - SEAT Leon SuperCopa a 2.311
9º José Pedro Mouta - SEAT Leon SuperCopa a 2.928
10º João Pina Cardoso - SEAT Leon SuperCopa a 3.171
11º Gonçalo Manahu - SEAT Leon SuperCopa a 3.537
12º Fábio Mota - Renault Clio a 9.509
13º Pedro Dias Costa - Renault Clio a 11.690



Na primeira corrida do dia, César Campaniço partiu bem e ficou com a liderança até à bandeira de xadrez, enquanto que José Monroy fazia uma excelente partida, saltando de quinto para o segundo lugar, lugar que também ocupou no final da corrida. A maior emoção aconteceu atrás, quando Felix da Costa largou mal e caiu algumas posições. Para piorar as coisas, sofreu um toque de João Figueiredo, mas recuperou o suficiente para acabar a corrida no lugar mais baixo do pódio, imediatamente à frente de José Pedro Fontes, o seu grande rival, e quarto classificado.


Para César Campaniço esta foi uma vitória importante: "O arranque foi fundamental para o resto da corrida. Acho que estou perito em arranques. Nas primeiras voltas tive de me defender do Monroy que estava com um andamento muito forte. Daí em diante foi uma questão de manter a concentração e levar a primeira posição até ao final", disse.

Quanto a Duarte Félix da Costa, no final desta primeira corrida tinha reduzido a desvantagem para o líder... em apenas um ponto, o que complicava ainda mais a sua tarefa: "Foi uma corrida muito difícil. Acho que nunca tive um carro tão complicado de pilotar como hoje. Dei o tudo por tudo e defendi-me muito bem das investidas do José Pedro Fontes. O toque no João Pedro Figueiredo não foi propositado, ele travou demasiado cedo e não foi possível evitar", concluiu o piloto de Cascais, consciente que já havia pouco há a fazer na luta pelo título.


Mas ainda havia uma segunda corrida, e tudo podia acontecer. Numa grelha invertida, o melhor a arrancar foi José Monroy, que saltou de sétimo para o primeiro lugar, mas pouco depois foi ultrapassado por João Figueiredo. Mas logo depois, César Campaniço juntou-se aos da frente, e começou uma luta que só terminou na bandeira de xadrez, com os dois pilotos a cruzarem lado a lado... favorável a Campaniço.


Quanto a Felix da Costa e João Pedro Fontes, o piloto da BMW tentou evitar confusões e fez uma corrida discreta, terminando a prova na quinta posição, mas com o seu rival a terminar mais à frente, no quarto posto, isso foi o suficiente para Fontes comemorasse na boxe o seu quarto título nacional de velocidade, sucedendo a César Campaniço na lista de campeões.


No final, José Pedro Fontes estava visivelmente satisfeito com o desfecho da época: "Confesso que no início do ano não esperava conseguir ganhar o campeonato, mas é claro que estou muito feliz, pois foi uma época muito disputada e sempre com vários pilotos a vencer. Penso que fomos a equipa mais regular ao longo do ano e por isso este é um título merecido", começou por dizer.


"Estamos mesmo muito contentes! Foi com este objectivo que decidimos voltar à Velocidade, e chegar ao fim do ano com a sensação de dever cumprido é realmente muito bom. A Equipa está de parabéns, porque tivemos um ano difícil, contra uma concorrência muito forte. Tentámos dar espectáculo em todas as corridas, tentámos lutar sempre pela vitória, e sentimos que a nossa presença esta época ajudou a dignificar ainda mais um Campeonato que já era espectacular."


Já Duarte Felix da costa não escondia a sua desilusão por ter falhado o título nacional. “Infelizmente, aqui no Algarve os BMW S2000 têm mais velocidade de ponta e apesar de ganhar tempo nas zonas mais sinuosas, voltava a perder nas rectas. Apesar de ter novamente ficado à frente do José Pedro Fontes, líder do Campeonato, a diferença pontual não foi suficiente para conquistar o título de 2009. Sabia que seria difícil devido às diferenças de performances para a categoria 1 mas acreditámos até ao final que era possível. Gostaria de agradecer a todos aqueles que acreditaram e apoiaram o projecto e dedicar este vice-campeonato à Bastos Sports”, afirmou.


Quanto ao vencedor das corridas de hoje, César Campaniço, apesar de não ter estado na luta pelo título foi um exímio triunfante: "A segunda corrida do fim-de-semana foi a mais emocionante em três anos de carros de turismo. Foi uma luta sempre justa com o João Figueiredo e confesso que só me apercebi que estávamos na última volta em cima da bandeira xadrez. Como se costuma dizer: foi mesmo à tangente", referiu.

O PTCC 2009 já acabou, que venha o PTCC 2010.

domingo, 13 de setembro de 2009

PTCC - Braga II (Corridas)

Em Braga, máquinas e pilotos alinaram para a jornada dupla do PTCC (Portuguese Touring Car Championship) num pelotão onde estavam apenas dez inscritos, espanhados nas quatro categorias existentes. César Campaniço foi o grande ausente desta jornada, dado que disputava nesse fim de semana uma ronda do Campeonato Europeu de GT, no outro lado do país, mais concretamente em Portimão, a bordo de um Audi R8.

A primeira corrida da tarde teve duas largadas. Na primeira, uma carambola envolvendo os Seat Leon de Patrick Cunha e Joffrey Didier, bem como o Peugeot 407 S2000 de João Figueiredo, acabou por motivar a amostragem da bandeira vermelha. Cunha e Didier ficaram com os carros danificados ao ponto de darem por terminado o fim-de-semana, enquanto que Figueiredo teve de rumar à boxe para reparar os danos, acabando por partir da boxe no reinício da prova.


Na segunda largada, o arranque foi mais pacífico. Duarte Felix da Costa assumiu a liderança com José Pedro Fontes a pressionar ao longo de toda a corrida e por várias vezes o piloto do BMW 320i tentou consumar a ultrapassagem. Contudo, o homem do Seat Leon preto defendeu-se bem, conservando o comando até à meta. José Monroy, no Mitsubishi Lancer, completou o pódio.


"Foi bom vencer, aliás, é sempre bom vencer, mas esse sabor é especial quando temos alguém atrás de nós que é mais rápido. O Zé Pedro [Fontes] era mais rápido na maioria do circuito, mas eu tentava ganhar vantagem nas zonas onde sabia que poderia ter um pouco mais de velocidade para me defender nas restantes. A táctica resultou graças a um excelente trabalho da equipa que me deu um carro muito bom," afirmava Felix da Costa no final da corrida.


Já José Pedro Fontes reconhecia que "era mais rápido, mas quando tentei passar o Duarte defendeu-se bem. Não arrisquei nem forcei, vamos ver se ganhamos a segunda corrida", explicava.


Na segunda corrida da tarde, o facto de haver uma grelha invertida para os oito primeiros resultou em algo inédito: o Renailt Clio RS de Fábio Mota, da Categoria 3, era o "poleman", porque devido ao acidente na primeira corrida, somente oito carros participavam. O jovem do Clio reagiu rapidamente ao semáforo verde, mas melhor ainda partiu José Monroy que fez valer o poder do seu Mitsubishi Lancer Evo IX para assumir de imediato a liderança. Daí até ao final o piloto de Cascais estendeu a liderança e controlou o avanço: "Apesar de o carro começar a repetir o problema da primeira corrida. A cinco voltas do final começou a falhar, o que me obrigou a reduzir um pouco o andamento mas sem perigar a posição," afirmou o vencedor.



José Pedro Fontes e Duarte Felix da Costa completaram o pódio nesta segunda corrida, tendo o piloto da BMW conseguido o título na Categoria 1 a uma jornada dupla do final. Fontes expressava assim o seu contentamento no final da corrida:


"O objectivo do fim-de-semana era assegurar já o título e ao mesmo tempo ganhar vantagem ao Duarte Félix da Costa no campeonato absoluto. Nesta corrida o carro acabou por estar pior devido às alterações que fizemos para tentar obter mais velocidade, mas o balanço do fim-de-semana e da corrida são positivos. Estamos contentes por garantir o título da categoria e agora vamos tentar o absoluto," explicou o piloto da Vodafone Team.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

PTCC 2009 - Braga II (Antevisão)

Depois de quase mês e meio de paragem, o Campeonato Nacional de Velocidade, mais conhecido pela sigla internacional PTCC, regressa à competição este fim de semana no circuito Vasco Sameiro, em Braga, para a segunda passagem da competição no terceiro circuito permanente em Portugal.

Depois de nos circuitos de Vila Real e Boavista se vir um pelotão de 22 a 25 carros, agora em Braga, o pelotão se vê reduzido a dez viaturas, devido às ausências de pilotos como César Campaniço, que está no outro lado do país, mais concretamente em Portimão, para disputar mais uma ronda do Campeonato Europeu de GT, no seu Audi RS8, na categoria GT3. Assim sendo, os maiores favoritos à vitória são os Seat Leon de Patrick Cunha e Duarte Felix da Costa, embora o actual lider do campeonato, José Pedro Fontes, no seu BMW 320i, tem uma palavra a dizer.

"O objectivo é não perder a actual vantagem pontual e dar um passo significativo rumo ao título da Categoria 1", propôs-se o piloto do BMW 320 si. “Sabemos que estamos em vantagem pontual, mas também sabemos que este circuito não é muito favorável ao BMW e que, aqui, os nossos adversários costumam ser particularmente fortes. Vamos tentar fazer o maior número de pontos possíveis e tentar alargar a margem pontual para os adversários. Caso não seja possível, pelo menos queremos manter estes oito pontos de vantagem”, disse o piloto, confiante num “regresso em força, após este tempo de paragem”.

Dado o pequeno numero de inscritos, só irá haver uma sessão de treinos para os pilotos das quatro categorias existentes neste campeonato. Assim sendo, no Domingo às 8:30 são os Treinos Livres, e pela 11 horas, a sessão de qualificação. Às 14:10 e 16:45 são as partidas para a jornada dupla do PTCC em Braga.

domingo, 26 de julho de 2009

PTCC 09 - Vila Real (Corridas)

O circuito de Vila Real recebeu este fim de semana mais uma ronda do PTCC, a contar para a segunda competição do ano: a Taça de Portugal de Circuitos. À emoção do costume, acrescentou-se a polémica: o Mitsubishi Lancer de José Monroy venceu a Taça de Portugal com uma nitida falsa partida na segunda corrida, que não foi penalizada pelos comissários. O segundo lugar dessa corrida foi o suficiente para Monroy levar a Taça para casa. Oficiosamente...

O piloto garante que não fez falsa partida: "O carro descaiu mas eu só arranquei com a luz verde. Por isso não cumpri o 'drive through'. Os comissários estão a analisar as imagens e estou certo que vão estar de acordo comigo. Fico feliz por ter vencido a Taça", disse.



Essa polémica manchou definitivamente o fim de semana de corridas no mitico traçado urbano, recuperado em 2007 para a competição. Na primeira corrida do dia, César Campaniço, que regressava à competição depois de ter estado ausente na Boavista para cumprir mais uma jornada do ADAC GT Masters, fez a "pole-position" no seu BMW 320i e venceu a corrida. Mas esta começou de forma atribulada, quando o BMW 320i de José Pedro Fontes entrou em pião e causou uma carambola onde estiveram envolvidos o Peugeot 407 de João Figueiredo e o Seat Leon de Duarte Felix da Costa. A corrida foi interrompida e retomada pouco depois, com o piloto da BMW a manter a liderança até final.

"Depois do acidente do Fontes e da nova partida, fiz um bom arranque e senti alguma pressão do Jorge Arreal, mas depois fui ganhando margem e a determinada altura estava confortavelmente na frente. O problema foi mesmo gerir a concentração e as altas temperaturas no carro. Foi uma vitória justa", disse Campaniço. A acompanhá-lo no pódio foram o Seat de Patrick Cunha e o Mitsubishi de José Monroy.

"Estava a pressionar o Arreal na esperança que ele cometesse um erro. Acabou por falhar uma travagem e eu passei-o. Tentei aproximar-me do César mas ele já estava demasiado longe pelo que optei por não correr riscos e garantir o segundo lugar", explicou Cunha, piloto que guia um Seat Leon Supercopa.

Na segunda corrida da tarde, a polémica partida de José Monroy marcou todo o fim de semana. Para piorar as coisas, foi-lhe aplicado um "drive through" que ele... não obdeceu. No resto, o vencedor foi João Pedro Figueiredo, que com o seu Peugeot 407 S2000, conseguira levar o seu carro ao oitavo lugar na primeira corrida, o que lhe daria a pole-position para a segunda. Partiu bem e manteve essa posição até ao final, aguentando Monroy e o BMW 320i de Cesar Campaniço.


"Depois do incidente da primeira prova a minha equipa fez um trabalho excelente ao conseguir colocar, em tempo útil, o meu Peugeot em pista. Isso permitiu-me terminar a corrida em oitavo e largar para a segunda da pole. Confesso que no arranque fiquei um pouco baralhado ao ver o Monroy e caí para terceiro. Mas depois recuperei um lugar e comecei a pressionar o Mitsubishi Evo IX e acabei por passá-lo. Estava claramente mais rápido. Senti que o carro estava fiável e consistente e isso permitiu-me rodar nos limites. Estou muito contente com esta vitória e espero que este resultado afaste o azar de uma vez por todas", afirmou o piloto de Coimbra.


Quanto a César Campaniço, que partia de oitavo, teve uma corrida atribulada, mas foi capaz de subir posições que o permitiram chegar ao pódio no final. "Logo no arranque fico perplexo quando vejo o Monroy arrancar de sexto para primeiro. Depois a porta do meu BMW abriu-se e perdi muito tempo a tentar fechá-la. Felizmente que ela acabou por fechar por si mas nessa altura já tinha perdido demasiado tempo face aos meus adversários. Daí em diante foi sempre a dar o meu melhor para chegar ao grupo da frente, pressionei até os meus adversários cometerem erros. Cheguei ao terceiro lugar e como percebei que o Monroy teria de efectuar o 'drive through' nem me preocupei em passá-lo. A realidade é que ele não cumpriu. No geral, estou satisfeito com o resultado final deste fim-de-semana", declarou.


No final, Monroy é o vencedor da Taça de Portugal, pois mesmo que seja desclassificado, iria ficar com os mesmos pontos que Patrick Cunha. Mas Monroy tem uma vitória no seu currículo, que é importante em caso de desempate, ele é praticamente o vencedor. Mas mesmo assim, a polémica está lançada...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

5ª Coluna - Corridas em casa, polémicas na loja


Bom dia a todos! Sejam bem vindos a mais uma Quinta Coluna, o espaço semanal onde largo as minhas larachas sobre o automobilismo nacional e mundial, com objectividade e critica. Esta semana, fala-se sobre as corridas na Boavista e sobre o desbocado do Bernie Ecclestone, que decidiu dizer o que pensa, e toda a gente não gostou… e mais uns assuntos de última hora, como sempre.


WTCC e PTCC – Os carros estão de volta à cidade!


Uma vez a cada dois anos, a Câmara Municipal do Porto monta na parte ocidental da cidade um circuito urbano que faz recordar a nostalgia do passado, quando nos anos 50 e 60 albergou duas edições do campeonato do Mundo de Formula 1. Hoje em dia, para além dos Formula 1 históricos, tem também o Mundial de Turismo e o Campeonato Nacional de Velocidade, mais conhecidos pelas siglas de WTCC e PTCC.


Em ambos os casos, foram corridas disputadas, mas muito caóticas. A estreiteza do circuito, aliado às velocidades dos carros, e ainda por cima, o tempo que se fez sentir durante o fim-de-semana (choveu no Domingo), fez com que, por exemplo, uma das corridas do PTCC tivesse apenas… quatro voltas competitivas. Nenhuma das corridas importantes do fim-de-semana foi livre de incidentes. Os diversos toques entre concorrentes, que culminaram com a lesão no tornozelo por parte de Sérgio Hernendez, quando colidiu com o Lada de Jaap Van Langen na segunda corrida do WTCC, demonstraram que a elevada velocidade dos carros, aliado à estreiteza do circuito, faz pensar se vale a pena correr aquele circuito, naquelas condições.


Francamente, é engraçado ter um circuito no meio da cidade, para atrair os espectadores, o que foi uma empreitada bem sucedida. Mas… em termos de segurança e espectáculo, será que vale a pena ter um circuito desses? A largura das nossas ruas não é comparável com a das cidades americanas, não é?


Em termos competitivos, BMW e Seat ficaram com uma vitória cada. Gabriele Tarquini e Augusto Farfus subiram ao lugar mais alto do pódio, enquanto que Tiago Monteiro conseguiu amealhar pontos suficientes para subir, agora, ao nono posto da classificação geral. Já é a quarta vez consecutiva que pontua este ano, o que demonstra que os problemas do inicio da temporada estão mais ou menos resolvidos. Só falta uma vitória para coroar esta recuperação...


No caso do PTCC, este ano tem incluído uma competição diferente: a Taça de Portugal em circuitos, aproveitando os traçados urbanos da Boavista e Vila Real. Esperava-se um aumento no número de inscritos e foi o que aconteceu: 28, contra os habituais 14 quando correm nos circuitos permanentes de Braga, Estoril e Portimão. Viram-se máquinas novas, desde BMW’s a Diesel e até um Mini Cooper, mas o mais invulgar foi ver um carro de quatro rodas motrizes, vindos dos ralis, a vencer uma corrida. Foi o que aconteceu a José Monroy, que costuma conduzir um Mitsubishi Lancer Evo IX, que normalmente se vê mais em estrada do que na pista. Ele venceu a primeira corrida do dia, onde até foi normal, porque o Safety Car só entrou na pista… duas vezes. A segunda corrida foi pior, pois tinha um tempo limite e as entradas constantes do Safety Car, a última das quais foi quando houve uma colisão entre José Monroy e Patrick Cunha, um dos muitos concorrentes que correm num Seat Leon. Aí, a corrida foi interrompida, e os pilotos envolvidos… subiram ao pódio, porque eles disputavam o segundo posto. É assim como estão inscritos os regulamentos.


Na semana que vem ainda haverão corridas na Boavista, mas isso será mais para rever automóveis de outras eras, que passearão a sua classe perante milhares de fãs do automobilismo que estarão nas bancadas a assistir a tudo. E aí, os pilotos prometerão ser cuidadosos na condução…


IRL – A vitória do “underdog”


Em inglês, “underdog” significa o menos favorito. Nas bolsas de apostas, o britânico Justin Wilson e a sua equipa tinham eventualmente uma possibilidade alta de não ganhar, porque a Dale Coyne, uma das mais tradicionais do pelotão, nunca tinha ganho uma prova na sua longa história de 25 anos de competição, quer na CART, quer agora na IRL. Mas quando o pelotão foi para Watkins Glen, um circuito tradicional, depois de sete corridas consecutivas em ovais, e aproveitou o facto de não terem testado convenientemente no Sábado devido à chuva para ficar bem posicionado para a corrida, aproveitou uma excelente tática de pneus para levar a melhor sobre Scott Dixon e Ryan Briscoe, respectivamente da Chip Ganassi e da Penske, as unicas equipas que tinham ganho todas as provas do campeonato deste ano.


Para um piloto que passou discretamente pela Formula 1 (em termos de resultados, mas não em termos fisicos, pois mede... 1.93 metros!), a sua carreira nos Estados Unidos até tem sido boa, pois pontua regularmente. Mas desde que veio para a IRL, só conseguira uma vitória, em Detroit, e este ano tinha ido para a Dale Coyne, depois de ter estado na Newman-Haas-Lanigan, subsituindo Sebastien Bourdais.


Na próxima semana teremos outra prova em circuito citadino, mais concretamente em Toronto. Veremos se volta a normalidade Chip Ganassi/Penske, ou teremos mais uma surpresa proveniente de outro "underdog"?


Formula 1 – O destapar da máscara
e o regresso dos fantasmas


Todos nós sabemos que Bernie Ecclestone e Max Mosley não são flores que se cheirem. Conhecemos perfeitamente a sua postura e o seu comportamento perante a formula 1. Quando um tem uma estrutura que gere o automobilismo, do qual fica com metade dos lucros, e a outra metade é dividida por dez partes iguais às equipas do actual pelotão, e quando temos outra personagem que segue a politica do “quero, posso e mando”, modificando os regulamentos a seu bel-prazer, sem ouvir as equipas. Como sabem, a "ideia peregrina" de ter uma pontuação apenas e só baseada nas vitórias só não foi para a frente porque havia um Acordo de Concórdia feito antes, em que dizia que qualquer regulamento tinha que ter a concordância das equipas.


Agora, no passado Sábado, com a Formula 1 de férias, Bernie Ecclestone decidiu abrir a boca no jornal "The Times" para falar sobre as suas convicções politicas. Confesso que não fiquei muito surpreendido quando disse as seguintes afirmações:


"A democracia não fez muitas coisas boas em muitos países, incluindo este [Grã-Bretanha]".


"Gosto de pessoas com mentes decididas. Acho que é parvo ir sempre falar com a nossa avó antes de fazer qualquer coisa. Eu tomo decisões, às vezes erradas, às vezes acertadas - desde que se tomem mais acertadas do que erradas, então tudo bem".


"Prefiro líderes fortes. Margaret Thatcher tomou muitas decisões e cumpriu o seu trabalho. Foi ela que construiu este país lentamente. Deixámo-lo ir abaixo, outra vez. Todos estes políticos, Gordon (Brown) e Tony (Blair) estão sempre a tentar agradar a todos ao mesmo tempo".


"Pode parecer terrível dizer isto, mas aparte o facto de Hitler se ter deixado levar e ser persuadido a fazer coisas que não sei que ele queria fazer ou não, de muitas formas, ele estava em posição de comandar muita gente e conseguir que as coisas fossem feitas. No final, ele acabou por perder-se, pelo que não foi um bom ditador, porque, ou tinha noção do que estava a acontecer [no seu país] e insistiu nisso, ou apenas não se importou... de qualquer forma, ele não foi um ditador".


O irónico é que, especialmente devido a esta última frase, o próprio Ecclestone tem origens judaicas. Dá-se bem com muita gente judia, e dizer bem de Hitler significa a mesma coisa do que é um católico praticante afirmar que admira Satanás e tem um altar privado em casa. Como os pais de Max Mosley se deram muito bem com o próprio Hitler, pode-se dizer que ambos são mesmo "unha com carne". Portanto, o segredo do sucesso destes dois está revelado...


Claro, houve a habitual onda de indignação, e alguns dias depois, Ecclestone admitiu que fez mal em ter dito aquilo. Fez um "mea culpa" e admitiu que tudo aquilo foi uma idiotice: "Fui um grande idiota, e peço desculpa por isso. Genuinamente, peço desculpa. Nunca apoiei Hitler, e penso que não há ninguém no mundo que o possa fazer, por causa das atrocidades que cometeu. Lamento pelas pessoas que interpretaram as minhas palavras duma forma negativa." Repita mais vezes essa frase, se faz favor!


Ainda bem que esta polémica se encontra (aparentemente) encerrada. Porque outra vem já a seguir, e é mais um desenterrar do machado de guerra, pois a FIA resolveu lembrar que as suas inscrições são provisórias e que não tem palavra em relação a alterações regulamentárias para 2010. Resultado? A FOTA afirmou que os seus planos para um campeonato paralelo continuam de pé...


A sensação que tenho é que o Acordo está cada vez mais a ficar "letra morta". Porque é que não resolvam isto de vez e façam o campeonato paralelo? Os fãs começam a ficar cansados desta politica, sabiam? Se calhar até sabem...


Enfim, vamos pra o fim de semana, onde teremos a Formula 1 nas frias paragens alemãs. Prevê-se chuva. Será que vai ser mais uma do Sebastien Vettel? Até seria uma bela prenda de aniversário. E se o Rubens Barrichello chegar ao pódio, quero vê-lo a fazer o "moonwalk". Promessa é dívida! Abraços a todos, bom fim de semana.

domingo, 5 de julho de 2009

PTCC 2009 - Boavista (Corridas)

As corridas deste Domingo na Taça de Portugal de Circuitos, uma competição à parte do PTCC, e que só será disputado nos circuitos urbanos da Boavista e de Vila Real, no final do mês, fizeram com que a lista de inscritos passasse dos habituais 13 a 15 carros para os 28 inscritos no fim de semana portuense.


Para piorar as coisas, além da estreiteza do traçado, o tempo não ajudou muito no Domingo de manhã, fazendo com que chovesse durante a primeira corrida, e fazendo com que os toques fossem habituais e em consequência, a entrada do Safety Car ocorresse por duas vezes, pelo menos na primeira corrida, pois na segunda, esta durou apenas... quatro voltas.



Vamos aos factos. Na partida da primeira corrida, José Pedro Fontes, o "poleman", temia a largada do seu companheiro de fila o Mitsubishi Lancer Evo IX de José Monroy, que costuma ser muito bom, ajudado pelo facto de ter um carro de quatro rodas motrizes. E foi o que aconteceu. Mais lesto no sinal verde, Monroy ficou com a liderança. Contudo, algumas centenas de metros mais à frente, ainda na descida da circunvalação, Monroy "fecha a porta" a Fontes e o Mitsubishi entra em slide, mas Monroy preservou a liderança. "Pensava que já estava à frente do José Pedro mas afinal faltava ainda um bocadinho..." referiu, no final da corrida.


Nas duas voltas seguintes, Monroy ganhou 5,7 segundos ao BMW de Fontes, enquanto este sofria a pressão dos Seat Leon Supercopa. Entretanto, João Figueiredo, no seu Peugeot 407 S2000, tentava recuperar posições mas um falhanço na travagem à chicane da Boavista, fez com que a sua corrida acabasse contra os pneus. Os toques e piões sucediam-se, com o pior caso a ser a nova chicane da recta da meta, a qual acabou destruída por diversas travagens falhadas na primeira volta, facto que motivou a primeira entrada do "safety-car".



Retomada a corrida, José Monroy volta a ser mais eficaz que José Pedro Fontes e este volta a ter os Seat a pressioná-lo, mas as confusões vão-se sucedendo ao longo de toda a pista com toques, piões e saídas. Joffrey Didier, no seu Seat, faz um pião na entrada do miolo do circuito, e vários concorrentes conseguem evitá-lo... menos Nuno Barroso Pereira, que, na tentativa de corrigir a trajectória do seu Subaru toca no Seat e abre a direcção. Resultado: nova entrada do "safety-car".



Quando o safety-car recolheu às boxes pela segunda vez, faltavam apenas 4 minutos e 20 segundos para o limite de tempo. O suficiente para duas voltas. Monroy voltou a ganhar vantagem enquanto Fontes se debatia com problemas de caixa e permitia a passagem do Seat de Francisco Carvalho. A seguir foi Jorge Areal e Patrick Cunha que passaram o homem do BMW, que terminou na quinta posição final.



Duarte Felix da Costa perdeu tacticamente dois lugares antes da última curva. "Assim parto na frente para a segunda corrida... vamos a ver se a táctica resulta" afirmava o piloto do Seat, esperançado que a segunda corrida fosse menos tumultuosa do que a primeira.


Na segunda corrida da tarde portuense, havia maiores expectativas pelo facto desta decorrer em piso seco. Porém, mal se sabia que que a corrida teria apenas... quatro voltas disputadas em ritmo de corrida! Partindo em arranque parado, com os oito primeiros lugares da corrida anterior invertidos, não houve grandes problemas nos lugares cimeiros. Duarte Felix da Costa não consegiuu fazer valer a sua táctica de partir na "pole", pois cedo o BMW de José Pedro Fontes ascendeu à liderança.



Apesar do bom aranque com a conquista de dois lugares nos primeiros 50 metros, o vencedor da primeira corrida, José Monroy, demorou tempo a chegar ao terceiro lugar, numa altura em que Duarte Felix da Costa se preparava para abandonar, com problemas no seu carro. Mais atrás, Martine Pereira via o seu Alfa Romeo 147 escorregar numa das piores zonas para esse tipo de manobras - entre as duas esquerdas que antecedem a meta - acabando por embater violentamente nos muros. Graças a esse embate, o Safety Car entrou em pista.


Os comissários demoraram a tirar o carro do seu local, e quando isso aconteceu, os pilotos só tinham seis minutos para conseguir fazer voltas competitivas até ao cair da bandeira de xadrez. Contudo, na volta de regresso, o Mitsubishi de Monroy, o terceiro, pressionava o Seat Leon de Patrick Cunha, mas este último acabaria por ver o seu carro escorregar à saída da chicane da meta, raspando no muro com a quebra da direcção como resultado desse impacto. Monroy vinha colado e acabou por embater no Seat, ficando os dois carros a obstruir a pista, e com isso, a corrida foi dada como terminada e José Pedro Fontes declarado vencedor.



"Cumprimos o nosso objectivo de ganhar uma das corridas. Não era só pelo resultado que s epode aproveitar para o campeonato, era também pela visibilidade que isso nos dá," referiu Fontes no final. Ironia das ironias: os envolvidos na confusão que ditou o fim prematuro da corrida, Patrick Cunha e José Monroy, acabaram por ficar com os lugares seguintes do pódio, já que a classificação válida... era a da volta anterior.



A proxima jornada da Taça de Portugal de circuitos ocorrerá entre 26 e 28 de Julho, noutro circuito urbano, o de Vila Real.

terça-feira, 30 de junho de 2009

PTCC 2009 - Boavista (Antevisão)

Normalmente, as provas do PTCC este ano contam sempre com uma grelha de entre 12 a 14 inscritos, o que numa altura destas, até é importante. Mas na ronda do circuito urbano da Boavista, no Porto, a grelha vai simplesmente... dobrar. No próximo fim de semana, uma prova que também vai contar para a Taça de Portugal de Circuitos, e que faz parte do programa da ronda portuguesa do WTCC, irão estar inscritos 28 carros, divididos em quatro categorias, o dobro do normal.

Contudo, no meio da lista de inscritos, existe uma ausência de peso: César Campaniço, no seu BMW 320i, irá estar ausente devido à imcompatibilidade de calendários. Isso dará mais chances a José Pedro Fontes e a Duarte Felix da Costa, seus rivais na luta pelo título.

Para Fontes, o objectivo principal para este fim de semana é de "somar o máximo de pontos possíveis, tentando vencer e manter a liderança no Campeonato. Se assim acontecer, o objectivo de vencer a Taça também fica mais próximo", disse. O piloto do BMW 320 Si tem ainda mais um grande factor de motivação, já que estará a correr na sua cidade.

"Correr em casa é sempre especial! Vai ser espectacular poder correr na minha cidade, perto da minha família e amigos, e em frente a tanto público. Espero que as pessoas compareçam ainda em maior número do que em 2007", acrescentou.

Contudo, as grandes novidades do pelotão tem a ver com novos carros e alguns regressos no pelotão dp PTCC. Primeiro que tudo, aparecerá pela primeira vez um carro a Diesel. E é um BMW! Manuel Pedro Fernandes, num modelo 120D, estreará o carro em palcos portugueses. Outra estreia é Tiago Petiz, que levará o seu Mini Challenge da S.Conrado para participar no circuito da Boavista. Ambos os carros estarão na Categoria 2, e serão os unicos que destoarão dos Seat Leon Supercopa.

Também na Categoria 2 haverá algumas novidades em termos de pilotos. Dois angolanos, José Carlos Madaleno (Tri-campeão Nacional da sua Classe e actual lider do Troféu A Mundial Seguros, Troféu destinado a viaturas Turismo até 2000cc aspirados) e João Carvalho (piloto habitué das provas angolanas), participarão no circuito da Boavista com dois Seat Leon Supercopa preparados pela Veloso Motorsport. O objectivo deles é ganhar experiência, já que irão pegar em carros absolutamente novos para eles.

"Em Angola, neste momento, vive-se um momento de ascenção no desporto motorizado e esta foi uma forma de mostrarmos ao Mundo que nós também estamos cá! Vai ser muito dificil, pois nunca tivemos contacto com o carro e apenas iremos fazer um dia de treinos antes da prova, mas estamos esperançados que poderemos surpreender muita gente, se os “muros” assim o permitirem...", afirmou Madaleno.

Na categoria 4, reservada aos carros de ralies às quatro rodas motrizes, o "habitué" José Monroy já não vai estar sozinho, pois vai ter a companhia de mais dois adversários: José Pedro Miranda, num Mitsubishi Lancer EVO VIII e Nuno Barroso Pereira, que num Subaru Impreza WRX, vai deixar este fim-de-semana os ralis de lado e dedicar-se à velocidade.

Para Barroso Pereira, a sua presença na Boavista, não é mais do que "uma participação esporádica. Como já temos o carro com as especificações de asfalto, junto o útil ao agradável, aproveito para o guiar neste tipo de piso, coisa que ainda não fiz, e tenho o prazer de correr no, já, mítico Circuito da Boavista perante a maravilhosa multidão que acorre a esta prova. Não tenho qualquer pretensão em termos de classificação, mas sim testar e divertir-me ao máximo!", declarou.

Para finalizar, eis o programa completo do PTCC para o Circuito da Boavista:

Sexta-feira, 3 de Julho

15.45h - Treinos Livres

Sábado, 4 de Julho

9.45h - Treinos Livres
14.15h - Qualificação

Domingo, 5 de Julho

10.05h - Corrida 1
15.25h - Corrida 2

domingo, 14 de junho de 2009

PTCC 2009 - Estoril II (Corridas)

As corridas de hoje do PTCC no Autódromo do Estoril tiveram o seu habitual despique em pista, e fora dela. O primeiro vencedor do dia foi penalizado em 25 segundos devido a uma troca de pneus fora da área regulamentada, e foi relegado para a terceira posição, dando a vitória ao segundo classificado.

Mas vamos à história das corridas deste dia: depois de ontem César Campaniço (de regresso ao PTCC depois da sua ausência no Algarve), ter feito a pole-position, era o natural favorito à vitória, pois o seu rival, Duarte Felix da Costa, largar da terceira posição, no seu Seat Leon Supercopa.

Na partida, Campaniço manteve-se na frente, mas uma má escolha em termos de pneus o fez atrasar na classificação, acabando apenas na nona posição. Quem se aproveitou deste delize foi Duarte Felix da Costa e Patrick Cunha, no outro Seat Leon Supercopa, que fez uma corrida de ataque e terminou na segunda posição da geral. João Figueiredo, no seu Peugeot 407 S2000, terminou na terceira posição.

No final dessa corrida, o ainda vencedor expressava a sua satisfação: "Depois do que aconteceu ontem [só conseguiu dar uma volta lançada e teve problemas mecânicos], fiz um bom arranque e consegui passar para a frente. Fui ganhando alguma margem e procurei manter a concentração. O Patrick estava a tentar pressionar-me mas a determinada altura estávamos com o mesmo andamento e foi uma questão de manter o ritmo. Em termos de Campeonato foi um resultado muito bom sobretudo porque os meus mais directos adversários ficaram lá para trás", concluiu.

Contudo, esta vitória teve pouca duração. Os comissários de pista detectaram que Felix da Costa e João Figueiredo tinham trocado de pneus numa altura não permitida, e foram ambos penalizados em 25 segundos, fazendo com que a vitória passasse para as mãos de Patrick Cunha, no Seat Leon Supercopa. Alvaro Figueira era segundo, enquanto que Felix da Costa caia para terceiro e Figueiredo era quinto.

Na segunda corrida do dia, José Pedro Fontes, que largava da segunda posição da grelha, rapidamente se colocou no comando, sem dar tréguas aos seus adversários, rumando de forma destacada para a vitória na oitava corrida da época. Logo atrás ficou João Pedro Figueiredo, que no seu Peugeot 507 S2000, ainda tentou nas primeiras voltas pressionar o líder, mas sem grande sucesso.

Outro destaque desta corrida foi a desistência de Duarte Félix da Costa, que ocupava o terceiro posto, depois de ter feito uma corrida de trás para a frente. Com este precalço, quem beneficou foi César Campaniço, que viria a ocupar o último lugar do pódio, depois de protagonizar uma excelente recuperação, tendo mesmo chegado a incomodar João Figueiredo.

No final da corrida, José Pedro Fontes era naturalmente um piloto satisfeito: "Fiz um bom arranque, passei logo para o comando. O João ainda me pressionou mas fui ganhando margem aos poucos o que me permitiu depois fazer uma boa gestão da vantagem. Estou naturalmente satisfeito pela vitória e por estar no comando do Campeonato", disse o piloto do BMW 320i.

Satisfeito, mas não tanto, estava João Figueiredo, pelo fim de semana competitivo: "Sabia que nesta segunda corrida teria que atacar logo no início. Ainda tentei forçar o Zé Pedro [Fontes] mas depois os pneus começaram a degradar-se e não tive mais condições para o fazer. Daí em diante procurei gerir a vantagem para os pilotos atrás de mim. O César chegou mesmo a passar-me, mas rapidamente repus o meu lugar e terminei em segundo. Podia ter somado mais pontos este fim-de-semana", referiu o piloto de Coimbra.

Depois deste fim de semana, as contas do campeonato estão definitivamente baralhadas: José Pedro Fontes é agora o lider do campeonato, com 50 pontos, seguido do Seat Leon Supercopa de Duarte Félix da Costa, com 49. Patrick Cunha subiu para o terceiro posto com 41 e César Campaniço é agora o quarto classificado, com 39. Tudo ao rubro na frente, portanto... e a próxima prova será no Circuito da Boavista, no fim de semana de 4 e 5 de Julho.