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terça-feira, 11 de maio de 2021

Noticias: Vila Real esteve perto de receber a Formula E em 2020


As noticias de ontem e hoje sobre Vila Real falam do cancelamento da prova do WTCR e sua transferência para o Autódromo do Estoril. Contudo, uma noticia que vem hoje na edição portuguesa do Autosport fala que a autarquia de Vila Real teve conversações "muito avançadas" com a Formula E e que apenas a evolução da pandemia impediu que a competição de carros elétricos esteve perto de se estrear em Portugal.

A informação foi avançada pelo presidente da câmara local, Rui Santos, que contou todo o processo.

Posso confessar que em 2020 tivemos negociações muito avançadas para recebermos a Fórmula E e o processo ficou muito perto da conclusão. Não seria exatamente com o traçado que usamos atualmente, teríamos de fazer algumas adaptações. Tivemos o negócio quase concluído, mas a evolução da pandemia travou essa possibilidade. Também tivemos contacto com os promotores de uma prova internacional de GT, que manifestaram muito interesse em fazer uma prova em Vila Real.”, contou.

Apesar da Formula E exigir que as pistas que sejam feitas nas ruas terem Grau 1 por parte da FIA, e a pista de Vila Real ter Grau 3, estavam dispostos a flexibilizar nesse aspeto, porque o que lhes interessava era um calendário capaz de terminar o que tinham começado - a Formula E tinha acabado de correr em Marrakesh quando se começaram a colocar as restrições na Europa - aqui pode-se dizer que pretendiam lugares alternativos antes de se decidirem por seis corridas em dez dias no ex-aeroporto de Tempelhof, em Berlim.

Contudo, Vila Real tem de fazer algumas coisas para elevar o seu estatuto, como um Race Control, que será instalado no edifício da sede da CAVR, o Clube Automóvel de Vila Real. As obras estão em fase de conclusão - a sua inauguração está prevista para o mês que vêm - e segundo Jorge Almeida, o seu presidente, são a prova que os responsáveis pelo Circuito de Vila Real estão a preparar o futuro.

José Silva, presidente da Associação Promotora do Circuito Internacional de Vila Real explicou à Autoisport portuguesa que diversos técnicos das provas que mostraram interesse visitaram a cidade e que encontraram soluções que os deixaram satisfeitos, quer a nível de paddock, quer a nível de segurança. 

Já tivemos vários promotores que nos contactaram e que vieram visitar o circuito e até ver as corridas. Vinham com uma expectativa, mas que quando viram o nosso trabalho e o evento, essas expectativas foram superadas. E é por isso que o acordo conseguido, com a possibilidade de renovação por mais três anos com o WTCR é importante, pois confirma a nossa posição como um evento apetecível para as grandes provas internacionais.“, concluiu.

O WTCR visitará o Estoril no fim de semana de 26 e 27 de junho. E quanto à Formula E, com António Félix da Costa ainda fresco da sua vitória no Mónaco e a dez pontos da liderança, o bicampeonato poderá ser uma hipótese bem viável. 

domingo, 7 de julho de 2019

A(s) image(ns) do dia



Ver estas imagens de Tiago Monteiro em Vila Real, na tarde deste domingo, tem um sabor de vingança. Especialmente para aqueles que depois do seu acidente em Barcelona, há quase dois anos, que apressaram a fazer a sua sepultura, dando-o como "acabado". De facto, foi difícil, mas ele não baixou os braços, e apesar de uma má temporada, este domingo, em "casa", o piloto português conseguiu a sua primeira vitória desde o seu regresso. 

Quem assistiu a esta corrida, reparou num piloto que controlou os avanços de Yvan Muller e Yann Erlacher - são curiosamente tio e sobrinho - os pilotos da Lynk, e depois distanciou-se deles, para poder ganhar de forma confortável. E foi o que aconteceu, depois de um décimo posto na corrida anterior. E quando cruzou a meta, certamente deve ter pensado no longo caminho que teve de cruzar, nas diversas vezes que teve dúvida se algum dia iria voltar a um carro de corridas, especialmente quando os médios lhe diziam que não poderia correr nunca mais, ou se tivesse outra colisão, poderia ter sequelas irreversíveis. E quando ele bateu, chegou a ter deslocação da retina devido ao choque. E felizmente, tudo voltou ao seu lugar.

Aqui está ele, como vencedor, algo que muitos julgavam que a sua carreira tinha acabado. Pois...

sábado, 23 de junho de 2018

Youtube Motorsport Crash: A carambola do WTCR em Vila Real

Este pode bem ter sido o momento mais espectacular do fim de semana automobilístico. Na primeira volta da primeira corrida do WTCR, em Vila Real, o pelotão evolveu-se num "Big One" (ou carambola, se preferirem), que causou estragos em mais de uma dezena de veículos e entupiu a pista, impedindo a continuação da corrida. Para além disso, houve estragos nos guard-rails, principalmente devido ao impacto do carro de Rob Huff.

Apesar de todo este aparato, e de alguns dos carros terem provavelmente ido para a sucata, ninguém ficou ferido e a corrida deverá recomeçar por volta das 18 horas locais. 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Noticias: Vila Real considera TCR

Com noticias surgidas nas últimas semanas sobre o futuro do WTCC, colocado em dúvida depois da relutância de algumas marcas em continuar (a única que já disse que pretendia andar por lá foi a volvo), o circuito de Vila Real pretende arranjar uma alternativa ao Mundial de Turismos caso haja um hiato nessa competição no futuro. Daí eles se terem virado para a o TCR como alternativa.

Durante o fim de semana do WTCC no circuito transmontano, o actual presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, especificou, citado pela agência Lusa, que caso seja reeleito nas autárquicas de 1 de Outubro, "haverá com certeza WTCC em Vila Real ou algo que o venha a substituir de igual dimensão", demonstrando a sua continuidade em receber competições automobilisticas no circuito citadino.

Apesar da alternativa TCR, a competição disse que nunca pensou na ideia de correr por lá. Uma fonte da organização disse ao site sportmotores.com que isso faria sentido em combinação com uma competição local ou regional como o TCR Portugal (Campeonato Nacional de Velocidade e Turismos) ou o o TCR Ibérico.

"Um dia que eles nos convidem a correr lá, iremos considerar o assunto. Em princípio, nós não temos nada contra essa ideia. Como sabem, o conceito do TCR tem com base a cooperação próxima entre as International Series e os promotores nacionais e regionais. Faria sentido ter um evento comum com o TCR Ibérico/Portugal", afirmou essa fonte.

A acontecer no futuro próximo, seria um regresso, pois já correu em Portugal nas duas primeiras temporadas. Primeiro, em Portimão e depois no Estoril, sendo que este ano, decidiram não correr em paragens portuguesas por meros motivos de agenda. 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

TCR: As declarações dos pilotos antes de Vila Real

Neste fim de semana, o TCR Portugal e o TCR Ibérico vão ter a sua quarta ronda, desta vez nas ruas de Vila Real. Com doze carros inscritos, e uma participação espanhola muito reduzida - apenas dois carro, da dupla Gustavo Moura e Faust Salom, e o Seat da andorrenha Amalia Vinyes - a grande novidade será a participação de Francisco Marrão, que andará ao volante do SEAT Leon MK2 que habitualmente disputa o Campeonato Nacional de Montanha, e que será inscrito na categoria TCR2.

Para Francisco Abreu, que chega à cidade transmontana no segundo lugar da geral - e que vai correr nas duas provas do fim de semana - estas corridas são importantes para a luta pelo campeonato, já que perdeu pontos importantes na ronda anterior, em Portimão.

É evidente que ninguém gosta de ser abalroado em plena corrida. Infelizmente aconteceu e os planos para mais um fim de semana de corridas é simples: ganhar, ganhar ou ganhar. Claro que sempre com respeito pelos adversários, mas tendo a consciência que sou dos mais rápidos do campeonato. Mas só isso não dá vitórias e tendo total e absoluta confiança no Team Novadriver, acredito que o VW Golf GTI TCR estará próximo da perfeição numa pista muito difícil e exigente, quer para carros quer para pilotos”, declarou.

Nuno Batista e Edgar Florindo irão andar no circuito citadino com o objetivo de melhorar as suas performances e tentar chegar ao pódio neste final de semana.

Espero acima de tudo que esta prova decorra sem azares e assim sendo, tenho a convicção que podemos lutar por um lugar entre os três primeiros. A nossa época teve um começo difícil, com o SEAT Leon TCR a mostrar-se algo desajustado face à nossa forma de condução, o que trouxe algumas dificuldades que não esperávamos. No Algarve já foi possível observar alguma evolução e agora em Vila Real, espero que seja possível melhorar ainda mais. À semelhança dos outros circuitos e especialmente aqui, estaremos em desvantagem em relação aos pilotos que competem a ‘solo’. No entanto vamos à luta e queremos sair daqui felizes com o que conseguimos nas duas corridas”. adiantou Nuno Batista.

Esta prova tem tudo para correr melhor que as duas anteriores. Acredito que Vila Real possa ser o ponto de viragem para um bom caminho ao nível de resultados e também das afinações e por isso conto em ter um bom carro para esta jornada, disputada na minha terra e perante o público da minha cidade, num circuito de que gosto muito. Estou bastante motivado para dar o meu melhor e sobretudo espero ter carro para lutar pelos lugares cimeiros. Com duas provas disputadas nesta categoria, o meu ritmo é cada vez melhor e por isso temos tudo para sair daqui no Domingo com os resultados que ansiamos”, referiu Edgar Florindo.

Já da parte de Francisco Mora, o piloto da Seat, o íder isolado do campeonato, quer manter a posição. O piloto nortenho luta para revalidar o título conseguido o ano passado e chega a Vila Real motivado para dar mais um passo no sentido de concretizar este objetivo.

A motivação está no topo, mas não penso em arriscar demasiado, até porque posso perder mais do que ganhar, já que pelas características do circuito, citadino e com poucas escapatórias, um toque e uma saída são normalmente muito penalizadoras. A inexistência de pontos de ultrapassagem, torna a qualificação fundamental de forma a conseguir um bom lugar à partida e de poder estar na luta pela vitória…”, começou por dizer em entrevista à Autosport portuguesa.

Este é um circuito de que gosto muito, mas que peca pela inexistência de pontos de ultrapassagem, o que torna a qualificação fundamental. Um bom lugar à partida, pelo menos na primeira linha, é sinónimo de estar na luta pela vitória e um possível bom resultado final. De outra forma é quase impossível recuperar de uma má prestação nos treinos”, concluiu.

Por parte de Rafael Lobato, o piloto do Audi RS3 TCR considera Vila Real como a sua casa, e espera que nesta corrida, ele tenha melhores resultados daqueles que alcançou em Portimão, onde foi vitima de problemas mecânicos que condicionaram a sua corrida, ele que divide o carro com Patrick Cunha.

Apesar dos problemas sentidos em Portimão, ainda consegui um bom excelente resultado, face à adversidade e, agora, quero dar continuidade já em Vila Real. É sempre um enorme prazer disputar corridas na ‘Bila’, pois tenho o apoio de todos os vilarealenses e isso, pode não parecer, mas é muito importante. O carro parece estar já curado das maleitas de Portimão, eu estou motivadíssimo para este fim de semana de corridas em Vila Real e tenho como único objetivo a vitória" começou por dizer.

"Correr na minha terra e num circuito que conheço muito bem, não me deixa outra alternativa do que estabelecer os mais ambiciosos objetivos. Neste caso só poderia ter em mente vencer a minha corrida e esperar que o meu colega de equipa possa fazer o mesmo na dele. O apoio do público de Vila Real é entusiástico e se aumenta as minhas responsabilidades para não os desiludir, cria também uma grande força que pode ajudar na luta pela vitória. A minha experiência da corrida do ano passado nos TCR é um preciosa ajuda, que espero aproveitar na plenitude este ano” concluiu Lobato.

Eis o horário das provas:

Sábado:

10H40 – Treinos Livres 1 (30m)
14H20 – Treinos Livres 2 (30m)
17H35 – Qualificação (35m)

Domingo:

11H50 – Corrida 1 (25m)
16H00 – Corrida 2 (25m) 

sábado, 24 de junho de 2017

Youtube Motorsport Crash: O bizarro acidente de Tom Coronel em Vila Real

O fim de semana de Tom Coronel na ronda portuguesa do WTCC pode ter acabado ainda antes de começar, depois desta acidente que sofreu numa das qualificações, no circuito de Vila Real. Na chegada à rotunda, onde agora está instalada a "Joker Lap", o piloto do Chevrolet perdeu o controle do carro na travagem - viu-se depois que quebrou um elemento da suspensão - e acabou por bater... numa ambulância.

No final, ficaram todos bem, quer o piloto, quer os bombeiros que estavam presentes.

domingo, 26 de junho de 2016

A(s) image(ns) do dia

“Vai ser um momento do qual me vou lembrar para sempre. Eu sinto uma grande emoção por ter conseguido, foi um excelente trabalho de toda a equipa, a quem não sei como agradecer o suficiente. Tivemos muito trabalho, e depois aproveitámos as oportunidades que surgiram. É importante não cometermos erros, acabei por ser o que cometeu menos erros e consegui a pole-position.

[Sobre a recepção dos adeptos em Vila Real] “tem sido louca desde que chegámos. Quase que não dá para acreditar, já sabemos que as pessoas aqui têm uma grande paixão por corridas de automóveis e que fazem um grande esforço para realizá-las aqui. E eu podia ouvir as pessoas dentro do carro, mesmo com o motor a trabalhar e com os tampões de ouvidos. Este apoio popular acabou por fazer desta vitória mais especial. Tive muito mais apoio que com as vitórias no Estoril e em Portimão”.

Vila Real e diferente. Quem conhece isto sabe que é um classico do automobilismo nacional, que existe desde 1935 e que teve o seu auge nos anos 70, quando havia provas de Formula 3 e Turismos, chegando a ver carros como os Porsche 908 e 917 num circuito que chegou a ter oito quilómetros de extensão. Adormecida em 1991, após um grave acidente, foi reavivada na década passada, com alguns soluços, até que em 2015 decidiu acolher o Mundial de Carros de Turismo, o WTCC.

Tiago já é veterano nisto. Com quase 40 anos de idade - vai fazer a 24 de julho - ao piloto da honda só lhe falta o título mundial. Tinha uma grande chance este ano, mas a FIA decidiu puxar o tapete na secretária, para dar à Citroen um último título mundial antes de irem embora. Assim sendo, o melhor é pensar corrida a corrida e ser feliz. Para o piloto do Porto, foi um excelente fim de semana, depois de conseguir a pole-position no dia anterior.

E esta tarde, perante milhares de pessoas, no pódio, a multidão cantou o hino nacional, mesmo cortado a meio, o que arrepia qualquer um. E é assim que Tiago Monteiro acrescenta mais um ponto alto de uma carreira já bem longa, em várias categorias. Que continue assim!

TCR Portugal: José Rodrigues venceu a segunda corrida de Vila Real

Depois de ontem, Rafael Lobato ter levado a melhor, hoje foi a vez de José Rodrigues ser o vencedor na segunda corrida do Campeonato Nacional de Velocidade Turismos, que aconteceu em Vila Real. O piloto da Honda foi o melhor depois de ver Francisco Carvalho e Francisco Mora, os pilotos da Veloso Racing, chocaram-se um ao outro, acabando ambos por abandonar. No final, Rodrigues venceu facilmente, com mais de dez segundos de vantagem sobre Francisco Abreu, no seu Volkswagen Golf TCR. 

A corrida teve duas partes. A primira durou uma volta, com Mora e Carvalho a assumir a luta pela liderança até ambos colidirem e espalharem os seus pedaços pela pista, obrigando a corrida a ser interrompida. Com o pelotão reduzido a sete carros, Rodrigues arrancou rumo à vitória, deixando paulatinamente para trás o Golf de Abreu, que nas voltas finais começava a ser pressionado pelo Seat de César Machado.

Luis Cabral, no seu Seat, foi o quarto, conseguindo passar nas voltas finais o Opel Astra de Gustavo Moura, enquanto que Luis Carneiro foi o sexto, e o melhor na classe TCC. 

O CNVT continua dentro de dias semanas, em Portimão.


sábado, 25 de junho de 2016

TCR Portugal: Rafael Lobato foi o melhor na primeira corrida de Vila Real

Francisco Lobato foi o primeiro vencedor da jornada dupla de Vila Real, a contar para o Campeonato Nacional de Velocidade, feito este ano com os regulamentos do TCR. O piloto da Speedy Motorsport conseguiu levar a melhor sobre Francisco Mora, noutro Seat, para alcançar o lugar mais alto do pódio.

Com Lobato a partir da pole-position, ele andou o tempo todo a resistir aos ataques de Mora ao longo dos 25 minutos que durou a corrida, mas ele conseguiu resistir aos seus ataques. 

Atrás, Manuel Gião tinha uma corrida tranquila no seu Volkswagen Golf, a caminho do terceiro posto final, na frente de José Rodrigues, outro dos pilotos que corre sozinho, a bordo do seu Honda Civic. Ambos conseguiram superar Nuno Batista, que tinha perdido ritmo nas voltas finais. António Cabral, no seu Seat, foi o sexto.

No final, Lobato era um piloto feliz com o resultado: "Fiz um bom arranque, tanto eu como o Francisco (Mora) conseguimos distanciar-nos do resto do pelotão e basicamente foi uma corrida a dois na frente da prova. Na primeira chicane, falhei a travagem por causa dos travões frios… o carro não parou e preferi passar por fora do que estragar a corrida toda, mas penso que não foi isso decidiu a corrida, porque saímos todos juntos novamente", começou por dizer. 

"A partir daí tentei dar o meu máximo, ir ganhando margem para o Francisco. Estava-lhe a ganhar tempo em todas as voltas e fui abrindo a distância. Apercebi-me que no ‘cotovelo ele falhou a travagem, perdeu algum tempo e isso permitiu-me a seguir durante duas ou três voltas gerir ligeiramente os pneus, por causa do calor o piso está bastante abrasivo e isso desgasta muito os pneus. No fim apercebi-me que ele voltou ao ritmo inicial, bastante forte, mas já estava longe e eu também estava a controlar a distância e deu para ganhar em casa”, continuou.

Feliz, Lobato dedicou a vitória aos seus pais: “Muito, muito feliz por esta vitória muito saborosa, pois foi alcançada com muita luta e concentração, pois o Francisco Mora não me deu um segundo de descanso. Valorizou muito esta magnífica vitória que dedico aos meus pais, incansáveis no apoio, aos meus patrocinadores que apostam num jovem piloto e à equipa que me deu um carro perfeito. Amanhã será a vez do César e acredito que sairemos daqui com o pleno de vitórias, mais fortes e próximo dos primeiros lugares do campeonato.

Amanhã é a segunda corrida do fim de semana em Vila Real

quarta-feira, 8 de junho de 2016

WTCC: Volvo não vai ter pronto um terceiro carro para Vila Real

Surgiram rumores nas últimas semanas que a Polestar poderia inscrever um terceiro carro para a ronda de vila Real, no final do mês. Contudo, a preparadora sueca, que está a preparar os Volvo para o WTCC, disse hoje que isso está descartado. “Nós não vamos entrar com um terceiro carro em Vila Real”, disse o relações públicas da Polestar Racing, Johan Meissner, ao site SportMotores.com.

Contudo, os dois carros que estão presentes, para Thed Bjork e Frederik Ekblom, não tem tido grandes resultados nesta temporada de estreia no WTCC. Por exemplo, nenhum dos carros chegou ainda ao "top five" de qualquer corrida até agora. E mesmo o próprio Meissner não esclareceu se o tal terceiro carro poderia ser usado ainda durante a temporada.

Caso essa hipótese aconteça, esse terceiro carro, que serve essencialmente como "muleto" de testes durante os fins de semana das corridas, facilitando o trabalho para os engenheiros suecos, poderia aparecer mais para o final desta temporada.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Noticias: Divulgado o calendário da Velocidade em 2016

A FPAK aproveitou hoje para divulgar os seus calendários. Já viram o dos ralis, agora é a vez da Velocidade, que a partir do ano que vêm terá um novo formato, com um sprint para os novos carros da TCR, e um mais longo para a Endurance. No final, existirão oito datas, mas nem todos andarão no mesmo sitio. No máximo, todos terão seis datas, e algumas coincidirão com as provas que Portugal vai receber, como por exemplo o de abril, no Estoril (a segunda ronda da TCR) e em julho, em Vila Real (onde receberão o WTCC).

A grande novidade será uma corrida em Jerez, a 5 e 6 de novembro, mas apenas para receber os Turismos. Eventualmente será uma ronda do TCR Portuguese Series, mas poderá acontecer também uma data da versão espanhola da competição. Os clássicos serão os unicos a ir a 23 de outubro a Portimão, mas apenas porque é no fim de semana do Algarve Classic.

Eis o calendário provisório:

T- Turismos 
E- Endurance 
C- Clássicos 
LC- Legend Cup

22/23 Abril - Estoril (C/LC) M.C Estoril
14/15 Maio - Braga (T/E/C/LC) CAM
11/12 Junho - Vila Real (T/C/LC) CAVR**
09/10 Julho - Portimão 1 (T/E) AIA
17/18 Setembro - Estoril (T/E/C/LC) M.C. Estoril
22/23 Outubro - Portimão 2 (C/LC) AIA
05/06 Novembro - Jerez (T) -----
26/27 Novembro - Estoril (T/E) M.C. Estoril


domingo, 12 de julho de 2015

WTCC: Lopez e Qinghua foram os melhores em Vila Real

Os pilotos da Citroen foram os grandes vencedores na ronda portuguesa - como seria de esperar - que fez a sua estreia no circuito citadino de Vila Real. O argentino José Maria Lopez e o chinês Ma Qinghua foram os grandes vencedores, com Tiago Monteiro foi o quinto na primeira corrida e acabou vitima de acidente envolvendo os dois Ladas na segunda prova.
  
Debaixo de sol e calor, e perante mais de 80 mil pessoas, que invadiram a cidade transmontana para um fim de semana cheio de automobilismo, os Citroen dominaram a primeira corrida do fim de semana. O argentino José Maria Lopez dominou a primeira corrida de fio a pavio, com Sebastien Loeb a segui-lo, mas sem conseguir passá-lo.

Mais atrás, a ação aconteceu com os Honda, entre Norbert Mischelisz, Gabriele Tarquini e Tiago Monteiro. O húngaro e o italiano batalharam pelo lugar mais baixo do podio, enquanto que Monteiro era pressionado pelo chinês Ma Qinghua, mas conseguiu aguentar os ataques do piloto chinês. Yvan Muller acabou no sétimo lugar. 

A segunda corrida aconteceu mais tarde, com os Citroen de Ma Hinghua e Yvan Muller na primeira fila, com Tiago Monteiro a tentar surpreender os dois Ladas, mas estes o apertaram e atiraram-no para o muro, causando a entrada do Safety Car. Para além do português, o holandês Jaap van Lagen também acabou a corrida por ali. Outro dos que ficaram de fora foi o italiano Stefano D'Aste.

O Safety Car ficou na pista nas cinco voltas seguintes, ao que a corrida recomeçou com Ma Qinghua a defender-se de Yvan Muller, com Nicky Catsburg a aguentar os Honda de Tarquini e Mischelisz. Mas a estreiteza do circuito impedia as ultrapassagens. Mas no final da décima volta, Mischelisz conseguiu passar Jaap Van Lagen, ao mesmo tempo que Löeb passava os dois carros, mas o piloto do Lada toca no ex-piloto do WRC, acabando no muro.

Nas voltas seguintes, o húngaro foi pressionado por "Pechito" Lopez, para a quinta posição, enquanto que Tarquini tentava passar o piloto da Lada, sem grande êxito. E enquanto tudo isto acontecia, Ma Quinghua estava a caminho da sua segunda vitória no WTCC, já que Yvan Muller estava bem distante. Mas na volta 13, Catsburg bate forte nos rails de proteção e as bandeiras vermelhas são mostradas. O chinês foi declarado vencedor, com Muller no segundo posto, e Tarquini no terceiro lugar.

No final do fim de semana transmontano, "Pechito" Lopez continua a liderar, com 322 pontos, seguido por Yvan Muller, com 267, e Sebastien Loeb, com 230. Tiago Monteiro caiu para o sétimo lugar, com 123 pontos.

A proxima ronda do WTCC acontecerá dentro de dois meses, em Motegui.  

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

WTCC: Vila Real confirmado em 2015

Apesar do calendário do WTCC para 2015 só ser divulgado na proxima terça-feira, tudo indica que Vila Real irá receber o mundial de Turismos no fim de semana de 10 e 12 de julho. O contrato com a Eurosport Events, a entidade que organiza o Mundial, terá uma duração de três temporadas, até 2017.

Rui Santos, presidente da Câmara Municipal de Vila Real, referiu em comunicado oficial que "internacionalizar o Circuito de Vila Real era um dos objetivos da Câmara Municipal e da FPAK para os próximos anos, a oportunidade surgiu e não a quisemos perder, graças ao esforço de todas as entidades envolvidas".

Já Tiago Monteiro, atualmente piloto oficial da Honda, mostrou-se muito satisfeito com esta noticia: "Estou muito contente por todas as entidades envolvidas, Câmara Municipal de Vila Real, Eurosport Events, WTCC e FPAK terem chegado a acordo. Já tinha percebido que as pessoas envolvidas estavam muito motivadas para tornar esta prova uma realidade no calendário do WTCC. Estão todos de Parabéns pelos esforços que fizeram. Para mim é sempre muito especial correr em Portugal, ter o apoio do público português que é sempre muito efusivo mas sobretudo por poder ter os meus amigos e família por perto", começou por referir o piloto do Porto.

"Nunca corri em Vila Real, mas é curioso que as primeiras corridas de automóveis que vi ao vivo foram em Vila Real quando era criança. Tenho muita família na região de Trás-os-Montes e recordo-me perfeitamente daquela altura. Depois de ter visto o circuito ao vivo a semana passada percebi o porquê de estar no imaginário de tanta gente. É uma pista atípica e muito exigente. E não tenho dúvidas que será um fim-de-semana festivo", concluiu.

A noticia de Vila Real acolher o WTCC em 2015 surgiu um ano antes da aposta da câmara municipal na internacionalização do circuito citadino, que ressurgiu este ano, após quatro anos de ausência. Agora, terão de ser feitas as devidas obras, essencialmente no "paddock".

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Rumor do dia: WTCC em Vila Real?

Havia rumores de novos sítios no calendário do Mundial de Turismos no final de semana de Macau, e sabia-se que a Eurosport queria um lugar para Portugal no calendário. Só que com o final do circuito da Boavista, no Porto, por falta de vontade do novo presidente da Câmara, Rui Moreira, parecia que as coisas iriam ficar de fora, porque o WTCC quer um circuito urbano nestas paragens, em vez de Estoril e Portimão.

Pois bem, a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting fala nesta sexta-feira no seu sitio oficial que está a falar com a Eurosport e a FIA no sentido de ver a hipótese de outro circuito urbano ser considerado. E esse seria Vila Real. A reunião aconteceu hoje entre o presidente da Câmara e as três partes, acompanhados pelo piloto da Honda, Tiago Monteiro.

No comunicado oficial, a FPAK refere que: "A visita demorada e pormenorizada de todos os aspectos do emblemático Circuito de Vila Real correu conforme o previsto e deixou todos os presentes bastante esclarecidos e satisfeitos com todas as valências daquela pista citadina. A visita de hoje será agora analisada por todos e uma decisão será, certamente, tomada em breve."


Vila Real têm tradição automobilística que remonta a 1935, com corridas que se realizaram até ao inicio dos anos 90. O circuito albergava a malha urbana da cidade, com cerca de oito quilómetros, e o seu auge foi no final dos anos 60, inicio dos anos 70, quando recebeu provas de Endurance (as Seis Horas ou os 500 km de Vila Real) e provas da Formula 3 europeia.

Depois de um grave acidente em 1991, o automobilismo só voltou a Vila Real em 2007, num circuito mais encurtado. Contudo, estas voltaram a ser interrompidas em 2010 devido ao facto de não ter um "paddock" adequado às suas capacidades, tendo regressado este ano, com corridas de Clássicos.

terça-feira, 18 de março de 2014

Youtube Motorsport Video: o regresso do circuito de Vila Real

O Circuito de Vila Real é - para quem vive em Portugal - um circuito clássico. Uma prova que no seu auge, nos anos 60 e 70, recebia carros de Formula 3 (a primeira corrida internacional de Ronnie Peterson foi aqui) e de Endurance (as Três Horas de Vila Real levavam para ali pilotos como David Piper e Alain de Cadenet, entre outros)

Em 2014, depois de alguns anos de ausência, o circuito vai voltar à ação no fim de semana de 21 e 22 de junho. E a organização decidiu lançar um video de promoção do circuito, mostrando o passado e o presente de um circuito mítico para uma geração de pilotos e espectadores.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana fala sobre as corridas do fim de semana no circuito de Vila Real, onde milhares de pessoas acorreram para ver máquinas e pilotos em competições que vão desde o Campeonato de Portugal de GT até aos Clássicos, passando pelo cada vez mais decadente PTCC. Contudo, houve uma sombra nesse fim de semana, com a ameaça da FPAK de retirar a licença, caso não existam obras de melhoramento no paddock. "Vila Real em busca do brilho perdido" é o título que dá a revista.

Nos subtítulos, a revista descreve o fim de semana competitivo, desde "Campaniço e Salvador dominam corridas de GT", passando pelo caso de "Rui Azevedo herói da jornada com quatro vitórias" até à tal nuvem negra do fim de semana competitivo: "FPAK quer obras no circuito e ameaça com fim da prova".

No canto inferior direito, com a Formula 1 em semana de descanso, o destaque é uma entrevista feita a Niki Lauda, agora comentador automobilístico... e dos mais causticos. A frase que a revista usa para chamar a atenção, aliás, é disso exemplo: "Se Schumacher não melhorar, deve sair da F1".

Na parte de cima, três referências ao WTCC ("Pódio para Monteiro antes do Algarve"), a Moto GP, temporariamente orfã de Valentino Rossi ("Sem Rossi, mundial é um passeio para Lorenzo") e a Seat Eurocup ("Ricardo Bravo e Beirão da Veiga brilham em Zolder")

domingo, 26 de julho de 2009

PTCC 09 - Vila Real (Corridas)

O circuito de Vila Real recebeu este fim de semana mais uma ronda do PTCC, a contar para a segunda competição do ano: a Taça de Portugal de Circuitos. À emoção do costume, acrescentou-se a polémica: o Mitsubishi Lancer de José Monroy venceu a Taça de Portugal com uma nitida falsa partida na segunda corrida, que não foi penalizada pelos comissários. O segundo lugar dessa corrida foi o suficiente para Monroy levar a Taça para casa. Oficiosamente...

O piloto garante que não fez falsa partida: "O carro descaiu mas eu só arranquei com a luz verde. Por isso não cumpri o 'drive through'. Os comissários estão a analisar as imagens e estou certo que vão estar de acordo comigo. Fico feliz por ter vencido a Taça", disse.



Essa polémica manchou definitivamente o fim de semana de corridas no mitico traçado urbano, recuperado em 2007 para a competição. Na primeira corrida do dia, César Campaniço, que regressava à competição depois de ter estado ausente na Boavista para cumprir mais uma jornada do ADAC GT Masters, fez a "pole-position" no seu BMW 320i e venceu a corrida. Mas esta começou de forma atribulada, quando o BMW 320i de José Pedro Fontes entrou em pião e causou uma carambola onde estiveram envolvidos o Peugeot 407 de João Figueiredo e o Seat Leon de Duarte Felix da Costa. A corrida foi interrompida e retomada pouco depois, com o piloto da BMW a manter a liderança até final.

"Depois do acidente do Fontes e da nova partida, fiz um bom arranque e senti alguma pressão do Jorge Arreal, mas depois fui ganhando margem e a determinada altura estava confortavelmente na frente. O problema foi mesmo gerir a concentração e as altas temperaturas no carro. Foi uma vitória justa", disse Campaniço. A acompanhá-lo no pódio foram o Seat de Patrick Cunha e o Mitsubishi de José Monroy.

"Estava a pressionar o Arreal na esperança que ele cometesse um erro. Acabou por falhar uma travagem e eu passei-o. Tentei aproximar-me do César mas ele já estava demasiado longe pelo que optei por não correr riscos e garantir o segundo lugar", explicou Cunha, piloto que guia um Seat Leon Supercopa.

Na segunda corrida da tarde, a polémica partida de José Monroy marcou todo o fim de semana. Para piorar as coisas, foi-lhe aplicado um "drive through" que ele... não obdeceu. No resto, o vencedor foi João Pedro Figueiredo, que com o seu Peugeot 407 S2000, conseguira levar o seu carro ao oitavo lugar na primeira corrida, o que lhe daria a pole-position para a segunda. Partiu bem e manteve essa posição até ao final, aguentando Monroy e o BMW 320i de Cesar Campaniço.


"Depois do incidente da primeira prova a minha equipa fez um trabalho excelente ao conseguir colocar, em tempo útil, o meu Peugeot em pista. Isso permitiu-me terminar a corrida em oitavo e largar para a segunda da pole. Confesso que no arranque fiquei um pouco baralhado ao ver o Monroy e caí para terceiro. Mas depois recuperei um lugar e comecei a pressionar o Mitsubishi Evo IX e acabei por passá-lo. Estava claramente mais rápido. Senti que o carro estava fiável e consistente e isso permitiu-me rodar nos limites. Estou muito contente com esta vitória e espero que este resultado afaste o azar de uma vez por todas", afirmou o piloto de Coimbra.


Quanto a César Campaniço, que partia de oitavo, teve uma corrida atribulada, mas foi capaz de subir posições que o permitiram chegar ao pódio no final. "Logo no arranque fico perplexo quando vejo o Monroy arrancar de sexto para primeiro. Depois a porta do meu BMW abriu-se e perdi muito tempo a tentar fechá-la. Felizmente que ela acabou por fechar por si mas nessa altura já tinha perdido demasiado tempo face aos meus adversários. Daí em diante foi sempre a dar o meu melhor para chegar ao grupo da frente, pressionei até os meus adversários cometerem erros. Cheguei ao terceiro lugar e como percebei que o Monroy teria de efectuar o 'drive through' nem me preocupei em passá-lo. A realidade é que ele não cumpriu. No geral, estou satisfeito com o resultado final deste fim-de-semana", declarou.


No final, Monroy é o vencedor da Taça de Portugal, pois mesmo que seja desclassificado, iria ficar com os mesmos pontos que Patrick Cunha. Mas Monroy tem uma vitória no seu currículo, que é importante em caso de desempate, ele é praticamente o vencedor. Mas mesmo assim, a polémica está lançada...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O calendário do PTCC para 2009

Já saiu o calendário do campeonato português de velocidade (PTCC) para 2009, e no ano que vêm, está dividido em dois: um campeonato com seis jornadas duplas, com duas passagens nos três circuitos permanentes existentes em Portugal (Braga, Estoril e Portimão), e uma Taça de Portugal, com duas jornadas duplas nos dois circuitos citadinos (Boavista e Vila Real).




Desconheço se os resultados vão contar para o campeonato, ou se vão contar para uma classe à parte. Mas uma coisa é certa: os pilotos não andam muito contentes com isto, pois o que ele mais queriam era uma redução do calendário e nos valores da inscrição. Mas como alegadamernte, a FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting) queria satisfazer as pretensões dos Clubes automóveis locais, perferiram assim. Agoera, resta saber se aparecerão os carros suficientes para preencher a grelha de partida, pois estamos em época de crise, e não se esperam que apareçam os mesmos 14 ou 16 concorrentes que existiram na grelha de partida deste ano...


Eis o calendário do campeonato português de velocidade para 2009:




28/29 Março - Estoril
25/26 Abril - Braga
16/17 Maio - Portimão
13/14 Junho - Estoril
2/5 de Julho - Boavista*
25/26 Julho - Vila Real**
12/13 de Setembro - Braga
17/18 Outubro - Braga***
7/8 Novembro - Portimão




* Taça de Portugal e WTCC
** Somente Taça de Portugal
*** ETCC (European Touring Car Championship)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Ronnie Peterson, 30 anos depois - A sua estreia internacional

Pouca gente sabe disto, mas em 1967, a primeira prova internacional que o jovem sueco fez em Formula 3, com o seu Brabham, foi em Portugal, mais concretamente no circuito de Vila Real. Bo Halqvist, então o mecânico da equipa, acompanhou o jovem sueco, então com 23 anos, numa aventura de mais de 3000 quilómetros Europa abaixo, cheia de vicissitudes, até chegar ao circuito citadino do norte do país. O seu testemunho encontra-se, em inglês, no sitio oficial de Ronnie Peterson, e esta é a minha versão traduzida.


"Antes de partirmos de Örebro, recebemos um patrocínio pontual de uma estação de gasolina local, e do “Karlskogga Motor Klub Maffia”, através de Sten Gunnarson. A estação deu-nos um enorme bidão de gasolina, que atrelamos ao nosso pick-up, e esperávamos que durasse até ao Norte da Alemanha. Tínhamos colocado uma mangueira, que o ligava ao nosso depósito de combustível, no sentido de nos ir reabastecendo à medida que circulávamos.



Tudo estava arrumado em ordem para a viagem: o carro de Formula 3, o bidão de gasolina, dois pares de calças, três t-shirts (um de cada e outro suplente para as eventual entrega de prémios!), equipamento de corrida, dois sacos-cama, muitos quilos de pão fornecidos pela padaria do pai Bengt e mais alguma coisa que nos permitisse suportar a longa viagem através da Suécia, Dinamarca, Alemanha, França, Espanha e Portugal.



Depois de sairmos do “ferry-boat” na Alemanha, começamos a sentir o cheiro a gasolina, mas não ligamos muito, porque como fazíamos parte da competição, seria normal. Mas quando o cheiro ficou mais forte, paramos na estrada, e verificamos, para nossa catástrofe, que a gasolina do nosso “sponsor” estava a ser derramada estrada fora! Logo, os nossos planos estavam alterados, pois muito do nosso orçamento estava baseado neste barril de gasolina. Agora, na viagem até Vila Real, teríamos que nos depender dos pãezinhos da padaria do pai, de Coca-cola, e de pauzinhos de canela, até chegarmos a cidade portuguesa de Vila Real.



Quando nos aproximamos da fronteira portuguesa, cruzamo-nos com outros compatriotas nossos, que também iam para Vila Real. De repente, éramos uma caravana de suecos, que tinha entre outros, Reine Wissel e o seu irmão Jan (Mercedes mais o seu trailer), Ulf Svensson e a sua mulher “Johan”, que tinha o papel de “engenheira de corrida” (pick up mais caravana), e Lasse Lindberg, no seu Volkswagen pick-up. A viagem até à fronteira foi calma, mas depois de a passarmos, as estradas até ao nosso destino eram incríveis, pois eram tortuosas e havia mais gravilha do que asfalto…só neste percurso, tivemos sete furos. E tínhamos que deslocar o nosso Formula 3 para chegarmos aos pneus suplentes… este esforço deu cabo das nossas energias, e esmoreceu-nos um pouco no nosso entusiasmo e paciência, mas temos que agradecer a Ulf e à sua mulher, pelo abrigo e refrescos que nos deram na sua caravana!



Quando chegamos a Vila Real, fomos bem recebidos pelo Automóvel Clube local, que nos providenciou uma garagem em frente a uma escola local, só de raparigas. Imaginem o rebuliço que isso causou… A pista era 80 por cento citadina, que passava bem no meio da cidade. Nesses tempos, recebias o prémio de participação, caso marcasses um tempo nos treinos, e depois do carro ser inspeccionado pelos comissários, ele estava pronto para a corrida. De início, os tempos nos treinos não foram fantásticos, mas após algum tempo, o Ronnie adaptou-se à pista e começou a tirar bons tempos. Conseguiu o décimo tempo nos treinos, uma excelente marca para um “iniciante”, entre a elite dos corredores que estavam inscritos. Ronnie, sempre concentrado, disse que “isto era canja” e “consigo melhorar o meu tempo, portanto, deixa-me fazer mais umas voltas”. Ronnie assim o fez e de facto conseguiu melhorar, subindo de décimo para o sexto lugar na grelha de partida.


Estava a recolher as coisas e a dirigir-me de volta para as nossas boxes quando vi uma enorme nuvem de fumo na zona da meta. Era Ronnie, sempre no seu limite para melhorar os tempos, mas excedeu-se numa curva e tocou no passeio, danificando um braço da suspensão. Catástrofe! Não tínhamos uma suspensão suplente e tínhamos muito pouco dinheiro para comprar um (o nosso patrocínio tinha-se “perdido” na Alemanha…), estávamos definitivamente em problemas!


Em Vila Real estavam muitas equipas a correr com um Brabham, e andávamos a percorrer as boxes em busca de alguém que nos podia vender uma suspensão extra para o nosso carro. Se dentro da nossa comunidade, era normal ajudarmos uns aos outros, entre o pelotão internacional era mais o “NEM PENSAR NISSO” antes da corrida e um “Talvez” mais tarde. Na cena internacional da Formula 3 daquele tempo existiam equipas bem organizadas, com peças sobressalentes, motores, etc, e se me lembro bem, personagens como Frank Williams e Bernie Ecclestone faziam parte dessa cena internacional. Tentamos reparar a suspensão por nós mesmos, com a ajuda dos nossos compatriotas. Conseguimos arranjar a tempo, e depois de passar na inspecção, estávamos prontos para participar na corrida.


Antes da partida, Ronnie e eu tínhamos combinado dar apenas algumas voltas, para não forçarmos muito a suspensão afectada, pois temíamos que as nossas reparações temporárias não aguentassem toda a corrida. Ajustamos o espelho de modo a que pudesse estar atento à zona afectada. Quando ele rumou para a linha de partida, eu rumei para as boxes, para arrumar as coisas no Dodge, para que assim pudéssemos marchar o mais rapidamente possível para a nossa próxima prova, no circuito francês de Magny-Cours.


Quando os carros passaram pela meta, no final da primeira volta, eu quase tinha um ataque cardíaco, quando vi o Ronnie a rolar na segunda posição! Estava a ver que os nossos planos tinham ido por água abaixo… contudo, após algumas voltas, o seu ritmo diminuiu devido aos problemas com a zona afectada, e teve que ir para as boxes, onde a corrida terminou ali para nós. Contudo, esta estreia na cena internacional foi boa para ele, pois aumentou a sua autoconfiança e a sua capacidade de lutar de igual para igual com os grandes nomes do campeonato.


Quanto ao clima, o tempo quente daquela altura era muito superior a que nós, suecos, estamos habituados a suportar. Reine Wissel tentou refrescar-se antes da corrida, atirando-se de uma fonte. Pode ter resultado na altura, mas poucos dias depois estava doente, com pneumonia! Egge Halund, outro dos suecos que vieram conosco, teve azar, ao bater com o carro num muro durante a corrida, resultando num pé esmagado, e teve que ser evacuado de helicóptero para o Porto, depois de uma passagem pelo hospital local."

domingo, 22 de junho de 2008

PTCC - Vila Real (Corridas 1 e 2)

O fim de semana do Campeonato nacional de Turismos teve uma jornada dupla esta tarde, no circuito urbano de Vila Real. Emoção e polémica não faltaram, com Francisco Carvalho e César Campaniço venceram uma corrida cada um, mas podia ser uma vitória dupla para o piloto do Seat Leon, caso não tivesse feito corta-mato numa chicane...

Na primeira corrida, Francisco Carvalho praticamente não deu hipóteses aos adversários, ganhando sobre César Campaniço (BMW 320i) e Patrick Cuhna (Seat Leon Supercopa). Contudo, Carvalho fez "corta-mato" numa das chicanes, apesar de ele não estar a lutar por qualquer posição nessa altura.

Contudo, os comissários não pensaram assim, e no final da corrida foi penalizado em 20 segundos, caindo para o quarto lugar da geral, dando assim a vitória ao piloto da BMW. Na segunda corrida, Francisco Carvalho cedo ultrapassou Campaniço, e não mais largou a liderança até ao fim da corrida. No final, apenas disse: "Vinguei-me!". No segundo lugar ficou João Figueiredo (Peugeot 407), e em terceiro ficou Patrick Cunha (Seat Leon Supercopa), que andou toda a corrida em luta aguerrida com o piloto da Peugeot.

A próxima jornada dupla do PTCC será no fim de semana de 12 e 13 de Julho, no Estoril.