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quinta-feira, 31 de outubro de 2024

A imagem do dia (III)





Como a Formula 1, a temporada da CART terminaria também naquele dia de 1999, mas quase um dia depois das pessoas terem assistido. Quem se lembra daquele domingo e viu na Europa, como eu, o dia tinha começado de madrugada, para ver Mika Hakkinen bater Eddie Irvine e conquistar o bicampeonato para a McLaren. E no final da tarde, mais de 12 horas depois, estava sentado na televisão para assistir à decisão da competição, no "superspeedway" de Fontana, na California. 

E como na Formula 1, dois pilotos estavam na luta pelo campeonato: o escocês Dario Franchitti e o colombiano Juan Pablo Montoya. E mesmo que não ganhasse, ele já tinha o título de "estreante do ano", por ter ficado com o lugar de Alex Zanardi e conseguido ganhar sete corridas até ali. 

Mas outro dos vencedores daquela temporada tinha sido o canadiano Greg Moore. Aos 25 anos, o piloto da Forsythe's Racing estava na sua quarta temporada e já tinha ganho cinco corridas. Veloz, agressivo, carismático, o seu estilo de condução poderia ser comparado com Gilles Villeneuve, pelo seu estilo temerário como abordava as curvas e como ultrapassava os carros, especialmente nas ovais. Em meados de 1999 queria dar o salto. E na corrida final, já tinha tudo definido: iria ser piloto da Penske, ao lado do brasileiro Gil de Ferran, num contrato que iria render mais de dez milhões de dólares nas três temporadas seguintes. 

E tinha mais planos para o futuro. Segundo um dos seus amigos, o brasileiro Tony Kanaan, a ideia dele era ir mais tarde na sua carreira para a NASCAR.   

Fontana iria ser a corrida final de Moore na Forsythe... e poderia não ter acontecido. Na sexta-feira, Moore, que se deslocava pelo "paddock" com uma "scooter" da Forsythe, sofreu uma colisão com outra "scooter" e lesionou-se num dedo. Acabou com um corte profundo, do qual recebeu 15 pontos. Ao longo do fim de semana, as duvidas eram grandes. Ao ponto de a Forsythe ter ido buscar Roberto Moreno para guiar o seu carro - ele já tinha a fama de ser o "super-sub" - e estar de prevenção, caso não passasse no exame médico na manhã da corrida. Na altura, o chefe dos médicos na CART era o Dr. Steve Olvey, e ele deu a luz verde, colocando uma proteção na mão e um volante especial. Dr. Olvey afirmou depois que a sua condição física, por si, nunca tinha sido a causa do acidente.

Partindo de último na grelha, a corrida não começou bem por causa de um acidente com Richie Hearn, que os colocou debaixo do Pace Car até à décima volta. Duas voltas depois, perdeu o controle do seu carro e embateu forte contra o muro interior. O impacto foi de 150 G's e a sua cabeça bateu, pelo menos, quatro vezes no chão, depois de se dividir em dois no primeiro impacto. Socorrido de imediato, cerca de 40 minutos depois, a sua morte foi anunciada. Tinha 25 anos. 

E depois disso, ninguém mais quis saber. Que o campeonato tinha acabado em empate e foi desempatado a favor de Montoya, porque ganhou mais corridas, que tinha sido o primeiro rookie a ganhar desde Nigel Mansell, em 1993. Porque a CART, quer os pilotos, quer os espectadores, sabiam que tinham perdido um excelente piloto e uma ótima pessoa. Não foi uma boa maneira de acabar um dia recheado de corridas, e decisões de campeonato. 

Cerca de um mês depois, a 20 de dezembro, a CART divulgou as conclusões do inquérito que fora feito depois do acidente, e chegaram à conclusão de que não existiu uma única causa. Excluíram falhas mecânicas, e apontam que, apesar de poderem afirmar que ele perdeu o controle do carro na curva 2, não conseguiram encontrar o porquê. 

E com isso, passam agora 25 anos.    

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A imagem do dia

Muitas das vezes poderemos achar a IndyCar menos atrativa que outras categorias. Comparar com a Formula 1 não tem qualquer comparação, porque aqui só há um construtor e dois fornecedores de motores. Mas esta categoria não tem qualquer comparação com a Formula 1 porque esta não teve a emoção que este teve este ano. Numa corrida onde os pontos eram a dobrar, quem fizesse uma boa prova arriscava-se a ser campeão.

Havia seis candidatos (!) ao título, e no final, as coisas acabaram por se restringir a três. E eles pertenciam às equipas mais vencedores da Indy: Chip Ganassi e Penske. O neozlenadês Scott Dixon, que partia do terceiro posto, fez uma corrida irrepreensível para ser o vencedor e aproveitar as fraquezas dos seus adversários. 

E isso aconteceu quando Juan Pablo Montoya e Will Power se tocaram, acabando com ambos a atrasarem-se. O colombiano deu o melhor e chegou ao lugar pretendido, acabando por empatar com Dixon, 556 e 556. Mas Dixon, ao vencer, conseguia mais uma vitória do que o piloto colombiano, e assim alcançava o quarto título na categoria, aos 35 anos de idade. Tal como em 1999, na antiga CART, quando Montoya igualou Dário Franchitti no título, mas as contas saíram favoráveis ao colombiano.

Pode ser injusto - de uma certa maneira, é verdade, pois Montoya liderou desde a primeira corrida do ano - mas para ser vencedor não precisa de ser mais rápido, tem também de cometer menos erros do que o adversário, e o neozelandês teve o sangue frio que pretendia. E assim, tornou-se no justo vencedor deste campeonato, e ainda deu a Chip Ganassi a sua centésima vitória na IndyCar.

Por este ano já acabou, em 2016 haverá mais.

domingo, 30 de agosto de 2015

Youtube Live Streaming: o final da IndyCar em Sonoma

A temporada de 2015 da IndyCar termina este domingo em Sonoma, numa corrida marcada pela emoção, uma semana após a morte de Justin Wilson, mas também é uma corrida para o título da competição, com pelo menos cinco candidatos à vitória, com o colombiano Juan Pablo Montoya como o favorito.

E... novidade: podem assistir à corrida por streaming por aqui!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

IndyCar: Will Power vence em Sonoma

O australiano Will Power venceu esta noite a corrida de Sonoma, uma prova onde dominou do principio até ao fim, obtendo a sua quinta vitória do ano e consolidando a liderança do campeonato IndyCar. Power venceu à frente dos Chip Ganassi de Scott Dixon e Dario Franchitti, enquanto que o melhor brasileiro foi o Penske de Helio Castro Neves, quinto classificado.

Foi uma corrida sem grande história. Partindo da pole-position, Power controlou os seus adversários ao longo das 73 voltas ao circuito californiano, o primeiro incidente aconteceu mesmo nos primeiros metros, quando Dan Wheldon foi tocado por detrás pelo belga Bertrand Baguette, que o faz capotar. A bandeira verde só foi mostrada na quarta volta da corrida.

A partir dali, os pneus tiveram o seu papel, ao se desgastarem de forma prematura, fazendo com que Franchitti tivesse de ir Às boxes com um furo na volta 26. Power só parou na volta 29 para fazer a devida troca e prosseguir na liderança. Depois, a bandeira amarela foi mostrada mais duas vezes, na volta 33 por causa de Milka Duno, e depois na volta 36, quando os americanos Marco Andretti e J.R. Hildebrand se tocaram, deixando este último parado na gravilha.

Quando a corrida recomeçou, na volta 40, Power abriu vantagem sobre o seu compatriota Ryan Briscoe, Dario Franchitti, Scott Dixon e Helio Castro Neves. Depois de nova janela para ir às boxes, Franchitti tinha um novo jogo de pneus, mais duro, mas menos eficaz. Estando na segunda posição, foi ultrapassado por Dixon, que tentou diminuir a distância para Power.

Na volta 64, nova situação de bandeiras amarelas, quando Takuma Sato tentava passar Raphael Matos, e logo atrás, Ernesto Viso e Bertrand Baguette tentaram fazer a mesma manobra, mas estes se tocaram, com o belga a ficar na gravilha, e os carros tiveram de ficar atrás do Pace Car. Quando recomeçou, Dixon pressionou Power, mas este defendeu-se dos ataques do neozelandês e conseguiu chegar à meta do mesmo lugar de onde partiu: do primeiro.

Com esta vitória, Will Power tem agora 514 pontos e tem uma vantagem de 59 sobre Franchitti, quando faltam cinco provas para o final do campeonato. É uma vantagem importante, mas isso não significa que tudo esteja resolvido. A próxima prova é na oval de Chicago, no próximo dia 28 de Agosto.

sábado, 22 de agosto de 2009

IRL: Treinos ensombrados por forte acidente



Os treinos desta tarde na corrida da Indy Racing League, no circuito californiano de Sonoma, foram marcados por um forte acidente envolvendo os pilotos Nelson Philippe, Ernesto Viso e Will Power.


O piloto francês, que regressava esta fim de semana à categoria, pela equipa Conquest, perdeu o controle do carro numa das curvas, que é em descida e "cega", e deixou o carro meio dentro da pista, meio fora. Viso tentou evitar o carro, mas tocou nele e causou estragos numa das rodas. Logo a seguir veio Power, e o piloto da Penske não teve tempo para evitar o carro de Philippe e bateu em cheio.


Ambos os pilotos foram transportados para o Santa Rosa Memorial Hospital, com Power queixando-se de fortes dores nas costas e Philippe com lesões num pé. Em principio, ambos não participarão na corrida. Depois de meia hora a limpar os destroços dos carros, a qualificação foi retomada.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

IRL - Ronda 14, Sonoma

Não foi uma corrida muito atribulada, mas teve o seu quê de emoção. Pela quarta vez nesta época, a IRL correu-se num circuito convencional, e Dario Franchitti tinha ontem a possibilidade de conseguir um bom resultado, depois de nas duas últimas corridas, ter começado a voar, literalmente, do chão.

Ora, ontem, no circuito de Sonoma, na California, o ecocês conseguiu ficar na frente da corrida, apesar da pole de Tony Kanaan. contudo, por alturas da última paragem nas boxes, as hipóteses de vitória foram-se abaixo devido a um "chega para lá" de... Marco Andretti, seu companheiro de equipa na Andretti-Green. A manobra pôs furioso o seu pai, Michael Andretti, que viu aqui as hipóteses do título da IRL se esfumarem.

Quem beneficiou disto tudo foi o neo-zelandês Scott Dixon, que ganhou e passou para a frente do campeonato. Tony Kanaan foi segundo, enquanto que Franchitti acabou um consolador terceiro lugar. Quanto a Danica Patrick, foi sexta, numa corrida que foi mais de sorte do que outra coisa, enquanto que Sarah Fisher não terminou. Agora, a luta pelo título es+ta ao rubro, com Dixon, Franchitti e Kanaan com hipóteses de conquistar o ceptro máximo.