terça-feira, 24 de julho de 2007

Noticias: Afinal, Magny-Cours pode ficar

Parece que Bernie Ecclestone cedeu aos pedidos do governo francês para que mantivesse Magny-Cours no campeonato do Mundo até ao final do contrato, em 2009. Pelo menos é o que deve ter acontecido no encontro de hoje entre o "Formula 1 supremo" o primeiro-ministro Francois Fillon.


"Bernie Ecclestone concordou, a princípio, manter a corrida em Magny-Cours em 2008, e até 2009, se não houver alternativa", afirmou um porta-voz ministerial aos jornalistas.


O autódromo cravado na pacata cidade de Nevers nunca foi do gosto de Bernie Ecclestone, que nunca teve seus desejos atendidos pelos promotores da corrida e jurou certa vez que nunca mais iria voltar a após o término do contrato com a Federação Francesa de Automobilismo, este ano.


"Nunca deveríamos ter ido correr lá", comentou.

O piloto do dia - Tiago Monteiro

Por muito que contestem o seu talento, ele que elevou o automobilismo português ao topo da modalidade e deu os melhores resultados de sempre na Formula 1, numa das provas mais polémicas de sempre da Formula 1. Começou a correr tarde (aos 21 anos), mas foi a tempo de conseguir um rico palmarés, quer nas várias categorias de promoção, quer na ChampCar, quer agora no WTCC, ao volante de um Seat Leon. Tiago Monteiro é o piloto do dia, pois ele faz anos. Muitos parabéns!

Ele nasceu como Tiago Vagaroso da Costa Monteiro na cidade do Porto, no dia 24 de Julho de 1976 (tem agora 31 anos). Filho de um corredor amador em França, só começou a competir a sério depois de ter tirado um curso de Gestão Hoteleira na Suiça. Em 1997 participou no troféu Porsche Carrera, onde ganhou cinco corridas, e tornou-se no "Rookie do Ano". No ano seguinte, mudou-se para a Formula 3 francesa, onde ficou até 2001. Durante esse tempo, foi vice-campeão francês por duas vezes (2000 e 2001).

Enquanto isso, fazia participações pontuais em vários campeonatos, onde alcançava posições de relevo, como uma vitória na Formula 3 europeia em Spa-Francochamps, em 2000, uma participação no campeonato GT francês, em 2001, onde obtêm duas vitórias e cinco pódios na classe GTB, a bordo de um Lamborghini, e uma participação no Troféu Andros, onde foi quarto e fez a volta mais rápida.

Em 2002, vai para a Formula 3000, a bordo de um carro da Super Nova, onde ficou na 12ª posição da geral, com dois quintos lugares. Fazendo parte da Renault Formula 1 Driver Development Scheme, tem o seu primeiro contacto com a Formula 1 no final desse ano em Barcelona, a bordo de um Renault, no sentido de saber se poderia ser o escolhido para o lugar de piloto de testes. Não ficou com o lugar.

Em 2003, Emerson Fittipaldi monta uma equipa na ChampCar para Tiago Monteiro correr. Foi uma temporada modesta, mas consegue uma pole-position e um pódio no México, ficando na 15ª posição da geral, com 29 pontos. No ano seguinte, muda-se para a World Series by Renault, onde se torna no "Rookie do Ano", tornando-se vice-campeão, ficando atrás de um imbatível Heiki Kovalainen, actual piloto titular da Renault. Nessa altura, aceitara um lugar como piloto de testes da Minardi, embora tenha sido pouco chamado.

E em 2005, tem a sua oportunidade: A Midland comprara no final de 2004 a Jordan, e precisava de pilotos pagantes. Com a contratação do indiano Narain Karthikayean, precisavam de outro piloto para o segundo carro. E monteiro foi escolhido, baseado no seu palmarés, a sua velocidade, e pelo dinheiro que trazia (cerca de cinco milhões de euros, á época). Logo no inicio, torna-se óbvio que ele não é um "rookie" qualquer: consegue levar o carro até ao fim em quase todas as corridas desse ano, batendo o recorde de Jackie Stewart (1965) e de Olivier Panis (1994) como o estreante que acaba mais corridas: dezasseis.

E em Indianápolis, a polémica torna-se numa oportunidade para a Jordan e Tiago Monteiro: sendo uma das três equipas que calçam pneus Bridgestone, alinha à partida do Grande Prémio, depois da deserção dos carros com pneus Michelin. E Monteiro, sabendo que era a sua unica oportunidade para alcançar algo inédito, e de bater o seu companheiro Karthikayean, aproveita. Com o seu terceiro lugar, torna-se no primeiro português a subir ao pódio de um Grande Prémio de Formula 1.



Alguns meses mais tarde, em Spa-Francochamps, leva o seu Jordan ao oitavo lugar, marcando mais um ponto. No fim, fica com 7 pontos e o 16º lugar da classificação geral. E a Autosport inglesa dá-lhe o título de "Rookie do Ano".


Entretanto, a Jordan muda de nome para Midalnd, e a meio da época, é comprada pela Spyker de Michiel Mol. Monteiro tem um novo companheiro, vindo da Minardi: o holandês Christijan Albers. As coisas não vão correr tão bem como no ano anterior, e o seu melhor lugar é o nono posto na Hungria. Logo: zero pontos. No final do ano, Monteiro tenta ir mais longe, mas não consegue. Foi uma hipótese para a Toro Rosso, mas como é a equipa B da Red Bull, estes perferem alguém da sua escola de pilotos...


A sua carreira na formula 1: 37 Grandes Prémios, em duas temporadas, um pódio, sete pontos.


Sendo assim, decide correr na equipa oficial da Seat no World Touring Car Championship, onde tem conseguido bons resultados até agora, tendo subido por duas vezes ao pódio no fim de semana do circuito citadino francês de Pau. Neste momento, é 11º no campeonato, com 17 pontos.

Bólides Memoráveis - Eagle Mk1 (1966-68)

Apesar de ser um confesso fã da Lotus, admito que este bólide é um dos mais belos desse tempo. Saído da cabeça de Dan Gurney, este carro deu ao piloto americano a sua única vitória como construtor, num mítico Grande Prémio que fez 40 anos há pouco tempo, num outro circuito mítico: Spa-Francochamps.


Em fins de 1965, Dan Gurney guiava para o seu amigo Jack Brabham. Nessa altura, impressionado por aquilo que ele tinha feito, como construtor, queria também fazer o seu próprio chassis. Sabia que outro dos seus amigos do pelotão, o neozelandês Bruce McLaren, estava a fazer o mesmo. E quando soube que alguns dos seus compatriotas, entre os quais Carrol Shelby, o apoiariam no seu projecto, fundou a All American Racers, que apesar de estar situado nos Estados Unidos, a sua oficina seria na Grã-Bretanha, pois o objectivo de Gurney era de correr na Formula 1.


Mas Gurney também queria correr nos Estados Unidos, especialmente a Indy 500. Para isso contratou Lon Terry, antigo desenhador na Lotus, que tinha acabado de projectar o Lotus 38, que tinha ganho as 500 Milhas de Indianápolis de 1965 (com Jim Clark ao volante), e desenhou dois chassis: o Mk1 (para a Formula 1) e o Mk2 (para a Formula Indy). Mas o que interessa falar aqui é o do Mk1.


Foram feitos quatro chassis Mk1: os três primeiros eram feitos maioritariamente de alumínio, mas um quarto, em 1968, tinha componentes mais exóticos: componentes de titânio, leve e resistente, com um painel feito de magnésio, um metal também leve, mas perigoso. Em 1968, após o acidente fatal de Jo Schlesser em Rouen, a bordo de um Honda feito do mesmo material, Gurney disse que sempre que guiava o Eagle “era como guiar dentro de um isqueiro Ronson”…


De início, o Mk1 deveria levar o novo motor Weslake V12 de 3 litros, segundo a nova Formula que tinha entrado em vigor naquele ano. Contudo, esse motor não estava ainda pronto, e passaram para um motor Climax de 2,7 Litros, e quatro cilindros em linha, uma solução provisória, já que o fabricante tinha-se retirado no final de 1965. Mas em 1966, a Eagle (o nome que ficou nos anais) tinha que usar essa solução nos primeiros tempos.


A corrida de estreia foi o Grande Prémio da Bélgica de 1966. De imediato, o carro causou um enorme impacto visual, devido ao facto do carro ser azul-escuro, com uma lista branca no meio, uma forma de dizer que aquele carro era americano de origem. Apesar do impacto visual, o carro não chegou ao fim. O melhor que conseguiu naquele ano foi dois quintos lugares, em França e no México. Um segundo carro foi entregue a outro americano, Bob Bondurant, mas este não teve resultados.


Em Monza, Gurney finalmente recebeu o motor Weslake V12 de 3 litros. O motor, desnhado em Aubray Woods, a sede da Weslake, era bastante leve e compacto. O ronco do motor era suave, mas poderoso. O motor estava disposto num ângulo em V a 60º, e a sua potência rondava os 370 cavalos às 9500 rotações. Apesar da competitividade, era pouco fiável. Nesse Grande Prémio, Gurney abandonou a corrida à sexta volta com um problema de óleo.



Contudo, no final de 1966, o motor já desenvolvia 400 cavalos, especialmente para competir com outros V12, da Ferrari e da Honda, mas especialmente de um que estava a ser testado, e que iria marca toda uma época: o Cosworth V8.



Em 1967, o carro estava melhor, mas ainda não era fiável. Gurney corria com o seu companheiro Richie Ginther, e ambos entraram numa corrida extra-campeonato, o Race of Champions, em Brands Hatch. Gurney ganhou a corrida, enquanto que Ginther corria em segundo até que desistiu com problemas de travões. Gurney via que todo o seu trabalho estava a compensar. E o melhor estava para vir.


Entretanto, Ginther abandonava a Formula 1 após não se ter qualificado no GP do Mónaco. O seu substituto foi… Bruce McLaren, que na altura tinha dificuldades em desenvolver o seu chassis. No final da época, o italiano Ludovico Scarfiotti juntou-se à equipa.


Entretanto, o momento de glória estava a chegar: no Grande Prémio da Bélgica, a 18 de Junho, Gurney coloca o seu Eagle na segunda posição da grelha de partida. Na partida, o americano coloca o seu carro na liderança e não mais abandona. É o momento mais alto de Gurney e da Eagle na Formula 1. O americano ainda faz a volta mais rápida do circuito. O resto da época tem também outros pontos altos, como a volta mais rápida em Nurburgring, e um novo pódio para Gurney no Canadá. Mo final da época, a Eagle consegue 13 pontos, uma vitória e duas voltas mais rápidas.


Contudo, o dinheiro não é suficiente para aguentar duas operações em ambos os lados do Atlântico, apesar da Eagle começar a ter sucesso nas provas americanas. Por isso, o Mk1 não foi desenvolvido em 1968, e Gurney sofre com essa falta de desenvolvimento. Foi por isso que não pontuou durante essa época, e no final da temporada, Gurney pediu ajuda a… McLaren, que já estava a ter sucesso com o seu chassis, e tinha ganho o GP da Bélgica daquele ano, a mesma corrida que tinha ganho um ano antes. No final da época, Eagle e Gurney retiram-se da Formula 1 para se concentrar na Indy, onde será uma das equipas mais bem sucedidas da competição.



Hoje em dia, o mito do Eagle-Westlake está bem vivo, graças a um jogo: o Grand Prix Legends, que dá oportunidade aos apreciadores de jogos de Formula 1 como era difícil guiar um Formula 1 num tempo em que não havia aérofólios ou outros apêndices aerodinâmicos que hoje pululam nos carros de Formula 1 por tudo e por nada…


O palmarés: 26 corridas em três temporadas, uma vitória, dois pódios, duas voltas mais rápidas, 17 pontos no total.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

O piloto do dia - Hector Rebaque

Ao longo da história da Formula 1, muitos foram os pilotos cujo talento para conduzir era inversamente proporcional ao tamanho da carteira. Houve alguns que sobressaíram, mas o normal era serem muito ricos, mas tiveram um palmarés modesto. O mexicano Hector Rebaque foi um deles.


Héctor Alonso Rebaque nasceu a 5 de Fevereiro de 1956 na Cidade do México (tem actualmente 51 anos). Filho de um rico latifundiário, com interesses em várias áreas, Começa a correr no inicio dos anos 70 na sua terra natal. Em 1975, vem para a Europa para correr na Formula 2 europeia, onde consegue três pontos.


Em 1977 arranja dinheiro para tentar a sua sorte na Formula 1. Corre num Hesketh a partir do GP da Bélgica, mas em seis tentativas, só consegue correr na Alemanha, onde não termina. Em 1978, decide fundar a sua equipa, a Team Rebaque. Usando um chassis Lotus 78, alterna não qualificações com boas participações. E inesperadamente, em Hockenheim, consegue um sexto lugar! Esse ponto vai-lhe dar o 19º lugar no campeonato.


Em 1979, compra um Lotus 79 a Colin Chapman, pensando que tinha entre mãos um chassis vencedor. Puro engano: apesar de participar mais regularmente, o melhor que conseguiu foi um sétimo lugar na Holanda. Entretanto, tinha encomendado à Penske um chassis, desenhado por Geoff Ferris, com a ajuda técnica de… John Barnard, no início da sua carreira. Participou nas três corridas finais da temporada, mas só conseguiu participar no GP do Canadá, não terminando. No final da época, Rebaque fecha as actividades da sua equipa.


Sem carro no inicio de 1980, a meio da temporada, Bernie Ecclestone procura-o para que substitua o argentino Ricardo Zunino. Este aceita, e leva consigo o patrocínio da petrolífera mexicana PEMEX. Na sua primeira corrida fica perto dos pontos, mas só no Canadá é que consegue verdadeiramente chegar lá. Esse sexto lugar vai dar-lhe o 20º lugar na classificação final do campeonato.


Em 1981, mantêm-se a dupla Piquet/Rebaque, e o mexicano tem uma excelente temporada. Termina por três vezes no quarto lugar, e tem um quinto em Silverstone, terminando no 10º lugar do campeonato, com 11 pontos. Parece bom, mas o seu companheiro Nelson Piquet é campeão do Mundo com mais 40 pontos do que o seu companheiro mexicano!


Contudo, no final da época, Rebaque é substituído por Riccardo Patrese, e este decide mudar de agulha para os Estados Unidos. Faz uma temporada na CART, a bordo da Forsythe Racing, e ganha uma corrida, no circuito de Road América. No final de 1982, decide abandonar as corridas de vez.


O seu palmarés na Formula 1: 58 corridas em cinco temporadas, 13 pontos. Apesar de não ter nem um décimo do talento dos irmãos Rodriguez, Rebaque consegue ser o segundo piloto mexicano com melhor palmarés da Formula 1. Quem diria, hein?

Extra-Campeonato: O "caso El Jueves"

O assunto do momento em Espanha é uma revista satírica catalã, de esquerda e vagamente republicana, com um humor que roça os limites: “El Jueves”. O que aconteceu? A edição da passada semana colocou uma caricatura dos Príncipes das Astúrias, Felipe e Letizia de Borbon, em “doggy style” na cama, e com o seguinte diálogo em espanhol:


"¿Te das cuenta si te quedas preñada? Esto va a ser lo más parecido a trabajar que he hecho en mi vida".


Ora, o alvo da sátira não eram os Príncipes, mas sim a medida adoptada pelo governo socialista de José Luís Zapatero, cujo governo tinha decidido adoptar uma medida que dava aos seus concidadãos um subsídio de 2500 Euros por cada filho nascido. Numa Europa em crise de natalidade, isso não é nada comparado com os 25 mil Euros dados pela Alemanha, por cada filho nascido, mas é muito comparado com os patacos que o governo socialista quer dar para os casais com filhos recém-nascidos…


A revista, que saiu na quarta-feira, foi apreendida no dia seguinte por ordem do juiz Juan del Olmo, da Audiência Nacional, que achou o desenho como “uma injúria grosseira”. O juiz também decretou o encerramento do site oficial (http://www.eljueves.es/) e os raros exemplares da revista que ainda existem, estão a ser leiloados no eBay com preços a roçar… os 2500 Euros! Precisamente o valor que a revista estava a satirizar...


A medida foi apoiada pelo Procurador-geral do Estado espanhol, o juiz Cândido Conde-Pumpido, que afirmou na edição de Sábado do jornal “El Mundo” que “o juiz deve proteger a liberdade, a honra e a dignidade das pessoas afectadas”. Ele mesmo afirmou que apesar da liberdade de expressão passar por um bom momento, afirmando que está a ser "bem utilizada e reconhecida", recordou que são "absolutamente excepcionais" os casos em que a Justiça deve intervir para "limitar algum excesso". "E esses limites estão no Código Penal que deve ser interpretado por juízes independentes".


O Código Penal espanhol afirma no seu artigo 491, que é "delitivo usar a imagem da Coroa de forma injuriosa". E foi com base nesse artigo que os exemplares foram apreendidos.



Mas vamos voltar à vaca fria. Desde sempre que as personalidades públicas são alvos de sátira. Isso é um dos pilares da Democracia: a crítica e a sátira aos governantes. E no passado, as coisas eram bem piores, só que já não nos lembramos… Mas no caso específico, tratamos de uma publicação cujo objectivo principal é testar o limite do bom senso. Aqui em Portugal, o melhor exemplo, é um programa da SIC Radical chamado “Vai Tudo Abaixo”.


Mas reparem: o objectivo da sátira em si é de gozar com as medidas públicas que os governantes tomam, ou os gestos que têm, ou as “gaffes” que cometem, uma forma de demonstrar que as figuras públicas também tem os seus “telhados de vidro”. E mais nada. Agora, gozar com deficiências de A ou B, ou colocar pessoas públicas em posições privadas, isso já é ofensivo. E vendo bem as coisas, o que é que os Príncipes das Astúrias têm a ver com uma medida do Governo? Essa é a diferença entre a sátira e a ofensa.


Mas quando um tribunal ordena a apreensão de exemplares de uma revista para fazer cumprir a lei, é ser mais papista do que o Papa. E também é uma Caixa de Pandora à espera de ser aberta… Eu por mim, depois dos prós e contras, prefiro defender a revista, por muito ofensivos que eles foram. É uma defesa básica da Democracia.

O proximo a ser despedido: Scott Speed


O americano Speed tem, definitivamente, os dias contados na Scuderia Toro Rosso (STR). Pelo menos e o que vem hoje no site brasileiro Grande Prêmio. Depois da sua participação fugaz no GP da Europa (desistiu na famigerada Curva 1, e quase destruia um tractor e o carro de Lewis Hamilton), Speed e Franz Tost, um dos donos da STR, tiveram uma discussão acalorada, que partiu para a agressão fisica. A ser verdade, pode-se dizer que Fernando Alonso e Felipe Massa não foram os unicos que estavam com os animos exaltados em Nurburgring...


A cada dia que passa, fica evidente que a STR quer os "Sebastiões" ja em 2008. Gerhard Berger, o outro dono da escuderia, já deixou isso claro. No sábado, depois de ficar mais uma vez na parte inicial da qualificação, Speed resmungou bastante. "Gerhard e Franz têm suas próprias idéias sobre o que querem fazer para o futuro, e eles dizem as coisas a respeito. Não tem nada que ver com minha performance, certeza. Mas está bem claro que por parte da chefia, Tonio e eu temos pouco apoio."


Speed tem essa consciencia de que os dias dele estão contados: "Não precisa ser um cientista para ler o que sai na imprensa e saber que Franz e Gerhard estão fazendo um esforço enorme para se livrarem de mim e de Tonio" Caso a STR decidir livrar-se de Speed ja na Hungria, o substituto e o mais obvio: o alemão Sebastian Vettel. Mas outros podem estar na claha, pelo menos para o resto da temporada, como o austriaco Christian Klien ou então... o português Tiago Monteiro.

O reboque de Hamilton, pelo Mentiras e Lorotas

O blog Mentiras e Lorotas, do Rodrigo Lara, tem uma boa explicação sobre outras das polémicas de ontem, em Nurburgring: o reboque de Lewis Hamilton da gravilha, durante aquela carga de água na primeira volta do circuito:


Smithers: Senhor, a audiência da Fórmula 1 na Inglaterra caiu vertiginosamente nos últimos minutos!


Bernie Ecclestone: Droga! Façam o Lewis voltar à prova! Não importa o que seja necessário!


Smithers: Sim, senhor!


Bem vistas as coisas, e como fã que sou dos Simpsons, já percebo em quem o Matt Gröening se inspirou para fazer a personagem Mr. Burns. E não foi no Tio Patinhas!

GP2 - Javier Villa ganha a segunda corrida do fim de semana

O espanhol Javier Villa tornou-se na manhã de Domingo no segundo piloto a ganhar mais do que uma prova na edição deste ano da GP2, igualando o alemão Timo Glock. Ambos têm duas vitórias cada um.

Villa, que ficou com a "pole-position", por conta de sua oitava posição na prova de ontem, partiu sem patinar os pneus e já nas primeiras curvas abria uma espantosa vantagem para o sul-africano Adrian Zaugg, da Arden, e do venezuelano Pastor Maldonado, da Trident.


Ainda na primeira volta, um incidente: na RTL-Kurve, Giorgio Pantano, da Campos, ameaçou ultrapassagem sobre Lucas di Grassi na disputa pela sexta posição. Os dois tocaram-se e quem beneficiou com tudo isto foi Timo Glock, que ganhou duas posições, às custas do brasileiro da ART, que luta com o alemão da iSport pelo título da temporada.


Foi uma corrida chata: poucas ultrapassagens. E depois de ser ver o que iria acontecer mais tarde, parecia que GP2 e Formula 1 tinham trocado de corpos... já agora, a acompanhar Villa no pódio, uma dupla japonesa: Kohei Hirate, da Trident, e Kazuki Nakajima, da DAMS. Lucas di Grassi, apesar do toque, terminou na sexta posição, e Alexandre Negrão foi décimo. Já Bruno Senna, devido a um toque, não terminou a corrida. Nesta altura do campeonato, já pode dizer adeus ao título...

No campeonato, Glock é primeiro, com 51 pontos, contra 46 de di Grassi e 35 do italiano Luca Fillipi. As próximas provas serão no circuito de Hungaroring, a 4 e 5 de Agosto.

CART - Ronda 8, Edmonton

Hoje foi a vez de Sebastian Bourdais, que ganhou nas ruas de Edmonton, e beneficiou dos infortúnios do australiano Will Power, que desistiu com problemas mecânicos, e de Robert Doornbos, que depois de um toque com o piloto da casa Alex Tagliani, acabou na 11ª posição.

A acompanhar no pódio com Bourdais, foram o inglês Justin Wilson e o americano Graham Rahal, companheiro de equipa de Bourdais. Quanto a Bruno Junqueira, terminou a corrida no sétimo posto.


A unica mulher no pelotão da CART, a britânica Katherine Legge, não terminou a corrida, vítima de problemas mecânicos. A competição volta agora aos Estados Unidos, mais concretamente ao estado da California, onde dentro de uma semana as ruas da cidade de San José receberão a competição.


Com esta vitória, o tri-campeão francês voltou à liderança do campeonato, com 194 pontos, mais 20 do que Robert Dornboos, e mais 25 do que o australiano Will Power.

domingo, 22 de julho de 2007

IRL - Ronda 11, Mid-Ohio

O neozelandês Scott Dixon ganhou pela terceira vez consecutiva uma prova da IRL, desta vez no circuito de Mid-Ohio, a terceira vez que o campeonato americano visita um circuito convencional.

Dixon, que fazia anos hoje, prendou-se a si próprio batendo nas estratégias de boxes o principal adversário na luta pelo título, o escocês Dario Franchitti, e diminuiu para apenas 24 pontos a diferença entre os dois. O brasileiro Helio Castroneves, da Penske, que completaram o pódio.

A prova foi atribulada na partida. O brasileiro Tony Kanaan foi protagonista de um incidente envolvendo... os outros dois membros da sua equipa, a Andretti-Green. Tocou na traseira de Danica Patrick, que foi parar na relva, e, desgovernado, acertou em Marco Andretti, que acabou capotando. O filho do dono da equipa saiu ileso. Aliás, o pai e dono da equipa, Michael Andretti, não hesitou em colocar a culpa no brasileiro do acidente. Patrick caiu para a nona posição, enquanto Kanaan foi arremessado para o fim do pelotão.


Na corrida em si, Castroneves, que tinha feito a pole-position no dia anterior, manteve-se na liderança a maior parte do tempo. Mas Dixon e a Ganassi souberam reverter o quadro para si. A última parada de Castroneves deu-se na volta 69. Dixon retardou a paragem em mais uma volta e voltou à frente. Franchitti, que assumiu a liderança, teve passagens a mais que ambos e tentou dar o golpe. Contudo, só conseguiu voltar diante do brasileiro da Penske, que teve de batalhar para manter seu lugar no pódio face ao ímpeto de Kanaan, que ficou com o quarto lugar. Danica terminou na quinta posição.


A outa mulher, Sarah Fisher (Mika Dulno não participou), ficou na 16ª e penúltima posição. A próxima prova é no dia 5 de Agosto, no Michigan.

E o convidado VIP mais inesperado foi...

Pois é: Quentin Tarantino, um dos realizadores mais estrambólicos de Hollywood, que fez filmes icónicos como "Pulp Fiction" (1994); e "Kill Bill Vol.1" (2003), e está agora a promover o seu mais recente filme, "À Prova de Morte", uma homenagem aos filmes série B dos anos 70, foi a Nurbrurgring a convite da Toro Rosso (deve ser...)

E não é o homem teve sorte? Depois de ter assistido à corrida mais emocionente do ano, se calhar a mente daquele homem deve ter ficado todo a fervilhar de ideias, e quem sabe, já esteja a congeminar o seu próximo filme. Com tudo aquilo que se passou hoje, é bem capaz disso acontecer...

Massa e Alonso em discurso directo:

Fernando Alonso pode ter mostrado que é um excelente piloto à chuva, e pode ser também bi-campeão do Mundo por mérito, mas a sua atitude no final da corrida mostra que em termos de caractér, é mau. Chegar-se ao pé de Felipe Massa e dizer que ele o bloqueou na manobra de ultrapassagem, é típico de mau ganhar. Graças ao Blog do Capelli, eis a conversa que ambos tiveram, em italiano:

"Massa entra no recinto e Alonso está se arrumando. Os dois se aproximam, fazem alguns cumprimentos e o espanhol diz algo em volume baixo, de costas para a câmera. Faz gestos sobre os toques entre os dois e Felipe começa a falar mais alto: 'Na briga pela posição?', e o espanhol responde: 'Eu mostrei a todos os espectadores. Assista'.

O brasileiro fica revoltado: "Vai à m****! Você vence e faz uma coisa dessas? Você vence e diz uma coisa dessas?". Alonso responde de forma mais dura: 'Você bate em mim, você bate em todo mundo! Isso não se faz'. A réplica de Felipe: 'Vê se aprende!! Vê se aprende!', e sai do quadro da câmera. O bicampeão do mundo continua falando com ele: 'Vê se aprende você! Bate com todo mundo, faltavam três voltas...', enquanto o piloto da Ferrari volta e senta-se em uma cadeira próxima.

Depois de alguns segundos de silêncio, fazendo gestos irônicos de concordância, Massa levanta novamente, bate nas costas de Alonso e fala algo que não pôde ser totalmente entendido, mas pareceu ser: 'Como você fez na primeira corrida, na largada! Aprende, aprende!'. Possivelmente, o brasileiro estava se referindo ao toque entre ambos na largada do GP da Espanha deste ano. Neste momento, Herbie Blash, delegado da FIA, se aproxima e pede calma aos dois. Alonso começa a vibrar para a câmera e a discussão se encerra."


Depois disto tudo, começo a acreditar que ele estava ansioso para ter uma oportunidade de responder à manobra de Felipe Massa em Barcelona...

Um gesto bonito

Não posso deixar de passar isto ao lado.

Vem hoje no Blog do Capelli: Rubens Barrichello e Felipe Massa apareceram este fim de semana em Nurburgring com tarjas pretas nos seus capacetes e fatos em sinal de homenagem aos 196 passageiros que morreram no vôo da TAM que caiu esta Terça-feira no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

O gesto partiu deles, o que torna a coisa ainda mais louvável. Simples e eficaz, e é um gesto bastante melhor e mais eficaz daquele que certos acessores de imprensa tiveram em Brasilia...

Adivinhem lá quem foi a Nurbrugring?

Descobri isto quando via as fotos da corrida no GP Update: Sabem quem foi a estrela de apareceu em Nurburgring para assistir ao Grande Prémio da Europa? Ora tentem lá adivinhar...







Será que foi o Bernie Ecclestone?










Será que foi o Mika Hakkinen?










Será que foi o ex-tenista e vencedor de Wimbledon, Boris Becker?




Ou será que foi alguém mais inesperado? Mais logo, darei-vos-ei a resposta! E aí ficarão (ou não) surpreendidos...

GP Europa - A corrida

Pois é... basta chover um pouco para que o mundo fique ao contrário. Foi o que aconteceu hoje em Nurburgring. Primeiro, aquela "carga de água" que colocou cinco carros fora da pista, e levou a que a corrida fosse interrompida. E pelo que vi depois nas repetições, a catástrofe esteve sempre a milímetros de acontcer... vejam o Toro Rosso de Vitantonio Liuzzi, por exemplo. Reapraram a quantos milímetros ele esteve do desastre?


Isso revelou um pouco a Formula 1 actual: não aguentam uma carga de água. Parece-se cada vez mais com as competições americanas, onde se interrompem corridas quando "os pássaros cagam na pista". Será que a FIA tem que colocar ranhuras no asfalto em caso de chuva forte?

Mas por outro lado, nunca pensei assistir a isto: um Spyker na frente da corrida! E foi o Marcus Winkelhock! Algo me diz que o espírito de Manfred que estva lá dentro... ou então foi o seu conhecimento da pista. Enfim, lá teve os seus 15 minutos de fama.

De resto... o Lewis Hamilton teve um fim de semana para esquecer. O acidente nos treinos, os erros na partida... tipícos de "rookie". Mas em compensação, fez uma corrida com um ritmo impressionante, com mais de 40 segundos de atraso em relação ao pelotão, acaba à porta dos pontos! Como teria sido, se tivesse feito uma corrida sem erros?


E depois... tivemos Fernando Alonso. Quando todos esperavamos ver uma vitória de Felipe Massa, e a terceira consecutiva da Ferrari, a ganhar o ascendente sobre a McLaren, volta a chuva e baralha tudo. O brasileiro, que esperava recuperar o ascendente sobre Kimi Raikkonen (que desistira antes, com um problema hidraulico), ficou a perder com um Alonso que se agigantou com a chuva, pressionando massa e ultrapassando-o, depois de uma luta que fez lembrar um pouco (mas pouco) o GP de França de 1979... E no final, Massa ficou com "as orelhas a arder", ainda mais com o Alonso a gozar a manobra! Um bocadinho feio, na minha opinião...


Quem mais lucrou com isto? Ah sim, a Red Bull. Colocar Mark Webber em terceiro e David Coulthard em quinto foi uma excelente estratégia e conseguiu marcar pontos face aos seus concorrentes directos, Renault e BMW (RB 10 pontos; BMW 5; Renault 1 ponto)


E Alex Wurz? Com o seu quarto lugar e a morder os calcanhares de Webber para o terceiro posto, uma vez mais o piloto da Williams uma bofetada de luva branca para os que queriam ver já fora da Formula 1, para que desse lugar a um certo junior... nem todos são Hamiltons, meus senhores! E já agora: ele dever ter o dobro de pilotos que o outro junior, aquele de origem finlandesa, hein?

Toyota e Honda... muito barulho nos treinos para nada na corrida. Se é para dar espectáculo, esqueçam! As pessaoas querem resultados, embora hoje as coisas foram muito atípicas. Mas nem Rubinho Barrichello, nem Jarno Trulli tiveram carro para andar ao lado de BMW Sauber, Red Bull ou Renault...