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terça-feira, 7 de julho de 2026

As imagens do dia





Há 35 anos, a 7 de julho de 1991, a Formula 1 estreava mais uma pista no seu calendário. Depois de Reims, Rouen, Le Mans, Paul Ricard e Dijon, a Formula 1 chegava à pista de Magny-Cours. Situada no centro de França, perto da localidade de Nevers, a pista tinha duas particularidades: ficava no meio de nenhures (ou seja, sem uma auto-estrada ou uma linha de TGV a atravessá-lo) e era ali que estava a sede da Ligier, que tinha patrocinadores fortemente apoiados pelo estado francês. Aliás, Nevers era o lugar do qual, por esta altura, tinha como deputado (e presidente de câmara, os cargos são acumuláveisPierre Beregovoy, que em 1991, era o ministro das Finanças e alguns meses depois, seria primeiro-ministro.  

E também por muito tempo, o deputado que servia os interesses dessa região era Francois Miterrand, que em 1991, era o presidente da República. Não é por acaso que no final dessa corrida, estava no pódio para dar os prémios aos vencedores, ao lado de Jean-Marie Balestre.

A Ferrari decidiu que Magny-Cours seria o palco ideal para estrear o seu novo chassis, o 643, feito por Steve Nichols e Jean-Claude Migeot, e que era um redesenhar total do chassis anterior, o 642, a pedido de Alain Prost. A geometria da suspensão tinha sido redesenhada, e acreditava-se que poderiam conseguir melhores resultados que o Williams FW14 e o McLaren MP4/6. E de uma certa maneira, conseguiram: Prost conseguiu o segundo melhor tempo, Jean Alesi, o sexto melhor. 

E curiosamente, esta foi a única corrida em que Mika Hakkinen não conseguiu se qualificar, no seu Lotus, falhando a grelha por pouco mais de dois décimos de segundo.

O francês partiu melhor e liderou a corrida nas primeiras 21 voltas, com Mansell e Senna atrás, enquanto Riccardo Patrese fazia uma má partida e caía para décimo, no final da primeira volta. Na volta seis, Garhard Berger tinha problemas no seu motor Honda e acabava por desistir, quando era quarto classificado.

Mansell pressionou Prost durante muito tempo até que na volta 21, ele conseguiu passar o francês na travagem para a chicane Adelaide, ficando com o primeiro posto, enquanto Senna mantinha o terceiro lugar. Na volta 31, o britânico parou para trocar de pneus, mas as coisas acabaram por durar mais tempo e quando regressou, Prost tinha regressado à liderança.

Mansell reaproximou-se de Prost e andou a lutar pela liderança nas voltas seguintes, mostrando que queria triunfar, enquanto o francês sabia que coroar a estreia daquele chassis com uma vitória seria um excelente batismo de fogo, e claro, a estreia da Ferrari na galeria dos vencedores em 1991. Mas como da outra vez, Mansell aproximou-se e aproveitou uma ocasião onde Prost tentava se livrar de retardatários e na volta 55, o piloto da Williams conseguiu passá-lo, recuperando a liderança.

A partir dali, o piloto britânico acelerou até à meta, deixando Prost a cinco segundos e Senna a 34,9. Com Francois Miterrand no pódio, para entregar o troféu ao vencedor, Mansell conseguiu, depois de sete corridas, a sua primeira vitória. Depois de quatro de Senna, a vitória de Nelson Piquet no Canadá... e a vitória de Riccardo Patrese no México. Mas ele tinha sido um piloto regular, e ia sair de Magny-Cours com 23 pontos, o segundo lugar do campeonato e a distância para Senna diminuída para... 25 pontos. Parecia que o brasileiro estava descansado, mas a temporada estava apenas a chegar a meio... e na próxima semana, a Formula 1 ia correr em Silverstone.    

quarta-feira, 3 de julho de 2024

As imagens do dia





"Red Five" estava de volta. Há 30 anos, em julho de 1994, e a caminho dos 42 anos, Nigel Mansell regressava de ano e meio de "exílio" onde tinha ganho títulos e prestigio na América, para uma Formula 1 ainda em choque e órfã de um campeão. Estamos em julho, Senna está morto há dois meses e parecia ser o "Schumacher show", com todos convencidos que o carro tinha controlo de tração, especialmente depois do alemão ter superado os Williams que tinham monopolizado a primeira fila da grelha. 

Na realidade, Michael Schumacher partira mais leve, com uma estratégia para mais uma paragem que a concorrência e um ritmo bem superior, tudo elaborado em colaboração com Ross Brawn, seu engenheiro.  

A Williams confiava em Damon Hill, era verdade, e conseguia mostrar-se, mas ter Mansell de volta empolgaria multidões, e quando ele andou num FW16 em Brands Hatch, numa sessão de testes, quase 20 mil pessoas foram vê-lo correr. Ele tinha sido recebido de pé, e laudado como salvador. 

Bernie Ecclestone poderia estar contente, mas a Newman-Haas... não. É que Mansell, depois de uma grande temporada em 1993, estava impotente perante os poderosos Penske-Mercedes que dominavam a temporada de 1994. Não tinha ganho qualquer corrida e já estava frustrado. O regresso à Formula 1 pela equipa que o tinha corrido ano e meio antes, poderia ter o sabor de vingança, mas o espírito era mais de ajuda para se livrar do buraco em que estavam. 

E Mansell queria ir embora de vez, mas eles não deixaram. Logo, iria cumprir o contrato até ao fim, e nos fins de semana vagos, estaria nos circuitos a ajudar a Williams. O regresso à Formula 1 mostrou que estava em forma, com o segundo posto na grelha, mas a aventura não foi longe: terminou na volta 45, com uma caixa de velocidades partida. 

Logo depois, o carro regressou às mãos de David Coulthard, mas Mansell prometeu que iria regressar quando a CART acabasse, no final de setembro, para ajudar Damon Hill a conseguir o seu campeonato. Isto... se Schumacher o deixar apanhar. E isso... é outra história, do qual se falará em breve. 

sexta-feira, 31 de maio de 2024

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Se fosse vivo, Andrea De Cesaris faria 65 anos nesta sexta-feira. O piloto romano tinha até há pouco tempo um recorde infame: o do piloto com mais corridas sem ganhar: 206 Grandes Prémios. E sobre isso, recorda-se uma corrida que aconteceu há quase 30 anos, em junho de 1994, no Canadá. 

Como já disse há alguns dias, De Cesaris não tinha lugar na Formula 1 no inicio de 1994, depois de uma temporada para esquecer na Tyrrell. Ficando de fora, parecia que a sua longa carreira na competição tinha acabado. Contudo, logo na primeira corrida do ano, em Interlagos, Eddie Irvine causou uma carambola com mais três pilotos - quase arrancou a cabeça de Martin Brundle, atingido pelo Benetton de Jos Verstappen! -  e foi castigado por isso. Em principio, por uma corrida, mas acabou por ser por três. 

O italiano conseguiu um quarto lugar nas ruas do Mónaco, aproveitando o seu conhecimento e a sua adaptação ao chassis da Jordan. Contudo, depois dessa corrida, voltaria a ficar apeado. Mas não por muito tempo. Quase a seguir, Peter Sauber queria-o no seu carro para substituir Karl Wendlinger, que continuava numa cama de hospital, ainda em coma, depois de se ter acidentado nos treinos para o GP do Mónaco.

O regresso a um carro de Formula 1 foi em Montreal, para o GP do Canadá. E não poderia ser simbólico, por muitos motivos. A primeira, é que foi ali que se tinha estreado, no já distante ano de 1980, pela Alfa Romeo. E o segundo, é que ali cumpria o seu 200º Grande Prémio da sua carreira, Um feito do qual apenas poucos pilotos tinham alcançado, como Riccardo Patrese e Nelson Piquet. E ao contrário deles, não tinha ganho qualquer corrida.

O Sauber C13 tinha também sido modificado para protegê-lo dos embates laterais, que tinham vitimado Wendlinger no Mónaco. Acabou por ser um vislumbre do que iriam ser os carros no futuro...  

De Cesaris deu-se bem, marcando o 14º tempo, quatro lugares abaixo de Heinz-Harald Frentzen e oito décimos mais lento que o piloto alemão. Apesar das celebrações - e de uma pintura especial no seu carro para comemorar a ocasião, a sua corrida não foi além da 24ª passagem pela meta, quando um problema na pressão do óleo o deixou apeado, acabando por ali a sua corrida de estreia pela sua... décima equipa na Formula 1, depois de Alfa Romeo, McLaren, Ligier, Minardi, Rial, Dallara, Jordan e Tyrrell.

E ainda iria dar sinal de si nessa temporada.     

terça-feira, 4 de julho de 2023

A(s) image(ns) do dia





Ontem falei de Alain Prost... hoje falo de Alain Prost. Porque cinco anos depois de ter ganho em Paul Ricard o GP de França de 1988, pela McLaren, batendo Ayrton Senna, em 1993, o francês triunfou no GP de França, em Magny-Cours, batendo Damon Hill, com Senna na quarta posição, batido por Michael Schumacher, com Michael Andretti a conseguir pontos, no sexto posto (nessa altura, o americano tinha três pontos, contra os... 45 de Senna!)

Mas a corrida é histórica porque, para além de ter conseguido a sua sexta vitória em terras francesas, tornando-se no maior vencedor do GP de França - depois batido por Michael Schumacher em 2004 - Prost tornou-se, ali, no primeiro piloto de sempre a conseguir cem pódios em toda a sua carreira. Desde o primeiro, no GP da Argentina de 1981, pela Renault, agora ali, guiava um carro com motor Renault, e ia a caminho de um quarto título mundial.

Contudo, na qualificação, houve surpresa, quando Damon Hill conseguiu a sua primeira pole da sua carreira, no seu Williams. Afinal, o piloto do carro zero tinha talento...

Na corrida, Hill liderou nas primeiras 26 voltas, até que foi passado pelo francês, que nunca o largara. A partir dali ele ficou na frente até á bandeira de xadrez, mas o britânico não o largou, acabando até nos escapes do francês, numa dobradinha da Williams. O francês tinha agora 12 pontos de vantagem sobre Senna, e de uma certa forma, era aquilo que todos esperavam. A única coisa que não esperavam era que as coisas acabaram por ser mais difíceis.

O centésimo pódio do melhor piloto francês de todos os tempos aconteceu "em casa". Um símbolo adequado, diga-se.      

terça-feira, 20 de julho de 2021

GP Memoria - França 2006


Duas semanas depois de terem corrido em paragens americanas, a Formula 1 esteve de novo na Europa, onde iriam estar em Magny-Cours para o GP de França, palco da 11ª prova da temporada, e onde Fernando Alonso parecia ter as coisas todas controladas, apesar do triunfo da Ferrari na prova anterior. 

Nos bastidores, a grande novidade era a saída Juan Pablo Montoya da McLaren, rumando para os Estados Unidos e a NASCAR, onde iria correr pela Chip Ganassi. Já se sabia das tesões entre ele e Ron Dennis, mas o incidente de Indianápolis pura e simplesmente tinha feito transbordar a água do copo. O colombiano tinha saído de cena e para o seu lugar vinha um dos pilotos de testes da marca, neste caso o espanhol Pedro de la Rosa. Isto, depois de se ter falado nos bastidores que se chegou a considerar a entrada do jovem britânico Lewis Hamilton, que corria na GP2 e do qual muitos falavam ser um piloto do futuro. 

No final da qualificação, de forma surpreendente - ou nem tanto - os Ferrari monopolizavam a primeira fila da grelha, com Michael Schumacher na frente de Felipe Massa. Fernando Alonso era terceiro, na frente dos Toyota de Jarno Trulli e Ralf Schumacher, e Kimi Raikkonen era sexto e o melhor dos McLaren-Mercedes. Giancarlo Fisichella, no segundo Renault, e Pedro de La Rosa, no segundo McLaren-Mercedes, ficavam com a quarta fila da grelha. E a fechar o "top ten" estavam o Williams de Nico Rosberg e o Red Bull de David Coulthard


Schumacher manteve o primeiro posto na partida, enquanto atrás, Takuma Sato nem sequer andou muito, quando a transmissão do seu Super Aguri cedeu. Nas voltas seguintes, Massa aguentou as investidas de Alonso para o segundo posto, enquanto via Schumacher afastar-se. As coisas ficaram assim até que Schumacher parou para o primeiro reabastecimento, na volta 18, quando os Toyota ficaram na frente. Duas voltas depois, eles foram fazer a sua parte - a paragem de Ralf foi desastrosa - e o alemão voltou à liderança. 

Mas só houve mudanças quando Alonso aproveitou a sua parte, na volta 34, quando Massa foi às boxes fazer o seu segundo reabastecimento, para ficar com o segundo lugar. O espanhol acelerou até à sua vez de reabastecer, e quando fez, o segundo lugar acabou por ser seu.


Apesar de ele ter acelerado para tentar apanhar o alemão, este estava demasiado longe para poder ameaçá-lo e acabou como vencedor, na frente do espanhol e do brasileiro. Ralf Schumacher foi o quarto no seu Toyota, e nos restantes lugares pontuáveis ficaram o McLaren de Kimi Raikkonen, o Renault de Giancarlo Fisichella, o segundo McLaren de Pedro de la Rosa e o Sauber de Nick Heidfeld.

domingo, 4 de julho de 2021

GP Memória - França 2001


Uma semana depois de terem corrido no Nurburgring, a caravana da Formula 1 cruzava a fronteira para correr em Magny-Cours, palco do GP de França. Com Michael Schumacher cada vez mais firme na liderança, toda a gente já pensaria em que Grande Prémio ele conquistaria o seu quarto título mundial, porque o seu carro era praticamente imbatível, contra a concorrência de McLaren e Williams, que se apresentavam fragilizados. 

No final da qualificação, Ralf Schumacher comemorava algo inédito: a pole-position, na frente do seu irmão, Michael. A McLaren ficou na segunda fila, com David Coulthard na frente de Mika Hakkinen. Jarno Trulli foi o quinto, na frente de Juan Pablo Montoya, no segundo Williams. Heiz-Haral Frntzen era o sétimo, no seundo Jordan-Honda, na frente do segundo Ferrari de Rubens Barrichello, e a fechar o "top ten", ficou o Sauber de Nick Heidfeld e o BAR-Honda de Jacques Villeneuve.


A corrida começou com os três primeiros a manterem as suas posições nas primeiras voltas, com Montoya e Barrichello a ganharem posições nos primeiros metros. As coisas ficaram assim na primeira parte da corrida, quando na volta 24, Ralf foi às boxes e demorou tempo para colocar um dos pneus, o suficiente para que o seu irmão ficou na frente da prova, tentando aumentar a distância para sair a ganhar quando fosse a sua vez de ir às boxes. Isso aconteceu na volta 26, ficando na frente de Ralf, mas apenas na 30ª passagem pela meta é que liderou a prova, depois de Juan Pablo Montoya ter ido às boxes para a sua primeira paragem para reabastecimento.

Coulthard tentava andar ao mesmo nível dos irmãos Schumacher, mas na volta 31, os comissários avisaram que tinha de cumprir uma penalização por causa de um excesso de velocidade nas boxes. Na frente, Michael distanciava-se cada vez mais de Ralf, que descobriu estar mais lento em ermos de ritmo que Juan Pablo Montoya, e ordenaram-lhe que cedesse o lugar ao colombiano, que estava ainda mais veloz. Ele obedeceu, e ele foi à caça do alemão da Ferrari. Este voltou a reabastecer na volta 44, deixando o colombiano na frente, e regressou à liderança quando este foi às boxes na 50ª passagem à meta. A perseguição continuou, mas na volta 53, o motor do colombiano explodiu, deixando Schumacher aliviado.


Na parte final, Michael tinha levado a melhor sobre Ralf e triunfou pela sexta vez na temporada e alcançava a marca histórica das 50 vitórias, ficando a um do recorde que pertencia então a Alain Prost. Ralf era segundo e Barrichello o terceiro, enquanto nos restantes lugares pontuáveis estavam o McLaen de Coulthard, o Jordan de Trulli e o Sauber de Heidfeld.     

sexta-feira, 6 de julho de 2018

GP Memória - França 2003

Uma semana depois de terem corrido em Nurburgring para o GP da Europa, máquinas e pilotos rumavam ao sul para participarem no GP de França, na pista de Magny-Cours, com o campeonato ao rubro, pois Michael Schumacher estava na frente, com sete pontos de avanço sobre o McLaren de Kimi Raikkonen. Mas os Williams, dominadores, espreitavam o comando do campeonato...

Havia modificações no circuito. A curva Chateau d'Eau era mais apertada, enquanto a parte final, o Complexe de Lycée, era agora uma apertada curva à direita, com uma veloz chicane antes de irem para a meta, fazendo com que a entrada das boxes fosse encurtada.

Os Williams estavam em forma, uma semana depois da sua dobradinha em Nurburgring e confirmaram isso no final da qualificação na pista francesa. Ralf Schumacher foi o poleman, seguido por Juan Pablo Montoya, seu companheiro de equipa. Michael Schumacher era o terceiro, na frente dos McLaren de Kimi Raikkonen e David Coulthard. Jarno Trulli era o sexto, o melhor dos Renault, na frente de Fernando Alonso. Rubens Barrichello era oitavo, na frente de Mark Webber, no seu Jaguar, e a fechar o "top ten" estava o Toyota de Olivier Panis.

Na partida, Ralf Schumacher manteve o primeiro posto... e não foi mais ameaçado, pois Juan Pablo Montoya fez muita proteção, de uma certa forma. Michael Schumacher ficou atrás dos McLaren, mas não os largou, tentando passá-los nos reabastecimentos, na pior das chances. Cedo os Williams foram-se embora, e os reabastecimentos não mudaram a liderança, nem quando foi a vez de Ralf Schumacher parar.

Atrás, parecia que tudo iria ficar como estava, excepto Schumacher, que conseguiu passar os McLaren para ficar com o lugar mais baixo do pódio. Quanto aos Renault tiveram problemas de motor e desistiram. Primeiro Alonso, na volta 43, depois Trulli, duas voltas mais tarde. Mais ou menos por esta altura, Giancarlo Fisichella também não chegava ao fim, vítima dos mesmos problemas de motor.

No final, Ralf come,orava uma vitória decidida desde o primeiro metro, e com Montoya em segundo, havia nova dobradinha nos lados de Grove. Michael Schumacher era o terceiro, mas mais importante, tinha Kimi Raikkonen atrás de si, no quarto posto, fazendo aumentar um pouco mais a sua diferença no campeonato. David Coulthard era o quinto, seguido por Mark Webber, Rubens Barrichello e Olivier Panis, que fechava os lugares pontuáveis.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

GP Memória - França 1998

Em pleno Mundial de futebol, a França recebia o seu Grande Prémio no circuito de Magny-Cours. A meio da temporada, a grande mudança no pelotão da Formula 1 aconteceu na Stewart, quando Jan Magnussen foi substituído pelo holandês Jos Verstappen. O piloto dinamarquês, ironicamente, tinha pontuado na corrida anterior, no Canadá, mas por essa altura, a relação de confiança tinha se quebrado há algum tempo. 

Com Michael Schumacher a chegar do Canadá com um ganho de dez pontos sobre Mika Hakkinen, que tinha desistido na corrida de Montreal, o campeonato começava a aquecer, apesar de chegar a terras francesas com 12 pontos de atraso sobre o piloto finlandês...

No final da qualificação, Mika Hakkinen conseguiu a pole-position, com Michael Schumacher a seu lado. David Coulthard era o terceiro, na frente de Eddie Irvine, no segundo Ferrari. Jacques Villeneuve era quinto, na frente dos dois Jordan de Ralf Schumacher e Damon Hill. Heinz-Harald Frentzen era oitavo, no segundo Williams, e a fechar o "top ten" ficavam os Benetton-Playlife de Giancarlo Fisichella e Alexander Wurz.

O novato Verstappen não deslumbrava: 15º na grelha, imediatamente atrás de Rubens Barrichello.

A primeira partida foi abortada quando Verstappen decidiu deixar cair o seu motor nos momentos iniciais da corrida. Novo procedimento de partida foi feito, e quando as luzes se apagaram, Os Ferrari conseguiram passar Hakkinen, que caiu para terceiro. Nas dezanove voltas seguintes, o alemão foi-se embora, deixando ao seu companheiro de equipa a tarefa de dificultar a vida dos McLaren. Hakkinen tentou de tudo e na volta 20, tentou uma travagem ambiciosa que acabou por falhar. O finlandês voltou à pista em quarto e foi às boxes para reabastecer e trocar de pneus.

Hakkinen recuperou o terceiro posto pouco depois quando a paragem de Coulthard demorou um pouco mais que o esperado devido a problemas no seu reabastecimento, especialmente na parte da injeção de combustível. Teve de voltar para fazer uma paragem extra, perdendo ainda mais tempo. E com todos estes problemas no lado da McLaren, os Ferrari tornavam-se inalcançáveis. 

Mas Hakkinen não desistiu e foi atrás de Irvine para evitar, pelo menos, a dobradinha. O esforço compensou o suficiente para na última volta ele estar na traseira do carro do irlandês, voltando a tentar passá-lo na última curva, mas como da outra vez... não resultou.

No final, Schumacher vencia pela segunda vez seguida, na frente de Irvine e Hakkinen, Nos restantes lugares pontuáveis ficaram Jacques Villeneuve, no seu Williams, Alexander Wurz, no seu Benetton e o segundo McLaren de David Coulthard.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Youtube Formula One: Um "road trip" pelos circuitos franceses

No fim de semana de regresso do GP de França, depois de dez anos de ausência, Will Buxton foi visitar todos os circuitos onde a corrida passou no hexágono francês, desde 1950 a 2008, e isso incluiu viagens a Reims, Rouen, Charade, Dijon, Le Mans, Magny Cours e claro, Paul Ricard.

E a viagem... é em estilo!

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Youtube Formula 1 Onboard: Cinco de França

O pessoal da Formula 1 decidiu selecionar cinco "onboards" de cinco edições diferentes do GP de França, quer em Paul Ricard, quer em Magny Cours. E como é sabido, a Formula 1 regressa a Paul Ricard, dez anos depois do último GP francês e 28 desde a última vez em que esteve neste circuito.

E no caso a corrida de 1989, não interessa se é o René Arnoux ou o Olivier Grouillard que bate no Ferrari de Nigel Mansell. Ambos eram horríveis!

quinta-feira, 30 de junho de 2016

GP Memória - França 1996

Duas semanas depois de terem estado em paragens canadianas, a Formula 1 atravessava de novo o Atlântico e estava em paragens francesas. Enquanto que na Forti, as coisas iam de mal a pior, apesar da compra da equipa pela misteriosa Shannon... a Renault aproveitava o fim de semana francês para anunciar que iria embora da Formula 1 no final da temporada de 1997. Tinham dominado tudo desde o seu regresso, sete anos antes, e agora era a altura de abandonar pela porta grande, enquanto venciam campeonatos de construtores com a Williams.

A qualificação ficou marcada pela saída de pista de Jacques Villeneuve, que perdeu o controle do seu Williams na curva Estoril, batendo nos pneus. O carro ficou danificado, mas foi reconstruido a tempo do canadiano poder correr.

No final da qualificação, Michael Schumacher conseguiu a pole-position para a Ferrari, com Damon Hill a seu lado. Na segunda fila ficaram os Benetton-Renault de Jean Alesi e Gerhard Berger, enquanto que na terceira, Mika Hakkinen ficava com o quinto melhor tempo, na frente de Jacques Villeneuve. David Coulthard era o sétimo, no segundo McLaren, seguido pelo Jordan de Martin Brundle. A fechar o "top ten" ficaram o Ligier de Olivier Panis e o segundo Jordan-Peugeot de Rubens Barrichello.

Eddie Irvine chegou a ficar com o décimo melhor tempo, mas foram-lhe retirados os tempos quando se descobriu irregularidades nas suas asas. 

A corrida para Schumacher, contudo, terminou ainda antes de começar, quando o seu motor Ferrari explodiu. Na partida, Damon Hill aproveitou a ocasião para ficar na frente e... afastar-se dos seus adversários. Jacques Villeneuve tentava chegar mais adiante, mas tinha os carros da Benetton no seu caminho, o que lhe dificultava a tarefa.

Na quinta volta, o mau dia da Ferrari ficava completo quando Eddie Irvine encostou de vez, com a caixa de velocidades partida.

Passado algum tempo, Villeneuve conseguiu livrar-se dos Benetton, passando Berger, e depois Alesi, ficando com o segundo posto. Contudo, ele estava demasiado distante de Damon Hill para o apanhar, e a luta pela liderança já tinha ficado decidida.

No final, Hill foi o grande vencedor, com Villeneuve um pouco mais perto, a seis segundos. Jean Alesi completou o pódio, seguido por Gerhard Berger, enquanto que nos restantes lugares pontuáveis ficaram os McLaren de Mika Hakkinen (que ficou sem a primeira e segunda velocidades a partir da volta 30...) e David Coulthard. Com isto, a diferença entre os dois pilotos da Williams era agora de 25 pontos, e com metade da temporada, o britânico já caminhava alegremente para o título... 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

GP Memória - França 2005

Duas semanas depois das polémicas em Indianápolis, a Formula 1 tentava voltar à normalidade em solo europeu, com a realização do GP de França. Este seria o primeiro de quatro corridas que aquele mês iria ter, o mais ocupado até então da história da categoria máxima do automobilismo. Sem alterações no pelotão, máquinas e pilotos preparavam-se para o fim de semana competitivo.

A primeira grande alteração na qualificação foi na McLaren, quando o motor V10 da Mercedes de Kimi Raikkonen rebentou e teve de cumprir uma penalização de dez lugares por causa disso. o piloto finlandês acabaria a qualificação na terceira posição, mas iria largar na 13ª posição.

Na frente ficou Fernando Alonso, que no seu Renault, conseguia a terceira pole-position da temporada, com Jarno Trulli, da Toyota, a seu lado. Michael Schumacher era o terceiro, seguido do BAR-Honda de Takuma Sato, enquanto que na terceira fila estavam o segundo Ferrari de Rubens Barrichello e o segundo Renault de Giancarlo Fisichella. Jenson Button, no segundo BAR-Honda, era o sétimo na grelha, seguido pelo McLaren de Juan Pablo Montoya, e o "top ten" fechava com os Sauber de Felipe Massa e Jacques Villeneuve.

Debaixo de um tempo tipicamente de verão, a corrida começou com Alonso a afastar-se de Trulli, que aguentava os ataques dos Ferrari de Schumacher e Barrichello, que conseguira passar o BAR de Sato. Atrás, Raikkonen também arrancava bem, conseguindo passar o Toyota de Ralf Schumacher e o Williams de Mark Webber, para ser o 11º no final da primeira volta.

Nas voltas seguintes, Alonso afastava-se do resto do pelotão, encravado atrás de Trulli. Os primeiros reabastecimentos aconteceram na volta 17, quando Barrichello foi às boxes. Na volta seguinte, Trulli e Schumacher reabasteceram, com o alemão da Ferrari a ser mais veloz e conseguindo ficar com o segundo posto. Alonso parou na volta 20, com quase trinta segundos de vantagem sobre o segundo classificado, logo, quando voltou à pista, manteve a liderança, com os McLarens de Montoya e Raikkonen logo atrás, ficando ali até à volta 25, quando o colombiano reabasteceu. Raikkonen aguentou até à volta 28, saindo na frente do seu companheiro de equipa.

A partir dali, o grande incidente aconteceu na volta 34, quando o Minardi de Christijan Albers bateu forte na barreira de proteção, causando bandeiras amarelas no local. Alonso parou de novo na volta 41, e voltou mantendo a liderança, com Raikkonen atrás, mas de forma muito distante, com Montoya atrás. Este retirou-se na volta 46, devido a uma falha no sistema hidraulico, deixando Michael Schumacher na terceira posição, que o manteve na volta 51, quando reabasteceu.

Até ao fim, o grande incidente de monta foi quando na volta 58, Giancarlo Fisichella deixou morrer o motor enquanto fazia o seu segundo reabastecimento. Os mecânicos conseguiram fazer funcionar o motor de novo, mas perdeu dois lugares, de quarto para sexto.

No final, Alonso vencia pela quinta vez na temporada, indo calmamente a caminho do seu campeonato, com Kimi Raikkonen a ver recompensada a sua estratégia com um segundo lugar, embora a onze segundos de Alonso. Michael Schumacher ficava com o lugar mais baixo do pódio, enquanto que Jenson Button conseguia os primeiros pontos da BAR na temporada. Jarno Trulli foi o quinto, seguido pelo Renault de Giancarlo Fisichella, enquanto que nos restantes lugares pontuáveis ficavam o segundo Toyota de Ralf Schumacher e o Sauber de Jacques Villeneuve.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

GP Memória - França 2000

Duas semanas após a corrida canadiana, máquinas e pilotos estavam de regresso à Europa para fazer o GP de França, que era disputado no sinuoso circuito de Magny-Cours. Entre esse tempo, a Formula 1 fez testes no mesmo lugar para se preparar para a corrida, e a McLaren estava esperançada de que iria apanhar a Ferrari, apesar de esta ter vantagem no campeonato, graças a Michael Schumacher, que liderava com 22 pontos de avanço, e parecia que ia imparável a caminho do tricampeonato.

Se não havia alterações na lista de inscritos, isso não acontecia que as coisas estavam paradas nos bastidores: a Benetton tinha anunciado um acordo para que em 2001, teriam de novo motores Renault, enquanto que a Jordan anunciava que iria ter motores Honda nesse ano, deixando cair o preparador Mugen no nome. E a McLaren anunciava também que iria renovar o contrato aao escocês David Coulthard.

Na qualificação, o melhor era Schumacher, que conseguira um avanço de 102 centésimos sobre Coulthard. Na segunda fila ficaram o Ferrari de Rubens Barrichello, que tinha a seu lado o segundo McLaren de Mika Hakkinen. Ralf Schumacher, no seu Williams, e Eddie Irvine, no seu Jaguar, ocupavam a terceira fila, enquanto que na quarta estavam o BAR-Honda de Jacques Villeneuve e o Jordan-Mugen Honda de Heinz-Harald Frentzen. A fechar o "top ten" estavam o segundo Jordan de Jarno Trulli e o segundo Williams do jovem Jenson Button.

Debaixo de um tempo idilico de verão, máquinas e pilotos preparavam-se para a corrida. Quando as luzes se apagaram, Schumacher defendeu-se de Coulthard, enquanto que Barrichello aproveitou para ficar com o segundo lugar. Irvine caia algumas posições, para o décimo posto, sendo passado por Ralf, Frentzen, Trulli e o Sauber de Mika Salo. Em contraste, Jacques Villeneuve conseguira passar o piloto da Williams e era quinto, atrás de Hakkinen.

Nas voltas seguintes, Schumacher começa a ir embora do resto do pelotão, enquanto que Barrichello segurava os McLaren. Na décima volta, a diferença já estava em cinco segundos, e na volta 18, já era de 6,2 segundos. Três voltas depois, Jarno Trulli era o primeiro piloto dos da frente a parar para reabastecimento, seguido por Villeneuve, Frentzen e Ralf Schumacher. Na volta seguinte, Coulthard conseguia passar Barrichello para ficar com o segundo lugar, mas pouco depois, ambos paravam nas boxes, o que indicava que iriam fazer dois reabastecimentos. Nas duas voltas seguintes, Hakkinen e Michael Schumacher também iriam fazer o primeiro reabastecimento.

Na saída das boxes, o alemão manteve a liderança, mas a partir dali, Coulthard tinha pneus mais eficazes e na volta 32, estava bem perto do alemão, que tentou a sua sorte na travagem para o gancho de Adelaide, mas Schumacher defendeu-se de forma musculada, de tal maneira que o escocês travou para evitar a colisão. Zangado, Coulthard respondeu com o dedo do meio, ou como diria Nelson Piquet, "mandando aquele gesto bacana"...

Entretanto, Hakkinen aproximou-se dos dois primeiros, mas na volta 40, Coulthard voltou a tentar a sua sorte, com sucesso para o piloto da McLaren. A seguir, viu aproximar Mika Hakkinen, altura em que aproveitaram para irem para as boxes pela segunda vez para reabastecer, na volta 43. Ambos saíram atrás de Barrichello, mas quando este parou, na volta seguinte, os dois regressassem ao segundo e terceiro classificado, respectivamente.

Ambos rolavam juntos, com o finlandês a tentar encontrar uma oportunidade de passar o alemão até que na volta 59, o motor Ferrari explode e Schumacher encosta à berma, com Hakkinen a herdar o segundo posto.

Com isto, o resto da corrida não teve muita história, com os McLaren a comemorar uma dobradinha quando foi mostrada a bandeira de xadrez, com Coulthard como vencedor e Hakkinen na segunda posição, a 14 segundos do vencedor. Rubens Barrichello ficou com o lugar mais baixo do pódio, com os restantes lugares pontuáveis a ficar para o BAR de Jacques Villeneuve, o Williams-BMW de Ralf Schumacher e o Jordan-Honda de Jarno Trulli.  

terça-feira, 23 de julho de 2013

Quanto os números se igualam (Parte 2)

(continuação do capitulo anterior)


333 - GP da Belgica de 1980

Zolder foi o palco da quinta prova da temporada de 1980, e a primeira em paragens europeias. A temporada estava a ser equilibrada entre os Renault, os Ligier, os Williams e o Brabham de Nelson Piquet, que na corrida anterior tinha vencido a sua primeira corrida da carreira. Com isso, Piquet e René Arnoux – que tinha vencido corridas no Brasil e na Africa do Sul – estavam empatados na classificação com 18 pontos cada um.

Havia algumas alterações no pelotão, com a Ensign a procurar um substituto para o veterano suíço Clay Regazzoni, que tinha tido em Long Beach o seu acidente que acabara a sua carreira e o colocava numa cadeira de rodas para o resto dos seus dias. O escolhido para o seu lugar fora o britânico Tiff Needell.

Nos treinos, o Williams de Alan Jones conseguiu a pole-position, seguido pelos Ligier de Didier Pironi e de Jacques Laffite, que estava na frente do segundo Williams de Carlos Reutemann. Jean-Pierre Jabouille e René Arnoux monopolizavam a terceira fila da grelha com os seus Renault Turbo, na frente de Nelson Piquet. Apenas 24 carros iriam largar, logo, os Shadow de Dave Kennedy e Geoff Lees ficavam de fora, acompanhados pelo Osella de Eddie Cheever.

A corrida começa com Pironi a largar melhor do que Jones, enquanto que Jabouille tinha problemas com a embraeagem e era "engolido" pelo pelotão. No final da primeira volta, a ordem era Pironi, Jones, Laffite, Reutmann, Piquet e Arnoux. A ordem ficaria inalterada até á volta 33 quando o brasileiro se despistou e o francês da Renault herdou o lugar. Pouco depois, Laffite teve de ir às boxes para arranjar os travões e cedeu o lugar ao argentino.

Na frente, Pironi mantinha Jones à distância e foi assim até ao final, conseguindo a sua primeira vitória da sua carreira, na frente dos dois pilotos da Williams. René Arnoux foi o quarto classificado e mantinha a liderança, aproveitando a desistência de Piquet. A fechar os lugares pontuáveis estavam o Tyrrell de Jean-Pierre Jarier e o Ferrari de Gilles Villeneuve.

444 - GP da Alemanha de 1987

Sete anos depois de Zolder, era a vez de Hockenheim receber uma corrida que teria três números iguais na história da Formula 1. Nessa temporada, a Williams dominava o campeonato, com os seus motores Honda turbo, e com pilotos como Nelson Piquet e o britânico Nigel Mansell, contra o Lotus de Ayrton Senna, o McLaren de Alain Prost e os Ferrari de Gerhard Berger e Michele Alboreto.

Mansell tinha vencido a Piquet 15 dias antes, em Silverstone, com uma ultrapassagem “do outro mundo”, mas no circuito alemão, as coisas iriam ser um pouco diferentes, já que o brasileiro era bem mais regular do que o seu companheiro de equipa. Nos treinos, Mansell tinha sido o melhor, seguido por Senna, Prost, Piquet, Alboreto e o Benetton do belga Thierry Boutsen.

A corrida começou por ser favorável para Senna, que aproveitou bem um mau arranque de Mansell, que caira para terceiro, superado por Prost. Mas o britânico recupera e passa em pouco tempo os dois pilotos, voltando à liderança no inicio da terceira volta. A partir dali, é uma luta entre Mansell e Prost, com ambos a trocarem de posições quando vão às boxes. Mas na volta 25, o seu motor Honda explode e a liderança cai nas mãos de Prost. Parecia que iria ser um passeio para o piloto francês, que com o seu motor TAG-Porsche, iria a caminho da sua 28ª vitória na sua carreira, batendo o recorde de Jackie Stewart, mas na 39ª volta, o seu alternador avaria e é obrigado a desistir.

Assim, a liderança cai ao colo de Nelson Piquet, que o leva até ao fim, vencendo pela primeira vez na temporada. Stefan Johansson, no segundo McLaren, é segundo - apesar de ter tido um furo nos metros finais da corrida que o fez atravessar a meta em três rodas - enquanto que Ayrton Senna completava o pódio no terceiro lugar. Os Tyrrell de Philippe Streiff e Jonathan Palmer eram quarto e quintos, enquanto que o Lola de Philippe Alliot fechava os lugares pontuáveis.

555 - GP de França de 1994

Magny-Cours foi o palco da corrida francesa, nessa agitada temporada de 1994. Michael Schumacher dominava a seu bel-prazer a temporada, marcada pelos eventos de Imola, e praticamente não tinha rivais, a não ser o Williams de Damon Hill. A meio do ano, Frank Williams necessitava de mãos mais experientes para o carro e atraiu para o lugar o britânico Nigel Mansell, que estava naquele ano a fazer a sua segunda temporada na CART.

Com a promessa de um carro competitivo, Mansell faz o seu regresso à Formula 1 na pista francesa, embora tivesse como prioridade a competição americana. Na Benetton, J.J. Letho era definitivamente substituído pelo holandês Jos Verstappen.

Nos treinos, Damon Hill e Nigel Mansell monopolizaram a primeira fila da grelha, com Michael Schumacher no terceiro lugar, na frente dos Ferrari de Jean Alesi e Gerhard Berger. Atrás, os Pacific de Bertrand Gachot e Paul Belmondo não conseguiram a qualificação.

A corrida começou com Schumacher a conseguir ultrapassar os Williams e assegurar a liderança. Hill foi atrás dele, enquanto que Mansell aguentava os ataques do Ferrari de Alesi. As coisas ficam assim até ao primeiro reabastecimento, quando Alesi conseguiu superar Mansell, enquanto que Rubens Barrichello, no seu Jordan, era terceiro, porque não parara para reabastecer. Quando o faz, cai para quinto.

Na volta 35, Schumacher para pela segunda vez e cede o comando para Hill, mas seis voltas depois, o alemão estava na sua traseira. Nessa altura, Alesi perde o controlo do seu carro e sofre um despiste. Na ânsia de regressar à pista, bate no Jordan de Barrichello e ambos acabam ali. Mansell herda o terceiro posto, mas por pouco tempo: na volta 45, abandona a corrida devido a uma quebra na transmissão, na mesma altura em que Schumacher ascende à liderança.

As coisas não mexeriam até à bandeira de xadrez, com Schumacher a vencer, seguido por Hill e o Ferrari de Gerhard Berger. Nos restantes lugares pontuáveis ficavam o Sauber de Heinz-Harld Frentzen, o Minardi de Pierluigi Martini e o segundo Sauber de Andrea de Cesaris.

(continua amanhã)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

GP Memória - França 1992

Depois de três semanas onde tinham estado no Canadá - e onde a corrida foi atípica - máquinas e pilotos estavam de regresso à Europa, para correr no centro de França, mais concretamente em Magny Cours. Só que nesse mês de julho de 1992, a Formula 1 tinha-se envolvido em algo que lhe era alheio, mas que poderia perjudicar gravemente a sua realização: uma greve de camionistas, que em protesto, tinham decidido bloquear durante alguns dias a grande maioria dos cruzamentos nas principais auto-estradas do hexágono.

Grande parte dos camiões das equipas de Formula 1 conseguiram chegar ao circuito graças ao uso das estradas secundárias existentes no centro de França, apesar de terem chegado lá alguns dias antes. Quem não conseguiu chegar - com um certo alivio para algumas pessoas - foi o camião que transportava os carros da Andrea Moda, impedindo-os de participar no fim de semana francês. E  com o pelotão reduzido a 30 carros, isso também fez com que a pré-qualificação não fosse realizada.

A qualificação foi algo atribulada, especialmente para Christian Fittipaldi, que ao evitar bater no Footwork-Arrows de Michele Alboreto, acabou por bater o seu Minardi no muro de proteção e fraturar a quinta vértebra, fazendo com que não participasse no resto do fim de semana e ficar afastado durante algumas semanas.

No final, o melhor foram os Williams, com Nigel Mansell a ficar na frente de Riccardo Patrese. Ayrton Senna foi o terceiro, tendo a seu lado o seu companheiro de equipa Gerhard Berger. O Benetton de Michael Schumacher era o quinto, seguido do Ferrari de Jean Alesi. O segundo Benetton de Martin Brundle era o sétimo, seguido pelo segundo Ferrari de Ivan Capelli, e a fechar o "top ten" estavam os Ligier-Renault de Thierry Boutsen e Eric Comas.

Quatro pilotos ficaram de fora: um por lesão - o Minardi de Christian Fittipaldi - e os outros três foram os Brabham de Eric Van de Poele e Damon Hill, bem como o March-Ilmor de Paul Belmondo.

Debaixo de céu nublado e ameaças de chuva, a largada começou com Patrese a ser melhor do que Mansell, enquanto que Berger foi melhor do que Senna, com Schumacher a tentar aproveitar para passar o brasileiro no gancho Adelaide, mas as coisas correram mal, com ambos a baterem. O brasileiro desistiu na hora, enquanto que o alemão caiu para o fundo do pelotão. A colisão entre ambos causou confusão nas últimas filas, fazendo com que mais três pilotos fossem afetados numa colisão separada: o Fondmetal de Andrea Chiesa, o Jordan-Yamaha de Mauricio Gugelmin e o Larrousse de Bertrand Gachot. Os três abandonaram na hora.

Nas voltas seguintes, Patrese manteve-se na liderança, e a próxima grande novidade surgiu na volta 11, quando o motor de Berger falhou, obrigando o austriaco a abandonar. Pouco depois, os céus desabaram sobre Magny-Cours, obrigando à paragem da corrida na volta 20, com Patrese na frente de Mansell por menos de um segundo, seguido por Brundle, Alesi, o Lotus de Mika Hakkinen e Boutsen.

A segunda parte da corrida começaria com menos três voltas - iria acabar com 69 - com Patrese a deixar passar Mansell para a liderança, fazendo com que se afastasse e vencesse no conjunto das duas partes. Mais atrás, Brundle manteve o terceiro lugar, mas a meio da corrida, a chuva voltou a fazer a sua aparição, fazendo com que todos colocassem pneus mais apropriados. Alesi tentou manter-se o mais possivel, mas a opção foi desastrada e caiu do quarto para o sexto lugar. Pouco depois, na volta 61, o seu motor falhou e viu o resto da corrida do muro das boxes.

No final, sem problemas, a Williams fez dobradinha, com Mansell na frente de Patrese. Martin Brundle foi o terceiro - o seu primeiro pódio da sua carreira - seguido pelo Lotus de Mika Hakkinen, o Ligier de Eric Comas e o segundo Lotus de Johnny Herbert

sexta-feira, 29 de junho de 2012

GP Memória - França 1997

Duas semanas depois do GP do Canadá, em Montreal, e do seu caótico final, máquinas e pilotos estavam de volta à Europa para correr o GP de França, disputado no circuito de Magny Cours. A Prost, sem contar com os serviços de Olivier Panis, que iria passar todo o verão a curar-se das suas lesões, decidiu procurar um substituto, escolhendo o italiano Jarno Trulli, que estava a correr na Minardi, no seu primeiro ano de Formula 1. Para o lugar de Trulli, a equipa de Faenza foi buscar o brasileiro Tarso MarquesOutra alteração no pelotão tinha acontecido na Sauber, que trocara o italiano Gianni Morbidelli - que tinha quebrado o seu braço esquerdo devido a um acidente - pelo jovem argentino Norberto Fontana, que fazia aqui a sua estreia na Formula 1.

As coisas na Ferrari estavam a correr muito bem, dado que com a vitoria de Michael Schumacher em Montreal, tinha alcançado o comando do campeonato, contra um Jacques Villeneuve que tivera um maus fim de semana "em casa". E parecia que as coisas continuavam a correr bem para os lados de Maranello, pois o piloto alemão coneguiu fazer a pole-position, tendo a seu lado o Williams de... Heinz-Harald Frentzen. O Jordan de Ralf Schumacher era o terceiro na grelha, conseguindo bater o segundo Williams-Renault de Jacques Villeneuve. Aliás, pela primeira vez, os três primeiros da grelha eram alemães... Eddie Irvine, no segundo Ferrari, era o quinto enquanto que Jarno Trulli adaptava-se sem problemas ao seu Prost e era o sexto na grelha de partida. Alexander Wurz era o sétimo, no seu Benetton-Renault, à frente de Jean Alesi, e a fechar o "top ten" ficavam os McLaren de David Coulthard e Mika Hakkinen.

O tempo estava nublado no dia da corrida e as previsões de que a chuva podia fazer a sua aparição durante a competição eram bem reais. Aliás, tinmha chovido no "warm up" e as afinações para a corrida também tinham sido feitas para o molhado... Na partida, Schumacher saiu melhor do que Frentzen enquanto que mais atrás, Damon Hill sai de pista com o seu Arrows e parte a sua asa frontal, fazendo com que fosse às boxes.


Com o passar das voltas, Schumacher começou a afastar-se de Frentzen, ao impressionante ritmo de odis segundos por volta, mas a corrida não tem muita história até aos primeiros reabastecimentos, altura em que o piloto alemão aumenta ainda mais a sua diferença sobre Frentzen e Villeneuve, que tinha uma afinação para chuva e lutava para os acompanhar. Após o segundo reabastecimento, Irvine conseguiu passar Villeneuve e ficou com o terceiro posto.


Contudo, a partir da volta 55, o tempo fechou-se e começou a cair alguns pingos. A partir da volta 60, já chovia na meta, o suficiente para que começassem a trocar para pneus de chuva. alguns trocaram, mas aparentemente, Schumacher e Frentzen decidiram ficar na pista o tempo suficiente, apesar da pista estar crescentemente escorregadia. Na volta 62, Schumacher despista-se, mas consegue continuar em pista, e gere tudo com pinças até à linha de chegada, para vencer pela segunda vez consecutiva e a terceira naquela temporada. 


Contudo, na última volta, houve emoção: Coulthard tinha-se aproximado de Ralf Schumacher, e o escocês tinha tentado passá-lo, mas ambos tocam-se e o escocês desiste. Villeneuve aproxima-se de Irvine e tenta passá-lo, mas na última curva, roda e quase perde o quarto lugar para Jean Alesi. E Michael Schumacher, nos metros antes da meta, deixa passar Ralf Schumacher, que assim desdobra-se do irmão e consegue... um ponto. 


No final, Schumacher ganha, Frentzen é segundo e Irvine é terceiro, enquanto que nos restantes lugares pontuáveis ficam Jacques Villeneuve, Jean Alesi e Ralf Schumacher.