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quarta-feira, 9 de outubro de 2024

A imagem do dia


Como sabem, ontem meti aqui um post sobre Michael Schumacher e o seu "one-off" na Formula 3000 japonesa, no verão de 1991, um mês antes da sua estreia na Formula 1, no GP da Bélgica, pela Jordan.

Contudo, muitos falaram, na altura em que publiquei este post noutras redes sociais, do irmão Ralf. É que ele também teve uma passagem pela competição nipónica pela mesma equipa que o irmão, e... demorou mais um bocadinho. E teve muito melhores resultados. Com alguns patrocinadores bem interessantes... só no Japão, como costumo afirmar.

Então, a história é assim:

A carreira de Ralf Schumacher, seis anos mais novo que Michael, especialmente a sua passagem pelas categorias de base, andou em paralelo com a ascensão do irmão na Formula 1 até ao seu primeiro título mundial. Mas isso não impediu de olharem para ele como um talento por ele mesmo. Em 1995, tinha ganho a Formula 3 alemã, mais o GP de Macau, e no final dessa temporada, foi aconselhado a ir para o Japão, correr na Formula 3000 local. Já não era o que tinha sido no inicio dessa década, um abrigo para pilotos estrangeiros sem lugar ou dinheiro na Europa, mas havia muita gente a correr por ali, como o espanhol Pedro de la Rosa, o argentino Norberto Fontana e o dinamarquês Tom Kristensen, a par de locais como Toshio Suzuki, "Tora" Takagi, Naoki Hattori e Shinji Nakano.

A equipa escolhida foi a Team LeMans, a mesma onde o irmão correu cinco anos antes. E tinha uma coisa interessante: era patrocinada por uma das bandas de metal mais famosas do país, a X Japan. Existente entre 1977 e 2023, era o equivalente a correres na IndyCar e teres no chassis o patrocínio dos Iron Maiden, Metallica ou Sepultura. O jovem Schumacher, então a caminho dos 21 anos, tinha como seu companheiro de equipa o veterano Hattori, então com 32. 

Mas mesmo assim, adaptou-se rapidamente à competição e ganhou em Mine, a segunda corrida do campeonato, depois de um pódio na sua estreia, em Suzuka. Uma segunda vitória aconteceu na pista de Tokachi, nas vésperas do seu 21º aniversário, e somente em setembro, na segunda passagem por Mine, é que ele triunfou pela terceira vez. Nessa altura, Ralf tinha dois pontos de vantagem sobre Hattori, e ainda faltava a corrida final, em Fuji, a 20 de outubro. 

A corrida aconteceu debaixo de imensa chuva, e foi, claro... uma corrida de sobrevivência. Nem os da frente escaparam. Quando Ralf perdeu o controlo do seu carro e acabou na gravilha, todos julgaram que ele tinha perdido o campeonato a favor de Hattori, porque assim, bastava cortar a meta nos pontos para conquistar o título. Contudo, quando foi passado por outro concorrente, ele despistou-se, tocou nesse carro e acabou na gravilha. O seu gesto de desespero, captados pelas câmaras, dizia tudo.    

E claro, os sorrisos de Schumacher, que assistia já nas boxes, era outro gesto que valia mais que mil palavras. Afinal de contas, também era campeão. Até hoje, Ralf Schumacher é o último "rookie" a conseguir um titulo, e aos 21 anos, é o campeão mais novo na competição. 

E nem precisava desse título: ele já tinha um contrato para ser piloto de Formula 1, pela Jordan, em 1997. Por fim, Eddie Jordan iria ter o seu Schumacher, e iria fazer mais que uma corrida na sua equipa.       

segunda-feira, 15 de julho de 2024

A imagem do dia


O alemão Ralf Schumacher nunca teve o palmarés e a fama do seu irmão, Michael Schumacher. Aliás, os ingleses, quando queriam denegri-lo, falavam na brincadeira em "Half" Schumacher, um jogo de palavras com o seu primeiro nome. Entre 1997 e 2008, ele ganhou seis Grandes Prémios, todos ao serviço da Williams, depois de ter passado por Jordan e Toyota. 

O que também ouvia nesses tempos, de quando em quando, era a insinuação sobre a sua... masculinidade. E alguns usavam isso para o atacar nos seus resultados, justificar a sua mediocridade perante o seu irmão mais velho. E do lado dele, a sua personalidade abrasiva no trato colaboravam para a sua má reputação. Mas na altura era casada com uma modelo, Cora, mãe do seu filho David Schumacher, e até tinha posado na Playboy Alemanha, e poucos queriam saber disso. Alguns, até, acharam que o prolongamento das insinuações sobre ele já roçava o mau gosto.  

Schumacher, como sabem, saiu da Formula 1 e seguiu a sua vida, e claro, poucos queriam saber dele a partir do final de 2013, quando o seu irmão sofreu o acidente de ski na estância de Méribel, em França, e o conduziu a um estado vegetativo. Entretanto, discretamente, como é típico dos alemães, divorciou-se (embora se diga que foi um pouco acrimonioso) e ajudou na carreira do seu filho David, primo de Mick Schumacher, que chegou à Formula 1 e agora é piloto da Alpine na WEC. David andou no DTM e agora corre no ADAC GT Masters, num Mercedes AMG GT3.

E subitamente, num domingo de verão, Ralf vai às redes sociais e afirma estar num relacionamento com um homem. É um choque para muitos. Mas as reações foram, na sua esmagadora maioria, de aprovação, e algum carinho, pelo seu anuncio e pelo facto de agora, ser mais feliz ou estar mais aliviado por ter "saído do armário".

Muito poucos são os pilotos de Formula 1 que se assumiram. Só tenho o conhecimento de três: Mário de Araújo Cabral (Nicha), o primeiro português na categoria máxima, o britânico Mike Beuttler e a italiana Lella Lombardi. Há outros pilotos noutras categorias. Um bom exemplo era na antiga W Series, onde duas concorrentes, as britânicas Jessica Hawkins e Abbie Eaton, eram... um casal!   

Mas o mais doido no meio disto tudo é que há uns tempos, num podcast seu, Ralf foi critico de algumas das questões de atualidade que o Lewis Hamilton levanta - e o Sebastian Vettel também. Ambos tinham desde o inicio desta década discussões e atitudes sobre assuntos como o LGBTQIA+, mas também sobre os direitos humanos em locais como a Arábia Saudita - na altura, as mulheres estavam proibidas de guiar ao volante, algo que já foi levantado. Agora que ele "saiu do armário", digamos assim, qual será a sua justificação? Existirá alguma explicação para isso, sem ser uma opinião pessoal diferente da dele? Há quem esteja agora a insinuar que isto tudo poderá não ser mais que a reação às suas hesitações em sair do armário. Não creio que seja isso, mas... 

No final do dia, o que estamos a ver é o alargar de uma pequena lista de pilotos que andaram na Formula 1 e que tiveram relacionamento com pessoas do mesmo sexo. No caso de Ralf, é o piloto com maior palmarés. Mas apesar de tudo, apesar das mentalidades estarem a mudar, de pessoas que, muito tempo depois, decidirem sair do armário - um bom exemplo aconteceu na América com Hurley Haywood, um dos maiores pilotos da Endurance, vencedor em Daytona, Sebring e Le Mans, que decidiu declarar-se muito tempo depois, num documentário feito em sua honra - este tipo de gente no automobilismo ainda é uma pequeníssima minoria, do qual muito poucos se assumem. Ainda é um meio muito machista e pouco inclusivo. Mas, volto a afirmar, as mentalidades estão a mudar. E no mundo, desde o inicio do século, quando os Países Baixos legalizaram o casamento entre as pessoas do mesmo sexo, já são 36 os países que admitem esse tipo de casamento. E a tendência é para aumentar, e as atitudes são cada vez mais favoráveis.

No final do dia, digam que disserem sobre a relevância do assunto (ou não), somos pessoas. Humanos. E todo o ser humano merece buscar a felicidade.  

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

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Foi uma corrida memorável? Foi.

Isto aconteceria nos dias hoje? Se calhar... não. Apesar dos muitos Safety Cars que existiram na corrida. Mas o GP da Bélgica de 1998, que aconteceu há precisamente 25 anos, tornou-se numa daquelas corridas memoráveis. Quer seja por causa da carambola depois da La Source, quer depois pelos acidentes que aconteceram a seguir, especialmente entre Michael Schumacher e David Coulthard, com o Ferrari a andar em três rodas, e o alemão a ir à boxe da McLaren tirar satisfações ao piloto escocês por causa do seu acidente - não se via nada pela frente, ele não tinha como evitar.

Mas quem viu essa corrida pela televisão, sabe que o que permaneceu na memória foi o pódio, onde Damon Hill e Ralf Schumacher subiram ao pódio em dupla ao serviço da Jordan. Então, para o britânico, foi uma ocasião para a redenção que tanto desejava, depois do título de 1996.

Nesse ano, depois de ter feito história para a Williams, e de ser o primeiro piloto filho de campeão a ser campeão, estava fora da equipa que o tinha levado para a Formula 1, em 1993. Durante o defeso, especulou-se sobre a sua ida para a Jordan, mas a sua escolha acabou por ser chocante, quando foi para a Arrows e levou consigo o número 1. Na altura, eles tinham conseguido apenas um ponto, e era dirigido por Tom Walkinshaw, que tinha ambições para ser alguém na Formula 1. Contudo, eles tinham motores de 10 cilindros da Yamaha, e poucos conseguiam wer alguma coisa daquele conjunto. Aliás, todos julgaram que ele tinha feito uma escolha péssima, e iria arruinar a sua carreira.   

De uma certa forma, foi o que aconteceu. Apesar do segundo lugar na Hungria - na realidade, uma witória que se esfumou na última wolta por causa de um defeito numa pequena peça, que entregou o triunfo a Jacques Villeneuve - e de algumas boas posições na grelha, a temporada foi um desastre, conseguindo apenas sete pontos. Uma das piores defesas de campeonato de sempre.

Quando rumou à Jordan, em 1998, era a correção de um erro cometido no ano anterior, porque o conjunto era melhor, mais equilibrado. A seu lado tinha o irmão de Michael Scumacher, que na sua segunda temporada, estava a aprender o que mais podia para dar o pulo para as equipas superiores - Williams, por exemplo.

Mas a primeira metade da temporada foi uma catástrofe. Até ao GP britânico, a 12 de julho, a Jordan tinha conseguido... nenhum ponto. Nessa corrida, Ralf Schumacher chegou à meta na sexta posição. Hill esperou mais três semanas, até ao GP da Alemanha, em Hockenheim, para conseguir os seus primeiros pontos, um quarto lugar. Logo, ao chegarem à Bélgica, a Jordan tinha 10 pontos, seis para Hill, quatro para Ralf. E iriam sair dali com...16. 

Sim, pode se afirmar que foi um bodo aos pobres, se quiserem, mas merecerem bastante. Não só por estarem no lugar certo à hora certa, mas também por terem usado o sangue-frio - e a segunda partida, onde Hill surpreendeu Schumacher e ficou com a liderança, mostrando que ainda tinha capacidades - no final, aquela tarde de chuva copiosa acabou por ser uma de sonho. 

E no final, as cenas de felicidade de Eddie Jordan no paddock e no pódio foram bem merecidas. Andou seis anos à procura daquele dia, e por fim, conseguiu-o. 

quinta-feira, 10 de junho de 2021

GP Memoria - Canadá 2001


Duas semanas depois de terem corrido nas ruas do Mónaco, máquinas e pilotos tinham atravessado o Atlântico para correr e terras canadianas, mais concretamente no circuito Gilles Villeneuve, em Montreal, oitava prova do campeonato. Com Michael Schumacher vencedor em Monte Carlo, à custa de David Coulthard, que ficara quase meia corrida atrás de Enrique Bernoldi, parecia que o alemão era um dos favoritos à vitória, pois ele tinha vencido por ali por quatro vezes na sua carreira até então.

Havia uma alteração forçada na lista de inscritos quando Heinz-Harald Frentzen teve um acidente nos treinos de sexta-feira, e apesar de escapar ileso, ficou com problemas de visão e fortes dores que cabeça que o obrigaram a não participar na corrida, sendo substituído por Ricardo Zonta.

No final da qualificação, os irmãos Schumacher monopolizavam a primeira fila da grelha, com Michael Schumacher e a sua Ferrari a ser melhor que Ralf Schumacher, no seu Williams-BMW. David Coulthard, no seu McLaren-Mercedes, e Jarno Trulli, no Jordan-Mugen Honda, estavam na segunda fila, seguidos pelo segundo Ferrari de Rubens Barrichello e pelo BAR-Honda de Olivier Panis. A quarta fila era monopolizada por finlandeses, com Kimi Raikkonen, no seu Sauber, na frente de Mika Hakkinen, no segundo McLaren-Mercedes. E a fechar o "top ten" estavam o segundo BAR-Honda de Jacques Villeneuve e o segundo Williams-BMW de Juan Pablo Montoya.

Apesar de partir da última fila da grelha, os tempos de Fernando Alonso foram apagados porque a Minardi estava a correr com uma asa ilegal à luz dos regulamentos.


A corrida começou com Michael Schumacher a disparar na frente, seguido pelo seu irmão. Atrás, o Benetton de Giancarlo Fisichella, o Sauber de Nick Heidfeld e o Jaguar de Eddie Irvine retiravam-se cedo da corrida, vitimas de incidentes separados.

Com os Schumachers na frente, Barrichello tentava não os perder de vista. Tinha passado David Coulthard na sexta volta, mas um pouco mais adiante, desligara o controlo de tração porque com ele ligado, tinha problemas na alimentação do motor. E foi por causa disso que se fizera um pião, caindo para o final do pelotão. 

Na frente, Schumacher perseguia... Schumacher, com Ralf a não largar Michael, com os seus pneus a funcionar melhor no seu carro do que no Ferrari e a torcer para que ele cometesse um erro. Mas foi com Rubens Barrichello e Juan Pablo Montoya que aconteceu a primeira entrada do Safety Car quando o colombiano perdeu o controlo do seu carro na cura 4 e bateu no muro, com o brasileiro, que seguia atrás dele, teve de se desviar e também saiu de pista. As coisas ficaram assim até à volta 23.

No regresso, Michael continuou na frente, tentando se afastar de Ralf, e conseguiu nas primeiras voltas, mas no final da 28ª passagem pela meta, o piloto da Williams estava na traseira do da Ferrari. A partir da volta 35, começaram as tentativas de ultrapassagem de um contra o outro, mas apenas na volta 46, quando Michael foi às boxes fazer o seu reabastecimento, Ralf aumentou o ritmo para ver se ficava na frente dele. Quando aconteceu, na volta 51, regressou à pista com um avanço de 6,4 segundos. Pouco depois, na volta 54, o motor Mercedes de David Coulthard cedeu e ele abandonou a prova.         


No final, Ralf Schumacher aumentou a sua vantagem e conseguiu superar o seu irmão, cortando a meta no primeiro lugar e conseguindo a primeira dobradinha entre irmãos na história da Formula 1. A completar esse pódio ficou Mika Hakkinen, no seu McLaren-Mercedes, enquanto nos restantes lugares pontuáveis ficavam o Sauber de Kimi Raikkonen, o Prost de Jean Alesi e o Jaguar de Pedro de la Rosa. Agora, Schumacher tinha uma vantagem de 18 pontos e parecia estar mais tranquilo na luta pelo quarto campeonato.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Noticias: Ralf questiona motivação de Vettel


Ralf Schumacher acha que já não falta muito para saber se Sebastian Vettel está ou não motivado para continuar na Formula 1. Após quatro corridas onde ainda não pontuou pela Aston Martin, e onde está constantemente a ser batido por Lance Stroll, o irmão mais novo de Michael Schumacher acha que o tempo está a escassear para mostrar ao mundo que ele ainda é necessário, que é uma mais-valia na competição.

Falando ao site alemão Speedweek, Schumacher começou por dizer: “A tarefa de Sebastian Vettel nas próximas corridas será a de dominar o seu colega de equipa. Como quatro vezes campeão mundial, ele tem de o fazer. Se não melhorar e ele não liderar a equipa, então em algum momento terá de se perguntar se tudo isto ainda faz sentido. Devemos dar-lhe mais duas ou três corridas, até lá o problema de se habituar a Aston Martin deve estar resolvido”, continuou.

Lance Stroll sente-se em casa no carro que conhece bem, o que é uma desvantagem para a Vettel, especialmente no Mónaco, onde tem de se sentir extremamente confortável no carro. Sei que como piloto de Fórmula 1 se interroga durante cada sessão de treino e após cada corrida, se estiver atrás do seu colega de equipa: Como pode ser ele mais rápido? Porque é que ele consegue travar dez metros mais tarde? Isso afetou Vettel, e notamos que com certas declarações em entrevistas. Acredito que Vettel irá recuperar mas o tempo não está do seu lado”, concluiu.


sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Noticias: Ralf Schumacher defende motor próprio para a Red Bull


Ralf Schumacher
defende que a Red Bull fabrique o seu próproio motor a partir de 2022 para não ter de depender de outros para os seus motores. Com a saída de cena da Honda, não há muitas opções para a equipa de Milton Keynes. Com uma má relação com a Renault, provavelmente, eles serão os escolhidos para poderem continuar, já que a marca do losango não tem mais ninguém como cliente, enquanto Mercedes e Ferrari são hipóteses mais remotas. 

Assim sendo, o irmão de Michael Schumacher disse à Sky Deutschland que a opção é ter os seus próprios motores, dizendo que “eles [Red Bull Racing] têm recursos para tal. De um ponto de vista financeiro não parece ser problema. A Honda pode oferecer ajuda durante esta fase de transição, para depois a Red Bull assumir o departamento de desenvolvimento em Milton Keys e serem eles próprios a financiá-lo”.

Quanto a 2021, Schumacher acha que eles aplicarão o seu melhor para dar uma chance ao piloto holandês. “Honda vai dar o máximo no próximo ano, tenho a certeza disso. Vão certamente querer dar à Verstappen a oportunidade de ir para o título mundial em 2021”, concluiu.

terça-feira, 12 de março de 2019

Youtube Motorsport Video: Cinco bizarrias australianas

No fim de semana do GP da Austrália, que desde 1996 decorre em Melbourne (e antes disso foi em Adelaide), o pessoal da Formula 1 escolheu cinco momentos confusos, desde carambolas, acidentes espectaculares, até... faltas de gasolina. Obrigadinho, Jean Alesi!

sexta-feira, 6 de julho de 2018

GP Memória - França 2003

Uma semana depois de terem corrido em Nurburgring para o GP da Europa, máquinas e pilotos rumavam ao sul para participarem no GP de França, na pista de Magny-Cours, com o campeonato ao rubro, pois Michael Schumacher estava na frente, com sete pontos de avanço sobre o McLaren de Kimi Raikkonen. Mas os Williams, dominadores, espreitavam o comando do campeonato...

Havia modificações no circuito. A curva Chateau d'Eau era mais apertada, enquanto a parte final, o Complexe de Lycée, era agora uma apertada curva à direita, com uma veloz chicane antes de irem para a meta, fazendo com que a entrada das boxes fosse encurtada.

Os Williams estavam em forma, uma semana depois da sua dobradinha em Nurburgring e confirmaram isso no final da qualificação na pista francesa. Ralf Schumacher foi o poleman, seguido por Juan Pablo Montoya, seu companheiro de equipa. Michael Schumacher era o terceiro, na frente dos McLaren de Kimi Raikkonen e David Coulthard. Jarno Trulli era o sexto, o melhor dos Renault, na frente de Fernando Alonso. Rubens Barrichello era oitavo, na frente de Mark Webber, no seu Jaguar, e a fechar o "top ten" estava o Toyota de Olivier Panis.

Na partida, Ralf Schumacher manteve o primeiro posto... e não foi mais ameaçado, pois Juan Pablo Montoya fez muita proteção, de uma certa forma. Michael Schumacher ficou atrás dos McLaren, mas não os largou, tentando passá-los nos reabastecimentos, na pior das chances. Cedo os Williams foram-se embora, e os reabastecimentos não mudaram a liderança, nem quando foi a vez de Ralf Schumacher parar.

Atrás, parecia que tudo iria ficar como estava, excepto Schumacher, que conseguiu passar os McLaren para ficar com o lugar mais baixo do pódio. Quanto aos Renault tiveram problemas de motor e desistiram. Primeiro Alonso, na volta 43, depois Trulli, duas voltas mais tarde. Mais ou menos por esta altura, Giancarlo Fisichella também não chegava ao fim, vítima dos mesmos problemas de motor.

No final, Ralf come,orava uma vitória decidida desde o primeiro metro, e com Montoya em segundo, havia nova dobradinha nos lados de Grove. Michael Schumacher era o terceiro, mas mais importante, tinha Kimi Raikkonen atrás de si, no quarto posto, fazendo aumentar um pouco mais a sua diferença no campeonato. David Coulthard era o quinto, seguido por Mark Webber, Rubens Barrichello e Olivier Panis, que fechava os lugares pontuáveis.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

GP Memória - Nurburgring 2003

Duas semanas depois de terem estado no Canadá, o circo da Formula 1 regressava à Europa, mais concretamente ao Nurburgring, para disputar o GP da Europa, a primeira de duas corridas em terras alemãs no calendário. O campeonato estava disputado, com Michael Schumacher três pontos adiante de Kimi Raikkonen, com os Williams à espreita, bem como o Renault de Fernando Alonso.

Na qualificação, Kimi Raikkonen foi o melhor, na frente de Michael Schumacher, no seu Ferrari. Os Williams ficavam com a segunda fila, com Ralf Schumacher na frente de Juan Pablo Montoya, enquanto Rubens Barrichello era quinto, no segundo Ferrari, ao lado de Jarno Trulli, no seu Renault. Olivier Panis era sétimo, à frente do segundo Renault de Fernando Alonso, enquanto a fechar o "top ten" estavam o McLaren de David Coulthard e o segundo Toyota de Cristiano da Matta.

A corrida começou com Raikkonen a manter a liderança na partida, com Ralf Schumacher a superar o irmão e ser segundo. Com o passar das voltas, Kimi alargava a liderança até reabastecer na volta 16, com a liderança a cair para as mãos de Ralf. Parecia que o finlandês esperava pela vez do alemão da Williams parar para voltar ao comando, o que aconteceu na volta 21, mas quatro voltas depois, o seu motor rebentou e deixou-o ainda mais solitário no comando, já que o seu irmão era ameaçado por Juan Pablo Montoya.

Ambos lutavam por aquilo que agora era o segundo posto, e na volta 43, ambos estavam lado a lado na curva Dunlop, quando... colidiram. O alemão fez um pião e ficou parado por momentos, até ser empurrado de volta à pista, enquanto o colombiano continuava, sem danos de monta.

Na frente, Ralf Schumacher estava imperturbável e atrás, a McLaren via o seu outro carro sair de cena quando David Coulthard se despistou devido a uma travagem demasiadamente cedo de Fernando Alonso, que o levou a despistar-se e abandonar.

No final, a Williams acabou em dobradinha, com Schumacher na frente de Montoya, enquanto Rubens Barrichello ficou com o lugar mais baixo do pódio. Fernando Alonso foi quarto, aguentando as investidas finais de Michael Schumacher, enquanto Mark Webber era o sexto, com Jenson Button e Nick Heidfeld a fecharem os lugares pontuáveis.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

GP Memória - Canadá 2003

Duas semanas depois do GP do Mónaco, máquinas e pilotos atravessavam o Atlântico para correr em terras canadianas, na primeira das duas vezes que o pelotão da Formula 1 ia à parte norte da América. Kimi Raikkonen aguentava-se no comando do campeonato, mas Michael Schumacher aproximava-se e ele não poderia escorregar nesta luta a dois pelo campeonato do mundo. E os Williams espreitavam, esperando por um deslize.

No Canadá, após o final da qualificação, Ralf Schumacher tinha levado a melhor sobre Juan Pablo Montoya, ambos dando a primeira fila à Williams. Michael Schumacher era o terceiro, na frente do Renault de Fernando Alonso, enquanto na terceira fila estavam o segundo Ferrari de Rubens Barrichello e o Jaguar de Mark Webber. Olivier Panis era sétimo, no seu Toyota, na frente do segundo Renault de Jarno Trulli, e a fechar o "top ten" estava o segundo Toyota de Cristiano da Matta e o Sauber de Heinz-Harald Frenzten.

Kimi Raikkonen não conseguiu marcar tempo e largaria do último lugar.

Na partida, tudo foi normal, com os Williams a manterem as duas primeiras posições, com Schumacher em terceiro e Alonso em quarto. No gancho do Casino, Antônio Pizzonia sofreu um toque no seu bico e paro nos guard-rails, mas continuou. quem também tinha a asa quebrada foi Barrichello, devido a um toque na primeira curva com Mark Webber.

Na terceira volta, Montoya fez um pião e cai para o sétimo posto, complicando ainda mais a sua corrida e colocando os irmãos Schumacher nas duas primeiras posições. Recupera passando Panis e aproveitando a paragem nas boxes de Barrichello, para ser quinto, mas distante de Webber, agora o quarto. O colombiano passou o australiano da Jaguar na volta seguinte, tentando recuperar os lugares perdidos.

Nas voltas seguintes, Michael aproximou-se de Ralf para o tentar passar ou aproveitar no primeiro reabastecimento, o que aconteceu na volta 19, quando o piloto da Williams reabasteceu. Michael fê-lo na volta seguinte, e conseguiu passá-lo quando voltou à pista. Alonso era o líder, mas na volta 26, era a vez do espanhol da Renault parar, com o piloto da Ferrari a ficar com a liderança.

Schumacher era o líder, mas os Williams não queriam desistir de ficar com o primeiro posto. Tentaram passá-lo no segundo reabastecimento, na volta 48, mas o piloto da Ferrari manteve a liderança. 

No final, Schumacher aguentou os ataques dos dois Williams e de Alonso e cruzou a meta como vencedor, com o seu irmão Ralf no segundo posto e Montoya em terceiro. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Renault de Fernando Alonso, o Ferrari de Rubens Barrichello, o McLaren de Kimi Raikkonen (que só fez um reabastecimento), o Jaguar de Mark Webber e o Toyota de Olivier Panis.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

GP Memória - Mónaco 2003

Duas semanas depois de terem corrido em Zeltweg, na Áustria, máquinas e pilotos chegavam ao Mónaco, decididos a contrariar Michael Schumacher, que tinha vencido as três últimas corridas dessa temporada e por causa disso, era segundo no campeonato, dois pontos atrás de Kimi Raikkonen (40 contra 38)

No final da qualificação, Ralf Schumacher levou a melhor sobre Kimi Raikkonen por 36 centésimos de segundo. Na segunda fila estavam o segundo Williams de Juan Pablo Montoya, com o Renault de Jarno Trulli a seu lado. Michael Schumacher era o quinto, na frente David Coulthard, no segundo McLaren. Rubens Barrichello era o sétimo, seguido por Fernando Alonso, no segundo Renault, e a fechar o "top ten" estavam o Jaguar de Mark Webber e o Toyota de Cristiano Da Matta.

Antes da corrida, Jenson Button sofreu um acidente feio no "warm up", ao bater no final do Túnel, e acabou por não alinhar.

Na partida, Ralf mantêm a liderança, com Motoya e Raikkonen atrás. Atrás, Alonso ganhava duas posições a Coulthard e Barrichello, e mais tarde na volta, Heinz-Harald Frentzen batia forte na Tabac, obrigando à entrada do Safety Car na pista.

A corrida recomeçou na volta quatro, com Montoya a pressionar Ralf, mas sem sucesso. O alemão começou a distanciar-se do seu companheiro de equipa, e as coisas ficaram assim até à primeira paragem para reabastecimento, na volta 21. O colombiano aproximou-se, mas foi apenas no reabastecimento que conseguiu ultrapassar o seu companheiro de equipa, duas voltas depois. Contudo, foram os primeiros da frente a pararem, e Raikkonen foi à boxe pouco depois, na volta 25, saindo na frente do alemão da Williams. Trulli parou na volta 27, ao mesmo tempo que Coulthard, e os Ferrari pararam nas voltas 29 (Barrichello) e 30 (Schumacher). Na saída, Michael Schumacher ficou no terceiro posto, na frente do Williams do seu irmão.

A partir dali foi mais tensão do que ameaça, pois não se conseguia ultrapassar nas ruas do Principado. Raikkonen aproximava-se de Montoya, mas não o ultrapassava, e a Williams foi para a segunda paragem para reabastecer na volta 48 (Ralf) e na volta seguinte (Montoya). Raikkonen parou uma segunda vez na volta 53, e saiu atrás do colombiano. Schumacher parou seis voltas depois, mas não deu para passar o piloto da Williams.

A partir dali, não houve mais nada de relevante até à bandeira de xadrez. Montoya acabou por ser o vencedor, na frente de Raikkonen e Schumacher, que o acompanharam ao pódio. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram Ralf Schumacher, Fernando Alonso, Jarno Trulli, David Coulthard e Rubens Barrichello.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Adivinhem quem posou nua na Playboy alemã?

Que Ralf Schumacher foi sempre mais modesto do que o seu irmão, é um facto. Mas pensava que havia um campo em que ele seria melhor, que era a da garota, pois tinha a Cora. Pois bem, parece que os dois não estão mais juntos e ela - que já foi modelo - decidiu celebrar as suas curvas posando nua na edição de junho da Playboy alemã, a mais importante fora dos Estados Unidos, e que existe desde 1972.

Numa tradução aproximada, ela é apresentada da seguinte forma: "Ela nos mostra aquilo que o que seu ex-marido Ralf não pode apreciar mais". Bom, se eles dizem isso, quem sou eu para julgar? 

Vou ser se arranjo as fotos do ensaio, quando aparecer. 

Isto vi na página do Facebook do Boteco F1.


sábado, 16 de março de 2013

DTM: Ralf Schumacher abandona competição

Depois de ter sido confirmado que iria correr mais uma temporada no DTM, Ralf Schumacher afinal decidiu voltar com a palavra atrás e anunciou a sua retirada, decidindo aceitar um cargo de gestão da Mucke Motorsport. O lugar de Schumacher na Mercedes será ocupado por Pascal Wehrlein, que disputou o ano passado o título da Formula 3 Euro Series.

Para Ralf - ou "Half Schumacher", como os seus detratores gostam de o gozar - é o final de carreira aos 37 anos, depois de 52 corridas nos Turismos alemães, dois segundos lugares e uma pole-position. O melhor que ele conseguiu foi ter sido oitavo classificado no campeonato em 2011, com o Mercedes da HWA Team.

Em relação à Formula 1, o seu legado é maior: em onze temporadas, corridas em equipas como Jordan, Williams e Toyota, venceu por seis vezes, conseguiu seis pole-positions e oito voltas mais rápidas, para além de ter obtido 27 pódios e 329 pontos. Apesar de bom palmarés, nunca conseguiu sair da sombra do irmão, que por essa altura, dominava a Formula 1.

sábado, 25 de agosto de 2012

Youtube Touring Crash: o acidente de Ralf Schumacher no DTM


O incidente aconteceu ontem durante os treinos livres para a prova do DTM que acontecerá amanhã no circuito holandês de Zandvoort. Ralf Schumacher, depois de ter feito a troca de pneus, arrancou para a pista, levando sem querer um dos fios que estava no chão das boxes de outro piloto, levando consigo quatro mecânicos.

Destes, três já tiveram alta e um quarto se mantêm no hospital por medida de precaução, já que levou com a pancada na cabeça.

Ralf Schumacher, de facto, não anda a ter uma temporada assim magnifica. Aliás, a sua carreira pós-Formula 1 não é das mais gloriosas...

sexta-feira, 29 de junho de 2012

GP Memória - França 1997

Duas semanas depois do GP do Canadá, em Montreal, e do seu caótico final, máquinas e pilotos estavam de volta à Europa para correr o GP de França, disputado no circuito de Magny Cours. A Prost, sem contar com os serviços de Olivier Panis, que iria passar todo o verão a curar-se das suas lesões, decidiu procurar um substituto, escolhendo o italiano Jarno Trulli, que estava a correr na Minardi, no seu primeiro ano de Formula 1. Para o lugar de Trulli, a equipa de Faenza foi buscar o brasileiro Tarso MarquesOutra alteração no pelotão tinha acontecido na Sauber, que trocara o italiano Gianni Morbidelli - que tinha quebrado o seu braço esquerdo devido a um acidente - pelo jovem argentino Norberto Fontana, que fazia aqui a sua estreia na Formula 1.

As coisas na Ferrari estavam a correr muito bem, dado que com a vitoria de Michael Schumacher em Montreal, tinha alcançado o comando do campeonato, contra um Jacques Villeneuve que tivera um maus fim de semana "em casa". E parecia que as coisas continuavam a correr bem para os lados de Maranello, pois o piloto alemão coneguiu fazer a pole-position, tendo a seu lado o Williams de... Heinz-Harald Frentzen. O Jordan de Ralf Schumacher era o terceiro na grelha, conseguindo bater o segundo Williams-Renault de Jacques Villeneuve. Aliás, pela primeira vez, os três primeiros da grelha eram alemães... Eddie Irvine, no segundo Ferrari, era o quinto enquanto que Jarno Trulli adaptava-se sem problemas ao seu Prost e era o sexto na grelha de partida. Alexander Wurz era o sétimo, no seu Benetton-Renault, à frente de Jean Alesi, e a fechar o "top ten" ficavam os McLaren de David Coulthard e Mika Hakkinen.

O tempo estava nublado no dia da corrida e as previsões de que a chuva podia fazer a sua aparição durante a competição eram bem reais. Aliás, tinmha chovido no "warm up" e as afinações para a corrida também tinham sido feitas para o molhado... Na partida, Schumacher saiu melhor do que Frentzen enquanto que mais atrás, Damon Hill sai de pista com o seu Arrows e parte a sua asa frontal, fazendo com que fosse às boxes.


Com o passar das voltas, Schumacher começou a afastar-se de Frentzen, ao impressionante ritmo de odis segundos por volta, mas a corrida não tem muita história até aos primeiros reabastecimentos, altura em que o piloto alemão aumenta ainda mais a sua diferença sobre Frentzen e Villeneuve, que tinha uma afinação para chuva e lutava para os acompanhar. Após o segundo reabastecimento, Irvine conseguiu passar Villeneuve e ficou com o terceiro posto.


Contudo, a partir da volta 55, o tempo fechou-se e começou a cair alguns pingos. A partir da volta 60, já chovia na meta, o suficiente para que começassem a trocar para pneus de chuva. alguns trocaram, mas aparentemente, Schumacher e Frentzen decidiram ficar na pista o tempo suficiente, apesar da pista estar crescentemente escorregadia. Na volta 62, Schumacher despista-se, mas consegue continuar em pista, e gere tudo com pinças até à linha de chegada, para vencer pela segunda vez consecutiva e a terceira naquela temporada. 


Contudo, na última volta, houve emoção: Coulthard tinha-se aproximado de Ralf Schumacher, e o escocês tinha tentado passá-lo, mas ambos tocam-se e o escocês desiste. Villeneuve aproxima-se de Irvine e tenta passá-lo, mas na última curva, roda e quase perde o quarto lugar para Jean Alesi. E Michael Schumacher, nos metros antes da meta, deixa passar Ralf Schumacher, que assim desdobra-se do irmão e consegue... um ponto. 


No final, Schumacher ganha, Frentzen é segundo e Irvine é terceiro, enquanto que nos restantes lugares pontuáveis ficam Jacques Villeneuve, Jean Alesi e Ralf Schumacher.

sábado, 17 de março de 2012

GP Memória - Malásia 2002

Quinze dias depois de uma agitada corrida inaugural no circuito de Melbourne, máquinas e pilotos passavam para Sepang, palco da segunda prova do ano daquela temporada de 2002. Os mecânicos tiveram mais do que tempo para reparar as máquinas danificadas pelas carambolas da primeira volta, e todos iriam fazer o melhor para evitar que Michael Schumacher não disparasse para a frente do campeonato e decidir tudo demasiado cedo… 

 E a Williams decidiu reagir na qualificação, mostrando as suas garras. Mas o resultado final foi o mesmo: Michael Schumacher fica com a pole-position, seguido do Williams-BMW do colombiano Juan Pablo Montoya. Na segunda fila estava o segundo Ferrari de Rubens Barrichello, com Ralf Schumacher logo atrás. A terceira fila era um monopólio dos McLaren, com Kimi Raikkonen na frente de David Coulthard, enquanto que a quarta tinha o auber-Petronas de Nick Heidfeld na frente do Renault de Jenson Button. A fechar o "top ten" estava o Jordan de Giancarlo Fisichella e o Toyota de Mika Salo. 

Momentos antes da partida, o Arrows de Heinz-Harald Frentzen fica com o motor parado, mas logo depois, consegue pô-lo a funcionar o tempo suficiente para o colocar na grelha de partida. Quando as luzes se apagaram, todos se lançaram para a primeira curva, e lá, houve confusão, com o alemão a lançar-se à frente de Montoya, e este, para evitar o choque, trava a fundo, permitindo que o segundo Ferrari de Barrichello ficasse ao lado dos dois. Na curva, Schumacher e Montoya bateram, fazendo com que o alemão perdesse a asa da frente e o colombiano a ir à escapatória. Com isto, Barrichello ficou com o primeiro posto, enquanto que Schumacher ia às boxes. (...)

Há precisamente dez anos, em Sepang, a Formula 1 partia para a sua segunda corrida do campeonato, com a concorrência a querer reagir à vitória inicial de Michael Schumacher na Austrália. De uma certa maneira, Williams e McLaren queriam vencer para demonstrar que a Formula 1 não iria ser um passeio para a Scuderia, como tinha acontecido na temporada anterior.

E assim foi. Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya conseguiram uma dobradinha para a Williams-BMW, garantindo a primeira vitória do ano, aproveitando o azar de Michael Schumacher na primeira curva, e depois, a desistência de Rubens Barrichello devido a problemas de motor. Contudo, e demonstrando a capacidade fora do normal do piloto de Kerpen, fez o suficiente para chegar ao pódio, no terceiro posto, para ver o irmão receber a taça de vencedor. 

E é isso tudo que pode ler a partir de agora no site PortalF1.com. 

domingo, 4 de março de 2012

GP Memória - Austrália 2002


Depois de uma temporada onde Michael Schumacher praticamente garantiu a conquista do seu quarto título mundial muito antes do final do ano, esperava-se que a concorrência desse mais alguma luta no campeonato do mundo de 2002. Com Schumacher e Rubens Barrichello firmes na Scuderia, e a Williams a manter Ralf Schumacher e o colombiano Juan Pablo Montoya, os principais contendores do título daquele ano, havia muitas novidades no pelotão, e a maior de todas era a chegada de um novo construtor: a Toyota.

A construtora japonesa tinha-se preparado durante um ano, com um chassis desenhado por Gustav Brunner, e com pilotos de meio do pelotão, mas muito bons a desenvolver carros como o finlandês Mika Salo e o escocês Alan McNish. Os objetivos não eram ambiciosos, mas esperavam pontuar algumas vezes durante a temporada, para assim depois poderem pensar em pódios e vitórias a partir da temporada seguinte. (...)

(...) A partida foi caótica, e houve carambola logo na primeira curva, quando o Williams de Ralf Schumacher não trava a salta para cima do carro de Barrichello, que tinha feito uma boa partida. O vôo do Williams acabou com a corrida de ambos, mas Ralf safa-se sem ferimentos. Atrás, era o salve-se-quem-puder: Schumacher e Raikkonen foram à relva, mas voltaram à pista, e vários carros ficaram destruídos, com Fisichella a bater nos dois Sauber e estes a baterem no BAR de Panis, no Toyota de McNish e no Renault de Button.

Em vez dos comissários pararem a corrida com bandeira vermelha, pois isso daria que alguns pilotos pudessem ir às boxes e buscar os carros de reserva, decidiram colocar o Safety Car em pista, inviabilizando isso, pois a pista estava livre. Assim, de uma só assentada, oito pilotos estavam fora de combate. Mas os Arrows, também envolvidos nesta carambola, foram para a pista com os carros de reserva, mas estes foram logo depois desclassificados. Frentzen porque passou um sinal vermelho, e Bernoldi porque o seu carro de reserva estava abaixo do peso. (...)

Há precisamente dez anos, a Formula 1 começava em Melbourne com uma carambola provocada pelo irmão do campeão do mundo, Ralf Schumacher, que foi apanhado desprevenido pela travagem de Rubens Barrichello e bateu na traseira do piloto da Ferrari, dando um espectacular vôo. Pode tudo ter acabado em bem, e Michael Schumacher ter vencido a corrida, começando o que viria a ser mais uma caminhada para mais um título mundial, que viria a ser o seu quinto na carreira, mas a corrida australiana ficou na memória por várias coisas. 

Desde a estreia da Toyota na Formula 1 ao regresso da Renault, ao facto de Mark Webber, Takuma Sato e Felipe Massa terem feito as suas estreias na categoria máxima do automobilismo, com o piloto australiano a conseguir o feito de marcar dois pontos na sua estreia na Formula 1, vale a pena recordar nas páginas do site portalf1.com, o eventos de há dez anos.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

E assim passaram-se vinte anos

Vinte anos são muito tempo. Em 1991, tinha quinze anos de idade, muito cabelo e detestava Guns N'Roses, por serem a banda que o meu irmão colocava na sua aparelhagem sem parar. Tentava compensar com U2, mas por essa altura descobri o "Ten" do Pearl Jam e o "Nevermind" dos Nirvana, enquanto assistia espantado à decadência fisica de Freddie Mercury, que na véspera da sua morte decidiu anunciar ao mundo que era portador do HIV. Já notava isso quando via os videoclips do "Innuendo", o derradeiro álbum dos Queen, na minha recém-descoberta MTV da parabólica da minha casa (a TV Cabo demoraria mais uns quatro anos, por aí)

Mas também descobria a CNN e via um mundo em mudança. Começava a ver a União Soviética a desmoronar-se diante dos nossos olhos, com estátuas de Lenine e Marx a serem derrubadas, começava a ouvir falar de sitios distantes como "Ucrânia", "Moldávia" ou "Cazaquistão", entre outros, e via que tinha de comprar um novo Atlas, pois os que tinha em casa estavam a ficar totalmente desatualizados. Via povos a ganharem o direito a serem livres e independentes, desconhecendo que o dia seguinte iria ser dificil.

Mas nesses meus quinze anos, e quando tentava sobreviver no ambiente do Liceu que ficava ao lado da minha casa, a Formula 1 era o meu escape de domingo à tarde. Em 1991, a TV portuguesa era ainda monopolista - mas não por muito tempo - o segundo canal transmitia em direto os Grandes Prémios, com a narração no local do José Pinto e do Adriano Cerqueira, por vezes com o Domingos Piedade e o Hélder de Sousa a "meterem a colher", torcia por Ayrton Senna, que via nesse ano com apreensão a aproximação dos Williams FW14 de Nigel Mansell, mal sabendo que eu estava a observar, domingo após domingo, uma grande máquina desenhada por um projetista genial chamado Adrian Newey.

E nesse GP da Belgica, nesse final de agosto, final de verão, assistia espantado às noticias da prisão de Bertrand Gachot, de uma equipa Jordan que me surpreendia agradávelmente, com aquele carro verde. Diabos, por causa deles tinha começado a beber 7UP todos os dias. Eles e o Fido Dido...

Mas nesse final de semana comecei a ler e a ouvir falar de um alemão de 22 anos que mal se tinha sentado dentro de um carro, surpreendia tudo e todos. Já o tinha visto antes, no Mundial de Sport-Protótipos, quando a Sauber-Mercedes tinha uma equipa jovem constituida por três rapazes, dois alemães e um austriaco, que muitos aspiravam esperanças de futuro na Formula 1, eventualmente quando a Mercedes fosse para lá. Acabou por ser a Sauber, e desses, dois deles foram mesmo: Heinz-Harald Frentzen e Karl Wendlinger. O terceiro, Michael Schumacher, já tinha vencido corridas nesse mundial, e portanto já tinha uma ideia do que ele era.

Pessoalmente, estava um pouco atrás com alemães, pois tinha visto o Michael Bartels na Lotus e julgava que depois do Stefan Bellof, nada iria acontecer dos lados da Alemanha. Era mesmo ingénuo, não era? Enfim... fiquei abismado com os seus tempos, como tida a gente. E nos anos a seguir, comecei a saber de mais detalhes sobre esse final de semana que entrara quase nos anais do mito: que não tinha dado qualquer volta em Spa-Francochamps num carro, só de bicicleta, que afinal a sua embraeagem tinha dado problemas mas que Jordan era um "unhas de fome" e não o trocou, etc, etc... e ainda vi nesse dia o Andrea de Cesaris quase a vencer um Grande Prémio, à custa de Senna!

Depois desse final de semana, vi algum do "lado escuro" da Formula 1: o despedimento injustificável de Roberto Moreno, afirmando "não ter capacidade mental para correr", um argumento absolutamente sinuoso simplesmente porque Flávio Briatore queria Schumacher na Benetton a qualquer custo, porque sabia que ali havia potencial para campeão do mundo. Era real, mas isso iria acontecer três anos mais tarde, em circunstâncias que merecem ser contadas e recordadas para toda a eternidade, de tão traumáticas que foram. E que mancham até hoje a carreira do piloto alemão.

Agora, vinte anos passaram-se. Agora falamos da Libia e do Médio Oriente que se livra dos ditadores, o "grunge" foi-se, Kurt Cobain matou-se, Eddie Vedder está mais calmo, Axl Rose está gordo e cheio de "botox", Ayrton Senna está morto e vemos o seu sobrinho a correr. A Ferrari acabou com o seu jejum, a Williams é uma sombra de si mesmo, a Jordan chama-se agora Force India, Eddie Jordan é comentador da BBC e Michael Schumacher corre pela Mercedes, a equipa que pagou meio milhão de dólares para poder ter a sua oportunidade na Formula 1. Pelo meio bateu todos os recordes, ajudou a acabar com o jejum da Ferrari e ainda teve tempo para tirar três anos sabáticos. Eu larguei os óculos e tou a ficar careca, e os bebés de 1991, como o da capa do "Nevermind", são adultos recém formados, provavelmente a estudar na Universidade.

E assim, meus amigos, passaram-se duas décadas. Como o tempo voa, hein?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

As corridas do passado: China 2004

"A temporada de 2004 estava a ser um longo passeio para a Ferrari. Michael Schumacher tinha ganho o campeonato quase por antecipação, e por alturas do final de setembro, somente tinha perdido dois Grandes Prémios: um no Mónaco, ganho pelo Renault de Jarno Trulli, e outro em Spa-Francochamps, vencido pelo McLaren de Kimi Raikonnen. O resto era tudo de Michael Schumacher, que assim vencia, de forma dominadora, o seu sétimo título mundial, o quinto consecutivo.

Depois de Monza, a Formula 1 mudava-se para a Asia, onde a organização planeava uma expansão nesse continente. Primeiro a Malásia, nesse ano começava a correr na China, mais concretamente em Xangai, numa pista encomendada por Bernie Ecclestone e desenhada por Hermann Tilke. Era a 16ª das dezoito provas do campeonato desse ano."

(...)

"O sistema de classificação dessa altura consistia em uma só volta de qualificação, onde os pilotos davam o seu melhor, sem cometer erros, para conseguir a melhor qualificação possivel. Tinham pneus moles e depósito vazio e davam o seu melhor. Se cometessem um erro, partiriam do fundo da grelha. E fora isso que acontecera a Michael Schumacher, quando se despistou na sua volta de qualificação. A Ferrari decidiu que iria largar das boxes, para assim tentar recuperar o tempo perdido e acabar nos oito primeiros." (...)

Esta era a situação da Formula 1 em 2004, não há muito tempo atrás, quando visitou a China pela primeira vez na sua história. Num circuito desenhado pelo projetista do costume, a China era um mercado desejado por Bernie Ecclestone para expandir o seu negócio, da mesma forma que vai acontecer no final deste ano quando chegar à India. As atribulações que Michael Schumacher passou quando esteve por lá, por causa de um sistema de classificação que penalizava o menor erro dos pilotos, que deu uma vitória ao seu companheiro Rubens Barrichello, é a história que escrevo hoje no sitio Pódium GP, numa série de artigos sobre o GP da China, que se disputará neste final de semana.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Apresentações 2011: o Mercedes W02

O dia de hoje está cheio de apresentações, e começam também os primeiros testes do ano para a Formula 1, no circuito de Valencia. Hoje, Mercedes, Red Bull, Williams e Toro Rosso mostraram os seus carros, mas primeiro falo da marca alemã, dado que no domingo, mostrou uma primeira imagem do seu carro, o W02.

Tendo sido começado a ser desenhado desde o meio do ano, quando se soube da pouca competitividade do W01 em relação à concorrência, Ross Brawn decidiu inspirar-se no seu colega e rival Adrian Newey para desenhar o carro, e este ficou numa configuração mais convencional do que o anterior W01. O nariz é mais elevado, os flancos têm mais forma que no ano passado e a entrada de ar para o motor volta a ter uma configuração tradicional.

"O conceito do desenvolvimento do MGP W02 começou mais cedo e nós marcamos alguns alvos desafiadores para o projeto, combinado com um plano robusto para garantir que o passo de desenvolvimento continue durante toda a temporada de 2011", explicou Ross Brawn.

Michael Schumacher mostrou-se ansioso durante a apresentação do carro, no sentido de querer demonstrar que com o W02 não perdeu nenhuma da sua competitividade, apesar dos seus 42 anos de idade. Nas declarações que fez à imprensa, não escondeu a sua ansiedade em voltar ao cockpit de um Formula 1. "Finalmente, a espera acabou e as coisas começaram. Para nós, pilotos, o intervalo anual é difícil de encarar, pois o intervalo entre a última corrida e a próxima parece nunca acabar", começou por falar.

"Mesmo se estivesse envolvido e me atualizasse por todo o inverno sobre os desenvolvimentos do carro, ainda é difícil de ver o novo carro literalmente na minha frente", continuou o piloto, que dfeseja voltar às vitórias nesta temporada.

"Estou muito animado para esta nova temporada. Temos dito por diversas vezes mas, de novo, estamos realmente construíndo algo muito grande juntos. Estou muito confiante em que estaremos no pódio mais regularmente, de preferência no meio dele.", concluiu.

Já Nico Rosberg afirma estar confiante nas potencialidades do seu carro: "Acho que é um carro melhor no geral. A empresa se tornou mais forte, se reorganizou de diversas maneiras: colocou pessoas em diferentes posições, melhorou a comunicação entre o carro e o grupo de engenharia. Todo o carro é um grande passo à frente para nós. E tudo isso começa com a maneira como a empresa trabalha. E está trabalhando muito melhor", afirmou.

Resta saber se Ross Brawn conseguiu fazer um carro equilibrado e competitivo, que permita elevar a competitividade da equipa, perdida em 2010 depois da sensacional temporada de 2009, ainda como Brawn GP. O carro irá rodar ao longo do dia em Valencia, primeiro com Rosberg e depois com Schumacher.