terça-feira, 18 de março de 2008

O piloto do dia - Derek Daly

Sem encontrar ninguém importante que faça anos hoje, decidi andar para trás no calendário para ver quem andou a comemorar o seu aniversário natalício. Quando descobri o Derek Daly, através do João Carlos Viana, para mim foi uma "mina de ouro". Não só pela sua história de vida, mas também porque há muito que queria fazer a sua biografia. Quanto ao "discreto", só se for por brincadeira, pois todos os irlandeses que conheci são todos menos calados. Afinal, foram eles que inventaram a cerveja Guiness...

Nascido a 11 de Março de 1953 em Dundrum, perto de Dublin (fez agora 55 anos), Derek Daly começou tarde a sua carreira automobilistica. Aos 17 anos começou a competir nos Stock Cars irlandeses, sendo campeão em 1972. Contudo, para continuar a correr, precisava de financiamento, e como era difícil arranjar, mudou-se para a Austrália... para trabalhar em minas de cobre! Depois de conseguir dinheiro suficiente voltou a Inglaterra em 1976 parra correr na Formula Ford inglesa e irlandesa, num Hawke.

Nesse ano, depois de ganhar o campeonato irlandês, participou no Formula Ford Festival, no circuito de Brands Hatch, que nesse ano ganhou o título de "Tribute to James", em homenagem a James Hunt, o campeão daquele ano. Corrido debaixo de chuva, Daly conseguiu ultrapassar todos os obstáculos e chegou à final, vencendo com categoria.

Isso foi o suficiente para que Derek McMahon, que tinha a sua própria equipa na Formula 3 inglesa, o contratar para a temporada de 1977. Correndo na BARC Series, e tendo como opositor um jovem brasileiro chamado... Nelson Piquet, Daly ganhou as cinco provas finais do campeonato, tornando-se campeão.O passo seguinte chamava-se Formula 2, e ele foi contratado pela Chevron para correr o Europeu. Nesse ano, mostra-se competitivo e ganha duas corridas em Itália (Mugello e Vallelunga), terminando o ano na terceira posição, atrás do italiano Bruno Giacomelli (campeão) e do suiço Marc Surer (vice-campeão).

Entretanto, o talento de Daly tinha sido captado por equipas de Formula 1, e a Hesketh precisava desesperadamente de dinheiro para sobreviver. Depois do Grande Prémio da Africa do Sul, houve uma corrida extra-campeonato, o BRDC International Trophy, no circuito de Silverstone. Eles convidam Daly para correr, e ele aceita. Numa pista totalmente encharcada, Daly surpreende tudo e todos ao liderar a corrida, logo na primeira volta! Infelizmente, ele despistou-se, devido à quebra do seu visor...

Mas ele já tinha dado nas vistas, e depois de três não-qualificações com o Hesketh, Daly mudou-se para a Ensign, e corria por eles quando o calendário da Formula 2 não coincidia com o da Formula 1. Aliás, Nelson Piquet teve a sua estreia na Alemanha porque nesse fim de semana, Daly estava a correr uma prova de Formula 2... no final do ano, no Canadá, conseguiu levar o seu Ensign a um sexto lugar final, numa corrida marcada pela chuva. Esse ponto deu-lhe o 19º posto final.

Em 1979, Daly repartiu a temporada entre a Formula 2, onde correr no Project Four de Ron Dennis, e a Formula 1, onde corria pela Ensign. Foi uma época mais ou menos frustrante, pois se na formula 2, somente ganhou uma prova, no final do ano, na Formula 1, o Ensign era cada vez mais um carro do fundo do pelotão, coleccionando não-qualificações. Contudo, no final do ano, Ken Tyrrell deu-lhe uma chance para correr no seu terceiro carro nos GP's do Canadá e Estados Unidos.

Em 1980, Daly torna-se piloto a tempo inteiro na equipa do "Tio Ken" e faz uma boa temporada, acabando em quarto lugar em duas ocasiões: Argentina e Inglaterra. Mas Daly foi protagonista em mais duas corridas daquele ano, pelas piores razões: no Mónaco, causou uma carambola que o atirou ao ar e provocou a desistência dele, do seu comapnheiro de equipa Jean-Pierre Jarier e do Alfa Romeo de Bruno Giacomelli. Na Holanda, protogonizou outro vôo, na famigerada Curva Tarzan, onde bateu no muro de pneus... e escapou ileso. No final desse ano, conseguiu seis pontos e ficou na 11ª posição do campeonato.

Em 1981, muda-se para a March, com o apoio da cerveja Guinness, mas foi uma mudança "de cavalo para burro". Não teve muitas chances de se qualificar, e o seu melhor foi um sétimo lugar na Grã-Bretanha. Em 1982, começa a temporada na Theodore, e as coisas caminhavam para outra época sem resultados de relevo, quando a sorte bateu-lhe à porta.

A Williams ficara sem Carlos Reutmann após o GP do Brasil, e tinham contratado Mario Andretti para correr o GP de Long Beach. Tendo apoiado o boicote da FOCA ao GP de San Marino, em Imola, Frank Williams sabia que precisava de alguém para secundar o finlandês Keke Rosberg. Virou-se para Derek Daly, que prontamente aceitou.

Depois de uma estreia discreta em Zolder, esteve quase a ganhar no Mónaco, numa das corridas mais confusas da Formula 1, onde ninguém sabia se haveria alguém a cortar a meta! Daly tinha tido um acidente no inicio da corrida, e ficou sem asa traseira e com a caixa de velocidades danificada. Contudo, conseguiu prosseguir mais ou menos bem até perto do fim, e todos achavam que ele iria cortar a meta em primeiro lugar, pois estava atrás de Riccardo Patrese e de Andrea de Cesaris, que tinham desistido antes. Só que a 300 metros da meta, a caixa de velocidades foi-se de vez e a sua melhor chance de ganhar esfumou-se. No final, classificou-se na sexta posição.



Continuou a conseguir regularmente classificações nos pontos, com três quintos lugares em Detroit, Zandvoort e Brands Hatch, e na última corrida do ano, em Las Vegas, foi sexto, protegendo Keke Rosberg dos ataques da concorrência, e ajudando-o a ser campeão do mundo, numa corrida ganha por Michele Alboreto. Contudo, essa seria a sua última corrida na Formula 1.

A sua carreira na Formula 1: 64 Grandes Prémios, em cinco temporadas (1978-82), 15 pontos.

Ainda em 1982, estreia-se na Formula Indy, e no ano seguinte, consegue qualificar-se pela primeira vez para as 500 Milhas de Indianápolis, onde seguia na nona posição quando o seu motor rebentou. No ano seguinte, após algumas boas prestações, sofre o seu pior acidente da sua carreira, na oval de Michigan. Parte os tornozelos, a pelvis, a perna direita, a mão direita e duas costelas, entre outras fracturas. Sofre várias cirurgias, e fica meses em fisioterapia, para além de sofrer várias cirurgias ao longo de três anos. contudo, regressará as competições e correrá na CART até 1989.

Após isso, para para os Sport-Protótipos, onde correr pela Jaguar, classificando-se em quarto lugar nas 24 Horas de Le Mans de 1988, e terganho pela Nissan, as 12 Horas de Sebring em 1990 e 1991. Após isso, retirou-se da competição e fixou residência nos Estados Unidos, onde se naturalizou americano. A partir de 1995, passou a ser comentador televisivo, primeiro na CBS Sports, e depois na ESPN, cobrindo a CART e a Formula 1.

Actualmente, é "motivational speaker" para a Motorvation, fundada por si, para além de dirigir a Derek Daly Academy, uma escola de pilotagem, onde Sylverster Stallone foi um dos seus alunos, quando se preparou para o filme "Driven" (sim, aquela comédia de filme sobre a CART...), e também ajuda a desenhar circuitos quer nos Estados Unidos, quer na América Latina.

Fontes:


Mais humor da Australia...

Continuam as patacoadas vindas da blogosfera acerca deste "belo" GP da Austrália. O Gomes colocou esta fotografia que achei genial! De facto, se continuar assim, o Felipe Massa fica mesmo com a reputação de Zacarias (para além da cara...)


Também a "martelar" no Massa anda o nosso amigo Nuvolari. hoje decidiu colocar um funcionário da Ferrari a telefonar à sua mãe, perguntando se conhece um bom psicólogo, pois o último fugiu do hotal a sete pés...

Tal pai, tal filho...

Essa não sabia, mas o Ivan Capelli colocou-o no seu blog: Kazuki Nakajima pontuou no seu segundo Grande Prémio da sua carreira, ao acabar em sexto com a sua Williams. Ora, 21 anos antes, o seu pai Satoru Nakajima fez a mesma coisa, pontuando na segunda corrida da sua carreira, em Imola, e também no sexto posto.

Outra coincidência: ambos tiveram problemas. Nakajima Sr. furou e teve problemas de motor, largando das boxes, e veio a subir até ao sexto posto final. Já Kazuki partiu o bico do seu carro duas vezes (!) e causou a desistência do BMW de Robert Kubica. Por causa disso, Kazuki vai sofrer uma penalização de dez lugares no GP da Malásia.

Japonês = Kamikaze. A reputação dos pilotos japoneses continua na mesma...

segunda-feira, 17 de março de 2008

Blog F-1 - 1º aniversário

O Blog F-1, do meu amigo Felipe Maciel, comemora hoje o seu primeiro aniversário. Um ano de vida de um blog sempre activo, com as suas atracções (as Galvanadas são para mim as melhores).


Devo tê-lo apanhado logo no seu inicio, provavelmente ou no Blig do Gomes, ou no Blog do Capelli. Já não recordo bem, mas sei que foi cedo. Achei logo que era interessante, mas aos poucos conheci virtualmente "o cara", e gostei dele. É daquelas amizades virtuais do qual tenho prazer em falar no MSN (embora ultimamente não tenho tido muito tempo para teclar por ali...)


Enfim, desejo-lhe que continue o bom trabalho, pois vale a pena ler e ter um blog daqueles. Um abraço, Felipe, e que continues por muitos e bons anos!

ALMS - 12 Horas de Sebring (Final)

Nem Peugeot, nem Audi. A vitória na clássica americana pertenceu à Penske-Porsche, que não ganhava esta prova desde 1988, quando o Porsche 962C de Klaus Ludwig e Hans-Joachim Stuck foram os vencedores. No caso de 2008, os vencedores foram os francês Romain Dumas e Emmanuel Collard, mais o alemão Timo Bernhard.

A Audi não ficou com o segundo lugar, mas sim o terceiro, pois o Porsche da Dyson, na categoria LMP2, conduzida por Marino Franchitti/Butch Leitzinger/Andy Lally, foi melhor que o Audi numero 1 de Alan McNish/Tom Kristensen/Rinaldo Capello.

A Peugeot 908 HDi de Pedro Lamy/Stephane Sarrazin/Nicolas Minassian sofreu problemas atrás de problemas. Problemas hidraulicos obrigaram a ficar quase uma hora na boxe, fazendo com que caísse para a 22ª posição, a 25 voltas atrás do líder. A partir daí, foi uma corrida de recuperação do tempo perdido, com Pedro Lamy a fazer a melhor volta da corrida. Acabaram na 12ª posição final, não sem antes passarem por mais problemas: uma roda traseira e problemas hidraulicos, que o fizeram perder mais 45 minutos, a duas horas do final.

Apesar de tudo, o director de corrida da Peugeot, Bruno Famin, tirou ilações positivas sobre esta corrida:

"A corrida decorreu como esperávamos. Queríamos mostrar o potencial do carro e validar determinados aspectos. Penso que seria demasiado optimismo realizarmos todo o trabalho sem quaisquer problemas. As 318 voltas que completámos foram um bom desafio, incluindo a performance e consistência dos pneus Michelin. Perdemos terreno quando fomos obrigados a parar para reparar o problema hidráulico, depois para substituir o pneu e depois para solucionar o problema da entrada de ar. Nenhum destes problemas é particularmente alarmante.", afirmou ao jornal português Autosport.

Já Pedro Lamy perferiu pensar nos aspectos positivos: "O carro estava realmente muito rápido. À excepção dos azares estou confiante para o resto da época que apenas agora teve início. Estou ansioso pela corrida de Barcelona."

Noticias: Ron Dennis não estará na Malásia

Desta vez, foi ele próprio quem deu a noticia aos jornalistas: no próximo domingo, Ron Dennis não assistirá o GP da Malásia no paddock da McLaren. Motivo: o processo de divorcio com a sua mulher Lisa, após 22 anos de casamento.


"Não estarei na Malásia. Estou lhes contando logo agora. Estarei na Inglaterra para fazer algo que não gostaria de estar lá para fazer, mas é a vida. Não tem nada a ver com a F-1. Então, se vocês não me virem em Sepang, não tirem conclusões precipitadas: estarei em todas as demais corridas". afirmou, em declarações captadas pelo Felipe Maciel do Blog F-1.


Contudo, o patrão da McLaren também disse aos jornalistas que continuará na equipa até pelo menos o final do ano, com todos os gargos a ele inerentes, terminando com especulações referentes à sua permanência na equipa, que já leva 28 anos.


"Vou continuar em todas as minhas funções até ao final desta temporada. (...) Quero dizer-vos que tinha programado que 2007 fosse a minha última temporada à frente da equipa, pois queria deixar o meu lugar ao Martin Whitmarsh (...). Mas aconteceram algumas coisas no ano passado que me fizeram reconsiderar a minha posição. Sei que o Martin quer o lugar, sei também que ele o mereceinteiramente, mas vai ter de ser paciente durante mais algum tempo. Não sei o que vai acontecer depois, mas posso garantir que até ao final deste ano não se registarão mudanças significativas na estrutura da McLaren.", disse aos jornalistas.

GP Memória - Brasil 1983

Nestes dias que passaram antes do GP da Australia, no meio da confusão pré-corrida, não me lembrei que na passada sexta-feira fez 25 anos desde que ocorreu a primeira corrida da "era Turbo": o Grande Prémio do Brasil de 1983, prova inicial dessa temporada, e ficou para a história como o inicio da caminhada de Nelson Piquet rumo ao bi-campeonato.


O ano de 1982 tinha sido agitado e trágico. Dois pilotos, Gilles Villeneuve e Riccardo Paletti tinham morrido, 11 pilotos tinham ganho pelo menos um Grande Prémio, e o campeão, Keke Rosberg, só ganhou devido ao grave acidente sofrido pelo seu maior rival, o francês Didier Pironi. Muitos culparam o efeito-solo, devido ao facto de estes, quando perdiam o contacto com o solo, acabariam voando, pondo em perigo os seus pilotos. Sendo assim, a FISA decidiu no final da época que iria abolir o efeito-solo.

Entretanto, Ferrari, Renault e BMW tinham motores Turbo em 1982, mas no inicio da temporada de 1983, Alfa Romeo e o preparador inglês Hart decidiram colocar ao seu serviço motores Turbo. Sabendo que a McLaren estava a construir o seu motor, com a ajuda da Porsche, inevitavelmente, todos os carros do pelotão usariam motores turbocomprimidos. Mas por agora, a Williams, McLaren, Lotus, Tyrrell, Ligier e a Arrows, entre outros, ainda usavam o bom velho motor Cosworth.

Em relação aos pilotos, houve algumas mudanças significativas: René Arnoux tinha ido para a Ferrari, sendo companheiro de outro francês, Patrick Tambay, enquanto que Jacques Laffite saia da Ligier para ser o piloto com o carro numero dois, ao lado de Rosberg. Entretanto, na Renault, foi contratado um não-francês como escudeiro de Alain Prost: o americano Eddie Cheever, ex-Ligier.

A Lotus ainda estava a recuperar da morte da sua "alma mater", Colin Chapman, ocorrida em Dezembro, e ainda usava os motores Cosworth, pois os motores Renault Turbo ainda não estavam disponiveis. Na equipa, Elio de Angelis e Nigel Mansell mantinham-se na equipa.

Este Grande Prémio assinalou a estreia de alguns pilotos: Johnny Ceccoto, ex-campeão do Mundo de... motociclismo, estreava-se na Formula 1 a bordo de um Theodore, enquanto que a Tyrrell arranjava um novo companheiro de equipa para Michele Alboreto: o americano Danny Sullivan.

Os treinos foram interessantes: com os motores Turbo em força, quem fez a pole-position foi um carro com motor aspirado: o Williams-Cosworth de Keke Rosberg, que começava a sua defesa do título. Piquet foi quarto na grelha, superado pelo Renault de Alain Prost e pelo Ferrari de Patrick Tambay. Em 28 participantes, dois ficaram de fora, e um deles foi surpreendente: o italiano Andrea de Cesaris, num Alfa Romeo.

O dia da corrida, 13 de Março de 1983, teve 80 mil espectadores no Autódromo de Jacarépaguá, e calor, muito calor. Na partida, Rosberg foi para a frente, seguido de Prost, Tambay e Piquet. Mas a Brabham iria usar a figura dos reabastecimentos, inaugurados no ano anterior, logo, o piloto brasileiro estava muito leve, e daí ele ter ultrapassado Tambay logo na primeira volta. Dus voltas depois, ultrapassa Prost e na sexta volta, apanha Rosberg e passa para a liderança, para gaúdio da torcida carioca.

Na volta 29 ocorre o "caso do dia": Keke Rosberg reabastece-se (a primeira vez que a Williams iria fazer tal coisa), e quando o carro pega fogo. O finlandês sai do carro, evitando o incêndio, mas este é rapidamente extinto, e volta para continuar. Ora, isso na altura era uma manobra ilegal...

Entretanto, tudo corria bem para Nelson Piquet. Na volta 39, quando reabastece, tinha maias de um minuto sobre o segundo classificado, o norte-irlandês John Watson. Quando voltou a pista, não tinha perdido a liderança e a unica coisa que fez foi gerir a sua vantagem até ao fim, já que outros rivais, como Alain Prost, perdiam claramente rendimento (acabou em sétimo). Entretanto, Rosberg recuperava o tempo perdido, ultrapassando os McLaren e o Ferrari de Tambay, acabando na segunda posição final. Mas depois da corrida, ele era desclassificado, não pelo facto de ter saído do carro, mas sim por ter sido empurrado pelos mecânicos na sua saída das boxes.

Quem ganhou o seu segundo lugar? Ninguém. É verdade! O terceiro classificado da corrida, Niki Lauda, não recebeu o troféu e os pontos od segundo lugar porque os organizadores decidiram que o segundo lugar ficava vago. E assim, Alain Prost, que acabou em sétimo, não subiu um lugar, e esse ponto poderia ter valido alguma coisa no final da temporada...

Já agora, os restantes lugares pontuáveis ficaram para Jacques Laffite (4º), Patrick Tambay (5º) e o Arrows de Marc Surer (6º). Quanto a Piquet, finalmente ganhava a sua corrida, depois de no ano anterior ter sido desclassificado devido às irregularidades encontradas no seu Brabham. Um começo excelente para ele!


Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/1983_Brazilian_Grand_Prix

O Humor do GP da Australia

Enquanto que os carros estão a ser arrumados para embarcarem rumo à Malásia, dentro de sete dias, já começaram o pessoal a gozar com as situações ocorridas neste GP. O Bernardo Brecht, do Downforce F1, já colocou uma charge acerca da performance do Nelsinho Piquet...


Já as F1 Girls decidiram falar sobre os pilotos da Red Bull, cujas participações foram... menores. Sendo assim, e como o pódio foi preenchido por "jovens lobos", elas acharam por bem colocar uma placa de "vende-se" nas boxes da marca que costuma ganhar asas...

domingo, 16 de março de 2008

A capa do Autosport desta semana

Primeiro Grande Prémio da temporada, primeiros resultados. Uma corrida onde os "jovens lobos dominaram", numa corrida onde quem chegou ao foi e não foi desclassificado... conseguiu pontuar!


Para capa, o pessoal do Autosport escolheu o momento em que Felipe Massa colocou fora o Red Bull de David Coulthard, emprestando o título a um dos filmes do momento por estas bandas: "Esta F1 não é para velhos". Lá deve falar sobre as incidências de todo um fim de semana competitivo, onde a normalidade parece ter fugido da Australia...


Entretanto, noutra janela, pode-se ver o teste que Pedro Matos Chaves fez ao Peugeot 207 S2000, o carro que domina o panorama nacional de Ralies. Devem ser dois bons motivos para comprar o jornal amanhã. Até lá!

A1GP - Ronda 8, México (Corrida)

O fim de semana competitivo não pode estar completo sem falar do A1GP, que teve este fim de semana a sua jornada dupla no Autodromo Hermanos Rodriguez, na Cidade do México. E houve dois vencedores, um dos quais uma estreia absoluta: a Irlanda.

Na Sprint Race, a largada foi atribulada, pois na primeira volta, oito carros colidiram, e os organizadores tiveram que colocar a bandeira vermelha, e tudo teve que começar de novo. No reinicio, o sul-africano Adrian Zaugg foi para a frente, seguido pelo neo-zelandês Johnatan Reid e pelo suiço Neel Jani, mas à terceira volta, o sul-africano cedeu a liderança para Reid, e este não mais o largou. Entretanto, Zaugg desistia e entregava o segundo posto para Jani, que estava a ser assediado por Oliver Jarvis, da Grã-Bretanha. Perto do fim, o piloto britânico conseguiu passar para a segunda posição, deixando Jani com a medalha de bronze.

Na Feature Race, o canadiano Robert Wickens foi para a frente, enquanto que defendia-se dos ataques de Jani e de Oliver Jarvis. Nas paragens, as coisas correram melhor para a Suiça, Grã-Bretanha e Irlanda, mas o momento decisivo foi na segunda troca de pneus, quando Adam Carrol conseguiu ultrapassar Jarvis na box. No final, a Suiça foi penalizada com um "Stop and Go", que o relegou para a 11ª posição, ficando fora dos pontos. A acompanhar Carrol e Jarvis, o americano Johnatan Summerton ficou com a medalha de bronze.

Quanto aos que falam português: Filipe Albuquerque portou-se bem em ambas as ocasiões, conseguindo pontuar quer na Sprint Race, quer na Feature Race. Na primeira corrida, foi sexto, enquanto que na segunda, uma boa estratégia fez com que passasse do 12º para o sétimo posto, segurando... Bruno Junqueira, que conhecia o circuito muito melhor do que o piloto de Coimbra. No final, o oitavo lugar do ex-piloto da CART até foi bom, vendo que ele partiu da 17ª posição.

A próxima jornada dupla do A1GP decorrerá em Shanghai, no próximo dia 23 de Abril.

Formula 1 - Ronda 1, Australia (Revista da Blogosfera)

A partir de hoje e até ao final da temporada vou fazer uma "revista de imprensa", recolhendo aqui as declarações mais interessantes provenientes da blogosfera mais próxima. Acho que seria engraçado colocar num só sítio aquilo que vocês andaram a dizer sobre os Grandes Prémios, especialmente depois desta corrida, no mínimo, atípica...

Vamos lá começar.

Melbourne… Mas o que é que é isto oh meu?

O GP Australiano terminou com 6 carros… e isto explica o titulo. Foram umas 4
[na realidade, foram três], as vezes que o Safety-car entrou em pista, e muitos acidentes e quebras. No final reinou a Mclaren.

No primeiro lugar, como que de um desfile se tratasse, sem problemas e confusões esteve Hamilton, venceu sem problemas, enquanto todos os outros criaram um pandemónio. (...)


Lewis Hamilton venceu com autoridade e merecimento. A McLaren sobrou e o inglês soube, como de praxe, manter a liderança sem ser ameaçado em nenhum momento. Largou de forma precisa, abriu diferença quando necessário e inicia o campeonato em ótima forma.
(...)
Uma corrida de milhões de erros para a Ferrari, tanto da equipe quanto de seus pilotos, um fim de semana para esquecer. (...) Os problemas da Ferrari, no entanto, não diminuem a responsabilidade de Felipe Massa. Errou feio na largada ao escorregar do lado sujo da pista e ir parar na barreira de pneus. Mas no toque com Coulthard, a responsabilidade pode ser, no mínimo, dividida. Naquela curva, na posição em que os carros estavam, o piloto da Red Bull não poderia ter feito o traçado de forma normal, como se não houvesse ninguém ao lado. (...)

Ivan Capelli, Blog do Capelli


Exatamente a 01h30min deste Domingo (16/03) as cinco luzes vermelhas se apagaram e deram a largada para a temporada 2008 de Formula Um. A corrida na Austrália iria servir para tirar duvidas e teimas em relação aos testes de pré-temporada.

- O controle de tração vai fazer muita falta?
- Seriam as Ferraris imbatíveis?
- Como viria a McLaren?
- A BMW estava escondendo o jogo?
- Como se comportariam as Renaults?
- Alonso no fundão?
- Piquetzinho é um bundão?
- As Hondas seriam ainda os piores carros do grid?

São muitas perguntas juntas e as cinqüenta e oito voltas tinham tudo para respondê-las. Só que o que se viu quando largaram o que se viu não ajudou muito a elucidar as duvidas. Aenas uma delas foi respondida a contento: o controle de tração ainda vai fazer muita falta.
Ron Groo, Blig do Groo

Nada como uma prova extremamente conturbada para iniciar uma temporada. Lewis Hamilton liderou de ponta a ponta, mas atrás do inglês teve de tudo e mais um pouco. (...)

Nelsinho Piquet também se envolveu na confusão e, embora tenha se mantido na pista, inclusive ganhando várias posições com o incidente, logo viu seu desempenho cair, sendo ultrapassado por diversos adversários. Com o decorrer da corrida, ainda chegou a frequentar a zona de pontuação, mas se retirou mais tarde com problemas mecânicos.

A comparação com o pai é inevitável: Nelson estreou largando em 21º na Alemanha [GP da Alemanha de 1978] e abandonando na 31ª volta, enquanto o filho também saiu da mesma posição e deixou o GP após a 30ª passagem...

Felipe Maciel, Blog F-1

O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, acerca do campeonato de F1 e de um alegado domínio da sua equipa: "Antevejo um campeonato aborrecido" - 06.03.2008.


Sem dúvida que a corrida de hoje foi bastante aborrecida para ele e para todos os tiffosi, tal foi a vergonhosa prestação da Ferrari. Há muito tempo que não se via nada tão mau, com os dois pilotos constantemente fora de pista por erros próprios - o Massa vai-se ver aflito o ano todo para conduzir sem o controle de tracção - acabando ambos por abandonar com problemas mecânicos.


Patético, foi tudo simplesmente patético.


6º - BARRICHELLO – Ótima corrida do brasileiro do início até o último pit stop, quando a Honda fez merda. A equipe o chamou para o pit stop quando os boxes estavam fechados (safety car estava na pista devido a batida da Toyota de Timo Glock) e pra piorar o responsável pela placa de liberação do pit stop, levantou antes de finalizar o abastecimento, levando mecânicos e bomba junto. Acabou sendo penalizado e ainda corre o risco de ser desclassificado em função dos boxes fechados... [foi mesmo desclassificado] isso porque Ross Brawn está cuidando da estratégia da Honda.



A temporada 2008 começou melhor do que muita gente esperava. Depois do treino de classificação tira-fôlego da madrugada do sábado (três pilotos disputando a pole position até o último instante), a corrida de hoje em Albert Park foi daquelas que deixa qualquer fã de F1 sem unhas. Talvez seja ainda muito cedo para aplaudir as mudanças no regulamento, mas o fato é que a proibição do controle de tração e de outras engenhocas eletrônicas tornou a categoria mais competitiva e mostrou que o braço e a cabeça do piloto é que fazem mesmo a diferença. Vejam o caso do estreante Sébastien Bourdais, que vem de quatro títulos nos Estados Unidos e corria o risco de ficar perdido em meio ao pelotão intermediário se não estivesse disputando a prova em uma situação um pouco mais equilibrada. Acredito mesmo que vamos ver talentos reais emergindo (Kubica já é uma realidade; Rosberg também; minhas fichas este ano vão para Vettel, Glock – mesmo com a lambança – e Bourdais). E aqueles que não nasceram pra pilotar um F1 (Nakajima, alguém?) vão deixar isso cada vez mais claro…

A1GP - Ronda 8, Cidade do México (Qualificação)

Enquanto na Australia se preparava para o começo do Mundial de Formula 1, e no "vizinho do Norte" se corriam as 12 Horas de Sebring, no Autodromo Hermanos Rodriguez disputavam-se as sessões de qualificação para as corridas de hoje da A1GP.



Os treinos mostraram um jovem prodígio vindo da terra de Gilles Villeneuve: Robert Wickens, de paenas 18 anos, fez a "pole-position" para a Feature Race, depois de ter sido quinto colocado na grelha para a Sprint Race, Aí, a pole-position pertenceu ao sul-africano Adrian Zaugg.

Quanto aos que falam português: Bruno Junqueira, conhecedor deste circuito desde os tempos da CART, foi oitavo nos treinos para a Sprint Race, mas não conseguiu obter um bom tempo para a Feature Race, partindo então do 18º posto da grelha.

Jà em relação a Filipe Albuquerque, as coisas foram diferentes: apesar de ter ficado atrás de Junqueira nos treinos para a Sprint Race, no nono posto da grelha, na Feature Race esteve melhor, e irá partir do oitavo lugar. num Circuito que lhe é totalmente desconhecido, o jovem piloto de Coimbra acabou por considerar o seu resultado bastante positivo: "Penso que acabou por ser um bom resultado se analisarmos tudo o que se passou. Este Circuito é especialmente difícil e não me refiro só aos aspectos técnicos, mas também aos inúmeros buracos que caracterizam a pista. Para os pilotos que já estão familiarizados tiram daqui uma enorme vantagem. No que a mim diz respeito, torna tudo muito mais difícil. Mesmo assim, fui gradualmente melhorando os meus tempos o que demonstra uma evolução rápida e constante", explicou Albuquerque ao jornal português Autosport.

A Sprint Race começará às 18:30, hora de Lisboa, enquanto que a Feature Race acontecerá pelas 22 horas.

Formula 1, Ronda 1, Australia (Corrida)

Emoção? Toda. Agitação? Toda. Afinal, tivemos 3 situações de Safety Car em pista. Resultado? Uma hecatombe de todo o tamanho, onde a McLaren ganhou em toda a linha. Toda! Woking 1 - Maranello 0. Lewis Hamilton levou o ceptro para casa, numa vitória dominadora, com Nick Heidfeld e Nico Rosberg nos outros lugares do pódio.

Confesso que pressentia uma primeira volta agitada, e isso aconteceu. Fisichella, Webber, Button, Davidson e Vettel acabaram as suas corridas nessa volta, vítimas de toques, e isso resultou na primeira entrada do Safety-Car.


Os Ferrari tentaram recuperar o tempo perdido nos treinos, mas só fizeram asneiras na corrida. Felipe Massa só se lembrou de atirar fora carros, e foi ele que causou a entrada do Safety-Car pela segunda vez, quando atirou fora David Coulthard. E quando se preparava para o regresso, o carro decidiu calar-se. Mau demais para ele. Quanto a Kimi Raikonnen, a estratégia de uma só paragem resultou até à segunda partida, quando tentou ultrapassar o seu compatriota Kovalainen, mas uma travagem demasiado optimista atirou-o para a gravilha, perdendo imenso tempo. Ainda se despistou mais uma vez, acabando irremediavelmente a seis voltas do fim, ainda classificado.


Quem ganhou com tudo isto? Fernando Alonso. Foi quarto classificado, aproveitando a hecatombe para marcar preciosos pontos. Mas não esqueço Nico Rosberg. A prova dele foi sólida, tranquila, mostrou que os Williams estão de volta aos lugares de destaque, e que se as coisas continuarem assim, os pódios não serão um acaso, como hoje.


Quanto a Rubens Barrichello... teve azar, muito azar. Quando ia num sólido quinto posto, conseguindo marcar pontos em relação a muita coisa, o seu segundo reabastecimento no mesmo momento em que o Toyota de Timo Glock "voava", estragou-lhe o dia. Foi penalizado em 10 segundos, e para piorar as coisas, saiu da boxe com luz vermelha. Resultado: desclassificação obvia. Outro dos azarados do dia foi Sebastien Bourdais. Sobreviveu à hecatombe, e tudo indicava que conseguiria um sólido quarto posto, quando o motor foi-se de vez. Mas mesmo assim, conseguiu pontuar!


Semana que vêm, Domingo de Páscoa, teremos o GP da Malásia. Todos os que desistiram quererão "lavar a face", depois das asneiras australianas. A Ferrari que o diga!