quarta-feira, 24 de junho de 2009

As notas de Silverstone

Por fim, com algum atraso, chegaram as notas do Troféu Blogueiros, sobre o GP da Grã-Bretanha, que decorreu este fim de semana em Silverstone. Confesso que não vi assim grandes discrepâncias, pois acho que toda a gente esteve de acordo com as prestações dos pilotos na pista inglesa. E quando há discrepâncias... não conta.




Bom, vejam-nas, e se quiserem comentar, estejam à vontade.

Formula 1 em Cartoons - Video do Mantovani (Inglaterra)




Este video é engraçado: Bruno Mantovani mostra o "segredo do sucesso" dos Red Bull em Inglaterra, especialmente no carro de Mark Webber, e de novo, o "Piloto Misterioso" faz a sua aparição e mexe num dos carros da Brawn GP.


Quem será essa personagem? Alguém quer arriscar, ou teremos de chamar o Sherlock Holmes para ajudar a resolver o caso? Baker Street não fica longe...

terça-feira, 23 de junho de 2009

Será este o calendário da FOTA?

Não levem isto muito a sério, mas o jornal inglês The Guardian revelou hoje aquilo que poderá ser um ensaio de um calendário FOTA para 2010, demonstrando talvez que o plano para abandonar a Formula 1 é para ser levado a sério.


E neste novo calendário tem várias novidades: a inclusão dos principais circuitos que estão no calendário da FIA, como Mónaco, Monza e Silverstone, na Europa, Singapura, Sepang, Suzuka e Abu Dhabi, na Asia e Médio Oriente. E haveria regressos, como Buenos Aires, na Argentina, Imola, Jerez e Magny-Cours, na Europa e Cidade do México, Montreal e Indianápolis, na América do Norte.


Também haveria novidades absolutas: Helsinquia, Surfers Paradise. Lausitz e... Portimão. Sim, Portugal está nos planos da "New Formula", ou Formula FOTA, se quiserem. As excluídas? Brasil, Malásia, Barhein, China e Turquia, para começar.


Mas para ser honesto, este esboço de calendário deve ser recebido com reservas. Mas saber que por fim, ver que Portugal está a um passo de regressar à elite do automobilismo, apesar de ser num campeonato rebelde, é uma boa noticia.


Eis o hipotético calendário da FOTA para 2010:



3 de Março - Argentina (Buenos Aires)
21 de Março - México (Hermanos Rodríguez)
11 de Abril - Espanha (Jerez)
25 de Abril - Portugal (Portimão)
2 de Maio - Itália (Imola)
23 de Maio - Mônaco (Monte Carlo)
6 de Junho - Canadá (Montreal)
13 de Junho - EUA (Indianápolis)
1 de Julho - Inglaterra (Silverstone)
25 de Julho - França (Magny-Cours)
15 de Agosto - Alemanha (Lausitz)
29 de Agosto - Finlândia (Helsinquia)
12 de Setembro - Itália (Monza)
26 de Setembro - Emirados Árabes (Abu Dhabi)
10 de Outubro - Cingapura (Marina Bay)
24 de Outubro - Japão (Suzuka)
8 de Novembro - Austrália - Adelaide ou Surfers’ Paradise

Formula 1 em Cartoons - GP Series (Inglaterra)

A prova valeu mais pelo resultado do que pela corrida, é certo. Mas ver Sebastien Vettel a ganhar pela terceira vez na sua carreir, e ainda por cima em casa de Jenson Button, demonstra que este poderá ter sido o ponto de viragem do campeonato, em que o passeio no parque por parte de Button e da Brawn GP poderá se ter transformado em algo parecido com Todo-o-Terreno...

Neste post, mostramos como a vitória foi comemorada nos lados da Red Bull, e a sensação que o veterano Rubens Barrichello teve quando... mais uma vez, um alemão lhe atravessou o caminho. E agora ele está bem colado a ele na luta pelo vice-campeonato!

GP Memória - Holanda 1974

Depois de terem corrido em Anderstorp, na Suécia, o pelotão da Formula 1 passou para a sua próxima paragem, o circuito holandês de Zandvoort, na Holanda. O pelotão da Formula 1 já começava a ficar grande. Tão grande que a Trojan foi recusada pelos organizadores por uma terceira vez. A equipa contestou esta recusa nas entidades desportivas britânicas, e no final, a sua inscrição foi aceite.


Em Zandvoort estavam inscritos 27 carros para o fim-de-semana. E havia mudanças: Brian Redman sai da Shadow, e no seu lugar era contratado um jovem piloto vindo da Token: Tom Pryce. A Williams inscreve dois carros, um para o regressado Arturo Merzário, e outro para o local Gijs Van Lennep. Outro regresso é o de Hans-Joachim Stuck na March, recuperado do polegar quebrado. E na Surtees, a saída de José Carlos Pace já tinha sido consumada, e ele estava ausente na Holanda.


Na qualificação, os melhores foram os Ferrari, que monopolizavam a primeira fila. Niki Lauda foi melhor do Clay Regazzoni, enquanto que na segunda fila ficavam os McLaren de Emerson Fittipaldi e Mike Hailwood, no terceiro carro da marca, e na terceira fila estavam o Tyrrell de Jody Scheckter e o Hesketh de James Hunt. Na quarta fila estavam o Shadow de Jean-Pierre Jarier e o segundo Tyrrell de Patrick Depailler, e para fechar o “top ten” estavam o segundo McLaren de Dennis Hulme e o Lotus de Ronnie Peterson.


Na Holanda, os organizadores só deixaram correr 25 carros, logo significava que dois deles teriam de ficar fora. O Token de Tim Schenken e o Isso-Marlboro de Gijs Van Lennep, para desilusão dos fãs locais.



No momento da partida, Lauda sai na frente, com Hailwood na segunda posição, seguido por Regazzoni e Depailler. Hunt partia mal e na confusão, bate em Pryce e ambos ficam de fora da corrida. O austríaco continua na frente, sem ser incomodado, enquanto que mais atrás, Regazzoni passa Hailwood no final da segunda volta, e fica com o lugar praticamente até ao final da prova. O inglês da McLaren iria perder mais duas posições, a favor de Depailler e Fittipaldi, mas a meio da corrida, o brasileiro conseguiu passar o francês da Tyrrell. Mais tarde, Depailler tinha problemas de direcção e perderia o quarto lugar a favor de Hailwood. Pouco depois, viu-se incapaz de segurar o seu companheiro Jody Scheckter, e assim ficou no último lugar pontuável.


No final da corrida, a Ferrari comemorava a segunda dobradinha do ano, com fittipaldi no lugar mais baixo do pódio. Isto implicava que tem termos de campeonato, a luta estava ao rubro, pois se o brasileiro liderava, Lauda, com esta vitória, estava somente a um ponto dele, enquanto que Regazzoni tinha apenas menos dois pontos que o duo da frente. A meio da temporada, isto implicava que o campeonato estava “quente”, e que dali a duas semanas, no circuito francês de Dijon, as coisas poderiam esclarecer um pouco…


Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/1974_Dutch_Grand_Prix

http://www.grandprix.com/gpe/rr243.html

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Formula 1 em Cartoons - Bruno Mantovani (Inglaterra)

Na semana passada, o Bruno Mantovani desenhou um "pilotoon" em que julgava o que seria o pódio do GP de Inglaterra. Num campeonato dominado por um piloto e uma equipa, todos julgavam que Silverstone, casa de Jenson Button, seria outro "passeio no parque" para o piloto inglês.




Ora... tal não aconteceu. E Sebastian Vettel, que começo a convencer-me que tem genes de campeão, demonstrou que não só tem um carro vencedor (sim, até Mark Webber, um piloto modesto, tinha capacidade de ganhar!), como tem a capacidade de ser campeão... já esta época. Sim, convençamo-nos que este provavelmente, este momento poderá ter sido uma viragem nesta época. Mas só em Nurburgring é que saberemos se acabou o "passeio no parque" do Jenson Button e da Brawn GP...

Autosfera, o agregador de blogs

Esta noite fui agradavelmente surpreendido com uma noticia vinda da Barbara Fanzin, do Velocidade.org: ela anunciou que agora existe um motor de busca exclusivamente dedicado ao automobilismo, o Autosfera.




A razão deste projecto é explicado por ela própria: "A idéia foi a de agregar blogs de automobilismo, seja de competição, carros, simuladores e outros assuntos, em um único espaço.



O objetivo é mostrar que nós temos inúmeros espaços muito legais e diferenciados, tanto no Brasil como no exterior, mas que nem sempre conseguimos visitar por conta daquela falta de tempo. Acessando a Autosfera, você sabe na hora se o blog foi atualizado e quais são as principais novidades comentadas na comunidade. Há também fotos, vídeos e o que as pessoas falam sobre Fórmula 1 no Twitter."


Sou honesto: fiquei agradavelmente surpreendido com este projecto. Se isto fizer com que aumente as nossas visitas, ou então que nos mostre mais numa Blogosfera cada vez mais concorrida, e onde todos os dias nascem e morrem blogs, este instrumento é fundamental para nós.

A capa do Autosport desta semana

Em fim de semana de Formula 1, onde tudo aconteceu, confesso que tinha alguma curiosidade em saber o que a revista Autosport iria falar sobre este fim de semana que em todos os aspectos... é histórico.




E na minha opinião, não desiludiu. A capa da revista tem um Sebastian Vettel exultante, com a seguinte capa: "Red Bull bate Brawn - Vettel pode sonhar". Curiosamente, isto pode ter, salvo as devidas distâncias, certos paralelismos com o campeonato de 1979, onde a primeira parte foi da Ligier e Ferrari, e a segunda parte foi o passeio das Williams de Clay Regazzoni e Alan Jones.


E quanto aos bastidores, a revista vai mostrar "Como a FOTA 'tramou' Mosley". Se valer a pena, coloco aqui! Depois em menos destaque temos o Todo-o-Terreno, com o Transibérico, e a Formula Renault, onde o "Formiga" António Felix da Costa foi "Kaiser" em Oberschleben.

The Stig... revelado!



O Top Gear é o programa de automóveis que sonho fazer no dia em que ficar milionário, para mostrar a este belo país à beira-mar plantado que os programas de automóveis podem ser muito mais do que o depositário dos press-releases das marcas de automóveis.


Uma das imagens de marca, para além dos apresentadores Jeremy Clarkson, James May e Richard Hammond, é o "test driver" do programa, que é conhecido como... The Stig. Nunca se soube quem era a personagem por detrás da máscara, mas sabe-se há muito tempo que não é uma pessoa, mas sim várias. E os próprios apresentadores alimentam isso.


Ora, para o inicio da nona série do programa, os apresentadores decidiram revelar o Stig. E quem é a pessoa por detrás da máscara? É um certo piloto de Formula 1 que tinha reformado e estava aborrecido em casa...

domingo, 21 de junho de 2009

Formula Renault: Felix da Costa imparável em Oberschleben

Depois de ontem, António Felix da Costa ter ganho a primeira corrida da formula Renault 2.0 North European Competitiion (NEC), hoje, mesmo partindo do oitavo lugar, o piloto português da Motorpark Academy repete a gracinha e vence de novo, consolidando a sua liderança neste campeonato.

Partindo da oitava posição, devido à inversão da grelha para os oito primeiros classificados da corrida de ontem, Felix da Costa fez um arranque surpreendente, que lhe permitiu chegar à primeira curva... no segundo posto. Momentos depois, ainda durante a primeira volta, ataca a liderança e consegue alcançá-la, para não mais a largar. Nas voltas seguintes, o piloto foi ganhando terreno aos seus mais directos adversários, tendo cortado a meta com oito segundos de vantagem sobre o segundo classificado e seu colega de equipa, o dinamarquês Marco Sorensen.


"Foi um fim-de-semana perfeito", referiu António Félix da Costa que dominou por completo em Oschersleben: "Pela primeira vez este ano com as novas regras, um piloto consegue ganhar as duas corridas, corri de slicks na primeira e com pneus de chuva na segunda corrida e adaptei-me bem nas várias situações de aderência. O carro estava muito equilibrado, a equipa fez um excelente trabalho, proporcionou-me um carro fantástico que me permitiu dominar os treinos e obter duas excelentes vitórias. Na corrida de hoje a chuva compareceu com alguma intensidade e a pista estava bastante escorregadia. Arranquei muito bem, não deixei que as rodas patinassem e cheguei à primeira curva já no segundo lugar. Comecei de imediato a pressionar o primeiro classificado, que sozinho, cometeu um erro aproveitando de imediato para assumir a liderança ainda na primeira volta. Consegui imprimir um ritmo forte ao longo de toda a corrida o que me permitiu novamente estabelecer a volta mais rápida e cruzar a meta com 8 segundos de vantagem sobre o segundo ", afirmou.


Felix da Costa consolidou, neste fim de semana alemão, a liderança do campeonato NEC, que acumula com a liderança na Eurocup, demonstrando neste segundo ano de monolugares que está numa boa posição para alcançar ambos os campeonatos, mesmo que os campeonatos ainda não tenham alcançado a metade. O jovem piloto de Cascais volta à carga, desta vez pela Eurocup, nos dias 4 e 5 Julho, no circuito de Silverstone.

WTCC - Brno (Corridas)

No mesmo dia em que a Formula 1 corria em Silverstone, no circuito checo de Brno, o WTCC tinha a sua jornada dupla. E aqui, no duelo entre BMW e Seat, a marca alemã levou a melhor.


Na primeira corrida do dia, com Augusto Farfus a largar da "pole-position", este provocou uma... carambola, que não só o eliminou a si, como também aos Chevrolet Cruze de Nicola Larini e de Rob Huff, com o terceiro Chevrolet, o de Alain Menu, a não ir mais longe. Andy Prilaux e Jordi Gené também estiveram envolvidos, mas continuaram em prova. Tiago Monteiro, partindo da 11ª posição na grelha, aproveitou bem a confusão para chegar ao quinto posto no final da primeira volta.



Contudo, nas voltas seguintes, estava a ser pressionado pelo espanhol Sergio Hernandez, no seu BMW, que estava muito mais rápido do que ele, e desceu para o sexto posto, o seu lugar final. Na frente, o duelo era entre Alex Zanardi e Jorg Muller, mas no final, o piloto italiano levou a melhor, numa dobradinha BMW. Gabriele Tarquini foi o terceiro, o melhor dos Seat.


Na segunda corrida do dia, Sergio Hernandez partiu na frente, e não mais largou. O seu grande adversário foi outro BMW, do seu compatriota Felix Portero, mas um despiste a meio da corrida o fez cair para o quarto posto, aproveitado pelos dois Seat, de Yvan Muller e Tiago Monteiro, que o tentaram apanhar, mas não conseguiram. Sendo assim, o piloto português subiu ao pódio pela segunda vez este ano. Gabriele Tarquini foi quinto, seguido de Rykard Rydell.



"Estou muito contente. Dois pódios em dois fins-de-semana são resultados muito positivos. Este fim-de-semana somei nove pontos para além de ter dado igualmente pontos à Seat numa altura especialmente sensível para a equipa devido às alterações regulamentares impostas", afirmou primeiro o piloto português.


No balanço de um fim de semana que era potencialmente complicado, devido às restrições dos turbo-diesel da Seat e dos lastros, Monteiro e a equipa Seat conseguiram contrariar um pouco as adversidades: "Chegámos a Brno preocupados e não muito confiantes devido às limitações das rotações dos Leon TDI e claro, do lastro, mas determinados em conseguir fazer o melhor possível. A estratégia da equipa acabou por funcionar muito bem, soubemos defender-nos dos ataques dos nossos adversários e não cometemos erros, o que foi determinante para o desfecho final", concluiu.


No final deste fim de semana duplo, Monteiro subiu duas posições, até ao décimo lugar, com pontos. A proxima jornada dupla do WTCC será no circuito português da Boavista, no Porto, a 4 e 5 de Julho.

Formula 1 - Ronda 8, Silverstone (Corrida)

A Formula 1 chegava hoje a Silverstone a tentar esquecer os acontecimentos dos bastidores e a concentrar naquilo que interessava: a corrida. Com os Red Bull em forma e Jenson Button a partir da sexta posição, pela primeira vez este ano a partir tão em baixo, Sebastien Vettel tinha todas as chances de conseguir uma vitória categórica na casa dos seus adversários. Quem diria!

Sob o típico céu britãnico, nublado mas sem ameaças de chuva, Vettel partiu na frente, apesar das tentativas de Barrichello para o superar. Um pouco atrás, os Ferrari com KERS conseguem subir algumas posições e interferem na luta pelos lugares pontuáveis, enquanto que um pouco mais atrás, Lewis Hamilton e Fernando Alonso tinham as suas lutas em lugares do fundo da tabela...



À medida que as voltas passavam, notava-se que os Red Bull estavam numa tática imbativel, afastando-se cada vez mais dos seus adversários. E depois da primeira paragem nas boxes, Mark Webber conseguiu passar Barrichello e assegurou uma potencial dobradinha. De resto, mais atrás, havia lutas pela luta: nada estava em jogo, só a honra. E diz-se isso porque as pessoas em questão são Lewis Hamilton, Fernando Alonso, Heiki Kovalainen, Robert Kubica, pilotos de equipas como Renault, McLaren e BMW Sauber que um ano antes estavam na frente da corrida...


A corrida seguia imperturbável até à volta 35, altura em que Kovalainen e o Toro Rosso de Sebastien Bourdais dão se mal e entram em contacto na travagem à Curva Club, com o francês a perder a asa e o finlandês com um pneu furado. Ambos chegaram às boxes e tentaram continuar, mas por pouco mais de uma volta.

Com o tempo, os Red Bull "desapareceram" de vista sobre a concorrência, os olhos estavam virados para os restantes lugares pontuáveis: Rubens Barrichello, o Williams de Nico Rosberg, o Toyota de Jarno Trulli, e os Ferrari de Felipe Massa e Kimi Raikonnen. Button vinha mais atrás, com... o Force India de Giancarlo Fisichella a ameaçá-lo e a lutar pelos lugares pontuáveis. Nas voltas finais, o drama foi em relação ao último lugar pontuável: Raikonnen aguentava a pressão do Toyota de Timo Glock, enquanto que um pouco mais à frente, Button tentava apanhar Nico Rosberg, que por sua vez estava a tentar apanhar Felipe Massa, o quarto classificado.


Apesar de todas estas lutas, não houve alterações na classificação, e quando Sebastien Vettel cortou a meta como vencedor, repetia-se o pódio de Xangai: Vettel vencedor, Webber segundo e um Brawn no terceiro lugar, desta vez o de Barrichello. Falou-se no fim de semana que este poderia ser a corrida em que as sortes poderiam ser trocadas, ou seja, o poder da Brawn passou para a Red Bull. Mas também se falava disso em Xangai...

E assim terminava o GP da Grã-Bretanha de 2009, em Silverstone. Em 2010, está tudo previsto que Donington Park receba esse Grande Prémio. Mas com a actual situação, pode ser que este circuito tenha ganho mais uma chance de receber um dos campeonatos que irão surgir no ano que vêm...

GP2 - Ronda 5, Grã-Bretanha (Corrida 2)

Decorreu esta manhã a segunda corrida da GP2 no circuito de Silverstone, e aqui, o melhor foi o venezuelano Pastor Maldonado, que partido da segunda posição, conseguiu superar o austroarabe Andreas Zuber. A corrida também é marcada pelo primeiro pódio de sempre para a Ocean Racing Technology, com Karun Chandhok, que ficou com o lugar mais baixo.

Uma Sprint Race sem história em termos de pista, e que terminou duas voltas mais cedo, quando o espanhol Dani Clos bateu forte, obrigando a intervenção do Safety Car.



Para José Guedes, que representava Tiago Monteiro, pois estava a correr naquele em Brno, no WTCC, este é um resultado: "Que toda a equipa já merecia. Temos demonstrado, prova a prova, sempre um bom andamento e com capacidade para lutar pelas vitórias. Este resultado é no fundo a recompensa pelo trabalho de todos na equipa, desde a estrutura técnica aos pilotos. Todos tiveram um papel preponderante. Esperamos que este resultado marque o fim dos azares. Parabéns ao Karun por este pódio e ao Álvaro por mais uma excelente recuperação", afirmou.

Quanto a Alvaro Parente, largando da 24ª posição da grelha, conseguiu passar... 12 carros em duas voltas. Fantástico! Depois apanhou Luca Fillipi e colou-se ao grupo constituido por Vitaly Petrov, Michael Herck e Roldan Rodriguez, que lutavam pelo oitavo posto, mas não conseguiu ultrapassá-los, terminando assim na 11ª posição.


"Estava muito rápido e isso permitiu-me ganhar muitos lugares nas primeiras voltas. Pressionei bastante o Petrov, mas não quis arriscar um novo toque com ele e os pneus acabaram por perder eficácia. No final da prova voltei a ficar em condições de o atacar com maior intensidade, mas o Safety-Car entrou em pista e não pude tentar qualquer ultrapassagem", afirmou o piloto do Porto.

Mas o facto de não ter conseguido pontos neste fim de semana, mais uma vez, deixa um certo ar de frustração no piloto português: "Desde o início da temporada que temos vindo a mostrar andamento para lutar pelas posições pontuáveis e até pelos triunfos, mas acontece sempre qualquer coisa, por vezes um pequeno detalhe noutras ocasiões um toque de um adversário, que nos impedem transformar em resultados o andamento que evidenciamos. Vou continuar a trabalhar arduamente e, com a ajuda da Ocean Racing Technology, tenho a certeza de que vou ultrapassar esta fase e conquistar os resultados que eu sei estarem ao nosso alcance", frisou, confiante que o azar que atravessa irá terminar em breve.

Quem te viu e quem te vê...

O "paddock" do GP de Inglaterra é sempre palco de encontros com personagens que já não sabemos deles há eras, especialmente os ex-pilotos de Formula 1 que correram nos anos 70, 80 e 90. Meto em particular as fotos de quatro deles, e vendo aquilo que eles eram anteriormente e aquilo que são agora, em alguns casos, as diferenças são abismais...


Como no caso do Derek Warwick, por exemplo.


O Jackie Stewart já todos sabem, porque é presença regular.



O Damon Hill, como presidente do British Racing Drivers Club, tem de ser um bom anfitrião, não é? E aparenta estar em forma...


Outro dos que circulou pelo "paddock" esta Sábado foi Jody Scheckter, o sul-africano campeão do Mundo de 1979. Faz bem tirar um fim de semana da sua quinta biológica e matar as saudades da competição...



E deixei este regressado em combate para o fim. Porquê? Aparentemente, Jacques Villeneuve poderá estar de olho num regresso à Formula 1. Agora que isto está na ca**** que todos sabemos, ele está de olho num dos lugares na nova USF1, ou USGPE, sei lá... porque quer mostrar aos seus filhos que o seu pai pode voltar a ganhar corridas. Jacques, aos 38 anos de idade? Continua na reforma e deixa que os teus filhos os vejam os teus feitos no Youtube, OK?


E pronto. Este foi o meu "momento Caras" deste fim de semana competitivo. Um pouco de diversão neste fim de semana conturbado não faz mal nenhum...

GP Memória - Holanda 1969




A Formula 1 dessa altura vivia semanas de intensa polémica regulamentar. Depois dos acidentes em Montjuich, e da consequente proibição das asas no GP do Mónaco, a CSI (Comission Sportive Internationale, antecessora da FIA) decidiu regulamentá-las, passando a dar uma medida mínima para a altura, e a maneira como estas deveriam ser fixadas. Assim sendo, iriam ser fixadas no chassis do carro (logo, as asas móveis seriam abolidas), e ficariam a uma altura de 80 centímetros ao solo. As equipas acederam, e colocaram nos seus carros essas novas asas.


Entretanto, nas três semanas que decorreram desde o Mónaco, outro evento tinha acontecido, aqui graças à intervenção dos pilotos. Estes tinham dito que os 21 quilómetros de extensão de Spa-Francochamps eram demasiado para eles, e decidiram boicotar a presença nesse circuito, caso não fizessem uma profunda reforma no circuito em termos de segurança. Assim, os organizadores não tiveram outro remédio senão cancelá-la.


Em Zandvoort, houve algumas alterações: a Antique Automobiles tinha carro um carro novo para Vic Elford: depois de ter corrido com um Cooper T86 no Mónaco, agora tinha à sua disposição um McLaren M7A. Na BRM, o novo monolugar, o P139, estreava-se na pista holandesa, para John Surtees, mas os resultados nos treinos foram decepcionantes: partiria da 12ª posição.


E nesses mesmos treinos, o melhor foi a Lotus: Jochen Rindt levou a melhor sobre Jackie Stewart, no seu Matra. Graham Hill, companheiro de Rindt, era terceiro, tendo a seu lado o Ferrari de Chris Amon. Na terceira fila estavam Jacky Ickx, no seu Brabham e Bruce McLaren, no seu próprio carro. Depois vinham Dennis Hulme, no segundo McLaren, Jack Brabham, no seu próprio carro, o Brabham privado de Piers Courage, inscrito por Frank Williams, e a fechar o “top ten”, o Lotus privado de Jo Siffert, inscrito por Rob Walker.


Na largada, Hill foi mais rápido que Rindt e Stewart e assumiu a liderança da corrida. A seguir a estes três vinham Amon, Hulme e Ickx. Contudo, a liderança do piloto inglês foi de curta duração e na volta três, o seu companheiro ultrapassou-o, seguido por Stewart. O austríaco começa a afastar-se do escocês da Matra até à volta 17, quando a coluna de direcção começa a ter problemas e vê-se obrigado a abandonar. Stewart herda o comando, enquanto que Hill já tinha sido ultrapassado pelo outro Lotus, do suiço Jo Siffert, que tinha feito uma corrida de trás para a frente, e alcançara o terceiro posto pouco antes de Rindt parar. Por essa altura, Hill também sofria de problemas de direcção, que o levou até ás boxes, no sentido de os tentar resolver. Arrastou-se até ao final, perdendo duas voltas e ficando fora dos pontos, na sétima posição.


Isso deixou Stewart ainda mais sozinho no comando, sem ser incomodado até ao final, a mesma coisa a acontecer com Siffert, que conseguia aqui o seu melhor resultado do ano. Mais atrás, a corrida era mais emotiva: O McLaren de Hulme, o Ferrari de Amon e os Brabham de “Black Jack” e o belga Jacky Ickx lutavam pelo lugar mais baixo do pódio, até que finalmente, Chris Amon levou a melhor sobre Hulme, que ficou na quarta posição. Ickx foi quinto e Brabham sexto.

Fontes:


http://en.wikipedia.org/wiki/1969_Dutch_Grand_Prix