quarta-feira, 22 de junho de 2016

CNR: Miguel Barbosa confiante no Rali Vidreiro

O Rali Vidreiro vai ser o segundo rali em asfalto para Miguel Barbosa, que está em processo de aprendizagem no campeonato nacional de ralis. Depois de um sexto lugar no Rali de Castelo Branco, o piloto do Skoda Fabia R5 espera que o Rali Vidreiro seja mais uma etapa na sua evolução nos ralis, no sentido de se aproximar dos mais velozes. 

“Temos vindo a evoluir de forma significativa nestas três provas já disputadas e continua a ser esse o nosso propósito para este primeiro ano nesta modalidade. Queremos continuar a fazer quilómetros aos comandos do nosso Skoda Fabia R5 que se tem confirmado como uma excelente aposta e com ele conseguir realizar tempos cada vez mais próximos dos pilotos mais rápidos. Este será apenas o meu segundo rali de asfalto, onde me sinto menos à vontade, mas estou muito motivado para andar rápido e ser eficaz”, começa por dizer.

Para Miguel Ramalho, seu navegador, afirma que “o desafio é idêntico de corrida para corrida. É importante fazer quilómetros sem cometer erros para se poder evoluir. Foi isso que aconteceu nas estreias de Fafe e de Castelo Branco, numa prova muito específica como foi a dos Açores e espero que também aconteça na Marinha Grande”

Recorde-se que o Rali Vidreiro - Centro de Portugal irá ter nove especiais, três delas na sexta-feira à noite, primeiro com duas passagens pela classificativa do Farol, antes da especial noturna na Marinha Grande. No sábado, o rali prossegue com as passagens duplas por Caranguejeira e Espite, e também em São Pedro, num total de 114,82 quilómetros de troços cronometrados.

Cinco exemplos de como a Toyota é a construtora mais azarada do mundo

A Toyota é uma das maiores construtoras do mundo e tem uma longa história no automobilismo, em modalidades como a Formula 1, Endurance, IndyCar, Ralis, entre outros, em campeonatos locais e mundiais. A sua entrada foi discreta, mas a sua persistência deu resultados, vencendo mundiais de ralis e de Endurance, para além de vitórias na IndyCar.

Contudo, a construtora japonesa teve imensos azares, especialmente em ocasiões onde esteve prestes a alcançar a vitória. À construtora já aconteceu de tudo: desclassificações por infrações nos regulamentos, má policia corporativa, más decisões em termos de pilotos, engenheiros e projetistas, entre outros. Em contraste, a sua rival Honda, já teve muito mais sucesso em várias categorias como na Formula 1 e a IndyCar. 

Como resultado final, a Toyota, que durante muitos anos foi a marca de automóveis com mais vendas em todo o mundo, acaba por não ter grande palmarés, apesar de já ter investido milhares de milhões de euros nos seus projetos desportivos desde meados dos anos 70, quando constituiu o Toyota Team Europe, na cidade alemã de Colonia.



1 - WRC, 1995



O Mundial de Ralis de 1995 foi o primeiro a usar o sistema de rotação entre ralis, ideia de Max Mosley, e havia um duelo entre Toyota e Subaru, com o seu modelo Impreza. com Ford e Mitsubishi a assistir de forma mais distante. A Toyota tinha o seu modelo Celica, com Didier Auriol e Juha Kankkunen, enquanto que a Subaru tinha Carlos Sainz e Colin McRae, num duelo onde parecia que os pilotos da marca preparada pela Prodrive tinham levado a melhor, pois partilhavam as vitórias - e a luta pelo campeonato - entre si.

Contudo, no Rali da Catalunha, os Toyota foram inspecionados pela FIA, que descobriu irregularidades dentro dos seus carros, e decidiu punir de forma exemplar, suspendendo-os por um ano e desclassificando-os desse campeonato. O anuncio foi uma surpresa para toda a gente e caiu como uma bomba no meio dos ralis, tornando-se num dos maiores escândalos da história do automobilismo.


2 - Rali RAC, 1998


O Rali RAC de 1998 era a última prova do Mundial de Ralis desse ano, e a disputa do título era entre o espanhol Carlos Sainz e o finlandês Tommi Makkinen. O primeiro tinha regressado à Toyota, onde tinha vencido os seus mundiais em 1990 e 1992, enquanto que Makkinen estava na Mitsubishi, que o tinha ajudado a vencer os dois últimos títulos da categoria WRC.

O rali acabou demasiado cedo para Makkinen, que numa das primeiras classificativas, arrancou uma roda do seu Lancer e encostou à berma, assistindo apenas ao resto do rali, convencido de que Sainz iria vencer o campeonato, bastando apenas que chegasse ao fim do rali e pontuar o suficiente para ser coroado como campeão do mundo.

Contudo, a 300 metros do fim da última especial, o radiador do seu Corolla WRC furou e o motor deixou de funcionar, à vista do mundo inteiro, que captou os gestos desesperados do seu navegador, Luis Moya. Mesmo que o carro tivesse arrancado dali, ele teria de chegar inteiro ao parque fechado para poder ser classificado. Makkinen recebeu a noticia de que tinha sido campeão no hotel, quando se preparava para cumprimentar Sainz como vencedor...   

A carreira do espanhol prosseguiu até 2003, mas nunca mais seria campeão. Já Makkinen, ainda ganhou o título em 1999, com a Mitsubishi, para se retirar em 2002, e agora está a ajudar... a Toyota no seu regresso ao WRC, em 2017.


3 - Le Mans, 1999


Em 1999, a Toyota veio para a Endurance com o modelo GT-One, determinado em alcançar o sucesso na clássica francesa, depois da Mazda ter feito o mesmo sete anos antes. Numa corrida que tinha Mercedes e Audi, a Toyota inscreveu três carros para a prova de La Sarthe, o primeiro para Ralf Kelleners, Alan McNish e Thierry Boutsen, o segundo para a tripla constituída por Martin Brundle, Emmanuel Collard e Vicenzo Sospiri e o terceiro para uma tripla totalmente japonesa, constituída por Ukyo Katayama, Toshio Suzuki e Keiichi Tsuchiya.

A edição de 1999 foi das mais atribuladas dos últimos 15 anos. Os Mercedes retiraram-se voluntariamente depois dos acidentes nos treinos e na corrida, primeiro com Mark Webber, e depois com Peter Dumbreck, e depois tornou-se num duelo entre BMW, Audi e Toyota. Os japoneses, andaram primeiro a par dos Mercedes, e depois com o BMW. Mas os carros japoneses tinham problemas com o desgaste dos pneus: pelas onze e meia, o carro numero 1, então guiado por Martin Brundle, tem um furo a alta velocidade na reta Mulsanne, antes da primeira chicane, e acabou por desistir, devido aos estragos causados pelo furo na transmissão.

Com isso, o carro numero 2 tornou-se no perseguidor aos BMW, mas pelas duas da manhã, Thierry Boutsen sofre um furo a alta velocidade perto do simbolo da Dunlop, acabando com o carro fora de pista e com o simpático piloto belga a ser extraído com lesões nas costas. Aliás, este acidente precipitou o final da sua carreira no automobilismo.

Pela manhã, os BMW estavam na frente, mas o Toyota resistente, o da tripla japonesa, conseguia apanhar o carro alemão a olhos vistos. A uma hora do fim, Ukyo Katayama, outro ex-piloto de Formula 1, tinha menos de um minuto de diferença, e estava a apanhá-los, ao ritmo de quatro segundos por volta. Contudo, na zona das curvas Porsche, sofreu um furo, mas conseguiu controlar o carro o suficiente para o levar para as boxes. No final, ficaram com o segundo lugar, mas tinham perdido a sua grande chance de vitória. 


4 - Formula 1, 2002-09


Em oito temporadas na categoria máxima do automobilismo, e 140 Grandes Prémios, a Toyota ficou com a dúbia reputação de nunca ter ganho qualquer corrida, apesar dos investimentos anuais da ordem dos 500 milhões de euros e da construção de uma enorme sede em Colónia, na Alemanha, a sede da TTE. 

Durante esse tempo, a marca japonesa conseguiu três pole-positions, treze pódios e três voltas mais rápidas, e acolheu pilotos como Mika Salo, Alan McNish, Jarno Trulli, Ralf Schumacher, Cristiano Da Matta, Timo Glock e Kamui Kobayashi, entre outros, mas não alcançou nada, nem se ouviu o hino japonês, como construtora. 

Muitos apontam a cultura corporativista japonesa como uma boa razão para o seu insucesso, mas também os recursos humanos não ajudaram muito, contra equipas com espírito mais "garagista" ou mais experimentado nesta categoria, como a Ferrari, McLaren, Williams ou Red Bull, que demoraram menos tempo para lá chegarem. No final de 2009, e apesar de terem revelado um piloto como Kobayashi, aproveitaram a saída da Honda, no ano anterior, para fazer o mesmo, apostando na Endurance e a partir de 2017, o WRC, com o modelo Yaris.


5 - GP dos Estados Unidos, 2005


Se no parágrafo acima falei sobre a carreira da marca como um tudo, aqui falo de um exemplo de como fatores externos impediram de alcançar a tão desejada vitória para a marca. Como é sabido, a temporada de 2005 foi a melhor de todas para a Toyota, pois alcançou pódios com Jarno Trulli e Ralf Schumacher, no modelo TF105, desenhado por Mike Gascoyne.

No GP dos Estados Unidos, Trulli conseguiu algo que a Toyota também procurava, que era uma pole-position. O feito alcançado pelo piloto italiano, porém, tinha ficado ensombrado pelo acidente de Ralf Schumacher na dia anterior, que tinha embatido fortemente no muro da Curva 13, acabando por ser substituido pelo brasileiro Ricardo Zonta. 

O inquérito do acidente chegou à conclusão de que o grande culpado tinha sido os pneus, que não eram capazes de resistir às pressões centrifugas daquela curva, que não era nada mais, nada menos do que a Curva 1 do Brickyard. Apesar dos pedidos da Michelin para mandar um novo conjunto de pneus, mais resistente, negado pela FIA, estes não tiveram outro remédio senão de não participar na corrida, com as consequências que todos nós sabemos. 

terça-feira, 21 de junho de 2016

A foto do dia (II)

E tal como a Porsche, a Ford comemora a sua vitória em Le Mans num cartaz feito para a ocasião, desta vez na categoria GTE-Pro, e meio século após a sua primeira vitória. 

CNR: Divulgada a lista de inscritos do Rali Vidreiro

O Clube Automóvel da Marinha Grande divulgou esta terça-feira a lista de inscritos definitiva do Rali Vidreiro, com a confirmação de 60 carros, 40 para o campeonato nacional, e mais vinte para os Clássicos. Desses 40 inscritos, estão dez R5, um S2000, três Porsches 997 GT3 e oito R1, entre outros.

Confirma-se que Ricardo Moura, Ricardo Teodósio e Fernando Peres primam-se pela ausência neste rali, essencialmente em asfalto, enquanto que Adruzilo Lopes e Vitor Pascoal terão a companhia de Luis Lourenço em termos de Porsche.

Recorde-se que o Rali Vidreiro - Centro de Portugal irá ter nove especiais, três delas na sexta-feira à noite, primeiro com duas passagens pela classificativa do Farol, antes da especial noturna na Marinha Grande. No sábado, o rali prossegue com as passagens duplas por Caranguejeira e Espite, e também em São Pedro, num total de 114,82 quilómetros de troços cronometrados. 

A foto do dia

O anuncio da Porsche para comemorar  a sua 18ª vitória nas 24 Horas de Le Mans merece todo o nosso respeito. E é uma excelente manifestação de "fair-play" e respeito pelos adversários.

Traduzido - há quem não perceba mais o francês:


"O valor de uma vitória mede-se pela qualidade dos nossos adversários.

Porsche vence as 24 Horas de Le Mans pela 18ª vez. E à Toyota, o nosso respeito para todo o sempre."

Formula 1 em Cartoons - GP Baku (Cire Box)



As incidências da corrida de Baku, vistas pelo "Cire Box" onde apesar de tudo, ninguém esquece do sucedido à Toyota nas 24 Horas de Le Mans...

E no Top Gear desta semana, temos...


Top Gear S23E04 Aston Martin Vulcan, Tesla... por carabinieri8
O Top Gear desta semana é bem interessante: temos Chris Harris em Abu Dhabi a experimentar o Aston Martin Vulcan, temos uma viagem entre Londres e Veneza entre o comboio e o carro - ou seja, luxo contra velocidade - mais a habilidade de Eddie Jordan com as colheres, e por fim, um Tesla modelo X para experimentar. Desta vez, todos andaram por ali.  

Entretanto, e durante a semana, soube-se que a BBC vai dar mais espaço a Rory Reid e a Chris Harris dentro do Top Gear, em detrimento do Chris Evans, que vai ter cada vez menos destaque. Aos poucos, estão a fazer os devidos ajustes no novo programa, e ver os dois integrantes do Extra Gear por ali até é bom...

Enfim, gozem o programa!

Youtube Motorsport Podcast: A minha participação no 107 por cento


Podcasts é o que não faltam por ai, mas ultimamente tenho andado a ser convidado a participar em alguns. Depois de na semana passada ter sido o convidado do Alta Octanagem, esta domingo foi convidado pelo Bruno, o dono do Podcast 107 por cento, para dizer o que pensei da corrida de Baku, acompanhado pelo rapaz que escreve no blog Velocidade Alta.

A conversa tem cerca de uma hora e vinte, e dissemos das boas sobre a corrida. Cliquem aqui e gozem o momento.

CNR: José Pedro Fontes deseja regressar aos triunfos

Com o Rali Vidreiro a acontecer no final da semana, o atual líder do campeonato, José Pedro Fontes, deseja regressar às vitórias, depois de um rali dos Açores modesto, vendo um dos seus rivais do campeonato, Ricardo Moura, a vencer a prova. O piloto da Sports & You, que pilota um Citroen DS3 R5, espera que neste seu regresso ao continente, consiga bater a concorrência e mantenha intactas as suas aspirações ao título nacional.

No Rali Vidreiro, o objetivo de Fontes é um: “A meta é regressar às vitórias! Não podemos pensar de outra forma e é com esse intuito que estamos a preparar este quarto rali do ano. Vencer e ficar ainda mais à vontade na liderança do campeonato", começou por afirmar. 

"Sabemos o que temos pela frente e é nesse sentido que temos vindo a preparar este regresso do Nacional ao continente e aos pisos de asfalto. Sabemos que temos condições para vencer, mas também estamos conscientes do valor dos nossos rivais, que têm dado uma excelente réplica. Todavia, temos que ter em conta que este é um rali exigente, apesar de curto, e com especiais muito rápidas", continuou. 

"Ainda há muito campeonato pela frente e há que delinear a melhor estratégia no sentido de alcançar esta meta imediata, mas não colocar em risco o objectivo da época. Sabemos que estamos fortes e com a motivação em alta. Esperamos superar mais esta batalha”, concluiu.

O Rali Vidreiro - Centro de Portugal vai ter nove especiais, três delas na sexta-feira à noite, com as duas passagens pela classificativa do Farol, antes da especial noturna na Marinha Grande. No sábado, o rali prossegue com as passagens duplas por Caranguejeira e Espite, e também no Pinhal de Leiria, num total de 114,82 quilómetros de troços cronometrados 

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Endurance em Cartoons - Le Mans 2016 (Pilotoons)

De facto, o automobilismo é cruel, especialmente quando constróis o teu castelo de cartas e no último lance... voa tudo. É aquilo que o Bruno Mantovani queria mostrar neste desenho, com o Kazuki Nakajima a colocar a última carta do baralho.

Formula 1 em Cartoons - Baku (Pilotoons)

O Bruno Mantovani decidiu esta semana homenagear Sergio Perez e o ator mexicano Ruben Aguirre, o Professor Girafles da série "Chavo de Ocho", morto na semana passada com 82 anos. De facto, o professor não poderia avaliar melhor o desenho do seu compatriota da Force India... 

A(s) image(ns) do dia







A história foi recordada ontem pelo Paul-Henri Cahier, e as circunstâncias não foram exatamente iguais, mas andam lá perto. Há precisamente 50 anos, em Le Mans, a Ford batia por fim a Ferrari na sua demanda pela vitoria em La Sarthe. A história - contada magnificamente por A.J Baime no seu livro "Go Like Hell" - mostra as personagens que ajudaram a marca de Detroit bater a marca de Maranello. Personagens como Carrol Shelby, Henry Ford II, Lee Iaccoca, e sobretudo, pilotos como Dan Gurney e Ken Miles.

Contei sobre Miles no inicio deste blog, há nove anos, mas volto a contar: nascido a 1 de novembro de 1918 na Grã-Bretanha, combateu na II Guerra Mundial como comandante de tanques e depois apostou no automobilismo, antes de ir em 1953 para a California. Para além dos seus talentos de piloto, também tinha talentos de engenheiro, o que era conveniente para modificar carros de forma a torná-los mais potentes, fiáveis e vencedores.

No inicio dos anos 60, Miles conheceu Shelby e este o convidou para guiar e trabalhar com os Cobra. A evolução desses carros, especialmente depois de Henry Ford II ter visto Shelby e o contratado, contou muito com a ajuda deste inglês que só bebia chá e falava com a boa de lado. Era ele que pilotava os carros nos testes que faziam em Riverside e noutros circuitos.

Em 1966, Miles, então com 47 anos, estava a ter a temporada da sua vida. Com Lloyd Ruby, tinha ganho as 24 Horas de Daytona e as 12 Horas de Sebring, duas das mais importantes provas de Endurance na América, e ele foi na armada da Ford para vencer em Le Mans. Iria alinhar ao lado do neozelandês Dennis Hulme, que nessa altura já era piloto da Brabham na Formula 1, enquanto que noutros carros, iriam alinhar pilotos como os compatriotas de Hulme, Bruce McLaren e Chris Amon, que iriam guiar o carro numero 2, pintado de negro e branco, as cores dos "All Blacks".

Quando os Ferrari ficaram fora de combate, naquela edição chuvosa, e a Ford parecia que iria monopolizar o pódio, o diretor comercial da Ford, Leo Beebe, propôs a Henry Ford II que se fizesse uma chegada em formação, para mostrar ao mundo que os americanos tinham dominado. Miles e Hulme eram os primeiros, mas quando recebeu as ordens para que abrandasse "para a fotografia", protestou, deixando que o carro numero 2 atravessasse a meta em primeiro, porque as regras desse tempo contavam a distância percorrida desde o lugar que largaram, em vez de uma grelha de partida convencional.

E por causa disso, Miles e Hulme não ganharam a corrida. E essa injustiça pelo resultado ficou marcada de forma ainda mais cruel a 17 de agosto desse ano, em Riverside, quando Miles testava a versão J do GT40, perdendo o controle do seu carro e batendo num banco de areia, matando-o. Tinha 47 anos.

Youtube Rally Testing: os testes do Toyota Yaris 2017

A Toyota tem andado a testar por estes dias em Espanha, e o Yaris mostra-se numa versão cada vez mais próxima do seu final, com Juho Hanninen como piloto de testes. Eis as imagens do video, tiradas por Jaume Soler.

CNR: Miguel Campos com ambições no Rali Vidreiro

A seis dias do Rali Vidreiro, Miguel Campos quer regressar aos bons resultados com o seu Skoda Fabia R5. Depois das boas prestações nos dois primeiros ralis do ano, e de ter sido o melhor português no Rali de Portugal, Campos deseja voltar a competir pelos lugares cimeiros neste rali da zona Centro, com ambições de vitória.

“Estou muito contente por garantir mais uma prova pois não tem sido fácil. Quero agradecer aos meus patrocinadores por apostarem na minha presença em mais uma prova. Apesar de perdermos as pontuações do Rali dos Açores, estamos de volta para lutar pelos três primeiros lugares. Espero que o Skoda, após os próximos testes, fique mais competitivo. Voltamos ao campeonato para lutar pelo melhor lugar se assim nos for possível”, afirmou o piloto do Skoda Fabia R5.

O  Rali Vidreiro vai ter nove especiais de classificação, três deles a acontecer logo na sexta-feira, dia 24, com duas passagens pelo Farol e a super-especial noturna no centro da Marinha Grande. No sábado, dia 25, o Clube Automóvel da Marinha Grande preparou um itinerário com mais seis troços, com duas passagens por Caranguejeira, Espite e no Pinhal de Leiria.

domingo, 19 de junho de 2016

A(s) image(ns) do dia






"Para chegar em primeiro, primeiro tem de chegar". Esta velha máxima automobilística todos a tem nas suas cabeças, porque ao longo dos muitos - ou poucos anos - de automobilismo, muitos viram situações onde parece que saiu de um filme de "série Z" realizado por um Alan Smithee ou um Ed Wood da vida, de tão inacreditável que é.

Mas este domingo, depois de 23 horas e 54 minutos de corrida, numa das melhores e mais competitivas provas desta clássica da Endurance, quando nas redações de todo o mundo se escrevia sobre a vitória da Toyota, a primeira de um carro japonês em 25 anos... viamos o carro guiado por Kazuki Nakajima a abrandar em plena reta das Hunaudriéres, acusando uma quebra de motor... na última volta, cedendo o lugar ao Porsche numero 2. O mundo inteiro esquecia o GP de Baku e via entre o aterrorizado e o espantado o que se passava, e as reações dos japoneses, que viam a vitória tão procurada escapar-lhes entre os dedos.

Foi penoso ver as lágrimas na cara de Hugues de Chauanac, o homem por trás da ORECA, e que ajudou os japoneses na clássica francesa, veterano de mais de trinta edições, que ajudou pessoal como Henri Pescarolo e Jacky Ickx, e foi penoso ver o ar abatido de Kazuki Nakajima, filho de Satoru, a ser amparado pelos comissários, quando via a vitória se escapar nas mãos, quando tinha tudo para alcançar. De facto, foi de partir o coração.

A Porsche acabou por ser vencedora, mas eles, mais do que ninguém, sabiam que aquilo lhes tinha caído ao colo. Da euforia inicial passaram depois para a sobriedade, sabendo que aquela 18ª vitória na historia de La Sarthe os colocava como os mais vencedores naquele local, foi ganha à custa dos azares dos outros. E foram depois às boxes da Toyota, numa manifestação de "fair-play", cumprimentá-los, e consolando por aquilo que era deles, mas não foi.

No final, as três grandes marcas foram ao pódio, cada um ficou com o seu lugar: Porsche em primeiro, Toyota em segundo e Audi em terceiro. Mas toda a gente sabia que aquilo não tinha verdade, e que aquilo foi o resultado de um cruel golpe do destino. Bem tinha razão Stephen Hawking, quando respondendo a uma questão colocada por Albert Einstein, disse que Deus joga mesmo aos dados... 

Mas o mais engraçado é que tudo isto acontece precisamente meio século depois de ter acontecido outra injustiça automobilística, escondida sobre a capa de um triunfo fantástico de uma marca de automóveis. É que no meio dos Ford vencedores em La Sarthe, venceu... o carro errado. O carro numero 2 foi o que cortou a meta em primeiro, quando quem deveria ganhar deveria ter sido o carro numero 1. e isso aconteceu porque eles percorreram uma distância maior. E tudo isto porque Leo Beebe, o homem do marketing da Ford, queria um final... cinematográfico, e Henry Ford II acedeu. E Hollywood quer ver se filma isso.

Sobre essa história, conto melhor noutra altura. Pois hoje contamos sobre a algo que iremos contar aos netos, nos anos que aí vêm, pois não esqueceremos isto tão cedo.