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quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Youtube Motorsport Video: Como Indianápolis foi salva da sua extinção

Já falei por aqui algumas vezes, mas hoje falaram-me deste video, de um canal que conhecia, mas não sou visitante frequente. A história é bem interessante, e do qual hoje em dia pouca gente sabe: a II Guerra Mundial poderia ter sido o final de linha para o circuito de Indianápolis, que foi salvo por um ex-piloto e um empresário local. 

E esse video fala precisamente desses dois salvadores: Wilbur Shaw e Tony Hulman.  

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Youtube Racing Video: O resumo do GP de Indianápolis

O fim de semana que passou foi palco da primeira corrida em paragens de Indianápolis. E numa corrida dupla - a NASCAR também correu por ali no mesmo dia, umas horas mais tarde - o grande vencedor foi Scott Dixon, que conseguiu ali a sua segunda vitória consecutiva num campeonato atipico.

Então, podem ver o resumo alargado do que foi essa prova através deste resumo alargado que coloco agora por aqui, para quem não viu. Ou deseja rever.  

Neste final de semana, teremos jornada dupla em Road America. E com público, aparentemente.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

A imagem do dia

Coloquei há uns dias um video sobre aquela que é provavelmente a pior corrida da história da Formula 1, o GP dos Estados Unidos de 2005, onde seis carros alinharam numa prova onde os pneus Michelin deram parte de fraco nesse fim de semana e decidiram não largar, perante a surpresa - e depois a indignação - de dezenas de milhares de espectadores que estavam na pista de Indianápolis.

Ora, não sabia que por esta altura, a Racer tinha publicado uma entrevista que tinham feito ao Tiago Monteiro, então piloto da Jordan e ali conseguiu o seu único pódio na Formula 1, o último da história da equipa irlandesa. E ele contou por aqui o que foi essa corrida. O pessoal da Formula 1 PT traduziu-o para português, e eu coloco aqui algumas das partes mais interessantes de uma história que só em junho se comemorará 15 anos desses eventos, mas merece ser antecipado. 

“Estávamos com muitas dificuldades ao longo do ano”, recordou Monteiro. “E também tivemos os nossos problemas com os pneus noutras pistas. Tivemos problemas com os Bridgestones em Monza e mal conseguimos terminar a corrida.”

“Nós próprios passamos por muitos problemas e tentamos sempre terminar e dar espetáculo. Não podíamos aceitar que o facto de a Michelin ter chegado a Indianápolis com um pneu perigoso fizesse com que a competição parasse. Isso não era aceitável para nós.”

“Quando fomos para a grelha, e mesmo durante a pré-grelha, tudo parecia normal, por isso ninguém sabia ao certo o que eles iam fazer”, afirmou. “O Colin Kolles [diretor de equipa] estava a dizer-nos que não acreditava que eles fizessem uma corrida normal: poderiam parar mais vezes do que o habitual, passar pela via das boxes, diminuir a velocidade naquela curva… Mas alguma coisa iria acontecer, por isso havia uma real possibilidade de pontos.”

“Não tínhamos pensado nisso, porque não fazíamos ideia de que eles iriam parar. Eles nunca nos disseram. Houve talvez 30 reuniões naquele fim de semana e surgiram muitas propostas que as equipas da Bridgestone não aceitaram, por isso eles decidiram parar de comunicar connosco.”

“Quando eles chegaram todos à grelha, tínhamos a certeza de que todos iriam pelo menos começar e depois fazer algo durante a corrida. O Colin disse-nos: ‘Há pontos disponíveis este fim de semana, por isso não estraguem tudo – precisamos dos pontos e do dinheiro’.”

“É claro que isso trouxe muita pressão. Fizemos a volta de aquecimento com eles, mas assim que os carros começaram a entrar nas boxes, ouvi o meu engenheiro pelo rádio: ‘Este carro está a entrar nas boxes. Este também. Este também. Estão todos a entrar! Mantém-te na tua posição! Não entres nas boxes! Não te movas na grelha!”

“E foi isso que fizemos. Os Ferraris estavam perto da frente e nós deixamos o espaço e partimos de trás. Até então, não tinha percebido que havia uma possibilidade de pódio.”

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Youtube Motorsport Classic: A pior corrida de Formula 1

Vai ser em junho, mas como descobri o video ontem, acho que vale a pena antecipar a "efeméride". Há ocasiões felizes, celebratórias, há ocasiões trágicas, mas também a Formula 1 tem momentos de farsa. Já vos falei por aqui de corridas como o GP de Espanha de 1980, do GP da África do Sul de 1985, entre outros. Mas o GP dos Estados Unidos de 2005 roçou o "Formula Zero", de tanta infâmia que a coisa aconteceu, e deu má publicidade da competição a um país do qual a Formula 1 precisava dela. 

E ainda por cima, em Indianápolis.

E lembro muito bem desse dia. Ainda tenho o jornal do dia seguinte a essa prova, que levei para as férias que iriam começar nesse dia. Lembro de tudo muito bem. E assim sendo, mostro-vos este video do canal Slap Shoes, que é muito NASCAR, mas decidiu abrir esta excepção.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Noticias: Indianápolis e IndyCar Series vendida à Penske

A Indianápolis Motor Speedway, o complexo desportivo que acolhe o circuito de Indianápolis, foi vendida para uma subsdiária da Penske Corporation. Para além do complexo, a Hulman & Co detêm também a NTT IndyCar Series, ou seja, a competição americana de monolugares. O anuncio foi feito esta segunda-feira.

Assim sendo, depois de mais de 70 anos de propriedade, a familia Hulman, cujo atual dono é Tony George, decidiu largar boa parte da propriedade a um dos nomes sonantes do automobilismo norte-americano.

“O Conselho de Administração da Hulman & Company está anunciando a venda da empresa e de algumas subsidiárias, incluindo o Indianapolis Motor Speedway, a IndyCar Series e a Indianapolis Motor Speedway Productions (IMS Productions), para a Penske Entertainment Corp. , uma subsidiária da Penske Corporation.”, lê-se no comunicado oficial.

Na conferência de imprensa dada esta tarde em Indianápolis, Tony George e Roger Penske falaram sobre alguns detalhes desse acordo, e os planos futuros para o local e para a IndyCar Series.

"Recentemente, falamos com Roger Penske e com a Penske Corporation sobre essa oportunidade e começamos a trabalhar para estabelecer um acordo", disse Tony George, presidente da Hulman and Company.

"O Indianapolis Motor Speedway tem sido a peça central e a catedral do automobilismo desde 1909 e a família Hulman-George orgulhosamente serviu como administradora dessa grande instituição por mais de 70 anos. Agora, temos a honra de passar a tocha para Roger Penske e Penske Corporation, pois elas se tornam apenas o quarto proprietário do icônico circuito. Não há ninguém mais capaz e qualificado do que Roger e sua organização para liderar as corridas da IndyCar e do Indianapolis Motor Speedway no futuro", concluiu.

Penske, de 82 anos, afirmou sobre o significado deste negócio:

"Minha paixão pelas corridas começou no Indianapolis Motor Speedway em 1951, quando participei da Indy 500 com meu pai. Temos muito respeito e apreço pela história e tradição do Indianapolis Motor Speedway e pelas corridas da IndyCar. Quero agradecer à Hulman and Company pela oportunidade de aproveitar esse legado e será uma honra para a Penske Corporation ajudar a levar essas grandes instituições a uma nova era", concluiu.

Na mesma conferência de imprensa, Penske disse que tem alguns planos sobre o futuro da competição e da área, com ambições para receber provas de Endurance ou mesmo o regresso da Formula 1, onde lá esteve entre 2000 e 2007, e está aberto à ideia de sinergias entre a competição e a NASCAR, dando o exemplo do teste recente de Josef Newgarden no ROVAL de Charlotte, e a ideia de um fim de semana onde ambas as competições aconteçam no mesmo circuito.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

No Nobres do Grid deste mês...

No passado dia 15 de outubro, a Formula One Management, através da Liberty Media, e os donos do clube de futebol (americano) Miami Dolphins anunciaram um acordo para receber nos seus terrenos uma corrida na cidade, que fará parte do calendário da Formula 1 a partir de 2021. Caso as autoridades da cidade aprovarem o traçado, que será desenhado nos terrenos do Hard Rock Stadium, o estádio de futebol (americano), será a primeira vez desde 1984 que a Formula 1 terá duas corridas nos Estados Unidos.

Contudo, isto não é a primeira vez que isto acontece. Aliás, houve uma altura na história, entre 1976 e 1984, que a Formula 1 queria correr nos Estados Unidos quantas vezes que fossem possíveis. E em 1981, quando esteve prestes a dividir-se em dois, o calendário "rebelde" tinha a esmagadora maioria das suas provas em território americano. E essa era a obsessão de uma pessoa: Bernie Ecclestone.

Durante muito tempo, os Estados Unidos foram um "eldorado" para todos os promotores desportivos. A maneira como eles conseguem mostrar um espectáculo é admirado, copiado e perseguido pelo resto do mundo, especialmente na parte da gestão desportiva. A NBA, o campeonato americano de basketball, a MLB, a liga americana de baseball, o NFL, a liga americana de futebol (americano), ente outros, são ligas bilionárias, graças aos milhões de adeptos que têm, que proporcionam espectáculos dentro de outros espectáculos, que são os próprios jogos. Mas isso tudo tem um problema: raramente são as modalidades vindos de fora que triunfam. A única grande excepção é a MLS, a liga americana de futebol (europeu), que triunfa porque os americanos são a maior potência... no futebol feminino. Aliás, o nosso futebol na América chama-se "soccer", e a popularidade deste desporto entre as mulheres deu origem à expressão "soccer mom", mães de familia que vão buscar os seus garotos aos jogos de futebol escolares nas suas carrinhas de sete lugares.

Quando falo das excepções sobre as modalidades vindas de fora, digo com alguma autoridade porque, historicamente, a Formula 1 queria marcar a sua presença na paisagem americana. E fez de tudo para conseguir, sem sucesso. Projetos abortados, corridas em parques de estacionamento de casinos, asfaltos que derreteram, e o legado foi pouco mais do que zero. Excepto Long Beach. (...)

Entre 1975 e 1991, a Formula 1 decidiu que a América iria ser o seu eldorado. Graças a Bernie Ecclestone, que a partir de 1978 começou a cuidar dos seus aspectos comerciais, procurou dinheiro das cidades que pretendiam ter um espectáculo tão prestigioso como aquele. Chegou a correr em Detroit, na capital do automóvel, mas ao longo desses anos, as provas aconteciam no meio das cidades, com asfalto que muitas das ocasiões, não aguentava a passagem constante dos carros.

Sítios como Las Vegas, Dallas, Phoenix e Detroit receberam a Formula 1, mas não deixaram saudades nem nos adeptos, nem nos pilotos, apesar de, por vezes, serem palco de disputas de títulos. Poucos eram os espectadores que viam essas corridas e os organizadores saiam com prejuízo. Em dois ou três anos, mudavam-se para a CART, mais barata de se organizar.

E Bernie tinha sonhos maiores, especialmente de correr nas ruas de Nova Iorque. Mas depois de algumas tentativas sem sucesso, em 1983 e 84, e ter voltado à carga em 2012, acabou por ver a Formula E correr onde ele sempre sonhou. E é sobre toda esta relação entre a Formula 1 e os Estados Unidos que falo este mês no Nobres do Grid.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

A imagem do dia

Ontem, muitos recordaram o GP dos Estados Unidos de 2005 e a decisão bizarra de ter apenas seis carros na pista, os da Bridgestone, a alinhar na corrida. Hoje trago a capa de um jornal da minha terra, a "celebrar" o feito do Tiago Monteiro, de ser o primeiro - e até agora, único - português no pódio. E recordar o que andava a fazer por esses dias desse verão.

Por coincidência, tinha entrado em férias nesse mesmo dia, e esperava pelo transporte que iria levar ao local onde iria tirar uma semana de merecido descanso. E recordo de ver o Telejornal a comemorar o feito, com um direto da conferência de imprensa pós-corrida, onde o Tiago, de uma certa forma, aproveitava o momento, apesar da bizarria do momento. O resto estava, no mínimo, embaraçado. E no dia seguinte, as capas dos jornais estavam divididas entre si: por um lado, a comemoração de um feito, por outro, os incidentes que tinham acontecido e deram nos seis carros que partiram - e chegaram ao fim - da corrida. E a indignação do público americano, para ver uma desgraça daquelas no "Brickyard", menos de um mês depois das 500 Milhas. E se calhar poderá ter sido o momento em que Tony George decidiu não renovar o acordo com Bernie Ecclestone depois de 2007, e colocar os Estados Unidos fora da Formula 1 até à construção do Circuito das Américas, em 2012.

No final disto tudo, da discussão entre a FIA, a Formula 1 e a Michelin, decidiu-se que a partir de 2006, com a retirada da firma francesa, a Formula 1 teria um monopólio no fornecimento de pneus, para evitar mais surpresas desagradáveis como esta. 

O jornal? Comprei no dia seguinte, no lugar de destino das minhas férias. Guardei-a na minha mochila até ao final, e quando voltei, foi para o meu arquivo, onde está até hoje, e espera que fique por muitos e bons anos. 

sábado, 11 de maio de 2019

Youtube IndyCar Video: O IndyGP, em direto

O mês de Indianápolis começou neste sábado com o IndyGP, a corrida que acontece no circuito que o pessoal do Brickyard construiu para acolher a Formula 1. E se quiserem, podem ver aqui em direto a corrida, através da NBC. E ameaça chuva... 

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Youtube Motorsport Documentary: Drive Like Andretti


Maio é o mês das 500 Milhas e Mário Andretti é uma lenda do automobilismo mundial. Mas ele é o patriarca de uma familia de automobilistas, que têm Michael e John Andretti, e o neto Marco Andretti. Ou seja, é mais de meio século de Andretti no automobilismo.

E no ano em que vão passar 50 anos sobre a única vitória de Mário Andretti no "Brickyard", a NBC Sports decidiu fazer um documentário de duas partes sobre a influência deles no automobilismo. As duas partes estão aqui para poderem ver.

domingo, 13 de janeiro de 2019

A(s) image(ns) do dia


O "Brickyard" debaixo de neve, em pleno janeiro, no Indiana. Até parece cartão postal...

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

GP Memória - Estados Unidos 2003

Quando a Formula 1 chegou ao circuito de Indianápolis, a duas provas do final do campeonato, ninguém sabia quem é que era o favorito à vitória. Michael Schumacher estava entre os candidatos, e parecia estar na mó de cima depois de ter ganho o GP de Itália, mas tinha Kimi Raikkonen e os pilotos da Williams, Juan Pablo Montoya e Ralf Schumacher, ainda estavam na luta.

Aliás, Ralf estava de volta, depois de não ter podido participar no GP de Itália, sendo substituído por Marc Gené. Também na prova americana, soube-se que Heinz-Harald Frentzen iria pendurar o capacete no final da temporada, indo correr no DTM.  

No final da qualificação, Kimi Raikkonen conseguiu a pole-position, com Rubens Barrichello ao seu lado, a bordo de uma Ferrari. Olivier Panis surpreendeu ao ser terceiro, com o seu Toyota, na frente de Juan Pablo Montoya. Ralf Schumacher vinha a seguir, com Fernando Alonso a completar a terceira linha. Michael Schumacher era apenas sétimo e parecia ver tudo a complicar-se para ele, na sua luta pelo título. David Coulthard estava a seu lado, na quarta fila, enquanto a completar o "top ten" estavam o segundo Toyota de Christiano da Matta e o segundo Renault de Jarno Trulli.

No dia da corrida, o tempo estava nublado, e tinha chovido de forma intermitente nas horas antes da corrida. Contudo, a pista estava suficientemente seca para que todos usassem pneus secos. Contudo, os que estavam do lado direito largaram melhor e Raikkonen ficou com o primeiro posto, seguido por Panis e os irmãos Schumacher. Mas na segunda volta, começaram a cair pingos de chuva, que não incomodou Ralf, pois passou Panis para ser segundo.

Atrás, Barrichello e Montoya lutavam pelo quinto posto e acabaram por colidir na segunda volta, Com o piloto brasileiro a acabar por desistir, e Montoya prosseguir sem danos aparentes. Contudo, o acidente foi investigado e o colombiano foi penalizado com um "drive through" na volta 19. Alguns pilotos aproveitaram a ocasião para trocar para pneus de chuva, mas esta deixou de cair e em poucas voltas, pilotos como Jacques Villeneuve voltaram a trocar para pneus secos.

Na volta 17, acontecerem os primeiros reabastecimentos, precisamente no momento em que a chuva começava a cair. Alguns mantiveram os secos, julgando que passaria logo, mas na realidade, não ofi assim. Na volta 22, Ralf Schumacher colidiu com o Jaguar de Mark Webber, basicamente acabando também as suas chances de conquista do campeonato.

Raikkonen vai às boxes e cai para quarto, atrás de Button e Frentzen, mas o inglês ficou sem motor na volta 42, entregando o lugar para o alemão da Sauber. O finlandês passou-o poucas voltas depois e tentou alcançar Schumacher, mas acabou por não conseguir.   

Assim, no final da corrida, Schumacher comemorava a vitória, a segunda consecutiva, com Raikkonen em segundo. Ganhava pontos à concorrência, que era o que mais interessava, e via dos dos seus adversários ficarem pelo caminho. Heinz-Harald Frentezen ficava no lugar mais baixo do pódio, uma recompensa pela sua carreira. Jarno Trulli ficava no quarto posto, na frente do outro Sauber de Nick Heidfeld, do Williams de Juan Pablo Montoya - o grande derrotado dessa corrida - do Jordan de Giancarlo Fisichella e do Jaguar de Justin Wilson.

Agora a Formula 1 ia para o Japão, e tudo poderia acontecer, pois no papel, ainda havia três candidatos ao título. Mas era uma luta entre Schumacher e Raikkonen.

sábado, 2 de junho de 2018

A(s) image(ns) do dia




Aconteceu esta semana, no rescaldo das 500 Milhas de Indianápolis. Em dois dias de testes no "Brickyard", antes de rumarem para Detroit, onde correm neste fim de semana, Joseph Newgarden colocou o "windshield" no seu Penske para experimentá-lo no ambiente desta oval, mais uma, diga-se de passagem.

As imagens tirei-as do site racecarfans.net, e confesso não ver grandes diferenças em relação ao teste que Scott Dixon fez em Phoenix, no inicio da temporada. Talvez haja alguns ajustes por causa do fluxo de ar, para evitar turbulências na zona do capacete do piloto, mas de resto não vejo nada de muito diferente em relação ao outro teste. 

Mas pelos vistos, as experiências continuam para ver qual vai ser a versão final, que estará nos carros da IndyCar a partir de 2019.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

IndyCar: DeMelo vai ser o substiuto de Fittipaldi

Menos de uma semana após o seu acidente em Spa-Francochamps, Pietro Fittipaldi vai ter o seu substituto. Será o canadiano Zachary Claman DeMelo, que corre neste ano na IndyCar, e irá correr no carro da Dale Coyne nas provas em que o piloto brasileiro irá estar ausente. Com uma excepção: as 500 Milhas de Indianápolis.

"Estou muito empolgado para correr no GP da Indy neste fim de semana a bordo do carro nº 19 da Paysafe, mas estou triste por [acontecer] nessas circunstâncias", disse o piloto de 20 anos. “Meus pensamentos são em primeiro lugar com Pietro. Você nunca quer ver isso acontecer a um concorrente, muito menos a um colega de equipa.

“Começar a corrida no Indianapolis Motor Speedway é sempre especial. Eu gostava de correr lá em Indy Lights e eu não posso esperar para ter a chance de dirigir até lá a bordo de um carro da Indy. É uma faixa divertida com boas oportunidades de passe, o que significa que deve ser um bom show para os fãs. Espero que possamos virar a nossa sorte e sair do fim de semana com um bom resultado.”, concluiu.

Nas três provas onde ele já correu, DeMelo já alcançou a volta mais rápida na pista de Barber e tem um 17º posto como melhor resultado. Depois desta prova, DeMelo voltará ao carro na ronda dupla de Detroit.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A imagem do dia

Dezembro no hemisfério norte vai ter sempre isto: neve na pista. Foi o que aconteceu esta terça-feira em Indianápolis.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Cinco exemplos de como a Toyota é a construtora mais azarada do mundo

A Toyota é uma das maiores construtoras do mundo e tem uma longa história no automobilismo, em modalidades como a Formula 1, Endurance, IndyCar, Ralis, entre outros, em campeonatos locais e mundiais. A sua entrada foi discreta, mas a sua persistência deu resultados, vencendo mundiais de ralis e de Endurance, para além de vitórias na IndyCar.

Contudo, a construtora japonesa teve imensos azares, especialmente em ocasiões onde esteve prestes a alcançar a vitória. À construtora já aconteceu de tudo: desclassificações por infrações nos regulamentos, má policia corporativa, más decisões em termos de pilotos, engenheiros e projetistas, entre outros. Em contraste, a sua rival Honda, já teve muito mais sucesso em várias categorias como na Formula 1 e a IndyCar. 

Como resultado final, a Toyota, que durante muitos anos foi a marca de automóveis com mais vendas em todo o mundo, acaba por não ter grande palmarés, apesar de já ter investido milhares de milhões de euros nos seus projetos desportivos desde meados dos anos 70, quando constituiu o Toyota Team Europe, na cidade alemã de Colonia.



1 - WRC, 1995



O Mundial de Ralis de 1995 foi o primeiro a usar o sistema de rotação entre ralis, ideia de Max Mosley, e havia um duelo entre Toyota e Subaru, com o seu modelo Impreza. com Ford e Mitsubishi a assistir de forma mais distante. A Toyota tinha o seu modelo Celica, com Didier Auriol e Juha Kankkunen, enquanto que a Subaru tinha Carlos Sainz e Colin McRae, num duelo onde parecia que os pilotos da marca preparada pela Prodrive tinham levado a melhor, pois partilhavam as vitórias - e a luta pelo campeonato - entre si.

Contudo, no Rali da Catalunha, os Toyota foram inspecionados pela FIA, que descobriu irregularidades dentro dos seus carros, e decidiu punir de forma exemplar, suspendendo-os por um ano e desclassificando-os desse campeonato. O anuncio foi uma surpresa para toda a gente e caiu como uma bomba no meio dos ralis, tornando-se num dos maiores escândalos da história do automobilismo.


2 - Rali RAC, 1998


O Rali RAC de 1998 era a última prova do Mundial de Ralis desse ano, e a disputa do título era entre o espanhol Carlos Sainz e o finlandês Tommi Makkinen. O primeiro tinha regressado à Toyota, onde tinha vencido os seus mundiais em 1990 e 1992, enquanto que Makkinen estava na Mitsubishi, que o tinha ajudado a vencer os dois últimos títulos da categoria WRC.

O rali acabou demasiado cedo para Makkinen, que numa das primeiras classificativas, arrancou uma roda do seu Lancer e encostou à berma, assistindo apenas ao resto do rali, convencido de que Sainz iria vencer o campeonato, bastando apenas que chegasse ao fim do rali e pontuar o suficiente para ser coroado como campeão do mundo.

Contudo, a 300 metros do fim da última especial, o radiador do seu Corolla WRC furou e o motor deixou de funcionar, à vista do mundo inteiro, que captou os gestos desesperados do seu navegador, Luis Moya. Mesmo que o carro tivesse arrancado dali, ele teria de chegar inteiro ao parque fechado para poder ser classificado. Makkinen recebeu a noticia de que tinha sido campeão no hotel, quando se preparava para cumprimentar Sainz como vencedor...   

A carreira do espanhol prosseguiu até 2003, mas nunca mais seria campeão. Já Makkinen, ainda ganhou o título em 1999, com a Mitsubishi, para se retirar em 2002, e agora está a ajudar... a Toyota no seu regresso ao WRC, em 2017.


3 - Le Mans, 1999


Em 1999, a Toyota veio para a Endurance com o modelo GT-One, determinado em alcançar o sucesso na clássica francesa, depois da Mazda ter feito o mesmo sete anos antes. Numa corrida que tinha Mercedes e Audi, a Toyota inscreveu três carros para a prova de La Sarthe, o primeiro para Ralf Kelleners, Alan McNish e Thierry Boutsen, o segundo para a tripla constituída por Martin Brundle, Emmanuel Collard e Vicenzo Sospiri e o terceiro para uma tripla totalmente japonesa, constituída por Ukyo Katayama, Toshio Suzuki e Keiichi Tsuchiya.

A edição de 1999 foi das mais atribuladas dos últimos 15 anos. Os Mercedes retiraram-se voluntariamente depois dos acidentes nos treinos e na corrida, primeiro com Mark Webber, e depois com Peter Dumbreck, e depois tornou-se num duelo entre BMW, Audi e Toyota. Os japoneses, andaram primeiro a par dos Mercedes, e depois com o BMW. Mas os carros japoneses tinham problemas com o desgaste dos pneus: pelas onze e meia, o carro numero 1, então guiado por Martin Brundle, tem um furo a alta velocidade na reta Mulsanne, antes da primeira chicane, e acabou por desistir, devido aos estragos causados pelo furo na transmissão.

Com isso, o carro numero 2 tornou-se no perseguidor aos BMW, mas pelas duas da manhã, Thierry Boutsen sofre um furo a alta velocidade perto do simbolo da Dunlop, acabando com o carro fora de pista e com o simpático piloto belga a ser extraído com lesões nas costas. Aliás, este acidente precipitou o final da sua carreira no automobilismo.

Pela manhã, os BMW estavam na frente, mas o Toyota resistente, o da tripla japonesa, conseguia apanhar o carro alemão a olhos vistos. A uma hora do fim, Ukyo Katayama, outro ex-piloto de Formula 1, tinha menos de um minuto de diferença, e estava a apanhá-los, ao ritmo de quatro segundos por volta. Contudo, na zona das curvas Porsche, sofreu um furo, mas conseguiu controlar o carro o suficiente para o levar para as boxes. No final, ficaram com o segundo lugar, mas tinham perdido a sua grande chance de vitória. 


4 - Formula 1, 2002-09


Em oito temporadas na categoria máxima do automobilismo, e 140 Grandes Prémios, a Toyota ficou com a dúbia reputação de nunca ter ganho qualquer corrida, apesar dos investimentos anuais da ordem dos 500 milhões de euros e da construção de uma enorme sede em Colónia, na Alemanha, a sede da TTE. 

Durante esse tempo, a marca japonesa conseguiu três pole-positions, treze pódios e três voltas mais rápidas, e acolheu pilotos como Mika Salo, Alan McNish, Jarno Trulli, Ralf Schumacher, Cristiano Da Matta, Timo Glock e Kamui Kobayashi, entre outros, mas não alcançou nada, nem se ouviu o hino japonês, como construtora. 

Muitos apontam a cultura corporativista japonesa como uma boa razão para o seu insucesso, mas também os recursos humanos não ajudaram muito, contra equipas com espírito mais "garagista" ou mais experimentado nesta categoria, como a Ferrari, McLaren, Williams ou Red Bull, que demoraram menos tempo para lá chegarem. No final de 2009, e apesar de terem revelado um piloto como Kobayashi, aproveitaram a saída da Honda, no ano anterior, para fazer o mesmo, apostando na Endurance e a partir de 2017, o WRC, com o modelo Yaris.


5 - GP dos Estados Unidos, 2005


Se no parágrafo acima falei sobre a carreira da marca como um tudo, aqui falo de um exemplo de como fatores externos impediram de alcançar a tão desejada vitória para a marca. Como é sabido, a temporada de 2005 foi a melhor de todas para a Toyota, pois alcançou pódios com Jarno Trulli e Ralf Schumacher, no modelo TF105, desenhado por Mike Gascoyne.

No GP dos Estados Unidos, Trulli conseguiu algo que a Toyota também procurava, que era uma pole-position. O feito alcançado pelo piloto italiano, porém, tinha ficado ensombrado pelo acidente de Ralf Schumacher na dia anterior, que tinha embatido fortemente no muro da Curva 13, acabando por ser substituido pelo brasileiro Ricardo Zonta. 

O inquérito do acidente chegou à conclusão de que o grande culpado tinha sido os pneus, que não eram capazes de resistir às pressões centrifugas daquela curva, que não era nada mais, nada menos do que a Curva 1 do Brickyard. Apesar dos pedidos da Michelin para mandar um novo conjunto de pneus, mais resistente, negado pela FIA, estes não tiveram outro remédio senão de não participar na corrida, com as consequências que todos nós sabemos. 

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Youtube Racing Finish: O final emocionante na Indy Lights

As corridas da Indy Lights em Indianápolis são sempre emocionantes - e por vezes são uma amostra do que acontecerá na corrida maior, no domingo. Foi o que aconteceu esta tarde, quando os britânicos Dean Stoneman e Ed Jones lutaram na última volta pela vitória. E acabaram por pouco mais de... dois milésimos de segundo entre eles. Com vantagem para Stoneman.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Cinco Grandes Acidentes na carreira de Fernando Alonso

Como é sabido, a FIA vetou esta quinta-feira a participação do piloto espanhol do GP do Bahrein, sendo substituído pelo belga Stoffel Vandoorne, campeão da GP2, fazendo assim a sua estreia na Formula 1. Ao piloto de 34 anos, este foi mais um grande acidente ao longo de uma longa carreira, que já vai na sua 16ª temporada, com passagens por Minardi, Renault, McLaren e Ferrari, vencendo dois títulos mundiais pelo caminho.

Contudo, este não foi o primeiro grande acidente em que se viu envolvido. Fernando Alonso, que já correu em 255 Grandes Prémios, e venceu por 32 vezes, já teve a sua quota parte de acidentes que nos últimos tempos, parece que tem vindo a aumentar, colocando até em causa a sua continuidade no automobilismo. Apesar de tudo, ele afirma que deseja continuar a competir, mas ele já colecionou alguns acidentes dos quais merece que se faça uma matéria como esta.

Como critério, os acidentes abaixo referidos estão por ordem cronológica.


1 – GP do Brasil de 2003


Em 2003, Fernando Alonso tinha 21 anos e estava a estrear-se na Renault, depois de uma passagem pela Minardi, para aprender a andar numa categoria exigente como é a Formula 1. A corrida de Interlagos era a terceira da temporada, e já tinha impressionado os entendidos ao ter sido o “poleman” na corrida anterior, na Malásia, terminando no terceiro lugar e conseguindo o seu primeiro pódio da sua carreira.

A corrida brasileira foi bem atribulada. Corrida debaixo de chuva, foi uma hecatombe para os pilotos, com inúmeras saídas de pista e consequente entrada do Safety Car. 

Na volta 54, porém, aconteceu a confusão. Tudo começou com Mark Webber a bater forte na Curva do Café, sem consequências para o piloto australiano, então a correr pela Jaguar. As bandeiras amarelas foram mostradas, mas Alonso não abrandou na zona, batendo bem forte no outro carro, já com o piloto fora do carro. O Renault desintegrou-se, e Alonso saiu do carro pelo seu próprio pé, para parar uns metros mais adiante, pois se tinha magoado numa perna. Levado para o hospital, não esteve no pódio para receber o prémio, pois a corrida tinha sido interrompida na volta 55 e tinha sido dado o terceiro posto.


2 – GP dos Estados Unidos de 2004 


Um ano depois, Alonso sofreu outro grande acidente na sua carreira, ao bater forte no muro no GP dos Estados Unidos, que se disputava no circuito de Indianapolis. Tinha sido um fim de semana problemático, com Ralf Schumacher a bater forte no muro de proteção, na Curva 13 (a Curva 1 no “Brickyard”), tendo sofrido lesões nas costas e acabando por falhar seis corridas nessa temporada. 

Já Alonso tinha sido vitima de um furo com um dos seus pneus Michelin, embatendo no muro, mas sem consequências de maior. Curiosamente, esse problema foi a grande causa do boicote dos pilotos e das equipas com os pneumáticos franceses no ano seguinte…


3 – GP da Bélgica de 2012


Em Spa-Francochamps, Fernando Alonso nem andou duzentos metros, sendo uma das vitimas do Lotus de Romain Grosjean na curva de La Source. Apesar de nada ter sofrido com o acidente, viu o carro dele a passar a menos de 40 centímetros da sua cabeça, num incidente onde se envolveram os carros do britânico Lewis Hamilton e dos Saubers do mexicano Sergio Perez e do japonês Kamui Kobayashi. 

Alonso disse depois que Grosjean tinha cometido um ato irresponsável, e a FIA puniu o francês com uma corrida de suspensão. 


4 – Testes em Barcelona, 2015


O regresso de Alonso à McLaren foi envolto em expectativa para saber como é que ele reagiria com o mesmo dono que sete anos antes lhe tinha estragado a sua vida, preferindo um jovem Lewis Hamilton a ele, que tinha dois títulos no seu bolso. Se no campo das relações, houve uma cordialidade – apesar do motor Honda ter sido um desastre – já em termos de azares, estes não o largaram. Na segunda sessão de testes de pré-temporada, em Barcelona, quando fazia a Curva 3, ele abrandou e parou no muro de proteção, “apagando-se” de seguida. 

Transportado para o hospital, ficou internado por três dias por precaução, especulando-se sobre se tinha recebido um choque elétrico por causa do KERS não ter sido bem isolado no seu carro, ou se tinha tido algum problema neurológico. Caso tivesse sido o último, isso colocaria as suas capacidades de pilotagem, e até mesmo a sua carreira em dúvida, mas os médicos disseram que não tnha sido descoberto nada de relevante.

Contudo, a Comissão Médica da FIA o examinou em Melbourne, antes da corrida de abertura do campeonato desse ano, e vetou a sua participação, sendo substituído pelo dinamarquês Kevin Magnussen. 


5 – GP da Austrália de 2016


Pouco mais de um ano após o incidente acima referido, Fernando Alonso apanhou outro grande susto na sua vida. Na volta 19 da corrida australiana, falhou a travagem para a curva Sports Centre, embatendo na traseira do Haas do mexicano Esteban Gutierrez, capotando por duas vezes na gravilha. Saindo do carro pelo seu próprio pé, soube-se depois que tinha sofrido uma desaceleração calculada em 45 G’s, mais de metade do qual um corpo humano pode suportar. 

Parecia que o espanhol tinha meramente “sacudido o pó” depois de um acidente daqueles (a lembrar o de Martin Brundle, vinte anos antes), mas na realidade, Alonso sofreu fraturas numa costela e um pequeno pneumotórax, e isso fez com que os médicos da FIA o impedissem de correr no GP do Bahrein, sendo substituído pelo belga Stoffel Vandoorne.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

A imagem do dia

Mika Hakkinen durante o fim de semana do GP dos Estados Unidos, no ano 2000, numa foto tirada por Paul-Henri Cahier. Há precisamente 15 anos, quando a Formula 1 comemorava o regresso a paragens americanas - ainda por cima numa das catedrais do automobilismo - o piloto finlandês teve o momento decisivo que rendeu o título mundial ao seu maior rival, Michael Schumacher. O motor rebentado na volta 25 praticamente pavimentou o caminho para que o piloto alemão conquistasse o terceiro título mundial e o primeiro da Ferrari desde 1979.

Para o finlandês, foi o final frustrante de uma temporada épica. Ele começou bem mal, com dois abandonos nas duas primeiras corridas do ano, chegando a ter uma desvantagem de 24 pontos sobre o alemão. Parecia ser irrecuperável, mas a partir da sua primeira vitória, em Barcelona, o finlandês parecia recuperar alguma coisa, mas pouco. No final do GP do Canadá, só tinha recuperado seis pontos, e estava chegar a meio da temporada. Mas depois, três abandonos consecutivos do piloto alemão foram aproveitados pelo finlandês para conseguir 22 pontos, contra zero do outro lado, e chegou a ter uma vantagem de seis pontos, após o GP da Bélgica, onde fez uma ultrapassagem épica sobre o seu maior rival na travagem para Les Combes.

Depois daquela recuperação na pontuação, parecia que Mika poderia estar a caminho de um terceiro título mundial, e a Ferrari tinha de reagir. Fê-lo em Monza, com Schumacher a vencer, mas Hakkinen controlou os prejuízos. Contudo, a margem de manobra sempre foi curta e não poderia falhar, sob pena de acabar as suas chances de título. E este voou naquele dia, em Indianápolis, porque ficou com uma desvantagem de oito pontos, dificilmente recuperável. 

E foi o que aconteceu, e naquele dia, parecia que por fim, os azares tinham mudado de lado. O que a Formula 1 não tinha visto na altura é que isto simbolizava o final de uma era e o começo de outra.

GP Memória - Estados Unidos 2000

Duas semanas após a corrida italiana, a Formula 1 atravessava o Atlântico para desembarcar no circuito de Indianápolis. Nove anos depois de terem corrido do circuito urbano de Phoenix, a categoria máxima do automobilismo corrida de novo nos Estados Unidos, mais concretamente no circuito de Indianápolis, uma das catedrais do automobilismo americano. Mas eles iriam correr numa pista modificada para o efeito e iriam correr no sentido dos ponteiros do relógio, ao contrário do que acontecia com os carros da IndyCar.

No pelotão, havia novidades, e uma delas era que a Williams iria ter o colombiano Juan Pablo Montoya para a próxima temporada, que iria substituir Jenson Button, que iria ser emprestado à Benetton. O colombiano, então com 25 anos, tinha sido piloto de testes da equipa de Grove, mas nos dois últimos anos tinha sido piloto da Chip Ganassi, onde vencera o campeonato CART de 1999, substituindo o italiano Alex Zanardi. Na Prost, eles iriam trocar os ineficientes motores Peugeot pelos Ferrari.

Com uma grande luta entre Michael Schumacher e Mika Hakkinen, era importante saber quem ficaria com o melhor lugar da grelha. E isso calhou ao piloto alemão, que conseguira um avanço de 126 centésimos sobre David Coulthard. Mika Hakkinen tinha sido o terceiro, na frente do Ferrari de Rubens Barrichello, enquanto que na terceira fila ficavam o Jordan de Jarno Trulli e o Williams-BMW de Jenson Button. Heinz-Harald Frentzen era o sétimo, na frente do BAR de Jacques Villeneuve, enquanto que a fechar o "top ten" estavam o Sauber-Petronas de Pedro Diniz e o segundo Williams de Ralf Schumacher.

No dia da corrida, o asfalto ainda estava húmido devido à chuva que tinha caído nas horas anteriores à prova. Para além disso, estava frio e o tempo ameaçava nova chuvada, mas isso não tinha impedido que 250 mil espectadores tivessem ido ao "Brickyard" para ver a Formula 1 pela primeira vez aquele local.

Na largada, Coulthard largou melhor do que Schumacher e ficou com a liderança, com Hakkinen no terceiro posto, depois de ter superado Barrichello, e Trulli e Button a fechar o "top six". Contudo,  na volta seguinte, ambos colidiram e tiveram de ir às boxes para fazer reparações, caindo para o fim do pelotão. Algumas voltas depois, os comissários de pista decidiram rever as imagens televisivas e verificaram que o piloto escocês tinha arrancado antecipadamente e decidiram penalizá-lo, fazendo cair a liderança para Schumacher.

Por essa altura, os pilotos começaram a arriscar e a mudar para slicks, e o pelotão ficou um pouco baralhado. Somente na volta 16 é que as coisas estabilizaram, com Schumacher na frente de Hakkinen, mesmo após ter trocado de pneus e reabastecido. Mas nessa altura, o finlandês começou a aproximar-se do piloto da Ferrari. Na volta 23, a diferença tinha caído para os quatro segundos quando ele sofreu problemas de motor. Duas voltas depois, este explodiu na frente de toda a gente, deixando Schumacher mais à vontade. E provavelmente, teria sido o momento do campeonato.

Atrás, Coulthard tentava recuperar o tempo perdido, tentando aproximar-se dos lugares da frente, fazendo até a volta mais rápida da corrida. Mas isso pouco ou nada fazia mossa na corrida, pois Schumacher estava confortável no comando, enquanto que Barrichello lutava com Frentzen pelo segundo posto. Uma melhor paragem nas boxes fez com que o brasileiro levasse a melhor.

No final, foi assim mesmo: uma dobradinha da Ferrari, com Schumacher na frente de Barrichello, e Frentzen a ficar com o lugar mais baixo do pódio. Jacques Villeneuve foi o quarto no seu BAR, na frente de David Coulthard e o segundo BAR de Ricardo Zonta.

E em termos de campeonato, Schumacher tinha agora uma vantagem de oito pontos sobre Hakkinen, e bastava uma corrida na frente do finlandês em Suzuka para ser campeão do mundo. O velho sonho de 21 anos em Maranello estava prestes a ser alcançado.   

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

As imagens do dia









Estas imagens, da autoria de Joe Skibinski, da Indycar.com, demonstram a homenagem que as pessoas fizeram à porta da Indianápolis Motor Speedway a Justin Wilson, que morreu na segunda-feira, vinte e quatro horas após o seu acidente na oval de Pocono. 

Os tributos ao piloto britânico, morto aos 37 anos, irão continuar durante a semana, pelo menos até à corrida final da IndyCar, em Sonoma, no próximo domingo.

Já agora, eu vi isto em primeiro lugar no Diário Motrosport, do jornalista brasileiro Américo Teixeira Jr.