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quinta-feira, 19 de junho de 2025

A(s) image(ns) do dia (II)









Ainda me lembro bem que andava a fazer naquela tarde de domingo de há 20 anos. Ia tirar uns dias de férias, porque tinham acabado a época de exames na Universidade onde frequentava, e acompanhava à distância as especulações sobre se iria acontecer ou não a corrida, com ou sem os Michelin. Como a Internet era ainda em "desktops", não havia "wifi" e os fóruns eram o local para discutir os nossos assuntos favoritos - as redes sociais ainda gatinhavam - ir a uma "lan-house" era a melhor maneira de saber alguma novidade, apesar de ter apenas uma hora para saber algo. E como ainda faltava algumas horas até embarcar no autocarro para ir ao destino com os meus colegas de curso, assistia a tudo à distância. E ainda vi a corrida, na altura ainda no canal do estado, a RTP - creio que foi na RTP2.

Claro, se aqui, no dia seguinte, se comemorava o pódio do Tiago Monteiro - um pódio era um pódio, não interessava quantos é que tinham chegado ao fim - no resto do mundo, escrevia-se coisas como  "Farsa", "Indygate" ou "Formula Zero". Tenho em casa o jornal "A Bola" do dia seguinte, com eles a comemorarem o inédito pódio, para recordar o que tinha sido aquele final de semana.

As coisas começaram com um forte embate contra a parede do Toyota de Ralf Schumacher, durante os treinos de sexta-feira. O embate aconteceu quase no mesmo local onde um ano antes, ainda como piloto da Williams, tinha ficado lesionado nas costas, e que o tinha feito falhar boa parte da temporada. A causa desse acidente tinha sido uma falha no pneu traseiro-esquerdo da marca Michelin. 

A curva 13 é a Curva 1 usado pela IndyCar, lugar onde houve alguns acidentes fatais no passado. Como ambos os acidentes do Ralf Schumacher tinham acontecido no mesmo local, e com os mesmos pneus, os responsáveis da Michelin ficaram preocupados, pois viram que a pressão dos pneus no "banking" dessa curva é superior ao normal. Logo, pediram um novo conjunto de pneus à sede, em Clermont-Ferrand, que verificaram não serem adequados a aquele piso.

Sendo assim, pediram aos responsáveis da FIA se poderiam colocar uma chicane provisória na Curva 13, no sentido de diminuir a velocidade de ponta dos carros, no sentido de minimizar o perigo de novos acidentes. A FIA recusou, afirmando que qualquer alteração no traçado à ultima da hora implicaria que a prova não contasse para o campeonato.

Isso era preocupante, porque a Michelin não queria arriscar a segurança dos pilotos, e a solução mais radical era de não correr, por achar não ter condições. À medida que se aproximava da hora da corrida, a tensão entre a Michelin e a FIA aumentava. As negociações continuavam, mas não se chegava a um acordo. E a ameaça da corrida ter apenas seis carros (os únicos equipados com pneus Bridgestone) era real.

Houve várias tentativas de compromisso, e mesmo as equipas com pneus Bridgestone (Jordan e Minardi) concordaram com a instalação de uma chicane provisória na Curva 13, mas a FIA estava irredutível: a corrida era para se fazer, e se fosse com seis carros, eles fariam a responsabilizariam a Michelin pelo sucedido. Sendo assim, a marca francesa cumpriu a ameaça: não iria correr o GP americano.

Na hora da corrida, todos os carros ficaram alinhados para para a volta de aquecimento. Aparentemente, pensava-se que a ameaça não iria ser cumprida. Mas quando, no final da volta de aquecimento, todos os carros com pneus Michelin recolheram às boxes, para não voltarem, esta cumpriu-se: somente os Ferrari, Minardi e Jordan estavam na grelha, perante a estupefação dos que estavam na pista e quem assistia em casa.

A corrida seguiu, e não teve história para se contar: Michael Schumacher ganhou a sua unica corrida daquele ano, liderando do principio ao fim, Rubens Barrichello foi segundo e Tiago Monteiro conseguiu o seu único pódio da sua carreira na Formula 1, conseguindo ficar na frente do indiano Narain Kathikeyan. Esta foi a última vez que um Jordan foi a um pódio.

Quando as várias cadeias televisivas viram que a ameaça da Michelin foi por diante, decidiram pura e simplesmente não transmitir a corrida. A Rede Globo só transmitiu em parte, promovendo o futebol, a TSN canadiana pura e simplesmente recusou a transmissão. Outros canais transmitiram a corrida na íntegra, como a britânica ITV ou a italiana RAI Uno, mas as críticas fizeram-se sentir ao longo das suas transmissões, pelos comentadores, muitas vezes antigos pilotos.

Os espectadores que pagaram centenas de dólares para assistir a corrida sentiram-se enganados e exigiram o dinheiro de volta. Mais tarde, a Michelin decidiu que iria compensar todo e qualquer espectador que exigisse o dinheiro de volta, dando em troca um ingresso para o Grande Prémio do ano seguinte. Vinte mil pessoas aceitaram a proposta.

Chegou-se a especular que Tony George, o proprietário de Indianápolis, iria rescindir imediatamente o contrato com a FIA e Bernie Ecclestone. Mas tal não aconteceu. Simplesmente, deixou que o contrato chegasse ao fim, em 2007, e não o renovou.

A Michelin também teve a mesma atitude: no final de 2006, anunciou que se iria retirar da competição. E até agora, não regressou.

Uma curiosidade final: uma semana mais tarde, os organizadores do GP de Cleveland, da então ChampCar, ofereceram entradas livres a todos os espectadores que tinham ido a Indianápolis ver a corrida, desde que mostrassem o bilhete. Pelo menos cinco mil pessoas compareceram.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Formula E: Bridgestone fornecerá pneus a partir de 2026


A FIA anunciou esta quarta-feira que a japonesa Bridgestone fornecerá pneus para a Formula E a partir de 2026, altura em que aparecerá o chassis Gen4, que em principio, permitirá um carregamento rápido dos monolugares, algo inédito até agora. A marca japonesa substituirá a coreana Hankook e será o seu regresso desde a saída da Formula 1, no final de 2010.

O fabricante japonês apresentou recentemente uma proposta para voltar a fornecer pneus na Formula 1, mas perdeu para a Pirelli no processo de concurso, que continuará a fornecer para o campeonato pelo menos até 2027.

A grande novidade no fornecimento de pneus para a competição elétrica é que produzirá dois tipos diferentes de pneus para os carros Gen4: um pneu 'base', que será um pneu com sulcos para todas as condições climáticas e "deve garantir aderência suficiente para assegurar corridas seguras em chuva leve", e um segundo pneu 'tufão' que será "obrigatório em chuva forte". Será a primeira vez no campeonato que dois tipos diferentes de pneus estarão disponíveis para as equipas da Formula E. 

Outra novidade estará na presença da Podium Advanced Technologies que fornecerá a bateria para os carros Gen4. A empresa italiana esteve anteriormente envolvida com a Glickenhaus no Campeonato do Mundo FIA de Endurance (WEC). O propulsor dianteiro será fornecido pela Marelli. Quanto ao resto, tudo na mesma: o grupo Spark Racing Technologies continuará a fornecer o chassis, como fizera nas três gerações anteriores, desde o começo do campeonato, em 2014. 

A competição elétrica terá o seu inicio na segunda semana de janeiro, no autódromo Hermanos Rodriguez, na Cidade do México. 

sábado, 1 de abril de 2023

Noticias: Bridgestone pode concorrer à Formula 1


A Bridgestone anunciou que estará interessada em regressar à Formula 1, quase 15 anos depois da última ocasião em que estiveram presentes. Depois da abertura do concurso para o fornecimento de pneus entre as temporadas de 2025 a 2027, e da Pirelli ter dito que pretendia continuar, a Auto Motor und sport alemã disse nesta sexta-feira que a marca japonesa tenciona elaborar uma proposta de fornecimento, o que significaria o regresso à categoria máxima do automobilismo. 

"Diz-se que a Bridgestone está muito interessada num regresso ao auge das corridas de automóveis", revelou o correspondente alemão da revista, Andreas Haupt. "O hype que rodeia a Fórmula 1 não passou despercebido ao fabricante japonês. Na Liberty Media, estão a esfregar as mãos, já que dois candidatos colocam automaticamente os detentores dos direitos numa melhor posição negocial".

Apesar de ter perdido muito do protagonismo internacional quando saiu da Formula 1, a Bridgestone continua ativa no automobilismo, fornecendo pneus para o ultra-competitivo Super GT, o campeonato japonês de Turismos.

As marcas terão até meados de Maio para apresentar as suas propostas à FIA. E fala-se que Goodyear poderá estar interessada em apresentar a sua proposta.  

quinta-feira, 20 de junho de 2019

A imagem do dia

Ontem, muitos recordaram o GP dos Estados Unidos de 2005 e a decisão bizarra de ter apenas seis carros na pista, os da Bridgestone, a alinhar na corrida. Hoje trago a capa de um jornal da minha terra, a "celebrar" o feito do Tiago Monteiro, de ser o primeiro - e até agora, único - português no pódio. E recordar o que andava a fazer por esses dias desse verão.

Por coincidência, tinha entrado em férias nesse mesmo dia, e esperava pelo transporte que iria levar ao local onde iria tirar uma semana de merecido descanso. E recordo de ver o Telejornal a comemorar o feito, com um direto da conferência de imprensa pós-corrida, onde o Tiago, de uma certa forma, aproveitava o momento, apesar da bizarria do momento. O resto estava, no mínimo, embaraçado. E no dia seguinte, as capas dos jornais estavam divididas entre si: por um lado, a comemoração de um feito, por outro, os incidentes que tinham acontecido e deram nos seis carros que partiram - e chegaram ao fim - da corrida. E a indignação do público americano, para ver uma desgraça daquelas no "Brickyard", menos de um mês depois das 500 Milhas. E se calhar poderá ter sido o momento em que Tony George decidiu não renovar o acordo com Bernie Ecclestone depois de 2007, e colocar os Estados Unidos fora da Formula 1 até à construção do Circuito das Américas, em 2012.

No final disto tudo, da discussão entre a FIA, a Formula 1 e a Michelin, decidiu-se que a partir de 2006, com a retirada da firma francesa, a Formula 1 teria um monopólio no fornecimento de pneus, para evitar mais surpresas desagradáveis como esta. 

O jornal? Comprei no dia seguinte, no lugar de destino das minhas férias. Guardei-a na minha mochila até ao final, e quando voltei, foi para o meu arquivo, onde está até hoje, e espera que fique por muitos e bons anos. 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Noticias: Bridgestone descarta regresso à Formula 1

A história do desgaste dos pneus da Pirelli vai continuar a dar com que falar, especialmente quando se ouve rumores de que a marca italiana poderia estar a considerar abandonar a competição em 2014, zangada com as reclamações e os critérios das equipas em relação ao desgaste deste tipo de pneus, escolhidos pela marca - já que está ali em regime de monopólio. Com esses rumores no ar, algumas marcas, como a Bridgestone, poderiam considerar um regresso. 

Mas a marca, que saiu em 2010, já afirmou que descarta o regresso. Falando à Autosport britânica, um porta voz da marca começou por declarar: “Não temos planos para voltar à Formula 1. Desde a nossa participação que a Bridgestone tem alcançado uma melhora significativa na percepção da marca na Europa e em outras áreas em todo o mundo”. 

“Ao mesmo tempo, a Bridgestone foi bem-sucedida na aplicação das tecnologias de compostos, design e simulação de pneus da Formula 1 para o desenvolvimento de pneus de carros de rua. Podemos dizer que a participação da Bridgestone na Formula 1 por 14 anos foi muito significativa”, completou. 

“Sob o atual ambiente de negócios, que está mudando continuamente, a Bridgestone está focada na necessidade de reorientar seus recursos para o desenvolvimento mais intensivo dessas tecnologias inovadoras e produtos estratégicos, e decidiu não voltar a entrar em um novo contrato de fornecimento de pneus após a expiração do contrato no fim da temporada de 2010”, concluiu.

Para além disso, outra marca, a coreana Hankook, também afirmou não estar interessada num eventual ingresso na categoria máxima do automobilismo.

A Bridgestone esteve na Formula 1 entre 1976 e 1977, com a equipa japonesa da Kojima, e de 1997 até 2010, umas vezes acompanhada da Goodyear (até 1998) outras pela Michelin (de 2001 a 2006).

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Noticias: mau tempo e composto radical podem apimentar a corrida alemã

O fim de semana alemão pode ser chuvoso, é o que fala a meteorologia local. Especialmente na sexta-feira, que se prevêem tempestades sobre a área de Hockenheim, no Sábado e Domingo essas possibilidades estarão diminuídas, mas não extintas. Aparentemente isto não afetará nem a qualificação, nem a corrida, logo não veremos nada de cabeça para baixo.

Contudo... as coisas na sexta-feira prometem piar mais fino, dado que os treinos livres desse dia irão ser afetados, pois as equipas irão testar um conjunto de compostos que a Bridgstone levará neste fim de semana, que promete ser extremo: ultra moles e muito duros. "As condições meteorológicas serão um fator muito importante. Se estiver quente, o composto super-macio será um desafio pela gestão da sua estabilidade e durabilidade. Se estiver frio, então será difícil garantir a janela de temperatura de funcionamento adequada", afirmou Hiroshi Yasukawa, o responsável máximo da Bridgestone Motorsport.

Se tivermos uma corrida semelhante ao que se passou no Canadá, então muito provavelmente poderemos dispensar a chuva, pois terá tanta ou mais emoção do que se tivessemos o asfalto molhado, e ainda mais com as poucas possibilidades de encontrar uma afinação adequada ao circuito. Querem apostar?

terça-feira, 20 de abril de 2010

As prespectivas pneumáticas para 2011

Um dos assuntos que se fala no "paddock" é sobre o fornecedor, ou fornecedores, de pneus para a temporada de 2011. Toda a gente sabe que no final deste ano a Bridgestone irá abandonar a Formula 1, e que se procura avidamente por substituto, ou substitutos. A Michelin disse há algumas semanas que está disposto a voltar, mas impões condições: alargar a sua largura para 18 polegadas, que as equipas paguem pelo seu desenvolvimento são pelo menos duas dessas condições. E isso é algo que as equipas até estão dispostas a aceder.

Contudo, surgiu neste fim de semana de Xangai um novo concorrente: a britânica Cooper Avon. Esta confirmou que está em negociações com a FIA relacionadas com um ingresso na categoria máxima do automobilismo. E tem um aliado de peso: Bernie Ecclestone.

Contudo, o tio Bernie quer manter o monopólio, algo que nem Jean Todt, o presidente da FIA, nem algumas equipas estão dispostas a isso. As equipas vêem com bons olhos o regresso de mais do que um fornecedor de pneus, algo que não existe desde 2006, quando a Michelin abandonou a competição, obrigado pela FIA quando este impôs um fornecedor unico de pneus, alegando uma redução de custos.

Ainda por cima ainda existem rumores afirmando que ainda se tenta convencer a Bridgestone a voltar atrás na decisão. Sairam declarações de alguns directores da companhia de pneus japonesa afirmando que a ideia de ficar por mais um ou dois anos ainda pode ser tomada, mas que não acreditam muito nisso. Essas declarações, eu suspeito que tenham vindo de fontes próximas ao Tio Bernie, pois eles não investem só no desenvolvimento dos pneus. Também gastam muito dinheiro na publicidade estática nos circuitos, e a sua saída constitui um rombo para preencher...

Uma coisa é certa: um monopólio de pneumáticos não é uma boa escolha para esta competição. Isso deveria ser uma excepção e não a regra na Formula 1, mesmo com o pretexto do corte de custos. Aparentemente, está-se a ver que não é bom para a competição.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A minha 5ª Coluna desta semana

A Quinta Coluna desta semana fala de dois assuntos em particular, nomeadamente a última prova de 2009, no novo circuito de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e as mais recentes movimentações de bastidores, com os abandonos de Bridgestone e da Toyota, bem como o final da parceria entre McLaren e Mercedes, que já dura há quase 15 anos.


Confesso que essencialmente, este artigo de opinião aborda mais as manobras de bastidores do que propriamente a corrida do último fim de semana, pois essa corrida, embora disputada num cenário lindo, num "tilkódromo" é mais uma distracção para o facto do circuito não apresentar qualquer emoção aos fãs da modalidade...


"No 'tilkódromo' de Abu Dhabi (que alguns o glosavam, trocando o nome pela infame prisão iraquiana de Abu Grahib) o fim-de-semana foi dividido em duas partes: o domínio de Lewis Hamilton na qualificação, e a vitória de Sebastien Vettel, numa dobradinha da Red Bull, e a consequente conquista do simbólico título de vice-campeão mundial, batendo Rubens Barrichello nessa luta."


Sobre os abandonos e os finais de parcerias que estamos a ser bombardeados ao longo desta semana, deixo-vos outro excerto.


(...) "Mas não se pode ver esta retirada somente no sentido dos maus resultados. A Toyota assinara o Pacto da Concórdia, que a obrigava a ficar na categoria até à temporada de 2012, sob pena de serem processados pela FIA por quebra de acordo. Acho que uma corporação como aquela deve ter pesado esse problema e deve ter decidido que quaisquer multas que teriam de pagar à FIA seriam 'patacos' comparado com as centenas de milhões de dólares que gastaram na equipa sem o devido retorno. E também as quezílias politicas que aconteceram neste último ano, deve ter pesado nesta decisão.


E quero pegar por aí na questão da Bridgstone. Não pelo facto desta ter invocado algo do género quando decidiu que 2010 iria ser o seu último ano na Formula 1, mas pelo facto de três das principais firmas de pneus, Goodyear, Pirelli e Michelin, todas elas terem dito que não pretendem envolver-se na Formula 1 num futuro próximo. Claro que até ao final de 2010 muita água vai correr por debaixo das pontes e este anúncio foi dito agora para dar à FIA tempo para arranjar um substituto. Isto é, se mantiverem o monopólio do fornecimento de pneus." (...)


Posso dizer que, depois do que ando a ler por estes dias, convenço-me que a FIA teve uma grande chance de se salvar há uma semana atrás, e a desperdiçou. Agora começamos a ver as consequências.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Oficial: Bridgestone abandona a Formula 1 em 2010

O fabricante de pneus japonês Bridgestone anunciou este Domingo à noite que irá abandonar a Formula 1 no final de 2010. Num comunicado oficial, a marca, que está na Formula 1 desde 1997, Hiroshi Yasukawa, o seu director, afirmou que a decisão da empresa se deveu a uma mudança de pensamento da empresa, que tenciona redirecionar os investimentos no desenvolvimento de novas tecnologias.


"A Formula 1 teve uma importância estratégica para a Bridgestone no desenvolvimento de suas tecnologias, na expansão da marca no mercado mundial e na estratégia promocional, com ferramentas de marketing intrínsecamente ligadas aos nossos produtos. Foi uma grande honra ser agraciados com o contrato 2008-2010 de fornecedora de pneus oficial pela FIA e gostaríamos de agradecê-los pelo apoio contínuo e pela confiança com a função privilegiada que nos colocou trabalhando no coração da comunidade da Formula 1."

"Quero agradecer à equipa da Bridgestone Motorsport pelo seu profissionalismo, dedicação e trabalho duro, para além da paixão pela excelência [o lema da marca]. A Bridgestone está comprometida com o fornecimento de pneus seguros da maior qualidade para a Formula 1 em 2010 e com um serviço ao mais alto nível", completou.



Estando desde 1997 na Formula 1, mas apenas teve concorrência da Goodyear de 97 e 98, e da Michelin de 2000 a 2005, a marca japonesa disputou até agora 225 Grandes Prémios, conquistando 156 vitórias, 149 pole positions, 151 voltas mais rápidas e 425 pódios.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Ecologia e Formula 1

Tenho que ser honesto: isto é mais publicidade do que algo palpável. Mas numa altura em que as preocupações ambientais estão na ordem do dia, o gesto é louvável.



Em Fuji, todos os pneus que a Bridgestone vai trazer terão os seus sulcos pintados de verde, como forma de apoio às causas ecológicas. "Esperamos que nossos compostos atraiam todos para que vejam o que está sendo feito na F-1 em termos ambientais", declarou o chefe-executivo da Bridgestone, Shoshi Arakawa. "A preservação ambiental está no centro de nosso trabalho no Grupo Bridgestone e esperamos que esta colaboração com a FIA ajude a espalhar esta atitude ao redor do mundo".


É um gesto louvável, sem dúvida, ainda mais numa disciplina em que tem os carros mais gastadores do mundo (75 litros aos 100 km, dez vezes mais do que um carro normal), acho que deviam começar a olhar a sério para o ambiente. É certo que os KERS são um primeiro passo na direcção certa, mas é preciso fazer mais. Afinal, a partir de 2009, alguns carros da Le Mans Series, como o Peugeot 908 HY, vão passar a ser híbridos...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Noticias: Bridgestone continuará na Formula 1 até 2010

A FIA e a Bridgestone anunciaram esta quinta-feira que chegaram a um acordo, refrente ao fornecimento de pneus às equipas de Formula 1 por mais duas épocas. A marca japonesa tornou-se no fornecedor oficial, depois da FIA ter anunciado que haveria apenas um fornecedor de pneus, devido à politica de contenção de custos, e aumentar a competitividade.


"Ser eleito pela FIA como fornecedor oficial demonstra o grande crédito que ganhamos no desporto em que estamos desde 1997.", disse o japonês Hiroshi Yasukawa, diretor da Bridgestone Sport. "É um elemento essencial para a expansão da empresa", afirmou.


A Bridgestone está na Formula 1 desde 1997, e tornou-se fornecedora unica da Formula 1 entre 1999 e 2000, altura em que a Goodyear abandonou a competição. Desde o ano passado que voltou à mesma situação, devido à retirada da Michelin, que tinha regressado à competição no inicio da década.