sábado, 23 de agosto de 2014

Youtube Rally Stage: um resumo da manhã alemã

Um resumo da manhã alemã, com o assustador despiste de Sebastien Ogier, a mais de 200 km/hora. 

WRC 2014 - Rali da Alemanha (Dia 2)

O segundo dia do Rali da Alemanha está a ser marcado pelo desempenho de Jari-Matti Latvala, que está a dominar as classificativas alemãs, agora que o seu maior rival, Sebastien Ogier, ficou definitivamente "fora de combate" depois de sofrer um segundo despiste, no inicio do dia, acabando por desistir. O acidente ocorreu na segunda especial do dia, em Pererberg, onde perdeu o controle do seu carro no primeiro quilómetro dessa especial, acabando fora de estrada. O "roll cage" ficou danificado e o piloto teve de passar pelo hospital para fazer exames, mas não teve nada de grave.

Por causa do acidente a a maneira como ficou o seu carro, a classificativa teve de ser anulada.

Mas Ogier não foi o único piloto acidentado neste rali. O português Bernardo Sousa, que liderava o WRC2, teve problemas com o seu carro, primeiro com um furo, que o fez atrasar na classificação geral, e depois, na 11ª especial, um acidente na saída de uma curva fez danificar o carro e terminar por ali a sua participação no rali alemão, quando seguia no sexto posto na sua categoria.

Depois da saída de Ogier, Latvala andou a controlar os avanços de Kris Meeke, que ao longo do dia, teve um avanço a rondar os 30 segundos, enquanto que atrás do piloto inglês, Thierry Neuville tentou apanhar o piloto da Citroen, sem grande sucesso. Mesmo quando os carros passaram pela segunda vez em Pedersberg e uma chuva inclemente caiu por ali, dificultando as coisas aos pilotos presentes. Dani Sordo, por exemplo, chegou a sair de estrada devido ao "acquaplanning", mas apenas perdeu vinte segundos e não danificou o seu carro...

No final, Latvala venceu cinco troços, contra dois de... Robert Kubica, que anda a recuperar posições atrás de posições (vai acabar no décimo posto da geral) e têm uma vantagem de 56,6 segundos sobre Meeke, enquanto que Thierry Neuville têm um minuto de desvantagem sobre o comandante, mas a pressionar Meeke para chegar ao segundo posto.

Dani Sordo é o quarto, com 26 segundos de diferença sobre Neuville, e têm Anders Mikkelsen perto de si, a onze segundos (e um minuto e 37 de desvantagem sobre Latvala). Mikko Hirvonen é o quinto, mas têm Elfyn Evans atrás de si, no sexto posto, com apenas 4,9 segundos a separá-los. Ostberg é o oitavo, a um minuto e 59 segundos, enquanto que Prokop e Kubica fecham o "top ten".

O rali da Alemanha acaba amanhã, com a realização de mais quatro especiais. 

Youtube Motorsport Crash: o acidente de Thomas Enge na Eslováquia

Este fim de semana temos a Blancapain GT Series na Slovakiaring, e a corrida de qualificação, que aconteceu esta tarde, ficou marcado pelo forte acidente do Lamborghini do checo (ex-piloto de Formula 1) Thomas Enge, que bateu forte nas barreiras e deu três cambalhotas no ar antes de cair no chão. Felizmente, o piloto na da sofreu, mas o acidente é impressionante para quem o vê... 

Formula 1 2014 - Ronda 12, Belgica (Qualificação)

Depois de um mês de férias, a Formula 1 regressa em força para correr num dos clássicos do automobilismo: Spa-Francochamps. A pista belga, com sete quilómetros de extensão, é a mais longa do Mundial, mas para todos os amantes do automobilismo, é uma daqueles locais dos quais todos sonham em ir um dia. Mesmo que estejam dispostos a aturar o sempre imprevisível tempo da floresta das Ardenas.

É verdade que os assuntos dos últimos dias tinham sido ocupados com as mudanças nas duas equipas mais novas e que estavam no final da tabela. André Lotterer fez uma estreia tardia na categoria máxima do automobilismo e não desilustrou, já as coisas na Marussia foram tudo menos calmas. Inicialmente anunciaram que Alexander Rossi iria estar no lugar de Max Chilton por causa de dinheiro (em Jules Bianchi ninguém toca porque é a Ferrari que paga o lugar), mas depois, na sexta de manhã, deram uma marcha-atrás e recolocaram o britânico no seu carro, numa mudança em que até agora têm ares de explicação mal dada e pouco compreendida.

Mas neste sábado, os bastidores ficaram um pouco de lado e as coisas se viraram para a pista... e para o boletim meteorológico. A possibilidade de chuva na hora da qualificação fazia com que as coisas, apesar de parecerem que poderiam acabar com os mesmos pilotos na primeira fila da grelha de partida, poderia causar um fator de indecisão entre todos os que iriam assistir à qualificação, fosse na pista, fosse em casa, no conforto da televisão. E meia hora antes do treino começar, o dilúvio que caiu na zona do circuito fazia prever que as coisas iriam acontecer sob superfície molhada. Muito molhada que a certo ponto, se especulou se a qualificação iria arrancar à hora marcada.

Felizmente, as coisas se acalmaram a tempo de começar a qualificação. Alguns arriscaram a correr em "Full Wets", mas depois, verificou-se que bastavam os intermédios para fazer o trabalho, e os treinos continuaram sem grandes incidentes, a não ser com o que aconteceu com o Sauber de Esteban Gutierrez, que ficou parado devido a uma falha eletrónica. E o habitual despiste de Pastor Maldonado, desta vez, sem bater, na zona da Paragem do Autocarro...

No final, da primeira parte, para além dos Caterham, dos carros de Maldonado e Gutierrez, ficaram de fora - de modo surpreendente! - o Force India de Nico Hulkenberg e o Marussia de Max Chilton, enquanto que Jules Bianchi ia para a Q2 pela terceira vez nas últimas quatro corridas. E mais um detalhe: o estreante Lotterer conseguiu ser superior ao sueco Ericsson. Por um segundo completo!

Antes da Q2, a chuva faz uma ligeira aparição, mas cedo passa, e os pilotos continuam a rodar com pneus intermédios. E é nessa altura que se verifica a superioridade dos Flechas de Prata em piso molhado: Hamilton e Rosberg, mesmo com erros ocasionais (o alemão saiu três vezes de pista entre Les Combes e Pouhon!) conseguia fazer tempos dois segundos mais velozes do que os feitos por Sebastian Vettel ou Fernando Alonso, só para dar exemplos mais óbvios. Em suma, a Mercedes estava imbatível e ninguém os conseguia ir buscar.

Mas não eram só eles: quando houve a passagem para a Q3, não houve surpresas. Mercedes, Red Bull, Williams, Ferrari e McLaren meteram os seus dois carros para a parte final da qualificação, deixando de fora os Toro Rosso, o Force India de Sergio Perez, o Sauber de Adrian Sutil, o Marussia de Jules Bianchi e o Lotus de Romain Grosjean. Mesmo numa qualificação molhada, a grelha final iria ser os mais previsíveis da temporada.

E de uma certa maneira, foi assim. Com o céu a abrir e os raios de sol a brilharem - mas não a tempo de secar ou de criar uma linha de trajetória ideal - os Mercedes brilharam, mas com Nico Rosberg a ser o melhor, conseguindo uma vantagem de dois centésimos sobre Lewis Hamilton e a quarta pole-position consecutiva nesta temporada. Mas o que mais impressionou foi a vantagem que Nico deu a Sebastian Vettel, o terceiro classificado: 2,1 segundos. Sim, leram bem: dois segundos e um centésimo! Números destes já não se viam desde os tempos dos Williams FW14 dominadores de 1992, há mais de vinte anos. Poderemos dizer que este Mercedes é um carro muito bem afinado para a chuva...

Amanhã há mais. Não se prevê que a chuva faça a sua aparição na mesma forma como foi hoje, mas em Spa-Francochamps, nunca se sabe... 

Formula 1 em Cartoons - Bélgica 2000 (Pilotoons)


Agora o Bruno Mantovani anda a fazer cartoons históricos a cada Grande Prémio. Desta vez, têm a ver com a corrida de 2000, onde Mika Hakkinen fez a Michael Schumacher uma das ultrapassagens mais memoráveis do automobilismo, onde ambos se colocaram lado a lado, com o BAR-Honda de Ricardo Zonta entre eles, para o finlandês levar a melhor na travagem para Les Combes e vencer o Grande Prémio daquele ano.

Apesar de Hakkinen, o campeão em título, ter vencido essa corrida, quem levou a melhor no final do campeonato foi Schumacher, que conseguiu o seu terceiro título mundial e abriu uma nova era da Ferrari na Formula 1. 

Youtube Motorsport Onboard: uma volta em Donington com Nicolas Prost

A semanas da corrida inaugural da Formula E, eis uma volta a Donington Park por parte do e.DAMS do francês Nicolas Prost.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Formula 1 em Cartoons (II): O regresso da Formula 1 a Spa-Francochamps (Rathborne)

O regresso da Formula 1 a Spa-Francochamps também foi numa altura em que eles apanharam a "moda do verão", ou seja, o balde de água fria. E alguns pilotos já andaram a fazer isto hoje, como Daniel Ricciardo, Lewis Hamilton e Fernando Alonso.

E claro, alguns nomearam Kimi Raikkonen para que faça o mesmo. Só que ele aparentemente não alinha nisso...

Youtube Rally Crash: O acidente (mais um) de Robert Kubica

Já começa a ser hábito no WRC: Robert Kubica a despistar-se. Desta vez foi na Alemanha, na terceira especial. Ele ia no nono posto quando perdeu o controlo do seu carro. Contudo, os estragos foram pequenos e continuou na estrada. Contudo, o atraso de mais de quatro minutos que sofreu fez com que caisse muito na classificação, terminando no 22º posto no final do primeiro dia.

Formula 1 em Cartoons - O regresso à ação (Cire Box)

Depois de um mês de ausência, a Formula 1 regeressa à ação, desta vez em Spa-Francochamps. E o "Cire Box" imaginou como seria a chegada de André Lotterer, que este fim de semana vai guiar o Caterham a uma turma como é os dos pilotos da categoria máxima do automobilismo...

WRC 2014 - Rali da Alemanha (Dia 1)

O Rali da Alemanha, primeira prova em asfalto da temporada, está a ser bem movimentado e com algumas surpresas, a maior das quais é o despiste de Sebastien Ogier na última classificativa do dia, que coloca o finlandês Jari-Matti Latvala na frente do rali. Para além disso, no WRC2, há motivos para sorrir nas cores portuguesas, pois Bernardo Sousa acaba este dia a liderar na categoria.

Depois do "shakedown", esperava-se que este primeiro dia fosse movimentado para as cores alemãs, com Sebastien Ogier e Jari-Matti Latvala a marcarem o ritmo perante uma concorrencia que poderia não ter armas para os alcançar. E foi assim que aconteceu: na primeira especial, Ogier conseguiu um avanço de 0,4 segundos sobre Latvala, mas com quatro segundos sobre o terceiro classificado, Mads Ostberg, e 5,3 sobre o melhor dos Hyundai, o espanhol Dani Sordo.

Atrás, houve peripécias: Kris Meeke fez um pião e fez apenas o oitavo melhor tempo, na frente de Mikko Hirvonen, que teve uma saída de estrada.

Nas classificativas seguintes, a luta continuou, com avanços e recuperações, mas com o francês sempre na frente, uma diferença que era de 1,8 no final da manhã, favorável a Ogier. Mas na terceira especial, houve uma novidade... não muito nova. É que Robert Kubica sofreu um despiste que o fez perder mais de quatro minutos. Até aqui, o polaco era o nono da geral, e com isto, caiu muitos lugares na classificação, acabando o dia no 22º posto.

Pela tarde, o duelo continuou, enquanto que atrás, a luta pelo terceiro lugar estava ao rubro. Depois de ter sido ocupado por Sordo, viu depois ser atacado por Mikkelsen, mas no final da manhã, o norueguês sofreu um furo e atrasou-se e cedeu o lugar para Meeke, que por esta altura, tinha uma desvantagem de... 23,9 segundos. Mas atrás de si, tinha um grupo de pilotos que queria desesperadamente esse lugar: Mikkelsen, Sordo, Hirvonen, os Hyundai de Thierry Neuville e de Bryan Bouffier e o Ford de Elfyn Evans. Meeke esteve sempre na frente do grupo, mas houve uma altura em que 18 segundos era o bastante entre o terceiro... e o nono posto. 

A sexta e última especial do dia transformou-se no momento decisivo do rali. Primeiro, atrasou-se devido a problemas no controle e colocação dos espectadores, e depois, quando decorreu a prova, aconteceu o tal despiste de Ogier, que mudou as coisas na classificação geral. Quando terminou, Latvala explicou à imprensa que “recebi a informação que o Sébastien tinha saído mas não tinha ideia do que aconteceu. Só vi umas marcas de borracha numa esquerda longa... e depois disso e até perdi o ritmo”. 

Assim sendo, no final do dia, o finlandês têm agora uma vantagem de 37 segundos sobre Kris Meeke, com Dani Sordo, no seu Hyundai, a 42,6 segundos da liderança, e a 5,6 do britânico da Citroen. Andreas Mikkelsen é o quarto, a 45,6 segundos, seguido por Thierry Neuville (53,1 segundos) e o Ford de Mikko Hirvonen. Elfyn Evans é o sétimo, já a um minuto, seguido por Mads Ostberg, enquanto que a fechar o "top ten" estão, Bryan Bouffier (a 1.35 minutos) e o checo Martin Prokop, a dois minutos e sete segundos.

No lado do WRC2, Bernardo Sousa conseguiu chegar ao fim deste primeiro dia no comando da categoria, com uma vantagem de 4,2 segundos sobre o sueco Pontus Tiedmand, noutro Ford Fiesta, e de 10,4 segundos sobre o qatari Nasser Al-Attiyah.

O Rali da Alemanha prossegue amanhã.

O estranho volte-face da Marussia

Se ontem falou-se que o americano Alex Rossi iria ser o piloto da Marussia no fim de semana belga, no lugar de Max Chilton, hoje as coisas conheceram um "volte-face", e Chilton, afinal de contas, vai correr este fim de semana em Spa-Francochamps. A razão disto tudo, desde quinta-feira, é conhecida: dinheiro. Mas o que isto tudo mostrou, é que as coisas por lá não andam famosas. E uma pesquisa não muito profunda entre os "insiders" da Formula 1 , mostra que as coisas passaram por um problema de pagamentos por parte dos patrocinadores de Chilton.

Contudo, o jornalista britânico Joe Saward fala no seu blog que a Marussia poderá estar em posição de venda. Um consórcio americano, ainda não identificado, fala que está interessado em adquirir a equipa, mas que o seu dono, Andrej Cheglakov, não quer fazer negócio até ao inicio de outubro, altura do GP da Rússia. Desconhece-se se é Gene Haas a querer cortar caminho para chegar à Formula 1 ou outras pessoas, mas a ideia de que poderemos passar de zero para duas equipas de origem americana é bem interessante...

Contudo, voltando à Marussia, há questões que ainda estão por responder. Pelas declarações feitas hoje por Graeme Lowndon, poderá haver mais do que finanças sobre o caso de Chilton: "Eu não creio que seja apropriado comentar sobre os detalhes das questões contratuais, porque isso é confidencial entre as partes envolvidas, de modo que não há nada que posso dizer sobre isso", começou por dizer em declarações à Autosport britânica. 

"Isso [o regresso de Chilton] é o resultado de uma mudança de circunstâncias. Para ser honesto, você terá que falar aos seus relações-públicas. Eu não sei nada sobre isso. Você vai ter que falar com eles", concluiu.

O próprio Chilton disse em Spa que as coisas por trás desta decisão são muito diferentes daquelas que foram referidas até agora: "Tem sido umas 24 horas muito movimentadas", começou por dizer em entrevista ao jornalista Joanthan Noble, da Autosport britânica.

"Tem havido muitos rumores que não são verdadeiros. [As questões financeiras] são a primeira coisa que as pessoas pensam. Mas o que aconteceu nos bastidores foi mais do que isso. O que aconteceu ontem foi resolvido, e foi por isso que me colocaram de volta no carro."

Questionado sobre o que realmente aconteceu, escusou a falar. "Eu não vou comentar sobre mais nada, porque no momento em que comentar que as pessoas vão começar a escrever", disse ele. Contudo, ele afirmou que a questão envolveu o patrão da Marussia, Andrej Cheglakov. "O meu pessoal falou com o patrão", confirmou.

Assim sendo, e até ordem em contrário, Max Chilton correrá no carro da marca na qualificação, e eventualmente na corrida deste domingo, em terras belgas.

Youtube Top Gear Challenge: Clarkson apanhado a dormir

A mania deste verão já chegou ao Top Gear. E Jeremy Clarkson foi apanhado com as calças na mão... dizendo melhor, durante o sono. O video foi gravado pela filha, nos jardins da casa familiar. E ele, claro, nomeou os outros dois apesentadores.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Youtube Rally Video: o "shakedown" do Rali da Alemanha

Para fechar o dia, umas imagens do "shakedown" do Rali da Alemanha.

Os Pioneiros - Capitulo 46, a Oeste tudo de novo

(continuação do capitulo anterior)


1914: O REGRESSO DO GRANDE PRÉMIO AMERICANO



Em 1914, nos Estados Unidos, as provas de estrada são um evento decadente, graças à explosão dos circuitos de madeira, montados do noite para o dia, e do qual atraem os melhores pilotos, a troca de altos prémios monetários. E claro, com autódromos cheios, os proprietários lucravam. E com essa proliferação de corridas, as empresas automotivas faziam evoluir os seus carros, esperando bater-se uns com os outros, e assim, evoluiam a industria automóvel americana.

Contudo, eventos como a Vanderbilt Cup e o Grande Prémio da América continuavam a ser atraentes, devido ao prestigio que havia sido alcançado nos anos anteriores, e não tanto pelo dinheiro. E depois de não terem encontrado um lugar para fazer a corrida em 1913, houve uma proposta para o fazer em 1914 na soalheira California, mais concretamente na localidade de Santa Mónica, nos arredores de Los Angeles. Feitos um a seguir ao outro, com dois dias de diferença, a Vanderbilt Cup foi a primeira a arrancar, com Ralph de Palma inscrito com o Mercedes onde venceu a corrida de 1912, depois de ter saído da Mercer, por este ter contratado (sem que tivesse sido auscultado) um dos seus rivais, Barney Oldfield.

Oldfield, Spencer Wishart e Eddie Pullen participavam em Mercers, enquanto que na Stutz, Gil Andersen estava presente, e na Mason-Dusenberg, estavam William Carson e Dave Lewis. Harry Grant corria num Isotta, Frank Werbeck e Dave Lewis em Fiat, enquanto que o britânico John Marquis estava ao volante de um Sunbeam. A corrida iria ocorrer a 26 de fevereiro, dois dias antes do Grande Prémio americano.

A corrida começou com Pullen e Anderson a lutarem pela liderança, com Di Palma a segui-os de perto. As coisas andaram assim nas primeiras 15 voltas, até que perto de um local designado como a "Curva da Morte", Pullen perde uma roda e bate, sem ferimentos nele e no seu mecânico. Com isso, Oldfield e Di Palma prosseguem na corrida, lutando ambos pela liderança, mas na parte final, parecia que Oldfield iria ser o vencedor, pois Di Palma parecia não ser capz de passar. Contudo, ele viu que os pneus dele já estavam um pouco desgastados... e comparando com o estado dos seus, planeou um truque.

Passando para a frente de Oldfield, decidiu assinalar quando passava pelas boxes de que iria parar para trocar de pneus na volta seguinte e abrandar um pouco. O seu adversário viu isso e decidiu seguir a mesma tática. Passando para a frente, Oldfield parou, mas quando foi a vez de Di Palma... este não parou, e acelerou fortemente rumo à meta. Graças a esse truque, acabou como vencedor, com mais de um minuto de vantagem sobre Oldfield.

Dois dias depois, no mesmo local, é a vez do Grande Prémio. Duzentos e cinquenta mil pessoas estavam alinhados ao longo da pista para ver se os americanos poderiam vencer em carros americanos. A grande alteração era a entrada dos Marmon de Guy Ball e Charles Muth e os Alco de Tony Jeanette e Williamm Taylor, enquanto que na Mason-Dusenberg, Eddie Rickenbacker estava no lugar de William Carson.

O primeiro líder da corrida é o Mercer de Spencer Wishart, que começou a alargar a sua vantagem nas 22 voltas seguintes, até que... o motor parou, ficando de fora da corrida. O novo líder acabou por ser Ralph de Palma, no seu Mercedes, mas com o passar das voltas, também começou por ter problemas com o seu motor e começou a atrasar-se, deixando o comando para o Sunbeam de Marquis. Nas na volta 32, quando se aproximava da temida "Curva da Morte", o carro de Marquis capotava. O acidente foi aparatoso, mas ninguém ficou ferido.

Na frente ficava agora Eddie Pullen, no seu Mercer, e começava a distanciar-se para acabar por vencer a corrida, com mais de 40 minutos de vantagem sobre o Marmon de Guy Ball, com William Taylor a ser o terceiro, no seu Alco. Um trio totalmente americano em carros americanos, era algo que os construtores e o público sonhavam desde há algum tempo, e demonstrava que estes carros tinham evoluido e começavam a andar ao nível dos carros europeus.

(continua no próximo capitulo) 

Youtube Rally Crash: o acidente de Thierry Neuville no "shakedown"

O Rali da Alemanha começa amanhã, mas já houve estragos: o belga Thierry Neuville deu um senhor capotamento durante o "shakedown" que aconteceu esta tarde, danificando o seu carro, mas parece que isso não será impeditivo de guiá-lo a partir de amanhã.

O chato é que a Hyundai vai ter de pagar os estragos da colheita de vinho deste senhor...