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segunda-feira, 3 de julho de 2023

Apreciação critica de "Next Level"


Algumas semanas depois de ter lido a biografia de Lewis Hamilton, caiu nas minhas mãos outra, do piloto português Miguel Oliveira, o primeiro a alcançar o MotoGP. Da autoria de Edite Dias, tem imensas entrevistas com muitos dos que ajudaram a levá-lo até ao estrelato, desde o seu pai, Paulo Oliveira, até gente no meio da MotoGP, entre eles Jorge Viegas, o presidente da FIM, a Federação Internacional de Motociclismo, ao conselheiro Domingos Piedade, antigo manager de pilotos e o diretor do Autódromo do Estoril.    

Ao contrário de "Furacão Hamilton", do qual falei aqui há uns dias, este livro até está melhor estruturado. Primeiro, porque queriam fazer em 44 capítulos - simbólico do número que ele usava na carenagem - e segundo, todos sabiam que era um resumo até ao ano que iria marcar a sua carreira, quando ele passou para a MotoGP. A colaboração que ele e a família deram ao livro, sem dúvida, um ar de legitimidade, e de autenticidade ao seu conteúdo, e claro, enriquecer o leitor com histórias sobre a sua ascensão até à categoria-rainha das suas rodas.

E ao longo das páginas, é isso que olhamos: um piloto, filho de piloto, que se apaixona pelas motos e estabelece uma carreira, determinado em ser dos melhores na sua área. Um caminho nada fácil, com obstáculos, mas com finais felizes, ganhando corridas, lutando por campeonatos, sabendo que é um dos desbravadores de um percurso, que acabou por ser o primeiro português a chegar à MotoGP e a lutar por títulos. E pelo meio, a ganhar o respeito dos seus pares e dos que trabalharam com ele. 

Ao contrário das criticas que tenho ao livro do Hamilton, que é incompleto, aqui a autora teve o bom senso de balizar a carreira do piloto num ponto. Este pode ser considerado a primeira parte da sua biografia. E a colaboração do piloto e da sua família também foi importante no meio disto tudo, logo, o leitor entendeu que isto é a história de um percurso, com altos e baixos, que teve um final feliz, porque afinal de contas, conseguiu chegar ao seu objetivo: ser o primeiro português a chegar à MotoGP. E quem lê isto em 2023, sabe que ele já conseguiu vitórias nessa classe-rainha.   

De resto, é uma leitura fácil e agradável para o verão que acabou de chegar. Lê-se em meia dúzia de dias, e tenho a certeza que haverá um segundo livro, do qual espero que seja totalmente dedicada a sua carreira no MotoGP.  

terça-feira, 28 de março de 2023

MotoGP: Miguel Oliveira não irá à Argentina


Um dia depois da colisão entre Marc Marquez e Miguel Oliveira, na primeira volta do GP de Portugal de MotoGP, a sua equipa, a Aprilia, relevou que o piloto português sofreu lesões na perna direita que o impedem de alinhar na etapa seguinte, em Termas de Rio Hondo, na Argentina. 

A extensão das suas lesões foi revelada pelo piloto nas suas redes sociais: 

"A ressonância magnética marcada para hoje em Lisboa veio confirmar as suspeitas que tínhamos ontem após avaliação médica no circuito. Foram verificadas lesões tendinosas dos rotadores externos da perna direita, que não apenas impede de caminhar, assim como montar na moto e inclinar para as curvas", contou.

Apesar de não ser necessária cirurgia, o descanso impede a sua participação na corrida seguinte, marcada para este final de semana.

"É uma lesão que não é passível de cirurgia e que apenas o descanso ajuda na recuperação. Por esta razão, não estarei presente no GP da Argentina. Quero enviar um grande abraço a todos os meus fãs amigos e patrocinadores e agradecer o incondicional apoio!", concluiu.

Curiosamente, Marquez também sofreu uma lesão na colisão com o piloto português, acabando por fraturar um dedo da mão direita, sendo operado e também não estará presente na prova argentina. Isso, aliado à queda de Pol Espagaró na sexta-feira, onde sofreu uma contusão pulmonar e cervical, são três os pilotos que não estarão presentes na próxima ronda da MotoGP. 

domingo, 2 de outubro de 2022

A(s) image(ns) do dia (II)



Parece que Miguel Oliveira adora correr no molhado. Para uma moto que não é boa em relação a gente como Jack Miller ou Fábio Quatararo, quando chega a corridas com chuva, no Sudeste Asiático, ele consegue engrandecer, passar a concorrência e acabar a proba no primeiro lugar, para depois ouvirmos "A Portuguesa" pela segunda ocasião na temporada e a quinta na MotoGP. 

E porquê digo isto? Bom, foi assim que ele triunfou no GP da Indonésia, no início do ano. Hoje, foi quase igual. Aliás, ele mesmo disse isso, no final da prova:

“Foi uma corrida longa, mas não se posso queixar. Sempre que temos hipótese de correr à chuva, sou sempre muito rápido, e, quando começou a chover, tive flashbacks da Indonésia. Tentei manter os pés na terra, ter um bom arranque, não cometer erros, levar a moto até ao fim. Muito feliz com esta vitória de final de época, embora seja nas condições que preferimos, mas aceito uma vitória em qualquer condição”, disse.

Claro, depois de comemorarmos a vitória, e assentada a poeira, podemos pensar "onde é que este piloto anda nas corridas a seco?". A resposta é relativamente simples: a máquina não colabora, pelo menos em relação à Yamaha, à Aprilia ou à Ducati. Tirando estas vitórias, o melhor que teve foram dois quintos lugares em Portimão e Motegi. Isso, aliado com a saga da saida da KTM no final da temporada, depois de eles o terem pedido para que "regressasse" à Tech3, que recebeu como se fosse um insulto, e a seguir, a saga de onde é que iria correr em 2023. No final, irá correr com um Aprillia, pela RNF, que este ano corre com Yamahas, com Darryn Binder e o veterano Andrea Dovizioso.

Resta saber como ele terminará a temporada. Espero que seja em alta, que merece, depois dos maus momentos. 

terça-feira, 30 de agosto de 2022

MotoGP: Miguel Oliveira confirmado na Aprilia


O português Miguel Oliveira será piloto da Aprillia em 2023, ao serviço da sua equipa-satélite, a RNF Racing. Desde há muito tempo que se sabia da sua saída da KTM, após lhe terem proposto correr na próxima temporada pela equipa-satélite, que seria renomeada GasGas. O piloto de 27 anos considerou que isto seria uma despromoção e resolveu não renovar com eles no final da temporada. A Aprilia era algo do qual se falava desde há algumas semanas, especialmente depois do chefe da Ducati ter dito que tinham estado interessados, mas eles foram mais velozes em tê-lo nas suas fileiras.

Contudo, a equipa do piloto de Almada não é a oficial, mas sim a equipa satélite, a RNF Racing, ao lado de Raul Fernández, que este ano tem passado um mau bocado com a Yamaha, e terá um período de adaptação a uma nova marca em 2023. Mas o piloto acredita que este é o passo certo na sua carreira. E de uma certa maneira, os resultados da marca este ano indicam que sim: Aleix Espagaró, o seu piloto oficial, é atualmente segundo classificado no campeonato, embira não tenham neste momento uma equipa satélite, algo que acontecerá a partir da próxima temporada.

Numa conferência de imprensa feita na sede do seu clube de fãs, em Almada, afirmou que ficar na KTM teria sido mais fácil, em termos emocionais. Mas o facto de ter ambições para lutar por títulos mundiais acabou por pesar na decisão de ir para a Aprillia.

“Todas as mudanças requerem um bocadinho de esperança e um bocadinho de fé, foi nessa vertente que decidi abraçar um novo projeto para os próximos dois anos. O meu percurso com a KTM não foi um percurso de curta duração, estivemos muitas temporadas juntos, conquistei individualmente dois vice-campeonatos, um em Moto3, outro em Moto2. O maior passo foi dado com eles, que foi a transição para a categoria do MotoGP. Conquistámos 37 pódios, dos quais 14 são vitórias, é um percurso do qual me orgulho bastante, acredito que esse número ainda pode ser aumentado.", começou por dizer, dando ênfase ao que fez na KTM, quer na Moto2, quer na MotoGP. 

"Este ano foi de abertura de muitas oportunidades a nível de mercado. Da minha parte, procurei sempre garantir que me enquadrava com a KTM para o futuro, mas ao longo das negociações percebemos que os nossos caminhos deviam separar-se. Só tenho a agradecer todo o esforço que a KTM teve comigo em todas as temporadas, e também o esforço que fez em manter-me na estrutura até ao último minuto. Mas sinto que é o passo que necessito para a minha carreira, e é nessa base de confiança que construirei a relação com o novo projeto nos próximos dois anos”, concluiu.

Atualmente na KTM, Miguel Oliveira é décimo no campeonato com 85 pontos, e uma vitória no GP da Indonésia, no início da temporada. 

terça-feira, 16 de agosto de 2022

MotoGP: Miguel Oliveira ainda não abre o jogo sobre 2023


Para onde Miguel Oliveira irá correr em 2023? Não há dúvidas que ele é um dos ativos mais interessantes da MotoGP neste momento, mas saber onde correrá na próxima temporada está a ser o assunto do momento. Desde noticias dizendo que irá para a Aprillia até a possibilidade de, afinal, ficar na KTM, tudo está a ser vinculado, oficial e oficiosamente. 

No programa ao vivo “Sport & Talk from Hangar-7”, da Servus TV, que desta vez foi transmitido a partir do KTM Motohall, o Red Bull Ring, ele não confirmou nada, e também não descarta nada.

“Ainda não assinei com nenhum outro fabricante. Espero que isso seja feito dentro de algumas semanas, a boa notícia é que provavelmente vou ficar numa equipa competitiva. Gostaria de ter feito mais junto da Red Bull KTM, mas a porta continua aberta e veremos o que o futuro trará”.

Recorde-se que Miguel Oliveira não ficará na KTM em 2023 porque não aceitou a passagem da equipa Red Bull Factory para a Tech3, a secundária. Tem apalavrada a entrada na equipa-satélite WithU-RNF onde vai pilotar uma Aprilia RS-GP 22, isso foi dito por gente ligada à Ducati, que esteve interessado nos seus serviços. Segundo o pessoal da sote motorsport.com.pt, isso é praticamente certo, falta apenas a assinatura do piloto.

Quanto ao GP da Áustria e o novo traçado do Red Bull Ring, com a chicane na Curva 2, o português disse: “É uma conversão que nós, pilotos, apreciamos porque é para a nossa segurança. É definitivamente mais lento e vai mudar os nossos pontos de travagem. É importante que haja algo que nos atrase antes da curva 3. Tem sido uma curva perigosa até agora.”

Na classificação geral, numa competição liderado por Fabio Quatararo, com 180 pontos, Miguel Oliveira é décimo, com 81.

sábado, 13 de agosto de 2022

Rumor do Dia: Miguel Oliveira pode estar a caminho da Aprilia?


A saga de Miguel Oliveira poderá ter um final dentro em breve. Segundo conta o diretor desportivo da Ducati, Paolo Ciabatti, explicou que a marca italiana quis contratar o piloto português da KTM para a sua equipa, através da Gresini, mas que a Aprilia acabou por aproveitar um impasse para se antecipar e garantir o piloto para a temporada de 2023.

“Tivemos uma conversa com o Miguel Oliveira, mas também com o Raúl Fernández. A situação com o Oliveira parecia positiva, mas, em determinado momento, precisávamos da aprovação da Gresini, porque eles são uma equipa-cliente. Pagámos o salário do Bastianini este ano, porque era uma situação especial, ele tem contrato connosco. Mas, por princípio, queremos pagar apenas aos pilotos da Lenovo e da Pramac”, começou por dizer.

“As equipas-cliente devem consultar-nos, mas fazem as próprias escolhas, porque não podemos suportar financeiramente oito pilotos. Isso levou-nos algum tempo a conseguir acordo com o Oliveira. Entretanto, a Aprilia chegou a acordo com a equipa RNF, do Razlan Razali. Fizeram uma boa oferta ao Oliveira e ele decidiu aceitar. É compreensível, naquele momento não estávamos em condições de lhe apresentar um acordo”, concluiu.

Evidentemente, nenhuma das partes confirma ou desmente a conversa de Ciabatti, mas o piloto português já disse que dentro em breve irá anunciar o seu futuro na MotoGP, que em 2023 começará a sua temporada em Portimão. 

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Noticias: Miguel Oliveira desmente ter assinado com a Aprillia


Apesar de ontem a Sky Italia ter noticiado que o piloto português da MotoGP ter assinado pela RNF, que terá motos Aprillia em 2023, o piloto de 27 anos desmentiu nesta quinta-feira que já tenha assinado algo para a próxima temporada. Em declarações à Sport TV portuguesa, o piloto disse que tudo está em cima da mesa, até continuar na KTM. 

“Para já, aquilo que posso adiantar é que não tenho nada assinado. Obviamente que as contratações são feitas em certos timings, há timing para anunciar, há timing para negociar e há timing para assinar. Para já, não vou dizer qual é a opção que está mais próxima da realidade, o que é certo é que todas essas notícias são coisas adiantadas por outros meios que estão no paddock, e, simplesmente porque nos veem a falar com as pessoas, não implica rigorosamente nada, implica que estamos a tentar abrir caminho e tentar chegar a vias de facto, só com vias de facto é que podemos assinar ou anunciar qualquer coisa.", começou por dizer, colocando o atual ponto de situação.  

"Sem contratos, não há assinaturas, é para já o que tenho a adiantar. Dizer também aos fãs que aquilo que estou à procura para a minha carreira desportiva não é uma solução a curto prazo, estou à procura de estabilidade e estou à procura sobretudo de um sítio onde me acolham pelas qualidades que me são reconhecidas. Agradecer também essa força e onda de apoio que se tem visto nas redes sociais e nas notícias e deixar assegurado que o meu futuro passa pelo MotoGP e não por outro campeonato qualquer”, continuou.

“Obviamente que, quando estamos a negociar, negociamos com o maior secretismo possível, que é muito pouco, e obviamente que os contactos são feitos. Inclusivamente, a proposta da KTM continua em cima da mesa, não é algo que eu tenha descartado. É de referir também que a KTM tem feito todos os esforços para me manter e querem-me muito, a minha decisão não é em base de ter sido rejeitado de alguma forma pela minha equipa, porque eles querem muito manter-me. Mas também preciso de um novo desafio, de outra coisa para a minha carreira desportiva, preciso de me voltar a divertir, preciso de voltar a ser o Miguel que toda a gente conhece”, concluiu.

O mundial de MotoGP continua neste final de semana, com o GP dos Países Baixos, em Assen. Miguel Oliveira é atualmente décimo classificado no campeonato, com 64 pontos. 

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Rumor do Dia: Miguel Oliveira irá correr de Aprilia em 2023


Aparentemente, Miguel Oliveira já sabe onde irá correr na próxima temporada. Segundo conta a Sky Itália no seu site, o piloto português sairá da KTM, cujo lugar, em principio, será ocupado por Jack Miller, e irá para a RNF, que em 2023 correrá com motor da Aprilia. Essa é a grande novidade, pois se pensava que correria pela Gresini, que tem motos da Ducati. O acordo duraria duas temporadas.

“A Aprilia consegue um grande golpe de mercado para 2023, Miguel Oliveira já assinou um contrato de dois anos com o construtor de Noale para correr na equipa-satélite de Razlan Razali, a RNF. Em semanas recentes, o piloto português tinha estado perto de um acordo com a Gresini, contudo, nunca foi formalizada uma proposta financeira. Para além do interesse da Gresini, a KTM tinha voltado a mostrar interesse em Oliveira, que escolheu o projeto da Aprilia”, pode ler-se no site italiano.

A mesma fonte informa que Álex Rins, que também tinha sido apontado à RNF, irá agora continuar com Joan Mir na Honda, se bem que Rins irá para a LCR, equipa-satélite.

Atualmente, o piloto potuguês é décimo no campeonato com 64 pontos e uma vitória nesta temporada, na Indonésia. 

domingo, 5 de junho de 2022

Noticias: Oliveira não confirma ida para a Gresini


No dia do GP da Catalunha, onde Miguel Oliveira conseguiu chegar à meta na nona posição, o piloto português teve de ir a terreno falar sobre os possíveis rumores da sua transferência para a Gresini em 2023, algo do qual o canal de desporto português Sport TV falou ontem, após a qualificação.

“Para já, estou a explorar as minhas opções, não tenho nada assinado, estamos simplesmente a procurar o melhor projeto, o melhor sítio, a equipa com que mais me identifico e veja que faça sentido para o meu futuro. O objetivo é claro, é estar a disputar pódios e vitórias”, disse.

Com noticias e imagens de Oliveira e do seu pai - e empresário - nas boxes da Gresini no final da qualificação de ontem, e sabendo que não ficará na equipa KTM no final de 2022, especula-se muito para saber onde andará na próxima temporada. Com o piloto ambicioso para ser o melhor, por agora, a Gresini, que corre com Ducatis e onde alinha o italiano Enea Bastitiani, é aquela do qual mais se fala, neste momento.  

Rumor do dia: Miguel Oliveira assinou para a Gresini


Miguel Oliveira irá ser piloto da Gresini em 2023, andando numa Ducati. O anuncio foi feito este sábado pela Sport TV portuguesa, e provavelmente ele irá para o lugar atualmente ocupado pelo australiano Jack Miller. Este estaria de saída... para a KTM. O seu companheiro de equipa poderá ser o italiano Enea Bastianini, que triunfou por três ocasiões nesta temporada.

Já se sabia, desde a semana passada, que Miguel Oliveira não iria ficar na KTM, depois desta lhe ter pedido para que rumasse à Tech3, a equipa-satélite, na temporada de 2023, o que ele recusou. Tinha dito à imprensa que iriam ter novidades em breve, mas já neste sábado, o jornalista Simon Patterson colocou nas redes sociais uma imagem do piloto português, juntamente com o seu pai, Paulo Oliveira, a entrar na garagem da Gresini em Barcelona, onde a caravana da MotoGP está a competir no GP da Catalunha.

Resta agora esperar pela reação oficial do piloto e da marca, confirmando o acordo. 

domingo, 6 de junho de 2021

A imagem do dia




Quem visse isto há pouco mais de um mês, depois do GP de Portugal, por exemplo, não teria acreditado que a KTM virasse em tão pouco tempo de água para vinho. É que Miguel Oliveira chegou a estar no fundo da tabela, apenas com nove pontos, e parecia que a sua temporada de estreia na equipa oficial iria ser muito dura. Mas isso fez com que a equipa decidisse arriscar e construir uma máquina noa para ele... e compensou. Em duas corridas, dois pódios e hoje, a vitória no GP da Catalunha, em Barcelona. A primeira do ano e a terceira na história da MotoGP.

Não foi uma corrida fácil, pois apesar de largar de quarto, que é praticamente primeira fila, ele saltou para primeiro depois de um erro de Jack Miller, na curva 5 do circuito. A partir dali, o caçador passou a ser o caçado, e na volta 12, ele perdeu a liderança para o francês Johan Zarco. Mas claro, não desistiu, não virou a cara a luta e foi atrás, para conseguir o que queria. Precisou de quatro voltas para consegui-lo, e conseguiu.

No final, era um piloto feliz, não só pela sua primeira vitória da temporada, mas saber que por fim, depois de terem dado uma moto nova, ele pode por fim competir entre os primeiros. Uma moto competitiva, que lhe deu em duas corridas lhe deu 43 pontos, dois pódios e o catapultou até ao sétimo posto da geral, a melhor até agora. 

A grande pergunta que se faz agora é saber se ainda vai a tempo de lutar pelo título. Porque o campeonato ainda nem chegou a meio, mas as cinco corridas já perdidas a favor da concorrência da Suzuki, Ducati e Yamaha, não sei se ele lá chegará. É que os 54 pontos que ele já tem é menos de metade que os 115 do líder, Fabio Quatararo, e ele já têm três vitórias. Para ter uma chance, terá de conseguir muito mais pódios e ficar mais vezes na frente de gente como ele, Johan Mir, Francesco Bagnaia ou Jack Miller. Mas é melhor olhar para o copo meio cheio e ver que tem mais de metade do campeonato para nos dar mais belas tardes como esta.

Tenho a certeza que ai acontecer. Parabéns, Miguel!

domingo, 22 de novembro de 2020

A(s) image(ns) do dia




Barba e cabelo... e unhas. Foi uma corrida onde dominou de fio a pavio. Se há dúvidas sobre o que aconteceu, acho que muitas delas foram resolvidas hoje, com esta prova em casa. Miguel Oliveira tem estofo de campeão, isso é uma certeza, especialmente depois de um fim de semana domiadora em casa. E ele não é piloto oficial da KTM, ele está no equivalente à Toro Rosso.

O que Miguel Oliveira fez neste fim de semana no Autódromo do Algarve, na prova de encerramento do Muindial, confirma as esperanças de muita gente. É o concretizar de um sonho. Um português a vencer no Grande Prémio de Portugal de MotoGP, depois de ter conseguido a pole-position, e pelo caminho fez a volta mais rápida, é praticamente a realidade. E parece que não acreditamos nisso. 

A grande pena é ver o autódromo vazio. Mas ainda vivemos em pandemia, aliás, estamos em plena segunda vaga, que está a ser bem pior que a primeira. Se tivessemos público, teria sido fantástico. Mas este é um ano bem anormal...

O futuro vai ser bom. O mundo descobriu o Autódromo de Portimão, e viu que é um excelente circuito, desafiador, daquele que todos adoram, desde os pilotos aos fãs. É uma montanha russa, um claso contraste com as planuras dos tilkódromos. E termos tido este ano a Formula 1 e a MotoGP neste circuito - num caso de "portas que se fecham, janelas que se abrem" - mostrou que aqui há qualidade. E as trouxemos sem dinheiro, apenas porque estávamos mais disponíveis na altura.

Agora... do que se sabe é que iremos ter no calendário da MotoGP em 2021 por cinco anos, pelo menos. E se discute a data, do qual se fala em abril, que é "época baixa" no Algarve. Ou seja, poderá ser a prova de abertura do Mundial na Europa, depois de começar no Qatar e passar por Austin, no Circuito das Américas. Abril ainda é uma data arriscada porque poderiemos estar ainda a passar pela pandemia, apesar dos anuncios quase em catadupa de que as vacinas desenvolvidas andam a ter uma eficácia acima dos 90 por cento, venham de onde virerem.

Mas a Formula 1 também seria um "ouro sobre azul" numa altura em que a Liberty Media quer 24 corridas no campeonato, e algumas delas a rodar, ano sim, ano não. Sabendo agora que há pelo menos 30 locais para receber automobilismo ao mais alto nível, ou seja com a Classe 1 da FIA, nunca a chance de receber a categoria máxima do automobilismo no nosso país esteve tão perto. E ainda por cima, até se pode receber fora da "época alta" seria excepcional para todos na região. Só falta o dinheiro e a vontade politica, porque o resto... já temos!

Quanto ao Miguel, parabéns! E que este seja o principio de muito mais.  

sábado, 21 de novembro de 2020

A(s) image(ns) do dia




O motociclismo português vive tempos gloriosos. Este final de semana ê o regresso da MotoGP a Portugal, depois de oito anos de ausência, e corre no Autódromo de Portimão, uma estreia no calendário do mundial de motociclismo. E este sábado, aconteceu algo fabuloso, que foi a pole-position de Miguel Oliveira na categoria-raínha, a primeira de sempre do piloto português. E claro, a primeira de um português em casa.

A parte estranha é que isto acontece em plena segunsa vaga da pandemia, onde por causa disso, o Autosromo de Portimão não tem quaisquer espectadores. Mas isso não impede de milhares terem aplaudido em casa, dando virtualmente os parabéns pelo feito, esperando não só que amanhã isso se traduza em vitória ou numa boa posição final, como também isto seja o principio de algoi melhor, que tenha material para ser campeão do mundo. Ele, que já venceu uma prova nesta temporada.

Ainda por cima... essa não é a mota principal da KTM!

Veremos como será amanhã. ele sabe que tem todo um país a torcer por ele.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Youtube Motorsport Video: A passagem de Miguel Oliveira pela ponte 25 de abril

Na semana em que a MotoGP irá a Portimão para encerrar a temporada, Miguel Oliveira foi dar umas voltas na Ponte 25 de abril a bordo da sua KTM de competição. 

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Noticias: Miguel Oliveira elogia asfalto de Portimão


A cerca de duas semanas e meia do GP de Portugal, o Autódromo de Portimão tem nova capa de asfalto, e quem já usou, não foram os pilotos de automóveis, mas os.. de motos. Na apresentação dos testes de MotoGP, o local Miguel Oliveira não parou de elogiar a pista, que também será usada daqui a mês e meio, para a última prova da temporada de motos.

"Está mel! Fantástico! Nunca pensei que a pista estivesse tão boa dado o pouco tempo de ‘cura’ que o asfalto ainda tem. Os ressaltos desapareceram…está mesmo espetacular. Estou desejoso de voltar aqui em novembro com a minha KTM para a última prova do ano.", referiu. 

São boas noticias para os que vêm aí nos próximos tempos para experimentar a pista, mas o teste decisivo será quando os pilotos do atual pelotão forem experimentar.

domingo, 3 de junho de 2018

A(s) image(ns) do dia

Foi um bom dia para as cores portuguesas. Miguel Oliveira foi o melhor na Moto2, vencendo em Mugello, no GP de Itália, enquanto Bruno Magalhães foi o melhor no Rali da Acrópole, no Europeu de ralis.

Bem sei que não é no WRC ou na MotoGP, mas temos de dizer que são provas internacionais, perante concorrência internacional, e com máquinas tão boas ou superiores a aquelas usadas pelos seus adversários. Lutaram, ousaram, tiveram sorte e foram felizes, com vitórias merecidas. 

No caso do Miguel, partir de 11º na grelha e subir lugar após lugar nas 21 voltas que teve na pista italiana demonstra a sua capacidade de condução e determinação em vencer. No caso de Magalhães, foi um caso de sorte e resistência, ser veloz quando tinha de ser e cauteloso quando deveria. E claro, ter a sorte no seu lado. Não furou, não quebrou rodas, não teve avarias, correu tudo bem. 

E agora, com ambos no pódio e a ouvir o hino nacional, ambos partilham outras coisas: foi a primeira vez que venceram nas suas temporadas, e agora são os segundos classificados na geral, sendo os maiores adversários dos atuais comandantes dos campeonatos.

Mesmo que no final isso possa não resultar em títulos, temos de dizer que em termos de duas e quatro rodas, foi um bom dia para quem vibra pelo verde e vermelho da bandeira, mais a esfera armilar.

domingo, 8 de novembro de 2015

A imagem do dia

Só um milagre é que faria com que Miguel Oliveira fosse campeão da Moto3 em Valencia. Era um campeonato que não dependia dele, pois apenas um ponto é faltava para confirmar o título para Danny Kent. E de uma certa maneira, aconteceu tudo o que se esperava, apesar do piloto de Almada ter feito a sua parte, vencendo pela sexta vez nesta temporada, no sexto pódio consecutivo e nono em toda a temporada.

Isto só demonstra que nestas coisas, não é só a vencer que se ganham campeonatos, é saber gerir a vantagem quando as coisas começam a desfavorecê-lo. E bem vistas as coisas, faltou a Miguel Oliveira ter tido sorte numa corrida deste longo campeonato. Se quiserem, poderão dizer que foi na Alemanha que perdeu o campeonato, quando partiu o osso de um dos dedos da mão direita, que o forçou a ausentar-se em Sachsenring. E nessa corrida, Kent conseguiu 25 pontos, resultantes da vitória. 

Mas também teve uma série de três corridas onde teve resultados mais modestos, e não pontuou na etapa de abertura, no Qatar. Talvez ali tivesse uma chance real de triunfo, mas temos de ver que o piloto de Almada recuperou de uma desvantagem que chegou a ser de 80 pontos para acabar com seis sobre o piloto britânico.

E claro, mérito a Danny Kent, que venceu em três das primeiras quatro corridas do ano, que abriu uma vantagem que até à tal corrida alemã, parecia a toda a gente que seria o campeão, só não se sabia onde. Apenas o mérito de Miguel Oliveira e os engenheiros e os mecânicos da KTM e da Ajo é que fizeram com que isto se arrastasse até à última prova, em Valência, deixando no ar a incerteza e a possibilidade de um milagre, pois depois da última vitória do britânico, em Donington Park, não subiu mais ao pódio, nem conseguiu mais do que dois sextos lugares. E hoje, foi apenas nono, a pior classificação do ano, tirando as quedas que sofreu.

Mas mesmo assim, não se pode retirar mérito. Ele foi o campeão, há que celebrá-lo. Mas o português de Almada pode ser considerado como um "campeão moral", pois não se deu por vencido e fez de tudo para que as pessoas acreditassem nele. E nesse campo conseguiu.

Agora, ele irá para a Moto2. Nova moto, novos desafios e novo companheiro de equipa, que será... Danny Kent. 

domingo, 18 de outubro de 2015

E agora, aparece a chance!

Não vi toda a corrida de Phillip Island da Moto3, mas tive tempo para ver a queda do Danny Kent. E sabia que se o Miguel Oliveira aproveitasse, conseguiria ficar numa situação privilegiada. E foi o que aconteceu: a quarta vitória no campeonato, o quarto pódio consecutivo, e a duas provas do fim, ele é o segundo classificado, a quarenta pontos do piloto britânico.

E por causa disso, o campeonato ganhou mais emoção. A última vitória de Kent foi em paragens britânicas, há quatro corridas, e desde então não conseguiu mais do que dois sextos lugares, e duas quedas, na mesma altura em que o piloto português conseguiu os quatro pódios seguidos, nunca abaixo do segundo posto. É uma recuperação excepcional, que contrasta com os resultados mais modestos que teve a meio da temporada, que ainda teve a queda na Alemanha, onde fraturou um dedo da sua mão direita.

E ainda por cima, para Oliveira, tudo correu bem hoje: outro dos seus adversários, o italiano Enea Batistini, também caiu.

E agora, como vai ser? Danny Kent ainda tem tudo a seu favor nas duas últimas provas que faltam, na Malásia e em Valencia. A primeira corrida acontecerá dentro de uma semana em Sepang, e numa corrida em que todos andam no mesmo segundo e é uma questão de sorte se ficas na frente do pelotão, parece que o piloto português tem a sorte a seu lado na altura decisiva deste campeonato. Faltam dez pontos para Kent seja campeão, mas poderão ser os mais dolorosos para serem conquistados. E nem todos tem esse estofo de campeão.

Uma coisa é certa: vai ser um final de campeonato emocionante. E até eu, que nem ligo muito ao motociclismo, quero saber como é que isto vai acabar.

domingo, 27 de setembro de 2015

As imagens do dia




Foi mais um bom dia para as cores portuguesas no automobilismo e motociclismo. Se Miguel Oliveira foi o melhor na Moto3 do GP de Aragão, em Espanha, já Bruno Magalhães foi segundo classificado no sempre difícil Rali do Chipre, prova a contar para o Europeu de ralis. Se no primeiro caso já é a terceira vez que o piloto de Almada sobe ao lugar mais alto do pódio pela terceira vez nesta temporada, já no caso do piloto de Lisboa, o segundo posto a bordo do seu Peugeot 208 R5 faz com que suba ao pódio pela primeira vez nesta temporada, mas é um resultado que o mantêm nos seis primeiros no campeonato europeu de ralis.

E ainda tivemos uma vitória nas 24 Horas de Le Mans em Karting, graças à equipa EKT Portugal. As imagens estão aqui todas.

De uma forma cada vez mais frequente, parece que aparecemos nos pódios internacionais. Bom saber que o resto do mundo conheça um pouco mais de Portugal... e claro, muitos outros pilotos aparecerão por ali, como sabem. António Félix da Costa e Tiago Monteiro correram neste fim de semana e conseguiram pontos para os seus campeonatos, e parece que tivemos um campeão... italiano de quadcross, de seu nome, João Vale.

Em suma, a bandeira de Portugal desenrola em mais sitios onde possamos imaginar...

domingo, 13 de setembro de 2015

As imagens do dia


Em qualquer fim de semana de corrida, é habitual vermos na paisagem automobilística e motociclistica pilotos da Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália, Espanha e Brasil nas provas internacionais. Habituamo-nos a isso, mas este fim de semana vimos algo anormal, pelo menos para este país à beira-mar plantado. Se ontem aplaudimos o terceiro lugar de António Félix da Costa em Oscherschleben, em mais uma corrida do DTM, hoje celebramos a vitória de Tiago Monteiro numa das corridas do WTCC, em Motegi, enquanto que horas depois, em Misano, Miguel Oliveira conseguiu o segundo lugar na prova da Moto3, no mesmo dia em que foi anunciado como piloto da alemã Leopard Racing, que no ano que vem vai correr na Moto2 e que está este ano na Moto3 com o atual lider do campeonato, o britânico Danny Kent.

Há uns tempos, em junho, quando o Miguel Oliveira venceu em Misano, lembro-me de pessoal a perguntar se não era a primeira vez de sempre que se ouvia o hino português. Disse logo que sim... e não. Sabia que era uma estreia na Moto3, mas em termos de automobilismo fartou-se de ouvir o hino nacional em corridas de categorias de formação. Até no Mónaco, em 2007, quando um certo Álvaro Parente venceu lá a corrida à frente de um alemão chamado Sebastian Vettel... mas isto é para verem até que ponto que é raro ouvir o hino português, apesar dos feitos de pilotos como o Tiago Monteiro, o António Félix da Costa, o Filipe Albuquerque, o Álvaro Parente... e estes são os mais recentes.

Ao ver este fim de semana fantástico para as cores portuguesas, começo a pensar que parece o trabalho de formação rendeu frutos, quer no motociclismo, quer no automobilismo. E é um pais mais pequeno do que as potencias automobilísticas que conhecemos, e não há tanto dinheiro para os apoiar como há nessas potencias automobilísticas. Não temos uma Galp que dê 50 milhões num piloto qualquer para correr na Formula 1, por exemplo. Mas isto é um fim de semana feliz do qual poderemos não ver tão cedo, mas para quem vive o automobilismo todos os dias, não deixo de sorrir para este dia.

Espero que o lembremos por muitos e bons anos, mas desejo que se repita o mais depressa possível.