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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Noticias: Não há danos no Hermanos Rodriguez

O terramoto de 7.1 graus na escala de Richter que abalou esta terça-feira a Cidade do México não causou danos na estrutura do Autódromo Hermanos Rodriguez, é o que diz o comunicado oficial da organização. Depois do abalo sísmico que causou até agora 228 mortos e mais de 650 feridos, a direção do autódromo emitiu um comunicado assegurando que não houve danos à estrutura que alberga o Grande Prémio do México de Formula 1, entre outras coisas.

"Após uma revista [às instalações], não foram encontrados danos estruturais no asfalto, stands permanentes ou em edifícios como o centro médico e de impeensa, de modo que o complexo possa receber a terceira edição do Grande Prêmio de Fórmula 1 do México", começa por dizer o comunicado oficial.

"Nós nos unimos em solidariedade com o luto nacional decretado pelo Governo da República e especialmente com aqueles que perderam um ente querido ou tiveram afectações em seus bens", concluiu.

O GP do México acontecerá dentro de cinco semanas, a 29 de outubro, e será a antepenultima prova do campeonato.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Por muito pouco

Estar no lugar errado à hora errada é um tremendo azar, e se as condições não forem boas, aí mesmo é um verdadeiro azar, com consequências nefastas. Mas para Jean Todt, foi o susto da sua vida. É que este sábado, Todt estava em Katmandu, no Nepal, a chefiar uma delegação da FIA no congresso da Ásia-Pacifico, quando o terraoro de 7,8 na escala de Richter abalou a cisade nepalesa, matando até agora cerca de 3500 pessoas.

A foto foi tirada pelo presidente da federação indiana, Vicky Chandhok (pai do Karun Chandhok), onde o pessoal conversa fora do hotel onde estavam quando o terramoto aconteceu. E pelo Twitter, ele relatou o que se passou:

“Apenas para que a comunidade do automobilismo saiba, os delegados do Congresso Regional Ásia-Pacífico da FIA, Jean Todt, Graham Stoker, Morrie Chandler e todos estão seguros no Nepal. Nossos pensamentos estão com todos os afetados pelo terremoto mortal em Katmandu. Todos os vidros das janelas do hotel estão quebradas, a água da piscina subiu cerca de 10 pés e a piscina rachou. Os delegados da FIA estão reunidos no estacionamento do hotel que ficou destruído no Nepal”, escreveu. A delegação saiu pouco depois do pais.

No seu comunicado oficial, a FIA prestou a sua solidariedade para com as vitimas e que decidiu estabelecer um fundo para ajudar na reconstrução do país.

"A FIA agradece à Autoridade Esportiva Nacional e à Associação de Automobilismo do Nepal por todos os esforços para garantir este resultado. Os efeitos deste terremoto no Nepal, com uma escala tão drástica de perdas humanas, tem sido devastador. Os esforços de recuperação e restauração serão imensos para o país. Nos próximos dias, a FIA vai avaliar a possibilidade de criação de um fundo de doações de caridade a ser feita para o povo do Nepal para ajudar o país a reconstruir suas vidas depois deste desastre.”, lê-se no comunicado oficial.

No meio da tragédia e do azar, houve quem tenha tido sorte...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Extra-Campeonato: Chernobyl, 25 anos depois, ou como a questão nuclear nunca sairá de cena

A comemoração dos 25 anos do desastre de Chernobyl calha por coincidência numa altura em que discutimos um novo desastre nuclear, num outro pais. Mas como dizem os médicos, "cada caso é um caso", e Fukushima não é Chernobyl por tudo: diferente central, diferente construção e fabricação, diferentes circunstâncias. No caso japonês, falamos de um devastador terramoto, ao qual deveria resistir, e pelos vistos, não resistiu. Aliás, fala-se que aquela central em particular teria grandes dificuldades em resistir a uma terramoto de grau acima de sete na escala de Richter. E o evento de 11 de março foi de 9.0...

Lembro-me desses dias de Chernobyl. O primeiro aviso veio da Suécia, quando no inicio de maio as autoridades locais avisaram os soviéticos que uma nuvem radioativa tinha passado por eles, vindo do seu pais, e pediram explicações. Primeiro houve silêncio, depois surgiram os rumores, que se fortaleceram nos dias a seguir. E por fim, depois das autoridades ocidentais terem começado a insistir fortemente nos soviéticos para exigirem saber o que se passava, eles cederam. Mikhail Gorbachov, o lider soviético da altura, fez uma comunicação inédita ao pais para dizer o que se passara na noite de 25 para 26 de abril em Prypiat, no norte de Kiev, a capital ucraniana. Aliás, esta cidade de quatro milhões de habitantes somente se salvou porque os ventos daquela noite sopravam para norte-noroeste, fazendo com que a nuvem voasse atraves da Bielorussia e Rússia, parando na Suécia e Finlândia.

Tal como aconteceu em 1986, todos questionavam o nuclear, fazendo com que alguns paises decidissem cancelar os planos de construção de centrais nucleares. Podia ser uma energia limpa, não poluente, mas os resíduos são dificeis de serem tratados e a radioatividade pode ficar presente durante dezenas de milhares de anos na atmosfera. Logo, os custos de desmantelamento dessas centrais serão largamente elevados. Em suma, o nuclear tem muitas mais coisas contra do que a favor.

Fukushima acontece numa altura em que as grandes potências tinham começado a virar para o nuclear como uma alternativa à energia vinda das ondas, das eólicas e da solar. Os seus defensores vendem-na como uma energia limpa, capaz de produzir em grande quantidade aquilo que milhares de ventoinhas ou painéis solares são capazes de fazer. Mas o senso comum sabe que um painel solar ou uma turbina são de fácil montagem e não causam tanto impacto na paisagem do que um mamarracho como uma central nuclear. E por muito que a tecnologia avance, o risco, por minimo que seja, é demasiado alto, sensivel e intolerável para as pessoas. Basta ver os milhares de ucranianos que sofreram, sofrem e sofrerão para as gerações futuras. E os japoneses que sofrerão no futuro com os cancros da tiroide, para não falar do envenenamento causado pela forte exposição à radioatividade...

Não queremos mais que se repita Chernobyl e Fukushima. Mas temo que esta história não esteja encerrada de vez. Veremos mais alguns destes capítulos no futuro.

terça-feira, 15 de março de 2011

Noticias: GP do Japão de Moto GP adiado

Se no post anterior falava sobre o adiamento de um evento devido a razões de agitação social e politica, agora falo de outro adiamento devido a razões de ordem natural. O forte sismo que se abateu sobre o Japão e consequente tsunami causou imensos prejuízos, milhares de mortos e um pais inteiro de coração nas mãos devido aos eventos da central nuclear de Fukushima, que não conseguiu resistir a um terramoto de grau 9.0 na escala de Richter, o segundo mais forte deste século, e quarto mais forte dos últimos cinquenta anos.

Assim sendo, a organização da Moto GP acaba de anunciar que o GP do Japão, previsto para o próximo dia 24 de Abril no circuito de Motegi, foi adiado. A organização irá dar mais detalhes mais tarde no dia para anunciar qual será a nova data para o evento. (Nota: a Dorna já anunciou que a corrida se realizará a 2 de outubro)

É o segundo adiamento do GP do Japão em dois anos seguidos. No ano passado, devido à crise causada pela nuvem de cinzas provenientes da erupção do vulcão Eyafjallajoekull, no passado mês de Abril, a corrida tinha sido adiada para o final do ano, pois os aviões não podiam voar para a nuvem de cinzas, que causaria danos irreparáveis nos seus motores.

E também não é o primeiro adiamento de corridas devido a sismos no Japão. O terramoto de Kobe, em Janeiro de 1995, destruiu os acessos ao circuito de Ti-Aida, na zona de Okayama, fazendo com que a corrida de Formula 1 daquele ano tivesse de ser adiada de Abril para Outubro. Assim sendo, ver-se-á para quando é que será realizada esta corrida.

sábado, 12 de março de 2011

Depois do terramoto, a explosão na central nuclear



As noticias vindas do Japão não são nada boas, a cada hora que passa. No final da tarde de hoje, madrugada por aqui, a central atómica da Fukushima, que fica perto da zona de Sendai, sofreu uma explosão num dos seus reactores e os receios de um derretimento são cada vez mais reais.

Ainda por cima, o numero de desaparecidos aumenta de hora a hora. Se oficialmente os mortos são mil, circula agora por uma das agências internacionais uma noticia de que há dez mil desaparecidos só numa vila piscatória na perfeitura de Miyagi, devido ao tsunami. Não ficaria admirado se no final disto tudo, 98 por cento dos mortos sejam disto e não do terramoto em si. Aliás, oficialmente só se contabilizam quatro mortes devido a isso...

Uma coisa é certa: mesmo no pais melhor preparado para isto, este não estava preparado para o pior dos - já falam disso - últimos 1200 anos, e até agora, o segundo pior do século XXI.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Extra-Campeonato: o terramoto no Japão



Depois de ter passado a noite a escrever biografias, corridas do passado e a entrevista ao meu amigo Mike Vlcek, acordo a meio da manhã impressionado com os eventos que aconteciam no outro lado do mundo, no Japão. O que mais me impressionou num pais como aquele foi a força que um tsunami têm. É certo que a área de Sendai é plana, mas ver por exemplo barcos de pesca a serem arrastados por mais de cinco quilómetros, qual barquinhos de papel, é um bom exemplo da força que a Natureza tem para libertar uma terramoto de 8.9 graus na escala de Richter.

Hoje, por umas horas, até a CNN "mandou às malvas" um discurso do filho de Muhammar Khadaffi por causa do que se passava no pais do Sol Nascente, onde os prédios tremeram, as pessoas ficaram em pânico - mesmo num pais habituado a terramotos todos os dias - e as refinarias pegaram fogo. Até há uma estado de "alerta nucelear" porque há duas centrais nas zonas afetadas.

O numero de vitimas ainda é baixo, mas quando estava a sair de casa, pelas duas da tarde, estava a ouvir uma noticia da autoridade de proteção civil japonesa que falava da descoberta de mais de duas centenas de corpos numa praia na zona de Sendai. E também falavam em dezenas de carros, camiões e autocarros arrastados pelas vagas do tsunami, com pessoas lá dentro. E até um comboio... uma coisa é certa: o terramoto desta madrugada é o quinto mais violento de sempre registado pelos instrumentos, e o segundo mais violento do século XXI, logo atrás do de Sumatra, a 26 de Dezembro de 2004.

Impressionante, simplesmente impressionante... principalmente as imagens das ondas destruidoras, que simplesmente varreram tudo.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Extra-Campeonato: Tempestade em casa, o Pacifico em alerta

Que o nosso planeta é feroz, isso é verdade. Muitos sentiram isso na pele no passado, mas hoje parece que tudo se concentrou em termos de boletim metereológico. Por aqui, uma tempestade colocou todo o país em alerta, com arvores derrubadas, vagas com mais de seis metros de altura e inundações localizadas nas parte mais baixas. Por causa dessa tempestade, fiquei sem luz em minha casa durante cinco horas, o que me inibiu de estar aqui mais cedo. Ou seja, ando agora a compensar as horas de "escuridão"...

Para piorar as coisas, um forte abalo de magnitude 8.8 abalou a costa sul do Chile, perto de Concepcion. O terramoto foi no mar, causando com que todo o Oceano Pacifico ficasse em estado de alerta de tsunami. Em sitios como a ilha de Juan Fernandez e na Polinésia francesa foi forte, mas no Hawai, por exemplo, o impacto foi menor. Quanto aos mortos, por agora são 214. Um numero baixo, dada a força deste abalo sismico. Mas um claro contraste com o que aconteceu há sete semanas no Haiti: diferentes países, diferentes estruturas...

Foi mais um dia assustador de 2010, sem dúvida.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Extra-Campeonato: Terramoto no Haiti

Não é muito frequente acontecer tremores de terra naquele sitio, mas acontece. E quando acontece em terra, ainda por cima o país mais pobre do hemisfério ocidental como o Haiti, tudo indica que será um desastre para a acontecer. E aconteceu. A 12 de Janeiro de 2010, tivemos o primeiro grande desastre natural do ano. Um terramoto de 7.0 graus na escala de Richter atingiu a parte ocidental da Isla Hispaniola, muito perto da capital, Port au Prince. O tremor de terra aconteceu cerca das 21:30 hora portuguesa, a meio da tarde na capital haitiana.

À medida que as horas passam, vemos a dimensão deste desastre. Na capital, desde hospitais até lugares empblemáticos como a sede da ONU e o Palácio Presidencial, nada escapou à furia destruidora deste tremor de terra. As imagens que aparecem, quer nas TV's, quer nas redes sociais, tiradas pelos traseuntes, demonstram por exemplo, a imediatez da informação. Soube-se do terramoto imediatamente a seguir graças às redes sociais, como o Twitter. Aliás, cada vez mais, o Twitter é mais rápido do que as cadeias de informação. Um sinal dos tempos...

Quando se soube do evento, o presidente americano, Barack Obama, afirmou que os Estados Unidos providenciarão todo o tipo de ajuda necessária para a população afectada. E bem precisam. Para além da pobreza que assola este país, independente desde 1804 (setenta por cento da população vive com menos de dois dólares por dia), qualquer catástrofe neste país, as perdas humanas são imensas. Quando um forte furacão passa pelo Haiti, por exemplo, o numero de mortos costuma ser muito maior do que, por exemplo, na vizinha República Dominicana. E mais logo, ao nosso amanhecer europeu, este vai ser o assunto do dia. E não vai sair tão cedo das nossas mentes...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A Ferrari solidária

Apesar dos maus resultados em pista este ano, a Ferrari não está indiferente ao que se passa fora das paredes de Maranello. O sismo de há dez dias na região de Abruzzo, no centro de Itália, que matou quase 300 pessoas, a maioria dos quais na cidade medieval de L'Aquila, causou uma cadeia de solidariedade dento do país, e comoção no resto do Mundo. E a Ferrari não deixou passar esse evento ao lado, e decidiu colocar na sua carenagem a frase "Abruzzo nel cuore" (Abruzzo no coração). Um bom exemplo de, mesmo os momentos piores são relativos, face às catástrofes da Natureza.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Extra-Campeonato: Terramoto em São Paulo

O Brasil, por norma, não é palco de catástrofes naturais desta natureza. Mas por volta das 18 horas de ontem, um sismo de magnitude 5.2 na escala de Richter abalou cinco estados brasileiros e a cidade de São Paulo, a maior metrópole da América Latina. O epicentro do sismo foi no Oceano Atlântico, a cerca de 215km da cidade de São Vicente, no estado de São Paulo e a 10km de profundidade na crosta terrestre. Foi o sismo mais forte que o país sentiu em 85 anos.

Houve mais susto do que estragos materiais (rachaduras nas paredes e evacuação de prédios mais frágeis por precaução). Mas o impacto psicológico ficou: desde ontem à noite que o sismo é o assunto em destaque nas rádios e televisões da zona, e centenas de pessoas acorreram a Internet para registar as suas impressões sobre o terremoto. Em menos de uma hora, estava aberta uma comunidade no Orkut (o Hi5 lá do sitio) - 'Terremoto 22/4/08 - Sobrevivi!', com mais de 200 utilizadores registados. Até já começaram a fazer-se t-shirts, "comemorando" o acontecimento...


Bom, a unica coisa que posso dizer aos meus amigos brasileiros, para além da minha solidariedade, é esta: bem-vindos ao clube! Afinal de contas, eu vivo num país onde de quando em quando se sente uns terramotos (o sul de Portugal fica na zona de colisão entre as Placas Europeia e Africana), e ainda temos os Açores (não falem disto a um açoriano. Eles riem-se na vossa cara.), que frequentemente sofrem abalos sismicos. Aliás, a cidade de Angra do Heroísmo foi arrasada no Dia de Ano Novo de 1980...