quarta-feira, 1 de junho de 2016

A imagem do dia

Jo Gartner, algures no fim de semana das 24 Horas de Le Mams de 1986, no carro onde iria sofrer o seu acidente fatal. O acidente do piloto austríaco foi o terceiro grave em 30 dias no automobilismo mundial, depois das mortes de Henri Toivonen, no rali da Córsega, no inicio desse mês, e de Elio de Angelis, a 14 de maio.

Gartner, nascido a 24 de janeiro de 1954, em Viena, tinha começado no automobilismo aos 18 anos de idade, na Formula Vê. Mas não era piloto, e sim um mecânico capacitado. Só depois de modificar um carro ao seu gosto é que se meteu no automobilismo, na Formula Super Vê europeia, acabando em terceiro lugar na edição de 1977.

A partir dali, foi para a Formula 3, e em 1980, para a Formula 2, onde andou por lá por quatro temporadas. Chegou a montar a sua própria equipa, em 1981, correndo com um chassis Toleman, conseguindo um sexto posto em Enna-Pergusa. Contudo, o seu grande ano foi em 1983, quando venceu em Pau, ficando no sexto lugar da geral, com 14 pontos. Tudo isso a bordo de um chassis Spirit.

Em 1984, Gartner tentou a sua sorte na Formula 1, mas naquele ano, a Osella só tinha inscrito inicialmente um carro. O segundo chassis só estava disponível a partir da segunda metade do ano, e Gartner acabou o GP de Itália no quinto posto, com os seus pontos a não contarem por causa disso. No ano seguinte, tentou a sua sorte na Arrows, mas eles preferiram outro compatriota, Gerhard Berger. Tentou depois noutras equipas, como a Toleman e a Osella, mas eles preferiram pilotos mais endinheirados.

Sendo assim, foi para a Endurance. A ideia dele era de fazer bons resultados para que a Porsche o pudesse contratar para a temporada de 1987, e já tinha participado na edição do ano anterior, onde chegou ao fim na quarta posição. Gartner correu ao lado de Guy Edwards e David Hobbs, num Porsche 956. No ano seguinte, voltou à carga, correndo ao lado do sul-africano Sarel van der Merwe e do japonês Kunimisu Takahashi, num Porsche 962 da Kremer Racing. Meses antes, tinha ganho as 12 Horas de Sebring, ao lado do americano Bob Akin e do alemão Hans-Joachim Stuck.

Em Le Mans, na madrugada do dia 1 de junho, por volta das duas da manhã, van der Merwe chegou às boxes para trocar de piloto com Gartner. Tudo parecia estar bem com o carro, mas poucos minutos depois, os organizadores anunciam um acidente na reta de Mulsanne, com o carro a voar para fora da pista. Era o Porsche da Kremer. No impacto, Gartner arrancou um poste telefónico e acabou alguns metros para fora, com o carro a arder. Gartner tinha tido morte imediata, com o pescoço partido no impacto.

A morte de Gartner acabou por ser a última morte nas 24 Horas de Le Mans em 27 anos, até à edição de 2013, com o acidente do dinamarquês Allan Simonsen, na primeira volta da corrida. Ficou a recordação de um piloto esforçado, com conhecimentos de mecânica e que merecia melhor sorte no automobilismo.

Rali Açores: Ricardo Moura quer repetir o resultado do ano passado

O Rali dos Açores vai acontecer neste fim de semana, a contar para o Europeu de ralis, e os pilotos portugueses vão sempre querer interferir no meio dos pilotos internacionais que vão passar pela ilha de São Miguel. Um deles é Ricardo Moura, campeão nacional entre 2011 e 2013, e um dos favoritos ao pódio neste rali. O piloto local deseja repetir o resultado de 2015, onde subiu ao lugar mais baixo do pódio, ao volante do seu Ford Fiesta R5.

Com o navegador António Costa no banco do lado, o piloto açoriano pretende fazer uma boa prova. 

“Estou feliz por poder estar a disputar uma prova tão espetacular como o Azores Airlines Rallye, que conta com uma componente emocional bastante grande para mim. Desportivamente seria positivo fazer um rali à semelhança do ano passado. Os açorianos estão de parabéns por ter uma prova de grande qualidade e disfrutarem de um grande espetáculo. Quero fazer um agradecimento especial a toda a equipa, pelo trabalho que fizeram na preparação desta prova”, afirmou.

O 51º Rali dos Açores acontecerá entre os dias 2 e 4 de junho, e terá dezasseis especiais de classificação. 

Formula 1 em Cartoons - Mónaco (Cire Box)



O "Cire Box", como sempre, faz uma excelente banda desenhada (ou gibi) do GP monegasco e como é que Lewis Hamilton foi o melhor perante a concorrência numa corrida que começou debaixo de chuva e acabou com tudo seco.

E claro, com boa parte das polémicas presentes (faltou os da Sauber...)

terça-feira, 31 de maio de 2016

A(s) image(ns) do dia


"The Money Shot", ou se preferirem, o dia seguinte à corrida. É uma altura onde o piloto posa dentro do seu carro, com a coroa de louros, com o enorme troféu Borg-Warner, e em muitos aspectos, com os maços de notas que vai receber por ter vencido por lá. Foi assim que o Emerson Fittipaldi se mostrou ao mundo em 1989, quando comemorou a sua primeira vitória no "Brickyard", e se calhar, muitos tiveram a consciência de o que é aquilo.

Alexander Rossi - que até domingo poucos sabiam quem era - ganhou só para ele cerca de 2,5 milhões de dólares. Isso representa cerca de 20 por cento dos 13,2 milhões de dólares que a organização tem para distribuir por todos os participantes desta corrida. Só o 31º classificado, Buddy Lazier, leva para casa cerca de 200 mil dólares... 

Para o jovem piloto de 25 anos, esta vitória "caída do céu", no seu primeiro ano na IndyCar, é uma grande recompensa, e se calhar compensa o facto de não ter ficado na Formula 1 depois de meio ano na Manor. Apesar de tudo, Rossi não perdeu os laços à outra competição, já que é piloto de reserva na mesma equipa. E provavelmente, dado que a competição acaba em setembro, poderá, quem sabe, voltar a um carro de Formula 1 nas últimas provas do ano, especialmente em Austin. É que muitos sabem que Rio Haryanto ainda recolhe dinheiro para ver se faz toda a temporada deste ano...

Uma coisa é certa: vai ser um ano inesquecível para Rossi, com esta vitória. E sabe-se lá que portas é que não abriu na Formula 1, não é?

A imagem do dia

Gilles Villeneuve nas ruas de Monte Carlo durante o fim de semana de 1981, numa fotografia tirada por Paul-Henri Cahier. Faz hoje 35 anos que o canadiano da Ferrari venceu nas ruas de Monte Carlo, numa vitória que muitos consideram como improvável, porque o seu carro era "desengonçado" para uma pista como esta.

Depois de uma boa qualificação - largando ao lado do "poleman" Nelson Piquet - Villeneuve perdeu o segundo posto para Alan Jones, e andou no terceiro posto até à volta 53, altura em que Piquet se despistou e abandonou. Depois disto, Vileneuve andou no segundo posto, mas sem que pudesse alcançar o piloto australiano.

Não antes de ter problemas com a bomba de gasolina no seu Williams.

A partir dali, Gilles Villeneuve teve uma chance de o apanhar, e assim conseguiu chegar à liderança, do qual nunca mais largou até à bandeira de xadrez. Quando o fez, tornou-se num dos vencedores mais populares da história da corrida monegasca, e a sua vitória foi celebrada por todos, pois já tinha passado ano e meio desde a última vitória, no GP dos Estados Unidos de 1979, em Watkins Glen. Era também a primeira vitória do Ferrari Turbo, num carro que era considerado pelo próprio como "um Cadillac com motor". E era verdade: Villeneuve andava num dos piores chassis da Scuderia, e o seu motor V6 Turbo era o seu... único triunfo.

E há precisamente 35 anos, Villeneuve conseguia um pequeno milagre para satisfação dos "tiffosi".

A Formula 1 continua a ser o melhor negócio do mundo?

É muito giro falarmos que a Formula 1 é o "centro do mundo", porque tem o Mónaco, e as audiências refletem isso. Contudo, quando eu - e muitos outros - falam que a Formula 1 segue uma direção errada, quer em termos de transmissões televisivas, quer em termos de redes sociais, quer em termos de onde é que deveriam ir, em termos de locais, muitos não entendem as nossas criticas.

Pois bem, quando esta tarde lia o - sempre excelente - Joe Saward, dei de caras com duas noticias interessantes, que reproduzo aqui:

"Noutras noticias, a CVC Capital Partners continua a dizer que está disposto a vender a Formula One Group, mesmo que algumas dessas pessoas digam que não estão interessados [em vender]. Eles esperam que os chineses entrem, mas uma discussão recente com o grupo de internet Alibaba não deu em nada, e a oferta do americano Stephen Ross continua a ser o mais provável, mesmo se CVC pensa que eles possam conseguir convencer os chineses a entrar. Como Ron Dennis provou com a McLaren, A entrada de investidores chineses num negócio como Formula 1 não é fácil. Talvez quando o primeiro acordo desse tipo ocorrer, poderemos ver outros a vir, mas por enquanto a China parece estar mais interessada na Fórmula E. A Formula 1 é muito assustadora, muito virada para o curto prazo e muito complicada.

Enquanto isso, a NASCAR fez um anúncio discreto, que mostra o quão fora de ritmo está a Formula 1 em termos de marketing em si. O mais recente projeto cinematográfico com a NASCAR como pano de fundo é com o diretor Steven Soderbergh, e é um filme de ladrões centrado em torno da Charlotte Motor Speedway. O filme será chamado de Lucky Logan e vai ter como atores Channing Tatum, Daniel Craig, Riley Keough, Adam Driver e Seth MacFarlane. É claro, os filmes de Soderbergh seriam perfeito para Monte Carlo e seria divertido ter um filme centrado no[fim de semana da] corrida de F1... 

A trilogia de Ocean's fez $ 1,1 mil milhões no "box office". Certamente, a Formula 1 poderia obter uma fatia de bolo semelhante, se percebesse que o cinema não é apenas uma máquina de fazer dinheiro, mas também uma ótima maneira de divulgar um desporto."

Quando as pessoas dizem, queixam-se, que a Formula 1 está a tornar-se cada vez mais elitista, está a fechar-se a si mesmo e que não quer saber mais dos seus espectadores, em migrar cada vez mais para canais pagos, vistos apenas pelos que podem pagar; que não quer saber das redes sociais para nada, que vai para sítios de origem duvidosa só pelo dinheiro, que os seus líderes estão fora de contacto com a realidade, as consequências estão aqui: a dificuldade de arranjar novos parceiros para injetar mais dinheiro na modalidade, e o fracasso de seduzir uma nova geração de pessoas. Quando a Formula 1 migra para canais pagos, mesmo em sítios como a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, está simplesmente a dizer que não quer saber do seu futuro.

E depois, não se admirem que não vejam patrocinadores chineses nesta competição, ou que, por exemplo, o circuito de Xangai fica vazio de pessoas, excepto no dia da corrida - e até há uns anos, os bilhetes eram distribuídos pelos estudantes das universidades locais para ajudar a "colorir" as bancadas do circuito de Xangai. Enquanto tiverem o velho como Bernie Ecclestone, não se pode esperar muito em termos de mudanças, apesar de ter havido recentemente uma abertura às redes sociais, especialmente com a chegada da pagina oficial da Formula 1 no Facebook e no Twitter, por exemplo.

Mas outro exemplo que aqui coloquei: já repararam que nunca tivermos qualquer marca chinesa a comprar uma equipa de Formula 1, enquanto que na Formula E já temos duas marcas, a NEXTEV e a recém adquirida Aguri? A entrada dos chineses na competição elétrica tem uma boa razão: eles querem eliminar o mais rapidamente possível a fama de poluidora, construindo milhares de centrais eólicas e solares, para não dependerem mais do carvão, uma enorme fonte de poluição e que enche as principais cidades de "smog", para não falar do transito automóvel, que já alcança niveis de insuportabilidade no Império do Meio.

A Formula 1 sofre um pouco da arrogância dos que estão no topo, criando vícios que depois, quando as vacas ficarem magras, se descobrirão e arrastarão a estrutura para a sua decadência inevitável. Já disse vezes sem conta que é liderada por uma geração que está no meio há mais de 40, 45 anos, e ainda não tem a consciência de que o seu tempo está a chegar ao fim. Ninguém discute - pelo menos abertamente - em o que fazer quando Bernie Ecclestone se for embora dali, já que tem 85 anos. Parece que todos esperam que ele morra para agir, mas será que tem paciência para aguentar esse tempo todo?

E ainda por cima, todos sabem que deixar o controlo da competição às equipas não é boa escolha...

Enfim, muitos já viram que a Formula 1 tem muitas falhas. Falta de imaginação, acomodação, recusa da mudança, divergências entre equipas sobre o modelo a seguir, guerras de poder... são muitas as razões pelos quais esta competição, como qualquer império que está no auge, sofra com a inevitável decadência. A Formula E, por exemplo, está a seguir um caminho de cooperação com o objetivo de crescer de forma sustentada e ser uma alternativa não só para o automobilismo, como também para a industria automóvel, dado que esse foi sempre um dos seus propósitos: o desenvolvimento da sua tecnologia beneficie os carros do dia-a-dia.

Mas com esta gente no poder, e sabendo nós que o dia da mudança se aproxima a passos largos, não pensam no dia seguinte. Ou na razão porque eles já não atraem tantos quantos queriam.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

A imagem do dia

“Não fui eu que tomei a decisão. Estou muito, muito desapontado. Quando acontece isso em duas corridas seguidas é muito duro de aceitar. Nem quero comentar a respeito da corrida. Fui chamado às boxes e os pneus deveriam estar prontos. Eu era o mais rápido em todas as condições, mas o segundo lugar não mostra isso”, disse Daniel Ricciardo na conferência de imprensa após o GP do Mónaco.

Vinte e quatro horas depois, a imagem de Daniel Ricciardo de rosto fechado no pódio do GP do Mónaco deve ser uma das mais marcantes desta temporada que ainda está no seu primeiro terço do campeonato. O piloto australiano sente-se injustiçado... e com razão, apesar de a Red Bull já lhe ter pedido desculpa pelo que aconteceu nas boxes e lhes impediu de alcançar a vitória pela segunda vez consecutiva. Especialmente, quando alcançaram a pole-position, a primeira desde 2013.

Daniel Ricciardo pode ter muitos motivos de queixa. Ele é o piloto mais consistente numa equipa que já viu trocas de pilotos a meio da competição, mas no momento em que deveria mostrar-se, ele foi superado pelo novo recruta, Max Verstappen. Mónaco deveria ter sido o seu momento, mas a péssima manobra das boxes impediu isso. Um pódio, quando na véspera tinha feito a "pole-position", é um resultado péssimo para ele, e as suas queixas tem certamente o seu fundamento.

Ricciardo sabe que não vai ter muitas mais chances para andar entre os da frente, pois os Mercedes são os melhores do pelotão, mas também sente que Max Verstappen não terá muitas mais más corridas e a sua juventude poderá ser algo a desfavor de Ricciardo, que já vai a caminho dos 27 anos (fará a 1 de julho) e ainda não mostrou estofo para ser campeão do mundo.

Veremos se isto compensará mais tarde, noutras corridas. Para já, o rosto fechado do australiano é a noticia... 

Quatro pilotos que passagem pela Formula 1... e ganharam em Indianápolis

Alexander Rossi não foi o primeiro, e de certeza não será o último piloto a vencer em Indianápolis com passagens pela Formula 1. A categoria máxima do automobilismo foi sempre um magneto para atrair os melhores pilotos do mundo, mas as corridas na "Brickyard" sempre atraíram esses pilotos, e por vezes, a atração era suficientemente forte para que eles voassem para os Estados Unidos em detrimento do GP do Mónaco, quando ambos coincidiam no calendário. Durante muitos anos, as 500 Milhas de Indianápolis foi a prova mais rica do mundo, e em 1965, quando Jim Clark foi o vencedor, num Lotus 38, ele recebeu 166 mil dólares, uma soma considerável na época, quando os pilotos ganhavam em média, seis mil dólares por... temporada.

Mas Clark, Graham Hill (no ano seguinte), Mário Andretti (em 1969) e Rossi não foram os únicos pilotos com passagem pela Formula 1 e que venceram no "Brickyard". Já houve outros vencedores, alguns dos quais com passagens dramáticas por lá, mas outros com imenso prestigio também andaram por ali, e sem grande sucesso. Por hoje, recordo cinco dos que tiveram passagens em ambas as competições... e nem todos são americanos.


1 - Mark Donohue


Donohue foi um dos grandes pilotos do automobilismo americano no final dos anos 60 e inicio dos anos 70. Vencedor da Can-Am e da Trans-Am, foi um dos melhores na USAC, o campeonato de monopostos existente na altura. O primeiro grande piloto de Roger Penske, Donohue começou a correr no "Brickyard" em 1969, terminando a corrida na sétima posição e sengo o "rookie" do ano. No ano seguinte andou melhor, acabando no segundo lugar.

Contudo, a sua coroa de glória foi a temporada de 1972, quando a bordo de um McLaren-Offy, ele cruzou a meta no primeiro lugar, sendo o primeiro piloto a vencer ao serviço da Penske e com um chassis McLaren. Depois de vencer mais um título na Can-Am, vai para a Formula 1 em 1974, acompanhando Roger Penske, acabando por morrer num acidente no GP da Áustria de 1975.


2 - Danny Sullivan


Danny Sullivan foi um piloto que quis ter sucesso na Europa em vez de ser nos Estados Unidos. Nascido a 9 de março de 1950, teve vários empregos para sustentar o seu sonho - em deles foi o de taxista... em Nova Iorque - foi correr para a Europa aos 21 anos, antes de chegar à Formula 1 em 1983, ao serviço da Tyrrell, onde conseguiu como melhor resultado um quinto lugar... no GP do Mónaco.

Depois disto, Sullivan decidiu ir para a CART, e começou logo a ser um dos mais velozes do pelotão. Em 1985, participava pela segunda vez nas 500 Milhas de Indianápolis e tinha acabado de passar Mário Andretti, na volta 120, quando perdeu o controle do seu Penske, entre as curvas 1 e 2. Miraculosamente, não bateu no muro e voltou para a corrida, sem grandes estragos nos pneus. Sullivan depois foi atrás de Andretti e ficou de novo com a liderança, aguentando até à meta. Foi um "spin and win" (despiste e vitória) que o catapultou para a imortalidade.

Sullivan viria depois a vencer o campeonato em 1988 e continuou a ser competitivo até 1995, altura em que se retirou da competição. 


3 - Emerson Fittipaldi


Emerson dispensa apresentações. Duas vezes campeão do mundo de Formula 1, primeiro pela Lotus e depois pela McLaren, curiosamente, teve a sua primeira experiência em Indianápolis no final de 1974, pouco tempo depois de ter sido campeão do mundo, no McLaren que deu a vitória a Johnny Rutheford, naquele ano. Fittipaldi afirmou ter ficado "assustado" com a experiência, mas em 1984, dez anos depois, estava a andar nas ovais americanas e a mostrar o seu talento.

Em 1989, Fittipaldi corria pela Patrick Racing quando disputou as 500 Milhas de Indianápolis. Até então, a sua melhor participação tinha sido um segundo lugar na edição anterior, mas em 1989, a disputa foi com Al Unser Jr, um dos melhores pilotos de então. A corrida foi decidida na penúltima volta, quando Emerson tentou ultrapassá-lo, mas este acabou numa colisão entre os dois, prejudicando o americano. Ele tornou-se, então, no primeiro estrangeiro a vencer desde 1966, com Graham Hill, e o primeiro brasileiro a vencer por ali. 

No final daquele ano, Emerson tornou-se também no primeiro estrangeiro a vencer a CART, e tal como acontecera anos antes com a Formula 1, pavimentou o caminho de muitos mais brasileiros a chegar à categoria americana.  


4 - Jacques Villeneuve


O filho de Gilles Villeneuve começou a carreira na Europa, mas depois tentou a sua sorte na América, acabando por se estrear na CART em 1994, e em consequência, nas 500 Milhas, onde acabou na segunda posição, atrás de Al Unser Jr. Contudo, no ano seguinte, Villeneuve esteve melhor com o seu carro da Team Green, com o mítico número 27 usado pelo seu pai durante parte da sua carreira.

Na corrida, marcada pelo choque da não-qualificação dos Penske de Emerson Fittipaldi e do vencedor do ano anterior, Al Unser Jr, Villeneuve teve as suas polémicas, quando na volta 37, se envolveu com um incidente com o Pace Car, passando-o por duas vezes, desconhecendo que era o líder da corrida - ele queria reabastecer-se, pois tinha pouco combustível. A organização decidiu penalizá-lo em... duas voltas, mas naquele ano, caindo para a 27ª posição. Contudo, a corrida tinha sido muito atribulada, devido aos vários acidentes, e o canadiano conseguiu recuperar uma das voltas na 84ª passagem pela meta.

Na volta 124, quando o Pace Car voltou a entrar devido a um problema com o carro da André Ribeiro, Villeneuve já andava na volta do líder e recuperava lugares atrás de lugares e a onze voltas do fim, era segundo, atrás do seu compatriota Scott Goodyear. Contudo, o pace-car ia devagar, quando ia na curva 4 e, lembando-se da penalidade anterior, abrandou, enquanto que Goodyear ia de prego a fundo, passando pelo carro antes de este entrar nas boxes. Resultado: Goodyear foi penalizado em uma volta, e Villeneuve ganhou.

Tal como Fittipaldi, no final daquele ano, Villeneuve foi o campeão da CART e teve um teste na Williams, do qual foi mais do que suficiente para o convencer a correr na categoria máxima do automobilismo, pela porta grande. No final de 1997, ele seria campeão. 

domingo, 29 de maio de 2016

A imagem do dia (II)

Como sempre, as 500 Milhas de Indianápolis foram emocionantes, e o final foi imprevisível. Numa corrida onde pilotos como Ryan Hunter-Reay, James Hintchcliffe, Tony Kanaan e Hélio Castro Neves, o final foi um de nervos.

Contudo, os nervos nem foram tanto por causa de uma batida qualquer que uniu o pelotão e as ultrapassagens foram imensos nos metros finais. Foi mais um final de nervos em relação a saber quem teria gasolina suficiente para chegar ao fim. Com depósitos que não dão mais do que 35 voltas, e as últimas paragens a acontecer por volta da volta 155, muitos andaram no limite, especialmente nas cinco voltas finais.

Nessa altura, as coisas ficaram decididas por dois jovens pilotos: o colombiano Carlos Muñoz e o americano Alexander Rossi. Muñoz não aguentou e fez um "splash and dash" a três voltas do fim, ficando no segundo posto e esperando que Rossi não chegasse ao fim se escolhesse por ir até à meta. O piloto da California escolheu seguir até ao fim... e bastou. Mesmo a correr com vapores dentro do seu depósito, a distância para Muñoz era mais do que suficiente para se tornar no primeiro "rookie" em dezasseis anos a vencer as 500 Milhas. Ainda por cima, ganhou com o numero 98, o mesmo que Dan Wheldon tinha em 2011... e claro, Rossi ficou sem gasolina no caminho para o pódio, antes de receber a coroa de louros e beber o leite.

Aos 25 anos de idade, Alexander Rossi foi um americano foi decidiu ir para a Europa para tentar a sua sorte como piloto de Formula 1. Andou na GP2 - foi vice-campeão em 2015 - foi piloto de testes pela Caterham e Manor, e em 2015, correu em cinco Grandes Prémios por esta última equipa, no lugar de Roberto Merhi. E este ano, enquanto corre pela Andretti, também é piloto de reserva da equipa que tem este ano Rio Haryanto e Pascal Wehrlein. Se calhar, depois disto, deverá pensar que é melhor ficar-se pelas Américas do que correr na Europa...

Já Muñoz, na sua quarta participação, ele bateu de novo "na trave". Depois de ter sido o "rookie do ano" em 2013, ao ser segundo, e ser quarto, em 2014, teve este ano mais uma grande chance de alcançar o lugar mais alto do pódio, numa corrida bem calma e a aproveitar os deslizes dos outros. Chegou ao primeiro lugar na parte final da corrida, graças a uma estratégia inteligente, e este muito perto de suceder a Juan Pablo Montoya. Foi azar dele e sorte dos outros...

Mas foi assim as 500 Milhas de Indianápolis de 2016, num domingo cheio de automobilismo. No próximo ano, haverá mais, sem dúvida!

Sobre o novo Top Gear

Este domingo, entre o GP do Mónaco e as 500 Milhas de Indianápolis, começa na BBC britânica a nova encarnação do Top Gear. Dos "três estarolas", que moldaram o programa para aquilo que nós conhecemos e conseguiu uma geração de seguidores, passamos para outra geração, outra encarnação de um dos programas mais míticos da história da televisão britânica. De um mero programa de automóveis, em 1977, para ser algo absolutamente único graças ao trio constituído por Jeremy Clarkson, Richard Hammond e James May. 

Contudo, o seu estilo sem compromissos, numa era de crescente "politicamente correto", iria causar algum dia uma enorme polémica, como aconteceu em março do ano passado, quando Clarkson entrou numa briga com um dos produtores, causando o seu despedimento.

Com os três de fora (os outros dois demitiram-se em solidariedade com o terceiro) e livres para fazer o seu próprio programa - aparentemente, irá estrear-se dentro de alguns meses na Amazon Prime, canal por assinatura - a BBC quis fazer um programa mais "controlável", e convidaram Chris Evans, apresentador de um dos programas mais conhecidos na rádio britânica e confesso "petrolhead" para a nova encarnação do programa, o terceiro.

E parece que é uma cacofonia. Seis apresentadores, mais o The Stig, vão andar a andar de carro, quer na pista, quer noutros lados. Teremos, para além de Chris Evans, Chris Harris, Sabine Schmitz, Matt LeBlanc, Rory Reid e Eddie Jordan. Tanta gente! E claro, os criticos acham que esta cacofonia não vai funcionar. Ainda por cima, Evans não largou o seu programa de rádio matinal, o que já faz com que se tornasse cada vez mais irascível. E a ideia da BBC de controlar as coisas já saiu pela culatra, pois um dos seus produtores demitiu-se depois do Natal. E outro, parece que acabou por ter uma crise de choro depois de ouvir um dos sermões de Evans.

Há quem jure que nunca verá o novo Top Gear. Honestamente, ainda quero ver, como curiosidade para saber se esta gente sabe ou não fazer um bom programa de automóveis. Tem paixão, o que é bom. Mas juntar esta gente, como aconteceu com o trio anterior, e cozinhar programas miticos, é um grande desafio do qual teremos saber se será superado.

Formula 1 em Cartoons - Mónaco (Pilotoons)

Bruno Mantovani explica em desenhos como é que Daniel Ricciardo perdeu hoje a sua corrida no Mónaco...

A imagem do dia


E depois das corridas em Monte Carlo, o dia automobilístico continua com as 500 Milhas de Indianápolis. E neste momento - faltam poucos minutos para a corrida - não cabe uma agulha no "Brickyard". Impressionante!


Formula 1 2016 - Ronda 6, Mónaco (Corrida)

Mónaco é o melhor carão de visita da Formula 1. Um clássico do automobilismo, com mais de sessenta anos de duração, onde o glamour das estrelas de cinema combina estranhamente com a estreiteza das ruas, o ruído dos carros, e a exctiação de saber quew o desastre pode acontecer a cada esquina, a cada momento. Basta alguém passar por determinada curva na hora errada, por exemplo...

Depois de na qualificação, Daniel Ricciardo ter mostrado que a Red Bull esforça-se em bater os Mercedes na pista, queria-se saber até que ponto o piloto australiano era capaz de proporcionar aos energéticos a sua segunda vitória consecutiva. Ainda por cima, quando se sabia que na outra ponta da grelha estava Max Verstappen, que vitima da sua impulsividade, acabou no muro de proteção logo na Q1, impossibilitado de alcançar os lugares da frente da grelha. Mas mesmo com sortes diferentes, eles tinha conseguido alcançar o objetivo: incomodar os Flechas de Prata, até aqui dominantes. 

Aliás, Ricciardo conseguiu quebrar nas ruas do Principado o domínio dos Mercedes nas qualificações, até agora, o que vai incomodar um pouco os pilotos, especialmente Lewis Hamilton, que a cada corrida que passa, está a ver as suas chances de responder ao começo de Nico Rosberg cada vez mais pequenas. É que estamos na sexta corrida do ano... e ainda não venceu em 2016!

E como era previsto, o dia da corrida amanheceu com chuva no Principado. Chegou a cair forte na hora anterior à corrida, fazendo com que as ruas visem alguns lençóis de água, e preocupando toda a gente que estava a assistir a tudo.

Assim sendo, a partida começou com o Safety Car na frente do pelotão da Formula 1,  E independentemente do estado do tempo, Daniil Kvyat tinha problemas com o seu carro e arrastava-se no fundo do pelotão. As coisas ficaram assim até à sétima volta, altura em que o Safety Car entrou nas boxes e as bandeiras verdes começaram a ser agitadas... por poucos momentos. O Renault de Joylon Palmer acquaplanou na reta da meta e bateu nos guard-rails, fazendo acionar o Safety Car... Virtual.

Durou pouco, e quando foi retirado, a pista continuava molhada, e a ser uma armadilha para todos os que andavam ali. Na volta 12, Kimi Raikkonen quebrou o nariz no gancho do Loews, e arrastou-se até às boxes. Entretanto, alguns pilotos trocavam dos pneus de chuva para os intermediários, os "pneus verdes", porque a pista começava a ficar mais "suportável" para todos. E com o passar das voltas, via-se que Rosberg segurava Hamilton, e na 16ª passagem pela meta, o inglês passou o alemão e ficou com o segundo lugar.

E com o passar das voltas, o sol rompeu-se entre as nuvens e as condições começavam a melhorar. E por causa disso, Daniel Ricciardo foi às boxes e trocou de pneus, colocando Hamilton... na liderança! Nas voltas seguintes, o australiano colou-se na traseira do inglês e começou a pressionar. Rosberg estava bem distante, a quase 30 segundos de ambos.

E isso fez com que Hamilton acabou por se aguentar com os pneus de chuva até à volta 31, altura em que trocou para os pneus de seco, porque em certos lugares, já havia uma linha seca. Daniel Ricciardo parou duas voltas depois, mas a confusão nas boxes fez com que o australiano se atrasasse e deixou com que o inglês ficasse com a liderança. A partir dali, ficou um duelo entre Hamilton e Ricciardo nas ruas - cada vez mais secas - do Mónaco.

Na volta 36, Max Verstappen bateu no Massenet e o Safety Car Virtual entrou de novo em ação, para tirar o Red Bull na pista. Ricciardo colou-se a Hamilton, e quando voltou ao verde, o australiano cheirou a traseira do inglês para que ele cometesse um erro, mas não conseguiu. Nas voltas seguintes, as coisas andaram calmos, até que na volta 50, os Saubers se auto-eliminaram em La Rascasse (Nasr foi logo, Ericsson abandonou pouco depois), e os dois da frente voltaram a colar-se... mas por pouco tempo, pois o inglês afastou-se do piloto da Red Bull.

Contudo, apesar das expectativas, as diferenças ficavam na mesma, sem que existissem ataques entre os da frente. Especialmente quando se viu que os ultra-leves resistiam cada vez mais voltas do que o esperado.

A parte final deu alguma emoção, quando se soube que a chuva poderia voltar à pista antes do final da corrida. De facto, pingou alguma coisa nessa altura, mas no final deu pouco ou nada, pois tudo ficou na mesma: Lewis Hamilton foi o vencedor, na frente de Daniel Ricciardo, numa demonstração de que a Red Bull está a voltar ao que era, com um surpreendente Sergio Perez no terceiro posto, no seu Force India. Para complementar, o seu companheiro de equipa chegou ao sexto posto, ambos na frente de... Nico Rosberg. E também entre eles estava Sebastian Vettel, quarto e incapaz de chegar-se a Perez, e Fernando Alonso, que deu mais uma boa posição à McLaren.

E assim acaba o GP do Mónaco, que deu emoções em vários aspectos. Cumpriu a sua designação, embora não tenha acontecido a devastação que muitos temiam no pelotão. Agora, o pelotão da Formula 1 seguirá para o Canadá, onde andará num lugar também clássico para a Formula 1 e um dos favoritos dos pilotos, e onde as corridas nunca são aborrecidas.  

Noticias: Acidente grave no Pirelli World Challenge americana

O piloto Andrew Palmer está internado em estado considerado "muito grave" após ter sofrido um acidente este sábado na pista de Lime Rock, durante uma prova da Pirelli World Challenge. A competição, ganha esta sábado pelo McLaren 650S da K-PAX Racing, guiado por Álvaro Parente, ficou marcado pelo acidente que envolveu Palmer - que guiava um Bentley GT da Team Absolute - e o Aston Martin Vantage GT guiado por Jorge de la Torre. O piloto estava fora do carro quando isso aconteceu.

O acidente, que aconteceu durante a sessão de "warm up" para a corrida, aconteceu quando Palmer colidiu contra o outro piloto e foi catapultado para fora da pista, aterrando numa zona arborizada, vinte metros mais à frente. O socorro demorou mais de vinte minutos para o retirar do carro, e o piloto foi transportado de imediato para o hospital mais próximo, onde lhe foi diagnosticado um forte traumatismo craniano.

"Todos na Bentley Motorsport esão com Andrew nos seus pensamentos e estamos todos a enviar-lhe os nossos melhores desejos. Somos uma comunidade muito unida e temos membros da equipe do hospital, junto ele e da sua família. Vamos continuar a oferecer o nosso apoio a eles neste momento difícil", começou por dizer o comunicado oficial da equipa.

"Nossos agradecimentos vão para a equipa de socorro médico em Lime Rock Park e os profissionais médicos que ajudaram Andrew até este momento", concluiu.

O americano Palmer, de 21 anos (nasceu a 10 de julho de 1994 em Chicago) é o mais jovem vencedor de sempre do Lamborghini Super Trofeo GT, que o venceu em 2013, aos 19 anos de idade. Nesta temporada, Palmer é o sexto classificado na classificação geral, depois de ter conseguido dois segundos lugares na ronda anterior, em Mosport.

Oito campeões que nunca ganharam no Mónaco (parte 2)

(continuação do capitulo anterior)


Na segunda parte da matéria sobre os campeões que nunca venceram no Mónaco, falo dos piltoos que nos anos 80 e 90 foram dos melhores, mas que nunca conseguiram aparecer no lugar mais alto do pódio. E dois deles são filhos de campeões do mundo cujos pais, juntos, conseguiram seis vitórias nas ruas do Principado, mas os filhos não conseguiram... nada.

Mas também falarei de dois pilotos que preencheram boa parte do imaginário da década de 80 na categoria máxima do automobilismo, mas que em termos de glória suprema em termos de Principado, nunca a alcançaram.



5 - Nelson Piquet


Ao contrário do seu compatriota - e arqui-rival - Ayrton Senna, Nelson Piquet, tal como o seu compatriota Emerson Fittipaldi, nunca subiu ao lugar mais alto do pódio nas doze temporadas em que participou no GP do Mónaco, entre 1979 e 1991. 

Se a partir de 1984, apanhou Senna no seu melhor, antes até teve algumas participações honrosas, como um terceiro posto em 1980, um segundo posto três anos depois - depois de conseguir a pole-position - e oitro em 1987, atrás de... Ayrton Senna, que vencia ali pela primeira vez, no seu Lotus-Honda. 

E pelo meio, Piquet teve alguns sustos, como em 1985, quando bateu com o Alfa Romeo de Ricciardo Patrese.   


6 - Nigel Mansell


O "brutânico", com uma extensa carreira nas ruas monegascas entre 1981 e 1992, pela Lotus, Ferrari e Williams, nunca foi feliz por ali, acabando muitas vezes por bater, vitima dos seus excessos. Em 1984, liderou a corrida à chuva, mas bateu na subida para a curva Massenet, acabando por desistir e de uma certa forma, cavar a sua porta de saída da equipa de Colin Chapman.

Na Williams, as coisas até foram um pouco melhores, mas a vitória sempre lhe escapou. A mais famosa delas todas foi em 1992, quando Mansell liderava com mais de 40 segundos de avanço quando sofreu um furo a poucas voltas do fim, tendo de ir às boxes e ficado trancado atrás de Ayrton Senna. As suas tentativas desesperadas de o passar ficaram na história, mas teve de se contentar com o segundo posto, o mesmo lugar que tinha conseguido no ano anterior, outra vez atrás de Senna.  


7 - Damon Hill


Filho de Graham Hill, o "principe do Mónaco", vencedor de cinco corridas nas ruas do Principado, Damon Hill nunca alcançou o sucesso do pai no "quintal" onde o seu pai dominou nos anos 60. Entre 1993 e 1999, Hill nunca venceu e a sua melhor participação aconteceu nas edições de 1993 e 1995, ambas ao serviço da Williams, onde foi segundo classificado.

Na sua primeira participação, em 1993, acabou atrás de Ayrton Senna, que vencia ali pela sexta vez e via-o bater o recorde do seu pai, igualado no ano anterior. Dois anos depois, Hill repetiu o segundo posto, batido por Michael Schumacher, e depois de fazer a pole-position.

A partir dali, e tirando um oitavo lugar na edição de 1998, onde já corrida pela Jordan, nunca mais terminou qualquer corrida nas ruas do Principado, embora tenha tido uma grande chance de vitória em 1996, mas o seu motor Renault V10 não o deixou.   


8 - Jacques Villeneuve


Gilles Villeneuve, o seu pai, venceu ali em 1981, numa vitória celebrada pelos seus fãs, mas o seu filho nunca conseguiu subir ao lugar mais alto do pódio ao longo do tempo em que esteve na Formula 1, entre 1996 e 2006, com interrupção em 2004. 

O seu melhor lugar de sempre nas ruas do Principado foi em 2001, com um quarto lugar, ao serviço da BAR-Honda, superando o quinto lugar que alcançou em 1998, quando guiava o seu Williams. Mas de resto, todas as suas participações acabaram ora fora dos pontos, ora nos rails de proteção, ora vitima de algum problema mecânico no seu carro.