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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Youtube Automobile Video: Os clássicos elétricos

Imaginem um clássico recuperado para a estrada, mas em vez de ter um motor de combustão interna, tem um elétrico. Surpresa? Sacrilégio? Na California, não é, pois graças a duas pessoas, David Bernardo, fundador da Zelecreic Motors, restaurador de automóveis; e Michael Breem, fundador da preparadora EV West, que faz modificações para dar maior velocidade a carros de alta performance.

No caso em particular deste video, um Porsche 912 de 1968 foi modificado para receber um conjunto motor-transmissão de um Tesla modelo S P85, que tem no seu conjunto, 550 cavalos. A matéria, mostrada aqui pelo site The Verge, mostra uma maneira de recuperar estes clássicos para um futuro mais distante. Não só tem apoiantes, como detratores, e é sobre isso que fala este video.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Mais corridas na América? Vai ser dificil

Quando a Liberty Media tomou conta da Formula 1, no final do ano passado, depois de a ter comprado da CVC Capital Partners e ter dito a Bernie Ecclestone que já não eram mais precisos os seus serviços, eles disseram que gostariam de alargar o calendário para 25 corridas, e algumas delas poderiam ser na América. O que não faltaram foram lugares onde poderiam receber uma corrida. Contudo, nas últimas semanas, houve pelo menos duas chances da Formula 1 ir para dois lugares diferentes: Florida e California.

Da primeira, nas ruas de Miami, a chance caiu com algum estrondo por causa da revolta dos locais, que chegaram a colocar anúncios de página inteira em jornais como o Miami Herald, declarando guerra à competição, afirmando que para além do barulho e das interrupções de tráfego, o dinheiro seria melhor gasto em estruturas mais urgentes. 

"Os funcionários eleitos e seus amigos corporativos querem transformar nossas ruas financiadas por contribuintes numa pista de corrida. Isso nos custará a todos para subsidiar grandes negócios. Fechar ruas da cidade - ruas que são para o nosso uso, não para carros de corrida", começava por dizer o anuncio. 

"Mas o que recebemos? Meses de construção, ruas fechadas, poluição sonora, rotas de emergência bloqueadas, uma dor de cabeça muito cara para a nossa comunidade.

"Diga ao prefeito e aos comissários 'não' a uma corrida de Fórmula 1 através dos nossos bairros. O dinheiro do contribuinte deve ir para a reparação de estradas para a nossa comunidade e não fechar estradas para carros de corrida", lia-se no anuncio.

Quanto à segunda hipótese, o caso é mais sério, e vem da outra costa, na California. Mas não é Long Beach. Ao sul de San Francisco situa-se a cidade de San Juan Bautista, em plena Sillicon Valley. Ali, o empresário William Yao iniciou um projeto onde pretende construir em terras por si um centro de excelência e tecnologia voltada para o mundo do motor. E isso envolveria o surgimento de uma pista própria para a Fórmula 1 entre condomínios, hotéis e restaurantes num complexo de mais de cinco milhões de metros quadrados. Quanto custaria? Provavelmente, cerca de 250 milhões de dólares, espalhado ao longo de dez anos.

Contudo, essa chance pode ter ido água abaixo com os eventos dos últimos dias. Segundo conta Christian Sylt, que escreve sobre economia da Formula 1 para publicações como Financial Times e Forbes, o mayor da cidade recusou financiar tal empreendimento por causa da falta de infraestrutura. 

"Eu acho que há muito pouca probabilidade da proposta continuar em frente. Colocar uma pista diretamente ao lado de uma cidade com menos de dois mil habitantes com infra-estrutura que mal atende suas necessidades parece-me impossível. As questões de tráfego associadas ao influxo de 250 mil espectadores são impossíveis do sitio onde eu estou sentado.

"Nossa região é apenas capaz de sustentar as necessidades de água da atual população e indústria. Uma pista usando milhões de galões por dia, mesmo para o número limitado de dias operacionais, é uma venda muito difícil por aqui ... Neste ponto, não ouvimos nada dos proponentes em semanas. Eu suspeito que [o projeto] esteja morto".

Sabia-se desde o inicio do ano que existia a proposta, que foi apresentada ao conselho municipal no final de julho, mas os grupos locais decidiram opor-se à proposta, fazendo lobby ao mayor para que chumbasse esse projeto. 

Elaboraram uma petição em nome da fauna, flora e valores locais, afirmando que, entre outras coisas, "a falta de [um] departamento de polícia, falta de água potável, estradas esburacadas e consequentes problemas de trânsito são evidências para apoiar nossa incapacidade de suportar o afluxo de pessoas que esse projeto traria".

"Nossos habitats naturais também são de extrema preocupação. Nossas terras agrícolas e campos abertos que limitam os limites da cidade são uma proteção do desenvolvimento corporativo para nossa pequena cidade. Se nós, como cidade, permitimos que essas áreas sejam desenvolvidas e pavimentadas, perdemos nossa atmosfera histórica, que é o núcleo de nossa economia e cultura local".

A petição acrescenta ainda que "este projeto prejudicará irreparávelmente a cultura da nossa cidade e traz muitas complicações desnecessárias para nossa economia local. Nós, os cidadãos e moradores de San Juan Bautista e do Condado de San Benito, assinamos essa petição como um protesto para o projeto proposto e pedimos aos nossos representantes que respeitem nossos aportes e votemos contra ele", concluiram.

E parece que teve um impacto. Apesar de o outro lado ter dito que não desistiria do projeto tão cedo, parece que a oposição é bem forte, logo, poderão ter de ir para outras paragens. E parece que o projeto da Liberty Media de ter a segunda ou terceira corrida nas Américas parece estar mais longe e poderá ser mais complicado do que se julgava...

sábado, 23 de setembro de 2017

Youtube Motor Video: A maior arrancada do mundo

Todos os anos, desde 2011, a revista americana Motor Trend vai à base americana de Vanderberg, na California, para fazer uma "drag racing" de 400 metros entre doze dos mais potentes carros do mercado. E este ano, apareceu um modelo "estranho" entre todos esses supercarros: o Tesla Model S, versão P100D, o mais potente deles todos, com o equivalente a 900 cavalos.

A ideia é fazer acelerá-los pista fora, e a pista é bem grande: são quase cinco quilómetros de reta. Interessantemente, o Tesla Model S é o carro mais pesado deles todos, com um peso total de 2250 quilos. Agora imagina que tivesse a mesma potência... e apenas 900 quilos.

Enfim, vejam o video para ver quem ganhou.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Faraday Future, o concorrente da Tesla

O sucesso da Tesla mostrou que os automóveis elétricos será um futuro do qual poucos se atrevem a contrariar. Mas não houve, ainda agora, outras marcas que estejam dispostas a concorrer com a marca californiana fundada por Elon Musk. Para além das marcas ditas tradicionais - que agora começam a construir modelos elétricos, como a Jaguar, Renault, Nissan, Volkswagen e outros - não houve até agora outras marcas de automóveis elétricos capazes de se erguer do zero e acompanha a Tesla nesta revolução. Houve a Fisker, mas esta faliu em 2013, para agora ressuscitar este ano (como Karma) com capitais chineses.

Contudo, desde 2015 que se fala de um potencial concorrente à Tesla. É também californiana, tem capitais chineses e está a construir uma fábrica gigantesca, embora mais pequena que a Tesla. Contudo, há dúvidas e confusão sobre quem são e quem irá dar a cara por eles, e enquanto não lançarem o seu primeiro carro comercial, algures em janeiro, haverá mais dúvidas do que certezas. Falo da Faraday Future.

Fundada em 2014, a sua sede é em Gardenia, na California, e tem cerca de mil empregados. Até agora, anunciou que ia investir mil milhões de dólares na construção de uma fábrica no estado do Nevada, do qual já arrancaram as obras para a sua construção. Entretanto, estão a desenvolver um veículo que anunciam ser o "anti-Tesla", um "crossover" semelhante ao Model X que poderá ter até 15 por cento mais potente do que o Tesla Model S. Para além disso, tem andado a investir na Dragon Racing, na Formula E, que adotou o nome da companha.

Contudo, o seu percurso está chgeio de polémicas. No inicio do ano, a Faraday Future apresentou um "concept" de mil cavalos, um supercarro elétrico cujo desenho faz lembrar o Batmobile dos anos 60. Essa apresentação causou controvérsia, por causa da expectativa sobre o carro, do qual julgavam que seria um carro para competir com o Tesla Model S. E causou ainda mais dúvidas sobre o que seria o projeto Faraday Future.

Desde que se soube do projeto, começou-se a ver quem seriam os seus financiadores. Um deles é a chinesa LeEco, cujo fundador e presidente é Jia Yueting (na foto). O conglomerado de empresas não investe só nos automóveis, como também noutras áreas como o as comunicações móveis e este ano, adquiriu a Vizio, um fabricante de artigos eletrónicos. Contudo, Yuteng, de 43 anos, parece estar numa espécie de "shopping spree" e pode ter avançado mais no passo do que na perna. No passado dia 7 de novembro, admitiu, numa carta aos seus empregados, que houve uma quebra nas receitas devido à exagerada velocidade dos seus investimentos, e por causa disso, a sua fortuna pessoal caiu cerca de 150 milhões de dólares. E que até ao final do ano, estaria disposto a receber apenas "1 yuan", ou 15 cêntimos de euro, até que se resolvam os problemas de liquidez e modere a velocidade de expansão das suas empresas para fora da China.

E o que tem a ver com a Future Faraday? Tudo. Yueting e a sua LeEco apresentaram em abril a LeSEE, um carro autónomo e até agora, tinha arranjado investimentos na ordem dos 1.08 mil milhões de dólares para o seu desenvolvimento. Esse carro seria desenvolvido na California, nas instalações da Faraday - ou pelo menos, com a tecnologia da Faraday - e desde há muito se fala das dúvidas sobre a viabilidade desse projeto como sendo mais um dos projetos demasiado ambiciosos de Jia. Meses antes, em abril, Wang Zheng, analista financeiro de Xangai, advertia para que evitassem as ações da LeEco, enquanto que outro analista dizia que a empresa iria ter problemas de liquidez num futuro próximo.

E quando aconteceu, todos esses problemas vieram à superfície. Uma das consequências é que as obras na fábrica do Nevada foram interrompidas, até que consigam pagar 300 milhões de dólares de garantias para a continuação do projeto.

Em muitos aspectos, o projeto do carro de estrada da Faraday Future tornou-se algo crucial para o sucesso do projeto, sob pena de ser outro Fisker. As desconfianças e o cepticismo são muitos, e as mais recentes noticias fazem ainda perigar mais o projeto. Resta saber se o carro for um sucesso e possa gerar um volume de encomendas suficientemente grande para cobrir as despesas de produção. E numa altura em que há uma enorme procura por carros elétricos - pode-se ver na lista de dois anos de espera que a Tesla tem para o seu modelo 3, o mais barato do marcado - ter mais um ou dois projetos viáveis, para mostrar carros baratos e funcionais, para fazer a transição para um mundo pós-combustivel, seria o ideal.

Contudo,  o projeto da Faraday Future apresenta neste momento mais dúvidas do que certezas.