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quarta-feira, 11 de maio de 2022

Noticias: Eduardo Freitas será diretor de corrida em Barcelona


Já esteve na cabina de comando de um Grande Prémio, mas estava acompanhado por Niels Wittich, mas na semana que vêm, em Barcelona, Eduardo Freitas comandará as operações no GP de Espanha de Formula 1. Repetirá o posto no GP do Mónaco, antes de entregar o comando a Wittich, porque o GP de Baku coincidirá com as 24 Horas de Le Mans, do qual é comissário designado. 

O calendário de Freitas com a Formula 1 é parcial por causa do seu compromisso há muito com o Mundial de Endurance, o WEC. Foi por causa disso que o português perdeu o grande prémio de abertura da temporada no Bahrein e também o evento do fim-de-semana passado em Miami, porque coincidiam com os 1000 km de Sebring e as Seis Horas de Spa-Francochamps, respetivamente.

Ainda tem de se ber como os pilotos se adaptarão aos métodos de Eduardo Freitas, porque apesar de algumas equipas gostarem da maneira como Wittich tem aplicado as regras, pela sua inflexibilidade, nomeadamente a sua insistência em seguir o Código Desportivo Internacional e proibir o uso de joalheria e roupa interior não aprovada pela FIA, que incomodou pilotos como Lewis Hamilton, e manifestou um protesto simbólico por parte de Sebastian Vettel, ao usar cuecas fora do seu fato de competição, nos treinos livres do GP de Miami.

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Formula 1: Diretores de corrida com CoVid


Niels Witich e Eduardo Freitas estão em sarilhos. Segundo conta esta quarta-feira o jornal Daily Telegraph, ambos estão com CoVid-19 e não há garantia de que eles poderão ter um teste negativo a tempo do GP de Miami, no próximo dia 8. Sem esse teste negativo, ambos não podem entrar nos Estados Unidos e fazerem o seu trabalho. 

Não se sabe qual será o plano B, caso nenhum deles esteja disponível a tempo, há uma chance real de chamarem de novo Michael Masi, o comissário australiano que estava na torre de controlo até ao final polémico do GP de Abu Dhabi, onde Max Verstappen acabou por triunfar sobre Lewis Hamilton, acabando por conquistar o título de 2021. Neste momento, Masi está na "prateleira" e Mohamed bin Sulayem disse que o queria colocar numa nova posição dentro da FIA, do qual nada se sabe. 

Todos acreditam que ambos poderão estar em Miami, mas é bom ter um plano B nas mãos.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Noticias: FIA afasta Masi da direção de corrida


A FIA divulgou esta tarde, quase ao mesmo tempo que a Ferrari apresentava o seu SF-75, as suas conclusões sobre as decisões tomadas no GP de Abu Dhabi, e afastar Michael Masi do seu posto, substituindo por duas pessoas: o alemão Niels Wittich e o português Eduardo Freitas. Para além disso, a FIA criará uma sala de controlo, que assistirá o diretor de corrida de uma forma semelhante ao sistema VAR no futebol, e removerá as comunicações rádio entre diretor de corrida e diretores de equipa durante os Grandes Prémios.

Freitas é atualmente o diretor do WEC, o Mundial de Resistência, logo, também o das 24 Horas de Le Mans, enquanto Wittich cumpre a mesma função no DTM, o campeonato de turismos alemão.

Para além disso, a FIA voltou a pedir a Herbie Blash que ocupe o cargo de adjunto, como fazia no tempo de Charlie Whitting. 

Falando sobre as decisões, Mohhamed bin Sulayem, o presidente da FIA, referiu que este plano é o resultado de um consenso entre ele, o presidente da Formula 1, Stefano Domenicalli, e os patrões das equipas de Formula 1, que incluiem Toto Wolff, da Mercedes, e Christian Horner, da Red Bull.

“Niels Wittich e Eduardo Freitas atuarão alternadamente como diretor de prova, auxiliado por Herbie Blash como conselheiro sénior permanente. Michael Masi, que realizou um trabalho muito desafiador por três anos como diretor de corridas de F1 após Charlie Whiting, receberá uma nova posição na FIA.", começou por dizer. 

"Apresentei este plano completo aos membros do Conselho Mundial de Automobilismo e ao Senado, que deram total apoio. Com este plano, a FIA abre caminho para um novo passo na arbitragem da Formula 1. Sem os árbitros, não há desporto. Respeito e apoio dos árbitros é a essência da FIA. É por isso que essas mudanças estruturais são cruciais em um contexto de forte desenvolvimento e expectativas legítimas de pilotos, equipes, fabricantes, organizadores e, claro, os fãs.”. concluiu.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A história das irregularidades das contas da FPAK

Ao ler hoje na Autosport portuguesa a noticia sobre a história da auditoria às contas da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), fiquei espantado - para não dizer chocado - ao saber que a FPAK esteve prestes a perder o seu Estatuto de Útilidade Pública Desportiva por parte do Governo devido às suas irregularidades nas contas referentes a 2010 e 2011.

As pessoas podem ter questionado ao longo das semanas a razão pelo qual a Federação estar a demorar para marcar eleições após a morte súbita do seu presidente, Luiz Pinto de Freitas, no passado dia 9 de abril. A razão principal teve a ver com a auditoria que tinha sido pedida às contas da Federação no sentido de a apresentar numa Assembléia Geral, para depois se poder marcar eleições, que acontecerão, segundo diz o jornal, no inicio de julho. E ali, a auditoria descobriu indicios de irregularidades graves em termos de contas, do qual o principal - e quase unico - responsável é Luiz Pinto de Freitas.

Eis o que a matéria fala:

"Num documento a que o Autosport teve acesso, e que é assinado pelos membros da Mesa da Assembléia Geral - David Avelar (presidente, João Reis e José Machado - a demora deste procedimento foi justificada com a necessidade de ser apurada a real situação económica e financeira da FPAK (triénio 2010-2012) e para o qual foi pedida uma auditoria no final de 2012, que apenas nos últimos dias ficou pronta.

No comunicado pode ler-se que no relatório da dita auditoria 'são reportadas irregularidades que justificam e impôem a sua comunicação às autoridades competentes', mais precisamente a Procuradoria Geral da República e à Secretaria de Estado do Desporto e da Juventude 'para os efeitos que tiverem por convenientes'.

Dado este passo, e agora que a FPAK está em posição de paresentar as contas relativas a 2012, para que estas sejam votadas, a Assembléia Geral fica agendada para a terceira semana de junho - semana de 17 a 23, segundos conseguimos apurar. pois junho começa num sábado - sendo intenção que o ato eleitoral se realize na primeira semana de julho."

MÁ GESTÃO?

O relatório final da auditoria realizada pela sociedade de Revisores Oficiais de Contas Floriano Tocha, Paulo Chaves & Associaco realça que, no período visado, houve irregularidades na gestão da Federação, nomeadamente por parte do seu falecido presidente, pois numa das alineas das conclusões revela que 'foram efetuados levantamentos e compras no biénio 2010 e 2011 pelo presidente da Federação, sr. Luiz Freitas, no montante de 131.500 euros (89.000 euros em 2010 e 42.500 euros em 2011) sem justificação, ou seja, sem a existência de faturas ou outros documentos que corespondam ao fluxo de saída de meios financeiros'.

Entre diversos outros comentários, o relatório vinca esta tendência ao afirmar que 'analisando os movimentos de regularização efetuados registados ao longo do ano, detetamos registos sem suporte documental adequado que os justifiquem, e documentos que não são suficientemente esclarecedores, desta forma , demonstra-se que esta conta regista a saída de fluxos financeiros ou a ausência dos mesmos, e que o saldo em causa em nosso entender também deverá ser caracterizado da mesma forma que o explicitado  nos parágrafos anteriores, ou seja, deve ser considerado a favor de Luiz Pinto de Freitas'.

Por outro lado, o relatório explicita que 'as transferências bancárias eram executadas também segundos instruções do mesmo (ndr: Luiz Pinto de Freitas). O documento salvaguarda ainda a posição ou gastos de outros dirigentes, pois a estes não eram atribuidos quaisquer cartões ou meios de pagamento, esclarecendo que 'os restantes membros da direção não tinham capacidade para movimentar as contas bancárias e nem sequer tinham conhecimento das mesmas'.

Os auditores criticam alguns costumes levados a cabo pela FPAK no seu regular exercicio, fazendo mesmo algumas recomendações para o futuro: 'O trabalho desenvolvido permitiu-nos identificar alguns procedimentos internos instituidos, aos quais recomendamos que sejam alterados, tendo em vista obter um controlo interno mais rigoroso nos fluxos financeiros'".

Em suma, esta auditoria demonstrou que dentro da FPAK, Luiz Pinto de Freitas tinham um acesso total às contas da Federação, podendo fazer o que quiser com eles, numa falta total de transparência, até para os restantes membros da sua direção. Desconhece-se o destino e que utilidade teve esse dinheiro levantado, e muito provavelmente existirão muitas perguntas sem resposta, dado que o autor deste desvio já não existir mais.

Contudo, o facto desta auditoria ter sido pedida pela direção interina da Federação, poderá significar que ela mesma não saber (ou ter conhecimento) o que poderia aparecer por ali, e provavelmente o resultado ter surpreendido e chocado alguma gente. E as consequências podrão ser graves, pois a noticia de que a FPAK esteve perto de ser gravemente punida com a perda do Estatuto de Útilidade Desportiva (e respectivos benficios fiscais, entre outros), do qual o jornal refere, só sublinham a gravidade da situação.

Veremos agora as cenas dos próximos capitulos, pois afinal de contas, temos dois candidados oficiais à eleição, bem como a Assembléia Geral e respectivas eleições. E provavelmente, muita gente zangada, com muitas questões na cabeça.  

terça-feira, 9 de abril de 2013

The End: Luiz Pinto Freitas (1949-2013)

Luiz Pinto Freitas, o presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), morreu ontem à noite em sua casa, vítima da AVC. Um dos braços-direitos do carismático César Torres, Pinto Freitas já estava desde 2006 à frente dos destinos da organização do automobilismo em Portugal. Tinha 63 anos.

O Automóvel Clube de Portugal, entidade organizadora do Rali de Portugal, manifestou já esta tarde em comunicado o seu pesar pela morte de Luiz Pinto de Freitas, sublinhando que “dedicou a sua vida ao automobilismo e foi uma das personalidades que mais lutou pela visibilidade do desporto automóvel português”.

Ligado ao automobilismo desde muito cedo, primeiro como praticante e depois como dirigente, Pinto Freitas era também dirigente da FIA e um dos representantes de Portugal junto do seu organismo máximo, a FIA, onde cumpria funções de conselheiro. A sua chegada ao poder, em 2006, tinha sucedido a Vasconcelos Tavares, e com ele, apesar de ter ajudado a colocar Portugal no mapa de algumas competições, foi durante o seu mandato que o automobilismo interno chegou ao ponto de definhamento, quer em termos de pista, quer em termos de rails. 

Controverso e teimoso até quase ao limite, os seus criticos afirmaram que foi graças a ele que o automobilismo nacional chegou, de uma certa forma, até ao seu estado atual. Apesar de rumores sobre uma tentativa de destituição da presidência, no final do ano passado, nada foi feito nesse sentido, mas parece que este ano se notou alguma flexibilidade, com a fusão parcial do Campeonato Português de Ralis e do Open, e que causou um certo revivalismo nesse campo.

O velório de Luiz Pinto de Freitas realiza-se esta 4ª feira às 17 horas na Igreja de Santo António do Estoril, junto aos Salesianos, e o funeral será na 5ª Feira, com missa a partir das 12 horas, seguida de cremação.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Youtube Rally Jump: O salto de Filipe Freitas no Vinho da Madeira



Apesar do Rali Vinho da Madeira ter sido este ano menos concorrido do que o habitual e de ter sido excluido do campeonato IRC devido à falta de verbas, não deixou de ser emocionante, com a vitória de Bruno Magalhães, no seu Peugeot 207 S2000.

Mas o rali Vinho da Madeira teve também momentos arrepiantes, como o salto de 24 metros dado por Filipe Freitas, no seu Mitsubishi Lancer Evo X. O piloto perdeu o controle após o salto e por pouco não atropelava alguns dos fotógrafos presentes nesse salto. E o acodente foi captado pelas câmaras da RTP Madeira, que transmitiam aquela classificativa em direto...

domingo, 18 de novembro de 2007

WTCC - Macau

Esta madrugada decorreram as duas últimas provas do campeonato do mundo de turismos, o WTCC. Na antiga colónia portuguesa de Macau, no Circuito da Guia, decidia-se o título mundial da categoria, entre o francês Yvan Muller e o britânico Andy Prilaux, com o resto do pelotão a assistir.



Nos treinos, o melhor foi Alain Menu, no seu Chevrolet, mas na partida para a primeira corrida, foi Yvan Muller que levou a melhor na partida lançada, e na curva do Hotel Lisboa, já estava na liderança. durante a primeira corrida, Muller e Menu lutaram para saber quem iria levar a melhor, mas foi o piloto suiço que ficou com os louros. Depois de Menu, o italiano Gabriele Tarquini foi segundo, no Seat Leon TDi, enquanto que o terceiro foi o inglês Rob Huff, num Chevrolet Lancetti.



O britânico Andy Prilaux foi oitavo classificado, atrás de Tiago Monteiro, que foi sexto, depois de ter largado da nona posição da gelha de partida. Já Augusto Farfus, quarto à partida desta corrida, não terminou nos pontos. Com essas posições, ficou delineada a grelha para a segunda corrida.


Nessa corrida, Prilaux, que largava na frente (devido ao sistema da grelha invertida usada pelos oito primeiros), não perdeu essa posição até ao final da corrida, apesar dos araques de James Thompson, no seu Alfa Romeo 156 e de Gabriele Tarquini, no seu Seat Leon TDi. Quanto a Tiago Monteiro, esteve à beira do pódio, lutando contra James Thompson, mas este defendeu-se bem dos ataques do piloto português, segurando a "medalha de bronze". Quanto a Yvan Muller, não conseguiu pontuar nesta segunda corrida, dando o título a Prilaux.



«Fiquei muito satisfeito por ter terminado na 4ª posição e por ter tido uma renhida luta com o James Thompson. Infelizmente não tinha velocidade de ponta para o ultrapassar» confessou o piloto do Porto ao jornal português Autosport.



Para além de Tiago Monteiro, outros dois pilotos portugueses eestiveram em evidência: Miguel Freitas e André Couto. O primeiro piloto, conduzindo no Troféu dos independentres, foi 13º e 19 nas duas corridas, cumprindo o seu papel. «Só desejava terminar as duas corridas. Não arrisquei mais porque não havia muitas peças sobressalentes para o carro». referiu.



Já André Couto teve mais azar: com um Alfa Romeo oficial, no sentido de ajudar James Thompson, assinou tempos interessantes nos treinos livres, mas depois, um despiste durante a qualificação o impediu de participar nas duas corridas, devido aos estragos sofridos. «São ossos do ofício», comentou, em jeito de desabafo.