O Brasil, por norma, não é palco de catástrofes naturais desta natureza. Mas por volta das 18 horas de ontem, um sismo de magnitude 5.2 na escala de Richter abalou cinco estados brasileiros e a cidade de São Paulo, a maior metrópole da América Latina. O epicentro do sismo foi no Oceano Atlântico, a cerca de 215km da cidade de São Vicente, no estado de São Paulo e a 10km de profundidade na crosta terrestre. Foi o sismo mais forte que o país sentiu em 85 anos.quarta-feira, 23 de abril de 2008
Extra-Campeonato: Terramoto em São Paulo
O Brasil, por norma, não é palco de catástrofes naturais desta natureza. Mas por volta das 18 horas de ontem, um sismo de magnitude 5.2 na escala de Richter abalou cinco estados brasileiros e a cidade de São Paulo, a maior metrópole da América Latina. O epicentro do sismo foi no Oceano Atlântico, a cerca de 215km da cidade de São Vicente, no estado de São Paulo e a 10km de profundidade na crosta terrestre. Foi o sismo mais forte que o país sentiu em 85 anos.GP2 - A antevisão
Este fim de semana começa no Circuito de Montemeló, nos arredores de Barcelona, mais um campeonato de GP2, que muitos afiguram como um dos mais equilibrados de sempre. Numa altura em que se estreia o novo carro da Renault, que vai ficar até 2010, muitas são as perguntas que estão no ar: Quem será o favorito? Quem se surpreenderá? Até que ponto haverá equilibrio?
Já para nós, a GP2 vai nos interessar devido ao envolvimento de Alvaro Parente. O actual campeão da World Series by Renault alinha este ano na Super Nova, ao loado do dinamarquês Christian Bakkerud, e sendo uma equipa veterana nesta categoria, tal como a DAMS. Mas as equipas favoritas são a ART e a iSport. Na primeira estão Luca Fillipi e Romain Grosjean, o francês que há algumas semanas atrás ganhou o título da GP2 Asia, enquanto que na segunda estão alojados Chandook e Senna.26/27 Abril - Barcelona
Mulheres Corredoras - Bia Figueiredo
Depois da vitória de Danica Patrick, andei a ver outras mulheres corredoras com potêncial para serem tão boas ou melhores do que ela. E acabei por descobrir uma, vinda de um país algo improvável: o Brasil. Pois é, hoje vou apresentar-vos a Bia Figueiredo.
Ana Beatriz Caselato Gomes de Figueiredo nasceu a 18 de Março de 1985, em São Paulo, no Brasil. Começou a sua carreira cedo, aos 9 anos, no karting. Até 2002, correu em campeonatos estaduais, nacionais, sul-americanas e mundiais, com boas classificações, sendo o melhor um vice-campeonato nacional, nesse ano.
Em 2006, marcha para a Formula 3 sul-americana, onde consegue ser quinta no campeonato, com uma pole-position e cinco pódios no campeonato. O ano de 2007 é mais irrelevante, onde a melhor coisa que fez foi fazer um fim de semana de A1GP na China, onde não conseguiu grandes resultados.
No final de 2007 muda-se para os Estados Unidos, onde vai guiar para a Indy Pro Series, a categoria de acesso para a IRL, a bordo de uma das melhores equipas da categoria, a Sam Schmidt Motorsports, tendo como seu companheiro Richard Antinucci, sobrinho do ex-piloto de Formula 1 Eddie Cheever.terça-feira, 22 de abril de 2008
Quem fala assim...
... não é gago! Pelo menos se atentarmos às declarações de Luca de Montezemolo, o presidente da Ferrari. Em declarações emitidas hoje à agência Reuters, ele afirmou que não desejaria ter Fernando Alonso na Scuderia, ao lado de Kimi Raikonnen, pois para ele, acima de tudo estão os resultados da equipa.Extra-Campeonato: Quest, you naughty boy!
Richard Quest é daqueles tipos que dá gozo vê-lo. Jornalista (embora licenciado em Direito), trabalou durante muitos anos na BBC, nomeadamente na área financeira. Desde 2001 é jornalista da CNN, fazendo programas como o "Business International" e o "Quest". De estilo um pouco excêntrico, sempre gostei da sua abordagem jornalistica, um pouco mais excêntrica do que o normal.
Contudo, essa excêntricidade apanhou-o. Na passada sexta-feira, a policia de Nova Iorque apanhou-o no Central Park, nu, com uma corda no pescoço e outra nos genitais, um brinquedo sexual aos seus pés e em companhia masculina. Nada de anormal (Quest é homossexual assumido), mas o anormal desta situação é que ele foi apanhado com posse de droga, mais concretamente, mentafetamina. E por causa disso, a NYPD deteve-o e depois foi libertado sob fiança.Noticias: Pilotos temem regulamentos de 2009
Após os testes da semana passada, em Barcelona, onde se experimentaram algumas das regras de 2009, como os pneus "slicks" e o aquecimento sem os cobertores, os pilotos do actual pelotão e o ex-piloto Michael Schumacher expressaram as suas apreensões em relação aos novos regulamentos, especialmente no que respeita à proibição dos aquecedores:segunda-feira, 21 de abril de 2008
O "caso do dia" continua, parte II
O jornal Público continua hoje a comentar a sua "noticia" sobre o subsidio de dois milhões de Euros dados ao Tiago Monteiro, quando da sua passagem pela Formula 1 em 2005 e 2006. Desta vez, colocam as declarações do secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, que afirmou que foi um acto perfeitamente normal."'Foi um acto da mais completa normalidade, foi publicado na relação de participações financeiras que fizemos em 2006 a todas as federações e todos os eventos desportivos', afirmou Laurentino Dias à margem de um almoço com a selecção portuguesa de judo, que recentemente participou no Europeu da modalidade, em Lisboa."
(...) "'Esse foi o apoio possível do Estado na participação de Portugal na Fórmula 1. Foi numa altura em que o Estado verificou que não havia nenhuma empresa disponível para conceder esse apoio último e o Estado teve que cumprir a sua obrigação', explicou Laurentino Dias, lembrando que o montante em causa, na Fórmula 1, corresponde 'quase a um nome no retrovisor de um automóvel'".
Os comentários dos leitores? A santa ignorância do costume. Todos a dizerem que "enquanto se fecham hospitais e escolas, dão-se milhões a um queque do Porto para correr entre o devagar e o devagarinho". Primeiro que tudo, o subsidio foi dado antes deste governo ter decidido fechar escolas com menos de cinco alunos e maternidades onde nasciam menos de um bebé por dia (os acontecimentos são de 2005, os fechos começaram em 2006). Quando não se faz o devido contexto dos eventos, as pessoas confundem alhos com bugalhos e ainda pensam que o Tiago ainda corre na Formula 1. Sim, num país onde para assistir a um Grande Prémio, temos que pagar mais um extra na TV Cabo, é obvio que as pessoas ainda pensam que o Tiago corre na Formula 1...
Dou - vos outro exemplo: o torneio de ténis do Estoril, que este ano foi ganho pelo Roger Federer, é disputado há quase 20 anos num estádio com bancadas provisórias. Há anos que se luta para que o Estado (o complexo do Jamor é propriedade do Estado) construa lá um "court central" definitivo. Esse sim, é um verdadeiro escândalo. Não sei quando é que isso vai para a frente, mas já começaram a dizer que tal coisa "é um desperdício de dinheiros públicos", com as ladaínhas do costume. Garanto que esse estádio seria tudo, menos um elefante branco...
Este foi um dos melhores investimentos que este Estado poderia fazer, por este montante, para promover o turismo e o nome de Portugal. Muito melhor que os "Allgarves" do Pinho e quejandos... Se o carro tiver o nome “Portugal” de alguma forma evidenciado, faz publicidade junto de um público que nos interessa bastante, e tem um impacto em termos de números de pessoas enorme. A santa ignorância ignora isso. Estas pessoas têm que começar a lembrar que sem o Desporto, o nome de Portugal lá fora não valeria nem um centésimo do que é hoje. E estariamos muito mais miseráveis que somos agora.
As novas do Autódromo do Algarve
Poucos meses depois do lançamento da construção do Autódromo de Portimão, recebi ontem, via mail, as mais recentes fotografias do andamento da obra. foram tiradas pelo Pedro Branco, ao qual, desde já, agradeço. Já andava com ideias de pedir à "vasta audiência" se alguém tinha visitado por estes dias as obras do Autódromo. Agora, sei que alguém fez esse favor, ufa!
Pelas fotos, que já agora, foram tiradas este fim de semana, mostram essencialmente a zona da parte de trás bancada principal (foto 1), e zona da recta da meta, com a bancada central logo em frente (foto 2). Vê-se que até Novembro há muito que fazer, mas que as obras estão a todo o vapor...IRL - Ronda 4, Long Beach
A última prova da história da CART terminou com um australiano como vencedor. Will Power foi o vencedor, dominando todas as 83 voltas do circuito, depois de superar Justin Wilson na partida da corrida disputada nas ruas da cidade californiana.
A completar o pódio, o mexicano Mario Dominguez foi terceiro. Enrique Bernoldi foi o melhor dos brasileiros em pista, ao ser quarto classificado. Dos outros, Bruno Junqueira foi 12º, Antonio Pizzonia foi 16º, Roberto Moreno e Mario Moraes desistiram.domingo, 20 de abril de 2008
A capa do Autosport desta semana
Ralies, GP2, IRL e Formula 1. Tudo num fim de semana interessante, onde o devido destaque é um Rali do Futebol Clube do Porto, do campeonato nacional de Ralies, onde Bruno Magalhães ganhou de fio a pavio, no seu Peugeot 206 S2000.Ainda o "caso do dia" para o jornal Público...
Como seria de esperar, num país que está mais preocupado com os tiros nos pés de um partido laranja ou nas falcatruas de "salvadores da pátria", ninguém ligou nenhuma à "caixa" que o jornal Público meteu na sua primeira página. Aliás, nem mesmo o próprio jornal pega no assunto...
Reparem, foi um patrocinio claro e sem espinhas. Foi devidamente noticiado, só que passou despercebido à maioria dos portugueses. E porquê? Ora, quando temos uma imprensa desportiva, como a nossa, onde 90 por cento das noticias são dedicadas ao futebol, qualquer iniciativa feita por outras modalidades passa completamente ao lado, e só olham para ela com "olhos de ver" quando alcançam um resultado relevante. O terceiro lugar do Monteiro, naquela pseudo-corrida em Indianápolis foi comemorado como se de uma vitória fosse, e onde se esqueceu do resto. Durante dois anos, as pessoas viam um logotipo do Turismo de Portugal na carenagem do carro, e ele fez publicidade ao Turismo português, ao lado do José Mourinho e da Mariza. Ainda se lembram disso?
Salvo os devidos exageros, não me admiraria que o jornalista que fez o artigo, que falou com o pai do Tiago e com outras fontes governamentais, deve ter feito sem sequer levantar o rabo da cadeira para falar com as pessoas. Porque é que não falou com o Duarte Cancella de Abreu ou com os seus colegas especializados? Não lhe convinha, não é? Ora, para uma coisa dessas, basta eu, que não tem guita nenhuma e escreve este blogueco... IRL - Ronda 3, Motegi (2ª parte)... e um pouco de Long Beach
E à segunda tentativa... fez-se história! Danica Patrick tornou-se, esta madrugada, na primeira mulher a ganhar uma prova da IndyCar, e também na primeira mulher a ganhar um evento importante no automobilismo desde 2003, altura em que Jutta Kelinschmidt ganhou o Rali Dakar.Extra-Campeonato II: Corridas fora do vulgar
Extra-Campeonato: Publicidade fora do vulgar
O piloto do dia - Phil Hill
A pessoa que hoje vai ser referênciada é um piloto que hoje em dia conhecem por ser o primeiro americano a ser campeão do mundo de Formula 1. Mas o que muitos não sabem é que ele é muito mais do que isso. Tem a particularidade de ter ganho na primeira e última competição que participou, foi vencedor das 24 Horas de Le Mans e das 12 Horas de Sebring por três vezes, e foi um dos melhores pilotos jamais pilotou na Ferrari. E porque hoje faz 81 anos, falo de Phil Hill.
Depois de uma temporada 1957 sem grande história, a de 1958 é totalmente diferente: começa em Janeiro, ao ganhar os 1000 km de Buenos Aires e as 12 Horas de Sebring, tendo como companheiro o inglês Peter Collins. Em Junho, torna-se no primeiro americano a ganhar as 24 Horas de Le Mans, tendo Olivier Gendebien a seu lado. Nesta altura, começava a ficar frustrado pelo facto de Enzo Ferrari não lhe dar uma hipótese de guiar um dos seus carros de Formula 1. Assim sendo, a sua estreia, no GP de França em Reims, onde terminou na sétima posição, foi a bordo de um Maserati 250, inscrito pela Ecurie Bonnier.
Contudo, a sua chance de guiar pela Scuderia não tardava, mais pelas circunstâncias trágicas: Em pouco mais de três Grandes Prémios, o italiano Luigi Musso (Reims) e o inglês Peter Collins (Nurburgring) sofriam acidentes fatais, e Enzo Ferrari deu-lhe um volante, com instruções para ser o escudeiro de Mike Hawthorn, na sua caminhada para o título mundial. Em Monza, palco da sua estreia, causou boa impressão, lutando com Hawthorn, Stirling Moss e Stuart Lewis-Evans (ambos pela Vanwall) pelas posições da frente. No final, Hill foi terceiro e fez a volta mais rápida da corrida.
Em 1959, as coisas na Ferrari foram um pouco piores, pois era uma altura cem que os Coopers de motor traseiro começaram a dominar os circuitos do Mundial. Phil Hill conseguiu três pódios e uma volta mais rápida em Monza, terminando no quarto posto do campeonato, com 20 pontos. Em 1960, as coisas correriam melhor, ao ganhar no inicio do ano os 1000 km de Buenos Aires, e na época de Formula 1, ganha a sua primeira prova, em Monza. Acaba a temporada na quinta posição, com 16 pontos e uma volta mais rápida.
Quando a Formula 1 chega a Monza, a luta pelo título era entre Hill e von Trips. Todos sabiam que o título ficaria nas mãos da Ferrari, restava saber quem seria o piloto que levaria o ceptro. Von Trips era o favorito, mas na volta 2, depois de se ter atrasado na partida, tem uma colisão com o Lotus de Jim Clark, e o seu Ferrari desgovernado vai para cima dos espectadores, matando a ele e a mais 14 espectadores. Phil Hill ganha a corrida e conquista o título, com 34 pontos, mas as comemorações foram amargas.
Em 1962, o Tipo 156 continuava, mas cedo foi batidos pelas máquinas britânicas da Lotus, com o seu modelo 25, e o BRM P57, que iria dar a Graham Hill (sem relação de parentesco) o seu título mundial. O melhor que o piloto americano conseguiu foram três pódios, sendo o melhor um segundo lugar no Mónaco. Nos Turismos, ganha uma terceira vez as 24 Horas de Le Mans, mas era um paliativo para o que acontecia na equipa. Entretanto, as tensões dentro da Ferrari agudizavam entre Enzo Ferrari e parte da sua equipa técnica, e no final do ano, um grupo de engenheiros, liderado por Carlo Chiti, pelo projectista Giotto Bizzarini e pelo manager Romolo Tavoni, entre outros, saem da Ferrari para fundar a Automobili Turismo e Sport (ATS).
Phil Hill e Giancarlo Baghetti juntaram-se a eles, julgando que assim poderiam desafiar a Ferrari no seu campo. Os resultados foram desastrosos, e nenhum dos dois conseguiu qualquer ponto. Em 1964, passou para a Cooper, mas os seus dias de glória de ambos (piloto e equipa) já iam longe. Hill apenas conseguiria um sexto lugar em Brands Hatch. Entretanto, ajudava a Ford a desenvolver o projecto GT40 para tentar bater os Ferrari em Le Mans.
Em 1966, junta-se a outro americano, Jim Hall, que desenvolvia o protótipo Chaparral, que iria ter mais tarde uma radical asa traseira, o primeiro carro de turismo a ter um desses dispositivos, bem antes da Formula 1. Hill, com Jo Bonnier a seu lado, ganhou os 1000 km de Nurburging, a bordo de tal carro. ainda ganhou mais uma prova importante, o BOAC Race of Champions de 1967, de novo no Chaparral, e ao lado do inglês Mike Spence, antes de pendurar o capacete de vez.

