sexta-feira, 9 de abril de 2021

A imagem do dia


Jacques Villeneuve faz hoje 50 anos. O filho de Gilles Villeneuve, campeão do mundo em 1997, é hoje mais conhecido pelos seus comentários na televisão, muitos deles mais... emotivos do que com "cabeça, tronco e membros". E claro, sempre que fala mal de alguém, aparece nas noticias. Um pouco como foi a sua carreira a partir de determinado período da vida. 

Um claro contraste do piloto que a meio da década de 90 do século XX, era visto como o maior rival de Michael Schumacher. E no final de 1995, ele era "o" piloto a ter em conta. 

Dois anos antes, no final de 1993, Jacques entrou na CART através da Forsythe, e depois de uma temporada inicial onde venceu uma corrida em Road America, a temporada de 1995 prometia ser melhor. Agora na Team Green, e por uma coincidência incrível, o sorteio deu-lhe o numero 27, que tinha o seu pai nas duas últimas temporadas na Ferrari e o número do qual ficou imortalizado. Embora para dizer a verdade, ficou mais tempo com o número 12...

Mas as vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis, ainda por cima com uma penalização que lhe custou uma volta, e depois no campeonato, deram-lhe as luzes da ribalta e cedo, ouviu o chamamento da Formula 1. Um teste com a Williams foi o suficiente para que Frank Williams lhe desse um contrato e logo, logo, assinasse um contrato. E com o anuncio, para além do regresso e um nome mítico, que ficara na memória de toda uma geração, correndo na melhor equipa do pelotão naquela altura, significava que era candidato ao título logo na sua primeira temporada. E poderia vencer a sua primeira corrida!

Assim sendo, as expectativas para a primeira corrida do ano eram elevadíssimas.

A temporada de 1996 começava na Austrália, uma pista totalmente nova, desenhada no Albert Park, em Melbourne. Ali, com os olhos do mundo a observá-lo, adaptou-se bem à pista, ao carro, e quando tee a oportunidade, fez um tempo que o colocou na pole-position, algo que Mário Andretti, no GP dos Estados Unidos de 1968, e Carlos Reutemann, no GP da Argentina de 1972, tinham feito. 

A corrida foi essencialmente um passeio da Williams. Com Michael Schumacher a fazer ali a sua estreia pela Ferrari, e sabendo que teria um longo caminho pela frente até colocar a Scuderia no caminho certo, não se esperava muito nessa prova. Villeneuve mostrou-se perante a Formula 1 que tinha estofo de vencedor, e mesmo quando perdeu momentaneamente o controlo do seu carro, numa saída de pista, e Damon Hill tentou aproveitar para ficar com o comando, ele conseguiu defender-se de forma bem musculada, certamente aplaudida e a lembrar os gestos do seu pai.

Mas o carro desenvolveu uma fuga de óleo e a equipa ordenou-lhe para que baixasse o ritmo e abdicasse da vitória a favor de Hill. Queria ter tido tudo, mas não deu. Mesmo assim, foi aplaudido. Tinha sido o melhor cartão de visita que poderia ter tido e todos lhe diziam que tinha herdado o nome e a garra do pai. Três corridas depois, subia ao lugar mais alto do pódio e acabava aquele ano a ser vice-campeão e com quatro vitórias, a melhor temporada de estreia até então, batido onze anos depois por Lewis Hamilton. 

Mas no dia do seu cinquentenário, recordo o seu cartão de visita na Formula 1, aquela tarde australiana onde todos viam um futuro campeão.

Os salários dos pilotos em 2021


A pandemia causou uma enorme perturbação mundo afora, e claro, o automobilismo não é excepção. Todos viram o calendário da Formula 1 virado de cabeça para baixo e a temporada de 2020 a ter de tirar um coelho da cartola com um "plano B" que nos deu Portimão, e 2021 até poderá ter uma espécie de "regresso à normalidade", mas francamente, é esperar para ver, porque rumores sobre alguns cancelamentos persistem por estes dias.

Mas o que a pandemia também afetou na Formula 1 foi nos salários. A Racefans.com publicou hoje os salários dos pilotos desta temporada, e disse que mesmo os pilotos mais bem pagos sofreram cortes neste anos de pandemia. Os melhores exemplos foram Lewis Hamilton, que perdeu dez milhões de dólares, caindo para um salário anual de 30 milhões em 2021. Outro piloto que sofreu um corte, mas este maior, foi Sebastian Vettel, que foi para a Aston Martin ganhar metade do que recebia na Ferrari. Agora, o piloto alemão recebe 15 milhões de dólares nesta temporada, cinco milhões mais que o seu companheiro de equipa, Lance Stroll.

No regresso à Formula 1, Fernando Alonso foi bem pago na Alpine, o novo nome da Renault na Formula 1, e irá receber em 2021 o equivalente a 20 milhões de dólares, quatro vezes mais que Esteban Ocon, seu companheiro de equipa. Com este dinheiro, ele está no pódio dos mais bem pagos, apenas batido por Hamilton e Max Verstappen, que leva 20 milhões para casa. Charles Leclerc, curiosamente, não é muito bem pago: apenas tem um salário anual de 12 milhões.

Contudo, com as equipas a concordarem com um teto orçamental, é provável que também acordem num teto salarial de até 30 milhões de dólares, e poderá ser no seu conjunto, nem tanto o máximo que um piloto possa receber por temporada.

Em contraste, o "rookie" Yuki Tsunoda, da Alpha Tauri, tem um salário anual de 500 mil dólares.

Eis o quadro completo, com os valores em dólares:

Lewis Hamilton (Mercedes) 30 milhões
Max Verstappen (Red Bull) 25 milhões
Fernando Alonso (Alpine-Renault) 20 milhões
Daniel Ricciardo (McLaren) 15 milhões
Sebastian Vettel (Aston Martin) 15 milhões
Charles Leclerc (Ferrari) 12 milhões
Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) 10 milhões
Carlos Sainz Jr. (Ferrari) 10 milhões
Valtteti Bottas (Mercedes) 10 milhões
Lance Stroll (Aston Martin) 10 milhões
Sergio Perez (Red Bull) 8 milhões
Lando Norris (McLaren) 5 milhões
Esteban Ocon (Alpine-Renault) 5 milhões
Pierre Gasly (Alpha Tauri) 5 milhões
Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) 1 milhão
Nikita Mazepin (Haas) 1 milhão
Mick Schumacher (Haas) 1 milhão
George Russell (Williams) 1 milhão
Micholas Latifi (Williams) 1 milhão
Yuki Tsunoda (Alpha Tauri) 500 mil

WRC: Croatas acreditam que terão público


Com duas semanas até à realização da prova, que estreia este ano no Campeonato do Mundo de Ralis, a organização do Rali da Croácia esperam ter público na prova. Quem o afirma é Daniel Saskin, o presidente da comissão organizadora do rali, que deu o exemplo do Rali da Estónia, organizado no passado mês de agosto.

“Na Estónia, no ano passado, as autoridades permitiram que a prova tivesse público em zonas especialmente designadas para o efeito. Acredito que podemos ter público na Croácia. Temos 150 quilómetros de troços, que potencialmente oferecem visibilidade do lado esquerdo e direito da estrada.", começou por comentar.

"Não haverá falta de espaço para manter a distância física, e para isso preparámos protocolos específicos da Covid. Todos os participantes, comissário, marshalls e espectadores (se forem autorizados) terão dos respeitar. Para aqueles que não poderão estar ao pé da estrada, há emissões na Rádio e Televisão croata que acredito que terão uma grande audiência”, concluiu.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Noticias: Montoya aprova as corridas "sprint"


O colombiano Juan Pablo Montoya aproveitou estes dias para falar sobre a situação atual da Formula 1. Atualmente com 45 anos e mais interessado na Endurance, apesar de este ano ir correr as 500 Milhas de Indianápolis num carro da McLaren, façou sobre a situação atual da Formula 1 e como ela se modificou com a chegada dos americanos da Liberty Media. E disse que para além das mudanças em termos de redes sociais e como ela deve ser mostrada para as novas gerações, ele aprova a ideia das corridas "sprint", que poderão ser experimentadas este ano em alguns circuitos, como Silverstone, Monza e Interlagos.   

“A Fórmula 1 tem estado muito interessante desde que a Liberty chegou. Tem havido muitas mudanças. Se entrarmos no paddock, é chocante como agora é muito mais agradável em comparação com o que sucedia antes. É tudo mais sociável, as pessoas são muito mais amigáveis” começou por dizer o colombiano. 

O também vencedor das 500 Milhas de Indianápolis por duas ocasiões falou também dos aspectos competitivos da formula 1 e das diferenças entre a velha e a noa gerência: “Com a chegada da Liberty Media tem sido feito trabalho para equilibrar o plantel, por exemplo as mudanças aerodinâmicas e o teto orçamental. Tudo isto é positivo mas só se mantiverem tudo sob controlo.", começou por afirmar. "Já estive do lado de dentro e por isso tenho a certeza de que as pessoas estão à procura de lacunas. Sempre foi assim, mas acredito que com o tempo vai melhorar. As equipas fazem tudo o que é preciso fazer para vencer.”, continuou.  

Contudo, Montoya tocou ainda num ponto interessante: as corridas de sprint. “Há uma coisa muito importante que está a mudar com as novas gerações, quer nós gostemos ou não. Os tempos de atenção das pessoas estão a ficar cada vez mais curtos. Por isso, não se pode esperar ter pessoas a ver uma corrida na televisão durante duas horas. Pessoas como nós, que amamos o desporto, continuarão a fazê-lo, mas as gerações mais jovens vão ter dificuldades com isso. As corridas de Sprint são o futuro na Formula 1“, concluiu.

Youtube Motorsport Video: Valeria a pena o regresso da Formula 1 ao Nordschleife?

Neste seu mais recente video, o Josh Revell faz a seguinte pergunta: valeria a pena o regresso da Formula 1 ao Nurburgring Nordschleife? O circuito de 23 quilómetros ao longo da floresta de Eifel, que não é usado desde 1976, quando Niki Lauda quase morreu ali, tornou-se numa meca para os apreciadores do automobilismo, especialmente para provas como as 24 Horas de Nurburgring e a ronda do WTCR.

Mas a ideia, embora sendo académica, seria contraproducente. As regras da FIA não permitem isso, e mesmo que permitisse, isso faria com que fosse fortemente modificado, e não só para colocar novo asfalto e escapatórias. Falamos de por exemplo, curvas novas e chicanes, e em suma, o circuito seria totalmente descaracterizado.

E creio que ninguém gostaria de ver o "Nordschleife", o "Inferno Verde", num "Nordscheiße", pois não?

Formula E: Félix da Costa otimista para a jornada dupla de Roma


No fim de semana do regresso da Formula E, com a jornada dupla de Roma, com uma nova configuração do traçado que acontece no centro da cidade Eterna, que não deixa de ser tão técnico como nas edições anteriores, com muitas ondulações, mudanças de elevação e um asfalto bastante irregular. Com o novo carro, o DS E-Tense FE21, em mãos, António Félix da Costa tem grandes expectativas sobre ele, depois do terceiro lugar na segunda corrida de Ad Diriyah.

“Trabalhámos muito no desenvolvimento do nosso novo carro. Na DS Techeetah estamos otimistas e motivados, mas sabemos que todas as equipas deram um passo em frente e acreditamos que também o faremos com o nosso novo carro, em termos de performance numa volta, mas sobretudo na otimização da gestão de energia.", começou por dizer. 

"Vai ser um fim-de-semana intenso, com duas corridas, previsão de possível chuva, pelo que é importante estarmos focados, não cometer erros e procurar a perfeição na qualificação, uma vez que estou no grupo 1 e a pista encontra-se normalmente mais lenta. Vamos lutar para trazer bons pontos para casa!", concluiu.

Em Portugal, as corridas podem ser acompanhadas em direto, tanto no Eurosport, como na Eleven Sports. No sábado, a corrida 1 vai ser pelas 14:30 horas, enquanto a corrida 2, no domingo, a transmissão começa pelas 11:30 horas.

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Formula E: DS estreia novo propulsor em Roma


Depois de um fim de semana interessante em Ad Diriyah, onde conseguiram um pódio com o atual campeão, António Félix da Costa, a DS chega a Roma, palco de uma jornada dupla neste final de semana, com o seu novo propulsor, esperando que com ele, possa manter a liderança no campeonato e os títulos que alcançou nas últimas três temporadas. 

O novo DS E-Tense FE21 tem um desempenho bastante superior ao monolugar que vem substituir, contou com a colaboração dos engenheiros da Total, que trabalharam em estreita colaboração com os engenheiros da DS Performance no desenvolvimento dos melhores lubrificantes e líquidos de arrefecimento, concebidos à medida e ultra-inovadores, segundo diz o comunicado oficial da marca.

Xavier Mestelan Pinon, Diretor da DS Performance, explica o que ai ser esta corrida e as expectativas que tem para a nova evolução do bólido: 

"Para além de se tratar de uma jornada icónica do Campeonato de Fórmula E, Roma será, igualmente, um marco importante para a DS Automobiles. Será neste evento que iremos desvendar o nosso novo grupo motopropulsor que será usado, de acordo com o regulamento, até o final da próxima temporada. Redesenhado no seu todo, representará ganhos significativos em termos de performance. Claro que tudo ainda está por verificar em corrida, mas a equipa está confiante. O DS E-Tense FE21 deverá ser um trunfo definitivo para os nossos pilotos e para a nossa equipa na busca por um novo duplo título!”, concluiu.

Youtube Motoring Video: Um tributo a Sabine Schmitz

O Top Gear colocou esta terça-feira um tributo a Sabine Schmitz, uma das suas apresentadoras, que morreu no mês passado, aos 51 anos, vitima de um cancro. A piloto alemã, que era conhecia por ser "a rainha do Nurburgring", e uma excelente piloto de automóveis - venceu por três vezes as 24 Horas de Nurburgring, quase todas a bordo de Porsches - era uma entusiasta de automóveis.

Neste tributo, aparecem os atuais... e os antigos apresentadores do Top Gear, que de uma certa maneira, fazem um "regresso" ao programa, depois dos eventos de 2014. E todos eles são unânimes: ela adorava o que gostava e sabia guiar. São quase 25 minutos a homenagear, talvez, uma das melhores pilotos de automóveis da sua geração.  

terça-feira, 6 de abril de 2021

Noticias: Corridas sprint poderão ser anunciados em breve


A história das corridas "sprint" está a avançar, e já se fala que o esquema definitivo será anunciado no fim de semana do GP de Imola, a 18 de abril. Stefano Domenicalli, o CEO da Formula 1, disse que as equipas estão na fase final das discussões acerca da ideia, e um teste acontecerá em breve.

“Estamos a finalizar os detalhes finais e o objetivo é que seja anunciado em Imola”, disse o italiano, falando à Rádio Rai 1. “O que gostaríamos de tentar é ter um fim-de-semana mais intenso onde tenhamos uma hora de treino e qualificação na sexta-feira, que decidisse a grelha para a corrida de sprint, que depois decidirá a grelha para a corrida no domingo. Isto gerará mais interesse, algo que foi pedido pelos organizadores e detentores de direitos televisivos.”

Quanto ás provas que servirão de ensaio, as escolhidas poderão ser Silverstone, Monza e Interlagos, embora poderá começar antes, em Montreal. Isto, se a corrida canadiana for adiante. 

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Noticias: Russell elogia Portimão


O GP de Portugal é daqui a quatro semanas, mas o Autódromo de Portimão continua a ser alo de elogios por parte do atual pelotão da Formula 1. Hoje cabe a vez de George Russell, atual piloto da Williams, que elogiou o traçado português, afirmando que caso se queiram inspirar no futuro, o circuito deveria ser usado como referência.   

Numa entrevista à publicação francesa Auto Hebdo, o piloto elogiou a pista portuguesa:

“Adoro esta pista, porque as curvas fluem suavemente e a pista tem grandes mudanças de elevação. O perfil das curvas permite fazer trajetórias muito diferentes, porque as entradas das curvas são bastante largas.", começou por dizer. "Não temos ‘carris’ específicos de trajetória. Isto ajuda realmente muito a ação em pista, uma vez que se pode mudar de posição para evitar ficar na esteira de um concorrente. Algumas das curvas são cegas, mas isso apenas contribui para a diversão de andar nesta pista. As futuras pistas deviam inspirar-se neste traçado”, concluiu.

O GP de Portugal será a 2 de maio, e será a terceira prova do campeonato. 

Youtube Feature Film: A aventura de um canadiano doido

Nos anos 60 e 70, um dos que estavam nas bocas do mundo era Evel Knievel. O acrobata americano dava nas vistas com os seus saltos de mota, saltando contra carros e autocarros em arenas e parques de estacionamento de casinos. Claro, nem todos os saltos corriam bem, e Knievel colecionou a sua quota parte de ossos quebrados e operações, bem como placas de metal que colocavam no seu corpos porque essas partes se tinham tornado muito fracas. Knievel parou de saltar em 1975, mas os seus feitos, que passavam regularmente na televisão, colocaram o seu nome nas bocas do mundo. Bonecos com a sua cara foram vendidos aos milhares nas lojas de brinquedos, e tenho a certeza que, se os jogos de computador existissem nessa altura, certamente fariam jogos com a sua cara.

A maior façanha de Knievel foi em 1974, quando quis saltar o rio Snake, no Idaho, a bordo de um foguete que ele próprio desenhou. A façanha foi filmada em direto na TV e foi um fracasso. Espetacular, mas um fracasso. E felizmente, ele sobreviveu para contar a história.

O que poucos e lembram é que isso fez alargar os horizontes de um obscuro acrobata canadiano. Até ao inicio dos anos 70, Ken Carter não passava de um saltimbanco que pegava em velhos carros e saltava um velhas pistas de terra batida, com algumas mazelas pelo caminho. Até que viu Evel Knievel e o seu salto sobre o rio Snake e teve a mesma ideia, mas mais ambiciosa: saltar o rio São Lourenço, um salto transfronteiriço, já que de um lado era o Canadá, e do outro, os Estados Unidos. O local do salto era em Morrisburg, e ia saltar para uma ilha no estado de Nova Iorque, e a ideia era fazê-lo num carro a jato.

O plano foi traçado em 1975, com a ideia do salto acontecer no ano seguinte. Mas o que viria a ser um mero salto acrobático acabou por virar uma saga onde aconteceu e tudo um pouco, e o final aconteceu a 5 de outubro de 1979, quatro anos depois dos planos iniciais, e sem o acrobata a bordo. Foi outro no seu lugar, e ele ficou com... um pulso partido, três costelas fraturadas e oito vértebras magoadas. E o salto foi um fracasso espectacular, porque o paraquedas abriu antes de tempo. Como no salto do Evel Knivel.

Depois de ver este artigo do Road & Track americana, descobri o documentário sobre ele feito em 1981, que documenta a preparação para o salto, e as várias peripécias que passou, quer na construção do carro, na preparação do local e no financiamento desta empreitada, que tem muito de... louco. Mas ele autointitulava-se de "O Canadiano Louco"...

Já agora: Ken Carter nascera Ken Poljack em Montreal, em 1938, e morreu a 5 de setembro de 1983 em Peterborough, no Ontário, quando fazia um salto sobre uma lagoa num Pontiac Trans-Am movido a jato. 

domingo, 4 de abril de 2021

Youtube Motorsport Video: SuperFormula, Ronda 1, Fuji

A SuperFormula é a competição mais importante de monolugares do Japão. Já foi a Formula 2, a Formula 3000 e agora é a competição onde os pilotos mais importantes do país, mais alguns estrangeiros, estão lá para mostrar as suas cores. Com chassis único, e motores Toyota e Honda, já nem é tanto a competição de acesso à Formula 1, já que há pilotos com mais de 50 anos a participar.

A ronda desta manhã aconteceu no circuito de Fuji e a transmissão foi feita através do canal do Youtube da Red Bull.  

sábado, 3 de abril de 2021

A imagem do dia


Se falamos de design na segunda metade do século XX, grande parte dos entusiastas falam dos italianos: Pininfarina, Giugiaro, Bertone. E não é só os carros italianos como Ferrari ou Lamborghini, também se fala dos outros, como a Fiat, Alfa Romeo e Autobianchi, entre outros. Mas muitos dos mais icónicos carros dos anos 60 e 70, especialmente em França... não eram desenhados por italianos. Boa parte deles vinham da pena de um francês, Robert Opron.

Nascido a 22 de fevereiro de 1932, não se meteu nos automóveis até meados dos anos 60, depois de uma vida bem vivida. Filho de militar, viveu boa parte da sua infância em África devido às colocações do seu pai, e aos 18 anos, contrai tuberculose, que o fe ficar de cama durante mais de um ano. Em 1952, aos 20 anos, regressa a França para primeiro, estudar na  École des Beaux-Arts em Amiens, para um ano depois, pedir transferência para a  École Nationale Supérieure des Beaux-Arts in Paris, onde estudou arquitetura. Quando acabou, desenhou aviões e máquinas de refinamento de açucar antes de em 1958, com 16 anos, ser contratado pela Simca. Mas após três anos, o departamento de design foi eliminado e ele ficou "a mais". Negociou a sua rescisão com uma cláusula onde obrigava a não trabalhar na área por algum tempo, mas no ano seguinte, foi contratado pela Citroen para dirigir o seu departamnto de design.

E tinha uns sapatos bem grandes para calçar: afinal de contas, iria suceder a Fiamino Bertoni, que tinha desenhado, entre ouros, o DS. Tinha feito um concept-car na Simca, o Fulgar, e tinha sido um bom cartão de visita. 

Para ele, a aerodinâmica era importante, afinal de contas, tinha trabalhado na indústria aeronáutica por algum tempo. Mas, mais do que a economia de combustível, também havia o elemento do design e da beleza que atraia aqueles que compravam os automóveis. Mais do que comprar um carro ou adquirir um estatuto, também falavam de um sentimento. De beleza, ergonomia, de atenção. A primeira coisa que fez foi redesenhar o DS, com os seus faróis direcionais, e foi um grande sucesso. Depois, no final da década, decidiu desenhar aquilo que iria ser o modelo de luxo da marca, numa altura em que tinham adquirido a Maserati. Acabou por se tornar no SM, considerado hoje um dos mais belos modelos de automóvel do século XX.

O SM apareceu em 1970, no mesmo ano que começou a ser vendido outro das suas criações: o GS, o carro mais económico da marca. Tal como o DS e o SM, tornou-se um sucesso de vendas e um carro que faia virar cabeças. Em 1971 tornou-se no Carro do Ano, e a marca era das mais prestigiadas da Europa. Mas apesar dos belos carros, e do sucesso de vendas, a crise petrolífera de 1973 foi um choque e a marca ficou em maus lençóis. Foi adquirida pela Peugeot, vendeu a Maserati e no espaço de dois anos, o SM e o DS saiam fora de circulação. 

Mas por esta altura, Opron já estava a desenhar o próximo modelo: o CX. O carro era o sucessor do DS, que tinha marcado durante vinte anos as estradas do mundo, e de uma certa forma, também se tornou num sucesso de vendas e um carro que com uma mistura das linhas do DS e do GS, se tornou no Carro do Ano em 1975 e foi tão moderno e marcante quanto esses modelos acima referidos. E foi fabricado até 1992.

Mas ao mesmo tempo que o carro começava a ser fabricado, a Peugeot decidiu que os serviços de Opron não eram necessários e dispensou-o. A Renault viu o que se passava e foi logo contratá-lo. Ali, redesenhou o Alpine A310, e aproveitou para fazer o Fuego, um derivado do modelo 17 que entrou em produção em 1980. Mas os modelos que marcaram a sua passagem na marca do losango foram os modelos 9 e 11. Ambos começaram a ser produzidos em 1982, e o 9 tornou-se no Carro do Ano, o terceiro da marca. Não ficou parado, e ajudou no desenho do modelo 25, que começou a ser produzido no ano seguinte, com considerável sucesso.

Opron acabou por sair da marca em 1985, mas não sem ajudar no desenho da nova geração do Renault 5, o SuperCinq.

Não ficou muito tempo sem emprego. A Fiat contratou-o, e ele foi o responsável pelo desenho inicial de um protótipo construído em conjunto entre a Alfa Romeo e a Zagato. Este protótipo daria origem ao SZ, Sprint Zagato, que começou a ser vendido em 1989. Lá ficou até 1992, quando chegou aos 60 anos e foi obrigado a reformar-se. Dali até ao ano 2000, tornou-se consultor independente, ajudando a fazer modelos para a Piaggio e a Ligier.

As suas criações são alvo de cobiça e muitos deles estão em museus, não só os de automóveis, mas nos de design. Qualquer uma dessas máquinas são capazes de virar cabeças às pessoas, sempre que se vê um na estrada. De uma certa maneira, essas criações praticamente imortalizam o trabalho de Opron, e todos os desigers o vêm como um exemplo a seguir.

Opron morreu a 29 de março, aos 89 anos de idade e uma vida dedicada ao deseign. Moldou meio século em França e no mundo. Ars lunga, vita brevis. 

WRC: Suninen com um programa alargado


O finlandês Teemu Suninen confirmou esta semana que o seu programa de 2021 no WRC foi alargado de sete para nove provas, embora ele não tenha dito se todos eles serão em Rally1. Em declarações feitas ao site finlandês Rallit.fi, Suninen confirmou que participará da maioria dos ralis do campeonato mundial deste ano, mas é provável que não sejam a bordo de um carro WRC, mas sim em R5. Uma dessas provas novas que irá participar será o Rali da Croácia.

"Certamente haverá pelo menos nove provas este ano. Já me disseram depois do Rali do Ártico que o número inicial de ralis poderia aumentar. A equipa terá conseguido arranjar mais budget. Se eu puder fazer mais ralis, não me importo com os detalhes, mas estou feliz em saber que a equipa ficou contente com as minhas prestações", referiu.

Apesar da felicidade, os resultados não tem sido magníficos. Uma desistência no Rali de Monte Carlo e um dececionante oitavo posto no Rali Ártico, apesar de a Ford ter dito que iriam gastar todo o dinheiro no desenvolvimento do carro para 2022, não foram obstáculo para o alargamento do programa de Suninen no WRC, pois nem Gus Greensmith, nem Adrien Fourmaux tem a experiência suficiente para ajudar no desenvolvimento do carro.

Quanto à sua participação no rali croata, apesar de não ter nem negado, nem confirmado, ele pretende estar lá para tirar notas e saber como ele é, para, segundo ele refere, participações futuras. Mas nada garante que ele esteja já neste ano com um Rally3, por exemplo...

"Quero ir lá [à Croácia] para experimentar os troços e fazer anotações para o futuro. Se o rali croata está previsto para os próximos anos, é bom conhecer as provas. Além disso, poderia afinar a trabalho de equipa com o meu novo navegador, Mikko Markkula", concluiu.

Noticias: Bahrein quer acolher a pré-temporada de 2022


Depois de ter acolhido a pré-temporada no mês passado, três semanas antes do primeiro Grande Prémio, o Bahrein deseja acolher de novo a Formula 1. Esse desejo foi afirmado pelo diretor executivo do circuito de Shakir, Sheikh Salman bin Isa Al Khalifa, após a realização do Grande Prémio, no passado domingo.

“Lembro que em 2014 fizemos o teste”, começou por dizer em declarações ao site racefans.com. “Esse teste foi um pouco mais curto, então durou apenas três dias. Espero que no próximo ano possamos ter um teste adequado com os novos motores e carros novos. ”

Mudar o teste deste ano para o Bahrein "fazia sentido com tudo o que estava por vir. Com [o que aconteceu] na Austrália e tudo isso, ter o teste de pré-temporada, ter a rodada de abertura, simplesmente fez sentido.”

Contudo, ele admite que isto não passa de uma intenção, e as conversações com a FOM ainda não começaram.

“Eles não mencionaram isso, mas para mim, é algo que gostaríamos de ver na pista. Acho que este teste de pré-temporada [e] ronda de abertura fez sentido. Não sei o que a Austrália está fazendo ou outros eventos, mas ouvi dizer que eles estão tentando mudar para uma data posterior. ”, concluiu.