domingo, 19 de outubro de 2008

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana tem, obviamente, a ver com a formula 1, e com o GP da China. Com a Formula 1 perto do fim, temos uma fotografia em grande plano de Lewis Hamilton, comemorando a sua vitória em Xangai e um título a condizer: "A um passo do título". Os sete pontos de vantagem em relação a Felipe Massa significam que o piloto inglês já tem sete dedos na taça do campeão...


Em noticias menores (sem fotografia), temos referências a um título alcançado por Rodrigo Galego nos Formula 1 Históricos. Ele que conduz o March 761, de 1976, onde Ronnie Peterson venceu o GP de Itália daquele ano. Para além disso, outra chamada sobre a Formula Superleague, que levou este fim de semana 20 mil pessoas ao Autódromo do Estoril...

Formula 1 - Ronda 17, China (Revista da Blogosfera)

Depois do chato e suporífero Grande Prémio da China, no Autódromo de Xangai, e da vitória categórica de Lewis Hamilton, que o coloca a somente quatro pontos do seu título mundial, seria interessante saber o que se escreve na Blogosfera, especialmente no Brasil, pais onde o campeonato de 2008 terá o seu encerramento. Ainda por cima, com Felipe Massa a arriscar perder este campeonato...

"Lewis Hamilton até que foi bonzinho ao dizer que sua vitória no Grande Prêmio da China foi “moleza”. Foi um verdadeiro massacre, isso sim. Com exceção do treino livre do sábado de manhã – que sempre traz resultados estranhos –, o inglês terminou todas as sessões em primeiro lugar. Marcou a pole-position, escapou na frente na largada e venceu tranqüilamente, registrando a melhor volta pelo caminho. Baita performance.

Do outro lado do ringue, uma Ferrari que esteve completamente perdida em Xangai, com um carro mal acertado e que inspirava pouca confiança em seus pilotos. Ainda assim, Felipe Massa conseguiu minimizar o prejuízo cruzando a linha de chegada em segundo lugar e levando a decisão da temporada para Interlagos. A “sua” Interlagos, onde viveu o dia mais emocionante de sua carreira ao vencer o GP do Brasil de 2006.

(...)

Depois da corrida, na entrevista obrigatória para a televisão, Massa estava com cara de poucos amigos e absoluto desânimo. Sua meta para a China era a de diminuir a diferença na tabela, e vê-la aumentada não foi fácil de digerir. Pouco depois, quando falou com os brasileiros, estava bem mais tranqüilo, sorridente e fazendo brincadeiras. O discurso seguia a linha do “lutar enquanto houver chance” e da “esperança é a última que morre”.


(...)


A expectativa é de uma Ferrari superior em Interlagos e a equipe trabalha para obter uma dobradinha. Ainda assim, pode não ser suficiente para dar o título a Massa – Hamilton precisaria ficar abaixo do quinto lugar em caso de vitória do brasileiro. Mas as corridas recentes mostram que o inglês e sua equipe também falham. Como em Fuji, quando bastou ver um adversário à sua frente para Hamilton perder um parafuso e cometer um erro significativo. Ou mesmo em Xangai, quando a McLaren passou o ridículo de se embananar na montagem dos pneus no carro de Heikki Kovalainen, que vinha de uma quebra de motor na corrida anterior e sofreu um novo problema hidráulico na China.


É difícil, mas se acontecer no carro de Hamilton...

Luiz Fernando Ramos, Blog do Ico

"Eram onze as arquibancadas do início da grande reta, imensas, completamente vazias. No lugar de pessoas, grandes outdoors que se prestam à divulgação da feira mundial do próximo biênio, a ocorrer na metrópole que abriga o circuito.

É fato que os chineses não ligam muito para esse ocidentalismo chamado ‘corrida de automóvel’, de modo que o governo de Xangai, que mandou construir um autódromo moderníssimo e megalômano em troca de quase meio bilhão de euros (depositada na conta de Herr Tilke), aparentemente desistiu de bancar essa caríssima brincadeira após o término do contrato. A própria transmissão registrou que o restante das arquibancadas só foi preenchido pela paquidérmica delicadeza estatal, exatamente como nas Olimpíadas deste ano.

Não culpemos Xangai, nem, sequer, os chineses. O GP da China da noite passada foi – que me perdoem os maoístas – de uma burocracia soviética. O mais próximo que a Fórmula 1 já chegou de “um conto, declamado por um idiota, cheio de som, sem sentido algum” em tempos recentes. E sem fúria também.Isso é o que dá quando se coloca os carros para correr não em uma pista de verdade, mas em um imenso outdoor. (...)"


"O GP da China deixou a Ferrari de olhos em bico, muito por causa do domínio avassalador do Hamilton, que hoje levou o primeiro lugar e a melhor volta, para juntar à pole de ontem.

Não só os carros vermelhos estiveram fraquinhos, como o inglês da Mclaren esteve imperial, irreconhecível para melhor, em comparação com a vaca-louca do Japão. Mesmo com tantos erros ao longo da temporada, a verdade é que no global tem sido o melhor piloto do pelotão. Se for para ele, o caneco fica bem entregue.Com sete pontos de vantagem, só mesmo um milagre é que tirava o título ao inglês na última corrida do ano, mas como o outro candidato é paulista e a corrida é na terra do samba, tudo é possível, afinal de contas há muita gente que afirma que Deus é brasileiro."


Monotonia.

A palavra chave deste GP não poderia ser outra mesmo.

A China, melancolicamente sediou um dos GP´s mais monótonos desta temporada. Pau a pau com a Malásia, não por acaso, no horizonte onde os olhos dos homens que controlam a categoria enxergam o futuro da F1.

O fato é que devo ser pé frio. Foi só assumir a torcida por Massa e pela Ferrari – na falta de um bom carro e um bom piloto na Williams – e nada funcionou mais.Nesta madrugada a equipe de Maranello não foi nem sombra ante a superioridade da McLaren de Lewis Hamilton.

Kovalainen não conta. Mesmo tendo vencido sua primeira corrida, é melhor esquecer muito bem esquecido esta temporada. Durante todo o fim de semana – os treinos de sexta não importam – Lewis sobrou. Tanto que fez pole, melhor volta e ganhou a corrida.

Massa e Kimi tiveram problemas de equilíbrio nos carros vermelhos. E mesmo quando, de tanque mais vazio o carro se equilibrava e rendia melhor, bastava Lewis ser avisado pelo rádio ou pelas placas e lá ia o inglês baixar novamente os tempos e manter a diferença dentro dos sete segundos. Estabelecendo assim a verdade chinesa: Lewis Hamilton sobrou!

Ron Groo, Blog do Groo

(...)

Agora, só resta Interlagos. Foi um campeonato marcado por erros e corridas estranhas, muitas vezes decididas fora das pistas. Hoje a corrida foi mais tranqüila e Hamilton aproveitou o seu domínio para vencer novamente e espantar, parcialmente, o fantasma que lhe atormenta desde o ano passado. O inglês tem os mesmos sete pontos que tinha de vantagem com relação a Kimi Raikkonen no ano passado, mas não restam dúvidas de que psicologicamente Lewis está melhor posicionado em comparação a 2007. Massa pode usar o seu retrospecto para vencer em Interlagos, mas não depende unicamente de si para ser campeão. Resta torcer para que o fantasminha de 2007 volte a atormentar Hamilton no Brasil.

João Carlos Viana, jcspeedway

WSR - Barcelona (Corrida 2)

A temporada de 2008 da World Series by Renault terminou esta manhã no circuito espanhol de Barcelona, com uma vitória do argentino Esteban Guerreri, e um nono lugar para o português Filipe Albuquerque, que cumpre o objectivo de pontuar em todas as corridas em que participou no campeonato deste ano.

Largando do décimo lugar da grelha, e dispondo de um carro que não está ao nível dos mais rápidos, o jovem conimbricense fez tudo o que podia para dar mais pontos à Épsilon Euskadi, tarefa que conseguiu cumprir com êxito.


Só posso estar contente com o que fiz. Consegui colocar em todas as corridas que fiz a equipa nos pontos, algo que não era habitual. Eles ficaram satisfeitos com o meu desempenho e têm consciência que neste momento o carro tem de evoluir muito para poder discutir os lugares da frente”, começou por dizer no final da corrida.

Larguei de décimo e mantive-me sempre por esses lugares. Em piso seco o carro não dá para mais. Aliás penso mesmo que fiz um pouco mais do que ele permite. Normalmente só ficamos satisfeitos com os pódios e as vitórias, mas estas corridas em que não temos andamento para ganhar são também importantes e podem dar frutos no futuro. Ontem ainda deu para brilhar, mas hoje no seco o carro não permitia mais”, continuou o piloto que alinha pelo A1 Team Portugal.

Na corrida desta manhã, para além de Guerreri, o vencedor, o inglês James Walker e o canadiano Robert Wickens acompanhram-no no pódio. Para Filipe Albuquerque, estes dois fins-de-semana em que alinhou nas World Series by Renault foram "importantes para ganhar ritmo. Agora vou melhor preparado para a próxima prova do A1 GP na China, onde espero conseguir um bom resultado." concluiu.

Formula 1 - Ronda 17, China (Corrida)

Hoje, em alguns aspectos, iria ser um dia decisivo para a aribuição do título Mundial de pilotos para 2008. Iriamos ver se Lewis Hamilton iria ficar à beira do seu título mundial pela McLaren, o primeiro desde 1999, ou então se ele o iria desperdiçar, como no ano passado, e daria quase de bandeja esse título mundial a Felipe Massa.


Afinal... o inglês portou-se bem. Do seu primeiro lugar conquistado na grelha, manteve a cabeça fria e ganhou uma vantagem na partida do qual não mais a abandonou até à bandeira de xadrez, vencendo categoricamente e sem erros o GP da China, ficando com sete pontos de vantagem sobre Massa. Ou seja: Hamilton tem 70 por cento de favoritismo para Interlagos.


Curioso: no ano passado, Kimi Raikonnen tinha exactamente essa diferença para Lewis Hamilton, e acabou campeão do Mundo em Interlagos. Certamente os camaradas brasileiros não se esquecerão dessa coincidência nas duas semanas que se seguem, mas também quero relembrar que os relâmpagos não caem duas vezes no mesmo sítio...


De resto, esta corrida foi uma chatice absoluta. Não houve muita emoção, apesar de ter havido muitas ultrapassagens e algumas situações no limite, como a batida na partida entre Sebastien Bourdais e Jarno Trulli, ou o furo de Heiki Kovalainen, entre alguns outros.


Depois dos pilotos que subiram ao pódio (Hamilton, Massa e Raikonnen), o quarto lugar foi para Fernando Alonso, que lutou durante algum tempo com Heiki Kovalainen por esse lugar, terminado quando o finlandês sofreu um furo, e os BMW de Nick Heidfeld e Robert Kubica, que com este quinto e sexto lugares, obtiveram um bom resultado. Contudo, para o piloto polaco, isto significa que está matematicamente fora da luta pelo título, o sétimo lugar do Toyota de Timo Glock, e a fechar os pontos, o segundo Renault de Nelson Piquet Jr.



E agora saimos da China para rumarmos a Brasil. Dentro de duas semanas em Interlagos, tudo será decidido. E muito provavelmente será feita história...

GP Memória - Marrocos 1958

A corrida final do campeonato de 1958 iria acontecer num local completamente novo: Marrocos. Era a primeira vez na sua história que a Formula 1 ia para paragens africanas, ainda por cima num país que há menos de dois anos tinha alcançado a independência, logo, o GP de Marrocos era provavelmente o primeiro grande evento desportivo mundial a ter lugar naquele país.


Era um campeonato renhido, mas todos sabiam que dali, um inglês iria ser campeão do Mundo, o primeiro vindo das terras de Sua Majestade. Mike Hawthorn, no seu Ferrari era o líder, com 35 pontos, contra os 32 de Stirling Moss. O piloto da Vanwall tinha que ganhar e fazer a volta mais rápida (na altura, contava um ponto), e esperar que Hawthorn não conseguisse mais do que a terceira posição, para ser coroado o novo campeão do Mundo. Era difícil, mas possível. Para isso contava com a ajuda dos seus companheiros na Vanwall, Tony Brooks e Stuart Lewis-Evans.


No lado da Ferrari, Para além de Hawthorn a Scuderia tinha levado para Casablanca o americano Phil Hill e o belga Olivier Gendebien. Três contra três, Vanwall contra Ferrari, tudo podia acontecer, pois o título de construtores também estava em jogo.


Outras equipas também estavam em Marrocos. A BRM levava quatro carros, para o americano Harry Schell, para o inglês Ron Flockhart, para o sueco Jo Bonnier e para o francês Jean Behra, que tinha ganho aqui no ano anterior, ainda a corrida era extra-campeonato. A Cooper levava três carros, um para o francês Maurice Trintignant, outro para Roy Salvadori e o terceiro para Jack Fairman, ambos britânicos. A Maserati tinha três carros, dois inscritos pela Scuderia Centro-Sud, para Wolfgang Seidel e Gerino Gerini, e um terceiro, inscrito pela Ecurie Jo Bonnier, para Hans Hermann. Por fim, a Lotus levava dois carros, para Cliff Allison e para Graham Hill.


Para além destes carros, estavam inscritos seis carros de Formula 2, todos Cooper. Um era pertencente a Jack Brabham, e outro para o jovem neozelandês Bruce McLaren. Os outros quatro eram para Robert de la Caze e André Guelfi, dois pilotos locais, para o inglês Tommy Bridger e para o francês Francois Picard.


Os treinos mostraram a luta pelo título, pois Hawthorn marcou a pole-position, mas Moss não estava muito longe. Aliás, estava a seu lado, na segunda posição! O terceiro era o segundo Vanwall, de Stuart Lewis-Evans. Nos lugares seguintes, ficavam o BRM de Jean Behra, o segundo Ferrari de Phil Hill e o seu companheiro, o belga Olivier Gendebien.


No dia 19 de Outubro de 1958, perante dezenas de milhares de pessoas e o Rei Mohamed V, deu-se a partida da corrida de encerramento do campeonato de 1958. Na partida, Moss salta para a frente, com Phil Hill logo atrás, numa surpreendente segunda posição. Hawthorn era terceiro e Bonnier o quarto. No final da terceira volta, Hill despista-se numa curva, e cai para o quarto posto. Logo regressa à pista e consegue apanhar o sueco da BRM, e fica no terceiro lugar. Neste momento, Moss, apesar de estar na frente, não ganha o título, pois os dois Ferrari estão logo atrás… Entretanto, Brooks tenta apanhar os da frente, mas no final da 11ª volta, o seu motor rebentou. Enquanto isso, Moss estabelecia a volta mais rápida da corrida, o que lhe dava um ponto extra, mas isso não era suficiente, pois Hawthorn tinha que ser terceiro para declarar campeão.


Enquanto isso, Stuart Lewis-Evans era o quarto, e tentava apanhar os dois Ferrari, para ajudar Moss. Mas no final da volta 41, o seu motor explodiu, tal como Brooks. Mas quando o motor rebentou, também vazou óleo, que colocou o carro em chamas. Como tinha motor à frente, Lewis-Evans saiu do carro como se fosse uma tocha humana. Socorrido pelos comissários, foi levado para o hospital, e dali para a Grã-Bretanha, no avião privado de Tony Vandervell. Contudo, as queimaduras de Lewis-Evans revelar-se iam fatais e morreria seis dias depois.


Enquanto o drama acontecia mais atrás, Moss fazia a sua parte, liderando a corrida. Mas Hawthorn era o segundo classificado, e isso era o suficiente para se sagrar campeão do Mundo, caso chegasse ao fim. Phil Hill era o terceiro, e as coisas se mantiveram assim até à meta. Nos restantes lugares pontuáveis ficavam Jo Bonnier e Harry Schell, nos seus BRM.


Para Hawthorn, era a sua hora de consagração. Assim, poderia cumprir a promessa que fez no momento da morte do seu “Mon Ami, MatePeter Collins, em Nurburgring, e retirar-se da competição. Tornara-se no primeiro piloto britânico a ganhar um título muyndial de Formula 1, e foi um feito sobreviver a uma temporada que viu morrer dois dos seus companheiros na Ferrari: Luigi Musso e Peter Collins. Infelizmente, não iria gozar muito o título, pois três meses depois, em Janeiro de 1959, iria morrer ao volante do seu Jaguar perto de Guilford, no Surrey…

Fontes:


http://en.wikipedia.org/wiki/1958_Moroccan_Grand_Prix
http://www.grandprix.com/gpe/rr075.html

sábado, 18 de outubro de 2008

Um reflexo da crise...

Ando a ver dezenas de fotografias como esta: cadeiras vazias no Autódromo de Xangai, reflexo de um desporto que é cada vez mais caro e do qual os organizadores se queixam cada vez mais de que não dão lucro. Mesmo a China, com o seu mercado de 1.2 mil milhões de pessoas, tem um preço de bilheteira que deve fazer escapar as pessoas dos circuitos, perferindo o conforto do lar.


Eventualmente, no dia da corrida, as coisas se possam compôr um pouco. Mas isto não disfarça a crise económica e os custos galopantes de um fim de semana de Grande Prémio. Mais do que cortar nos custos do material do qual são feitos os carros de Formula 1, e de redistribuir os lucros televisivos de forma igualitária pelas equipas, para evitar o abandono de algumas delas, e atrair outras, que tal baixar os preços dos bilhetes ao fim de semana, para evitar mais exemplos como os de Magny-Cours?

WSR - Barcelona (Corrida 1)

A World Series by Renault tem este fim de semana a sua jornada dupla de encerramento, no circuito espanhol de Barcelona, e na primeira corrida desta tarde, o português Filipe Albuquerque foi a figura de destaque, ao efectuar uma corrida, a todos os efeitos, excepcional.


O piloto de Coimbra, que corre com as cores da Epsilon Euskadi, partiu esta tarde do 19º lugar da grelha, depois de uma má qualificação, devido à chuva, e com queixas sobre o carro, devido à falta de velocidade de ponta. Contudo, a corrda foi excepcional, a todos os efeitos. No momento da partida, Albuquerque ganhou sete lugares, algo que continuou, depois de uma situação de Safety Car. No final da corrida, Albuquerque terminou em quarto lugar, colado ao segundo e terceiro classificados, o que indicaria que o pódio era possivel, caso tivesse melhor sorte na qualificação.


Mesmo assim, no final da corrida, o piloto do A1 GP Team Portugal não escondia a satisfação. “Foi uma corrida excelente. Arranquei muito bem, ganhei logo sete lugares na primeira curva e depois voltei a ganhar alguns lugares quando o safety car saiu, depois de ter entrado logo na primeira volta, na sequência de um incidente atrás de mim”, afirmou.


A corrida foi ganha pelo francês Julien Jousse, que foi acompanhado no pódio pelo russo Mikhail Aleshin e pelo canadiano Robert Wickens., que como já foi dito, foram assediados pelo carro de Albuquerque. O brasileiro Fabio Carbone, vice-campeão este ano, foi o quinto. Amanhã ocorrerá a corrida mais longa, de 26 voltas e com uma paragem obrigatória na boxe.

Formula 1 - Ronda 17, China (Qualificação)

Lewis Hamilton, definitivamente, quer resolver a contenda pelo título este fim de semana, no Autódromo de Xangai. Uma volta perfeita na Q3 deu-lhe a "pole-position" no GP da China, tendo a seu lado o Ferrari de... Kimi Raikonnen.

"Correu tudo como o previsto", afirmou Hamilton no final do treino, "e tanto eu como a equipa estamos muito determinados. A minha primeira tentativa no Q3 não foi muito boa, mas a última volta foi tão perfeita quanto o possível. Este resultado demonstra que estou a lidar bem com a pressão e, também que, apesar de não termos conseguido um bom resultado na última corrida conseguimos, aqui, reverter a situação.", concluiu.

Este excelente fim de semana de treinos e qualificações para Hamilton, não deu muitas hipóteses para a Ferrari, que apesar de ter colocado os seus carros na segunda e terceira posições, com Felipe Massa, o piloto brasileiro ficou a mais de meio segundo do inglês. Isto também pode significar que Massa tem um depósito um pouco mais pesado, tentando parar mais tarde do que Hamilton e Raikonnen.

"Tive de lutar bastante para conseguir fazer uma boa volta e fiquei com a sensação que os pilotos da McLaren estiveram mais à vontade. A minha derradeira volta não correspondeu às expectativas porque foi difícil conseguir o balanço adequado mas, curiosamente isto só aconteceu no Q3, já que no Q2 esteve tudo bem. Mas como temos sempre uma afinação de corrida melhor do que na qualificação estou convicto que amanhã vou ter um carro bom que me permita ganhar posições logo à partida e fazer uma boa prova.", disse o piloto brasileiro.

No quarto posto ficou o Renault de Fernando Alonso, que conseguiu bater o segundo McLaren de Heiki Kovalainen, e tal como Massa, tem um depósito mais pesado, com o objectivo de parar mais tarde. Mark Webber foi sexto, mas vai cair dez posições devido à troca de motor durante a sessão de treinos, e nessa posição vai ficar o BMW Sauber de Nick Heidfeld, que desta vez, passou Robert Kubica, que não foi além do 11º tempo, falhando a passagem para a Q3.

Sebastien Vettel vai partir do sétimo posto, enquanto que Jarno Trulli será o oitavo, no seu Toyota. A fechar o "top ten" estão o segundo Toro Rosso de Sebastien Bourdais e o Renault de Nelson Piquet Jr.

Amanhã, pelas sete da manhã, hora de Lisboa, o título pode ser decidido. Ou então, fica tudo adiado para Interlagos...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A História do propulsor unico...

A FIA anunciou hoje que abriu concurso para a construção de um propulsor unico, para introduzir na Fórmula 1 a partir de 2010. Um comunicado da entidade federativa afimou que os restantes pormenores serão anunciados durante o dia.

Um responsável da FIA afirmou, porém, que cada construtor poderá construir o seu próprio motor, desde que o faça de acordo com as especificações da entidade que concebeu o propulsor único. Em suma... Ferrari, Mercedes, BMW, Toyota, Honda... podem desenhar o seu motor, desde que seja igualzinho ao motor do vencedor do concurso, que poderia ser, vamos supor, a Renault. Ora, isso é algo que não deverá agradar muito às marcas actualmente representadas na Fórmula 1, como já afirmou Mario Thiessen, o responsável da BMW: ”No que diz respeito a motores e a redução de custos, somos a favor do corte dos budgets, mas não estamos satisfeitos com a possibilidade de introduzir um motor único”.

Vamos a ver... a Formula 1 precisa de emagrecer para sobreviver, isso sim. Circuitos vazios (alguém viu as fotos de hoje em Xangai?), receitas deficitárias, e em casos extremos, corridas canceladas como em França. Mas transformar a categoria num monomotor, isso significaria a morte da Formula 1, tal como a conhecemos. Não querem fazer uma categoria monomarca, com um chassis unico? Seriamos iguaizinhos à IRL, sem tirar nem pôr...


Mas enfim, não acredito nisso. Acho até que é uma "moeda de troca" com a Federação dos Construtores a FOTA, para que cheguem a uma espécie de acordo em relação à quebra de custos. Tal como está, sem mexer, esta categoria entra em perigo de extinção. Mas Pelo Amor da Santa, não aceitem as ideias deste Mosley!

Noticias: Force India vai manter a dupla para 2009

A Force India anunciou hoje em Xangai que vai manter a mesma dupla para a próxima temporada, apesar de alguns rumores apontarem para a substituição de um dos pilotos pelo escocês Paul di Resta, que corre actualmente no DTM, o campeonato alemão de Turismos, e que esta semana testou num McLaren.


Numa conferência de imprensa antes dos treinos livres do GP da China, Vijay Mallya, o patrão da equipa, afirmou que "deixei bem claro que estou contente com o Adrian [Sutil] e com o Giancarlo [Fisichella] e que eles irão continuar em 2009".


Apesar dos esforços para melhorar a competitividade do conjunto indiano, a Force India é a única equipa que ainda não conseguiu qualquer ponto nesta temporada.

Formula 1 - Ronda 17, China (Treinos)

Aparentemente, Lewis Hamilton quer resolver a contenda agora, na China. E melhor prova disso é ele liderar a tabela de tempos em ambos os treinos livres que decorreram esta manhã no Autódromo de Xangai.

Na primeira sessão de treinos, Hamilton ficou na frente, com o tempo de 1.35,630 segundos, mais 320 centésimos de Felipe Massa, o segundo classificado (1.36,020). A segunda fila ficou finlandesa: Kimi Raikonnen (que faz anos hoje) foi o terceiro, com o tempo de 1.36,052 segundos, enquanto que Heiki Kovalainen foi o quarto (1.36,103). Robert Kubica e Fernando Alonso partilharam a terceira fila, com o polaco da BMW a levar a melhor sobre o espanhol da Renault (1.36,507 contra 1.36,661)

A fechar o "top ten" ficaram o alemão Nick Heidfeld (BMW Sauber), o francês Sebastien Bourdais (Toro Rosso), o brasileiro Nelson Piquet Jr. (Renault) e o alemão Sebastian Vettel (Toro Rosso).

Na segunda sessão de treinos, o piloto britânico foi mais uma vez o mais rápido nas voltas ao circuito chinês, com o tempo de 1.35,750, 274 centésimos à frente do Renault de Fernando Alonso (1.36,024). Na segunda fila, ficou o segundo Renault de Nelson Piquet Jr. e o Toyota de Jarno Trulli.

Felipe Massa, no seu Ferrari, desta feita não seguiu o seu adversário na corrida ao título por perto, não conseguindo mais do que o sexto tempo, ficando a sete décimos de segundo de Lewis Hamilton. Quanto a Kimi Raikonnen, não foi além do oitavo tempo, atrás do Toro Rosso de Sebastien Bourdais. A fechar o "top ten" ficaram Nick Heidfeld e o Williams de Nico Rosberg.


Amanhã, pelas sete da manhã, hora de Lisboa, saber-se-á quem partirá do primeiro posto. E já digo isto: a primeira curva do circuito de Xangai não é pera doce!

IRL: Mais propulsores a caminho?

Agora que a CART e a IRL se juntaram para criar a Indy Car Series, a série só pode crescer. E a ideia agora é de fazer uma categoria multimotor, já que hoje em dia, todos os carros são propulsionados pela Honda.


Pois bem: em 2011, essa hipótese pode ser uma realidade. Segundo o site do canal americano Speed TV, a Porsche, a Audi e a Alfa Romeo estão interessadas em juntar-se à categoria a partir dessa temporada, para fornecer motores, juntamente com a marca japonesa. A ideia era de fornecer motores Turbo, de quatro cilindros em linha.


Porsche e Alfa Romeo já se envolveram na Indy, nos anos 80 e 90, com resultados diferentes. Se a marca de Estugarda até conseguiu bons resultados, com o italiano Teo Fabi ao volante, vencendo uma prova, já a marca de Varese, agora integrada no grupo FIAT, teve uma passagem desastrosa, como conta o lendário engenheiro inglês Mo Nunn: "Começamos com um velho motor Ferrari, que adaptamos. Depois, ao ver que o propulsor era ruim, a Alfa decidiu começar do zero, mas o projetista nunca foi em uma corrida. O bloco e o cabeçote do motor eram uma peça só e foram destruídos no dinamômetro. Com isso, ele nunca foi para a pista" afirmou.


"Ela gastou, se não me engano, cerca de US$ 125 milhões por três anos. Mas o projeto acabou não durando nem duas temporadas. Entretanto, a Alfa não veria problemas em retornar à categoria", garantiu, em declarações captadas pelo site brasileiro SRZD.


Quanto a Audi, que está a ter sucesso em Le Mans e na American Le Mans Series, caso fossem para a frente, seria uma estreia neste tipo de competição.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Noticias: "Formiga" na Winter Series da Renault

António Felix da Costa vai correr em Inglaterra, na Winter Series da Formula Renault. O anuncio foi feito hoje em Lisboa.

O "Formiga", que foi este ano vice-campeão na categoria North European Competition (NEC), e logo no seu primeiro ano em monolugares, vai estar integrado na equipa CR Scuderia, que foi a campeã britânica de 2008. Esta "Winter Series" vai ser disputada nos dois primeiros fins- de-semana do próximo mês de Novembro, em circuitos ingleses como Rockingham, pista onde o piloto português já testou.

António Felix da Costa mostra-se confiante, como é seu timbre, tendo comentado: "Este treino foi importante pois adaptei- me muito bem e, no final do dia, bati o record da pista para surpresa de todos. A equipa é muito profissional e tem um grande espírito vencedor", revelou.

O programa definitivo para 2009 está em fase final de negociação, sendo certa a presença do jovem talento de Cascais nos dois mais competitivos e prestigiados campeonatos de Formula Renault 2.0, a disputar em 2009, o Eurocup e o NEC, onde este ano foi o segundo classificado.

O "Formiga" confidenciou ainda que "tenho trabalhado muito e tenho uma sólida estrutura por trás que muito me apoia e motiva, pelo que só tenho de fazer aquilo que mais gosto e concentrar- me no meu programa de preparação para 2009", afirmou.

Os 25 anos do bi-campeonato de Nelson Piquet

Nem me lembrava, mas ontem comemorou-se o 25º aniversário do GP da Africa do Sul de 1983, a corrida que deu o bi-campeonato a Nelson Piquet, depois de ter acabado a corrida na terceira posição, concedendo a vitória ao seu companheiro de equipa, Riccardo Patrese.


Foi uma corrida onde Alain Prost desistiu na volta 35, vítima do motor, e onde também disputou a sua última corrida pela marca do losângulo, pois foi logo despedido pela marca. Um movimento que foi devidamente aproveitado por Ron Dennis para o contratar para a temporada de 1984, onde começaria a sua saga na McLaren, conquistando três títulos mundiais, e perdendo outros tantos...


Escrevi um post sobre a corrida no ano passado. E já agora, se querem saber como foi o ambiente nos dias anteriores à corrida sul-africana, podem ver esta matéria do Pandini GP, colocada há quase um ano. Não tem nada, mas MESMO nada a ver com aquilo que vemos actualmente...

WSR - Barcelona (Apresentação)

A World Series by Renault vai ter o seu fim de semana de encerramento no circuito espanhol de Barcelona, numa altura em que o campeonato está decidido a favor do holandês Gierdo van der Garde, e onde o português Filipe Albuquerque tem a sua oportunidade de brilhar, depois de ter conseguido pontuar nas duas corridas do Estoril.


Para o piloto de Coimbra, a corrida do Estoril apresentou algumas dificuldades de adaptação, sobretudo porque estava parado há vários meses e porque o carro das World Series deste ano é diferente do que tripulou em 2007, campeonato no qual terminou na quarta posição.


O novo monolugar é diferente em muita coisa. A travagem foi melhorada com a ajuda da aerodinâmica, nas zonas lentas saímos melhor porque houve um aumento de potência e sobretudo conseguimos passar mais depressa nas curvas rápidas”, explica Filipe Albuquerque.

O fim de época é em Barcelona, um traçado que o jovem piloto português conhece e gosta. “Esta é uma pista que eu conheço e de que gosto. O facto de ter corrido no Estoril permitiu-me ficar a conhecer o carro e essa prova, juntamente com a do A1 GP em Zandvoort, permitem-me ter agora um ritmo de corrida melhor. Tenho de ser realista, porque entrei nesta competição na fase final da temporada, numa altura em que todos conhecem muito bem os monolugares e estão com um ritmo de corrida elevado, mas espero poder lutar por uma posição de destaque, pelo que vou lutar por um lugar nos cinco primeiros e quem sabe subir ao pódio”, concluiu.