segunda-feira, 9 de maio de 2011

Armindo Araujo: "Não falta potencial no Mini"

Foi um rali exigente para Armindo Araujo: carro novo, chegado em cima da hora e sem possibilidade de fazer testes. Aliado a isso os problemas tipicos de juventude do carro, que o fizeram com que andasse com uma toada cautelosa ao longo de todo o rali, o piloto português esteve muito mais preocupado em levar o seu carro até ao fim do que propriamente atacar e lutar pelos pontos.

Em suma, o 12ª lugar final não foi mais do que uma longa adaptação de Armindo ao seu novo carro, e encarou este rali como um longo teste. Algo que criou polémica nos Fóruns de automobilismo nacionais, onde ao longo do fim de semana foi fortemente atacado pelos "campeões da Playstation", que o consideraram como frouxo, ignorando completamente - ou querendo ignorar - que nas atuais circunstâncias, Armindo não poderia aspirar a mais.

"Durante três dias ultrapassamos com tranquilidade alguns ligeiros problemas que foram aparecendo e foi muito importante termos realizado todos estes quilómetros com o novo MINI WRC. Não tivemos uma tarefa nada fácil, isso ficou visível pelo andamento que aplicámos, mas agora posso afirmar que tenho um conhecimento maior do carro que me permitirá abordar os testes, que faremos dentro de dias, com a noção do que é preciso fazer para sermos mais competitivos", começou por dizer o piloto de Santo Tirso em declarações à Autosport portuguesa.

"Criamos uma nova base e a partir daqui vamos trabalhar em cima das ilações que recolhemos aos longos destes três dias de prova. Temos de colocar o MINI WRC mais eficaz pois potencial não lhe falta. Só conseguiremos encontrar o rumo certo se formos suficientemente capazes de perceber que por vezes quando parece que demos um passo atrás estamos a criar condições para dar um grande salto em frente", concluiu.

Agora, Armindo Araujo irá regressar aos ralis no mês que vêm, para disputar o Rali da Acrópole, em mais uma etapa na sua evolução dentro do seu Mini WRC. E pode ser que desta vez, os "campeões da Playstation" se calem de vez e regressem à sua mediocridade...

Extra-Campeonato: os Homens da Lua divertem-se em Dusseldorf



Antes da aparição desta gente, aqui em Portugal pouco ou nada se ligava ao Festival da Canção. Numa era onde o televoto se tornou numa arma essencial de maior contacto com aquilo que vêm na TV, o fato dos Homens da luta terem sido escolhidos como os represntantes portugueses para o Eurofestival, que acontecerá entre os dias 10 e 14 de maio, no Esprit Arena, em Dusseldorf, foi apenas o começo do fenómeno.

Desde há uma semana que Jel e Falâncio andam pelas ruas da cidade alemã, no minimo dando nas vistas. E numa altura em que o FMI anda por estas bandas para mostrar o que devemos fazer para corrigir as nossas contas públicas, este grupo de humoristas está aproveitar o momento para não só darem nas vistas, mas também para fazer "render o seu peixe", ou seja, "ridicularizar o Eurofestival", que como toda a gente sabe, mais do que eleger canções, é mais um festival de troca de favores entre paises.

Mesmo sabendo que não deverão ganhar - mas merecem, pelo que andam a fazer e pelo fator subversivo da coisa - eles são assunto nos principais jornais e televisões europeias. Já vi reportagens sobre eles no britânico "The Guardian", na RTBF belga, na TV5 francesa, já vi o Paulo Futre a mandar uma mensagem de apoio a eles, já vi um pouco de tudo.

Parece que começo a acreditar no impossivel... mas em termos de simpatia e carisma, estão a despertar a curiosidade da Europa. Que continuem assim!

domingo, 8 de maio de 2011

Formula 1 em Cartoons - Istambul (Crazy Circus)

Eis a visão que o Marcel Marchesi tem sobre o GP da Turquia e a razão pelo qual Felipe Massa perdeu a sua oportunidade de ficar nos lugares pontuáveis: os pouco colaborantes mecânicos da Ferrari, que parece terem aproveitado a tarde para, segundo ele, colocar o sono em dia...

Os últimos dias de Gilles Villeneuve

(...) "Três voltas depois [da desistência de René Arnoux no GP de San Marino, na volta 44], o director da Ferrari, Mauro Forgheri, mandou um sinal a Didier Pironi e Gilles Villeneuve para que abrandasem o seu ritmo, já que eles trinham dúvidas que ambos os carros aguentassem o resto da corrida. Vileneuve abrandou, mas Pironi decidiu desobedecer às ordens, pois achava que, estando à frente no campeonato pessoal – só tinha um ponto, enquanto que Gilles não tinha nenhum – ele teria prioridade sobre o estatuto de segundo piloto que tinha na Ferrari… assim sendo, começou a batalha pessoal entre os dois, para delírio dos “tiffosi”.

Pironi e Villeneuve trocavam constantemente de posições até que na penultima volta, o canadiano estava na frente, e decidiu abrandar o ritmo, julgando que Pironi faria o mesmo. Contudo, Pironi não o fez, e passou de novo o canadiano. Villeneuve tentou reagir tentando ficar com o primeiro lugar, mas não o conseguiu. Na meta, ambos os carros cortavam a meta juntos, com Pironi a ganhar a corrida, deixando fulo o canadiano, que mostrou a sua zanga saindo do pódio assim que pode.

E porquê toda esta reação? Três anos antes, em 1979, Enzo Ferrari decidiu que o sul-africano Jody Scheckter, na altura à frente do Campeonato, seria o campeão do Mundo, apesar do canadiano ser mais rápido do que ele. No final da corrida de Monza, Enzo Ferrari chegou-se a Villeneuve e disse: “Hoje foi ele, mas da próxima, tu serás Campeão do Mundo“. Era essa promessa do “Commendatore” que foi aquilo que manteve o canadiano na equipa, apesar dos maus chassis que teve em 1980 e 81. A sua lealdade era uma das grandes qualidades que muitos apreciavam, a par da sua agresividade em pista. "(...)

(...) "Passada a cerimónia do pódio, as discussões continuavam. Pironi defendia-se das acusações afirmando que não tinha visto o sinal, enquanto que Villeneuve ameaçava abandonar a equipa no final da temporada, enquanto que o estatuto dentro da equipa não fosse definida. A discussão foi tal que na terça-feira, a Ferrari decidiu lançar um comunicado à imprensa defendendo o piloto canadiano. Mas para ele isso não bastava. No final dessa semana, foi entrevistado pelo seu amigo, o jormalista britãnico Nigel Roebruck, para a revista Motorsport. Aí afirmou a frase fatal: 'Pironi será a partir de hoje o meu adversário. Nunca mais falarei para ele no resto da minha vida'." (...)

Estes são alguns dos momentos que falo sobre os últimos dias de Gilles Villeneuve, entre as corridas de Imola e Zolder, bem como as circunstâncias que levaram ao acidente fatal do canadiano. As lutas de poder dentro da equipa, a hierarquia que Gilles julgava existir e que Didier Pironi simplesmente ignorou, num ano em que a Ferrari tinha por fim uma máquina vencedora, depois de dois anos penosos. Tudo isto está hoje no Pódium GP.

Formula 1 2011 - Ronda 4, Turquia (Corrida)

Assisti à corrida de Istambul no meu PC, vendo as transmissões da BBC, comentados pelo Martin Brundle e David Coulthard, dois ex-pilotos que sabem do que falam. E na marte final da corrida, ambos falavam de uma coisa impressionante mais impressionante: nesta corrida ao sol houve... 73 paragens nas boxes. A última vez que houve tal coisa foi no GP da Europa de 1993, que foi decorrida num tempo muito instável.

Em suma, temos de dar os parabéns aos senhores da FIA que resolveram colocar a asa móvel nas traseiras dos seus carros, e à Pirelli por fazer pneus que me fazem lembrar os pneus de qualificação: ultra rápidos, mas que só duram uma volta lançada. Estes duram, felizmente, um pouco mais, mas para o espectáculo, está otimo. E conseguiu fazer quatro paragens sem problemas, foi feliz.

E também os mais felizes dessa tarde turca foram os Red Bull. Sebastien Vettel não foi muito incomodado na corrida, apesar das ameaças e ataques de Lewis Hamilton, que demasiado "afobado" em algumas ocasiões, perdeu uma boa oportunidade para acabar no pódio. E Fernando Alonso poderá ter sorrido numa altura da corrida quando conseguiu usar a asa traseira móvel para apanhar e ultrapassar Mark Webber e intrometer-se entre os energéticos. O chato é que o australiano respondeu na mesma moeda e lá recuperou o segundo posto, a seis voltas do final.

Isso foi o melhor de Webber, que não andou lá muito bem. Primeiro, uma má largada, que fez com que fosse superado pelo Mercedes de Nico Rosberg e depois a tal ultrapassagem feita pelo Ferrari do "Principe das Asturias". Mais atrás, Rosberg tentou fazer uma corrida na frente mas aos poucos, perdia posições com as paragens, primeiro para Hamilton e depois para Button. Depois recuperou para o britânico, campeão em 2009, e demonstrou que o carro que conduz pode ter melhorado, mas aida tem com que fazer para chegar-se mais à frente e desafiar McLaren e Ferrari, quanto mais uma Red Bull quase inalcançável.

Quem esteve muito bem foi Kamui Kobayashi. Partindo de último da grelha, sem marcar tempo - mas não afetado pela regra dos 107 por cento -, fez apenas três paragens e, aliado ao seu estilo "samurai" de condução, ultrapassou os seus mais diretos adversários para conseguir chegar ao décimo posto do campeonato, o último lugar pontuável. Lugar que poderia ter sido de Felipe Massa, se os seus mecânicos tivessem sido mais rápidos no momento da troca de pneus. Foi vitima dessas más paragens e não só não conseguiu bater Fernando Alonso, como foi superado por pilotos que ficaram na sua frente como os Renault de Nick Heidfeld e Vitaly Petrov, ou Sebastien Buemi, que foram sétimo, oitavo e nono na classificação geral.

Para finalizar, algo que deve ser dito aqui: só houve dois abandonos. Este fato demonstra o que é a Formula 1 atual. Os carros são fiáveis, os despistes são prontamente corrigidos. "Pelotões dizimados" estão-se a tornar numa coisa do passado e cada vez mais se justifica que o sistema de pontos se tenha alargado do sexto até ao décimo posto, como temos agora. Porque salvo uma catástrofe, quase todos os carros acabam a corrida.

E assim foi Istambul, na Turquia. Eventualmente, poderemos ter visto pela última vez este tilkódromo, famoso pela sua Curva oito. As autoridades turcas por fim decidiram que não iam pagar as comissões do chulo... oops, de Bernie Ecclestone, e provavelmente, ele procurará outras paragens e outros totós... perdão, interessados em receber a Formula 1. No ano que vêm terá os Estados Unidos no calendário, mas e depois, quando se sabe que outros lugares, como Valencia e Barcelona, não estão dispostos a pagar as comissões do anãozinho?

Até lá, teremos Barcelona em duas semanas. Normalmente é a corrida mais chata do ano, mas começo a ter altas expectativas. Como é que será com todos estes gadjets nos carros? E ainda por cima, em caso de chuva, ainda teremos mais emoção em cima disto?

GP3: Alexander Sims vence segunda corrida, Felix da Costa foi quarto

Durante a manhã de hoje, a GP3 teve a sua segunda corrida do dia no circuito de Istambul. E se ontem foi o dia de Nigel Melker, hoje com a grelha invertida, foi o dia de Alexander Sims, o britânico da Status Grand Prix, o grande vencedor do dia. E durante muito tempo se pensaria que a equipa teria uma dobradinha, já que outro dos seus pilotos, o português Antonio Felix da Costa, rolou muito tempo no segundo posto.

Numa corrida onde Sims não foi muito incomodado, foi Felix da Costa, que largava do quarto posto, que foi a sua maior ameaça. O piloto português bem e ganhou duas posições, até que na segunda metade da corrida começou a perder gás e posições, primeiro para Michael Christiensen, o dinamarquês da Addax, e mais tarde para o holandês Melker, vencedor da primeira corrida. Na parte final ainda foi pressionado pelo italiano Andrea Caldarelli, que foi segundo na corrida, mas conseguiu aguentar os ataques, mantendo o quarto lugar e conseguindo três preciosos pontos neste campeonato.

Com este resultado, Melker é o lider, com 14 pontos, seguido por Caldarelli, com onze, Sims e o francês Tom Dillman - que foi nono e ficou fora dos lugares pontuáveis - com oito pontos. Felix da costa é sexto, com sete pontos, os mesmos que Christiensen. A próxima jornada dupla será em Barcelona, no fim de semana do GP de Espanha.

Youtube Motorsport Crash: o acidente de Davide Rigon na GP2



A segunda corrida da GP2 em Istambul foi, como sempre, movimentada e acidentada. E esta manhã, para além da vitória do monegasco Stefano Coletti, houve de assinalar o acidente que Davide Rigon teve, quando disputava um lugar com o seu compatriota Julian Leal, da Rapax.

O piloto, que corre na Coloni, perdeu o controlo do seu carro depois de um toque por trás e bateu em frente no muro de proteção. Ainda saiu pelo próprio pé, mas o que não sabia era que tinha lesões numa das pernas, que o obrigarão a ser operado amanhã para reduzir as fraturas e regressar o mais rapidamente possivel à competição.

Na corrida, como foi dito, Coletti foi o melhor, com o holandês Gierdo van der Garde e o britânico Sam Bird a ficar com os restantes lugares do pódio.

WRC 2011: Rali da Sardenha (Final)

Não houve mais alterações dramáticas na classificação geral nesta manhã final do Rali da Sardenha. Sebastien Löeb soube gerir a vantagem e vencer pela 64ª vez na sua carreira, a segunda deste ano, depois de ter vencido no México. O seu bom rali contrastou com o mau resultado do seu companheiro Sebastien Ogier, que foi batido por Mikko Hirvonen e Petter Solberg, que conseguiu um pódio com o seu Citroen DS3 privado.

Mikko Hirvonen salvou o rali para as cores da Ford, depois de ter perdido muito cedo Jari-Matti Latvala. Apesar de hoje ter partido com pouco mais de meio minuto de vantagem, conseguiu fazer um esforço e chegar perto de Löeb, acabando os dois com 12.1 segundos de diferença. Atrás ficou Petter Solberg, que conseguiu o seu primeiro pódio do ano, numa prova que começou mal para ele, graças a um furo, mas recuperou o bastante para chegar à luta pelo segundo posto, conseguindo bater umn Ogier menos inspirado, mas foi superado por Hirvonen.

Depois veio o jovem norueguês Mads Ostberg, que foi quinto no seu Ford Fiesta da Stobart, que conseguiu melhorar a prestação em ralis anteriores, onde teve problemas ou despistes. Desta vez esteve bastante melhor do que Matthew Wilson, que neste rali terminou na nona posição.

Quanto a Dani Sordo, conseguiu fazer aquilo que se queria: levar o seu Mini Countryman até ao fim. O sexto posto final demonstra que o conjunto, no seu primeiro rali oficial, é um conjunto sólido e prometedor. Em boas mãos, demonstra um conjunto capaz de chegar aos pontos, embora falte muito para interferir nos Ford e Citroen oficiais. Isto é apenas um primeiro passo.

O sétimo posto do estónio Ott Tanak, o melhor dos S2000, demonstra que este piloto tem muito talento. É novo - tem 23 anos - é um protegido de Markko Martin e é o seu primeiro ano num S2000, e lidera a série, depois de já ter pontuado no México. Eventualmente o seu talento não passará despercebido a ninguém, e daqui a pouco tempo estará num WRC a mostrar as suas capacidades. Espera-se que a Ford o coloque logo num WRC da Stobart, por exemplo. Já agora, diga-se que Tanak superou Juho Hanninen na luta pelo primeiro lugar na S2000.

O finlandês deu o seu melhor, mas não apanhou Tanak, mas conseguiu pontos para o WRC e a SWRC, estando na luta pelo título. E ambos ficaram na frente de Matthew Wilson, que teve dificuldades neste rali, acabando no nono posto, à frente do qatari Nasser Al Attyah, que por fim, conseguiu o seu primeiro ponto no Mundial de Ralis.

Quanto a Armindo Araujo, o fato de ter ficado à porta dos pontos, na 11ª posição, até pode ser encarado como um bom resultado, dadas as circunstâncias. Teve somente o seu carro de WRC na segunda-feira e andou o rali inteiro a experimentar e a adaptar-se ao seu carro novo, tendo uma toada muito cautelosa, até demasiada. Para mais, os problemas de juventude que estes carros normalmente tem o impediram de andar mais a fundo, logo, perferiu ser cerebral e apostar em acabar a prova, independentemente do resultado, tentando aprender o mais possivel do carro.

Quanto a Bernardo Sousa, estava a ter um rali dentro das suas expectativas, mas um problema mecânico no inicio da 16ª classificativa o impediu de terminar a prova, quando era o 15ª da geral e o quinto da sua classe. Isso o impediu de marcar pontos e ir mais à frente da classificação da sua classe, ele que venceu na Jordânia e conseguiu o seu primeiro ponto da sua carreira.

Acabado o Rali da Sardenha, o Mundial prossegue em paragens argentinas. De 26 a 29 de maio, é lá onde a luta entre Ford e Citroen continua.

sábado, 7 de maio de 2011

1000 km de Spa-Francochamps: Peugeot vence em corrida

Parecia que, depois dos eventos da qualificação, que a corrida iria ser um passeio para os Audi R18 de competição, que se estreavam competitivamente nesta prova. Contudo, a corrida deu um resultado final completamente o oposto, com a vitória a caber à Peugeot, com o seu carro numero 7, guiado pela tripla Alex Wurz, Marc Gené e Anthony Davidson. E provavelmente ofereceu as devidas ilações para as 24 Horas de Le Mans, que acontecerão no mês que vem.

Apesar da má qualificação devido ao acidente do Pescarolo da Oak Racing, que os impediu de ficar nos lugares da frente, a marca de Sochaux ficou com as duas primeiras posições e só não monopolizou o pódio porque o carro numero 9, de Pedro Lamy, Simon Pagenaud e Sebastien Bourdais sofreu vários problemas ao longo da prova, inicialmente com uma saída de pista devido ao desgaste excessivo dos pneus quando tinha o piloto português ao volante e depois, devido a uma quebra da suspensão que obrigou Pagenaud a levar o carro a fazer uma volta inteira em ritmo lento até chegar às boxes para reparar a suspensão, terminando assim no oitavo lugar.

Assim sendo, o Audi número 3, guiado pela tripla Tom Kristensen, Allan McNish e Rinaldo "Dindo" Capello, ficou no terceiro lugar, sendo aquele que menos problemas sofreu ao longo de uma prova que certamente não foi o resultado esperado pela marca após o domínio conseguido nos treinos, ficando com os três primeiros lugares na grelha de partida. Os outros dois Audi ficaram nas posições seguintes, com a equipa de Timo Bernhard, Romain Dumas e Mike Rockenfeller a ficar em quarto e a de André Lotterer, Benoit Treluyer e Marcel Fassler imediatamente atrás, no quinto lugar.

Logo atrás aparece o Pescarolo-Judd oficial, sendo o melhor carro a gasolina, na frente do melhor Lola-Toyota da Rebellion Racing.

Quanto à portuguesa Quifel ASM Team, teve uma boa prestação ao longo da corrida, chegando a rolar no quinto posto da geral, mas teve azar não conseguindo terminar a prova. Apesar de ter sido prejudicada pelo encerramento da via das boxes devido à situação de bandeiras amarelas na sequência do despiste do Lola-Coupe HPD de Scott Tucker (e João Barbosa), que a fez perder uma volta, a equipa lusa rodava em décimo lugar da geral quando o motor do Zytek cedeu, obrigando Miguel Pais do Amaral a parar na escapatória da chicane de Les Combes, quando faltavam uma hora e 45 minutos do final da prova.

Nos LMP2, o triunfo foi para o TDS ORECA guiado pela tripla constituida por Mathias Beche, Pierre Thiriet e Jody Firth, que conseguiu um minuto de avanço sobre o carro idêntico da Boutsen Energy com Dominik Kraihamer e Nicolas de Crem aos comandos. Quanto ao português João Barbosa, o piloto português não chegou sequer a entrar em pista com o Lola da Level 5, pois o seu carro saiu de pista na rápida curva de Radillon quando um elemento da suspensão traseira cedeu, levando o carro a embater com violência na barreira de pneus. Nessa altura, quem guiava o cerro era o francês Christophe Bouchut.

Assim sendo, máquinas e pilotos preparam-se para dentro de um mês se assistir à maior prova de Endurance do ano: as 24 Horas de Le Mans.

Youtube Motorsport Crash: o acidente de Fabio Leimer em Istambul



Já falei do acidente do suiço Fabio Leimer na primeira volta da primeira corrida turca da GP2. Agora mostro o video do seu violento e algo espectacular capotamento, felizmente sem consequências fisicas para o piloto.

Já agora, para quem não sabe, a prova foi depois neutralizada pelo Safety Car por umas voltas, e prosseguiu, resultando na vitória do franco-suiço Romain Grosjean.

GP3 - Istambul: holandês Melker é o vencedor, Felix da Costa na quinta posição

Depois da GP2, foi a ver da GP3 começar a sua temporada no mesmo local, o circuito turco de Kurtkoy. Tal como foi na GP2, foi uma corrida movimentada, mas houve menos acidentes espectaculares do que na série anterior.

No final, o grande vencedor foi o holandês Nigel Melker, da Mücke, que não teve dificuldades em se superar ao italiano Andrea Caldarelli e ao francês Tom Dillman, que ficaram na frente do finlandês Valtteri Bottas, que teve de suar as estopinhas para manter a sua posição, já que foi pressionado pelo português Antonio Felix da Costa.

O piloto de Cascais, que partia da 11ª posição, cedo chegou ao grupo onde rolava Caldarelli, Dillman e Bottas, estando colando ao finlandês por muito tempo. Contudo, não chegou a esboçar qualquer tentativa de ultrapassagem, preferindo ficar com os pontos referentes ao quinto lugar, que irá dar direito a largar amanhã da quarta posição, o que dará chances para atacar um lugar no pódio.

A prova foi também marcada por um toque no meio da corrida entre o brasileiro Leonardo Cordeiro e o britânico Lewis Williamson. Este último acabou por forçar à entrada do safety car em pista quando o seu carro capotou a muito baixa velocidade quando chegou à escapatória no final da grande reta que dá acesso zona de entrada nas boxes.

A segunda corrida da GP3 acontecerá amanhã de manhã.

WRC 2011 - Rali da Sardenha (Dia 2)

O segundo dia do Rali da Sardenha serviu basicamente para duas coisas: para Sebastien Löeb, foi de manter a liderança ao ponto de ter a vitória na mão. Para a concorrência, serviu para dar emoção na luta pelo segundo posto entre os Citroen de Sebastien Ogier e Petter Solberg, e o Ford sobrevivente de Mikko Hirvonen.

Apesar de Löeb ter hoje a tarefa ingrata de abrir a estrada, não fez rogado e deu o seu melhor para manter a liderança da prova, apesar de Hirvonen ter recuperado parte do atraso que teve graças a um furo na parte final do dia anterior, chegando a sua diferença para Löeb a ser diminuida em 30 segundos e subindo ao segundo posto. Mas não pode descansar, pois tem Solberg e Ogier atrás de si, com o pior deles todos a 11,2 segundos do finlandês da Ford. Em suma, o segundo lugar está em aberto, já que o primeiro tem um dono que só o perderá se avariar ou despistar-se.

Atrás deles, a uma distância considerável - mais de um minuto sobre Solberg - está o Ford de Mads Ostberg, que está a ter um bom rali, depois dos maus desempenhos em Portugal e na Jordânia. O seu quinto lugar é tranquilo, já que tem mais de 45 segundos de vantagem sobre o Mini de Dani Sordo, que apesar de alguns problemas no acelerador, está a fazer um bom rali.

Surpreendente está a ser o desempenho do estónio Ott Tanak. Primeiro na classe SWRC, é o sétimo da geral, muito à frente de muitos carros do WRC, desde os que voltaram à estrada pelo método Superrally (Meeke, Latvala, Villagra) aos que costumam ter menor andamento (Kuipers, Wilson, Al Qassimi). Juho Hanninen é o segundo na classe, e o oitavo na geral, à frente de Matthew Wilson.

A luta pelo décimo posto - e o último lugar pontuável - é outra luta ao rubro, com o qatari Nasser Al Attyah, um Ford Fiesta S2000, na frente de Khaled Al Qassimi, Dennis Kuipers e Armindo Araujo, que continua na sua adaptação ao Mini Countryman WRC. Uma adaptação algo complicada, prejudicada com alguns problemas de aceleração - o mesmo de Sordo - e pelo fato de se ter soltado um objeto dentro do carro, que lhe dificultou a concentração. Apesar de ter caido para o 13º lugar, o décimo lugar ainda é possivel.

Bernardo Sousa é o quinto classificado na classe S2000 e o 16º na geral, embora tivesse passado um susto no final da manhã, quando saiu da estrada no penultimo troço da manhã, batendo numa pedra que estava fora da estrada. O carro nada sofreu, mas Bernardo bateu com o braço esquerdo numa das barras da estrutura, magoando-o. Suspeitou-se de fratura, mas nada tinha e prosseguiu em frente.

Quanto à prova em si, o piloto da Madeira explicou que "não vou fazer milagres porque a distância para os pilotos da frente já é grande, mas vou esperar para ver o que vai acontecer nos próximos troços e para ver o que vai suceder com os outros pilotos".

O Rali da Sardenha termina amanhã.

GP2 - Ronda 1, Turquia: Grosjean vence na abertura

O fim de semana turco é palco das rondas iniciais de dois campeonatos que costumam seguir com a Formula 1: a GP2 e a GP3. Na corrida da segunda categoria, um ex-piloto de formula 1 deu nas vistas e venceu: o franco-suiço Romain Grosjean, no carro da DAMS, foi o primeiro vencedor do ano em Istambul, numa luta que teve com o ART do britânico Sam Bird, que ficou na frente de outro francês, Jules Bianchi.

Foi uma corrida movimentada, como costuma ser este tipo de competição, com acidentes em catadupa. Começou com um espectacular acidente envolvendo o suiço Fabio Leimer, o mexicano Esteban Gutierrez e britânico Max Chilton, com Leimer a levantar voo após contacto com o carro da Ocean, pilotado pelo alemão Kevin Mirocha, que conseguiu prosseguir em prova. Quando o Safety Car regressou às boxes, Grosjean manteve a liderança, mas foi nessa altura que Sam Bird chegou ao segundo posto e começou a luta pela liderança.

Na volta 16, o Safety Car entrou de novo na pista devido a um acidente causado pelo Ocean de Johnny Ceccoto Jr. que quando fazia a Curva 8, perdeu o controle do seu veiculo e bateu na parte de trás do carro de Luca Filippi, forçando ao abandono dos dois pilotos. Foi nessa altura que Grosejan e Bird pararam nas boxes no mesmo momento e regressaram à pista pela mesma ordem, numa que mantiveram até ao final, ainda que o britânico tenha dado o máximo para que Grosjean cometesse um erro, o que não aconteceu.

O holandês Giedo van der Garde foi quarto, logo na frente do "rookie" monegasco Stefano Coletti e do brasileiro Luiz Razia, que deu os primeiros pontos para a Team Caterham, de Tony Fernandes. Amanhã, a grelha será invertida, o que implica mais lutas pela vitória e por mais pontos.

Formula 1 2011 - Ronda 4, Turquia (Qualificação)

Depois da chuva, veio o sol. E... os Red Bull ficaram com a primeira fila. As dificuldades de ontem transformaram-se nas facilidades de hoje e Sebastian Vettel deu-se até ao luxo de poupar um jogo de pneus para amanhã. A superioridade dos RB7 mostrou-se com Vettel a fazer uma volta em 1.25,049 segundos, deixando o seu companheiro de equipa Mark Webber, no segundo lugar, a 0,405 segundos de Vettel.

No final, o atual campeão do mundo estava jubilante: "Estou bastante satisfeito com o resultado. Não tivemos uma manhã livre de problemas, mas gosto desta pista e isso ajuda, pelo que foi bom ver que sem muitas voltas feitas nos treinos pude encontrar o ritmo certo. Foi engraçado porque o Mark e eu decidimos não fazer a segunda tentativa [na Q3]. Foi uma sensação estranha. Os outros estão em pista e sabemos que nos podem bater. Ficamos a ver e não há nada que se possa fazer. É bom guardar um jogo de pneus, mas é um sentimento estranho. Estou muito satisfeito", começou por referir.

"É claro que falámos disso antes da qualificação e falámos que isso poderia acontecer, mas nunca sabemos o quão rápidos podem ser os outros ou quanto combustível os outros têm a bordo. Vimos que neste ano as corridas alteraram-se e é importante ter em conta a situação dos pneus e após a nossa primeira tentativa tivemos a sensação que poderíamos ter garantido o primeiro posto. Mas nunca se sabe, se funcionar bem és um herói, senão não és...", acrescentou.

Webber esteve bem, como sempre, mas teve de batalhar com concorrentes inesperados como o Mercedes de Nico Rosberg, que foi o terceiro, superiorizando-se ao McLaren de Lewis Hamilton. "É realmente bom ver o progresso que estamos a fazer. Quando vemos onde estávamos há quatro corridas atrás, estamos a aprender com os nossos erros e a tirar o máximo partido do carro que temos. Isso é muito bom e a equipa tem feito um bom trabalho aqui, mas ainda não estamos onde queríamos pelo que temos de continuar a forçar a cada corrida", declarou o piloto alemão.

Como seria de esperar, não foi um grande dia para a equipa de Woking, apesar de Jenson Button ter sido sexto, mas superado pelo Ferrari de Fernando Alonso. E esse resultado aconteceu porque o seu companheiro, Felipe Massa, teve problemas mecânicos e não marcou qualquer tempo.

Os restantes pilotos e entrar no Q3 foram o segundo Mercedes de Michael Schumacher, oitavo, entalado entre os Renault de Vitaly Petrov, o sétimo, e o de Nick Heidfeld, o nono.

A Williams, que esteve nas bocas do mundo nos últimos dias devido ao mau inicio da época e as alterações na sua estrutura técnica, deram um pouco nas vostas, com Rubens Barrichello na 11º posição. Falhou o Q3 por pouco, é certo, mas ficou na frente dos Force India de Paul di Resta e Adrian Sutil, que normalmente ficam com os últimos lugares pontuáveis desde que começou o campeonato. Pastor Maldonado foi 14º, depois dos Force India, mas na frente do Sauber de Sergio Perez - Kamui Kobayashi não marcou qualquer tempo e largará de último - e dos Toro Rosso de Jaime Alguersuari e Sebastien Buemi.

A Lotus namorou de novo a Q2, mas não conseguiu superar os Toro Rosso. Aqui, Heiki Kovalainen superou Jarno Trulli. Jerôme D'Ambrosio foi o melhor dos Virgin, que lutam com os Hispania para não ficarem no último lugar da classificação, e parece que a semi-desesperada equipa espanhola, as coisas podem até estar a correr bem para eles...

A corrida é amanhã, e a possibilidade de chover é existente.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

1000 km de Spa-Francochamps: Audi domina, Peugeot prejudicados

A sessão de qualificação dos 1000 quilómetros de Spa-Francochamps decorreu sob bom tempo, mas um acidente a cinco minutos do final da sessão, condicionou toda a sessão e prejudicou fortemente os Peugeot que ainda não tinham rodado em pista quando este ocorreu, impedindo-os de ficar mais à frente na grelha. O Oak Pescarolo-Judd, guiado então por Matthieu Lahaye, bateu fortemente na descida de Pouhon, interrompendo definitivamente a sessão. Lahaye não sofreu ferimentos, mas o carro ficou danificado o suficiente para não alinhar na prova belga.

Os Peugeot foram apanhados desprevinidos e vão largar muito mais atrás do que o previsto: o melhor dos novos 908 oficiais será o de Marc Gene, Alex Wurz e Anthony Davidson, que largará no 13º posto, enquanto o carro de Pedro Lamy, Simon Pagenaud e Sébastien Bourdais vai largar do 18º. Sem um tempo cronometrado, o carro de Stéphane Sarrazin, Franck Montagny e Nicolas Minassian irá partir do 50º posto.

Em claro contraste estiveram os Audi, que ficaram com os três primeiros lugares da grelha. O carro pilotado por Timo Bernhard, cuja condução é dividida com Romain Dumas e Mike Rockenfeller foi o mais rápido na sessão de qualificação, com uma volta feita em 2.01,502 segundos, ficando na frente do carro pilotado pela tripla André Lotterer, Benoit Treluyer e Marcel Fassler e o carro dos "veteranos", guiado pelo dinamarquês Tom Kristensen, pelo italiano Dindo Capello e pelo escocês Allan McNish.

Atrás deles ficou o melhor Peugeot, o guiado pela Oreca, com especificações de 2010, guiado por Nicolas Lapierre, Olivier Panis e Löic Duval. Na quinta posição surge o melhor dos carros com motor a gasolina, com o Lola-Toyota da equipa suiça Rebellion pilotado pelo suiço Neel Jani e pelo francês Nicolas Prost a ficar logo à frente do Zytek da Quifel ASM Team, de Miguel Pais do Amaral e Olivier Pla. Apesar da boa posição, a equipa não esperava ser batida pelo Lola da Rebellion:

"Acreditávamos, depois dos treinos livres, que conseguiríamos uma volta dentro do segundo 6, mas a utilização nas qualificações de pneus com uma mistura de borracha mais mole acabou por funcionar ao contrário do previsto e o carro começou a sair mais de traseira", explicou Maurício Pinheiro, team-manager do Quifel ASM Team, em declarações captadas pelo site Le Mans Portugal.

Para o seu diretor, António Simões, os eventos desta tarde poderão ter facilitado a partida da corrida de amanhã, uma vez que o duelo entre a Audi, grande dominadora dos treinos, e a Peugeot não acontecerá nas primeiras curvas. “Teremos, em princípio, uma largada mais calma e segura, o que é bom para nós”, explica Simões, que antevê “uma corrida muito dura”.

Na categoria LMP2, foi o HPD da Strakka, pilotado por Danny Watts, a ficar com a pole position, enquanto o Lola-Coupe HPD de João Barbosa, Scott Tucker e Christophe Bouchut vai partir do 10º lugar na classe, 22º na geral.

A corrida acontecerá na tarde de amanhã.