segunda-feira, 13 de junho de 2016

Dailymotion Motor Show: Top Gear 23, episódio três


Top Gear S23E03 2016 por carabinieri8
Este é o episódio onde Chris Evans vomita tudo em Laguna Seca - depois de ser guiado por Sabine Schmitz - e Ken Block anda às voltas em pleno centro de Londres num Mustang, entre outras coisas.

Vão ser 50 minutos de entretenimento com quatro rodas e um volante, e com Chris Evans a gritar, como sempre.

domingo, 12 de junho de 2016

Formula 1 2016 - Ronda 7, Canadá (Corrida)

Depois de uma qualificação interessante - apesar do resultado previsivel - o dia de domingo surgiu em paragens canadianas com as ameaças de chuva sobre Montreal e a ilha de Notre-Dâme, lugar do Circuit Gilles Villeneuve, num junho muito friorento naquelas paragens, ideal para que os pneus ultra-macios funcionem naquele lugar, já que o calor não fará presença naquele local.

Contudo, nas horas que antecederam a corrida, muitos queriam e até desejavam que a chuva fizesse a sua presença naquelas paragens, um pouco no espirito de quere ver o circo pegar fogo. Creio que as pessoas tendem a esquecer que, nestes tempos que correm, mesmo que Gilles Villeneuve combine uma coisa dessas com São Pedro, a FIA tem uma carta na manga chamada Safety Car, que vai fazer - em nome da segurança - com que os carros larguem atrás dele. Foi o que aconteceu na corrida anterior, no Mónaco, caso já não se lembram.

E havia outras expectativas no pelotão. Será que os Mercedes iriam dominar a seu bel-prazer ou a Ferrari e a Red Bull dariam um ar da sua graça? E quantas vezes é que o Safety Car iria sair para a pista, para que os comissários possam recolher os destroços dos carros que se espalharão em algumas das curvas do circuito?

Apesar dos pingos de chuva, as equipas decidiram manter os pneus para piso seco até ao momento da partida, com algum risco para os pilotos. Claro, para Carlos Sainz Jr, o seu problema era outro: a troca de caixa de velocidades do seu Toro Rosso fez com que fosse partir cinco lugares mais abaixo daquele que iria largar inicialmente.

A partida foi fenomenal: Sebastian Vettel fez uma partida canhão, superando os Mercedes, enquanto que na curva seguinte, Lewis Hamilton empurrou Nico Rosberg para a berma, fazendo cair para o nono posto. Outro dos beneficiários foi Max Verstappen, que era terceiro e mesmo atrás de Hamilton. Passadas as primeiras voltas da corrida, o grande problema era o de fazer aquecer os pneus ultra-macios, num asfalto demasiado frio para os fazer aquecer.

Nas voltas seguintes, Hamilton lá tentou aproximar-se de Vettel para fazer funcionar o DRS, mas não era fácil. O frio não ajudava e aquecer os pneus era mais complicado do que se pensava. Tanto que Nico Rosberg, por esta altura, não conseguia sair do nono lugar e não conseguia apanhar o Force India de Nico Hulkenberg. E continuava a falhar a travagem para curvas criticas, como a chicane antes da reta da meta.

Na volta 11, Jenson Button desiste com um problema no seu motor e o carro fica parado na berma. Isso foi mais do que suficiente para que o Safety Car Virtual entrasse em ação, e também fez com que Sebastian Vettel aproveitasse para ir às boxes e trocasse de pneus para os macios (ele estava com os ultra-macios), e ele fez isso exatamente na altura em que o SCV tinha sido retirado, na altura em que tiraram o McLaren para um canto mais escondido.

Com isso, Hamilton estava na liderança, com Vettel no quarto posto, e entre eles estavam os Red Bull de Verstappen, agora ameaçado por Ricciardo. Tanto que a equipa já tinha dito para que o deixasse passar, porque o australiano estava mais veloz do que o jovem holandês...

Com o passar das voltas, Vettel conseguiu passar os Red Bull e ficou com o segundo lugar, embora já distante de Lewis Hamilton, que tinha uma estratégia diferente em termos de paragem nas boxes. Contudo, o piloto da Ferrari aproximava-se a um ritmo de seis de´cimos de segundo por volta.

Na volta 21, Hamilton parou por fim para trocar para pneus macios - os amarelos - diferentes dos super macios que os Ferrari usavam e que mantinham a sua eficácia. Parecia que todos tinham feito esta estratégia, no sentido de levar o carro até ao fim da corrida, embora se sabia que os Ferrari estavam numa estratégia diferente, no sentido de pressionar na parte final da corrida.

Entretanto, por volta da volta 27, a ação estava na luta pelo quarto posto, entre Kimi Raikkonen, Daniel Ricciardo e Valtteri Bottas, com o finlandês da Ferrari a dizer que "não poderia ir calmamente quando tenho estes gajos atrás de mim". De facto, Kimi tinha razão, porque com eles, não poderia distrair-se... e na volta 32, Nico Rosberg tinha-se juntado a eles. Duas voltas depois, o finlandês vai para as boxes, caindo para o oitavo posto.

Na volta 38, Vettel parou uma segunda vez, dando de novo a liderança para Hamilton, que iria tentar levar o carro até ao fim, enquanto que a Ferrari iria seguir a sua própria estratégia. Na mesma altura, Felipe Massa obtinha o seu primeiro abandono do ano, com problemas no seu Williams.

Com o passar das voltas, o alemão tentou apanhar o inglês, mas a diferença estabilizou-se nos 4,4 segundos, na mesma altura em que Nico Rosberg teve um furo lento e teve de ir às boxes, perdendo o quinto posto. Mudando para os ultra-macios, apanhou Ricciardo e foi atrás de Raikkonen, que o passou na entrada da volta 58.

Contudo, por esta altura, Vettel exagerou na travagem para a chicane final e perdeu mais de um segundo para Hamilton, e provavelmente foi o momento da corrida, pois assim o piloto da Mercedes ficava mais tranquilo na liderança, e ia a caminho da vitória na corrida. A distância ficara estabilizada nos 5,8 segundos, e Vettel não conseguia baixar muito. Pior: alargou-se para 6,9 segundos, a dez voltas do fim.

No final, Nico Rosberg tentou passar Max Verstappen, mas na travagem para a última chicane, perdeu a traseira do seu carro e fez uma derrapagem controlada. Manteve o quinto posto, mas perdeu mais pontos para um Lewis Hamilton que cruzava a meta como o grande vencedor do GP canadiano, na frente de Sebastian Vettel e Valtteri Bottas.

Com isto, Hamilton conseguiu tirar 15 pontos a Rosberg e aproximou-se rapidamente de uma liderança que parecia ser sólida para o piloto alemão, mostrando que está no seu melhor momento de forma nesta temporada. Vettel pode repetir o seu melhor resultado do ano, mas ficava a frustração pelo facto da estratégia da Ferrari não ter sido a melhor, principalmente depois da fantástica largada. E claro, Bottas teve um tranquilo terceiro lugar numa corrida sem grande história, mas onde tudo trabalhou bem no seu carro.

Agora, a Formula 1 corre para as margens do Mar Cáspio para mais uma estreia no campeonato do mundo, um circuito urbano na antiga União Soviética. Domingo que vêm, há mais.

WRC 2016 - Rali da Sardenha (Final)

Pela segunda vez nesta temporada, a Hyundai foi a grande vencedora no WRC, com Thierry Neuville a subir ao lugar mais alto do pódio. O piloto belga conseguiu superar os Volkswagen de Jari-Matti Latvala e Sebastien Ogier, demonstrando em terras sardas que o desenvolvimento do i20 já é o suficiente para incomodar os Volkswagen omnipresentes.

Com apenas três especiais para completar antes do final do rali, Neuville partiu para o ataque, esperando manter e até alargar a vantagem que tinha sobre Latvala. A sua vitória em Cala Flumini confirmou as coisas, conseguindo mais 3,1 segundos de vantagem sobre o finlandês. Ogier foi terceiro e consolidava a terceira posição, já que Dani Sordo e Ott Tanak estavam suficientemente longe para não serem incomodados.

A mesma coisa aconteceu no troço seguinte, embora a especial tenha sido ganha por Eric Camili. Contudo, o finlandês da Volkswagen já admitia a derrota:  “Perdi três segundos na primeira especial e a diferença está em 19s. Não tenho hipótese de apanhar o Thierry sem um erro. Estou apenas a procurar encontrar um ritmo confortável sem correr riscos”, disse Latvala no final da 17ª especial.

Mas essa admissão de derrota não impedia que Neuville baixasse as suas defesas, bem pelo contrário: “O Jari-Matti nunca desiste! Foi uma boa classificativa, mas vai ser duro na segunda passagem aqui”, contou depois.

Na primeira passagem por Sassari-Argenteri, Neuville alargou a sua diferença, vencendo a especial com 6,2 segundos de vantagem sobre Jari-Matti Latvala, que apenas foi terceiro - batido por Anders Mikkelsen, com Ogier a ser apenas sexto. “É uma margem confortável agora. Se não cometer erros tudo deve correr pelo melhor. Iremos focar-nos em trazer o carro até casa. É mais importante do que forçar o andamento para obter os pontos da Power Stage”, disse o então líder da prova.

Na Power Stage - a segunda passagem por Sassari-Argenteri - Ogier levou a melhor sobre Kevin Abbring e Jari-Matti Latvala, com Neuville apenas a ser quinto, mas o essencial tinha sido alcançado: Thierry Neuville deu à Hyundai a sua segunda vitória nesta temporada, com uma vantagem de quase 25 segundos sobre Jari-Matti Latvala. Sebastien Ogier ficou com o terceiro posto, a um minuto e 37 segundos do vencedor.

Dani Sordo foi o quarto da geral - pela quarta vez seguida. E curiosamente, consolidou o segundo lugar da classificação geral, graças a essa consistência - e muito distante do quinto, o estónio Ott Tanak, o melhor dos Ford. Eric Camili foi o sexto, a quase seis minutos do vencedor, conseguindo bater Henning Solberg, o sétimo classificado. O finlandês Teemu Suninen foi o oitavo no seu Skoda, e o melhor dos WRC2, seguido por Jan Kopecky e Karl Kruuda, todos eles em máquinas do WRC2.

Na classificação geral, Ogier continua a liderar com folgas, tendo agora 132 pontos, contra os 68 de Dani Sordo. Anders Mikkelsen é o terceiro, com 67 e Mads Ostberg é quarto, com 58. 

O Mundial de ralis continua entre os dias 1 e 3 de julho, em terras polacas.

sábado, 11 de junho de 2016

A imagem do dia

A Ferrari nunca esquece um dos seus pilotos mais marcantes que já passou pela sua Scuderia, e faz questão de posar no seu local mais simbólico, com Maurizio Arrivabene, Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel na fila da frente. Salut, Gilles!

WRC 2016 - Rali da Sardenha (Dia 2)

O segundo dia do Rali da Sardenha confirmou o duelo entre Thierry Neuville e Jari-Matti Latvala, com Sebastien Ogier num cada vez mais distante terceiro posto, incapaz de se aproximar dos dois primeiros, nos terrenos pedregosos desta ilha italiana. No final deste segundo dia, e quando faltam quatro especiais para o seu termino, Neuville e Latvala estão separados por doze segundos, com Ogier já a mais de um minuto do líder.

O segundo dia, com duas passagens pelas classificativas de Monti di Alá, Coiluna Loelle e Monte Lerno, este com 44 quilómetros de extensão, testaram a resistência dos pilotos e respectivas máquinas. Havia a expectativa de Ogier tentar uma recuperação, depois de ter perdido tempo a abrir a estrada, mas Neuville e Latvala estavam na sua briga pessoal pela liderança do rali.

As coisas começaram com vencedores inesperados, como o holandês Kevin Abbring, que ganhou na décima especial (era apenas 22º, a oito minutos de Neuville) que conseguiu um avanço de 2,3 segundos sobre os Ford de Eric Camili e Ott Tanak, com Neuville e Latvala a seguir, e Ogier apenas com o oitavo melhor tempo, a 10, 1 segundos.

Para os dois da frente, as sensações eram opostas: “Não correu muito bem. Não me senti bem com o carro. Nas seções muito estreitas a traseira não me pareceu confortável. Por vezes perdi tempo sem saber o motivo. Muito difícil”, disse Neuville no final da PEC11, enquanto Latvala mostrava uma sensação contrária: “Estou contente com a minha condução. Penso que fomos os primeiros a utilizar uma mistura de pneus aqui, macios à frente e duros atrás”, contou.

A seguir, em Coiluna Loelle, foi Ott Tanak a ser o melhor na especial de 22,39 quilómetros, conseguindo superar Latvala por 1,3 segundos, e Neuville - apenas o sexto - por 3,3 segundos. O belga viu a sua liderança reduzida para 9,9 segundos, mas conseguia aguentar-se. Ogier era apenas o sétimo, perdendo 5,2 segundos na geral.

Depois disto, a amanhã acabava com a primeira passagem por Monte Lerno. A classificativa de 44 quilómetros é uma das mais extensas do Mundial de ralis, e neste caso, quem vence, aproveita muito bem o resultado. Foi o que aconteceu a Mads Ostberg, que foi o grande vencedor, ganhando dois segundos a Jari-Matti Latvala e 8,8 segundos a Thierry Neuville. Isso fez aproximar perigosamente os dois primeiros - tinham agora 2,9 segundos de diferença entre eles - como fez Ostberg a subir para o quarto posto e ter Sebastien Ogier à vista, pois o francês conseguiu apenas ser o sétimo, perdendo 14, 8 segundos aos primeiros.

Dei tudo o que tinha. Foi uma boa especial, sem erros, mas talvez tenha sido demasiado cauteloso perto do fim. Foi difícil manter um carro numa trajetória limpa”, explicou Neuville. Já Latvala queixou-se da traseira do seu carro: “Mexeu-se muito e estava a ter dificuldade com a aderência dos pneus macios. Precisava em definitivo de pneus duros à frente, no entanto”.

Por seu lado, Ostberg era um piloto feliz: "Nada mau. Uma boa classificativa e escolha de pneus. Algum stress na zona de montagem dos pneus. Mas optámos por dois pneus duros à frente e dois macios na traseira no último segundo, depois de termos visto que o Ogier levou quatro macios”, comentou o norueguês da Ford no final da classificativa.

Na parte da tarde, Neuville decidiu ir ao ataque, no sentido de se afastar do finlandês, com resultados. Venceu na segunda passagem por Monti di Alá, conseguindo 6,7 segundos de vantagem sobre Sebastien Ogier e 10,8 sobre Latvala. “Forcei muito o andamento. Suei muito. Na última parte do troço o carro esteve sempre a saltar, batendo nos pedregulhos”, disse o piloto da Hyundai.

Nesta altura, o piloto belga afastou-se em 13,7 segundos, e Latvala reagiu na segunda passagem por Coiluna Loelle, vencendo-a. Mas a diferença entre ambos ficou-se pelos 0,8 segundos, com Ogier a ser o terceiro, a 3,2 segundos.

No final, na segunda passagem pelo Monte Lerno, Neuville conseguiu levar a melhor sobre Latvala, ganhando 3,2 segundos, enquanto que Ogier foi o quarto na especial, batido por Eric Camili por 0,1 segundos. Nessa especial, Mads Ostberg perdeu o quarto posto quando o seu Ford pegou fogo a meio da especial, resolvendo regressar através do "Rally2". Quem também já saiu foi Anders Mikkelsen, vitima de problemas no seu Volkswagen.

O carro em condições escorregadias é simplesmente fantástico de conduzir. Conseguimos ir muito, muito depressa. Tivemos outro dia muito bom e tem sido um prazer lutar contra o Jari-Matti. Estou contente. Amanhá será difícil, mas vamos preparar-nos convenientemente e continuar a lutar”, disse Neuville no final do troço de Monte Lerno.

Já Latvala, agora o seu grande adversário neste rali, admitiu não conseguir andar mais depressa: “Não consigo fazer melhor do que isto. Realizei uma classificativa muito, muito boa. Se o Thierry é mais rápido então aplausos para ele. Fui demasiado cauteloso no início desta tarde, mas às vezes tens de jogar pelo seguro. Vamos ver como o Thierry se dá amanhã e se ainda existe uma luta”.

Com a desistência de Ostberg, o quarto classificado é agora Dani Sordo, mais com uma desvantagem superior a um minuto sobre Sebastien Ogier. O espanhol tem um rali tranquilo, pois Ott Tanak, o quinto e o melhor dos Ford, tem quase cinco minutos de desvantagem sobre os líderes, também algo distante do norueguês Henning Solberg.

Eric Camili, noutro Ford, é o sétimo, à vista de Solberg - pouco mais de seis segundos - já bem distante de Mads Ostberg - do qual ainda há dúvidas sobre se continuará amanhã - do estónio Karl Kruuda - o melhor dos WRC2 - e de Martin Prokop.

O Rali da Sardenha termina amanhã, com mais três especiais de classificação.

Formula 1 2016 - Ronda 7, Canadá (Qualificação)

Quando a Formula 1 chega a Montreal, os adeptos sentem sempre que vai ser uma corrida fora do normal. Não vai ser uma corrida aborrecida no sentido daquilo que vemos em Barcelona, por exemplo, ou noutro lado qualquer, num dos muitos "tilkódromos" que polvilham o calendário da Formula 1. Vai ser algo do qual, de uma maneira ou outra, vai ser memorável. Ora porque chove, ora porque batem no muro - seja ele dos Campeões ou não - ora porque o Safety Car entra mais vezes do que o normal, ora porque o asfalto não é suficientemente abrasivo para degradar os pneus, etc.

Em suma: há muito que estou convencido que sempre que a Formula 1 chega ali, o espirito de Gilles Villeneuve desce ao circuito com o seu nome e transforma o pelotão em algo do qual nunca é muito aborrecido. Correr em Montreal é sempre diferente, e todos sabem disso.

Neste sábado, havia uma preocupação nas cabeças de todos, e era sobre o tempo que se iria fazer naquele local à hora da qualificação. Uma hora antes, a chuva tinha marcado a presença no local, mas na hora em que máquinas e pilotos começaram a rolar, esta já tinha parado há muito e o asfalto estava seco. E quem não iria participar nesta qualificação era Kevin Magnussen, cujo Renault não ficou pronto a tempo de participar devido ao seu acidente no terceiro treino livre.

Com o Q1 a começar, os primeiros a sair foram os da frente, com Lewis Hamilton  e Sebastian Vettel à cabeça. A preocupação de marcar um tempo antes da aparição da chuva estava na mente de todos, e quanto mais rápido, melhor. Tão rápido que um pedaço do Manor de Rio Haryanto decidiu ganhar vida própria e saiu do seu carro...

Nos minutos a seguir, enquanto que Rosberg melhorava o seu tempo para uns 1.13,714, Joylon Palmer quase imitava o seu companheiro de equipa, ao escorregar e evitar o muro por pouco, conseguindo prosseguir com a qualificação. Mas nos minutos a seguir, a chuva voltou a marcar presença e crescentemente, as condições da pista se alteravam.

Nesse entretanto, Vettel melhorava para 1.13,9 e intrometia-se entre os Mercedes, enquanto que Pascal Wehrlein tentava entrar na Q2 pela primeira vez no ano com um tempo que lhe dava o 15º posto. Em contraste, os Toro Rosso não conseguiam melhorar no asfalto canadiano e andavam a par com os Sauber e o Renault sobrevivente.

E os pingos de chuva eram cada vez mais e maiores, com Palmer de novo a dar nas vistas, roçando o Muro dos Campeões... mas não Haryanto, que bateu noutro muro, na Curva 4, e ficou com um furo. O treino dele acabaria por ali.

No final da Q1, mesmo com as ameaças, o que deu foi que as Renault, Manor e a Sauber ficaram pelo caminho. Kvyat conseguiu melhorar e colocou o outro Manor de fora da Q2. E por esta altura, os radares meteorológicos afirmam que apesar do tempo nublado, não iria chover mais.


Com a Q2 a acontecer, os pilotos saiam para a pista com os ultra-macios, e o Muro dos Campeões reclamou a sua primeira vitima do fim de semana, com Carlos Sainz Jr. a bater forte e a dar cabo da suspensão traseira direita, arrastando o carro por algumas centenas de metros, parando no outro lado da reta da meta. A organização não teve outro remédio senão acenar as bandeiras vermelhas, para tirar o carro dali.

Poucos minutos depois, a qualificação continuou, sempre com a ameaça de chuva no ar, e sempre com os pilotos a saírem para a pista com os compostos ultra-macios. Os pilotos da Williams foram os primeiros a marca um tempo na casa do 1.14, com Massa a ser o melhor, com 1.14,130. Mas claro, os Mercedes melhoraram, com Hamilton a fazer 1.13,076, com Nico Rosberg a fazer 1.13,094. O único que os acompanhava era Kimi Raikkonen, com 1.13,849. Os Red Bull melhoraram um pouco, com Daniel Ricciardo a conseguir 1.13,541 e e Max Verstappen a ficar um pouco atrás, com 1.13,793. Bottas melhorou um pouco depois, conseguindo passar o holandês, enquanto que Vettel conseguia apenas o sétimo melhor tempo, com 1.13,857.

Na parte final, parece que os oito primeiros já estavam encontrados, e a grande briga era pelos últimos lugares da Q3 entre os Force India de Nico Hulkenberg e Sergio Perez, os McLaren de Fernando Alonso e Jenson Button e o Toro Rosso de Daniil Kvyat. Felipe Massa também saiu para a pista, tentando ver se conseguia melhorar os seus tempos e ficar a salvo de qualquer perigo. No final, Fernando Alonso conseguiu o seu lugar na Q3, à custa de Button, enquanto que Nico Hulkenberg conseguiu o seu lugar, à custa de Sergio Perez, que ficou com o pior lugar possível, o 11º tempo. Daniil Kvyat também fica eliminado, ficando atrás de Perez e Button.

E agora, estávamos na Q3, ainda com a ameaça de chuva sob as suas cabeças. Os pilotos não mudaram do tipo de pneus, continuado com os ultra-macios, e os primeiros tempos não tardarem a surgir. Ricciardo conseguiu 1.13,521, mas Hamiltom melhorou, com 1.12,812, com Rosberg a conseguir um tempo 62 milésimos pior do que o britânico. Verstappen era o terceiro, a seis décimos dos Mercedes, numa altura em que Vettel tirou pintura do Muro dos Campeões... mas o carro nada sofreu.

Na parte final, os Mercedes impuseram a sua superioridade. Ninguém conseguiu batê-los e Lewis Hamilton foi o melhor pelos tais 62 centésimos. Sebastian Vettel conseguiu o terceiro posto, mas com um tempo 162 centésimos mais lento do que os Flechas de Prata. Um grande esforço, mas sem resultado. Os Red Bull ficaram com os lugares seguintes, com Ricciardo a ser superior do que Verstappen, com Kimi a ser sexto, na frente de Valtteri Bottas, Felipe Massa, Nico Hulkenberg e Fernando Alonso.

E assim terminava a qualificação do GP canadiano. As ameaças de chuva não passaram disso mesmo, mas nada garante que o mesmo se passe amanhã para a corrida. A acontecer, a incerteza, sempre aquilo que faz o circuito de Montreal e a corrida canadiana aquilo que nos faz fascinar, estará mais presente do que nunca.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

A imagem do dia (II)

Não é o "Muro dos Campeões", mas Felipe Massa perdeu o controlo do seu carro e embateu fortemente no muro de pneus na curva a seguir a meta, exatamente o mesmo local onde bateu há dois anos, num incidente envolvendo Sergio Perez...

A imagem do dia

No fim de semana do GP do Canadá, descobri esta bela imagens no Facebook do João Carlos Costa, um dos narradores da Eurosport para a Formula 1. Não é real, é apenas uma imagem de uma pista de "slot cars", com este pormenor do "Muro dos Campeões" e de todos que já bateram por lá ao longo dos mais de vinte anos, quase desde o seu inicio.

Vamos a ver quem é que marcará "presença" nesse muro, neste fim de semana...

Ralis: Vitor Pascoal de Porsche em Monchique

Afinal de contas, Adruzilo Lopes não será o único a andar de Porsche em Monchique, este fim de semana. Vitor Pascoal apresentou ontem o seu projeto de ralis para 2016, e escolheu também um 997 GT3 para fazer a sua passagem pelos ralis de asfalto. 

Ele e o seu navegador, Pedro Alves, afirmam que a sua intenção é de fazer quilómetros ao volante da sua nova máquina, e querem adotar uma postura cautelosa: “É o nosso primeiro rali com o carro e com os vários atrasos que fomos tendo na entrega do mesmo não tivemos grandes oportunidades para testar pelo que temos ainda muito poucos quilómetros efetuados com o carro. Em Monchique será fundamental fazer uma rápida adaptação ao Porsche, vamos inicialmente TENTAR perceber o carro, mas acredito que de especial para especial e com o acumular de quilómetros vamos melhorar o nosso andamento!", começou por comentar o piloto de Baião. 

"Vamos tentar apostar em fazer um bom rali, perceber a nossa competitividade em relação aos nossos adversários com este carro, mas também não ficar 'adormecidos' e fazer os possíveis para sair de Monchique com um bom resultado”, continuou. 

Vítor Pascoal deixa ainda um especial agradecimento “a todos os nossos parceiros no projeto e que tornaram possível levar para a frente este novo desafio na minha carreira desportiva”, concluiu.

O rali de Monchique, a contar para o Campeonato FPAK de Ralis, será composta por nove especiais de classificação num total de 88,17 quilómetros contra o cronómetro e arranca no sábado pelas 16.30h com a realização da primeira PE na zona de Monchique, terminando no domingo, pela hora do almoço.

WRC 2016 - Rali da Sardenha (Dia 1)

O belga Thierry Neuville, a bordo de um Hyundai, é o líder do Rali da Sardenha, após a realização do primeiro dia do rali italiano. Neuville tem um avanço de 11,1 segundos sobre o finlandês Jari-Matti Latvala, num Volkswagen, e 40,3 segundos sobre Sebastien Ogier, o atual líder do Mundial, decorridas as nove primeiras especiais deste rali, sexta prova do campeonato do mundo WRC.

Depois de Ogier ter vencido o "shakedown" e a primeira especial, na véspera, e ficar com a liderança por menos de um segundo, o dia de hoje começou com Jari-Matti Latvala ao ataque, no sentido de ficar logo com o primeiro posto, o que conseguiu ao vencer na primeira passagem por Ardara-Ozieri, com uma vantagem de 1,8 segundos sobre Hayden Paddon, no seu Hyundai. Mais interessante foi o sexto tempo do finlandês Teemu Suninen, que foi o melhor dos WRC2, a bordo de um Skoda Fabia R5, e que agora era o sétimo da geral, a 8,8 segundos.

Contudo, Ogier não ficou quieto, e na especial seguinte, a primeira passagem por Tula, venceu a especial, por 0,4 segundos sobre Thierry Neuville, mas mais importante, conseguiu tirar 3,4 segundos sobre Jari-Matti Latvala, recuperando a liderança. Mas para o francês, a sua preocupação era outra: os seus pneus.  “Estão bastante no limite, mas com tanta gravilha solta os macios são a melhor opção”, contou.

Algo que a concorrência mostrava incrédula, como por exemplo, o belga da Hyundai, Thierry Neuville: “Não sei como é possível para ele fazer estes tempos. É impossível andar tão depressa, eles devem ter muita tração. Esperava retirar mais tempo”, disse o belga.

Neuville reagiu na primeira passagem por Castelsardo, vencendo-a, com Ogier a perder mais de doze segundos e também a ceder a liderança para Latvala, mas com o belga da Hyundai... a 0,8 segundos. Ogier era agora o terceiro, a 10,6 segundos. Neuville repetiu a proeza na especial seguinte, a primeira passagem por Tergu-Osilo, e com um avanço de 2,3 segundos sobre Latvala, ficou com a liderança do rali, com um avanço de 1,5 segundos sobre o finlandês da Volkswagen. Ogier estava agora a 23,7 segundos, no terceiro lugar.

Claro que houve limpeza da estrada, do qual procurámos retirar vantagem. Excepto o pião que fizemos na classificativa anterior, penso que podemos estar satisfeitos com o ‘loop’ da manhã”, disse Neuville, justificando a chegada à liderança.

A parte da tarde foi dedicada à segunda passagem pelas classificativas da manhã, com Latvala a reagir na sexta especial, conseguindo passar o belga e ficar com a liderança, com uma vantagem de 2,4 segundos sobre o belga, que foi apenas quinto. Agora, a diferença era apenas de 0,9 segundos, mas sabia-se que não iriam ficar por ali. 

E foi o que aconteceu: a sétima especial, a segunda passagem por Tula, fez com que o belga conseguisse vencer a etapa com um avanço de 4,4 segundos sobre Latvala e recuperar a liderança, enquanto que Ogier era apenas terceiro, a 5,6 segundos. “O Jari-Matti esteve bem, mas eu também andei forte e o tempo final é positivo. O carro está a trabalhar de forma satisfatória nestas condições”, contou Neuville à chegada.

 A luta entre estes dois estava ao rubro, com Ogier a relegar-se cada vez mais na terceira posição, a quase meio minuto, e a ser ameaçado pelos noruegueses Mads Ostberg (Ford) e Anders Mikkelsen (Volkswagen).

Neuville alargou a vantagem na oitava especial para 7,7 segundos, algo que o deixou feliz: “O Jari-Matti esteve bem, mas eu também andei forte e o tempo final é positivo. O carro está a trabalhar de forma satisfatória nestas condições”, disse Neuville à chegada. Ogier continuava na terceira posição, agora com 34,9 segundos de diferença. Neuville fechou o dia com nova vitória, desta vez com um avanço de 3,4 segundos sobre Latvala, com Ogier a manter a terceira posição.

No final deste primeiro dia, Neuville tem agora uma vantagem de 11,1 segundos sobre Latvala, enquanto que Ogier está agora a 40,3 segundos da liderança. Depois do pódio, Anders Mikkelsen é o quarto com o terceiro Volkswagen, seguido pelo seu compatriota Mads Ostberg, consegue ser o melhor dos Fords e o último com um avanço inferior a um minuto - 58,5 segundos. 

Dani Sordo é o sexto, com um atraso de um minuto e 18 segundos sobre o lider, mas já está distante de ser apanhado - mais de um minuto e 20 segundos - sobre o sétimo classificado, Henning Solberg, que anda a disputar este lugar com Ott Tanak. Nicolas Fuchs é o nono, e o melhor dos WRC2, a dois minutos e 56 segundos, na frente de Lorenzo Bertelli, o melhor italiano.

Amanhã, o Rali da Sardenha prossegue com mais seis especiais.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Noticias: STCC vai andar com regulamento TCR em 2017

O STCC (Scandinavian Touring Car Championship) decidiu esta quinta-feira que na próxima temporada, irá seguir os regulamentos do TCR, abrindo a grelha para as vbárias marcas que a compõem. Esta decisão foi tomada depois de duas corridas nesta temporada, onde o pelotão da competição estava reduzido... a dez carros.

"Os Turismos são o futuro e eu não acho que haja uma razão para esperar mais. É hora de uma mudança", começou por dizer Jonas Lundin, diretor do STCC. Apesar de tudo isto, esta mudança de regulamentos poderá não significar um alargamento do pelotão em termos dramáticos.

"Não há dúvida de que o interesse pelo TCR vai ser grande entre os importadores, equipas e pilotos. Como o interesse vai afetar o tamanho da grelha de partida para o primeiro ano ainda é muito cedo para dizer. Estamos a trabalhar a longo prazo. Não há garantia de que não haverá mais carros no grelha do que este ano, mas sabemos que nós estamos a começar algo novo que tem o potencial para se tornar realmente grande", concluiu Lundin.

Por agora, a Volvo, a construtora local, já disse que não está muito interessado em desenvolver carros para o TCR devido aos seus compromissos no WTCC.

"Temos apoiado o automobilismo no STCC e na Suécia por mais de duas décadas. Queremos continuar nosso envolvimento no campeonato, mas como não temos um carro para o TCR, precisamos avaliar outras opções disponíveis no formato STCC na temporada de 2017", disse Alexander Murdzevski Schedvin, diretor desportivo da Polestar.

Seis pilotos que nunca venceram em Montreal

O que Gilles Villeneuve, Thierry Boutsen, Jean Alesi, Lewis Hamilton, Robert Kubica e Daniel Ricciardo tem em comum? Todos venceram ali pela primeira vez na Formula 1. Mas provavelmente isso é algo do qual já deve saber. Mas provavelmente o que pode não saber é que há pilotos que nunca venceram naquele circuito, e alguns deles são campeões do mundo! 

A corrida canadiana é um local onde houve muita variedade em termos de vencedores, mas Michael Schumacher, o mais vencedor deles todos, com sete triunfos entre 1994 e 2004. Mas entre muitos dos vencedores da Formula 1, houve quem não tenha conseguido entrar nessa variedade, por algum motivo. Aqui aparecem cinco histórias de pilotos que tentaram sempre, mas não conseguiram nunca. 


1 - Niki Lauda


O piloto austríaco, tricampeão mundial - e um dos poucos pilotos cuja vida deu um filme - nunca subiu ao lugar mais alto do pódio. A sua primeira corrida, em 1972, acabou em... desclassificação, e na segunda, no ano seguinte, deu nas vistas, liderando boa parte da corrida no seu BRM, até ter um problema na bomba de combustível, quando seguia no quinto posto.

Nos anos seguintes, pela Ferrari, Lauda nunca teve grande sorte em paragens canadianas, e em 1975 não houve corrida, o que poderia ter dado azo para consagrar-se no seu primeiro campeonato do mundo. em 1977, despediu-se da Ferrari ainda antes da corrida de Mosport, o que fez antecipar a estreia de Gilles Villeneuve na Scuderia. E em 1979, Lauda escolheu o Canadá para retirar-se da Formula 1 pela primeira vez, depois de uma temporada frustrante na Brabham.

O seu único resultado relevante aconteceu em 1984, quando foi segundo classificado, a bordo do seu McLaren-TAG Porsche, numa corrida ganha pelo seu antigo companheiro de equipa, Nelson Piquet.


2 - Keke Rosberg


Entre 1978 e 1986, Keijo "Keke" Rosberg participou em sete corridas em paragens canadianas, e em nenhuma delas, se ouviu o hino finlandês. A razão? Por vezes, os carros que tinha em mãos, outras, por estar no lugar errado à hora errada. Nos primeiros anos, a bordo de carros como a ATS, Wolf e Fittipaldi, não se qualificou em 1979 e 81, mas na segunda parte, quando correu pela Williams, e depois McLaren, foi um pouco melhor: quartos lugares em 1983, 1985 e 1986.

Aliás, na edição de 85, a bordo do seu Williams FW10, Rosberg foi protagonista de um momento espectacular quando conseguiu controlar um pião na zona do "hairpin", evitando bater no guard-rail, rumando depois para o quarto posto final.

Curiosamente, o seu filho Nico ainda não subiu ao lugar mais alto do pódio em terras canadianas... será que conseguirá este domingo? 


3 - Jacques Villeneuve


As tentativas de Jacques Villeneuve de emular o sucesso do seu pai foram muitas mas todas terminaram sem que ele subisse ao lugar mais alto do pódio na corrida "caseira". Se o seu pai, Gilles, estreou-se ali na galeria dos vencedores, já o filho Jacques, nascido no Quebec, nunca teve essa chance, apesar das passagens por Williams, BAR, Renault e Sauber-BMW.

A sua primeira passagem por terras canadianas, em 1996, foi promissora, quando chegou no segundo posto e com a volta mais rápida no seu bolso. Mas isso viria a ser o seu melhor lugar, pois nos anos seguintes, isso viria a não acontecer. Entre muitas desistências, não voltou a pontuar. A única vez em que esteve próximo foi em 2005, quando chegou na nona posição, à porta dos pontos.


4 - David Coulthard

Senhor de uma carreira bem longa na Formula 1 - tal como os dois pilotos que apresentarei a seguir - o piloto escocês com passagens pela Williams, McLaren e Red Bull, nunca fez tocar o "God Save the Queen" nas quinze temporadas que esteve na categoria máxima do automobilismo.

A sua primeira passagem por terras canadianas, em 1994, foi importante porque foi ali que conseguiu os seus primeiros pontos, com um quinto lugar. Voltaria a pontuar em 1996, já na McLaren, com um quarto posto, e teve de esperar seis anos, até 2002, para subir ao pódio, com um segundo lugar. Pelo meio, teve uma pole-position em 1998, mas não terminou as corridas até ali.

Já na Red Bull, pontuou em 2005 e 2006, e foi em 2008 que o escocês subiu de novo ao pódio, com um terceiro lugar. O último de 62 pódios recolhidos ao longo da sua carreira.


5 - Rubens Barrichello


Entre 1993 e 2011, Rubens Barrichello foi um dos pilotos com a carreira mais extensa na história da Formula 1, com treze vitórias, mas nenhuma delas foi em terras canadianas, apesar das tentativas que fez e dos pódios que alcançou, ao serviço de equipas como Jordan, Stewart, Ferrari, BAR, Honda, Brawn GP e Williams.

O seu primeiro resultado relevante foi em 1995, quando foi segundo classificado, e conseguindo ali o seu segundo pódio da sua carreira. Só iria voltar a pontuar três anos depois, a bordo de um Stewart.

Já na Ferrari, Barrichello subiu ao pódio nas edições de 2000 (segundo), 2002 (terceiro), 2004 (de novo em segundo), 2005 (outra vez em terceiro), mas sem vencer. Em 2008, foi sétimo, a bordo do seu Honda, e em 2011, foi nono, a bordo da sua Williams.


6 - Felipe Massa


Tal como Barrichello, Felipe Massa tem uma carreira bem grande na Formula 1 - está a correr desde 2002 na categoria máxima do automobilismo - mas subir ao lugar mais alto do pódio em terras canadianas é algo que nunca conseguiu. Aliás, para sermos honestos, Felipe Massa nunca subiu ao pódio em terras canadianas!

O seu primeiro resultado relevante foi em 2005, quando Massa terminou a corrida na quarta posição, a bordo do seu Sauber, e no ano seguinte, a primeira na Ferrari, chegou ao fim na quinta posição. Só voltaria a pontuar em 2008, com um quinto posto, e sextos lugares em 2011, 2013 e 2015.

Claro, a sua carreira ainda está algo longe do fim, mas numa altura em que o Brasil vive um jejum de sete anos sem vitórias na Formula 1, não parece que esteja perto de acontecer. 

Formula 1 em Cartoons - Pré-Canadá (Cire Box)

Sabemos que Daniel Ricciardo é uma personagem sempre sorridente, e que os eventos no Mónaco o fizeram tirar o seu sorriso. Mas de acordo com o "Cire Box", o piloto australiano regressará a Montreal com uma vontade de atirar o passado para trás na Red Bull... e mais algumas coisas.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

A mecânica do acidente de Fernando Alonso em Melbourne

Há cerca de três meses, em Melbourne, Fernando Alonso teve um dos piores acidentes da sua carreira, ao embater fortemente no muro depois de ter capotado na gravilha. Embora aparentemente, o piloto espanhol da McLaren tenha saído dali relativamente incólume, ele acabou por depois deterarem-lhe fissuras nas costelas e um pulmão perfurado, que o impediram de correr no Bahrein, sendo substituido por Stoffel Vandoorne.

Esta quarta-feira, a FIA divulgou o relatório final sobre o seu acidente e o impacto que ele sofreu no embate no muro foi impressionante: 46 G's! Tudo isto a partir de um choque inicial com o carro de Esteban Gutierrez, a 305 km/hora. "A partir de um impacto inicial de 305km/hora, o carro de Alonso foi capaz de gerir três desacelerações, uma delas no ar, sem grande prejuízo para o piloto, principalmente devido a uma variedade de sistemas de segurança existentes no carro, um bom desempenho para a sua finalidade projetada", concluiu.

Laurent Mekies, gerente do FIA Global Institute, afirmou que as lições tiradas do acidente do Alonso - especialmente as imagens de vídeo - contribuirão para haja uma melhor segurança no futuro.

"O que queríamos entender era a dinâmica exata da cabeça, pescoço e ombros num acidente como este e como eles interagem com as outras partes do cockpit - os preenchimentos, o HANS, os cintos e qualquer outra coisa que pode estar dentro do cockpit", começou por dizer.

"Estas câmaras permitem-nos compreender melhor as forças exercidas sobre a cabeça em determinados deslocamentos, o alongamento do pescoço, como ele interage com os apoios de cabeça, como os encostos de cabeça se mexem e o que precisamos fazer para produzir o cockpit da próxima geração. "

Mekies deu a entender que a existência de mais câmeras para monitorizar os pilotos no futuro, bem como a possibilidade de usaram melhor os dados biométricos. "Você poderia imaginar amanhã um milhão de coisas - você poderia imaginar tentar estimar as cargas sobre a parte superior do corpo dos pilotos através dos cintos de segurança, por exemplo. É um campo de pesquisa que nunca vai parar, tanto como a pesquisa por mais segurança nunca irá parar, pois vamos continuar a empurrar os limites para ganhar uma compreensão mais profunda", concluiu.

WTCC: Volvo não vai ter pronto um terceiro carro para Vila Real

Surgiram rumores nas últimas semanas que a Polestar poderia inscrever um terceiro carro para a ronda de vila Real, no final do mês. Contudo, a preparadora sueca, que está a preparar os Volvo para o WTCC, disse hoje que isso está descartado. “Nós não vamos entrar com um terceiro carro em Vila Real”, disse o relações públicas da Polestar Racing, Johan Meissner, ao site SportMotores.com.

Contudo, os dois carros que estão presentes, para Thed Bjork e Frederik Ekblom, não tem tido grandes resultados nesta temporada de estreia no WTCC. Por exemplo, nenhum dos carros chegou ainda ao "top five" de qualquer corrida até agora. E mesmo o próprio Meissner não esclareceu se o tal terceiro carro poderia ser usado ainda durante a temporada.

Caso essa hipótese aconteça, esse terceiro carro, que serve essencialmente como "muleto" de testes durante os fins de semana das corridas, facilitando o trabalho para os engenheiros suecos, poderia aparecer mais para o final desta temporada.