sábado, 8 de maio de 2021

A imagem do dia


“Nem posso acreditar que cheguei às 100 pole-positions. É aos homens e mulheres que estão aqui e na fábrica, que estão continuamente a elevar a fasquia, e nunca desistem. O apoio que tenho, é um sonho para mim trabalhar com estas pessoas, e a viagem que temos feito tem sido imensa. Quem teria pensado que no final de 2012, quando tomámos a decisão de estabelecer esta parceria, chegaríamos às 100 pole-positions. Por isso, sinto-me muito humilde e muito grato. Estou extasiado, como se fosse a minha primeira pole”.

Estas foram as declarações de Lewis Hamilton em Barcelona, no final da qualificação do GP de Espanha, depois de ter conseguido o que, para muitos, parecia ser impossível: ser o primeiro piloto a alcançar as cem pole-positions na sua carreira. 

Tinha de ser em algum lado e em algum dia, mas aconteceu. Este era um recorde que se esperava ser dele, especialmente depois de ter conseguido bater os que tiveram esse recorde por muito tempo, especialmente Michael Schumacher. 

Mas para lá chegar, Hamilton fez um longo caminho desde a primeira, no GP do Canadá de 2007. Aliás, alguém esperaria, naquela tarde canadiana, que aquele jovem piloto, então com 22 anos, faria ali a primeira de uma centena, batendo todos os recordes e marcar toda uma geração? Pois é isso que anda a fazer. Sempre com a melhor máquina, sempre dando o seu melhor.

Ainda por cima, este é o recorde que muitos afirmam ser o mais difícil de apanhar, especialmente depois de ter pertencido a Ayrton Senna e depois, a Michael Schumacher. Quando por fim o bateu, no GP da Itália de 2017, todos pensariam qual seria o seu limite, onde é que iria parar. Pois bem: agora que estamos a ver o primeiro piloto a chegar à centena, e ele, aos 36 anos, ainda quer mais e mais, parece que esse recorde vai se alargar por mais algum tempo.

E não vai ser o último: 2021 poderá ser aquele em que Hamilton sai com mais de cem poles, cem vitórias e oito títulos mundiais. E claro, marcar toda uma geração. 

E claro, os seus fãs querem que seja o maior de sempre, que as suas façanhas ecoem pelos tempos. Amanhã, tem tudo para ganhar a prova, provavelmente muito aborrecida. Mas a culpa não é dele. 

Noticias: Estado de saúde de Reutemann agravou-se


O estado de saúde do ex-piloto e atual senador Carlos Reutemann se agravou neste sábado, ao ser-lhe detetado uma hemorragia digestiva que o obrigou a ser transferido para o Hospital Central de Rosário, onde ficou nos cuidados intensivos. 

No boletim clinico desta sábado do Sanatório Santa Fé, declara-se sobre as últimas novidades e a decisão de transferência para o hospital: 

“Na data de hoje, e com a evidência de um novo episódio de sangramento digestivo com a consequente descompensação hemodinâmica do senador Carlos Reutemann, com tendência na baixa da pressão arterial e o piora dos parâmetros bioquímicos, foi decidida sua transferência à Casa de Saúde Parque da Cidade de Rosário para poder continuar com seus estudos de diagnóstico e o seu eventual tratamento”.

Nos últimos anos, a saúde de Reutemann não foi das melhores. Operado para retirar um tumor no fígado em 2017, a extensão do seu tratamento o debilitou imenso ao ponto de o antigo governador e senador desde 2003 ter decidido que este iria ser o seu último mandato. As suas aparições em Buenos Aires tem sido escassas, e recentemente, foi visto a receber as suas doses de vacina contra a CoVid-19 numa clinica ambulatória em Santa Fé.

Aos 79 anos, Reutemann teve uma carreira na Formula 1 que durou uma década, entre 1972 e 1982, correndo pela Brabham, Ferrari, Lotus e Williams. Venceu por doze vezes, entre 1974 e 1981, e foi vice-campeão nesse mesmo ano, batido por Nelson Piquet por um ponto. Para além disso, subiu por duas vezes ao pódio em provas de ralis, ao ser terceiro classificado nas edições de 1980 e 1985 do Rali da Argentina. 

Formula E: Felix da Costa foi o melhor nas ruas do Mónaco


Depois de ter conseguido a pole-position de manhã, o português António Félix da Costa aproveitou a tarde para triunfar nas ruas do Principado, num duelo com Robin Frijns e Nick Cassidy, que foi aproveitado numa ultrapassagem na última volta na Chicane do Porto para cortar em primeiro a conseguir a sua primeira vitória na temporada. 

Na partida, o piloto português conseguiu sair melhor que Frijns, Evans e Vergne, e as coisas andaram asim até ao gancho do Hotel Loews, quando um Mahindra bateu no guard-rail e foi passado por cima. Houve bandeiras amarelas, mas os carros conseguiram sair dali sem serem ajudados. Atrás, Nyck de Vries tinha sido penalizado em 10 segundos, por ter infringido regras.

Frijns tentou pressionar o piloto português nas voltas seguintes e conseguiu passá-lo no inicio da terceira volta, ao mesmo tempo que Jake Dennis ia fazer uma visita às boxes porque usou demasiada energia durante a regeneração, mas ele estava bem atrás no pelotão, logo, não era uma ameaça.

Frijns continuava a comandar, mas não se afastava do resto do pelotão, e quando faltava 32 minutos para o final da corrida, alguns dos pilotos da frente foram pela primeira vez ao Attack Mode. Evans e Cassidy tentaram apanhar os DS Techeetah, enquanto na olta seguinte, foi a vez do DS de Félix da Costa a passar pelo Attack Mode. Felix da Costa chegou a cair para quarto, mas quando foi a sua vez, passou três carros, incluindo uma bem musculada sobre Vergne e Mitch Evans, na Chicane do Porto, one a fibra de carbono saltou e se fez algum corta-mato... mas o piloto português ainda aproeitou a energia extra para passar Frijns e recuperar a liderança. 

Ambos se distanciavam do pelotão, mas quando acabou a energia do piloto português, o holandês ainda tinha e ele o passou na travagem para Ste. Devote e se afastou o que podia até acabar a energia a mais que tinha. Atrás, Vergne ia ao Attack Mode e subia para quinto, passando Nick Cassidy.

Aos 24 minutos, Frijns voltava ao Attack Mode e permitiu a aproximação de Fçeix da Costa e Gunther, que por sua vez, foram ao Attack Mode para er se apanhava o holandês. O português caia para terceiro, atrás de Vergne e Frijns, mas o francês deixou passar o português no Casino, quando ele tentou passar pelo Attack Mode, mas não conseguiu ativar. 

Na frente, Frijns e Félix da Costa estavam colados um ao outro, e já tinham usado dos Attack Mode. Evans, em pleno Attack Mode, aproximavam-se, e a 18 minutos da bandeira de xadrez, na saída do Túnel, o piloto português passou o holandês e ficou na frente. Mas foi por pouco tempo, pois Evans, ainda com o Attack Mode, passou em poucos metros para a liderança: primeiro Frijs, na meta, e depois, o piloto da DS na Massenet. Ao mesmo tempo, o Audi de René Rast parou na subida ao Casino depois de ter batido em Ste. Devote. Com isso, o Safety Car não teve outra chance senão sair. Faltavam 13 minutos para o final.

A seis minutos do fim, a corrida recomeçou com Vergne a ir ao Attack Mode, enquanto Evans tentava afastar-se de Felix da Costa. Este tentava passá-lo, mas o neozelandês defendia-se, enquanto atrás, Vergne tentava passar Gunther para ser quinto. As coisas andavam assim até à última volta, apesar das bandeiras amarelas na zona do Tabac, por causa do Mercedes de Nyck de Vries, que estava ali parado.


No final, na travagem para a chicane do Porto, na sua última chance para passar, atacou e compensou com a liderança. Evans acabou por ser uma "chicane ambulante, porque a energia estava a acabar e permitiu que o piloto português afastasse até à meta e vencesse com categoria. Frijns conseguiu passar Evans na meta para ser segundo e o piloto da Jaguar ainda deu para ficar com o terceiro posto, na frente de Jean-Eric Vergne.

No final, os Mercedes não pontuaram, enquanto a DS Techeetah foram os grandes vencedores. Mas em termos de liderança, esta pertence a Frijns, que tem agora 62 pontos, seguido por De Vries, com 57, Evans com 54 e Félix da Costa com 52.

Agora, a Formula E atravessa o Atlântico para a jornada dupla em terras mexicanas, mais concretamente no autódromo de Puebla. 

Formula 1 2021 - Ronda 4, Espanha (Qualificação)


Ao ver esta sequência, da caravana da Formula 1 deslocar-se de uma ponta à outra da Península Ibérica, fez-me recuar trinta anos no tempo, para quando era criança, ao saber sempre que a Formula 1, depois de chegar a Portugal, ia logo a seguir a Espanha, nem uma semana para voltar a ver as máquinas da Formula 1 em ação, que me fazia alegrar sempre. Mas isso era em setembro, e agora estamos em maio, ou seja, passamos do final do verão para quase o meio da primavera, e claro, o inicio da temporada, onde tudo está ainda por acontecer, apesar de sabermos mais ou menos quem vai ganhar, não é? Apesar da emoção do duelo que estamos a observar.

Dos poucos dias que tivemos entre Portimão e Barcelona, e dos 1200 quilómetros que são feitos para lá chegarmos, todo este tempo e distância serviu para falar sobre Valtteri Bottas e a sua utilidade dentro da Mercedes. Há quem defenda que Lewis Hamilton deveria ser ainda mais pressionado para fazer valer os seus títulos mundiais, e quando apareceu em alguma imprensa - sensacionalista, diga-se de passagem - britânica que ele deveria ser substituído por George Russell, outro britânico que na única vez que correu com Bottas em máquinas iguais, o "comeu de cebolada" e em Imola andou bem perto de ser ultrapassado por ele, antes da colisão que "salvou" Lewis Hamilton de, no mínimo, cair para o fundo do pelotão, ergueram-se vozes para que a Mercedes fizesse uma de Red Bull.

Claro, de Brackley todos vieram defender o finlandês, desde o próprio, que achou os rumores um disparate, a Hamilton dizer que gosta do Bottas e sente-se bem em trabalhar com ele, e claro, gente a dizer que eles têm Toto Wolff e não Helmut Marko, mas isto não ira embora tão cedo, isso há há dúvidas.


Barcelona aproveitou o inverno para fazer um "facelift" na Curva 10, mas apesar de ser mais aberta, há quem jure que não passou de cosmética, o problema é maior o que isso. Colocar batom em suínos não vai resolver o problema de fundo porque a penultima curva antes da meta é aquela chicane horrível, e... não creio que voltemos a ter corridas emocionantes por ali. A não ser que chova, e curiosamente, é algo que se prevê no final de semana.

Mas não neste sábado qualificativo. Aliás, esta é a cronica acerca de um dia que ficou na história. 

Tudo começou neste céu azul de primavera. A sessão ia começar um pouco mais tarde que o habitual por causa de umas reparações nos guard-rails, devido a um acidente numa das corridas de apoio. E quando os carros começaram a sair para a pista, de uma certa forma, as coisas começaram e desenrolar como seria previsto, ora com médios, ora com moles.

Nas primeiras voltas lançadas, Bottas e Hamilton eram os melhores, com os médios calçados. Os Ferrari estavam perto do topo graças a Carlos Sainz Jr, que queria mostrar o que valia "em casa" - embora sem público - enquanto mais atrás, havia dificuldades. Não as asneiras habituais de um Nikita Mazepin ainda inadaptado, em claro contraste de Mick Schumacher, que conseguia andar ao ritmo dos Williams. Pelo menos o do Nicholas Lattifi.

Na parte final, a grande surpresa foi a não-qualificação de Yuki Tsunoda. As coisas andaram muito mal para ele, ao ponto de afirmar que lhe tinham dado um carro totalmente diferente do seu companheiro de equipa, Pierre Gasly, que passou calmamente para a Q2. A "teoria da conspiração" caiu mal e ele pediu desculpa mais tarde, mas ele não conseguiu o que Lance Stroll obteve nos momentos finais: uma olta limpa e a passagem para a fase seguinte. Assim, Tsunoda fez companhia aos Haas, o Williams de Lattifi e o Alfa Romeo Sauber de Kimi Raikkonen.

Para  Q2, muitos dos pilotos, principalmente os da frente, dispensaram os médios e preferiram carregar nos moles para ir o mais rapidamente possivel para a última fase. Tanto que, depois de Bottas ter feito uma volta superior a Hamilton, Max fez ainda melhor, em contraste com um Sergio Perez que não estava muito bem, pelo menos na primeira fase, onde estava prestes a ficar de fora. Nas no final da Q2, o problema foi resolvido.

E chegado ao momento da verdade, os que ficaram para trás foram os Aston Martin de Lance Stroll e Sebastian Vettel, o Alfa Romeo de António Giovinazzi, o Alpha Tauri de Pierre Gasly e o Williams de George Russell.


Agora era a altura de rumar para a Q3, que tinha ali os carros da Red Bull, Mercedes, Ferrari, McLaren e Alpine. E ver se Max Verstappen iria quebrar os Mercedes, e adiar o inevitável.  

A sessão começara com os pilotos a usarem os moles, e nas suas primeiras voltas, os Mercedes voltavam a marcar o ritmo. Hamilton foi o primeiro, mas o tempo de Max o colocou em alerta, sabendo que a Red Bull tinha uma arma bem eficaz e capa de os fazer suar. E ele tinha batido Valtteri Bottas, o que era importante. Atrás, Perez tinha problemas em fazer um tempo que permitisse acompanhar o ritmo dos primeiros, mas era melhor que o resto do pelotão.  

Na tentativa final, não houve melhoras, mesmo com os três na pista, o que significava que Hamilton continuava no topo da tabela, com Max entre os Mercedes, e Sergio Perez a ser "o melhor do resto", na frente de um Esteban Ocon que levava o Alpine a outro bom resultado na grelha, na frente de Sainz Jr, o melhor dos Ferrari.


Após todos celebrarem a marca histórica, tinha de se ver o que poderia acontecer para amanhã: com um carro que também parece muito bom em ritmo de corrida, e com duas paragens previstas, Hamilton deve ser o favorito à vitória, apesar de Max Verstappen, que arrancará do seu lado.

Mas... se ninguém na frente se atrapalhar, parece que já sabemos quem será o encedor de manhã, numa corrida que por norma, não é excitante. Mesmo assim, parabéns ao primeiro centenário de Sir Lewis!

Formula E: Felix da Costa foi o poleman no Mónaco


O português António Félix da Costa é o poleman para o ePrix do Mónaco, a sua segunda no campeonato deste ano e a sexta da sua carreira na Formula E. O piloto da DS Techeetah conseguiu bater o Virgin de Robin Frijns e o seu companheiro de equipa, Jean-Eric Vergne, numa sessão marcada por alguns acidentes, como o de Sergio Sette Câmara, que bateu forte e causou uma sessão de bandeiras vermelhas.  

Com a Formula E a ir para o Mónaco, e pela primeira vez, usando o mesmo circuito da Formula 1, havia a expectativa de uma qualificação renhida. E também era a primeira prova depois da polémica da última corrida, em Valencia, onde dez carros ficaram sem energia na última volta. Por causa disso, a partir de agora, a redução de energia tem limites: não é aplicada nos cinco minutos finais da corrida, caso haja algum Safety Car nessa altura.

Os primeiros pilotos a irem para a pista foram até ao limite do tempo, no sentido de tentarem o melhor possível. Robin Frijns conseguiu um bom tempo, de 1.31,638, mesmo raspando no muro. E foi mesmo o melhor tempo, porque do resto do grupo, que incluiu Nyck de Vries, Stoffel Vandoorne, Sam Bird e René Rast, não conseguiu tempos competitivos.

No segundo grupo, que incluiu Jean-Éric Vergne, Jake Dennis, Edoardo Mortara, Pascal Wehrlein, Nico Müller, Oliver Rowland, os pilotos foram bem melhores em termos competitivos. O melhor do grupo acabou por ser Vergne, com o terceiro tempo da geral, seguido por Oliver Rowland e Pascal Wehrlein que ainda tinham tempo para seguir na fase seguinte, mas dependiam do que os outros grupos fariam.

Para o Grupo 3, que era constituído por Alexander Sims, António Félix da Costa, Alex Lynn, André Lotterer, Nick Cassidy, Oliver Turvey, o piloto português conseguiu um bom tempo, apesar de ter perdido segundos preciosos nas últimas curvas. Apesar de ter sido o melhor no grupo, conseguiu apenas o terceiro melhor tempo em termos provisórios, com Nick Cassidy logo a seguir, mas periclitante em termos de SuperPole.

Por fim, o último grupo, que tinha Lucas Di Grassi, Sérgio Sette Câmara, Maximilian Günther, Sébastien Buemi, Norman Nato e Tom Blomqvist, essa fase ficou marcada, primeiro, pelo bom tempo de Max Gunther, que conseguiu o terceiro melhor tempo provisório, e o único que foi para a fase seguinte, e a Sergio Sette Câmara saiu-lhe "a fava", quando bateu na curva Anthony Nogués e causou a interrupção da sessão de qualificação por alguns minutos, para tirar o carro da pista.   

Para a Superpole passaram Rowland, Vergne, Felix da Costa, Gunther, Evans e Frijns

Rowland foi o primeiro a sair, mas aparentemente ele mexeu-se quando o semáforo ainda estava vermelho, e a sua tentativa acabou por ser anulada. Vergne veio a seguir e marcou um tempo de 1.31,7, que era mais veloz que o piloto da Nissan. Mas logo a seguir apareceu o seu companheiro de equipa, que conseguiu fazer uma volta melhor e ficar no topo da tabela de tempos, com 1.31,317.

Gunther tentou ir mais rápido, mas não conseguiu, e Evans, apesar de ter feito a volta de maneira mais agressiva, não conseguiu mais do que o segundo melhor tempo, ficando entre os DS Techeetah. No final, restou o holandês da Virgin, que apesar de ter ido rápido e agressivo nas curvas, acabou por não dar, por 12 centésimos.

A corrida monegasca acontece pelas 15 horas de Lisboa, e em Portugal é transmitido pela Eleven Sports e pela Eurosport 2.   

sexta-feira, 7 de maio de 2021

A imagem do dia


Muitos na Grã-Bretanha conheciam Sir Leslie Marr como sendo um pintor paisagista, um dos mais aclamados do seu tempo. Mas apesar da origem aristocrática - herdou o título de Barão com dez anos de idade, quando o seu avô, James Marr, faleceu - e de ter servido na Royal Air Force na II Guerra Mundial, ele também teve uma carreira interessante no automobilismo. Com passagens pela Formula 1, guiando o Connaught inscrito por ele mesmo.

Começando a correr após a II Guerra Mundial, a sua carreira foi relativamente curta, porque aconteceu em paralelo com o despertar da sua carreira artística. Tinha conseguido uma graduação em Engenharia em Cambridge, foi servir o país com distinção na Palestina, onde ficou interessado na pintura. Após a guerra, frententou a Heatherley's Art School em Pimlico, um bairro de Londres, sob o professorado de David Bomberg. Com o tempo, viajou pela Europa e o automobilismo foi uma curta experimentação.

Em 1954, inscreveu o seu Connaught para o GP da Grã-Bretanha, onde o levou até ao fim na 13ª posição, a oito voltas do vencedor, Froilan Gonzalez, depois de partido da 22ª posição da grelha. Tentou a sorte no ano seguinte, quando o GP britânico foi em Aintree, mas desistiu na olta 19 quando os seus travões cederam.

Marr ainda correu por mais algum tempo, conseguindo triunfar na III Cornwall M.R.C Formula 1 Race realizada em Davidstow, na Cornualha britânica, e em 1956, foi quarto classificado no GP da Nova Zelândia, num Connaught-Jaguar, numa prova vencida por Stirling Moss. Pouco tempo depois, pendurou o capacete para se dedicar à pintura, onde se tornou um dos mais famosos paisagistas da Grã.-Bretanha, vivendo em vários locais, incluindo a ilha de Arran, no oeste escocês, e os seus quadros estão expostos em diversos museus na Grã-Bretanha.

Leslie Marr morreu esta terça-feira, aos 98 anos. Era um dos últimos sobreviventes dos primeiros tempos da Formula 1.

Noticias: Hamilton defendeu Bottas na Mercedes


Depois dos rumores após Portimão que poderia haver uma mudança no alinhamento da Mercedes antes da temporada acabar, e de Valtteri Bottas afirmar que não só são ridiculas, como também não são como certa equipa da concorrência, coube a vez de, nesta sexta-feira, Lewis Hamilton partir em defesa do seu companheiro de equipa.

Numa conferência de imprensa em Barcelona, Hamilton afirmou que o finlandês necessita de ser "deixado em paz" e fazer o seu trabalho da melhor maneira possível, que tem funcionado muito bem para ele. 

“Sinto que temos atualmente a melhor dupla, em termos do equilíbrio que existe na nossa equipa”, começou por dizer Hamilton aos repórteres. “A certa altura vai mudar, não vou ficar aqui para sempre, Valtteri não vai ficar aqui para sempre, mas neste momento penso que ele tem vindo a mostrar o seu valor vezes sem conta ao longo dos anos e continua a fazê-lo.", continuou. 

"Valtteri qualificou-se na última corrida na pole. É apenas a quarta corrida [este fim-de-semana]. Penso que as pessoas precisam de o deixar em paz e deixá-lo concentrar-se em fazer o que está a fazer”, concluiu.

Apesar de muitos gostarem de ver George Russell no lugar do piloto de 31 anos, quem viu ontem o video que coloquei aqui feito pelo Josh Revell sabe que Hamilton não deseja ter concorrência interna para poder fazer o que tem a fazer para cimentar a sua posição como o melhor piloto de Formula 1 do atual pelotão, e ainda tem uma palavra a dizer em termos de quem quer a seu lado na equipa. Logo, qualquer alteração acontecerá quando, provavelmente, o britânico pendurar o capacete ou sair da marca alemã.

GP Memória - Europa 2006


Duas semanas depois de terem corrido em Imola, a caravana da Formula 1 marchava um pouco mais para norte, para Nurburgring, no sentido de correrem o GP da Europa. Com a Renault e Fernando Alonso na nó de cima, esperava-se que eles aproveitassem a pista e as circunstâncias para se afastarem cada vez mais da concorrência. 

Entre as duas corridas, houve uma grande alteração nos inscritos: o japonês Yuji Ide foi substituído pelo francês Franck Montagny, que depois do acidente que causara em Imola com o Midland de Christian Albers, a FIA resolveu agir e retirar a Super-Licença ao piloto a Super Aguri.

Com essa mudança na lista de inscritos, as coisas não mudaram muito. No final da qualificação, Fernando Alonso conseguiu superiorizar aos Ferrari de Michael Schumacher e Felipe Massa, enquanto Rubens Barrichello era quarto no seu Honda. Kimi Raikkonen, no seu McLaren-Mercedes, e Jenson Button, no segundo Honda, partilhavam a terceira linha, enquanto Jarno Trulli era sétimo no seu Toyota, na frente de Juan Pablo Montoya, no segundo Mercedes. E a fechar o "top ten" estavam o Williams-Cosworth de Mark Webber e o BMW Sauber de Jacques Villeneuve.

Contudo, entre a qualificação e a corrida, a Williams trocou os motores de Webber e Nico Rosberg, e praticamente partiam do fundo da grelha.


Na largada, Alonso saiu bem e tentou escapar-se do resto do pelotão, mas Michael Schumacher andou atrás dele, seguido por Massa e Barrichello. Atrás, Vitantonio Liuzzi era tocado por atrás e ainda foi em direção do Red Bull de David Coulthard, quebrando a sua asa frontal. O italiano tentou levar o carro para as boxes, mas a meio do caminho, fez um pião e ficou parado no meio da pista, obrigando a entrada do Safety Car. Coulthard também foi às boxes para trocar de asa, mas os danos eram tais que na segunda volta, voltou a parar, e foi para arrumar o carro na garagem. 

A corrida retomou na volta três, com o espanhol na frente, e as coisas andaram assim até à volta 18, quando Alonso foi às boxes para faer o primeiro reabastecimento, deixando o alemão na frente. Mas foi sol de pouca dura, porque o piloto da Ferrari foi reabastecer a seguir, deixando desta e o Honda de Barrichello na frente. Alonso voltou à liderança na volta 23, quando foi a vez do brasileiro parar.

O duelo entre ambos continuava, mas à distância, sem que um ameaçasse o outro, logo, as coisas iriam ser decididas nas boxes. Na volta 37, Alonso foi fazer o seu segundo reabastecimento, deixando Schumacher na pista até à sua vez de meter gasolina e ter um jogo novo de pneus. O reabastecimento foi mais veloz e conseguiu sair na frente do Renault do espanhol. 


A parte final da corrida foi um duelo a quarto, mas foi Alonso que tee de segurar Massa e Raikkonen do que atacar a liderança de Schumacher. E foi assim que a corrida acabou, com o alemão a vencer "em casa", com uma diferença de 3,7 segundos sobre Alonso, e conseguindo a sua primeira vitória do ano. Massa ficou com o lugar mais baixo do pódio, enquanto nos restantes lugares pontuáveis ficavam Kimi Raikkonen, o Honda de Barrichello, o segundo Renault de Fisichella, o Williams de Nico Rosberg e o BMW Sauber de Jacques Villeneuve. 

Noticias: Reutemann internado com anemia


O ex-piloto e atual senador, Carlos Reutemann, está internado desde quarta-feira devido a um quadro de anemia. Aos 79 anos, o ex-piloto de Formula 1 está nos cuidados intensivos depois de ter sido submetido a um quadro intensivo de exames nas últimas 24 horas para saber a gravidade da sua condição e submeter-se ao seu devido tratamento.

Segundo conta o jornal "Clarin", de Buenos Aires, Reutemann "chegou ao hospital pelos seu próprio pé" e descartam um quadro de CoVid-19, porque ele tomou uma dose da vacina no passado mês de março. 

Nos últimos tempos, o senador tem estado retirado de cena, depois de ter sido operado para retirar um tumor no fígado em 2017. As sequelas da operação, que durou cerca de sete horas, o deixaram debilitado e as suas aparições no câmara alta do orgão legislativo argentino tem sido espaçadas, preferindo ficar em Santa Fé, a sua cidade natal.

Governador de Santa Fé entre 1991 e 1999, e senador desde 2003, "Lole" Reutemann foi um dos mais conhecidos desportistas do seu tempo, correndo na Formula 1 entre 1972 e 1982, pela Brabham, Ferrari, Lotus e Williams, vencendo doze corridas e sendo vice-campeão do mundo em 1981. Pelo meio, é o úico piloto que conseguiu pódios em proas do WRC, sendo terceiro classificado nas edições de 1980 e 1985 do rali da Argentina. 

A vida de Janet Guthrie vai dar filme


Janet Guthrie
é uma pioneira americana. Nos anos 70, foi a primeira mulher a correr nas 500 Milhas de Indianápolis, abrindo caminho a mais de uma dezena de outras mulheres, mas também foi a primera a correr nas 500 Milhas de Daytona, prova rainha da NASCAR. Agora com 83 anos, a sua carreira poderá ser alvo de um filme de Hollywood, com uma atriz vencedora de Oscares no seu papel.

Segundo o site Deadline, o filme será baseado no livro "Speed Girl", escrito por Stephan Talty, e Guthrie erá interpretada por Hillary Swank, que conseguiu um dos seus prémios da Academia através de "Million Dollar Baby", um drama desportivo acerca de uma boxeadora, num filme realizado por Clint Eastwood. O filme será produzido pela Balcony 9, ainda está em fase de pré-produção, com Swank ainda a acumular o papel de produtora.

Guthrie, que teve uma longa carreira no automobilismo, conseguiu como melhor resultado nas 500 Milhas de Indianápolis um nono posto, na edição de 1978. 

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Youtube Formula One Video: George Russell tem estofo de campeão?

Com a geração de pilotos a chegar à sua última parte da sua longa carreira - Lewis Hamilton tem 36 anos, Sebastian Vettel 33, Fernando Alonso 39, Kimi Raikkonen 41 - e os secundários já na casa dos 30 - Valtteri Bottas anda com 31, a mesma idade de Daniel Ricciardo, enquanto Sergio Perez vai a caminho também dos 31 - não há muita gente que seja nova e com estofo de campeão. Claro que nove em dez dirão que Max Verstappen é o piloto ideal, porque têm 22 anos, e o resto aposta as suas fichas entre Charles Leclerc (23 anos) e Lando Norris (21 anos).

Mas o Josh Revell acha que andamos a menosprezar um terceiro piloto, que está a chegar ao bom momento, mas está num mau carro. Tanto há os que queram a saúda de Bottas e a sua entrada, como falei hoje por aqui. George Russell tem 23 anos - nasceu a 15 de fevereiro de 1998 - e no final do ano passado, mostrou que, se não fossem os azares, poderia ter ganho aquela corrida em Shakir, na única vez que correu no Mercedes. 

E claro, neste video, ele pergunta se tem estofo de campeão. 

Formula E: Félix da Costa quer ser feliz no Mónaco


António Félix da Costa espera que Mónaco seja o inicio da recuperação no campeonato. Depois da catástrofe que foi o seu fim de semana em Valencia, onde ficou sem energia quando liderava a corrida no inicio da última volta, ele espera que ali, as coisas sejam bem melhores. Com um pódio alcançado, mas no meio da tabela, com 24 pontos, o piloto de Cascais, fã assumido do circuito monegasco, ele espera que aqui possa ser feliz e alcançar triunfos que o catapultem mais acima na tabela de classificação.

"A magia de correr no Mónaco é única, todo o ambiente à volta do fim-de-semana é diferente de qualquer outro lugar. Apesar de termos perdido pontos importantes na corrida de Valência, a verdade é que temos muito campeonato pela frente, além disso sabemos que temos um bom carro, portanto o objetivo para este fim-de-semana no Mónaco é claro: qualificar bem, pois se o fizermos facilita muito o trabalho na corrida. Estamos motivados e com vontade de vingar as últimas corridas!", disse, no comunicado de imprensa da DS Techeetah.

Ao contrário das ouras corridas do campeonato, o ePrix do Mónaco será uma proa única, que terá duas novidades: será a primeira prova a correr no mesmo traçado usado pela Formula 1, e por causa disso o Atack Mode mudará de lugar e será na curva Massenet, antes do Casino. 

A corrida acontecerá este sábado pelas 15 horas de Lisboa e será transmitida quer na Eurosport 2, quer na Eleven Sports.

Noticias: Bottas responde aos rumores de substituição por Russell


Valtteri Bottas respondeu aos rumores de substituição por George Russell, afirmando que não passam disso e que eles não são a equipa que faz esse tipo de coisas. Na conferência de imprensa que acontece antes do GP de Espanha, o piloto finlandês da Mercedes disse acreditar que ali os contratos são cumpridos e não fariam tal coisa, mesmo depois de ter sido terceiro classificado na corrida anterior, depois de ter feito a pole-position um dia antes. 

“Eu sei que não vou ser substituído no meio da temporada. Como equipa, não fazemos isso, tenho um contrato para este ano. Acho que há apenas uma equipa que faz esse tipo de coisa na Fórmula 1 e não somos ela”, afirmou Bottas, fazendo referência à Red Bull.

“Então, não há pressão do meu lado. Nós sabemos como as coisas são, [dizem-se] asneiras por aí, isso faz parte do desporto.”, concluiu.

Sobre o seu futuro em 2022, o piloto de 31 anos afirma que ainda é muito cedo para se pensar nisso:

“[Ainda estamos no] começo - eu não pensei sobre o próximo ano, realmente. Meu foco total está neste ano e agora, porque isso é tudo que importa e normalmente isso trará um bom futuro. Não tenho ideia e, no momento, não me importo, só quero me concentrar neste ano e colocar cada pensamento e cada gota de energia que tenho nisso.”, concluiu.

O piloto finlandês tem dois terceiros lugares após três corridas e é o quarto classificado do campeonato, com 32 pontos, menos cinco que Lando Norris, da McLaren, e menos de metade que Lewis Hamilton, que lidera o campeonato com 69 pontos. 

quarta-feira, 5 de maio de 2021

A imagem do dia


“Estamos muito felizes em apoiar Romain com esta oportunidade especial. A ideia surgiu quando parecia que ele estaria a encerrar a sua carreira na Fórmula 1, e não queríamos que seu acidente fosse seu último momento em um carro de Formula 1”.

“O acidente de Romain nos lembra dos perigos que eles enfrentam cada vez que entram no carro, mas também é uma prova dos passos incríveis que o automobilismo deu para melhorar a segurança ao longo dos anos. Sei que a comunidade da Formula 1 vai comemorar por ver Romain de regresso à pista”.

Estas foram as palavas de Toto Wolff quando anunciou hoje que Romain Grosjean terá um teste em Paul Ricard no mês que vêm, numa recompensa pela sua carreira na Formula 1, onde, parecendo que não, durou uma década. Depois do seu aparatoso - e pavoroso - acidente no Bahrein, no final do ano passado, no qual ainda tem queimaduras na mão esquerda que serão provavelmente permanentes, o piloto francês, que corre este ano na IndyCar, viu cumprida uma promessa feita por Wolff aquando do seu acidente: um teste com o Mercedes, desconhecendo-se se será o W12 ou ainda mais antigo.

Este gesto, mais do que generoso, mostra que o mundo da Formula 1 tem respeito por alguém que, apesar dos seus defeitos, teve uma carreira longa. Que o pequeno mundo de pilotos, engenheiros, mecânicos e administrativos sabe distinguir um profissional que cresceu naquele mundo, corrigiu a sua impulsividade e se tornou em alguém mais refinado, é algo digno de admiração. E esta recompensa, mais do que uma celebração da vida, é um tributo a alguém que construiu o seu caminho. Claro, para Grosjean, o ideal teria sido um lugar permanente nas Flechas Negras, mas poder guiar o carro mais dominador da história da Formula 1 é por si uma vitória. 

Ele que disfrute do momento, que bem merece. 

WRC: Rali de Portugal vai ter público


O governo português confirmou esta quarta-feira que o Rali de Portugal terá público nas classificativas. Quem o afirmou foi o secretário de estado da Saúde, Lacerda Sales, afirmando que os pormenores tem de ser combinados com a Direção-Geral da Saude. 

“Tenho grande confiança nos nossos organismos, nomeadamente na Direção-Geral da Saúde [DGS] e na comissão técnica dos eventos de massa. A informação que tenho é que deu um parecer favorável para o Rali de Portugal”, disse o membro do governo à agência Lusa. “Trata-se de um evento com algumas características muito específicas, porque é muito difícil controlar as questões de público e por isso foi pedido às forças de segurança que pudessem, dentro das suas possibilidades, tentar controlar este afluxo”, continuou.

Apesar de até aqui os eventos desportivos tem decorrido sem espectadores, como os jogos do campeonato nacional de futebol e o GP de Portugal, no passado domingo, agora que o estado de emergência foi levantado, não há mais razões para condicionamentos. Contudo, o governante apela à “consciência individual e coletiva, para que cumpram as diretrizes da DGS para que o rali se possa concretizar nas medidas de segurança ditadas pelas autoridades de saúde”, concluiu.

O rali de Portugal, que não aconteceu em 2020 devido à pandemia, irá acontecer entre os dias 21 e 23 de maio, com classificativas na Lousã, Góis, Arganil, Mortágua e mais a norte, Lousada, Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto, Amarante, Porto, Felgueiras e Fafe.