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terça-feira, 5 de maio de 2026

A imagem do dia



Na manhã de 5 de maio, na Basilica de Santa Giustina, em Pádua, cerca de duas mil pessoas enfrentaram a chuva de primavera para se despedirem de Alex Zanardi, que morreu na noite de 1º de maio, aos 59 anos de idade. Um dos símbolos presentes dentro da basílica, cheia, entre amigos - muitos eles atletas paralímpicos e gente como o ex-campeão olímpico de ski, Alberto Tomba e o presidente do Comité olímpico italiano, Giovanni Malagò - e familiares como Niccoló, o filho, Anna, a mãe e Daniela, a sua mulher, foi a sua "handbike", uma das que usou nas competições olímpicas, onde ganhou seis medalhas de ouro e duas de prata, em duas edições dos Jogos Olímpicos.

Para além disso, estiveram presentes gente do automobilismo como o presidente da Formula 1, Stefano Domenicalli, e o fundador da Minardi, Gian Carlo Minardi.

"O segredo para uma vida maravilhosa é sorrir nas pequenas coisas", recordava o filho durante as cerimónias fúnebres, descrevendo o Alex reservado que sorria até enquanto fazia café. “Há algo que talvez não saibam. Um pequeno aspeto do Alex em casa. Não o Alex que ganha os Jogos Paralímpicos ou o Campeonato Mundial de Indy, mas o Alex que faz café, que amassa massa de pizza aos sábados à noite, que olha para ti e diz: ouve, ajuda-me a filmar com o telemóvel por um segundo, não percebo nada.”

“Quando o via fazer café ou amassar massa de pizza, sempre com um sorriso, percebia algo que ele dizia sempre”, continuou, “que não é preciso pensar em grandes desafios para encontrar alegria. Ela começa pelas pequenas coisas”. O seu filho resumiu então a moral daquela lição silenciosa: "Não é preciso ser Alex Zanardi para ter uma vida maravilhosa. Qualquer pessoa pode ter uma", concluiu Niccolò.

No final, uma chuva de aplausos à medida que o féretro se afastava da basilica, rumo ao cemitério para ser sepultado na campa familiar onde está o seu pai e a sua irmã. E ali, naquela manhã chuvosa em Pádua, a se Itália despedia de um dos seus mais importantes filhos, e um dos seus símbolos, uma cadeira de rodas, estava dentro daquela basílica.

terça-feira, 18 de abril de 2023

A(s) image(ns) do dia (II)



Hoje, o mundo se despediu de Craig Breen, na sua terra natal, na Irlanda. Centenas de pessoas entre familiares, amigos e gente dos ralis, que acompanharam o féretro até à sua última morada. Ao mesmo tempo, a Hyundai metia uma decoração especial para os carros de Thierry Neuville e Esapekka Lappi para o rali da Croácia. 

De muitas maneiras, ele não será esquecido. 

segunda-feira, 10 de abril de 2023

A(s) image(ns) do dia





A fina flor do automobilismo, em peso, para se despedir de um dos seus, num pequeno cemitério escocês, há precisamente 55 anos. 

A 10 de abril de 1968, três dias depois do seu acidente mortal, na Alemanha, o féretro de Jim Clark chegou a Chirnside, na região de Duns, sul da Escocia, para ser sepultado no cemitério local. Gente como Jackie Stewart, Innes Ireland, o casal Graham Hill e Bette Hill, Dan Gurney, Jo Bonnier, Jo Siffert, Jochen Rindt e muitos outros, assistiram à chegada dos restos mortais e prestaram as suas homenagens, antes do caixão ser entregue à terra.

Curiosamente, muitos nessa foto assistiam ao que poderia ser o seu próprio fim prematuro, devido ao risco associado à sua profissão. Nos sete anos seguintes, Hill, Bonnier, Siffert e Rindt tinham tido um final tão violento quando Clark. 

Tempos depois, Dan Gurney contou que, no dia do funeral, o pai de Clark lhe disse que ele era o único que Jim Clark temia. O interessante é saber como alguém, um "all rounder" como ele, mas com menor palmarés - quatro vitórias em Grandes Prémios - poderia ser tão intimidante ao ponto de alguém que vencera sete vezes mais corridas que ele, o temesse.

Foi um tempo de tristeza e sobriedade, assistido por muitos à sua volta. O impacto foi tal que em muitas formas, lembra os de Gilles Villeneuve, 14 anos depois, e o de Ayrton Senna, 26 anos mais tarde. A grande diferença, se calhar, foi o mediatismo. Este funeral, como podem ver pelas fotografias, foi a preto e branco. Os outros já foram a cores.

Colocando os tons à parte, o que se pode ver aqui é o choque da perda e a homenagem dos seus a um dos grandes que o automobilismo jamais assistira. E após este tempo todo, não foi, nem é - e duvido - que seja esquecido no futuro.        

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

A imagem do dia


No meio das noticias corridas das apresentações e do automobilismo, que nunca para, como sabem, na passada sexta-feira aconteceu, em St Pierre de Montfort, no centro de França, as cerimónias fúnebres de Jean-Pierre Jabouille, que morreu no passado dia 2 aos 80 anos, depois de alguns anos a debater-se com a doença de Alzheimer. 

Um exemplar do seu Renault RS20, o carro no qual deu à marca do losango a sua primeira vitória de um motor Turbo na Formula 1, no GP de França de 1979, esteve à porta da igreja onde decorreram as suas exéquias, e muitos dos mecânicos que serviram na marca no seu tempo. Mas também mecânicos que trabalharam na Peugeot e Matra, na Endurance, também lá estiveram a prestar a sua homenagem, bem como alguns dos seus amigos, desde ex-pilotos, como Philippe Alliot, Alain Prost, Francois Mazet, Michel Leclere, Jean Louis Schlesser, Cyril Neveu, Jacques Laffite (seu cunhado, a propósito), Hugues de Chaunac, o fundador da ORECA, e até os pais de Pierre Gasly, que é, como sabem, o novo piloto da Alpine. 

Em suma, teve toda a fina flor do automobilismo de um tempo que, agora sabemos, está a acabar. 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

A imagem do dia



Ontem e hoje acontecem as exéquias de Phillipe Streiff, que faleceu no passado dia 23 de dezembro, aos 67 anos, depois de quase meia vida numa cadeira de rodas após o seu acidente em Jacarépaguá, ao serviço da AGS, e que precipitou o final da sua carreira automobilística. 

A cerimónia acontece numa igreja em Neuilly, nos arredores de Paris, com familiares e amigos a prestarem homenagem ao piloto e organizador de eventos como o Bercy Karting Masters, e também quando foi conselheiro para a segurança rodoviária durante o governo de Nicolas Sarkozy.

Finda a cerimónia, os restos mortais serão transportados para o jazigo de família em Grenoble. 

sábado, 5 de novembro de 2022

Youtube Formula 1 Video: O funeral de Mauro Forghieri

Ontem, em Modena, foi o funeral de Mauro Forghieri, que morreu na quarta-feira aos 87 anos, e nas cerimónias fúnebres estiveram centenas de pessoas, entre os quais alguns dos que trabalharam com ele. Entre os presentes, estavam ex-pilotos como René Arnoux, o atual diretor desportivo, Mattia Binotto, e Piero Lardi Ferrari, o filho do "Commendatore", Enzo Ferrari.

No final, Arnoux recordou momentos de convívio com ele e afirmou que gostou muito de trabalhar com ele. E que recordou uma conversa que tiveram no final do GP de França, depois do duelo com Gilles, que os chamou de "dois doidos". 

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

A(s) image(ns) do dia





Dez dias depois do seu acidente mortal, em Spa-Francorchamps, Anthoine Hubert foi a sepultar em Chartres, a sua terra natal. Rodeado da familia e dos amigos, para além de uma multidão, o piloto de 22 anos foi alvo de uma missa de corpo presente na catedral da cidade, perante muitas das altas figuras do automobilismo, incluindo Charles Leclerc, Alain Prost e Mick Schumacher.

Nos lugares reservados, todos os capacetes que ele usou desde o kating até à Formula 2, e fora da catedral, um ecrã gigante transmitia a missa aos presentes que não puderam entrar no edifício por manifesta falta de espaço.

As emoções estavam altas neste dia de despedida do qual ninguém deseja e também mostra que o automobilismo foi, é e continua a ser perigoso, por muito que se faça em prol da segurança, mas no final, não há um desfecho definitivo nessa luta. A morte é definitiva e fará sempre parte. Quem ainda não sabia, ficou agora a saber.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

A(s) image(ns) do dia










Nove dias depois da sua morte, Viena engalanou-se para se despedir de Niki Lauda. O funeral foi muito concorrido, com a presença de milhares de pessoas, que foram à Catedral de Viena para presta a última homenagem ao tricampeão do mundo, morto aos 70 anos de idade.

E os convidados VIP foram muitos, desde antigos campeões como Alain Prost, Nigel Mansell, Jacques Laffite, David Coulthard, Jackie Stewart, Damon Hill, aos pilotos da atualidade como Valtteri Bottas e Lewis Hamilton, passando pelo presidente da FIA, Jean Todt, por Toto Wolff, diretor desportivo da Mercedes, Chase Carey, o diretor da Liberty Media, Ross Brawn, diretor técnico da Formula 1 e antigo diretor técnico na Ferrari e Mercedes, e mesmo personagens como Arnold Schwartznegger e Daniel Bruhl, o ator que fez de Lauda em "Rush", em 2013. Arturo Merzário, um dos pilotos que o salvou em 1976, no circuito de Nurburgring, também esteve presente.

E a familia esteve em peso: desde a primeira mulher, Marlene, a todos os seus filhos e a sua viúva.

À saída da catedral, foram Lewis Hamilton e Valtteri Bottas a fazerem guarda de honra ao caixão, acompanhados por Nico Rosberg, Helmut Marko, Toto Wolff, Alain Prost, Gerhard Berger, Nelson Piquet e Jean Alesi. Ausência no funeral foi de Bernie Ecclestone, que nunca gostou de funerais.

No final, mais de trezentos convidados estiveram presentes na despedida a um campeão, que foi a enterrar no jazigo de familia, em Viena, ao lado da sua mãe e com um fato de competição da Ferrari, no ano dos seus dois primeiros títulos mundiais. A despedida de um herói de toda uma geração.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A imagem do dia (II)

O funeral de um herói. Mais de 50 mil pessoas saíram à rua em Friburgo, na Suíça, para se despedir de Jo Siffert, morto faz hoje 45 anos, durante o Victory Race, em Brands Hatch. Um condutor anda lentamente a bordo do Porsche 917 pintado com as cores da John Wyer, que o piloto usou desde 1969 e 1971, e ajudou a marca alemã a ser campeã na Endurance.

Aos 35 anos de idade, Siffert tinha tido uma excelente temporada. Vencera na Áustria, fora segundo em Watkins Glen, atrás do vencedor, Francois Cevért, acabando a temporada com 19 pontos e o quinto lugar, a bordo de um BRM. Na Endurance, tinha ajudado a vencer o campeonato para a marca alemã.

O ano iria acabar com uma corrida extra-campeonato, que deveria ser o GP do México. Contudo - grande ironia - a corrida fora cancelada com a morte do seu piloto, Pedro Rodriguez. Cujo companheiro de equipa na Porsche e na BRM era... Siffert.

Um toque entre ele e o March de Ronnie Peterson na primeira volta, danificou um braço da suspensão suficiente para que, na volta 14, perdesse o controlo do seu carro e ficasse debaixo dele, enquanto ele ardia. No final, descobriu-se que ele não morreu no impacto, mas sim sufocado pelo dióxido de carbono emanado pelos componentes tóxicos do seu carro. Uma forma inglória de morrer, sentida por todos nessa altura.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A imagem do dia

Mark Webber e Dario Franchitti a ajudarem a transportar o caixão de Justin Wilson, esta tarde, em Silverstone. Mais de duas semanas após o seu acidente fatal, o piloto britânico de 37 anos teve por fim o seu funeral, numa cerimónia que decorreu no circuito de Silverstone, sede também do BRDC, o British Racing Drivers Club.

O elogio fúnebre foi feito por Jonathan Palmer, que foi o mentor da Formula Palmer Audi Series, em 1998, no qual Wilson foi o primeiro campeão da categoria.

Todo e qualquer piloto britânico tem sempre esse símbolo no seu capacete ou no seu fato de competição, provavelmente dos símbolos mais fascinantes do automobilismo, e é provavelmente dos poucos lugares onde os pilotos são tratados e acarinhados, mesmo depois de terminar a sua carreira. É para ver que na Grã-Bretanha há um enorme respeito pelo automobilismo. E nos maus momentos, isto também é simbólico dos que, como disse certo dia Graham Hill, "pagaram o preço da felicidade em vida".


sábado, 29 de agosto de 2015

As imagens do dia








São imagens tiradas por Michel Guillermin, ontem, nas exéquias fúnebres de Guy Ligier, em Nevérs. Falecido no domingo, aos 85 anos, o funeral do fundador da equipa que leva o seu nome teve a presença da fina flor do automobilismo francês, com o féretro a ser levado por ex-pilotos como René Arnoux, Philippe Alliot, Francois Hesnault e Franck Lagorce, entre outros.

No átrio da igreja estava um exemplar do JS2, o carro de estrada que Guy Ligier fez em 1972 e que participou nas 24 Horas de Le Mans até 1975, enquanto que na frente do cortejo fúnebre estava Jacques Laffite e a filha de Guy, que levava o troféu ganho por Laffite no GP do Brasil de 1979, a terceira vitória da Ligier na Formula 1.

Nos números 25 e 26, duas simples inscrições: "Obrigado Guy" e "Tu nos fizeste sonhar".

terça-feira, 21 de julho de 2015

A despedida de Jules Bianchi

















Nice, esta manhã, recebeu a Formula 1 para se despedir de Jules Bianchi, morto na passada sexta-feira, depois de nove meses de coma, após o seu acidente no GP do Japão de 2014.

Toda a elite esteve lá, desde o presidente da FIA, Jean Todt, a ex-pilotos como Alain Prost, Alexander Wurz, Alan McNish. E os pilotos de hoje andaram por lá em peso: Lewis Hamilton, Nico Rosberg, Romain Grosjean, Pastor Maldonado, Felipe Massa, Sebastian Vettel, Jean-Eric Vergne, entre outros.

A depsedida foi emocionada, e Grosjean, Vergne, Vettel foram alguns dos pilotos que levaram o seu caixão para o carro funerário, debaixo de aplausos e da emoção da família Bianchi.