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segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Sakon Yamamoto, o novo piloto-deputado


Pilotos que se metem na politica não é uma situação virgem. Afinal de contas, ainda nos lembramos de Carlos Reutemann, governador de Santa Fé e senador por quase duas décadas, até À sua morte, em julho deste ano. Pois bem, temos mais um piloto-deputado. Lembram-se de Sakon Yamamoto, que teve três meias-temporadas pela Spyker, e HRT, entre 2007 e 2010? Aos 39 anos, foi eleito deputado nas eleições legislativas de ontem, no Japão, pelo Partido Liberal Democrata.

Como candidato oficial do Partido Liberal Democrático do Representante Proporcional do Bloco Tokai, venci a eleição para a 49ª Câmara dos Representantes. O apoio de todos vocês desta forma serão a energia para os desafios futuros que nos colocaram na linha de partida!”, começou por afirmar no seu discurso de vitória, nas redes sociais.

Além disso, em assistência médica, cuidados de longo prazo e bem-estar para pessoas com deficiência, a fim de continuar a proteger a seguridade social do Japão, da qual temos orgulho no mundo hoje. Vamos continuar a trabalhar com o que recebemos e com uma forte determinação”, concluiu.

Nascido a 9 de julho de 1982 em Toyonashi, na prefeitura de Aichi, depois de passagens pela Formula Nippon, Formula 3 e GP2, foi piloto de reserva da Jordan em 2005, antes de ir para a Super Aguri em 2006, correndo na segunda metade da temporada, no lugar de Franck Montagny. Em 2007, foi para a Spyker, como piloto de reserva, começando a correr no GP da Hungria, no lugar do neerlandês Christian Albers. Foi ali que conseguiu o seu melhor resultado na Formula 1, em 12º posto no GP do Japão. 

Ainda voltaria à Formula 1 em 2010, pela Hispania, correndo por sete provas, conseguindo um 15º posto em Singapura como seu melhor resultado. Regressando ao Japão, para correr nos GT's, fez uma passagem pela Formula E em 2015, correndo pela Amlin Aguri em Londres, no lugar de António Félix da Costa, que não podia correr devido aos seus compromissos no DTM. Ali, abandonou ambas as corridas nas ruas da capital britânica. 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Noticias: Yamamoto no lugar de Félix da Costa em Londres

Mais um ex-piloto de Formula 1 vai fazer a sua estreia na Formula E. Desta vez é o japonês Sakon Yamamoto que vai correr no lugar de António Félix da Costa. O piloto português da equipa Amilin Aguri vai estar ausente na jornada dupla de encerramento do campeonato, pois vai estar em Norisging para mais uma jornada dupla do DTM nesse fim de semana. O anuncio foi feito esta segunda-feira.

Aos 32 anos de idade (nasceu a 9 de julho de 1982), Yamamoto correu em três temporadas - nenhuma completa - pela Super Aguri, Spyker e Hispania. O seu melhor resultado foi um 12º lugar no GP do Japão de 2007, pela Spyker, no circuito de Mont Fuji, numa prova marcada por muita chuva.

Atualmente, Yamamoto é comentador na televisão japonesa.

Esta vai ser a segunda estreia de um piloto na ronda de Londres da Formula E. Ontem, a Andretti anunciou que a suiça Simona de Silvestro será piloto da equipa americana na ronda final da temporada inaugural da competição elétrica. 

sábado, 1 de dezembro de 2012

The End: HRT Formula 1 Team (2010-2012)

A HRT acabou esta sexta-feira, 30 de novembro. O anuncio ainda não e oficial, mas é oficioso. E sinal dos tempos: o anuncio de que a HRT fechou as portas foi dado pelo Twitter. Toni Cucurella, diretor desportivo da equipa espanhola, confirmou esta noite, no perfil da equipa no microblog, que “hoje, depois de três temporadas, a última página da HRT foi escrita". 

Provavelmente amanhã ou segunda feira aparecerá o anuncio oficial por parte da Thesan Capital, mas à falta de informações contrárias a tendência, a equipa espanhola deve ter anunciada a sua extinção. Quando isso acontecer, a Formula 1 terá onze equipas na temporada de 2013.

O desfecho era esperado desde o momento em que a Thesan Capital anunciou que iria vencer a sua participação na equipa, há cerca de duas semanas, e logo depois decidiu tinha iniciar o processo de dispensa de 30 dos seus funcionários e a suspensão das suas atividades em Madrid, pelo menos até ao final do ano. Ao longo desse tempo, houve noticias do potencial interesse de chineses, mas mesmo com um preço de venda a rondar os 40 milhões de euros, aparentemente, não anunciaram qualquer acordo. É que este era o "deadline" para tal.

Assim sendo, esta é a segunda das quatro equipas que Max Mosley queria colocar em 2009, para tentar levar por diante a sua politica de corte de custos, com um tecto orçamental de 50 milhões de euros. Das quatro equipas - Virgin, Lotus, Campos Meta e USF1, todos com motores Cosworth - apenas duas existem, sob novos nomes, Marussia e Caterham, e a USF1, projeto de Peter Widsor e Ken Andersson, nunca chegou a sair do papel.

Inicialmente, a HRT começou como Campos Meta, projeto de Adrian Campos e José Ramon Carabante, com chassis desenhados à Dallara e com Bruno Senna como piloto. Contudo, a ideia de captar patrocínios no Brasil com o nome de Senna acopolado revelou-se um enorme fracasso e as dificuldades económicas fizeram com que Campos se afastasse e entrasse José Ramon Carabante, contratando Colin Kolles como diretor desportivo. Quando ao nome, sofria a primeira mudança: agora chamava-se Hispania.

O primeiro ano teve Senna e um conjunto de pilotos secundários: primeiro Karun Chandhok, depois o japonês Sakon Yamamoto e o austriaco Christian Klien. Sem resultados de relevo, não foi a última classificada graças às piores prestações da Virgin. Mas a falta de dinheiro, principalmente os problemas financeiros das empresas de Carabante, quase fizeram com que a equipa terminasse após o primeiro ano. Em 2011, é contratado o italiano Vitantoino Luizzi e o indiano Narain Karthikeyan, com o indiano a ser substituido pelo australiano Daniel Ricciardo a meio da época. Um 13º posto, no Canadá, acabou por ser a melhor posição da equipa.

Por essa altura, um investidor privado espanhol, a Thesan Capital, aparece para comprar a equipa a Carabante e a equipa muda de nome, ou se preferirem, encolhe para uma sigla: HRT. Colin Kolles fora dispensado e transferem-se para Madrid. Karthikeyan fica e no seu lugar é contratado o veterano Pedro de la Rosa, na tentativa de a tornar um pouco mais "espanhola". Contudo, as coisas não melhoram, apesar de a equipa manter a mesma dupla ao longo do ano, sem trocas pelo meio. Não existem grandes patrocinadores nas carlingas do carro e vivia-se no presente, e como nas duas temporadas anteriores, não conseguiram acabar qualquer corrida nos pontos.

Com o anuncio nas últimas duas semanas, as coisas precipitaram-se e agora, o desfecho parece inevitável. 

Para finalizar, uma historieta: confesso que nunca tive jeito para fazer canções, mas houve uma altura em que me aventurei. E uma delas tinha a ver com a HRT, na altura Hispania. E imaginando quatro "mariachis" a cantar no "funeral" da equipa, o refrão para essa musica seria o seguinte:

"Adiós, Hispania
Formula One is a cruel thing
Farewell, Hispania
Don’t blame us, blame on Mad Max!"


Em suma, a Formula Um, no alto da sua competitividade, mostrando que nesse mundo, os aventureiros ou jogam pelas regras dos outros ou arriscam-se a ser comidos. Porque afinal de contas, estamos a falar do "Club Piraña". 

domingo, 9 de janeiro de 2011

Poderia ter havido dois regressos na Hispania...

Certo dia, o Tiago Monteiro disse uma frase que jamais esqueci: que é mais fácil ser-se astronauta da NASA do que ser piloto de Formula 1. E como se sabe, se alguém quiser ir ao espaço numa das naves Soyuz, basta pagar cerca de vinte milhões de dólares e fazer os devidos testes fisicos para aguentar um ambiente de gravidade zero durante alguns dias.

Ora, a possibilidade de correr nem que seja algumas corridas de Formula 1 é algo incrivel, e muitos fazem tudo para conseguir. E com equipas a precisar desesperadamente de dinheiro como a Hispania, todo o dinheiro é bem vindo. Foi assim que conseguiram que o indiano Narain Karthikeyan voltasse à categoria máxima do automobilismo seis anos depois da sua experiência na Jordan, ao lado de... Tiago Monteiro. Mas a Hispania poderia já ter fechado a dupla para o inicio de 2011: segundo o blog Voando Baixo, de Rafael Lopes, o japonês Kazuki Nakajima, filho do lendário Satoru Nakajima, esteve com um pé para voltar à Formula 1.

Nakajima, que correu na Williams entre 2007 e 2009, como moeda de troca para os motores Toyota, ficou a pé em 2010 e tentou arranjar patrocinios locais para um regresso em 2011. Conseguiu o dinheiro necessário, mas os seus pagtrocinadores afirmaram que o dinheiro seria melhor gasto num programa que envolvesse a Formula Nippon e o Super GT.

Assim fez e a vaga continua por preencher, mas em relação a possiveis candidatos, pode haver mais um candidato japonês, dado que Sakon Yamamoto anda a tentar arranjar dinheiro para fazer mais alguns Grandes Prémios na Hispania...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

5ª Coluna: Entendendo os planos futuros da Hispania

Na tarde em que a Hispania anunciou a substituição do japonês Sakon Yamamoto pelo austriaco Cristian Klien, as coisas que li na blogosfera sobre os planos futuros da Hispania me fazem voltar a falar sobre o caso, acreditando na tese de que a voltaremos a vê-la correr em 2011.

Já explanei algumas razões para tal esta terça-feira. Primeiro, o facto de ter deixado de ouvir, desde Monza, noticias sobre o seu fecho iminente - e já lá vão dois meses - e claro, as noticias de um tal acordo com a Toyota para adquirir o chassis TF110, bem como o acordo com a Williams para comprar o sistema de caixas de velocidades que a equipa do Tio Frank usa. E hoje, o jornalista britânico Joe Saward explica o que anda por detrás dessas noticias.

Confesso que gosto muito de ler o Joe. Pelo facto de ser um "insider" com a paciência para ser esclarecedor em relação aos assuntos do momento e conseguir explicar mais um bocado no que se passa dentro desse mundo opaco que é a Formula 1, é alguém que consegue ser uma enorme referência do jornalismo automobilístico actual. Pelo menos para mim.

O Joe fala de duas coisas para sustentar a sua tese: o facto de hoje em dia, devido às restrições em relação aos testes, qualquer equipa poder subalugar instalações para desenvolver os seus projectos de chassis (ele dá os exemplos do túnel de vento da Sauber e da Williams), e o facto da existência por parte do Grupo Carabante da vontade de continuar a dar dinheiro para este projecto, afirmando que a HRT não pode viver do dinheiro de Sakon Yamamoto para sempre (isso foi escrito antes da noticia da substituição do japonês por Christian Klien).

Tentando entrar na cabeça de Kolles, o que a HRT deve querer fazer em 2011 é construir um chassis, através da ajuda de Geoff Willis e dos técnicos que trabalham na Toyota, colocando o motor Cosworth e o sistema da caixa de velocidades da Williams. Para fazer isso, o preço é mais barato do que, por exemplo, comprar o chassis TF110 e adaptá-lo para encaixar a caixa de velocidades e o motor Cosworth. E o Joe fala que a diferença entre essas duas opções de 3 para 1, com o chassis pronto a custar 30 milhões...

Mesmo que o chassis seja feito pelo preço mais baixo possivel, com trabalhos feitos por engenheiros "freelance" e subcontratar o trabalho a firmas exteriores, que dispensariam, por exemplo, uma estrutura física como têm actualmente as outras equipas, o problema é saber se as pessoas que estão na frente do projecto estarão dispostas a continuar a alargar os cordões à bolsa. É certo que o dinheiro das transmissões televisivas ajuda a compôr o orçamento - daí a razão pelo qual o Tio Bernie ter "gritado" recentemente contra as equipas novas - e a entrada de um piloto pagante também iria resolver os problemas para 2011. Mas esse piloto pagante teria de ter os bolsos bem fundos, como os 20 milhões que aparentemente, Pastor Maldonado irá dar para correr na Williams em 2011. E se isso acontecer, poderia suportar a contratação de alguém como o veterano Pedro de la Rosa...

Em suma, acredito que a Hispania correrá na próxima temporada. Não deverá passar do fundão, é certo, mas se a esperteza de Colin Kolles fora a semelhante daquela que teve em 2007 nos tempos da Spyker, pode ser que conseguirá arranjar alguém para comprar a equipa. Afinal, compradores não deverão faltar e correr na Formula 1 é tentador e tem uma exposição que vale milhões...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Noticias: Yamamoto doente, Klien corre na Hispania

A Hispania substituiu esta manhã o japonês Sakon Yamamoto pelo austriaco Christian Klien, devido a motivos de doença. Uma intoxicação alimentar impede o japonês de alinhar neste fim de semana e dá a Klien a sua primeira oportunidade de corrida desde 2006, quando alinhou na Red Bull.

"Parece que o Sakon Yamamoto sofreu uma intoxicação alimentar e não se sente bem. Por causa disso, Christian Klien vai pilotar o carro já nesta sexta feira e no resto do GP de Singapura. Espero que o Sakon recupere depressa e possa pilotar no seu grande prémio caseiro", afirmou o diretor da equipa, Colin Kolles.

O piloto austriaco tem agora 27 anos e começou a sua carreira em 2004 pela Jaguar Racing, onde conseguiu três pontos, resultantes de um sexto lugar na Belgica. no ano seguinte, já como Red Bull Racing, partilhou o lugar com o italiano Vitantonio Liuzzi, onde conseguiu nove pontos e o seu melhor lugar de sempre, um quinto posto. A temporada de 2006 foi menos proveitosa, conseguindo apenas dois pontos, sendo constantemente batido pelo veterano companheiro de equipa, David Coulthard. Assim, após o GP da Itália, foi substituido pelo holandês Robert Doornbos.

Desde então que Klien tem sido piloto de testes de algumas equipas do pelotão, começando pela Honda, passando pela BMW Sauber e terminando este ano pela Hispania, ao lado de Sakon Yamamoto, Karun Chandhok e Bruno Senna. Enquanto isso, passou pela equipa oficial da Peugeot na Le Mans Series, onde na edição de 2008 das 24 horas de Le Mans, terminou na terceira posição.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Noticias: Hispania troca Chandhok por Yamamoto

Acho que esta noticia demonstra cada vez mais que das duas uma: ou andam mesmo desesperados de dinheiro, ou então que Colin Kolles anda a fazer as coisas à sua maneira. A Hispania anunciou esta tarde que o indiano Karun Chandhok será substituido pelo japonês Sakon Yamamoto no fim de semana do GP alemão, no circuito de Hockenheim.

"Após Sakon Yamamoto ter uma performance muito positiva em Silverstone, a equipe decidiu dar ao piloto japonês a oportunidade de correr ao lado de Bruno Senna", disse a Hispania, no seu comunicado à imprensa. "Karun Chandhok é ainda parte da família Hispania e deve estar no carro para mais corridas nesta temporada", completou.

Yamamoto teve uma oportunidade inesperada no GP da Grã-Bretanha quando Colin Kolles substituiu Bruno Senna pelo japonês, após algumas divergências em relação à condução da equipa. Largou da última posição e terminou em 20º na classificação geral. A substituição de chandhok por Yamamoto, muito provavelmente tem a ver com o dinheiro que o japonês traz para a equipa, no qual se falam de valores próximos dos cinco milhões de dólares.

A continuar assim, não os vejo a andar por aqui por esta altura, dentro de um ano.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

As últimas sobre o caso Senna-Kolles-Hispania

O dia de hoje trouxe mais desenvolvimentos sobre o caso Bruno Senna- Colin Kolles. Não só confirmou a arbitrariedade da decisão que Kolles teve no final da tarde de ontem como também trouxe alguns pormenores sobre o caso. A ideia de Kolles era aparentemente de colocar Sakon Yamamoto num treino livre de sexta-feira, no lugar de Senna, para de uma certa forma dar uma prenda de aniversário (Sakon faz 28 anos hoje), acompanhado do "fee" de cinco milhões de dólares.

Algo que Senna reclamou, pois parece que está previsto no seu contrato, que foi assinado antes da chegada de Colin Kolles à equipa. Kolles, que provavelmente viu a sua autoridade ameaçada, decidiu mostrar quem é que manda ali. Mas para evitar males maiores, reuniu-se esta manhã com os empresários de Senna e decidiram que por este fim de semana, o japonês iria guiar, e que até ao final da época, ele continuaria como piloto da Hispania.

Veremos se o contrato é cumprido. Pelo que já falei de Kolles, e do qual já declarei que não sou fã dele há muito tempo, tenho as minhas dúvidas. Mas também num mundo como a Formula 1, não me surpreende. Quando vi o regresso das equipas como a Hispania e a Virgin, e o projecto abortado da USF1, lembrei-me dos anos 80 e 90, quando as minorcas como Onyx, Arrows, Larrousse, Life, Coloni, Osella, Tyrrell, AGS, Rial... alugavam os seus lugares ao melhor preço para completar os seus orçamentos. E foi nessas ocasiões que apareciam "prodigios do volante" como Gregor Foitek, Taki Inoue, Jean-Denis Deletraz, Philippe Adams, Giovanni Lavaggi, Hideki Noda, Max Papis e dezenas de outros, que com malas cheias de dólares, ienes, francos suiços e outras moedas fortes, polvilharam as grelhas da Formula 1.

E a maneira como Senna foi afastado fez-me recuar 19 anos no tempo, para 1991, quando Flávio Briatore, no inicio da sua "brilhante" carreira, correu sem apelo, nem agravo, o brasileiro Roberto Moreno, após o GP da Belgica (onde foi quarto classificado e fez a melhor volta!) para colocar lá Michael Schumacher, mesmo com um contrato assinado pela Jordan até ao final daquela temporada. O Francisco Santos escreveu um artigo, que chamou ao caso de "mercado de gado". Como viram, à distância de duas décadas, nada mudou. O dinheiro è lei, rei e senhor.

E alguns acham que este acordo que se fala foi uma cedência por parte de Bruno para continuar a ter uma chance na Formula 1, de uma certa forma ter algo parecido com o que teve o seu tio. Que precisa de ter uma oportunidade num bom carro, sim. Mas para alguns de nós, este acordo poderá ter sido uma derrota para ele. Não sei dizer isso. Direi que fez valer os seus direitos, não na sua totalidade, pois cedeu no fim de semana britânico, mas para o resto da época. Claro, a minha tese precisa de ser provada, dentro de duas semanas, na Alemanha. Caso contrário, ele e o seu empresário sempre tem os tribunais.

Formula 1 2010 - Ronda 9, Grã-Bretanha (Treinos)

Com o "paddock" agitado pelos eventos ocorridos na véspera na equipa Hispania, a Formula 1 foi esta tarde aquecer as suas máquinas no novo traçado de Silverstone, para que máquinas e pilotos fossem experimentar a nova versão do mitico circuito britânico. E esta tarde, a Red Bull foi rei e senhor do novo Silverstone. Sebastien Vettel foi o melhor na primeira sessão, enquanto que Mark Webber liderou a tabela de tempos na segunda.

Ao fazer um "crono" de 1.31,234 segundos, o australiano da Red Bull demonstrou por A mais B que os carros desenhados por Adrian Newey são os que melhor se adaptam ao novo traçado britânico, especialmente com o novo asfalto da pista, cuja ondulação está a causar dores de cabeça ao pelotão. O seu companheiro foi terceiro na segunda sessão de treinos, enquanto que na sessão da manhã tinha liderado a tabela de tempos. Entre eles ficou o Ferrari de Fernando Alonso, que tinha no seu carro o novo sistema F-Duct, que a equipa verificou ser vantajosa nesta pista. Felipe Massa, o seu companheiro de equipa, foi quarto.

Os Mercedes partecem estar em boa forma ao conseguirem o quinto e sexto posto na tabela de tempos, com Nico Rosberg a ser melhor do que Michael Schumacher, enquanto que Vitaly Petrov foi o melhor dos Renault, ao conseguiur o sétimo tempo. Provavelmente ouviu bem os "conselhos" que a equipa lhe deu para melhorar a sua performance... Lewis Hamilton foi o melhor dos McLaren, mas apenas num modesto oitavo posto, enquanto que o Force India de Adrian Sutil e o Williams de Rubens Barrichello encerraram o "top ten".

Quanto à Hispania, depois da polémica dispensa de Bruno Senna na véspera, as prestações do aniversariante Sakon Yamamoto foram obviamente mais lentas. Nesta sessão, o japonês ficou a meros 1,3 segundos do seu companheiro Karun Chandhok. E amanha, claro, poderá ser um pouco pior...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Mais "troca de cadeiras" na GP2

A dois dias do fim de semana alemão da GP2, houve mais troca de cadeiras no pelotão. A ART decidiu trocar de pilotos, substiuindo o italiano Luca Filippi pelo japonês Sakon Yamamoto. Só que o italiano não ficou muito tempo no desemprego, pois a Arden decidiu escolhê-lo para o lugar do holandês Yelmer Buurman, que não tinha mais do que um segundo lugar em Magny-Cours como unico resultado. Com isto, Filippi vai ser o novo companheiro de equipa de Sebastien Buemi.


Já agora, Yamamoto, ex-piloto da Super Aguri e da Spyker, é agora mais um piloto de testes da Renault, logo, a ideia de que Flavio Briatore anda a mexer os cordelinhos em termos de lugares na GP2 não é inocente...

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Noticias: As novas da equipa Spyker!

Hoje, a pior equipa do pelotão está nos focos do dia, pois aconteceram algumas novidades, a saber:
1 - Sakon Yamamoto é o escolhido


A edição inglesa da Autosport afirma hoje que o japonês Sakon Yamamoto vai ser o piloto da Spyker durante as restantes provas do campeonato, substituindo o alemão Marcus Winkelhock, que por sua vez substituiu o desgraçado Christijan Albers. O anuncio será feito nos próximos dias, diz a revista.


O piloto japonês de 25 anos, que disputou 11 etapas na temporada passada pela Super Aguri, segue como piloto de testes da equipa de Aguri Suzuki, enquanto compete pela equipa BCN na GP2, sem resultados de relevo. O melhor resultado de Yamamoto na F-1 foi um 16° lugar, nos GPs da China e Brasil.


Provavelmente, Yamamoto deve ter sido uma escolha muito ponderada, mas não a primeira, pois...



2 - Nelson Piquet Jr. recusou convite da Spyker


Em entrevista à revista alemã "Auto Motor und Sport", Nelsinho (que faz hoje 22 anos) afirmou que recusou a oportunidade de correr a parte final desta época ao serviço da equipa holandesa. O brasileiro, actual piloto de testes da Renault, disse ter sido pressionado pelo pai para aceitar o convite, mas sabia que não tinha chances de vencer, por isso disse não.

"Com esse carro, você só pode perder. É um carro muito difícil de pilotar e o (Adrian) Sutil sabe disso muito bem. Seria o último até atingir seu nível de experiência”, confessou o filho do tri-campeão do mundo.

Piquet Jr. também temia que sua cotação se desvalorizasse depois de uma experiência a bordo do modelo F8-VII. Para ele, a Formula 1 actual é cruel com os pilotos: “Nesse período de tempo, meu valor de mercado poderia ser destruído, pois neste jogo, infelizmente, as pessoas são de visão muito curta”, completou.