quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Em Interlagos, a chuva parece ser certa!

Se na semana passada, as chances de cair chuva em Interlagos eram prováveis, mas não possiveis (cerca de 40 por cento), hoje, as hipóteses de chuva aumentaram significativamente, pois segundo o site Tazio, as chances de chover no Domingo passaram para 80 por cento, a mesma percentagem do que se prevê no Sábado.

O que isto quererá dizer? Bom, eventualmente uma corrida emocionante, pela certa. A última vez que vi um GP do Brasil molhado foi em 2003, e aquilo roçou a catástrofe...


Mas também quer dizer outra coisa: as corridas molhadas são favoráveis a Lewis Hamilton. Mas nem sempre o Felipe Massa faz asneira em chuva, portanto, pode ser que anule essa diferença...

Bolides Memoráveis - McLaren MP4/4 (1988)

A história da Formula 1 está cheia de exemplos de máquinas dominantes, que foram marcantes em todos os sentidos, deixando a concorrência a milhas de distância. Mas antes de 1988, o último carro que tinha dominado a formula 1 tinha sido o Lotus 79, quase uma década antes. E quando a formula 1 chega a uma altura em que se despedia dos motores Turbo, surge um dos carros mais dominadores que a Formula 1 jamais tinha visto, até então. Hoje, na semana em que se comemoram os vinte anos do primeiro título mundial de Ayrton Senna, falo do seu carro: o McLaren MP4/4.


No final de 1987, a McLaren estava no final de uma temporada desapontante, com um motor que já passava do seu prazo de validade, o TAG-Porsche. No final desse ano, Ron Dennis tinha assegurado a vinda de Ayrton Senna, para correr ao lado de Alain Prost, para a equipa, e com ele, os motores Honda Turbo, que vinham da Williams. Dennis também tinha trazido para a sua equipa Gordon Murray, vindo da Brabham, para substituir John Barnard, que tinha ido para a Ferrari.


Murray, que ainda estava de ressaca pelo fracasso do Brabham BT55 “Skate”, pretendia usar os conceitos aplicados nesse chassis para construir um novo. Em conjunto com Steve Nichols, projectaram um carro com um centro de gravidade baixo, deitando o motor e a caixa de velocidades. Só que desta vez, evitaram os erros anteriores, e fizeram um chassis em monobloco de fibra de carbono e kevlar, que fosse mais eficiente em termos aerodinâmicos. Para colaborar ainda mais para o sucesso, o motor Honda Turbo V6 era mais pequeno e tinha um centro de gravidade muito mais baixo do que o motor BMW Turbo, de quatro cilindros em linha. Este motor Honda debitava cerca de 700 cv (2,5 bar) às 13.800 rpm.


Durante a pré-temporada, a Honda, desenvolveu o seu motor, no sentido que fosse menos guloso em termos de gasolina, pois a FIA decidiu limitar o consumo dos motores Turbo a cerca de 150 litros por corrida, e numa altura em que os reabastecimentos eram proibidos, isso poderia levar a embaraçosas retiradas no final das corridas…


Os chassis ficaram prontos a poucas semanas do início do campeonato, e poucos testes foram feitos antes da primeira prova do campeonato, no circuito de Jacarépaguá, no Rio de Janeiro. Quando chegaram, existiam muitas dúvidas sobre como é que o carro se comportaria no fim-de-semana da corrida, Mas SEnna fez logo a “pole-position”, e Alain Prost foi o vencedor, conseguindo-o sem grande dificuldade. E nas corridas seguintes, a luta pela liderança não era mais do que uma batalha pessoal entre ambos os pilotos, vendo qual dos dois levava a melhor, enquanto que a concorrência não podia esperar mais do que um azar entre eles, para poder ter uma chance de vitória…


E foi somente um acidente na última volta do Grande Premio de Itália, em Monza, que impediu o pleno da McLaren nessa temporada, pois ao longo do ano, eles lideraram 1003 das 1031 voltas de todos os Grandes Prémios de 1988, numa cifra total de 97,28%. Nem antes, nem depois, um carro de Formula 1 tinha alcançado tamanha superioridade.


Ficha Técnica:

Chassis: McLaren MP4/4
Projectista: Gordon Murray e Steve Nichols
Motor: Honda Turbo 1.5 litros V6, a 80 graus
Pilotos: Ayrton Senna e Alain Prost
Corridas: 16
Vitórias: 15 (Senna 8 , Prost 7)
Pole-Positions: 15 (Senna 13, Prost 2)
Voltas Mais Rápidas: 10 (Prost 7, Senna 3)
Pontos: 199 (Prost 105, Senna 94)
Titulos: Campeonato do Mundo de Condutores (Ayrton Senna) e Construtores, em 1988.


Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/McLaren_MP4/4
http://4rodinhas.blogspot.com/2007/12/mclaren-mp4-4-alain-prost-1988.html

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O que é que um motor é capaz de fazer...

O Roadshow da Renault, em Lisboa, no passado Domingo, deve ter sido muito engraçado para quem lá foi. Ver o R27, pilotado pelo Lucas di Grassi, a fazer piruetas pela Avenida da Liberdade, e as boxes instaladas na Praça dos Restauradores, onde os mecânicos estiveram à volta do carro, deve ter sido um regalo para os olhos de muita gente. E sabendo aquilo que o público quer ver, os mecânicos da Renault prepararam isto...

O programa das festas no Autódromo do Algarve

No mesmo fim de semana da decisão da Formula 1, o Autódromo do Algarve será inaugurado com toda a pompa e circunstância, para a última prova do Mundial de Superbikes, e o programa de festas é vasto. E entre esse programa de festas, tem a presença do espanhol Jaime Alguersuari, o recente campeão britânico de Formula 3, que dará umas voltas a bordo de um Toro Rosso.


Mas o programa é vasto: começa na quinta-feira, no centro de Portimão, com a demonstração de rua por parte dos pilotos de Parakalgar Racing Team, Miguel Praia, Josh Hayes e Simone Sanna, que vão levar até junto do público as suas Honda CBR 600 RR para também eles mostrarem um pouco da realidade que habitualmente vivem nas pistas.


No Sábado à tarde, depois das qualificações das Superbikes, a partir das 16.30h, o Toro Rosso de Jaime Alguersuari será o primeiro carro de Formula 1 que rodará na pista algarvia. Pouco depois, pelas 17 horas, na rotunda principal do Circuito, será prestada um tributo a Craig Jones, piloto da Parkalgar Racing Team, falecido no passado mês de Julho, em Brands Hatch, com o desvendamento da estátua em sua homenagem.


No Domingo, o programa será mais vasto, com várias animações em pista, sendo que o momento solene de inauguração acontecerá a partir das 10.30h com uma demonstração com os Asas de Portugal seguido do Hino Nacional cantado pela artista portuguesa, Rita Guerra. Para terminar a festa, estará de novo o Formula 1 da Toro Rosso em acção.


Portanto, os festejos serão imensos no Algarve. E os espectadores ainda vão a tempo para ver a decisão do Mundial de Formula 1!

Humor Pré - Interlagos (Parte 2)

Desta vez, tem a ver com o caricaturista brasileiro Bruno Mantovani. Antes da corrida brasileira, fez uma charge pré-corrida, onde coloca o Lewis Hamilton e travar perante um gatinho, para, eventualmente, deixar passar o Felipe Massa.



É obvido que todos no Brasil torcem pelo seu piloto. Afinal, é a melhor chance em 17 anos de ver um brasileiro a ganhar o título mundial, depois de Ayrton Senna, não é? Mas pensando de modo frio, tenho dúvidas...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Noticias: Schumacher acha que Hamilton pode bater o seu recorde

Nos dias que faltam para a decisão do Mundial de 2008, Michael Schumacher afirmou hoje à BBC que Lewis Hamilton tem a capacidade de bater o seu recorde de títulos mundiais. E caso aconteça... não se importa com isso.

Estou bastante ciente de que um dia isso vai acontecer – seja através de Lewis, Massa ou outro qualquer”, referiu Schumacher. “Poderá ser algum piloto actual ou alguém no futuro a poder ou conseguir fazer isso. Contudo, não tenho qualquer problema com isso”, acrescentou.

Agora com 39 anos (faz 40 em Janeiro) o ex-piloto da Ferrari garante que não vai ficar aborrecido se o recorde que detém for ultrapassado. Em relação a Lewis Hamilton, apesar de o ter em muito boa conta, demonstra alguma relutancia em afirmar se é ele o melhor piloto da actualidade. “Quando pensamos naquilo que ele conseguiu em tão pouco tempo – acabado de chegar e já a competir com (o bicampeão Fernando) Alonso, sendo muitas vezes mais rápido –, acho que isso diz tudo”, afirmou o alemão. “Se ele é o melhor? É melhor do que Massa ou não? Nem sempre é fácil perceber, vendo as coisas de fora”, explicou.

Se acham que Lewis Hamilton pode bater Michael Schumacher, eu não acredito. Para chegar onde chegou, o piloto alemão precisou de dezassete temporadas, algumas das quais como dominador absoluto, sem adversários à altura. Que o Hamilton tem capacidade para conseguir isso, tem. Mas o inglês tem adversários fortes como Felipe Massa, Kimi Raikonnen, Sebastien Vettel e Robert Kubica, entre outros, torna-se numa empreitada muito difícil. Aliás, deixem-vos recordar isto: Schumacher retirou-se no final de 2006 quando viu que tinha dificulades em bater em pista Fernando Alonso e Kimi Raikonnen.

Humor Pré - Interlagos (Parte 1)

Agora, contam-se os dias para o GP do Brasil, que acontecerá no próximo Domingo. E brazuca que se preze, gosta de gozar um pouco com a actual situação. Hoje e amanhã coloco aqui as "charges" que andam a circular na blogosfera.


O GP Series é exímio nisso. A semana passada, colocou uma série de fotos, cujo título era "Os Torcedores do Massa e do Hamilton". Desde os Trapalhões sobreviventes, torcendo pelo "Zacarias" (Massa), até o outro lado, protagonizado pelo psi-coiso Uri Geller, que vai fazer o possivel para fazer quebrar o motor ao Massa, para que o Hamilton ganhe, todos os torcedores são bem vindos.


Mas o melhor é o da cueca da sorte. Aparentemente, o Massa usa as mesmas cuecas durante os três dias do fim de semana competitivo, afirmando que dá sorte. É uma superstição meio idiota, mas ele acredita, e se resultar, parabéns! Mas até lá, gozemos...

Corrida dos Campeões de 2009 vai ser no Porto

A noticia vem na edição desta semana do jornal Autosport: a corrida dos Campeões de 2009 vai-se realizar no Estádio do Dragão, no Porto. Depois do Stade de France e de Wembley, a corrida que se costuma realizar-se em Dezembro, como encerramento da época automobilistica, vai ter como palco Portugal. Segundo o jornal, o evento está praticamente garantido, faltando apenas a assinatura formal do contrato.




A Corrida do Campeões é um evento idealizado pela francesa Michelle Mouton, ex-piloto de ralies dos anos 80, e que teve como cenário original, as Ilhas Canárias. O evento começou em 1988, como forma de homenagear o finlandês Henri Toivonen (que dá o nome ao troféu de Campeão), tinha originalmente apenas pilotos de ralies, mas com o tempo, alargou-se para outras categorias, como a Formula 1, NASCAR, Turismos ou a Le Mans Series.


De 1988 até 2003, a Gran Canária acolheu o evento, altura em que se rumou para o Stade de France. Para os críticos, a mudança das Canárias para Paris, num novo formato que nada tinha a ver com o original, tirou alguma da emoção ao eventos, mas adicionou novos condimentos mais de acordo com uma prova de pista, o que trouxe mais pilotos. Após a saída de França, veio a passagem pelo estádio de Wembley, onde a assistência em 2007 ficou aquém do esperado. Este ano continuará a ser no mítico estádio inglês, mas em principio, será o último ano nesse local, passando depois para paragens portuguesas.

Perguntei ao Luis Vasconcelos o seguinte:

P - Depois da França ter anunciado que não organizará o seu Grande Prémio em 2009, e de saber que alguns organizadores tem muita dificuldade em pagar os valores exigidos por Bernie Ecclestone, acha que vão haver mais países que decidam abdicar da Formula 1 no ano que vêm?

R - Em Xangai, face a todos os problemas que os diversos organizadores estão a encontrar para satisfazer as exigências de Ecclestone, havia um sentimento de que o patrão da Formula 1 estava, finalmente, a ficar fora do mercado com os preços exigidos. Os chineses pagaram 56 milhões de dólares, mas Singapura bateu o recorde ao pagar 78 milhões de dólares para organizar o seu primeiro Grande Prémio. Abu Dhabi vai pagar um valor semelhante e só os países árabes parecem ter capacidade económica para dar a Bernie Ecclestone o dinheiro que ele pretende.


Só que o Mundial de Formula 1 não vai poder ser todos disputados no Médio Oriente, ou nos países mais ricos do Sudoeste Asiático, pelo que o empresário inglês vai ter que rever as suas exigências, se não quiser ficar com apenas meia dúzia de corridas por ano, e todas fora da Europa.


Nenhuma organização europeia pode pagar mais de 20 milhões de Euros por ano a Bernie Ecclestone, e sabe-se que o Canadá, o Brasil e a Austrália também não podem passar disso.

O mesmo se passa com a Malásia, onde o tempo do despesismo já passou, pelo que Ecclestone tem de escolher entre adaptar-se às novas realidades, ou matar o Campeonato Mundial. Como homem inteligente que é, vai adaptar-se, como aconteceu noutras alturas e noutras circunstâncias.


Luís Vasconcelos

Historieta da Formula 1 - Niki Lauda e Vittorio Brambilla no Alfa Romeo

Em 1977, depois de fornecer motores à Brabham, a Autodelta, preparadora da Alfa Romeo, começou a desenhar um chassis no sentido de, após 36 anos de ausência, regressar à Formula 1 como construtora. Para isso convidou Niki Lauda, Vittorio Brambilla e mais tarde, o jovem Bruno Giacomelli, para testar o chassis N177.

O carro esteve pronto para os primeiros testes em Maio de 1978, na pista italiana de Balocco. O primeiro convidado foi Vittorio Brambilla, na altura a correr pela Surtees. O carro foi testado em segredo, mas umas fotos-espia revelaram esse segredo. Detalhe: o carro nesse dia era... azul.






Algumas semanas depois, Brambilla voltava a testar o carro, mas desta vez, o carro já tinha a habitual cor vermelha. Até aqui, tudo bem.


No final de Agosto de 1978, a Alfa Romeo faz testes no circuito de Paul Ricard, no Sul de França, com Brambilla e um convidado-surpresa: Niki Lauda. O austriaco deu muitas voltas no carro, calçado com pneus Goodyear (por motivos contratuais), enquanto que Brambilla corria com os Pirelli. No final, Lauda reclamava muito do carro, e foi batido por Brambilla por oito centésimos. Mas no fundo, o austriaco reprovava esta concentração de recursos da Alfa, pois queria que a marca evoluisse o motor e não se concentrasse na construção do seu próprio carro.


Em Outubro, nos testes em Paul Ricard, de novo com Lauda ao volante, e reclamando bastante do carro, que para ele era muito pesado e sentia alguma falta de rendimento. O carro é rebaptizado de Alfa 177, e no inicio de 1979, contratam Bruno Giacomelli como piloto principal. O carro foi modificado, para poder responder melhor ao efeito-solo. Algum tempo depois, Lauda encontrou-se com Giacomelli, e sabendo que ele se encontrava a testar esse carro, aitou com esta frase: "Porque é que o teu motor não vaza como o meu?"


A Alfa Romeo estreou-se oficialmente no GP da Belgica de 1979, com Giacomelli a conseguir o 14º tempo nos treinos. Um lugar à sua frente, estava... Niki Lauda. Na corrida, ambos os carros abandonaram. Esta historieta, e muitas outras, encontram-na no blog do Rianov Albinov, F1 Nostalgia.

domingo, 26 de outubro de 2008

O Roadshow da Renault em Lisboa

Foi engraçado ver esta tarde mais de 80 mil pessoas em Lisboa, a vibrar com as manobras feitas pelo Lucas di Grassi, num dos Renault R28 de Formula 1, a percorrer a Avenida da Liberdade e a Praça Marquês de Pombal. Acho que foi um excelente espectáculo, e demonstrou que há um público sedento para ver carros de Formula 1.

Para além do carro de Formula 1, também estavam dois carros do Troféu Magane, um deles guiado pelo Pedro Petiz, que deram espectáculo aos espectadores que lá foram, banhados por um inesquecível sol de Outono.


Contudo, até ver o carro a andar sozinho, no percurso entre a Marquês de Pombal e os Retauradores, teve que se esperar até muito perto das cinco e meia da tarde, quase a escurecer (pois ontem aconteceu a mudança de hora) para se ver Lucas di Grassi a percorrer por algumas algumas vezes aquele percurso, para delírio dos que lá foram.


No final, Lucas di Grassi não escondia a sua satisfação: "Não é a primeira vez que visito Portugal, até porque tenho um carinho muito especial pelo país. Não tenho dúvidas que a Avenida da Liberdade foi um dos palcos mais bonitos onde já se realizou o Renault Roadshow, tendo ficado impressionado pela adesão e pelo entusiasmo que o público demonstrou", confidenciou, no final, o actual piloto de testes e de reserva da Renault F1 Team.


Enfim, uma tarde diferente em Lisboa, para animar a malta...

A capa do Autosport desta semana

Esta é a semana decisiva no Mundial de Formula 1. Felipe Massa ou Lewis Hamilton, quem será o campeão 2008 de Formula 1? E "Quem resistirá à pressão?" Essa é a pergunta que o jornal Autosport coloca na capa da edição desta semana.

Para além deste assunto de capa, coloca-se lá, em letras mais pequenas, o Roadshow da Renault em Lisboa, o título de Armando Parente na formula ADAC Masters, e o título de construtores do WTCC, ganho pela Seat no circuito de Okayama. Tudo isto a não perder!

ADAC Masters: A palavra do campeão

Na tarde de consagração de Armando Parente como o novo campeão da categoria, e como mais uma esperança para o automobilismo português, é bom saber o que ele tem a dizer, depois de ter ganho numa categoria onde já teve como campeões, pilotos como Sebastien Vettel, Adrian Sutil, Nico Rosberg ou Timo Glock, entre outros.


Instantes depois da corrida em que se sagrou campeão, Armando Parente ainda tinha dificuldade em exprimir o que sentia. “Não tem explicação... É a concretização de um sonho, o resultado de muito trabalho e o colorário de uma época difícil, com bastantes dificuldades. Mas acima de tudo é um sentimento de muito felicidade. Em função da vantagem pontual que cheguei a conquistar, em muitas provas fui obrigado a abdicar da luta pela vitória, mas agora estou certo que essa foi a melhor estratégia”, afirmou.


Com 15 pontos de vantagem, e depois de uma má corrida no dia anterior, onde não conseguiu pontuar, Armando Parente encarou a segunda corrida com tranquilidade, “porque para além de partir da ´pole position´ sabia que me bastava um sexto lugar para me sagrar campeão. Devido a um problema na electrónica do motor, perdi duas posições no arranque e nas voltas que se seguiram estava a gerir o resultado. No entanto, a corrida foi fértil em incidentes para alguns pilotos, nomeadamente para o meu mais directo adversário, daí que quando recebi a informação de que rodava bastante atrasado, ataquei bastante e ainda consegui chegar ao segundo lugar, na sequência de três voltas finais verdadeiramente alucinantes”, concluiu.


Para primeiro ano de monolugares, não podia ter tido melhor estreia, e ainda por cima, numa competição ultra-competitiva como o ADAC Masters. É obvio que ainda não se sabe o futuro, mas este título pode ser a plataforma de mais altos vôos...

ADAC Masters: Armando Parente é o campeão!

Armando Parente conseguiu esta manhã, no circuito de Hockenheim, o campeonato ADAC Masters de 2008, depois de acabar a corrida na segunda posição.

Contudo, esta prova, na qual o piloto português largava da "pole-position", até nem começou bem, com o piloto a não aproveitar o facto de largar da 'pole' para efectuar uma prova descansada e sem arriscar. Largando mal e perdendo algumas posições à partida, teve que se aplicar para recuperar posições até ao segundo lugar final, o suficiente para se sagrar campeão com 171 pontos, mais 30 do que o segundo classificado, Nico Manvin.

É mais um excelente dia para o automobilismo português! Se quiserem dar os parabéns, podem ir ao blog oficial dele, clicando aqui.

WTCC - Okayama (Corridas)

A SEAT Sport conseguiu esta madrugada, no Japão, ambos os títulos de pilotos e construtores do WTCC... apesar de não se saber quem é o campeão de 2008, pois Yvan Muller e Gabriele Tarquini ainda continuam na luta pelo título.


As corridas foram disputadas em pista molhada, mas com alturas em que o asfalto secava, o que tornava muito difícil a vida dos pilotos. Na primeira corrida, bastante disputada e onde todos os concorrentes partiram com pneus de chuva montados, começou com a saída de pista prematura do "Pole-Position" e primeiro líder, o brasileiro Augusto Farfus. Jörg Müller, noutro BMW, assumiu então a liderança, mas não conseguiu conter atrás de si o endiabrado Rickard Rydell que voltas antes já tinha ultrapassado Tiago Monteiro, rumando o piloto sueco para uma vitória merecida.



Quanto ao piloto português, depois de ser ultrapassado por Rydell, resistiu durante várias voltas aos ataques, primeiro, de Andy Priaulx e depois do Chevrolet Lancetti de Rob Huff. Foi apenas a três voltas do fim que o britânico da BMW lhe roubou o terceiro posto, enquanto Huff passou já no início da derradeira volta. Assim, Tiago Monteiro conseguia um bom quinto lugar.


A segunda corrida foi ainda mais interessante. Começando com pista molhada, Tiago Monteiro surpreendeu o pelotão ao partir muito bem e liderar à saída da primeira curva. O piloto luso liderou a corrida por quatro voltas, quatro voltas em que os SEAT calçados com pneus de chuva dominaram. Monteiro acabaria por ceder a liderança a Tom Coronel, após uma batalha titânica com o holandês que tinha o seu SEAT a gasolina montado com pneus de chuva atrás... e slicks na frente.



Coronel acabou por vencer a corrida, à frente de Augusto Farfus, no seu BMW calçado com pneus de piso seco, e o privado Sergio Hernandez. Tiago Monteiro acabou no sétimo lugar, depois de ser prejudicado na corrida pelo privado Stefano d'Aste, que lhe deu um pequeno toque e levou a uma saída de pista, quando o português defendia a quarta posiçao.



Gabriele Tarquini teve um péssimo fim de semana no Japão, abandonando ambas as corridas, primeiro por um despiste na primeira volta, e depois por problemas mecânicos. Yvan Muller transpirou para ser sétimo classificado na primeira corrida, e sexto na segunda, saindo de Okayama com 14 pontos de avanço sobre o seu companheiro de equipa.

O mundial FIA WTCC irá terminar a 16 de Novembro, com a última jornada dupla a ser disputada no Circuito da Guia, em Macau. Para além de Tiago Monteiro, também o compatriota André Couto, que disputa os Super GT japoneses, marcará presença na grelha de partida.