quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

WRC 2013 - Rali de Monte Carlo (Dia 1)

Mesmo "a meio gás", Sebastien Löeb não brinca em serviço. Tanto que no final do primeiro dia, e debaixo de alguma neve, o piloto da Citroen já deu um avanço de um minuto e 15 segundos sobre o segundo classificado, o Volkswagen Polo R WRC de outro Sebastien, Ogier de apelido. Tudo isto num rali que está a ser complicado, devido às condições climáticas e os inevitáveis alterações de percurso.

“Foi um dia difícil, com muita neve e gelo. Apanhei vários sustos, mas estou feliz por estar aqui...”, referiu Löeb, opinião corroborada por Ogier: “Estou a dar o melhor, mas os troços estão muito complicados”, referiu.

Atrás dos dois "Sebastiões", a mais de um minuto do piloto da Volkswagen, está o finlandês Mikko Hirvonen, que está a ter um andamento cauteloso, apesar de ter Dani Sordo bem atrás de si, a meros três segundos.: “Fui cauteloso demais, mas não gosto destas condições. Simplesmente evitei ter problemas”, disse. Sordo é quarto, seguido pelo segundo homem da Volkswagen, Jari-Matti Latvala, que está a vinte segundos dos homens da Citroen, depois de se ter atrasado no último troço do dia, após um furo.

Já o melhor dos Ford é o russo Evgueny Novikov, que é apenas o sexto classificado, a mais de três minutos de Löeb, e tenta conter os avanços de Juho Hanninen, o sétimo, e o piloto local Bryan Bouffier, o oitavo. A Ford é a equipa que vai sair mais a perder deste Rali de Monte Carlo, depois que Thierry Neuville ter batido e perdido uma roda no último troço do dia, quando seguia na terceira posição, apenas atrás dos "Sebastiões". A fechar o "top ten" estão o norueguês Mads Ostberg e o checo Martin Prokop, também em Ford. 

Ostberg está naturalmente desiludido com a sua prova, pois o nono lugar atual, a mais de quatro minutos do líder, está muito aquém daquilo que queria estar: “Estou muito desapontado pois nada me está a correr bem nesta prova”, comentou, no final.

O rali de Monte Carlo prossegue amanhã, com a realização de três troços.

O Fantasma do Bahrein

"Pela tendência destes tempos, parece que vamos ter dezanove corridas no calendário de 2013 da Formula 1, pois Bernie Ecclestone não tem intenção alguma de preencher a data de 21 de julho com qualquer circuito. Ele pretendia que essa data fosse preenchida com o GP da Turquia, com apoios do estado local, mas o governo de Recep Tayip Erdogan não tem qualquer intenção de colocar um tostão que seja para aquilo que seria um "one-off" no calendário. E as intenções de alguma gente de pressionar para o regresso da Áustria no calendário, com dinheiro da Red Bull a cobrir a chegada da caravana pelo circuito de Zeltweg, esbarrou aparentemente na teimosia de Bernie Ecclestone, alegando que na zona 'não existem hotéis suficientes'.

Mas aparentemente, as dezanove corridas do calendário poderão ser dezoito, pois neste momento existem um vulcão que se consome em lume brando, pronto para rebentar. Chama-se Bahrein, e desde fevereiro de 2011 se tornou no maior embaraço da Formula 1, devido aos protestos da sociedade contra a classe dirigente, que apesar de não aparecer tantas vezes nas primeiras paginas dos jornais, ainda não acabou. (...)"

Este é a introdução do meu artigo que inaugura a minha passagem pela supermotores.net, o site que é gerido pelo meu amigo Ricardo Batista, e que no inicio do ano apareceu de cara lavada. E como artigo introdutório - uma vez por mês, em principio - falei sobre o assunto do GP do Bahrein, do qual ainda nada foi resolvido, num pais onde o conflito politico ainda existe e ambos os lados poderão estar a preparar-se para usar a corrida para os seus objetivos politicos. Para o bem e para o mal.

Para ler o resto do artigo, basta seguir este link. 

Revista Speed - Edição de janeiro

E já está online a edição deste mês da revista Speed. Nesta edição falamos sobre o Rali Dakar e o inicio do Mundial WRC, falamos sobre as 24 Horas de Daytona e a NASCAR para 2013 e em termos históricos, falamos sobre o Copersucar Fittipaldi F5A, o carro mais bem sucedido da aventura brasileira na Formula 1 e comemoramos os 35 anos do GP do Brasil de 1978, a primeira em Jacarépaguá e onde Emerson Fittipaldi iria conseguir a sua melhor classificação de sempre, um segundo lugar.

Tudo isto e muito mais pode ver aqui, a partir deste link.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Youtube Monte Carlo Rally: "O shakedown" de Monte Carlo


Este é um dos videos feitos ao "shakedown" do Rali de Monte Carlo, que vai arrancar amanhã nas estradas francesas. Com o mau tempo que tem vindo a acontecer nos últimos dias na região de Valence, os pilotos tem tido dificuldades em aguentar os seus carros nas estradas coberta de neve. Até Sebastien Löeb teve dificuldades em manter o seu carro na estrada! Só visto...

Amanhã começa o rali a sério.

Dakar 2013 - Dia 10

O Rali Dakar viveu hoje nova etapa, a décima, desta vez entre Córdoba e La Rioja, numa especial com 636 quilómetros, 357 dos quais contra o cronometro.

Nos automóveis, sem o buggy de Nasser Al-Attiyah, fora de combate neste Dakar, os Mini parece quew não têm grandes opositores, mas hoje, o melhor pertenceu aos da casa. Orlando Terranova, no seu BMW X3, foi o vencedor, ele que tem como navegador o português Paulo Fiuza. A dupla luso-argentina deixou os Mini de Nani Roma e Stéphane Peterhansel a pouco mais de dois minutos, com Giniel de Villiers a cinco minutos do vencedor.

Carlos Sousa não teve um grande dia. Ele foi hoje apenas o 13º na etapa, perdendo 23 minutos para os vencedores da tirada. O piloto português ficou cerca de 15 minutos parado na especial devido a um problema com a correia de ventilação do motor. Por causa disso, Carlos Sousa se viu obrigado a imprimir um ritmo cauteloso até ao final da especial, uma vez a temperatura do motor do Great Wall nunca conseguiu estabilizar em níveis aceitáveis.

Nas motos, Cyril Després recuperou a liderança do rali, agora com um minuto de vantagem sobre Rúben Faria, que foi apenas o oitavo na etapa, obedecendo a ordens de equipa. Mas na etapa, o melhor foi o espanhol Joan Barreda Bort, que venceu a etapa com um minuto e 15 segundos de vantagem sobre Cyril Després.

Quanto a Paulo Gonçalves (Husqvarna) regressou aos bons resultados e foi terceiro na etapa de hoje, com Hélder Rodrigues a ser o nono na etapa e a ascender ao sexto lugar da geral, a 34 minutos de Després.

“Fui num ritmo muito calmo sem arriscar nada para garantir que perdia o tempo suficiente para o Cyril passar para a frente mas sempre a controlar os mais diretos adversários pois em principio a equipa KTM / Red Bull vai dar luz verde para que eu, além de ter que cumprir o meu papel de aguadeiro a 100%, possa lutar por um lugar no pódio", começou por referir o motard algarvio no final da tirada.

“Vamos ver as ordens nos próximos dias. Perante estes resultados sei que é fácil esquecer-me por vezes de qual o meu papel neste Dakar mas tenho que estar concentrado e continuar a desempenha-lo na perfeição pois só assim é que os objetivos da KTM / Red Bull serão atingidos e se no final existir a possibilidade de conseguir uma boa classificação final melhor ainda. Estou tranquilo e muito forte fisicamente. Não tenho arriscado nada e sei que até final se tiver que andar forte para defender a minha posição vão ter que contar comigo.”, concluiu.

O Dakar continua amanhã, ainda em terras argentinas, entre La Rioja e Fiambalá, no total de 481 quilómetros, 221 dos quais em troços cronometrados. 

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana fala sobre os grandes eventos do momento: o Rally Dakar e o Rali de Monte Carlo, prova de abertura do WRC. E para assunto principal, colocam o Mini verde de Stephane Peterhansel, sob o titulo: "Hora de Decisões no Dakar". Em termos de subtítulos, fala-se do "Duelo Peterhansel/Al-Attiyah equilibrado", isto antes do qatari ter abandonado o rali devido a problemas mecânicos, e outro que fala de "Ruben Faria em destaque nas motos".

 Em baixo, fala-se do Rali de Monte Carlo, que "já está na estrada", com a foto do Volkswagen Polo R WRC, a máquina que faz a sua estreia oficial no Mundial de Ralis.

Ao lado, temos uma entrevista a António Félix da Costa, onde fala das suas ambições: "Queria já pôr um pé na F1 em 2013", mas em cima temos outra entrevista, mas mais polémica, onde o piloto de ralis Fernando Peres afirma: "A FIA beneficia as marcas francesas".

Youtube Monte Carlo: a saida de Ogier


O "shakedown" foi esta manhã, com o melhor a ser o belga Thierry Neuville, no seu Ford da M-Sport, mas o destaque deste Rali de Monte Carlo é a neve, que tem vindo a cair em grandes quantidades na zona, fazendo os percursos muito dificeis. E neste caso en concreto, Sebastien Ogier, mesmo tendo travado antecipadamente naquela curva, não evitou uma pequena subida no seu Volkswagen Polo R WRC...

Youtube Video Ad: Piquet vs Mansell, 2013


Já se sabia desde a semana passada que a Ford tinha feito um anuncio no autódromo brasileiro de Velopark, no Rio Grande do Sul, para o novo modelo Fusion, onde convidaram Nelson Piquet e Nigel Mansell, companheiros de equipa da Williams em 1986 e 1987 (quando a equipa tinha motores... Honda) e onde os dois não eram propriamente os melhores dos amigos.

Hoje já apareceu um video com a primeira parte desse filme. Veremos no que o resto irá dar, mas já vi umas fotos onde ambos os carros não ficaram muito bem tratados...

Dakar 2013 - Dia 9

Depois de um dia de descanso  na cidade argentina de San Miguel de Tucuman, máquinas e pilotos partiram desta cidade para Córdoba, na etapa mais longa do rali, num total de 593 km cronometrados, num percurso sem areia mas muito técnico, que contava com uma passagem por uma zona de floresta (!), entre outros.

Nas motos, o dia foi ótimo para os Mini e foi para esquecer para Nasser Al Attiyah. Parando por várias vezes ao longo da especial, teve uma mais grave quando faltavam cem quilómetros para a meta, que o fez parar por muito tempo e o fez afundar na classificação geral. Por causa disso, Stephane Peterhansel, que foi o segundo na etapa - atrás de Nani Roma - alargou a sua vantagem para 49 minutos sobre o sul-africano Giniel de Villiers. O russo Leonid Novitsky é o terceiro da geral, e capaz de alcançar o Toyota do piloto sul-africano.

Carlos Sousa teve um grande dia, ao terminar a etapa na sexta posição, mas chegou a andar no terceiro lugar a meio da etapa. Com isto e os problemas sofridos por alguns dos seus concorrentes diretos, o piloto da Great Wall ascendeu ao sexto lugar da geral.

Nas motos, o dia foi marcado pelo acidente de David Casteu, que embateu numa vaca e acabou com o ombro maltratado, perdendo muito tempo e fazendo com que Ruben Faria acabe por ser o maior beneficiado na classificação geral, pois o francês Olivier Pain e o chileno Chaleco Lopez Cotardo também se atrasaram. Mas na etapa, o melhor foi Cyril Després, seguido pelo espanhol Joan Barreda-Bort, enquanto que Faria foi apenas quarto na etapa. Hélder Rodrigues foi o quinto e Paulo Gonçalves o sétimo na etapa.

Assim, na frente está agora Ruben Faria, com Cyril Després na segunda posição, a cinco minutos doi piloto português. O chileno Chaleco Lopez Cotardo é o terceiro, a nove minutos. Quanto a Hélder Rodrigues, deu um pulo na classificação geral, passando para o sétimo posto.

“Foi um dia perfeito! O Cyril ganha a Etapa e recupera grande parte do tempo perdido e eu passo a liderar o Dakar! Esta foi a estratégia definida pela equipa KTM / Red Bull e estamos, para já, dentro dos objetivos. Vamos continuar a lutar forte para garantir alguma vantagem sobre os nossos adversários mais diretos pois estamos todos muito juntos e no Dakar tudo pode acontecer. Dedico este resultado a todos os meus patrocinadores, aos meus fãs e à minha família! Um grande abraço e muito obrigado pelo vosso apoio diário!”, afirmou Faria na sua página do Facebook.

“Era uma etapa longa, a maior deste rali, muito técnica e muito exigente do ponto de vista físico. Estar muito bem preparado foi uma enorme ajuda e um grande trunfo. Na fase inicial da prova vinha junto com o Cyril mas a ultrapassagem a um dos pilotos que tinham partido à nossa frente tornou-se mais complicada e ele acabou por se ir embora. Continuo a pautar a minha corrida por um andamento rápido, evitando correr riscos. Nas atuais circunstâncias a melhor forma de continuar a progredir na classificação”, referiu.

O Rali Dakar continua amanhã numa etapa entre Córdoba e La Rioja, em terras argentinas.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Os circuitos no Inverno II - Donington Park

E se em Silverstone existe o mando branco que vos mostrei há pouco, não muito longe dali, em Donington Park, acontece a mesma coisa. E a "linha preta" que se vê são dos carros que já andaram ali a limpar o asfalto da camada de neve que se acumulou...

Esta foi tirada do Twitter dos GT britânicos (@britishGT)

Os circuitos no Inverno - Silverstone

Hoje neva em intensidade em paragens britânicas, e há pessoal que está a mandar fotos dos circuitos cobertos com um espesso manto branco. Esta foto de Silverstone coberta de neve foi colocada esta tarde por Jenson Button na sua página de Facebook. 

Como alguém dizia na caixa de comentários: "Belo dia para testar os pneus"...

domingo, 13 de janeiro de 2013

As três familias numa foto

Esta foto junta três famílias, três nomes automobilísticos do qual o Brasil descobriu ao longo de 40 anos serem sinónimos de vitória. De colocarem o país nas bocas do mundo e em troca receber a admiração e o respeito de toda a gente. E claro, os seus descendentes sofrem com a pressão de milhões para que sejam iguais aos pais, ou seja, vencerem corridas e serem campeões. Afinal de contas, foram oito títulos mundiais que o Brasil comemorou, que os coloca na terceira posição do "ranking", atrás da Grã-Bretanha e da Alemanha.

Mas por incrivel que pareça, apenas por duas vezes é que um Senna, um Piquet e um Fittipaldi estiveram juntos numa mesma pista. A primeira foi num teste em Jacarépaguá, em 1984, com Emerson num Spirit, Ayrton num Toleman e Nelson num Brabham. Emerson voltava a experimentar um carro de Formula 1, Ayrton dava os primeiros passos na categoria máxima do automobilismo e Nelson era recém-bicampeão. E a segunda vez, 29 anos depois, aconteceu... num evento de karting.

Aqui podem ver Nelson Piquet Jr., filho de Nelson, Bruno Senna, sobrinho de Ayrton, e Pietro Fittipaldi, neto de Emerson. Pietro é o mais novo, tem 15 anos, mas com uma grande experiência na NASCAR, onde foi bem sucedido. Bruno tem 29 anos e Nelson Jr. com 27, e ambos com passagens pela Formula 1 mais ou menos sucedidas. Se Bruno ainda luta para conseguir um lugar para 2013, Nelson Jr. deixou a categoria em 2009 e é feliz na NASCAR, a construir o seu caminho para ser dos primeiros estrangeiros a serem bem sucedidos numa categoria "redneck", o último reduto dos pilotos americanos.

Os três estiveram juntos este fim de semana no Desafio Internacional das Estrelas, uma competição criada por Felipe Massa no kartódromo Beto Carreiro, em Santa Catarina. Uma coisa levada na brincadeira, mas a cada ano que passa, é abrilhantada por pilotos estrangeiros de Formula 1: Fernando Alonso, Kamui Kobayashi, Jaime Alguersuari, Sebastien Buemi...

Os brasileiros sempre tiveram altas, quase exageradas expectativas sobre eles. Eles queriam que os filhos, sobrinhos e netos repitam os feitos dos pais, tios, avôs, para voltarem a viver as manhãs de domingo, onde acordavam para ver a bandeira brasileira flutuando no ar, no lugar mais alto do pódio, para poderem gritar ao resto do mundo que eram brasileiros com muito orgulho e muito amor. Quando viram que eles não iam cumprir o destino dos pais, ficaram naturalmente desiludidos pelos resultados. Mas isso já seria de esperar, depois de se ver que Piquet Jr. teve um percurso exatamente contrário ao do pai e Bruno Senna pagou a fatura de estar dez anos sem competir após a morte do tio.

Nelson Piquet Jr. virou costas à Formula 1 e tenta ser feliz à sua maneira na NASCAR. Quanto a Bruno Senna, tenta mostrar que não é um piloto mediano na Formula 1, mas não tem muitas hipóteses. E não acredito que tenha lugar em 2013, mesmo com a carteira recheada que têm. Creio que ele vai para o DTM, e não volta mais à Formula 1. Mas acho que não deveria encarar isso como um fracasso, mas sim como uma libertação: ser feliz noutra categoria, cumprir o destino de ser piloto.

Quanto ao Fittipaldi neto, ainda tem muito para percorrer. Julgava que iria ficar na NASCAR, a fazer uma carreira longe dos monolugares. Mas parece que o avô e a família este ano decidiu que, vendo o talento do neto e o "feedback" que teve com as vitórias na América, irá tentar a sua sorte nos monolugares. Veremos no que vai dar, e desejo-lhe sorte. Mas espero que seja forte psicologicamente  porque os brasileiros estão ansiosos - continuam ansiosos - para poder gritar ao mundo que são os maiores no automobilismo, num "complexo de vira-lata" do qual temo que nunca será resolvido...

Enfim... é melhor olhar para esta foto e apreciar a raridade do momento.

Dakar: Attiyah ambicioso para 2014

No dia de descanso do Dakar, na cidade argentina de Tucuman, o qatari Nasser Al-Attiyah fez um balanço de como vai o seu rali e os seus planos para o futuro. Falando ao jornal francês L'Equipe, o piloto quer alinhar com mais carros em 2014, e deseja ter Sebastien Loeb na sua equipa.

"Gostaria de participar talvez cinco buggies no Dakar 2014. Eu, claro, tenho relações privilegiadas com o meu país, mas também com a Red Bull que é o ombro de muitos muitos pilotos (incluindo Loeb e Sainz).", começou por afirmar.

"Eu tenho um buggy para me entreter na areia. E ele [Loeb] testou-o", disse o actual segundo classificado do rali Dakar, acrescentando que "Ele estava relaxado, nós conversamos sobre automobilismo em geral. Eu sei que ele gostaria de tentar um dia o Dakar, mas ele estava em família e não era o momento para ir mais longe na conversa.", concluiu.

As declarações de Attiyah, atual segundo classificado na edição deste ano do Dakar, vão de encontro às aspirações de Loeb no pós-WRC. O francês de 38 anos deseja correr em pistas, mas não coloca de lado uma participação futura neste rally-raid.

Os maus dias de Vijay Mallya

As coisas continuam "pretas" para o multimilionário indiano Vijay Mallya. Apesar de há algum tempo ter sido forçado a vender parte do seu negócio de cervejas Kingfisher à Diageo - que têm a marca Johnny Walker, entre outras - a sua companhia aérea de baixo custo afunda-se devido às dividas de mais de mil milhões de dólares, e os seus funcionários estão sem receber há mais de sete meses. E por causa disso, as autoridades de aviação indianas decidiram no inicio do ano cancelar a licença de vôo.

Mas para além disso, o próprio Mallya está em sarilhos. Este fim de semana foi anunciado o seu avião pessoal foi arrestado pelas autoridades tributárias indianas por uma dívida de 19 mil milhões de rupias, quase 25 milhões de euros, provenientes de impostos por pagar provenientes da sua companhia aérea. A ação tinha acontecido a 21 de dezembro, mas o contraste entre ele e a companhia aérea era enorme: enquanto que os seus quatro mil empregados protestavam pelos salários em atraso e os aviões ficavam em terra, sem dinheiro para a gasolina e para as taxas aeroportuárias, o seu avião, um Airbus A319 luxuoso, funcionava sem problemas e os seus empregados estavam com os salários em dia.

E a cada dia que passa, as coisas tendem a piorar para aquelas bandas. Esta semana, quatro dos aviões da frota foram devolvidos a uma empresa de "leasing" por falta de pagamento. Mallya já escreveu uma carta a dizer que iria trabalhar para a reposição dos salários em atraso, mas as coisas já se arrastam há muito tempo para se saber se a companhia aérea poderá ser salva.

E veremos se isso não se verterá para a equipa de Formula 1...

Dakar 2013 - Dia 8

A etapa anterior ao dia de descanso, em paragens argentinas, entre Salta e San Miguel de Tucuman, ficou marcado pelas fortes chuvas que se fazem sentir na região, que forçaram a encurtar a etapa, cancelando a primeira parte dela. Assim sendo, a organização decidiu que carros, motos e quads efectuariam uma especial de apenas cento e oitenta e quatro quilómetros para chegarem à meta.

Mas se as motos fizeram essa parte, os automóveis tiveram problemas acrescidos. No segundo controlo da etapa, a partir do quilómetro 88, os concorrentes tiveram dificuldades em atravessar um ribeiro que tinha se alargado com as chuvadas do dia. Apenas cinco carros conseguiram passar, razão mais do que suficiente para que no final, a organização decidisse neutralizar o resto da etapa e dar aos pilotos que não conseguiram passar o mesmo tempo que o de Stephane Peterhansel, o último a passar pelo ribeiro em causa. O vencedor foi Guerlain Chicherit, seguido pelo argentino Orlando Terranova e pelo americano Robby Gordon.

Para concorrentes como Carlos Sousa, esta neutralização foi-lhes providencial, já que o carro teve uma avaria no seu motor que o fazia sobreaquecer mais facilmente do que o esperado. Em circunstâncias normais, o piloto português da Great Wall teria provavelmente perdido muito tempo:

“Tivemos uma avaria no carro e fomos obrigados a parar várias vezes para conseguir baixar a temperatura do motor. Perdemos algum tempo e esperamos agora resolver o problema em definitivo na assistência. Neste momento, desconhecemos ainda quando tempo estaríamos a perder à chegada a CP2. Em todo o caso, parece certo que esta neutralização terá sido providencial”, afirmou, à chegada a Tucuman.

Nas motos, o encurtamento da etapa fez com que os pilotos da frente se entregassem a um duelo fratricida, com o espanhol Joan Barreda Bort a levar a melhor sobre o eslovaco Ivan Jakes, por quase oito minutos (7:57). David Casteu foi o terceiro, e agora é o novo lider da classificação, na frente do português Bianchi Prata. Ruben Faria foi o 33º na etapa, mas mesmo assim, ascendeu ao terceiro lugar na geral, que poderá ser segundo se a organização contabilizar os 15 minutos de penalização a Després, por ter trocado de motor ontem à noite. Hélder Rodrigues acabou a etapa na décima posição e é o 14º da geral.

“Hoje estou um pouco mais tranquilo pois o dia de ontem foi aos limites do stress! O nosso objetivo foi resolver o problema do Cyril e como somos uma grande equipa todos nós trabalhámos com esse objetivo e conseguimos! A recuperação do Cyril hoje fez com que os níveis de confiança voltassem ao normal e foi uma prova de que terão que contar com ele até ao fim deste Dakar, mesmo com a penalização que vai sofrer pela troca do motor.", começou por dizer Rúben Faria.

"Quanto a mim vou continuar a fazer o meu trabalho mas obviamente que não posso deixar de partilhar com todos vocês que o sonho nunca esteve tão próximo… Sei que têm sido dias de ansiedade e expectativa para todos os que me acompanham portanto nada melhor do que partilhar com vocês este resultado. Um grande abraço e Muito Obrigado!”, concluiu o piloto da KTM.

Já Hélder Rodrigues afirma que isto está longe de estar decidido: “Sabia que a etapa de hoje iria ser complicada em termos de navegação e ontem tinha-me resguardado um pouco para hoje poder atacar e melhorar o meu resultado na classificação geral. O facto de ela ter sido encurtada limitou de alguma forma este meu propósito. Agora vamos ter um dia de descanso para preparar a segunda metade de Dakar que ainda está longe de estar decidido”, salientou à chegada a San Miguel de Tucumán o piloto da Honda.

Amanhã, a caravana do Dakar descansa em San Miguel de Tucuman.