domingo, 20 de janeiro de 2013

Noticias: "Totto" Wolff é o diretor desportivo da... Mercedes

Noticias vindas esta tarde da Alemanha indicam que a Mercedes poderá ter escolhido o seu diretor desportivo, em substituição de Norbert Haug. E a sua escolha é surpreendente: nada mais, nada menos do que o austríaco Christian "Toto" Wolff, de 41 anos. E digo surpreendente porque Wolff é o accionista minoritário da... Williams, outra equipa de Formula 1.

A noticia é dada pelo jornal Sport Bild e indica que Wolff estará presente esta semana em Valencia, onde a marca de Estugarda fará testes da sua estrutura de DTM, onde poderá estar presente o polaco Robert Kubica, para avaliar a sua hipótese de correr nos turismos alemães, em detrimento de uma carreira nos Ralis. 

Wolff tem desde 2010 uma participação minoritária na Williams, e desde que está lá já mexeu cordelinhos suficientes para colocar na equipa um dos seus protegidos, o finlandês Valtteri Bottas, em detrimento de Bruno Senna.

Caso se confirme, uma pequena pergunta fica no ar: o que fará Wolff com as ações que detêm na Williams? Venderá a alguém interessado ou passará a sua propriedade nas mãos da sua mulher Susie, ex-piloto da DTM e ex-Stoddart? Pode ser que a meta num dos carros da marca nos Turismos alemães...

Dailymotion Rally Crash: o acidente de Novikov no Turini




Entretanto, surgiu também na Net o acidente de Evgueny Novikov no Col de Turini, e pelos vistos, bateu no mesmo local que Jari-Matti Latvala, mas foi com menos força do que o finlandês. Parece que o russo foi mais vitima das dificeis condições atmosféricas que se faziam sentir na altura, do que propriamente de algum excesso da sua parte. 

Nota-se que o resultado do acidente do russo da Ford foi apenas uma roda arrancada - ele continuou até ao fim da classificativa - enquanto que o finlandês ficou-se por ali...

Um rescaldo de Monte Carlo

O rali de Monte Carlo teve um final atribulado. Por causa dos eventos no Col de Turini, que fizeram enormes estragos na classificação geral, e também pelo facto do excesso de espectadores e os incidentes com três deles, que os levaram para o hospital (pernas partidas e um traumatismo craniano), o rali acabou na 16ª classificativa, a duas do fim, impedindo que decorresse a Power Stage, que normalmente daria pontos extra aos três melhores nessa tirada.

Assim, Seabastien Löeb alcançou mais uma vitória, a 77ª da sua carreira, mais pelo desporto do que pela classificação geral, já que ele decidiu terminar competitivamente a sua carreira no rali. A sua temporada de 2013 mais me recorda a temporada de despedida de Juan Manuel Fangio, que fez duas corridas em 1958, ainda com todo o seu talento intacto, mas com vontade de sair pela porta grande. É o que está a fazer Löeb, que está disposto a continuar a sua carreira noutros lados, como na Endurance, a bordo de um McLaren de GT, ao lado do português Álvaro Parente.

O grande vencedor deste rali e que meteu uma lança no campeonato chama-se Sebastien Ogier. Contrariamente a alguns receios iniciais, o Volkswagen Polo R WRC é um carro bem nascido e está em boas mãos, quer em Ogier, quer em Jari-Matti Latvala, que apesar de não ter chegado ao fim, vítima de um acidente forte no Turini, está claramente em fase de adaptação ao carro, já que Ogier teve um ano para desenvolvê-lo, logo, tem um melhor conhecimento deste carro. Veremos como será dentro de duas semanas, nas frias terras suecas, no único rali verdadeiramente de neve. Löeb estará lá, mas normalmente são os nórdicos que mandam. Se Latvala for melhor do que Mikko Hirvonen, então será sinal de que este campeonato será bem equilibrado e a equipa de Wolfsburgo tem uma chance real de vencer, logo no seu primeiro ano.

A marca do "double chevron" tem em Mikko Hirvonen o seu primeiro piloto e o finlandês tem uma chance bem real para atacar o título, mas já perdeu o primeiro combate na batalha com o seu outro adversário, o espanhol Dani Sordo. Este, vindo da Mini, é um excelente piloto, especialmente em asfalto, do qual só lhe falta a vitória para ser considerado como um candidato ao título. Cabe a ele demonstrar que é muito mais do que uma promessa, dado que ele vai fazer 30 anos. Já tem a rapidez, a maturidade e provavelmente a confiança para alcançá-lo, e se calhar, irá ser mais veloz do que Hirvonen. Na Suécia, Hirvonen irá dar o troco, mas vai ser a partir do México que a batalha conta, e poderá se ver se será ele ou o finlandês que irá batalhar com Sebastien Ogier pelo título mundial.

A Ford e a Citroen, como já viram, têm uma concorrente de respeito e este campeonato será uma luta a três, como provavelmente os fãs desejavam há muito. Veremos se será devidamente equilibrado, mas tudo indica que sim. A Ford está a apostas nos jovens, e parece que, caso eles consigam manter o carro na estrada, poderão fazer excelentes resultados. Thierry Neuville e Evgueny Novikov são dois excelentes pilotos que não conseguiram evitar as armadilhas de Monte Carlo, fruto (ainda) da sua juventude. Mas eles já erram cada vez menos e talvez a partir do México (na Suécia não vão ter muitas hipóteses...) irão dar cartas. Mads Ostberg desiludiu no Monte Carlo, mas na Suécia irá sentir-se "em casa" e é um favorito à vitória.

Em suma, o campeonato mal começou, mas promete ser o mais equilibrado da década. Pois agora já não há Sebastien Löeb para os atormentar permanentemente. Apenas aqui e ali.

Youtube Monte Carlo Rally: O acidente de Jari-Matti Latvala


Sem acesso à Net por um dia, agora começo a ver o que aconteceu neste período de "escuridão". E vi que no rali de Monte Carlo, vencido novamente por Sebastien Löeb, houve alguns acidentes bem feios no Turini, cujo piso em certas zonas era complicado de controlar por parte dos pilotos, como afirmou Sebastien Löeb: "Está realmente muito complicado, muito neve, gelo. Há zonas em que andar a mais de 30km/h é suficiente para perder por completo o carro. Muito complicado."  

Uma das vítimas do Turini foi o do finlandês Jari-Matti Latvala, que perdeu o controle do seu Volkswagen e bateu feio durante a classificativa. Ora vejam. Mas houve outros, como Juho Hanninen e Evgueny Novikov, que bateram e perderam rodas, bem como Sebastien Ogier, que teve problemas também no Turini, mas pode continuar.

O dia em que não escrevi nada por aqui

Ficar um dia sem poder escrever por aqui é algo inimaginável, mas aconteceu. E a culpa nao foi minha, mas sim da meteorologia. Desde as dez da manhã de hoje que faltou a luz em minha casa, fruto de uma tempestade que se abateu sobre Portugal, com rajadas de até 140 km/hora. Derrubou milhares de árvores, do qual cairam sobre dezenas de linhas de média e alta tensão, e algo até alguns postes foram derrubados. Para terem uma ideia, estou a escrever isto de fora de minha casa.

A última vez que fiquei um dia sem escrever foi há uns bons cinco anos, quando fiquei com febre e fiquei de cama. Lembro-me disso porque foi quando cancelaram o Dakar, ainda ele acontecia em Lisboa, devido à ameaça terrorista na Mauritânia. E isso já foi há cinco anos. Sendo eu alguém que gosta do que faz e quer manter informado - e entretido - os meus seguidores (que sei que são muitos) podem compreender que este foi um dia bem frustrante para mim, especialmente quando o Dakar e o Rali de Monte Carlo concluíram hoje as suas tiradas. Ainda por cima, houve vitoria portuguesa nas motos, através de Ruben Faria, o "aguadeiro" de Cyril Despres.

Enfim, eu espero que compreendam - deverão compreender - o motivo desta minha ausência. Um abraço a todos.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 13

A penultima etapa do Rali Dakar, já em solo chileno, ligou as localidades de Copiapó e La Serena,  com 441 quilómetros competitivos, foi disputada em velocidade, mas com tudo quase decidido quer em carros, quem nas motos.

Nos automóveis, Robby Gordon demonstrou a sua força, vencendo a etapa com uma diferença de 22 segundos sobre o mini de Guerlain Chicherit. O argentino Orlando Terranova foi o terceiro na etapa, a quatro minutos e 41 segundos, seguido pelo Toyota de Giniel de Villiers, que terminou a oito minutos e oito segundos do vencedor.

Carlos Sousa foi o sétimo classificado na etapa, na frente de do Mini de Stéphane Peterhansel, que já está em gestão, rumo à vitória na geral. 

“O mais importante foi não perder a concentração e poupar nos pisos mais duros. Andámos sistematicamente entre os mais rápidos e foi pena o furo que sofremos já depois da neutralização, porque podíamos ter conseguido uma classificação mais positiva na etapa. Mas estamos satisfeitos, porque até consolidámos o 6º lugar da geral”, afirmou o piloto português.

Na classificação, Peterhansel é o lider e tem agora 44 minutos e 38 segundos de avanço sobre o sul-africano Giniel de Villiers, com Leonid Novitskiy no terceiro posto, a quase hora e meia. Orlando Terranova, acompanhado pelo seu navegador português Paulo Fiúza, são quintos classificados, na frente do Great Wall de Carlos Sousa, que deverá repetir o sexto lugar do ano passado.

Nas motos, a vitória na etapa "ficou em casa" e foi importante que isso acontecesse, porque "Chaleco" Lopez Cotardo conseguiu assim subir ao segundo posto, por troca com Rúben Faria, que se atrasou e ficou nesta etapa a 14 minutos e 27 segundos do piloto chileno. Cyril Després, que já tem a sua quinta vitória nas mãos, acabou a cinco minutos de Lopez Cotardo e ficou com o segundo posto na etapa.

Paulo Gonçalves foi o terceiro na especial, quatro segundos mais lento do que Després, e sobe ao "top ten" no décimo posto, enquanto que Hélder Rodrigues foi o sexto na etapa e permitiu ascender até ao sétimo posto da geral.   


“Foi um dia bastante positivo. Andei bem, cheguei à frente da corrida quando os pilotos que iam à minha frente cometeram um erro na navegação, mas isso também me aconteceu quando falhei uma nota logo a seguir a passar um waypoint. A navegação era muito exigente, mas superei bem todas as dificuldades. Estou satisfeito por saber que estamos três portugueses no Top 10 do Dakar. Somos o único país a ter três pilotos aí. É muito positivo”, referiu hoje, à chegada a La Serena, o piloto da Honda.

Amanhã é a última etapa do Dakar, ligando La Srena e Santiago do Chile, num total de 630 quilómetros, 128 dos quais em especial cronometrada.

WRC 2013 - Rali de Monte Carlo (Dia 3)

A cada dia que passa em Monte Carlo, mais parece que Sebastien Löeb está a caminho de mais uma vitória  no mítico rali monegasco. Para além de ampliar a vantagem sobre a concorrência, nomeadamente sobre o Volkswagen de Sebastien Ogier, o francês de 38 anos está a ganhar em várias classificativas, a última das quais no mítico Sisteron.

O dia de hoje começou em St. Jean en Royans, debaixo de muita neve e 13 graus... negativos. Isso não intimidou Löeb, que partiu para a estrada e acabaou com o melhor tempo da tirada, 1,5 segundo mais veloz do que Sebastien Ogier, no seu Volkswagen Polo R WRC. O norueguês Mads Ostberg foi o terceiro, no seu Ford Fiesta, enquanto que Dani Sordo fez um pião e perdeu tempo para Evgueny Novikov.

"Incrível. Foi o melhor troço até agora. 20 km de completamente brancos, sol e neve. Eu não estou numa situação em que precise de forçar muito e por isso tive cuidado", explicou Löeb no final dessa tirada. Ogier respondeu afirmando que queria fazer a especial com cautela: "Não foi fácil, porque esta é a minha primeira vez no Rali de Monte Carlo com um WRC. Preferi ser seguro do que mais rápido ", disse. 

Pela tarde, foi a vez de Ostberg ser o melhor, conseguindo bater o seu companheiro de equipa, Evgueny Novikov. No final da etapa, apesar de estar contente com o resultado, não deixou de falar sobre as condições atmosféricas na altura: “O troço estava muito sujo e apanhei um susto porque nas notas tinha que estava seco, mas afinal havia muita terra na estrada. Apesar de tudo, encontrei um bom ritmo e o set up do carro funcionou muito bem”.

A mesma coisa falou o piloto russo: “Foi tudo muito difícil. Estava muito escorregadio e algumas zonas era muito estreitas, mas tudo correu bem e agora irei montar dois pneus de neve à frente para o próximo troço”.

No final do dia, efetuou-se a passagem por Sisteron, uma das classificativas míticas de Monte Carlo, a par do Col de Turini. Começando de uma altitude baixa, termina a subir e com as condições a mudarem constantemente, para uma de neve e gelo, tornando bastante dificeis as coisas aos pilotos e aos carros. Aí, Sebastien Löeb demonstrou que continua a ser o melhor, alargando a sua vantagem sobre Sebastien Ogier, enquanto que Mikko Hirvonen fez o terceiro melhor tempo, no segundo Citroen.

No final do dia, Löeb aumenta a sua vantagem para um minuto e 47 segundos sobre Sebastien Ogier, com Evgueny Novikov a ser agora o terceiro classificado, a três minutos e 19 segundos de Löeb, mas com Dani Sordo bem colado a ele: apenas dois segundos separam ambos os pilotos.

Já bem distantes encontram-se Jari-Matti Latvala e Mikko Hirvonen. O finlandês da Volkswagen encontra-se a 4:04 minutos dos lideres e parece não estar a adaptar-se bem às classificativas monegascas. O seu compatriota da Citroen está mais atrasado na luta, estando agora a 4:19 minutos, mas ele andou a tarde toda com dificuldades nos travões do seu carro, daí ter perdido o lugar para Latvala. 

Juho Hanninen é o sétimo, um pouco mais distante dos seus compatriotas, enquanto que Mads Ostberg é o oitavo. Bryan Bouffier e Martin Prokop fecham o "top ten".

O rali de Monte Carlo prossegue amanhã.  

Rumores do dia: Force India e Bruno Senna

A tarde de ontem foi pródiga em rumores relativos a Bruno Senna. Por essa altura, fui bombardeado no Twitter com perguntas e declarações sobre ele, em que se dizia que foi visto nas instalações da marca, em Silverstone, e que poderá ter assinado pela equipa em 2013, ao lado de Paul di Resta, com Jules Bianchi a ser piloto da marca em 2014, juntamente com motores Ferrari. 

Sobre isso, não quero, nem desejo comentar, mas o facto de no Brasil se viver uma obsessão em certos circulos sobre o destino do piloto de 29 anos, ilustra bem a realidade. E interessantemente, somente no Brasil é que ainda se acredita que Senna possa ter hipótese de correr por mais uma temporada na formula 1. As informações que correm na Grã-Bretanha, França ou Itália, todas elas apontam que Bruno Senna não terá lugar na Formula 1 e sim, na equipa da Mercedes na DTM, o campeonato de Turismos alemão. E que o lugar vai voltar a ser de Adrian Sutil.

Mas as informações podem ser verdadeiras num dia e perderem a validade noutro. Poderá haver algum fundo de verdade neste rumor que correu célere no Twitter (outro rumor que correu na tarde de ontem foi que a Caterham poderia anunciar o seu segundo piloto via Twitter, mas foi prontamente desmentido pela própria equipa), mas a Force India é neste momento um verdadeiro "muro de silêncio" do qual nem saberemos a 1 de fevereiro, data da apresentação do seu carro em Silverstone, pois a própria equipa já disse hoje que não anunciará o companheiro de Paul di Resta  nesse dia. 

E esse muro de silêncio está a dar azo a muitas especulações, incluindo que a Force India estaria com enormes dificuldades económicas, devido à delicada situação financeira de Vijay Mallya, devido à situação da Kingfisher Airlines, cujos funcionários têm sete meses de salários em atraso e agora as autoridades aeronáuticas indianas decidiram revogar a sua licença no inicio do ano. A noticia apareceu no site Italiaracing.net, mas não tem muita credibilidade, dado que não se refere que Mallya vendeu a sua parte na United Breweries para a Diageo, num negócio que rendeu 1200 milhões de euros, mais do que suficiente para pagar as dívidas da Kingfisher Air e injetar algum dinheiro na equipa. E também não refere, por exemplo, que a Sahara, outra empresa indiana, detêm uma quota minoritária na equipa.

Mas sabe-se desde novembro que as autoridades fiscais indianas estão a pedir à Sahara que regularize as suas dividias fiscais, sob pena de pagar uma multa bilionária - mais de dois mil milhões de euros. Ainda não se saber como é que a coisa se resolverá, mas a Force India poderá ter dificuldades de tesouraria nos próximos tempos, caso não se acautele nesse assunto.

Em suma: as pessoas estão incomodadas com os silêncios. Querem respostas o mais depressa possivel, para acabar com a angustia. E essa intranquilidade é contagiante, mesmo para o mais "zen" dos jornalistas.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Rali Dakar - Dia 12

O Rali Dakar voltou hoje a terras chilenas, na etapa que ligou Fiambalá, na Argentina, a Copiapó, no Chile, e está agora a duas etapas da sua conclusão, em Santiago. E com Stephane Peterhansel e Cyril Després cada vez mais líderes na corrida, era a vez de outros brilharem. E hoje, os melhores foram Nani Roma e Franz Verhoven, com Rúben Faria a consolidar o segundo lugar na classificação geral.

Nos automóveis, Roma conseguiu bater o Hummer de Robby Gordon por quatro minutos e 18 segundos, enquanto que Giniel de Villiers, no seu Toyota, foi terceiro na frente do lider da corrida, Stéphane Peterhansel, ganhando minuto e meio ao francês na geral. Quanto a Carlos Sousa, foram sétimos na etapa, mantendo-se no sexto lugar da classificação geral, não muito longe do quinto, o BMW de Orlando Terranova.

Nas motos, a diferença entre Rúben Faria e a vitória na etapa foi de um minuto e 38 segundos, ele que foi batido pelo holandês Franz Verhoven. Joan Barreda-Bort foi o terceiro, com Hélder Rodrigues a ser o quinto e a subir ao nono posto da geral. Paulo Gonçalves foi o décimo, sendo agora o 12º na geral.

Amanhã, o Dakar cumpre a penultima etapa, entre Copiapó e La Serena, num total de 735 quilómetros, 431 dos quais em especial cronometrada.

WRC 2013 - Rali de Monte Carlo (Dia 2)

O segundo dia de Monte Carlo viu muitas emoções nas classificativas, com os Ford a darem nas vistas, mas no final do dia, foi Sebastien Löeb que esteve em destaque, ao alargar a sua liderança para um minuto e 35 segundos, sobre o Volkswagen de Sebastien Ogier. Por sua vez, Ogier tem uma diferença de pouco mais de um minuto sobre Dani Sordo, o terceiro classificado.

O segundo dia do Rali de Monte Carlo continuou a ser disputado debaixo de neve, mas com Sebastien Ogier a vencer a primeira especial do dia, em Labatie Andaure – Lalouvesc, com 19,1 km, 2,9 segundos na frente de Evgueny Novikov e 5,4 segundos na frente de Löeb, antes da Ford reagir com uma tripla em St. Bonnet le Froid. Evgueny Novikov foi o melhor, seguido por Mads Ostberg e e por Juho Hänninen, todos em Ford Fiesta RS WRC, com Jari-Matti Latvala, em VW Polo R WRC, a ser o melhor dos não Ford. Sebastien Ogier fez um pião, mas continuou.

Novikov repetiu o feito na especial seguinte, na frente de Ogier, Ostberg e Löeb, mas à tarde Loeb vence a primeira especial, onde foi melnor do que Sordo e Hirvonen, com Ogier em quarto. No final do dia, Löeb tinha alargado a vantagem para um valor superior a um minuto e meio.

Com Ogier a mostrar o potencial do Volkswagen Polo R, Dani Sordo é o terceiro classificado, aproveitando bem o mau dia de Mikko Hirvonen, que caiu para o quinto lugar, sendo passado pelo russo Evgueny Novikov, no Ford da M-Sport. Quem também não anda a adaptar-se muito bem ao Polo R WRC é Jari-Matti Latvala, que é sexto a mais de três minutos e 43 segundos, com o seu compatriota Juho Hanninen - que conseguiu vencer uma especial hoje, no sétimo posto, a quatro minutos e onze segundos.

Nos restantes lugares pontuáveis estão o francês Bryan Bouffier, o norueguês Mads Ostberg e o checo Martin Prokop. O rali de Monte Carlo prossegue amanhã.

Na 5ª Coluna desta semana...

No meu circulo de amigos e amigas, tenho uma que é especialmente fanática do ciclismo, por razões familiares: um dos seus primos é profissional e graças a isso, conheceu muitos outros ciclistas, um deles um dos melhores do país, dos quais teve até uma relação amorosa. Mas também conheceu e fez amizade com muitos outros ciclistas, especialmente espanhóis que fizeram as grandes provas: Vuelta, Giro e Tour. E nas minhas conversas, acabávamos inevitavelmente a falar sobre o tema do "doping". E ela, invariavelmente me dizia isto: "Esta gente toda se dopa. Se queres ser alguém, tens de dopar. Se queres vencer alguma Volta ou prova ciclistica importante, tens de te drogar. Sem isso, não és ninguém". 

A principio, achava que ela exagerava. Mas como estava mais dentro disto do que eu, tendia a acreditar no que falava, ao invés da "verdade oficial". E claro, nestas conversas também falávamos de Lance Armstrong, que na altura, ganhava "Tour" atrás de "Tour". E dizia-me que "se calhar, esse deve ser dos piores". Mas depois lhe respondia que ele era sistematicamente controlado. E a resposta lá vinha, demolidora: "Isso tudo é uma treta. Eles têm ajudas para fintar os controlos". (...)

É numa perspectiva perfeitamente pessoal que começo a falar na minha 5ª Coluna desta semana. O tema é o ciclismo e "doping", sobretudo com a história da confissão de Lance Armstrong, de que se dopava para conseguir todos aqueles títulos no Tour. E basicamente, toda a sua carreira foi construída à volta de uns artifícios e não à base de esforço. E comparo isso com o automobilismo, onde os casos de "doping" são raros, mas existem. E quando são apanhados, tem a ver com... drogas recreacionais. E falo ainda de Tomas Enge, James Hunt e Alex Zanardi.

Tudo isto e muito mais, podem ler na 5ª Coluna desta semana, a partir deste link. 

Rumor do dia: Kubica pode ir para... o DTM?


Parece que o futuro imediato de Robert Kubica seria os ralis, mais concretamente o Europeu, e provavelmente num Ford da M-Sport ou num Citroen. Mas isto tudo pode sofrer um volte-face, já que surgiu hoje em paragens polacas a informação que o piloto polaco pode rumar ao DTM, mais concretamente, à Mercedes, e ainda este ano. 

Para o efeito, Kubica e a Mercedes já acordaram em marcar um teste com um Mercedes modificado para o efeito, para saber qual é a capacidade de Kubica para guiar um carro deste tipo, quase dois anos após o seu acidente no rali Ronda di Andora. Após este este, do qual nada se sabe onde será realizado, poderá surgir alguma decisão, que ainda pode pender para os ralis. 

E se pender para os ralis, mas com alguma possibilidade de um ingresso nas pistas, a Citroen pode ter mais um trunfo face à Ford e á Mercedes, já que pode oferecer um futuro nos ralis e nas pistas a Kubica, graças ao programa de WTCC que a marca do "double chevron" deseja montar a partir de 2014, com Sebastien Löeb ao volante.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 11

A etapa de hoje do rali Dakar, entre as localidades argentinas de La Rioja e Fiambalá, foi tudo menos calma, pois o tempo não colaborou muito. Fortes chuvas fizeram aumentar os caudais dos rios, e se as motos não tiveram muitas dificuldades em terminar a etapa, nos automóveis, o caudal dos rios não permitiu que a etapa fosse mais longe do que o quilómetro 85, após o primeiro checkpoint. Nessa altura, vendo que o caudal dos rios poderia perigar a condução quer dos automóveis, quer dos camiões, a especial terminou por ali.

A organização decidiu que o vencedor tinha sido Robby Gordon, que liderava a etapa até então, mas o mais significativo é que o Mini de Leonid Novitzky teve problemas e ficou pelo caminho. Stephane Peterhansel foi o sexto na etapa e manteve o comando do rali.

Carlos Sousa era o oitavo na etapa quando esta foi interrompida, e com o que aconteceu com o Mini do piloto russo, acabou por subir para o quinto posto da geral. “Fui curiosamente o primeiro a ser informado desta decisão e a seguir diretamente para o acampamento. Uma bela e antecipada prenda de anos”, ironizou o piloto português. 

"Andámos muito bem na areia e passámos sem grandes dificuldades as primeiras dunas. Estávamos muito motivados para o resto da especial, embora também um pouco apreensivos com a temperatura do motor face aos problemas da véspera. Mas o certo é que já vínhamos a ganhar cerca de dois minutos ao [Orlando] Terranova e quatro minutos ao Guerlain Chichérit… Enfim, ninguém pode saber o que esta etapa ainda poderia reservar no final”, concluiu.

Nas motos, o americano Kurt Caselli foi mais uma vez o vencedor de uma etapa, conseguindo superar o Husqvarna de Paulo Gonçalves, enquanto que Cyril Desprès acabou na terceira posição e consolidou a sua liderança na tirada. Ruben Faria teve problemas para encontrar o caminho e foi apenas o décimo classificado, mas manteve o segundo lugar da geral.

"Hoje foi um dia difícil para mim. Perdi-me no início da Etapa, depois o troço tinha muita água e a partir de aí resolvi andar com muita calma pois era fácil errar e perder muito tempo. No final penso que foi a melhor decisão pois apesar do tempo perdido não coloquei em causa a minha prestação e os objetivos da equipa. O resultado de hoje foi excelente para a KTM /Red Bull pois o Cyril ampliou a vantagem para os mais diretos adversários e eu mantive o 2º lugar à geral. Amanhã vamos ter mais uma etapa complicada e até talvez decisiva para o resultado final deste Dakar. Continuo bem fisicamente e a minha KTM continua perfeita.", afirmou.

Já Hélder Rodrigues teve problemas com a sua moto na parte final da etapa, acabando na 27ª posição e perdendo tempo suficiente para cair na classificação geral, estando agora na nona posição.

“Apesar das condições muito difíceis que o percurso de hoje apresentou, devido às fortes chuvadas que caíram, estava a sentir-me muito bem e confiante de que poderia fazer um bom resultado. Passei muito cedo para a frente dos dois pilotos que partiram à minha frente para a especial e que também me precediam na classificação geral. Durante alguns quilómetros eles vieram atrás de mim, mas depois fui-me afastando e o meu objetivo era chegar-me ao grupo a frente, mas infelizmente houve um contratempo que me impediu de o concretizar.”, referiu.

Amanhã, o Dakar despede-se da Argentina e volta ao Chile, subindo os Andes e terminando a etapa em Copiapó, no total de 715 quilometros, 319 dos quais em especiais cronometradas.

Youtube Rally: O primeiro dia de Monte Carlo



O primeiro dia do Rali de Monte Carlo, onde máquinas e pilotos tiveram de se haver com as dificuldades de estradas cobertas de neve. Vimos como os Volkswagen se comportaram na estrada, com Sebastien Ogier a fazer o seu melhor, mas Sebastien Löeb, mesmo em modo descontraído, mostrou que ainda é o melhor piloto de ralis da atualidade, dominando as primeiras etapas do dia a bordo do seu Citroen.

Amanhã há mais rali.

Youtube Motorsport Ad: O regresso do Top Gear


Já apareceu mais um trailer do Top Gear, que vai começar no dia 27 de janeiro na BBC. É curtinho, mas engraçado.