quarta-feira, 25 de maio de 2022

Youtube Formula 1 Video: As comunicações de Barcelona

O GP de Espanha foi mais interessante que o normal - nos anos anteriores era considerado dos mais aborrecidos do campeonato - e numa corrida onde os Red Bull levaram a melhor e deram a Max Verstappen a liderança do campeonato, eis os momentos que o pessoal da Formula 1 escolheu para ilustrar o final de semana espanhol.

As dificuldades de Carlos Sainz Jr.


Carlos Sainz Jr não tem tido uma temporada fácil. Depois de dois pódios nas primeiras corridas, as desistências em Melbourne e Imola, este último por causa de um acidente com o McLaren de Daniel Ricciardo, e o quarto posto em Barcelona, atrás dos Red Bull e do Mercedes de George Russell, ele está agora na quarta posição, com metade dos pontos do atual líder, Max Verstappen.

Apesar das criticas e de terem começado a aparecer as dúvidas sobre a sua capacidade de condução, o piloto espanhol afirma que está a aprender com seus erros enquanto luta para se adaptar ao Ferrari deste ano. "Isto é um novo desafio na minha carreira na Fórmula 1 e eu estou a ser obrigado a pensar fora da caixa, sair da caixa. Com estes tipos de erros, trata-se de aprender coisas que tenho de aprender, focar-me para tentar encontrar soluções e tentar dar a volta o mais rápido possível.", começou por afirmar.

O incidente na mais recente corrida, em Barcelona, onde acabou por fazer excursão por fora da pista, foi a mais recente de uma série de erros durante a sua temporada de 2022. "Houve uma combinação de infortúnios e erros do meu lado, o que também conta. Mas acho que no futuro ou vou dar a volta de uma vez ou vou virar pouco a pouco e só preciso manter o foco", sublinhou o piloto espanhol.

"Penso que é percetível pelas camaras e de todos os lados que eu ainda não estou lá com o carro em comparação com o ano passado. Não estou a pilotar naturalmente, o carro é um pouco pontudo demais para o meu gosto. Mas é o que é. Mas ou adaptamo-nos ou podemos a adaptar o carro mais ao nosso gosto. Essas duas coisas levam tempo e levam conhecimento e experiência, exigem erros, é preciso passar pelo processo por tentativa e erro. É neste processo que estou agora e é isso que vou tentar corrigir o mais rápido possível", continuou.

O forte início de temporada do monegasco Charles Leclerc está a impressionar impressionou Sainz, que disse que ele está a "pilotar a um nível muito alto. Ele está a realizar grandes tempos, muito impressionantes nas voltas, mantendo-se agressivo com a sua maneira de pilotar e eu só posso admirar e, de certa forma, copiar e noutros casos tentar colocar o carro um pouco mais ao meu gosto para ser mais rápido e é isso. Às vezes, é assim e, como piloto, só precisamos passar pelo processo e de nos desafiarmos", concluiu.

Já Mattia Binotto, o diretor-desportivo da Scuderia, fala que a diferença de desempenho de ambos pode estar nas afinações que cada um dos seus pilotos usa no seu monolugar, que são distintas. "O Charles está realmente a pilotar muito bem e a fazer uma temporada fantástica até agora", começou por dizer Binotto à Sky Sports. "Ele é capaz de lidar com uma afinação muito agressiva que talvez o Carlos, no momento, não possa adotar. Acho que o Carlos precisa de um pouco mais de experiência."

A Formula 1 prossegue neste final de semana nas ruas do Mónaco. 

terça-feira, 24 de maio de 2022

Youtube Motorsport Video: Juri Vips, o potencial piloto da Red Bull

O programa de talentos da Red Bull, que tanto mostra grandes pilotos como os mói ao ponto de destruir as suas carreiras, procura um bom piloto para alimentar a Red Bull e a Alpha Tauri, e aparentemente, há dois interessantes no caminho: o neozelandês Liam Lawson e o estónio Juri Vips. Mas apesar do Josh Revell ter feito lobby para que um dos seus lá chegue, ele acha que o melhor é o piloto que veio do frio e que tem mais talento nos ralis do que nas pistas. Um pouco como a Finlândia.  

Enfim, vejam o video e entendam lá as suas razões. 

segunda-feira, 23 de maio de 2022

A imagem do dia


Em Indianápolis, aqueles carros sabem voar. E não digo isto porque foi Scott Dixon, de 41 anos, e vindo da Terra da Grande Nuvem Branca, e herdeiro da velocidade de gente como Bruce McLaren, Denny Hulme e Chris Amon, andou a 234.046 mph (para nós, terrestres, são 376.660 km/hora) de média nas quatro voltas que tinha de dar para marcar um lugar na grelha de partida dos 33 carros que alinharão nas 500 Milhas de Indianápolis, que acontecerão dentro de uma semana.

Aquilo que Dixon conseguiu foi "apenas"... a pole mais veloz de sempre no circuito de Indianápolis. Em 111 anos de história. Num dos carros da Chip Ganassi, ele conseguiu a melhor posição pela quinta vez na sua carreira, a segunda consecutiva. Seis vezes campeão da IndyCar, a última das quais em 2020, curiosamente, ele só ganhou uma vez, em 2008, depois de ter feito a pole-position. 

Da maneira como aqueles carros se deram podem considerar-se como um dos favoritos à vitória. Mas quem conhece aquela corrida, sabe perfeitamente que isso pouco ou nada significa. Só quem cruza a meta no final da volta 200 no primeiro lugar é o vencedor. 

Parece ser óbvio, mas isso significa muita luta, muito pneu queimado, gasolina evaporada e por vezes, batidas no muro. Mas esse é o fascínio do "Brickyard".

Youtube Formula 1 Classic: As voltas finais do GP do Mónaco de 1982

Há 40 anos, Riccardo Patrese triunfou no GP do Mónaco, mas não sem sobreviver às voltas finais de uma corrida cujo final foi caótico... no mínimo. Desde despistes - tinha começado a chuviscar - até carros a ficarem sem gasolina, como por exemplo, o Alfa Romeo de Andrea de Cesaris, houve um pouco de tudo. E o vencedor foi tão imprevisível que até Elio de Angelis, que foi quinto classificado, foi chamado ao pódio... porque ele poderia ter sido o vencedor da corrida!

E como estamos a ver os comentários da BBC, as bocas que o James Hunt mandou quando assistia a tudo aquilo na sua frente, também são absolutamente impagáveis. 

Noticias: Mau tempo a caminho do Mónaco


A menos de uma semana do GP do Mónaco, poderemos ter a primeira corrida chuvosa desde 2018. Segundo as previsões meteorológicas de hoje, haverá céu nublado durante o final de semana, com aguaceiros no sábado e chuva - tempestade - no domingo, com temperaturas a rondar os 23 graus.

Se na quinta e sexta-feira, o tempo estará estável, com nuvens dispersas, já sábado, o dia da qualificação, será complicado. Haverá possibilidade de aguaceiros, logo, a qualificação poderá não ser perturbada, mas no dia da corrida, não há muitas chances de uma corrida seca, pois as possibilidades de chuva estão, neste momento, nos 65 por cento, diminuindo à medida que a tarde avança.

O GP do Mónaco vai ser a sétima prova do campeonato e neste momento, Max Verstappen lidera a competição com 110 pontos, mais seis que Charles Leclerc, o monegasco da Ferrari. 

Youtube Formula 1 Video: O que foi preciso para correr em Vegas?

Como é sabido, 41 anos depois da última vez, a Formula 1 regressa aos Estados Unidos. Dizendo melhor... a Las Vegas. Como agora há um prédio no lugar original do Grande Prémio, o parque de estacionamento do Ceasar's Palace, agora terá de ser montado outro circuito na Strip, a rua onde estão todos os casinos.

Mas o pessoal do Donut Media faz a pergunta: porque é que a Formula 1 insiste em fazer circuitos de rua e não correr em pistas construídas para o efeito? E porque é que em 1981 e 82, quando eles estiveram lá e decidiram campeonatos, ambas as provas foram consideradas das piores de sempre? É sobre isso que o Nolan Sykes fala neste mais recente video.

domingo, 22 de maio de 2022

WRC 2022 - Rali de Portugal (Final)


Kalle Rovanpera consolida a sua liderança com a sua terceira vitória consecutiva, primeira em terras portuguesas, batendo o carro de Elfyn Evans. E Dani Sordo impediu "in extremis" - ou seja, na Power Stage de Fafe - que o pódio fosse totalmente dominado pela Toyota, conseguindo tirar o terceiro lugar da boca da Katsuta Takamoto, no terceiro Toyota. 

“Neste momento parece que estamos a guiar muito bem”, referiu Rovanperä, com a naturalidade que lhe é habitual. “Começar a abrir a estrada, aqui, e mesmo assim conseguir lutar pela vitória, foi muito bom. Um grande obrigado ao Jonne [Halttunen, seu navegador] e também à equipa – tivemos condições muito duras no terreno e o nosso carro foi sempre perfeito. Podemos todos estar muito felizes”, apontou.

Com cinco especiais antes de completar a prova nesta manhã, com passagens duplas por Felgueiras e Fafe, a última dos quais em Power Stage, e a passagem única por Montim, o dia começou com Rovanpera a abrir, ganhando 2,7 segundos sobre Evans e 4,9 sobre Tanak. Sordo era sexto, a 6,7 mas mais importante, tinha Takamoto à vista, pois tinha recuperado cinco segundos ao japonês. 

Tanak depois ganhou em Montim, mas foi Rovanpera, 0,5 segundos atrás do estónio, que levou a melhor, pois ficou na frente de Evans, e afastou-se pela margem mínima, já que neste momento, estavam a 8,5 segundos um do outro. O estónio voltou a triunfar em Fafe, na primeira passagem pela mítica especial, com Evans a ficar em terceiro, a 3,6, e a ganhar algum tempo a Rovanpera, que tinha sido sétimo, a 5,5. Sordo, quarto na especial, estava agora a menos de um segundo de Takamoto.

"Não foi fácil - estava ficando cada vez mais nebuloso e chovendo um pouco mais, mas é assim. Vamos ver na segunda passagem. Em nossa posição, não é tão confortável ir a fundo, mas vamos tentar ser rápidos e inteligentes.", disse o finlandês.

Rovanpera triunfou na segunda passagem por Felgueiras, aplicando mais 2,4 segundos sobre Evans, ficando mais confortável na prova, enquanto Takamoto, sexto na especial, tentava afastar-se de Sordo, conseguindo mais dois segundos. Mas seria suficiente?

Não foi. Se Kalle Rovanpera foi o melhor em Fafe, já Sordo aplicou-se e conseguiu o segundo melhor tempo, 2,1 segundos atrás do finlandês, enquanto Evans foi quinto, a 5,1 e Takamoto a 6,2. Suficiente para o espanhol conseguir o seu primeiro pódio do ano, à custa do japonês, já que a diferença entre ambos ficou-se pelos 2,1 segundos. 

"Dei o meu melhor. Não sei o que vai acontecer. Taka merece e nós também merecemos. Não fomos tão rápidos nas etapas durante todo o fim de semana, então terminar em terceiro seria bom, mas quero ser rápido para todo o fim de semana." disse Sordo no final da especial.

Depois dos quatro primeiros, o belga Thierry Neuville foi o quinto, a 2.37,8, distante do sexto, Ott Tanak, a 4.45,7. Pierre-Louis Loubet foi o sétimo, e o melhor dos Ford, a 5.52,1, na frente de Craig Breen, a 7.03,4. E a fechar o "top ten" ficaram od franceses Adrien Formaux, no seu Ford Puma Rally1, a 8.09,6, e o Citroen de Yohan Rossell, a 13.48,9.

O WRC continua na Sardenha, entre os dias 2 e 5 de junho, dentro de duas semanas.

Formula 1 2022 - Ronda 6, Barcelona (Corrida)


Demorou duas semanas para que a Formula 1 regressasse à Europa, depois da passagem por Miami, e ainda por cima, algumas equipas fizeram modificações nos seus carros para poderem ser melhores e baterem a concorrência. Foi assim que a Mercedes fez algumas modificações para tentar salvar o W13, por exemplo. Mas visto pela qualificação, a Ferrari levou a melhor, mas a Red Bull espreitava-os. Aliás, Max Verstappen só não foi para a frente porque o seu SRS não funcionou como devia ser na altura decisiva, e deu a quinta pole a Charles Leclerc nesta temporada.    

Debaixo de um tempo escaldante - 34ºC em Montmeló - as equipas e os pilotos se preparavam para a prova, com a expectativa de poder haver três equipas competitivas, com chances de vitória, graças ao aumento de competitividade do W13 da Mercedes. Na McLaren, Lando Norris lutava contra a sua rinite alérgica, e parecia que a sua saúde estava a levar a pior para ele.


Na partida, tudo normal. Leclerc manteve o comando sobre os Red Bull e o Mercedes de George Russell, mas mais atrás, Lewis Hamilton tentava defender a sua posição de forma algo musculada com o Haas de Kevin Magnussen, acabando este na gravilha, e com o dinamarquês a reclamar da sua atitude, enquanto Hamilton caía para último. Contudo, as imagens falam que aquilo foi um mero incidente de corrida e ambos prosseguiram.

Hamilton pensava que a prova tinha ido de vez e chegou a planear o abandono, mas lá continuou.

Na volta 7, Carlos Sainz sai de pista e acaba na gravilha, e na volta seguinte, foi a vez de Max também cometer o mesmo erro, segundo a Red Bull "devido a uma rajada de vento". Uma coisa é certa, este GP de Espanha não está a ser aborrecida! Max regressou à pista, perdendo lugares para Russell e Perez, não perdendo muito tempo. Contudo, a seguir, o DRS começou a falhar e começou a ver George Russell a afastar-se dele. 

E na frente, Leclerc lá estáva, imperturbável. 

Com as trocas de pneus, sem grandes alterações no comando, as atenções estavam viradas para o duelo entre Max e Russell pelo - agora - segundo posto. Com o neerlandês a queixar-se o DRS que não funcionava, lá foi tentar conquistar o lugar na marra. E entretanto, só na volta 23 é que Charles Leclerc parou nas boxes, trocando para macios. 

Pouco depois, Max recebeu um aviso da Red Bull: Sergio Perez é mais rápido que ele, e o neerlandês recusa. Ele que passe por cima, quase quer dizer. Mas quase ao mesmo tempo, novo drama: o motor de Leclerc pifa! O monegasco encosta à berma e a sua corrida termina ali. Agora é que o campeonato começa a aquecer. Com o líder, agora o Mercedes de George Russell. Tudo isto antes da volta 30. Mas foi de pouca dura. Sergio Perez lá apanhou Russell e o passou, ficando com a liderança para a Red Bull. Agora, era ver se Max também o conseguia passar e fazer a dobradinha mais improvável dos energéticos em muito tempo.

A partir da volta 35, começou a segunda ronda de paragens nas boxes, com muita gente a colocar médios, alguns para irem até ao fim da prova. Russell, por exemplo, foi às boxes na 36ª passagem pela meta, deixando o segundo lugar para Verstappen, mas com ele seis segundos atrás de Perez, que estava a começar a ficar confortável com a liderança. O mexicano foi às boxes na volta 38, dando a liderança ao seu companheiro de equipa, que lá ficou até fazer a sua paragem final, na volta 45, para colocar médios. E foi assim, nas boxes, que o neerlandês ficou com o segundo posto, que era de Russell.

Perez lá liderava, mas na volta 49, chegaram ordens das boxes afirmando que o carro de Max era mais veloz, e pedindo que ele o deixasse passar, em nome do campeonato. O mexicano reclamou, mas acedeu, e Verstappen lá ficou com a liderança, porque a dobradinha era mais importante, e Max é o piloto numero um. 

Atrás, Russell era terceiro depois de ver Bottas parando nas boxes para uma última troca de pneus. O finlandês da Alfa-Sauber parecia que ia a caminho de um bom resultado, a dez voltas do fim, mas no final, o carro ascendente de Lewis Hamilton, sobretudo o do britânico, fizeram com que galgasse os carros de Bottas, primeiro, de de Sainz, depois, para ser quarto a poucas voltas do final. Nada mau para quem teve uma péssima largada e passou em último no final da primeira volta...

E até ao fim, nada de relevante. Max cruzou a meta em primeiro, numa dobradinha da Red Bull, e o neerlandês é o novo líder do campeonato, seis pontos na frente de Charles Leclerc. George Russell foi o terceiro, na frente de Lewis Hamilton, Carlos Sainz Jr e Valtteri Bottas. A grande lição deste GP de Espanha é que uns erros são mais danosos que outros, e o azar de uns beneficiam - largamente - os outros.


Agora, toca a arrumar as coisas, porque Mónaco é na semana que vêm.

sábado, 21 de maio de 2022

WRC 2022 - Rali de Portugal (Dia 2)


Kalle Rovanpera acabou o dia como o comandante deste rali de Portugal, concluídas que estão as especiais de hoje. O finlandês da Toyota, e atual líder do campeonato, tem agora uma vantagem de quatro segundos sobre Elfyn Evans, ambos já distantes de Katsuta Takamoto, terceiro a 1.37,6, todos em Toyotas. Dani Sordo é o quarto, não muito distante, a 1.52,2 da liderança.

Com sete especiais neste sábado, duas duplas passagens por Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto e Amarante, acabando o dia uma super-especial no Porto, o dia começou com Evans a triunfar bem cedinho, em Vieira do Minho, 1,3 segundos na frente de Rovanpera. "Foi muito bom. É escorregadio lá fora e há um bom equilíbrio entre empurrar demais e não o suficiente. Com a superfície sendo tão escorregadia, é difícil encontrar o equilíbrio.", disse o galês da Toyota. Gus Greensmith perdeu tempo e lugares - caiu para oitavo - devido a um furo. 


Depois, foi Rovanpera que triunfou na segunda especial do dia, com um avanço de 4,7 segundos sobre Evans e 10,2 sobre Takamoto, enquanto Ogier e Loeb, regressos em Rally2, tiveram problemas mecânicos e ficaram ainda mais atrasados.

Evans reagiu em Amarante, sendo o mais rápido, 4,6 segundos na frente de Ott Tanak, 8,2 sobre Rovanpera e 13,4 sobre Takamoto. O galês lá sobrevivia, mas sabia que estava a lidar com um rali complicado. "Não foi fácil. A areia era muito grossa em alguns lugares e era difícil conseguir tração. É tão difícil saber se você está indo bem ou não - você só precisa confiar no seu ritmo e partir daí."

A tarde começou com o ataque de Rovanpera, triunfando na segunda passagem por Vieira do Minho e ganhando 1,9 segundos sobre Evans, reduzindo a diferença entre ambos para 16,5 segundos. Greensmith atrasava-se ainda mais com uma roda destruída no seu Ford, enquanto Oliver Solberg tinha problemas na coluna de direção do seu Hyundai i20 Rally2. Mas na especial numero 15, a segunda passagem por Cabeceiras de Basto, as coisas ficaram piores para Evans, quando assistiu ao triunfo de Rovanpera e a diminuição da diferença para 9,9 segundos. O galês afirmava que tinha tudo controlado, mas a velocidade do finlandês era grande. 

E na segunda passagem por Amarante, a mudança: apesar de Thierry Neuville ter sido o melhor, 16,9 segundos na frente de Rovanpera, Evans perdeu 30,8 segundos para o líder, e em consequência, a liderança, uma especial marcada com alguma chuva. Craig Breen furou e perdeu quase meio minuto. 

"Com certeza, Kalle tem sido forte. Acho que tivemos o pior de tudo aqui e estava a chover muito para nós. Eu tive um momento muito próximo com uma árvore perto do início, o que não foi bom, então [aquilo] não ajudou.", disse  Evans.

"Isso soa bem. Realmente complicado com os pneus duros porque a etapa estava a ficar molhada no meio. Um dia sem problemas novamente, então podemos estar felizes.", reagiu o finlandês.


No final do dia, os pilotos deram espectáculo no Porto, onde um surpreendente irlandês, Josh McErlan, foi o melhor com o seu Hyundai i20 Rally2, mas entre os da frente, Rovanpera andou na frente de Evans, e o finlandês aumentou a liderança para 5,7 segundos.

O rali de Portugal termina amanhã com a realização das últimas cinco especiais. 

Formula 1 2022 - Ronda 6, Barcelona (Qualificação)


Depois de duas semanas em paragens americanas, a Formula 1 regressava à Europa para correr o GP de Espanha, em Barcelona, num circuito que todos conheciam como a palma das suas mãos. Claro, que isto pode ser a antecâmara de uma corrida terrivelmente aborrecida, mas num campeonato onde a Ferrari pode ter aproveitado muito bem os erros e abarias dos adversários para ficar com o comando, a recuperação dos Red Bull poderá tentar fazer com que isto não seja um assunto resolvido.  

Numa prova onde algumas equipas trouxeram algumas modificações nos seus carros, como a Aston Martin - até deu polémica, porque eram parecidos com as alterações da Red Bull - a tarde deste sábado era de calor na Catalunha, mas com algum entusiasmo entre os espanhóis, porque poderiam ver aqui uma inédita pole para o outro piloto da Ferrari, que não Leclerc. Era essa a esperança.

A qualificação começou com os Red Bull a serem os primeiros a marcar voltas mais rápidas, primeiro Perex, depois Verstappen, quando marcou 1.20,091. Mais tarde, os Ferrari foram para a pista, com Carlos Sainz Jr. a marcar um tempo melhor, antes de charles Leclerc fazer  1.19,861, e ir para o topo da tabela de tempos. 

À parte um incidente na fase final ente Lance Stroll e Lando Norris na saída das boxes, com o canadiano a ser provavelmente alvo de uma possível penalização, os segundos finais da primeira fase da qualificação ficaram marcados pelo tempo de Mick Schumacher, que o tirou dos lugares de eliminação, enquanto a Fernando Alonso, saiu-lhe a "fava", quando apanhou transito e não conseguiu passar à Q2, fazendo companhia aos Aston Martin de Sebastian Vettel e Lance Stroll, e os Williams de Alexander Albon e Nicholas Latifi.

Passado uns minutos, aconteceu a Q2, e ali, os Mercedes foram os primeiros a sair, mostrando que muitos dos seus problemas de "porpoising" parecem ter sido resolvidos, ao ponto de George Russell ter feito o melhor tempo, com 1.19,470. Os pilotos da Ferrari e Max decidiram rodar com pneus usados, e fizeram tempos piores, com Hamilton a chegar a segundo, 324 centésimos mais lento que o seu companheiro de equipa.


Mas na parte final, as coisas modificaram-se um pouco. Primeiro, todos entraram na pista com pneus novos para marcar tempos. E ali, primeiro, Carlos Sainz Jr passou para a liderança da tabela de tempos com 1.19,453, para a seguir, Max Verstappen passou para a liderança da tabela de tempos. Ao mesmo tempo, Lando Norris passou os limites da pista e viu o seu tempo anulado, ficando de fora da Q3. O grande beneficiado foi... Mick Schumacher, que pela primeira vez na sua carreira, conseguiu colocar o seu carro na parte final da qualificação, fazendo companhia a Kevin Magnussen. 

E para além de Norris, os eliminados foram Esteban Ocon, Yuki Tsunoda, Pierre Gasly e Guanyu Zhou.

A Q3, que começou na parte final da hora, começou com algo que agitou o pelotão: o pião de Charles Leclerc. O monegasco ia marcar um tempo mais rápido que Carlos Sainz Jr quando perdeu o controlo do seu Ferrari e abortou a sua volta. Quem aproveitou foi Max Verstappen, que ficou na pole provisória com o tempo de 1.19,073. Seguiam-se Sainz, Pérez, Russell e Hamilton.

Apenas na parte final, na volta final, é que as coisas mudaram bastante. Max Verstappen teve problemas com o seu DRS, que não abriu, e Leclerc teve uma volta perfeita, fazendo 1.18,750, muito melhor que a volta do piloto da Red Bull. Carlos Sainz Jr foi o terceiro, com 1.19,166, na frente de Russell, Pérez e Hamilton. 


E pronto: foi assim que o monegasco conseguiu a sua 13ª pole da sua carreira, a quarta da temporada, demonstrando que a Ferrari, em velocidade média, é superior ao Red Bull. Agora resta saber o que acontecerá amanhã na corrida. Se os carros vermelhos terão uma vantagem neste circuito, ou os energéticos tirarão uma da cartola e levarão a melhor.  

W Series: Chadwick triunfa em Barcelona


Jamie Chadwick prossegue a sua senda dominante na temporada da W Series, ao ganhar pela terceira bex consecutiva, esta tarde, em Barcelona. Com isso abriu uma enorme vantagem sobre a concorrência e é a candidata numero um para o tricampeonato. 

Com ela a ficar na pole-position, Chadwick largou, mantendo-se na liderança, mas com Alice Powell e Abbi Pulling atrás de si, tentando desalojá-la. Pulling passou Powell e começou a ir atrás de Chadwick, tentando desalojá-la do comando. Ao longo da corrida, Pulling tentou passá-la, mas defendeu-se sempre, indo assim até à meta.

Pelo meio, Chadwick conseguiu a bolta mais rápida, enquanto Alice Powell ficou com o lugar mais baixo do pódio, na frente da finlandesa Emma Kimilainen e da neerlandesa Beitske Visser. As espanholas Marta García, Belén García e Nerea Martí, a piloto do Lichtenstein Fabienne Wohlwend e a britânica Sarah Moore completaram o "top ten".

No campeonato, Chadwick tem agora 75 pontos, contra os 38 de Abbi Pulling e os 35 de Alice Powell. A W Series continuará a 3 de julho, em Silberstone. 


sexta-feira, 20 de maio de 2022

A imagem do dia


Depois de Bruce McLaren e Ayrton Senna, agora é Niki Lauda. Esta é a estátua que a McLaren revelou na sua sede, em Woking, precisamente três anos depois do seu desaparecimento, em tributo ao austríaco que fez dessa a equipa o lugar do seu regresso à Formula 1, entre 1982 e 1985 e pelo meio, conquistou o seu terceiro título mundial, no Autódromo do Estoril, com meio ponto de diferença sobre Alain Prost. 

A história é conhecida. Farto de "andar às voltas" no seu Brabham no final de 1979, decidiu retirar-se aos 30 anos de idade, oito anos depois da sua estreia, num March, no GP da Áustria. Já tinha dois títulos mundiais, pela Ferrari, depois de ter passado pela BRM, e uma perda em 1976, depois do seu horrível acidente do qual nove em de pessoas ficaram convencidas de que iria morrer. Mas 40 dias depois, ainda com as feridas a sangrar, ele estava de volta a um carro de Formula 1 e corria como se nada tivesse acontecido. E em 1977, ganhou mais um título mundial.

Mas entretanto, já tinha descoberto uma outra paixão: a aviação. Fundou e alimentou a Lauda Air, primeiro uma companhia "charter" que ficava com as rotas que a Austrian Airlines não podia explorar, mas precisava de dinheiro para poder manter a operação. E quando Ron Dennis o aliciou para um teste em Donington Park com o MP4/1, ele acedeu e parecia ter regressado a sua vontade de correr. quando disse "sim", no final de 1981, condicionou a sua participação com a competitividade em relação ao resto do pelotão. À terceira corrida, em Long Beach, já era vencedor. 

Na passagem pela McLaren, só não triunfou em 1983. De resto, conseguiu oito vitórias, nenhuma pole-position, 15 pódios e sete voltas mais rápidas, 128 pontos no total. E claro, o seu título mundial, em 1984. Sem dúvida, um regresso que valeu a pena, e agora está marcado em estátua, para o resto dos tempos.

Youtube Motorsport Vídeo: Como a Red Bull chegou à Formula 1

Vocês tem já umas ideias de como a Red Bull, companhia austríaca de bebidas energéticas, se tornou num titã automobilístico, não só na Formula 1 como também dos ralis e mais algumas competições, desde o Dakar até por exemplo, o motocross e o MotoGP. Para não falar das competições como o X Games, por exemplo.

Assim sendo, o pessoal do Donut Media decidiu fazer este vídeo sobre a Red Bull e como chegaram até lá. 

WRC 2022 - Rali de Portugal (Dia 1)


O galês Elfyn Evans lidera o Rali de Portugal, passadas as primeiras nove especiais da prova. O piloto da Toyota tem uma vantagem de 13,6 segundos sobre o finlandês Kalle Rovanpera, noutro Toyota, e 44,4 segundos sobre o Dani Sordo, no seu Hyundai. Este tem uma pequena vantagem sobre o terceiro Toyota de Katsuta Takamoto, quarto a 49,9. 

Depois da especial que aconteceu na baia de Coimbra, onde Thierry Neuville saiu triunfador no seu Hyundai, o primeiro dia completo de rali começou com as passagens duplas por Lousã, Arganil e Góis, mais uma passagem única por Mortágua e o final em Lousada. Na segunda especial do dia, Elfyn Evans conseguiu ser o melhor, 6,1 segundos na frente de Gus Greensmith e 7,5 sobre Pierre-Louis Loubet. Isso fez o galês da Toyota passar para a liderança, que o manteve na primeira passagem por Góis. 

Ali, o piloto galês voltou a vencer, por muito pouco - 0,1 sobre Tanak, 0,2 sobre Takamoto e Rovanpera - onde Bruno Magalhães furou e perdeu tempo na luta pelo melhor português. Depois, Sebastien Loeb triunfa na primeira passagem por Arganil, 2,8 segundos na frente de Neubille e 6,1 sobre Robanpera, onde Evans perde 10,6 segundos e a liderança para Loeb, que pula seis (!) lugares para ser o primeiro, 0,5 segundos na frente de Evans, que se queixava dos pneus. 

"Não foi perfeito, para ser honesto. É um deles. A aderência não foi tão alta e eu não estou tão feliz com isso. Vamos ver - ainda é cedo."

Na segunda passagem por Lousã, foi a vez de Ogier ser o melhor, 0,6 segundos superior a Loubet, numa classificativa marcada pelo acidente de Loeb, que bateu contra uma ponte e viu uma roda arrancada, acabando ali o seu rali. Quem também terminava ali a sua proba era Bruno Magalhães, vitima de um problema na suspensão. 

Evans triunfava na segunda passagem por Góis, mas Ogier perdia dois minutos por causa de um furo e caía para 11º, esperando minorar os prejuízos. Agora, era Evans que liderava, 5,8 segundos na frente de Neuville. Na especial seguinte, em Arganil, Rovanpera seria o melhor, 4,6 segundos na frente de Evans e 5,2 sobe Takamoto, vendo o galês se distanciar sobre a concorrência, enquanto Ogier parava com novo furo, o suficiente para se retirar da proba. 

Rovanpera triunfava em Mortágua, 3,4 segundos na frente de Evans, 6,5 sobre Takamoto e quase um minuto e meio sobre Neuville, que perdeu uma roda e teve problemas na sua direção assistida, caindo para sétimo na geral. E para fechar o dia, em Lousada, Evans acaba por ser o melhor, 0,8 segundos sobre Takamoto, e 0,9 sobre Tanak. 

Depois dos quatro primeiros, o quinto é Gus Greensmith, no seu Ford, a 1.00,7, seguido pelo outro Ford de Pierre-Louis Loubet, a 1.15,6. Sétimo é Thierry Neuville, no seu Hyundai, a 1.46,4, não muito longe de Craig Breen, a 1,49,3. Adrien Formaux é nono, a 2.03,6, e a fechar o "top ten"é o Hyundai de Ott Tanak, a 3.38,4.

O rali de Portugal prossegue amanhã, com a realização de mais sete especiais.