domingo, 15 de junho de 2025

CPR: Penalizações no rali Castelo Branco mexem com a geral


A organização do Rali Castelo Branco decidiu aplicar penalizações de 15 segundos a Kris Meeke, Armindo Araújo e José Pedro Fontes mexeram com a geral, fazendo com que o britânico perdesse a vitória a favor de Dani Sordo, por meio segundo.  Armindo Araújo, também penalizado, cai para quarto, no seu Skoda, seguido de Ricardo Teodósio, quinto no seu Toytoa GR Yaris Rally2, e José Pedro Fontes termina na sexta posição, no seu Citroen C3 Rally2.

No comunicado oficial da organização, a penalização acontece por causa de uma infração nas regras em relação à zona para o aquecimento dos pneus, no inicio da 12ª e última especial.

Depois de apresentados aos pilotos a informação do diretor de prova, bem como as imagens de tracking da viatura relativos ao local onde aconteceu a infração, os mesmos assumem ter saído do percurso, justificando que o fizeram por razões de segurança, relacionadas com o facto de a Zona de Aquecimento de Pneus prevista no percurso não ser suficiente para os mesmos atingirem a temperatura ideal. Questionados pelos comissários sobre a razão porque não fizeram um pedido ao Diretor de Prova para aumentar a zona de aquecimento de pneus, referiram que foi um erro não o terem feito.", começa por referir.

"Assim, e apesar da alegação de razões de segurança para o ato, o CCD entende que as regras são claras quanto ao incumprimento do percurso do Road Book pelo que, decide aplicar esta sanção ao abrigo dos Artigos 11.9.1, 11.9.3a e 12.4.1h do Código Desportivo Internacional”, concluiu.


sábado, 14 de junho de 2025

CPR 2025 - Rali de Castelo Branco (Final)


Kris Meeke ganhou o seu quarto rali da temporada de 2025, ao sair triunfante do rali de Castelo Branco, com uma vantagem de 14,6 segundos sobre Dani Sordo, no seu Hyundai i20 Rally2. Ambos deram mais de um minuto sobre Armindo Araújo, o terceiro classificado, no seu novo Skoda Fabia RS Rally2, que por sua vez, conseguiu ser seis segundos melhor que José Pedro Fontes, no seu Citroen C3, a 1.18,6.

Depois de Sordo ter acabado o dia de sexta-feira a liderar o rali de Castelo Branco, sábado começou com Meeke disposto a reagir, ganhando na primeira passagem por Vila Velha de Rodão, com uma vantagem de três segundos sobre Sordo, suficiente para passar para a frente por 2,7 segundos. Armindo foi terceiro na especial, a quatro segundos, seguido por Ricardo Teodósio, a 4,7, e José Pedro Fontes, a 5,2.

Meeke voltou a ganhar na passagem por Fratel, ganhando mais 2,4 segundos a Sordo, alargando a vantagem para 5,1. Pedro Almeida foi terceiro, a 7,8, Fontes o quarto, a 9,3 e Armindo perdeu 17,4 segundos, sendo nono na especial, e caindo dois lugares na geral. 

Sordo reagiu e ganhou na segunda passagem por Vila Velha do Ródão, 0,6 segundos mais rápido que Meeke. Armindo foi o terceiro, a um segundo, enquanto Fontes foi o quarto, a 2,5.   


No final da manhã, com a diferença enbtre eles situada em 4,5 segundos, Meeke reconheceu que não está a poupar nada no seu carro e admitiu que gosta quando a luta é assim:

Foi uma manhã difícil, mas também muito divertida. Com uma diferença de apenas 0,3 segundos, sabia que precisava fazer algo para me destacar. Felizmente, conhecia aquele troço curto em Vila Velha de Ródão do ano passado e o carro estava a funcionar muito bem, o que me permitiu ganhar tempo ali e também na etapa seguinte. Ainda assim, 4,5 segundos não é muito.", começou por afirmar.

"Sei que o Dani está a dar tudo, e eu também estou a dar o máximo. É incrível quando a luta é assim renhida. À tarde vai ser modo ataque total novamente — não dá para relaxar com uma diferença tão pequena, especialmente contra alguém como o Dani. Mas, para mim, isso é o que torna tudo bonito. É muito bom quando estamos a lutar por décimos de segundo, estou mesmo a gostar”, concluiu.

Do lado de Sordo, ele aforma que precisa de mais uns ajustes no carro para poder ser mais rápido e tentar a aproximação a Meeke, enquanto que reconhece que os portugueses estão a dar mais luta que esperava.

A verdade é que as diferenças no asfalto são muito difíceis de acompanhar, mas, enfim, o ritmo é elevado e os pilotos portugueses também estão muito próximos, em comparação com outros ralis. Mas estou a dar o meu melhor, acho que podemos ajustar um pouco as coisas no carro que me fariam melhorar o ritmo, mas não conseguimos encontrar a chave para ter uma boa dianteira”, contou.


A tarde começou com mais uma vitória de Meeke, conseguindo um avanço de 3,8 segundos sobre Sordo, com Armindo a 8,1, Pedro Almeida a 9,8 e Hugo Lopes a 11,3. A mesma coisa aconteceu na especial seguinte, com Sordo a 2,2, Armindo a 7,8, Pedro Almeida a 8,5 e Hugo Lopes a 10,4. Sordo reagiu, triunfando na décima especial, ganhando 1,4 sobre Meeke e reduzindo a diferença para 9,1 segundos. Fontes foi terceiro na especial, a 6,2, e foi especial para ele, porque Armindo perdeu 8,6 e a diferença entre ambos está agora a 1,4, embora ambos para Sordo e Meeke já era superior a um minuto.

Na parte final, Meeke reagiu e conseguiu o avanço que precisava para acabar como vencedor, conseguindo uma vantagem de 2,8 segundos sobre Sordo, 4,4 sobre Armindo e nove segundos sobre Pedro Almeida. José Pedro Fontes era o quinto melhor, a 9,9, e o pódio estava a 4,4, um pouco dificil de o apanhar, a não ser que o seu adversário tivesse algum problema. 

E na última PEC, a Power Stage de Castelo Branco, Meeke consolidou a sua vantagem, com 1,9 segundos de vantagem para Ricardo Teodósio. Armindo Araújo foi o terceiro mais rápido no último troço do dia, para assim, carimbarem o terceiro lugar à geral, à frente de José Pedro Fontes, a 2,1. Dani Sordo foi o quarto melhor, perdendo 2,6 segundos.

Depois dos quatro primeiros, Pedro Almeida foi o quinto, a 1.12,9, na frente de Teodósio, o sexto, a 1.18,7. Sétimo foi Hugo Lopes, a 1.22,1, no seu Hyundai, na frente de Ruben Rodrigues, a 1.50,1, no seu Toyota Yaris Rally2, e a fechar o "top ten" ficaram o Volkswagen Polo R5 de João Barros, a 2.18,5, e o Mitsubishi Lancer Evo X de Adruzilo Lopes, a 4.56,6.   

 O CPR continua em agosto com o rali da Madeira.   

Formula 1 2025 - Ronda 10, Canadá (Qualificação)


A Formula 1, quando vai ao Canadá, raramente sai de lá aborrecido. Ao contrário de outros lugares, claro... mas desde 1978, quando foi para a pista que está na ilha de Notre Dâme, no outro lado do rio São Lourenço e da cidade de Montreal, e desde 1982, quando foi marcado para junho, poucos foram as corridas onde os espectadores saíram a queixar-se da corrida. Asfalto pouco abrasivo, pista relativamente estreita, e os muros muito perto da pista, no qual um erro poderá significar um fim de semana difícil, ou precocemente terminado, para excitação dos espectadores.

E com uma temporada como esta, as coisas prometiam ser agitadas. No Canadá, em especial, a McLaren tinha a concorrência do costume, mas nos treinos livres, quem andou a levar a melhor foi a Mercedes, especialmente George Russell.

Debaixo de um sol primaveril, e asfalto quente - 44,2 ºC à hora da qualificação - esta começava com Alex Albon a ser o primeiro a ir para a pista no seu Williams, a marcar voltas. Boa parte dos pilotos entrou para a pista com os moles, excepto os pilotos da Alpine, que escolherem os pneus médios para iniciar a sessão, bem como o Mercedes de Kimi Antonelli e o Aston Martin de Fernando Alonso.


Pierre Gasly começou a ser o primeiro a marcar tempo, mas logo depois, os tempos começaram a baixar, para Oscar Piastri a ser o melhor, seguindo por Lance Stroll. Mas a seis minutos do final, na mesma altura em que Max Verstappen subiu ao primeiro lugar, a sessão é interrompida por causa do Williams de Alex Albon, que perdera a cobertura do seu Williams, com este a estilhaçar na reta antes da meta. Bandeiras vermelhas, para que os comissários pudessem limpar a pista.

Por volta das 16:20 locais, a sessão regressou, com Lando Norris a marcar um tempo abaixo do 1.12 (1.11,826), com Piastri a marcar outro tempo abaixo do 1.12, mas inferior a Norris (1.11,939). Para piorar as coisas, Isack Hadjar prejudicou Carlos Sainz Jr quando este se lançava para uma volta rápida, para tentar entrar na Q2, e no final, o espanhol da Williams acabou por ficar para trás. Depois, os comissários desportivos atribuiram uma penalização de três lugares pela manobra.

No final, para além de Sainz Jr, Lance Stroll, Liam Lawson, Gabriel Bortoleto e Pierre Gasly foram eliminados da Q1.

Poucos minutos depois, começou a Q2, com Max Verstappen a destoar da concorrência quando foi para a pista com pneus médios, enquanto o resto da concorrência escolhia os pneus moles. O piloto da Red Bull começou bem, com um tempo que lhe valeu o primeiro lugar da tabela, seguido de Norris, Piastri, Leclerc e Hamilton.

O mais interessante disto tudo é passar a ideia de que os pneus médios pareciam ser mais eficazes que os mais moles, o que aconteceu, por exemplo, com George Russell. quando foi para a pista, para a sua volta final, decidiu calçar médios e assim, conseguiu fazer o melhor tempo da Q2, 1.11,750.

Do outro lado, os que ficaram com a fava: o Red Bull de Yuki Tsunoda, o Alpine de Franco Colapinto, os dois Haas de Esteban Ocon e Ollie Bearman e o Sauber de Nico Hulkenberg.

E agora, era a altura da Q3. Que começou alguns minutos depois.

Quando assim aconteceu, o primeiro a marcar um tempo relevante foi Charles Leclerc, que marcou 1.11,729, antes de Lando Norris ter feito mal a curva final e abortar a sua primeira tentativa, numa altura em que Piastri estava no topo da tabela de tempos, com 1.11,273. Pouco depois, Max Verstappen tirou 25 centésimos e era o primeiro. Nada mau para os primeiros quatro minutos desta parte final da sessão. Nesta altura, todos calçavam moles, excepto Albon, que tinha médios.

A parte final aconteceu com Norris a marcar um tempo, mas era sétimo, antes de gente como Alonso regressava à pista calçando médios. Piastri alcança 1.11,120, depois de uma excelente parte final, mas pouco depois, Max consegue 1.11,059 e se torna no melhor... provisoriamente. porque logo a seguir, apareceu George Russell e arranca 1.10,899, e assim conseguia a sua primeira pole-position da temporada. Pela primeira vez, nem McLaren, nem o carro de Max Verstappen estavam no topo da tabela de tempos. Nada mau! 


Amanhá é dia de corrida. A ideia de ter três pilotos de três equipas diferentes é algo bem interessante de se ver, e acho que será algo diferente de corridas anteriores. 

Youtube Endurance Video: A partida das 24 Horas de Le Mans de 2025

Com uma classe Hypercar cada vez maior, e com os Caddilacs a monopolizarem a primeira fila da grelha, as expectativas de uma corrida competitiva são grandes, na hora do arranque das 24 Horas de Le Mans de 2025. Mais de 20 carros nessa classe principal, com a chegada nesta temporada dos Aston Martin, e com a chegada futura de Hyundai e McLaren, isto promete imenso, mesmo sabendo que é a Ferrari que triunfou nas últimas corridas da temporada. 

Neste video, debaixo da musica "Assim Fala Zaratrustra", banda sonora de "2001, Odisseia no Espaço", vê-se a partida e a primeira volta de uma corrida que estrá a prometer ser competitiva. Agora... só se espera que não tenha o mesmo destino das últimas, com a Ferrari a ganhar. Para já, os Porsche apanharam os "Caddys" e já tem um dos seus carros no comando. 

Agora que estamos perto do final da tarde, espera-se... o incerto. Pelo menos entre Porsche, Ferrari, Caddilac e Toyota, entre outros. 

Veremos quem levará a melhor às 15 horas de amanhã, domingo.  

sexta-feira, 13 de junho de 2025

A imagem do dia


Como disse anteriormente, o automobilismo quase morreu na primavera de 1955, depois do acidente de Pierre "Levegh", que matou 80 espectadores durante as 24 Horas de Le Mans. O automobilismo tinha um calendário bem preenchido naquela temporada. A Formula 1 tinha um calendário de 11 corridas, o maior até então, que contavam, para além de corridas em Indianápolis, os GP's da Suíça, Alemanha e Espanha. No Mundial de Velocidade, tinham os 1000 km de Nurburgring, a Carrera Panamericana, no México, o Tourist Trophy, na Irlanda do Norte, entre outros. 

Contudo, com o acidente, os governos atuaram rapidamente. Muitas corridas foram canceladas, e os apelos para um banimento total eram bem fortes. Em junho, a Formula 1 tinha chegado ao meio do campeonato, e das seis corridas que se previam, apenas duas acabaram por acontecer: Grã-Bretanha e Itália. Praticamente, com os cancelamentos dos GP's de França, Alemanha, Suíça e Espanha, o campeonato foi entregue à Mercedes. Nos Sportscars, apenas o Tourist Trophy foi realizado... e foi outra catástrofe, com acidentes e mortes. Lance Macklin, que sobrevivera a Le Mans, depois de outro acidente nessa corrida, decidiu pendurar o capacete de vez.

O governo francês decidiu de imediato por um banimento nas corridas de automóveis, com o objetivo de criar uma série de regulamentos para a proteção de espectadores nos circuitos. Ele durou quase todo o verão - foi levantado a 14 de setembro - e os organizadores das 24 Horas de Le Mans decidiram que a pista seria modificada, na parte das bancadas. A pista foi também modificada, cavando uma trincheira entre as bancadas e a pista, esta foi alargada para os carros terem mais espaço. Mas não muito mais, porque a segurança dos pilotos e das pistas propriamente ditas ainda estava na pré-história. 

As modificações ficaram prontas a tempo da edição do ano seguinte das 24 Horas de Le Mans, mas nesse ano, havia uma ausência de peso: a Mercedes. 

Eles, que tinham regressado ao automobilismo, cinco anos antes, como símbolo de uma Alemanha a reerguer-se das ruínas, e tinham conseguido dominar o automobilismo mundial, acharam que, depois do acidente, não tinham muita moral em continuar, e com os objetivos alcançados, decidiram no final do ano, colocar os seus carros no museu. Na realidade, eles já tinham decidido que iriam abandonar na mesma, mas o acidente em Le Mans deu a cobertura ideal, digamos assim. Alfred Neubauer sabia que essa decisão iria ser o final de uma carreira no automobilismo. Ficou na Mercedes, como conselheiro, fiel à marca. Acabaria por morrer a 22 de agosto de 1980, em Estugarda, aos 89 anos.

A Mercedes só regressou ao automobilismo a sério em 1987, a Le Mans, com uma associação com a suíça Sauber, seis anos antes do seu regresso à Formula 1, em 1993. E trouxe com eles os seus prodígios: Karl Wendlinger, Heinz-Harald Frentzen e Michael Schumacher, ajudados pelo seu "professor", Jochen Mass

E quando chegou, encarou na pista o seu velho rival de 1955: Jaguar. 

Quem também não mais correu em Le Mans foi Juan Manuel Fangio, bem como outros como John Fitch, o companheiro de "Levegh" naquela corrida fatídica. Ele regressou em 1960, para ajudar a Corvette na corrida francesa, graças à sua amizade com Briggs Cunningham, e depois, dedicou-se a desenhar barreiras de segurança nas estradas e circuitos. Morreu em 2012, aos 95 anos, sendo um dos últimos sobreviventes da Mercedes nesse ano de 1955. 

Já Hawthorn, o vencedor, prosseguiu a sua carreira vencedora. Correu pela Ferrari na Formula 1, e em 1958, tornou-se no primeiro britânico campeão do mundo, batendo Stirling Moss. Três meses depois, em janeiro de 1959, morreu num acidente de viação, a bordo de um Jaguar, e alegadamente, a perseguir um Mercedes. 

Contudo, meses antes, Hawthorn escreveu a sua biografia, de seu nome "Challenge Me the Race", onde afirmou que não tinha qualquer responsabilidade do acidente. Lance Macklin leu a sua autobiografia e achou que ele o tinha responsabilizado, indiretamente, do sucedido, e decidiu processá-lo para defender o seu bom nome em tribunal. O processo ainda estava a decorrer quando Hawthorn teve o seu acidente mortal, e claro, acabou por ali. Macklin morreu no Kent britânico a 29 de agosto de 2002, aos 82 anos. 

Na realidade, nunca houve alguém responsabilizado pelo acidente. Nem Levegh, nem ninguém. A unica coisa que foi levantada, em todo o tempo, sobre o acidente, foi a atitude de Hawthorn quando comemorou a sua vitória. Já viram, ele estava angustiado, mas a atitude inglesa de esconder as suas emoções resultou em algo que foi muito mal interpretado e no qual, no mínimo, foi considerado como mau gosto. 

Até há pouco tempo, ainda havia mais um rescaldo de 1955. Na Suíça, as provas de automobilismo em pista e estrada foram proibidas depois do acidente, com a excepção das subidas de montanha, e a proibição manteve-se por mais de 60 anos, até ser levantado parcialmente, em 2015... para as corridas com carros elétricos. A Formula E, aliás, já correu nas ruas de Berna, a capital. Contudo, essa abolição parcial tornou-se total em 2022, quase vinte anos depois da primeira tentativa ter sido chumbada pela Assembléia Federal suíça. Mas daí até ver a Formula 1 em terras da Confederação Helvética... ainda faltará muito para se ver uma pista como o Red Bull Ring, na vizinha Áustria. Isto, se alguém tiver dinheiro para isso.     

CPR 2025 - Rali de Castelo Branco (Dia 1)


O espanhol Dani Sordo é o líder o rali de Castelo Branco, concluídas que estão as quatro primeiras especiais da prova. O piloto da Hyundai tem... meros 0,3 segundos sobre o segundo classificado, o Toyota de Kris Meeke. O terceiro é José Pedro Fontes não muito longe dois dois primeiros, a 21,3 segundos, no seu Citroen C3 Rally2. Mas imediatamente atrás, a 21,5, está o Skoda Fabia RS Rally2 de Armindo Araújo. Com um terço de rali completado, os pilotos estão mais perto que se julgava.

Primeiro rali da temporada de asfalto, o rali de Castelo Branco era esperado para saber até que ponto gente como Meeke e Sordo estariam longe dos portugueses, agora que estão a correr numa superfície diferente. Com passagens duplas por Freixial do Campo - Caféde e uma única por Barragem, antes da super-especial pelo centro de Castelo Branco, isto começou com Meeke na frente, ganhando 1,8 segundos sobre Dani Sordo e 3,9 sobre Armindo Araújo e Pedro Almeida, na segunda, Sordo reagiu e conseguiu triunfar, com dois segundos de avanço sobre Meeke. Pedro Almeida fez o terceiro melhor tempo, a 5,7, na frente de Ruben Rodrigues, a 6,8 e Armindo Araújo, o quinto melhor a 8,1. José Pedro Fontes foi o sexto, 9,4 segundos mais lento.

Com isto, Sordo passava para a frente, mais 0,2 sobre Meeke. 

Na segunda passagem por Freixial do Campo - Caféde, Sordo voltou a triunfar, 2,8 sobre Meeke, seis segundos exatos sobre Armindo Araújo e José Pedro Fontes e 6,6 sobre Hugo Lopes, com Pedro Almeida a furar e perder 18,2 e quatro posições na geral.

No final do dia, em Castelo Branco, o melhor foi Meeke, que ganhou 2,7 segundos sobre Sordo, enquanto Ricardo Teodósio foi terceiro, a 4,8, Fontes a 5,9, Hugo Lopes a sete segundos e Armindo a oito.  

Depois dos quatro primeiros, Ricardo Teodósio é o quinto, a 27,4, na frente de Hugo Lopes, a 31,2 no seu Hyundai. Pedro Almeida é o sétimo, a 33,4, com Ruben Rodrigues a ser oitavo, a 35,8, depois de perder algum tempo. A fechar o "top ten" estão o Volkswagen Polo R5 de João Barros, a 49,9, e o Skoda Fabia Rally2 de Diogo Marujo, a 57,2.

O rali de Castelo Branco prossegue neste sábado, com a realização das restantes oito especiais.

Endurance: McLaren anunciou o seu programa na Endurance


A McLaren confirmou esta sexta-feira que em 2027, correrá na classe Hypercar, no Mundial de Endurance, em parceria com a United Autosports. A marca britânica também revelou que a Dallara será a fornecedora do chassis, um chassis construído segundo os regulamentos da LMDh e que terá um motor V6 Biturbo. James Barclay assumirá o cargo de diretor de equipa a partir de setembro, largando a sua atual posição como diretor desportivo da Jaguar na Formula E.

Zak Brown disse em relação à sua chegada à Endurance, juntando-se a uma competição que está a ganhar cada vez maior protagonismo: "O regresso da McLaren Racing ao Campeonato Mundial de Resistência da FIA marca o início de um novo e emocionante capítulo para nós, e a liderança de James será crucial para nos guiar nos próximos meses, enquanto nos preparamos para a nossa entrada em 2027", começou por afirmar. 

Temos uma história rica no desporto e, com James ao leme, estamos confiantes de que a McLaren Endurance Racing se estabelecerá rapidamente como uma equipa competitiva e bem-sucedida. Estou ansioso para ver o futuro da equipa tomar forma sob a sua liderança e mal posso esperar para dar aos fãs uma prévia exclusiva do nosso carro de corrida de 2027.”, concluiu.

Para quem não sabe, a United Autosports pertence a... Zak Brown. 

Para além disso, a McLaren irá apresentar um primeiro vislumbre do seu carro LMDh neste sábado no Village dos construtores em Le Mans.

Youtube Formula 1 Video: Max e a sua condução à beira da legalidade

Max Verstappen está de novo nas bocas do mundo, para o bem e para o mal. Já estamos habituados a isso, e para sermos honestos, estamos habituados. Ainda por cima, os exemplos do passado, como Ayrton Senna e Michael Schumacher, contribuem muito para este tipo de piloto, que foi treinado desde cedo, não sõ para andar bem e superar os seus adversários, como de encostar os outros à parede ao ponto de eles cederem, porque ele não cederá. 

Contudo, o que vejo esta semana no mais recente video do Josh Revell é que, baseando-se no incidente entre o Max e o George Russell em Barcelona, merece alguma reflexão, sem dúvida. Mas depois pergunto: queremos realmente que os pilotos sejam bem comportadinhos? Ou é o nosso instinto de ver "o circo a arder" num mundo, num tempo e numa mentalidade sempre em mudança que fazem com que muitos de nós aplaudam as suas manobras em pista?

Enfim, vejam o video e tirem as vossas conclusões.   

Noticias: Stroll afirma estar totalmente recuperado


O canadiano Lance Stroll afirma estar totalmente recuperado e pronto para correr em casa. Operado a um pulso devido à recorrência de uma lesão antiga, ele confessou que andou com dores por quase um mês, desde Imola, e que se agravou no fim de semana do GP de Espanha. 

Em declarações antes do GP do Canadá, a aua corrida caseira, no site racingfans.net, admitiu estar frustrado não apenas pela lesão, mas também pela forma como ela afetou o seu desempenho recente. Contudo, está otimista para o fim de semana.

"Esta dor incomodou-me durante algumas semanas em Imola e Mónaco, e depois Barcelona foi realmente brutal durante todo o fim de semana", começou por afirmar o piloto da Aston Martin. “Fiz um procedimento, conduzi esta semana, e senti-me muito bem, por isso estou confiante. É apenas uma lesão antiga que tive há alguns anos. Começou a incomodar-me novamente, então resolvi tratá-la.”, continuou.

Como atleta em qualquer desporto, estamos sempre a tentar superar a dor, o desconforto, tanto quanto possível, para tentar obter um bom resultado no final do fim de semana. Naquela situação, eu estava com dificuldades e a tentar superar isso, mas simplesmente não achei sensato continuar a esforçar-me. Senti que a lesão estava a piorar e que precisava de fazer algo mais sério a respeito”.

Não quero entrar em detalhes sobre o que tive de fazer e como tive de fazer, porque é a minha privacidade médica e gosto de manter isso confidencial. Mas tudo o que posso dizer com certeza é que me sinto muito melhor. Estou ansioso pelo fim de semana de corrida.

Questionado sobre os rumores sobre as verdadeiras razões da sua lesão, onde ele poderá ter-se lesionado por causa de um murro nas boxes, por exteriorizar a sua frustração por causa de uma má qualificação, Stroll foi... evasivo. 

Eu estava frustrado, com certeza. Frustrado com o meu pulso e com as últimas três corridas desde Imola. Isso estava a impedir a minha condução. Então, eu sabia que o domingo seria complicado, provavelmente impossível. E, naquele momento, eu estava bastante frustrado com isso.”, concluiu.

Youtube Automotive Video: O Schwimwagen Type 196

No segundo episódio da segunda temporada do "Clássicos com História", organizado pelo Jornal dos Clássicos, mostra-se um dos carros anfíbios mais práticos da II Guerra Mundial, com base no Volkswagen Carocha e um autêntico todo-o-terreno, do qual os alemães gostavam e os Aliados tentavam sempre capturar num o mais inteiro possivel.

Fabricado em menos quantidade que o "Kubelwagen", mesmo assim, acabou por ser um clássico com história.  

quinta-feira, 12 de junho de 2025

As imagens do dia




Falei por estes dias sobre Pierre "Levegh" na semana das 24 Horas de Le Mans, 70 anos depois do seu acidente mortal. Mas hoje quero falar sobre a corrida propriamente dita, de como afetou o automobilismo, e se houve algum momento em que o automobilismo esteve em perigo... foi este. 

Em 1955, o automobilismo estava num auge. Marcas como Ferrari, Lancia, Maserati, Aston Martin, Mercedes, Jaguar, entre outros, participavam naquilo que era uma das mais prestigiadas corridas de automobilismo do ano, na Europa, a par do GP do Mónaco, das Mille Miglia ou da Targa Florio, entre outros. A Mercedes, claro, estava desde há cinco anos a recuperar o seu prestígio no automobilismo, reerguendo-se, como a Alemanha Ocidental, uma década depois desta ter acabado em ruínas. 

E era liderado por alguém que inventou o seu lugar: Alfred Neubauer. Os seus pilotos, fossem alemães, como Karl Kling ou Hans Hermann, ou estrangeiros, como Stirling Moss ou Juan Manuel Fangio, eram dos melhores e mostravam-se, como tinha acontecido a Moss, quando ganhou nas Mille Miglia, um reduto italiano cheio de Ferraris, Lancias e Alfa Romeos, entre outros. 

E ganhar as 24 Horas de Le Mans, era outro troféu que valia a pena, e também faria o ano automobilístico para as marcas. 

A Ferrari estava em rescaldo. Não podia apostar em todos os cavalos, e estava sempre no limite da solubilidade. Tanto que a Lancia, muito ambiciosa, não aguentou o acidente mortal de Alberto Ascari, duas semanas antes, e decidiu entregar a sua equipa de Formula 1, seus chassis e motores, e um piloto como Eugenio Castelotti, a Maranello, esperando que usasse melhor, enquanto Gianni Lancia tentasse manter a marca â tona. Mas mesmo assim, apareceria em Le Mans, com os seus pilotos: Eugenio Castelotti, Umberto Magioli, Paolo Marzotto e os americanos Harry Schell e Phil Hill

A Jaguar estava em melhor estado. Tinha o seu maior trunfo. E não era em termos de pilotos, mas sim de tecnologia: os travões de disco. A tecnologia vinha da II Guerra Mundial, quando foram colocados nos aviões de caça e bombardeiros, para ajudar melhor a travar nas pistas de relva e outras superfícies. Transportado para os automóveis, conseguiam ser eficazes. 

Em contraste, a Mercedes tinha os seus 300 SL, pilotos como Moss, Fangio, Hermann, Levegh, e gente como o americano John Fitch, que tinha corrido no inicio da década com os carros construídos por Briggs Cunningham. Tinham uma espécie de asa que trabalhava de forma hidráulica, e serviam de auxiliar à travagem nas retas. 

Havia mais marcas inglesas presentes, como a Austin-Healey, e as francesas, mas elas tinham quase nenhumas chances de lutar pela geral.

Regressando à Jaguar, o seu melhor piloto era Mike Hawthorn. Então com 26 anos, tinha ganho no inicio do ano as 12 Horas de Sebring, ao lado de Briggs Cunninngham, e ia a caminho da vitória no Tourist Trophy, na Irlanda do Norte, quando o motor do seu Jaguar falhou e foi passado por... Moss. Em Le Mans, ele corria com um estreante, Ivor Bueb, enquanto nos outros dois Jaguares, um tinha a dupla Duncan Hamilton e Tony Rolt, e no outro carro, Don Beauman e Norman Dewis, o piloto oficial de testes da marca.

Aliás, não era só Jaguar e Austin-Healy presentes. Na realidade, estavam 27 carros britânicos inscritos nessa edição, e três deles eram Aston Martins, também equipados com os travões de disco que a Jaguar tinha. Um dos carros iria ser guiado pela dupla Peter Collins e o belga Paul Frére. Até existia um Lotus 9 inscrito, e iria ser guiado pelo escocês Ron Flockhart... e por Colin Chapman!

Nos treinos, os Ferrari andaram bem, com Castelloti a fazer o melhor tempo, um segundo na frente do melhor Mercedes, o de Fangio. Enquanto isso acontecia, houve alguns sustos, especialmente com Moss, que se acidentou com o DB-Panhard, que na altura era guiado por Jean Behra. Este ficou ferido e foi substituído por Robert Manzon. 

Na reta, Elie Bayol feriu-se quando capotou o seu Gordini, ao evitar alguns espectadores que atravessavam a pista. E muitos começaram a preocupar-se com a segurança, embora todos quisessem correr a fundo, no espírito do automobilismo. E claro, quando eles foram a correr para os seus carros, às 4 da tarde de sábado, 11 de junho de 1955, estavam mais concentrados na corrida que nos incidentes dos treinos.

E foram mesmo a fundo, especialmente no duelo Mercedes-Jaguar. Apesar de Castelloti a ser o primeiro, e manter essa posição na chegada à ponte Dunlop, os outros estavam mesmo atrás. E quem estava a recuperar posição atrás de posição era Fangio, que se atrasara na partida por causa... das suas calças, que tinham ficado presas na alavanca da caixa de vewlocidades do seu Mercedes. Mas com o passar das horas, apanhava e passava os pilotos mais lentos. Até lá, quem fazia espetáculo em nome dos carros alemães era Moss, que perseguia Hawthorn. Nas primeiras duas horas, o recorde da volta caira sete segundos, entre ambos os pilotos, ficando o recorde com Hawthorn. 

Castelotti cometeu um erro na entrada da Maison Blanche no inicio da segunda hora e caiu algumas posições, enquanto via os da frente irem embora.

Pelas 18:30, estavam previstos os primeiros reabastecimentos. Era às alturas da volta 35, e Hawthorn mantinha a liderança, deixando os Mercedes para trás. Ao pé deles circulavam o veterano Levegh, e Fangio, que recuperava os lugares que tinha perdido. Hawthorn passava Lance Mackin, piloto da Austin-Healey, quando das boxes da Jaguar, avisaram da altura de reabastecer. Hawthorn, que corria com os seus Jaguares com travões de disco, trava em cima do Austin e assusta-se, metando-se no caminho do Mercedes de Levegh. Ele, que momentos antes, tinha avisado Fangio da confusão que via na sua frente, não teve tempo de se desviar, catapultou-se e cai na tribuna cheia de espectadores, matando-se e mais 80 pessoas. O facto do seu carro ser feito de magnésio, um material altamente inflamável, ajudou a alimentar as chamas. 

Os organizadores, perante a catástrofe que viam na sua frente, decidiram que a prova deveria prossegur-se. Por uma razão prática: queriam as estradas livres para que as ambulâncias pudessem circular sem interferência. As estradas da região, em 1955, ainda eram estreitas, e achariam que interromper a corrida poderia prejudicar as operações de socorro. Nesse dia, estavam cerca de 200 mil pessoas, vindas da cidade e arredores, e as autoridades acharam que tinham escolhido o mal menor. 

Hawthorn abasteceu e prosseguiu a corrida, agora, determinado a apanhar os Mercedes, que iam na frente. Entretanto, nas boxes, John Fitch, o piloto que fazia dupla com Levegh naquela corrida, começou a pedir a Neubauer para que retirasse a equipa da corrida, por causa da catástrofe e da perda de um dos seus pilotos. O velho Neubauer acedeu, mas não tinha esse poder: quem tinha era a sede, em Estugarda. E eles, nesse momento, estavam reunidos de emergência para decidir o que fazer. E as memórias da Ocupação e da II Guerra ainda estavam frescas - tinham passado dez anos - logo, a decisão de retirar os carros foi aprovada. Eles telefonaram para Neubauer pela meia-noite, mas eles decidiu que iria ser a meio da noite, quando muitos dormiam, e quando corriam em primeiro e terceiro na geral.

Hawthorn herdou o comando, e o segundo lugar ficou nas mãos de outro Jaguar, o de Tony Rolt e Duncan Hamilton. Mas estes tinham problemas com a caixa de velocidades, numa altura em que começou a chover. Eles aguentaram até às 8 da manhã, quando este cedeu e a sua corrida acabou por ali. A essa hora, na Catedral de Le Mans, começava uma missa em tributo aos espectadores mortos da corrida. 

A chuva tinha amainado quando foi mostrada a bandeira de xadrez para Hawthorn e Bueb. Tinham um avanço de cinco voltas para o Aston Martin de Peter Collins e Paul Frére, e onze sobre o outro Jaguar, este privado - da belga Ecurie Francochamps - dos belgas Jacques Swaters e Johnny Claes. Hawthorn mostrava felicidade pela vitória, mas não tinha consciência do que tinha causado inadvertidamente no dia anterior. Quando as fotografias de felicidade foram mostradas nos jornais e revistas, caiu mal na opinião pública. Um jornal francês, o L'Auto-Journal, escreveu como título "À Sua, Mr. Hawthorn!", como sinal de desprezo, criticando a sua alegada indiferença pela tragédia ocorrida. Na realidade, ele estava mentalmente devastado por tudo o que tinha acontecido. Mas nessa altura, o mal estava feito.

O público exigia medidas sérias para proteger os espectadores, e se isso implicasse a proibição das corridas de automóveis, melhor. 

E se alguma vez o automobilismo esteve perto da sua proibição, foi no final daquela primavera.  

CPR (III): Hugo Lopes quer lutar por um bom resultado


Hugo Lopes, piloto junior da Hyundai Portugal, regressa este final de semana à estrada, no rali de Castelo Branco, e ele, navegado por Magda Oliveira, está na estrada e encara a sua segunda prova da época na formação oficial da marca coreana com confiança.

Nas vésperas do rali, o piloto de Viseu afirma estar confiante para a prova:

"Vamos lutar por um bom resultado. Vai ser a primeira prova que fazemos com o carro em asfalto, mas os quilómetros que fizemos em testes correram bastante bem. A adaptação não foi difícil. É óbvio que ainda temos uma grande margem de progressão com o Hyundai i20 N Rally2, mas isso também nos deixa satisfeitos. É um carro fantástico, impressionante pelo comportamento e pela eficácia — o que até dificulta perceber os seus limites. A equipa da Sports & You tem sido inexcedível no apoio para nos ajudar a perceber o nosso verdadeiro potencial e a explorar ao máximo o carro. Por isso, vamos partir determinados em provar que podemos ser competitivos", sublinha Hugo Lopes.

"Vamos desfrutar o mais possível. Estamos a concretizar um sonho: defender as cores de uma equipa oficial e, ainda por cima, ao volante de um Rally2. O sentimento de responsabilidade é grande, mas também o entusiasmo e a motivação."


Apesar dos desafios naturais de adaptação a um novo patamar competitivo, o piloto da Hyundai Junior Team Portugal FPAK reforça: 

"Acreditamos que o Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Rodão vai ser uma experiência fantástica. Não vemos a hora de partir para o primeiro troço. Vamos dar o nosso melhor e honrar a confiança de todos os que viabilizaram o projeto Hyundai Junior Team FPAK, incluindo os nossos patrocinadores.", concluiu.

O rali de Castelo Branco terá um percurso de 108,88 quilómetros cronometrados, repartido por 12 Provas Especiais de Classificação (PEC) – quatro disputadas na sexta-feira e oito no sábado.

CPR (II): Armindo quer triunfar em Castelo Branco


Armindo Araújo tem objetivos ambiciosos para o rali de Castelo Branco: triunfar. Ainda por cima, tem um novo carro para estrear. Com cinco triunfos nas últimas seis edições, o piloto de Santo Tirso espera que a segunda metade da temporada comece de forma positiva, ele, que triunfou no último rali de Portugal e é atualmente o segundo classificado do campeonato. 

“Temos conseguido em Castelo Branco excelentes resultados e estaremos à partida do rali com a ambição de lutarmos uma vez mais por isso. Na fase de asfalto o ritmo do pelotão é sempre mais idêntico e, por isso, a luta pelas primeiras posições é ainda mais intensa. Vamos estrear um novo carro nesta prova [Skoda Fabia Evo2] e estamos muito motivados e otimistas”, disse.

O rali de Castelo Branco tem 12 especiais, e acontecerá ao longo do fim de semana. 

CPR: Meeke quer continuar a triunfar no CPR


Kris Meeke está a ter uma grande temporada no CPR, triunfando em três das quatro provas de terra do CPR. E agora, que entramos na fase de asfalto da competição, a começar em Castelo Branco, onde o piloto britânico espera manter o nível competitivo, para ver se está a caminho da renovação do título nacional. 

Nas vésperas do rali, e acompanhado do seu navegador, Stuart Loudon, Meeke está entusiasmado por regressar aos comandos do GR Yaris Rally2 e voltar a lutar pelas primeiras posições.

"Vai ser, sem dúvida, um desafio interessante. Será a minha primeira vez com o Yaris em asfalto, por isso há muito para aprender.", começou por afirmar. "Além disso, não conduzimos em asfalto desde o Rali Vidreiro do ano passado, por isso será também um regresso importante a este tipo de piso. Tivemos um dia de testes na terça-feira, o que foi fundamental para ganhar confiança e preparar-nos da melhor forma.", continuou.

"Há muitos aspetos novos para assimilar e, olhando para o percurso do Rali de Castelo Branco, há muitas especiais novas. Isso significa que o conhecimento prévio não terá um peso tão grande, o que torna tudo ainda mais competitivo. Vai ser certamente uma luta renhida, especialmente com o Dani, mas estou bastante entusiasmado com o desafio. Agora o foco está fazer um bom reconhecimento e depois veremos o que acontece. Estou mesmo muito motivado e ansioso por começar.", concluiu.

O rali de Castelo Branco acontecerá nesta sexta e sábado, e terá 12 especiais de classificação.

Youtube Rally Video: Os testes para o Rali de Castelo Branco

O rali de Castelo Branco acontecerá no próximo fim de semana, e será o primeiro rali em asfalto do Campeonato de Portugal de Ralis, o CPR, depois de quatro ralis em terra, dos quais culminaram no Rali de Portugal. 

E neste video, pode-se ver os testes feitos por Ricardo Teodósio e José Pedro Fontes, em preparação para a prova.