terça-feira, 14 de abril de 2015

Uma Indy 500 elétrica?

Com o surgimento da Formula E, aliado ao crescente desenvolvimento por parte da industria automóvel pelos carros elétricos, especialmente com o fenómeno Tesla nos Estados Unidos, começam a surgir ideias, dúvidas e conceitos do que poderá ser o futuro do automobilismo, quer na Europa, quer nos Estados Unidos. E por estes dias, a Fox Sports começou a perguntar sobre a hipótese: uma Indy 500 de carros elétricos daqui a 15 ou 35 anos, numa Brickyard onde os sons mais altos que iremos ouvir seriam as dos espectadores gritando quando um carro passasse outro. Ou quando dessem a bandeira de xadrez ao vencedor.

Sabendo que uma das principais equipas americanas está na Formula E, a Andretti Autosport, o jornalista Bruce Martin perguntou a Michael Andretti sobre a ideia de uma das corridas mais antigas do mundo largar os motores a combustão e passar para baterias que aguentem os 800 quilómetros da prova. 

"Nunca se sabe", começou por fizer o filho de Mário Andretti. "É incrível o que eles estão alcançando com essa tecnologia. Quando você começa a ter concorrência, estarão a construir carros que podem ir entre 300 a 400 quilômetros com uma unica carga. Há agora um carro que tem 1.000 cavalos de potência. É é de uma força brutal - e completamente elétrico. Ele vem a caminho - carros que podem realmente andar."

"O que é legal é que parece que estamos a voltar a 1911 mais uma vez. Olho para carros como o Marmon Wasp (o carro que Ray Harroun levou à vitória nas primeiras 500 Milhas de Indianápolis, em 1911) e que eles fizeram em cinco anos. Isso é o que estamos esperando conseguir na Fórmula E. A competição irá acelerar a tecnologia. Isso é o que eu estou esperando para ver. Estou esperando para ver o garoto que sai e compra seu primeiro carro elétrico que é o mesmo que comprará carros elétricos para o resto de sua vida. Nós não estamos atrás de pessoas como o meu pai, nós estamos indo atrás dos mais novos, um novo público".

Em relação à grande critica, sobre o barulho dos carros, Andretti afirma que o facto dos carros terem um som bem mais baixo significa que eliminaram uma fonte de poluição.

"O som é algo que os tradicionalistas não gostam, mas meu argumento de que esse é um dos problemas que temos e o barulho é um grande problema quando tentamos trazer novos eventos para o centro das cidades", disse Andretti. "O ruído é realmente um problema. Nós não temos mais esse problema na Fórmula E. É poluição. Esta é uma série totalmente verde e você tem que olhar para ele de forma diferente de um tradicionalista iria olhar para ele. Você tem que ter uma mente aberta".

"Os mais velhos não vão querer ver isto, mas nós não estamos atrás deles, de qualquer forma", concluiu.

Claro que se há opiniões mais favoráveis, há os que são céticos em relação a isso. Bobby Rahal disse nas redes sociais, por alturas da corrida de Long Beach que "aquilo não são corridas", achando que falta aquilo que o automobilismo deu: gasolina, cheiro, barulho e alguma dose de perigo.

Contudo, Derrick Walker, um dos chefes da IndyCar, apesar de afirmar que não pensa no assunto, afirmar que "nunca se pode dizer nunca", especialmente com a história do "deadline" de 2030.

"Quando você olha para aquilo, deve perguntar aos fãs: quer sentar-se durante cerca de três horas a ouvir os carros elétricos dentro de uma pista? Você quer ver vários carros usados ​​para completar uma corrida como as 500 Milhas com estações de carregamento grandes? Em 2020, que pode ser que seja um fato da vida. Nunca podemos dizer nunca", começou por afirmar.

"Nós estamos olhando para isso, e eu diria que é um objetivo muito longo para nós. Não é onde nós estamos a olhar. Queremos continuar no caminho que estamos até 2020, será uma variação da fórmula que temos agora. Eu não acho que é o que o nosso ideal de entretenimento. As corridas de automóveis são uma das principais formas de entretenimento esportivo. Mas o aspecto de entretenimento faz as corridas de hoje menos relevante para a indústria automotiva? Estamos interessados ​​em sermos relevantes para a indústria automotiva e os carros elétricos têm feito enormes ganhos nos últimos tempos", disse Walker.

Apesar dessa resposta ambígua, a maneira como as coisas estão andando poderá indicar que num prazo relativamente curto, haja grandes novidades. Mas como os construtores ainda não resolveram os problemas que estão mais prementes - a autonomia das baterias, a maneira como as carregar e a duração desse carregamento são três coisas que ainda não estão resolvidas - provavelmente vai demorar tempo até que apareçam carros elétricos capazes de desafiar os mais convencionais. Mas a competição ainda mal começou, e não faltam engenheiros ambiciosos nessa campo...

Quem sabe, durante a nossa existência, não veremos 33 carros elétricos no "Brickyard"?

A foto do dia

Quando o bebé dorme, tempo de colocar a leitura em dia. É o que faz o Kimi Raikkonen, que tem o seu filho Robyn no seu colo. 

Esta foto vi no Facebook da F1RTP.

Youtube Racing Endurance: A luta pela liderança nas Seis Horas de Silverstone

As Seis Horas de Silverstone, prova de abertura do Mundial de Endurance, foi emocionante, onde as três marcas que fazem parte da LMP1 subiram ao pódio, sem grande diferença entre eles, o que demonstra o equilibrio existente na categoria... e ainda não apareceram os Nissan, que parece que farão a sua aparição em Le Mans.

E este deve ter sido o momento alto da corrida, que aconteceu quando o relógio marcava a segunda hora da corrida. uma batalha entre Porsche e Audi. Vale a pena ver.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

A foto do dia

Dan Gurney, o aniversariante do dia (faz hoje 84 anos) foi um dos grandes pilotos de uma era gloriosa do automobilismo, há 50 anos. Quer seja na Endurance, nos GT's, em Le Mans, em Indianápolis ou nas pistas europeias, Gurney fez parte de uma geração de pilotos como Jim Clark, Graham Hill, Lorenzo Bandini, John Surtees ou Pedro Rodriguez, para não falar dos seus compatriotas, Phil Hill, Masten Gregory e Richie Ginther.

Gurney teve uma longa carreira no automobilismo, e sobreviveu para contá-la. E pelo meio das vitórias, montou a sua equipa, a All-American Races, mais conhecido por Eagle, que como sabem, esteve nos dois lados do Atlântico.

Na Europa, a aventura durou três temporadas, de 1966 a 1968, pelo menos na Formula 1. Para além da sua vitória em Spa-Francochamps, em 1967 (do qual é a imagem do dia, tirada por Bernard Cahier), ele deu a Bruce McLaren um carro vpara guiar durante três corridas nessa temporada, enquanto não tinha o seu carro pronto. No ano seguinte, McLaren retribuiu o favor, quando Gurney pediu-lhe um chassis para as corridas americanas. Ele conseguiu um quarto lugar em Watkins Glen com isso.

Gurney viveu numa era em que morrer ao volante era fácil. Era admirado por Jim Clark, e ele conseguiu algo unico: foi o primeiro vencedor em três equipas diferentes. A Porsche teve a sua única vitória na Formula 1 por sua causa, em 1962, e dois anos mais tarde, também no mesmo local, a Brabham alcançou a sua primeira vitória, ainda antes do seu patrão vencer. E claro, em 1967, com o seu próprio carro. E foi o segundo a consegui-lo, entre Jack Brabham, no ano anterior, e Bruce McLaren, no ano seguinte. E no caso do neozelandês, foi no mesmo local. 

Em 1970, pouco depois de Bruce McLaren morrer, a equipa pediu para que o substituisse em algumas corridas, pois estava com eles na Can-Am. Em Zandvoort, na véspera da corrida, Tyler Alexander estava a jantar com Gurney quando ele começou a contar todos os amigos que tinha conhecido e acabaram por morrer. A contagem já ia em mais de duas dezenas quando ele teve a ideia de que ele queria abandonar o automobilismo. No dia a seguir, foi o GP da Holanda e ali, Piers Courage teve o seu acidente fatal. Após o GP britânico, em Brands Hatch, Gurney, então com 39 anos, pendurou o capacete de vez.

Com os anos, a Eagle tornou-se num nome instituido nos Estados Unidos. Foi ele que teve a ideia da CART, em 1979, e venceu corridas nos anos 70 e 80, e a equipa correu até meados dos anos 90, com motores Toyota nos seus chassis. Hoje em dia, reformado e passado a gerência da Eagle para outras mãos (são eles que construiram o Deltawing), aproveita os seus dias crepusculares em aparições com as máquinas do passado, dos seus dias de glória. Feliz Aniversário, Dan!

A angustia de Philippe Bianchi

Seis meses depois do acidente de Jules Bianchi em Suzuka, o seu pai, Philippe, falou sobre o estado de saúde do seu filho, que hoje está numa clinica de reabilitação em Nice, a sua terra natal. E pelas suas declarações, faz-nos deixar de coração partido, ao ouvir a angustia que ele e a sua mulher, a mãe de Jules, estão a passar agora.

A entrevista foi publicada esta manhã no jornal "Nice-Matin", e Bianchi sénior fala de um modo cândido sobre o que está a passar desde o momento que chegou à clinica onde está instalado, às angustias que passaram no Japão nos dias a seguir ao seu acidente, e desabafou sobre o que está a ser a sua vida desde o dia 5 de outubro de 2014.

"Nosso universo desabou em 5 de outubro de 2014", começou por dizer Philippe na entrevista ao periódico francês. "As perguntas que ninguém quer responder agora são sobre as perspectivas de vida: 'Ele vai conseguir? Se sim, ele será incapaz ou poderá ter uma vida normal?' Eu acho que esse tipo de acidente causa mais choque do que uma morte real. A dor é infinita. É uma tortura diária. Para as pessoas que ainda pensam nele, eu apenas quero agradecer e dizer que vamos dar notícias assim que as tivermos, sejam boas ou más", completou o gaulês.

"A única coisa que podemos dizer é que ele está lutando ferozmente como sempre. Todos os dias, Jules parece que está a correr uma maratona. Do ponto de vista médico, a sua condição é estável. E ele é bastante independente, sempre sem qualquer problema físico. Todos os órgãos estão funcionando sem assistência, mas, por agora, permanece inconsciente", explicou.

Questionado sobre se os neurocirurgiões que cuidam dele notaram alguma melhora na sua condição, Philippe afirmou: "Com esse tipo de trauma, nós sabemos que a evolução é lenta. Porém, comparado ao médico que operou Jules no Japão, agora a situação é outra. Quando chegamos ao Japão para vê-lo, não havia esperança. Falaram em lesões irreversíveis. Foi dito que não poderíamos transferi-lo antes de um ano, mas foi feito sete semanas depois, quando Jules rapidamente começou a respirar por conta própria de novo."

"Agora, os médicos dizem que não há uma intervenção específica que possa ser feita. A coisa mais importante é estimular Jules para que ele sinta a nossa presença ao seu lado. Então, nós nos revezamos a cada dia: sua mãe, seu irmão, sua irmã e eu. Também tem sua namorada, a Gina, que mora aqui agora. Às vezes, ele está mais ativo", contou.

Contudo, ele aponta alguma esperança: "Tendo estado ao seu lado na cama durante todo esse tempo, nós já vimos muitas coisas acontecerem. Às vezes, ele está mais ativo, ele se move, aperta a nossa mão, mas se isso é um mero reflexo é impossível saber. Jules é jovem. Tem apenas 25 anos e é muito forte fisicamente, mas ele sobreviveu a uma pancada de 93G's. Na verdade, eu tenho orgulho dele, sempre tive, mas agora ele está fazendo um enorme trabalho. Ele está progredindo, e nós esperamos uma nova evolução. E a próxima seria sair do coma", concluiu.

Lendo as declarações de Philippe Bianchi, vemos que é um homem cheio de esperança de que o seu filho saia do coma do qual está mergulhado há bastante tempo. Parece ter vivido o pior, mas a sua grande angustia é saber quando - e se é que vai despertar. Mas há alguma esperança, quando fala que respira por ele mesmo, não tem problemas em termos de órgãos internos, não há pneumonias ou outras doenças que normalmente aparecem em pessoas acamadas. 

Contudo, a tal lesão axonal difusa, do qual Bianchi sofreu em Suzuka, é uma das piores lesões do qual se pode ter, não tanto por causa da sua gravidade, como pela sua incerteza. O cérebro, como explica pessoal como o Dr. Gary Hartstein, é um órgão ainda misterioso do qual só agora é que se está a descobrir convenientemente o seu funcionamento. Mas enquanto há vida, haverá sempre esperança.

Formula 1 em Cartoons - China (Pilotoons)

Como diz no cartaz, há pessoal como o Lewis Hamilton que só espera que a temporada acabe para reclamar o seu título mundial.

Laudices, ou como dizer umas verdades a Alonso

Que Niki Lauda é fabuloso a dizer o que pensa de certas coisas, é verdade. Não tem papas na língua quando diz o que pensa, como já viram no "Rush", para quem não costuma acompanhar aquilo que ele diz de vez em quando na imprensa. E neste fim de semana chinês, a "laudice" do momento foi uma entrevista ao jornal italiano "La Reppublica", onde criticou fortemente o comportamento de Fernando Alonso, especialmente nos tempos da Ferrari, onde segundo ele, fez mais mal do que bem ao ambiente da Scuderia, embora ele tenha dito coisas que ele mesmo disse no seu tempo.  

"Alonso é egocêntrico, sombrio e mal-humorado. Tem um toque negativo. No ano passado, quando acabava uma corrida, não demorava para ele começar a criticar na imprensa: que isso ou aquilo não ia bem, que havia um problema, que não ganhamos. Como é possível levantar a moral de uma equipa se seu piloto só fala mal dela sempre que pode?", começou por falar o dirigente e antigo piloto.

"Toda a gente sabe que, se você corre para a Itália (para a Ferrari), esta é uma atitude que não se pode permitir. Talvez em algum outro lugar do desporto as críticas sejam ignoradas, mas não em Maranello."

"Vettel é o Sol, Alonso é a sombra", acrescentou.

"Neste momento, o espanhol deve estar rasgando o cu. Tomou a decisão equivocada e, com isso, rumou sozinho em direção ao abismo", concluiu.

É certo que só disse verdades em relação ao piloto espanhol, mas qualquer um sabe disso desde os tempos em que ele estava na Renault, para não falar do que aconteceu na primeira passagem pela Ferrari, em 2007. Decerto que ele não é boa pessoa para se estar por perto, e provavelmente deverão ser poucos os que falam bem dele - que que me faz pensar no que é que Ron Dennis viu para o acolher de novo em Woking...

Contudo, quando Lauda fala sobre a atitude que se deve ter ou não ter na Scuderia, creio que ele se esquece do seu tempo em Maranello. E não, não falo do carro que é uma porcaria a guiar, como aparece no filme, mas sim quando ele decidiu largar a Scuderia a meio de 1977, quando garantiu matematicamente o seu segundo título mundial e disse "tchau" ao Commendatore, abandonando a equipa ainda antes do final da temporada, tendo ele recorrido a Gilles Villeneuve de imediato. Claro que o Commendatore o deixou à mão quando foi do seu acidente em Nurburgring, mas isso é outra história...

Contudo, concentremos em Alonso. Lauda toca num ponto importante: Alonso caminha para a decadência, e a culpa é um pouco dele. Teve as suas chances de vitoria em 2010 e 2012, que não se concretizaram graças a Alonso, e ele sentiu ressentimento. Não é como Vettel, que vê as coisas de modo mais positivo, e sabe quando sair, como foi no caso da Red Bull, em 2014. Vai fazer agora dez anos desde que venceu o seu primeiro campeonato, na Renault, e desde 2007 que tenta a sua sorte, sem sucesso. Agora pena na McLaren, tentando sair da penúltima linha da grelha, já que a última pertence à Manor.

Cabe a ele demonstrar que não está no abismo ou tomou uma decisão "à la Chris Amon" para calar os críticos, mas das reações que li desde que tomei conhecimento desta noticia é que muitos estão a rir-se dele e "celebram" o seu mau momento, como se de uma vingança se tratasse. Não deveria ser assim, mas enfim... como ele pode ter cavado a sua sepultura, tem de ser ele a sair dela. E calar os críticos.

Todos querem a Formula E!

Parece um exagero, mas é real. Sabia-se que a competição está a ser um sucesso nesta primeira temporada da competição, bem organizada por Alejandro Agag e que está a atrair pilotos e construtoras para o processo da competição elétrica, e sabia-se que algumas das pistas do calendário aconteceriam em sitios miticos para o automobilismo - apesar de todas serem em pistas urbanas - mas não se sabia que haveria tanta gente interessada em ter uma corrida destas. E dispostas a pagar muito bem para tal.

"Temos mais de 180 cidades que fizeram o pedido para ter uma corrida, e muitas delas estão prontas para pagar muito dinheiro para isso. Então, nesse momento, estamos apenas no processo de avaliar todo o panorama", começou por afirmar Agag à revista inglesa 'Autosport'.

"Queremos correr nos centros de cidades, queremos passar a mensagem de que monolugares elétricos estão prontos para as cidades agora. É difícil mudar a percepção dos carros elétricos, mas é o que queremos fazer é mostrando-os nesse contexto", continuou.

As declarações - dos quais podem ler na integra no Motordrome Brasil - fala dos planos de Agag em ter poucos clássicos. Long Beach e Mónaco estão lá, mas ele quer Singapura no calendário, embora não diga se pretende que a corrida aconteça de dia ou de noite, como acontece com a Formula 1. E de certeza que não será com aquele desenho, pois é grande demais para umas baterias que ainda são pouco potentes. E já agora, se correrem em Paris, porque não reproduzirem o circuito existente no livro do Michel Vaillant, "Paris a 300 km/hora"?  

A Formula E estará de volta a 9 de maio, nas ruas do Mónaco. E veremos mais tarde no ano que calendário é que apresentará para a temporada de 2015-16.

domingo, 12 de abril de 2015

Youtube IndyCar Crash: O acidente de Pagenaud, Bourdais e Hunter-Reay

A segunda prova da IndyCar de 2015 foi tudo menos chata. Aliás, foi um fim de semana atribulado por causa da chuva que se abateu sobre o complexo NOLA, nos arredores de Nova Orleães. A qualificação foi cancelada por causa da imensa chuva que se abateu sobre o circuito, e a partida foi antecipada em quinze minutos para evitar que a próxima bátega de água caisse enquanto a corrida decorresse. Mas isso não impediu que esta acontecesse sem incidentes. Das 75 voltas previstas, apenas aconteceram 47, e dessas, 26 aconteceram debaixo de bandeiras amarelas.

E as bandeiras aconteceram graças a inumeros incidentes na pista, por causa dos pilotos terem pisado fora da trajetória ideal, causando acidentes. como este que colocou logo de fora Ryan Hunter-Reay, Simon Pagenaud e Sebastien Bourdais. Felizmente, ninguém ficou ferido.

No final, o canadiano James Hintchcliffe foi o melhor, numa prova em que logo a seguir veio Hélio Castro Neves, com James Jakes a ser o terceiro, na frente da suiça Simona de Silvestro. Juan Pablo Montoya foi o quinto, mas é continua a ser o lider do campeonato. 

Semana que vêm, eles estarão em Long Beach.

Youtube Rally Highlights: O melhor do Rali Cidade de Guimarães

Num fim de semana preenchido com automobilismo - em todos os sentidos - eis um belo video feito pela Rallymania.pt sobre o Rali Cidade Guimarães. Aproveitem.

As frustrações de Nico Rosberg

A corrida da China pode ter sido de sonho para a Mercedes, com ambos os pilotos a conseguirem a dobradinha pela segunda das três corridas feitas até agora, mas dentro da equipa, parece que começaram a aparecer as tensões entre pilotos, especialmente da parte de Nico Rosberg, que parece ser incapaz de apanhar e superar Lewis Hamilton, pelo menos neste inicio de temporada. 

No final do GP da China, nesta manhã, Nico Rosberg aproveitou a conferência de imprensa pós-corrida para desabafar sobre as estratégias que teve na corrida, que aparentemente o impediram de disputar a liderança da corrida. Alegadamente, o piloto alemão acusou Hamilton de ter abrandado de propósito para que os seus pneus se desgastassem de modo mais prematuro do que os dele, e assim conseguir uma maior vantagem e mais hipóteses de vitória. 

“É interessante ouvir o Lewis dizer que pensa nele próprio, quando isso estava a comprometer a minha corrida. Ao pilotar de forma mais lenta fez com que o Sebastian (Vettel) pudesse ficar perto de mim e abriu-lhe a oportunidade de tentar parar mais cedo e passar-me nas boxes. Por isso tive que seguir a mesma tática dele. Portanto, foi perfeitamente desnecessário o Sebastian ter andado tão perto e isso custou-me tempo porque tive de olhar para trás em vez de olhar para a frente. Como consequência, fiquei sem pneus no final porque parei demasiado cedo. Portanto, não estou muito feliz com isso...” começou por dizer Rosberg, que teve resposta pronta de Hamilton.

“Não me cabe a mim olhar pela corrida do Nico, o meu trabalho é gerir o meu carro e levá-lo até ao fim nas melhores condições possíveis. Quando me pediram para acelerar, fi-lo, e não fiz nada intencionalmente, simplesmente estava focado apenas na minha corrida. Se o Nico achava que eu estava lento sempre poderia tentar passar-me...” disse Lewis Hamilton.

Toto Wolff tentou desdramatizar a situação, afirmando que este desabafo teve coisas positivas para a equipa: "Foi uma boa conversa, porque foi uma conversa positiva", começou por dizer Wolff. "Não havia nenhuma animosidade. Foi tudo muito mais positivo hoje. Nós não fizemos qualquer erro na corrida. Todos estavam de bom humor", começou por dizer em declarações captadas por Adam Cooper na Autoweek americana.

Wolff também afirmou que Lewis não teve a atitude reclamada por Rosberg de propósito: "Acho que ele não fez isso de propósito, e já esclarecemos isso com ele", disse Wolff. "Não houve qualquer intenção de Lewis para retardar Nico, a fim de fazê-lo terminar em terceiro lugar ou pior. Ele não sabia das lacunas que Nico estava a ter. O que ele sabia era que ele precisava de aproveitar da melhor maneira os pneus que teve ao longo de todo o fim de semana, e é por isso que ele decidiu abrandar na forma como ele fez" concluiu.

Lendo as declarações, nota-se um ar de frustração por parte de Rosberg, porque não consegue apanhar Hamilton da mesma maneira que apanhava no ano passado. Sem dúvida que o piloto inglês está a ter um excelente começo de época, e nestas três corridas esteve sempre na frente do alemão, e isso é importante para definir uma hierarquia no futuro, mais adiante no campeonato. E pelos vistos, ele poderá estar imparável a caminho de um terceiro título mundial, quando Rosberg pensava que teria mais luta e a sua chance de alcançar o título. E aí se pode explicar toda a sua frustração, já na terceira das 19 corridas que vai ter esta temporada.

E Rosberg sabe que se o deixar escapar, muito provavelmente, não só a luta interna fica logo decidida - ou seja, quem é primeiro e segundo piloto - como também a ideia que fica perante os fãs é que ele é outro Gerhard Berger: um bom piloto, mas superado por alguém mais excepcional. Resta saber como é que Toto Wolff e Niki Lauda irão desanuviar essa tensão, e é óbvio, não vai ser fácil. O filho de Keke Rosberg é um piloto perturbado por estes dias e quer reagir, provavelmente a começar na semana que vem, nas areias do Bahrein.

Youtube Racing Start: A partida das Seis Horas de Silverstone

No momento em que escrevo estas linhas, ainda falta uma hora para terminar a corrida, mas posso colocar aqui o video da partida para as Seis Horas de Silverstone, a prova inaugural do mundial de Endurance, com direito a um despiste na primeira curva por parte do Strakka de LMP2...

A foto do dia (II)

Audi e Porsche andam à briga pela liderança em Silverstone, na jornada inaugural do Mundial de Endurance. estamos a meio da corrida, e o Toyota que lidera (a esta hora liderado por Anthony Davidson) têm apenas uma vantagem de... 1,8 segundos sobre o segundo classificado, o Audi numero 7 agora guiado de André Lotterer.

Está a valer a pena. E melhor: podemos ver na televisão, ao contrário da Formula 1...

As fotos do dia... e Maldonado não tem culpa









Uma corrida sem ver Pastor Maldonado ir para fora da pista ou estar envolvido num acidente parece ser agora o "novo normal". Mas desta vez, o piloto venezuelano é menos culpado do que das outras vezes. Os travões não colaboraram quando ele foi para as boxes, para a sua segunda paragem na corrida, e depois tentou recuperar o tempo perdido, batalhando com os McLaren pela 13ª posição... isso, depois de ter feito um pião.

No final, ele acabou fora da pista e da corrida. Mas desta vez, ele não foi "Crashtor", mas sem o grande culpado é Jenson Button! É certo que foi no calor da luta, mas ver um veterano de 35 anos e dezasseis temporadas a bater por trás de uma Lotus parece mais coisa de Max Verstappen. Acho que não são um grande exemplo para os mais jovens...

E o Pastor têm de ir definitivamente à bruxa!

Formula 1 2015 - Ronda 3, China (Corrida)

Depois dos eventos na Malásia, a China seria a melhor oportunidade para o regresso à normalidade que a Mercedes pretende ter neste momento, que é vencer com folga, e de preferência, com dobradinha. Os eventos de ontem, na qualificação, indicam que eles estão dispostos a fazer o seu melhor para que isso aconteça, embora a Ferrari faça o seu melhor para manter o seu bom momento. E que bom momento! Tanto que Niki Lauda - apesar de ser um dos manda-chuvas da Mercedes - elogiou o bom momento da Scuderia e de Sebastian Vettel... xingando Fernando Alonso. Mas isso merece outra leitura, noutra altura.

Com céu azul e algum calor, no meio do "smog" de Xangai, máquinas e pilotos preparavam-se para a terceira corrida do ano. E parecia que, da mesma forma como tinha acontecido na qualificação, que isto poderia não ter história relevante para ser contada. No final, foi assim mas faltava o elemento de farsa para apimentar este Grande Prémio, que apareceu lá mais para o fim. Mas vamos por partes.

A corrida começa com nada de especial, excepto a má partida de Daniel Ricciardo, que caiu quase para o final do pelotão, mas recuperou algumas posições, tendo passado os McLaren no final da terceira volta. A seguir, andou à briga com o seu companheiro de equipa, Daniil Kvyat, mas com Fernando Alonso a observar. E o mais interessante é que eles eram segundo e terceiro... a contar para o fim. Não se admirem que os energéticos querem abandonar a Formula 1!

Com o passar das voltas, as cosas andavam sem grandes novidades, com a excepção de Nico Hulkenberg, cuja corrida tinha terminado na volta 12 por causa da sua caixa de velocidades. Nessa altura, começava a primeira janela de pneus, sem grandes novidades. Mas é a partir da segunda parte que as coisas ficaram interessantes, com Vettel a andar não só ao mesmo ritmo dos Mercedes, como até a apanhar Rosberg! Os Mercedes começavam a ficar incomodados com isso, na altura em que Daniil Kvyat se tornava na segunda desistência da corrida, quando o seu motor Renault explodiu. E... Red Bull, melhor dedicaram-se ao futebol.

Na volta 30, Vettel e Rosberg abriram a segunda ida às boxes, colocando pneus médios nos seus carros. O piloto da Ferrari ficou mesmo mais perto de Rosberg, mas não conseguiu tentá-lo passar. Entretanto, Hamilton fez voltas de sonho e fazia uma parte bem veloz, antes de ir às boxes, que foi na volta 33. Ao mesmo tempo, Grosjean foi também trocar pneus. 

Na volta seguinte, Pastor Maldonado começou a fazer os seus números habitual. Primeiro, ele falhou a entrada para as boxes e perdeu tempo fazendo marcha atrás, antes de voltar à sua trajetória normal. caiu para a 14ª posição, mas pouco tempo depois, passou um dos McLaren, para ver se tentava chegar aos pontos. Contudo, pouco depois, ele sofreu um pião a alta velocidade, e o britânico passou-o. A partir dali, as coisas passaram a ser uma luta a três pelo... 13º lugar (e tornou-se na luta do momento!) antes de no inicio da volta 49, Jenson Button tocou no venezuelano da Lotus, quando o tentava ultrapassar. Ambos se despistaram e o piloto da Lotus, desta vez, não teve culpa.

Quando tudo isto acontecia, os McLaren iam-se embora dos Ferrari, enquanto que Raikkonen tentava aproximar-se de vettel para o lugar mais baixo do pódio. Parecia, mas... na volta 53, o Toro Rosso de Max Versteppen ficou sem motor e parou no meio da meta, em posição perigosa. Os comissários de pista foram chamados para o tirar dali e decidiram colocar o Safety Car em pista. Talvez o final adequado para a corrida aborrecida, o que nos resta perguntar que poderemos colocar isto no campo da farsa...


Mas no final, é a hierarquia atual: Mercedes em primeiro, com Hamilton a consildar a liderança perante Rosberg e Vettel, enquanto que na Scuderia, Vettel sobe ao pódio pela terceira vez consecutiva, mesmo se hoje não conseguiu fazer funcionar os pneus melhor do que os Mercedes. Mas ficou na frente de Raikkonen pela terceira vez este ano. Massa foi um pálido quinto, na frente de Valtteri Bottas, numa corrida sem qualquer história para os dois. A coisa mais interessante foi para Romain Grosjean, que foi sétimo e deu pontos à Lotus, na frente de Felipe Nasr, que deu mais quatro para a Sauber, antes de Daniel Ricciardo e Marcus Ericsson fecharem o "top ten". E mais interessantemente - pelo menos, em termos estatisticos - é que a sauber consolida-se como a quarta equipa do pelotão. Na frente de Red Bull e McLaren!

Com esta "tortura" para trás, outra "tortura" temos pela frente, e chama-se Bahrein. A coisa boa é que acontece dentro de uma semana, ou seja, isto passa rápido.