quinta-feira, 28 de julho de 2022

Formula E: AFC confiante para Londres


Com o fim de semana duplo de Londres à vista, o objetivo de António Félix da Costa neste final de temporada é o de acabar em alta o campeonato, agora que faltam quatro provas para a sua conclusão. Sexto no campeonato, com 100 pontos, o piloto de Cascais gostaria de repetir na capital britânica o que conseguiu em Nova Iorque, mas reconhece que este é um pelotão muito equilibrado.

“[Prevejo] um equilíbrio muito grande. Todas as equipas têm evoluído muito, já com um grande conhecimento dos atuais carros da geração 2 da Fórmula E. Como tal para estarmos na frente temos de potenciar ao máximo o nosso carro e estar muito concentrados, pois é nos detalhes que se faz a diferença. Estamos num bom momento e parto para este fim-de-semana com o objetivo de voltar a estar competitivo e na luta pelos lugares do pódio”, afirmou o piloto da DS Techeetah.

As corridas no sábado e domingo, no ExCeL London, acontecerão pelas 15 horas e serão transmitidas pela Eleven Sports 3 e pela Eurosport 2.

WRC: Sordo corre na Grécia


A Hyundai anunciou esta quinta-feira que Dani Sordo irá alinhar no Rali da Grécia no terceiro Hyundai i20 WRC, ao lado do estónio Ott Tänak e do belga Thierry Neuville. O espanhol só disputou os ralis de Portugal e da Sardenha, tendo terminado ambos em terceiro. Como habitualmente, Sordo vai substituir o jovem sueco Oliver Solberg no terceiro carro da equipa. 

Esta é uma escolha natural pois Dani Sordo já disputou o Rali da Acrópole seis vezes. Em 2013, ficou em segundo lugar. Em setembro passado, Kalle Rovanperä, piloto da Toyota, venceu na Grécia. Sordo, de 39 anos, está a fazer a sua última temporada no Mundial de Ralis a bordo de uma máquina oficial, e poderá fazer mais um rali na Catalunha, a sua terra natal.

O rali da Grécia acontecerá entre os dias 8 e 11 de setembro e será a antepenultima prova no Mundial.

Noticias: Vettel retira-se no final da temporada


Sebastian Vettel anunciou esta quinta-feira que irá abandonar a Formula 1 no final desta temporada. O piloto alemão de 35 anos, atualmente na Aston Martin, anunciou a sua decisão na sua conta no Instagram, depois de ter criado a sua conta pessoal mesa rede social... na véspera.

“A decisão de me retirar foi difícil de tomar, e passei muito tempo pensando nisso. No fim do ano, quero passar mais tempo a pensar no que farei a seguir. Está muito claro para mim que, sendo pai, quero passar mais tempo com a minha família. Mas hoje não é hora de dizer adeus. Ao invés disso, é hora de dizer obrigado — a todos — especialmente aos fãs, sem os quais o apoio apaixonado a Fórmula 1 não existiria”, começou por afirmar.

Na mensagem, agradeceu aos responsáveis da Aston Martin pela oportunidade que ofereceram nas duas últimas temporadas. 

"Tive o privilégio de trabalhar com muitas pessoas fantásticas na Fórmula 1 nos últimos 15 anos – há demasiadas para mencionar e agradecer. Nos últimos dois anos fui piloto da Aston Martin e, embora os nossos resultados não tenham sido tão bons como esperávamos, é muito claro para mim que está tudo a ser feito para que uma equipa possa correr ao mais alto nível nos anos vindouros. Gostei muito de trabalhar com um grupo de pessoas tão fantástico. Todos – Lawrence [Stroll], Lance [Stroll], Martin [Whitmarsh], Mike [Krack], os gestores superiores, os engenheiros, os mecânicos e o resto da equipa – são ambiciosos, capazes, conhecedores, empenhados e amigos, e desejo-lhes felicidades", disse na sua mensagem gravada, nas vésperas do GP da Hungria.

Correndo desde 2007 em equipas como BMW Sauber, Toro Rosso, Red Bull, Ferrari e Aston Martin, conseguiu 53 vitórias - o terceiro mais vitorioso de sempre, apenas atrás de Lewis Hamilton e Michael Schumacher - 57 pole-positions, 38 voltas mais rápidas e 122 pódios em 290 Grandes Prémios, o alemão conquistou quatro títulos mundiais consecutivos, entre 2010 e 2013. Ainda é o campeão do mundo mais novo de sempre, quando alcançou o título mundial de 2010 aos 23 anos e 134 dias, em Abu Dhabi. E também é o recordista de vitórias consecutivas: nove, entre as provas da Bélgica e do Brasil, em 2013.

Nas reações ao anúncio da sua retirada, a Aston Matin agradeceu pelos seus serviços, da parte de Lawrence Stroll, o seu proprietário.

“Quero agradecer Sebastian do fundo do meu coração pelo grande trabalho que ele fez pela Aston Martin no último ano e meio. Deixamos claro para ele que gostaríamos que ele continuasse com a gente no próximo ano, mas, no fim, ele fez o que achava certo para ele e a família dele, e, claro, respeitamos isso”, começou por afirmar o pai de Lance Stroll. 

“Ele guiou algumas corridas fantásticas para nós e, nos bastidores, a experiência dele e o conhecimento dos nossos engenheiros foram extremamente valiosos. Ele é um dos melhores de todos os tempos da Fórmula 1, e foi um privilégio trabalhar com ele. Ele continuará correndo connosco até o GP de Abu Dhabi de 2022, que será o 300º GP dele. Vamos dar a ele uma despedida incrível”, assegurou.

Lewis Hamilton colocou uma mensagem na sua conta no Instagram, agradecendo a rivalidade na pista e a amizade nos bastidores.

“Foi uma honra te chamar de rival e uma honra maior ainda te chamar de meu amigo”, escreveu Hamilton. “Você está deixando o automobilismo [numa situação] melhor do que encontrou, o que é sempre a meta. Não tenho dúvida de que o que quer que venha a seguir para você será empolgante, significativo e recompensador. Gosto muito de ti, amigo”, encerrou.

quarta-feira, 27 de julho de 2022

Noticias: W Series troca Suzuka por Singapura


A W Series anunciou esta quarta-feira que a corrida em Suzuka será trocada por uma em Singapura, que irá acontecer no final de semana de 2 de outubro.  

A CEO da W Series, Catherine Bond Muir, disse que competir na Ásia em 2022 era um objetivo importante para o campeonato e agradeceu aos organizadores da Formula 1 e do GP de Singapura por acomodarem nesta sua mudança de planos.

“Desde que anunciamos nosso calendário de corridas de 2022 em janeiro, o cenário global mudou consideravelmente”, começou por dizer. "É com pesar que não estaremos a competir no Japão este ano, onde temos um forte apoio, mas os desafios envolvidos aumentaram significativamente nos últimos seis meses, o que significa que, para uma empresa jovem como a nossa, infelizmente não é possível realizar uma corrida por lá." continuou.

"Nossa temporada de 2022 prometeu ser um marco, pois realizamos mais corridas [10] do que nunca, incluindo uma primeira corrida na Ásia, que é um mercado importante para nós. A Fórmula 1 e a equipa do GP de Singapura por nos ajudar a concretizar isso."

"O Marina Bay Street Circuit construiu uma reputação fantástica de grandes corridas e temos certeza de que a atmosfera será incrível quando as corridas retornarem depois de uma pausa. Realizamos nossa primeira corrida num circuito de rua em Miami no passado mês de maio, com enorme aclamação, e tenho certeza de que nossos pilotos farão outro espectáculo emocionante em Marina Bay, continuando a inspirar os nossos fãs na Ásia”, concluiu.

A competição, de dez provas, terminará com uma ronda dupla na Cidade do México, no final de outubro. Entretanto a competição voltará à ação neste final de semana, no Hungaroring.

Youtube Automotive Video: O carro que rende dinheiro

Um carro eficiente é o sonho da indústria automóvel. E no tempo dos carros elétricos, a ideia de ter um carro que faça gerir energia o suficiente para reduzir as idas ao carregador ao mínimo, poupando na carteira, seria um sonho. E o projeto da Sono Motors, cuja sede é em Munique, poderá fazer isso de forma barata, com a apresentação da sua versão final do carro solar, o Sono Sion, que tem uma autonomia de 320 quilómetros, custará 29 mil euros e estará na estrada em 2023.

terça-feira, 26 de julho de 2022

A imagem do dia


Hockenheim sempre foi uma corrida dura, especialmente nos tempos dos Turbo. As suas longas retas causavam imenso trabalho para os motores, que não só consumiam bastante, como também eram levadas ao limite, porque tinham de acelerar por 44 vezes, e esses motores tinham maior tendência para quebrar que os aspirados, que já em 1987 começavam a aparecer, porque os novos regulamentos, dos motores de 3.5 litros aspirados, iriam aparecer em 1989.

Dos doze pódios que Stefan Johansson alcançou na Formula 1, cinco foram pela McLaren. E esta foi uma "no limite", porque o furo aconteceu depois de ter passado das boxes na volta final. E como já estava longe, quer do vencedor, o Williams de Nelson Piquet, quer do terceiro classificado, o Lotus de Ayrton Senna, ele pode andar calmamente durante uma volta inteira, os sete quilómetros do circuito... a três rodas. E foi um dos sete sobreviventes, dando à McLaren o seu 50º pódio com o motor TAG-Porsche, no seu último ano com este motor.

E até calhou bem este segundo lugar, porque foi um prémio de consolação porque eles pensavam que iriam triunfar porque Alain Prost estava na frente quando um problema elétrico na volta 39 o retirou da 28ª vitória que o daria como o mais triunfador de sempre. Mas quando viram o furo, certamente a respiração nas boxes da McLaren deve ter sido sustida até ele passar pela meta... 

E com isto, já passaram 35 anos.  

WRC: Estónia luta para se manter no calendário


Com o calendário de 2023 ainda a ser negociado - estão confirmados os regressos do México e da Argentina, enquanto a Alemanha poderá não regressar - os organizadores do rali da Estónia gostariam de manter a prova no campeonato do mundo, apesar do contrato terminar no final desta temporada. Urmo Aava, ex-piloto e atual organizador da prova, disse ao dirtfish.com que o rali tem muito futuro no calendário, apesar de este ano, os espectadores terem ficado abaixo do esperado, apesar das restrições terem sido levantadas por causa da pandemia.

"Temos um produto forte e as equipas, e toda a gente, gostam do evento. Temos de olhar para os números e falar com o governo para ver se é possível continuar nos próximos anos. Acredito que a Estónia tem futuro a longo termo no campeonato", começou por dizer.

"Fizemos um questionário com muita gente e cerca de 60% das pessoas disseram-nos que iriam ver a prova digitalmente. Obviamente o serviço All Live é muito, muito bom e isso faz mossa nos números," revelou.

Outra causa que ele apontou tem a ver com a situação de conflito com a Rússia, a sua vizinha fronteiriça. "As pessoas estão um pouco receosas de viajar por causa da Rússia. Entendemos isso."

Contudo, Aava acredita que com o tempo, os espectadores irão regressar, e é por isso que deseja a renovação do contrato com o WRC. "As pessoas irão voltar aos bons velhos tempos de ver ralis e viajar.", concluiu.

Youtube Formula 1 Video: AS comunicações de Paul Ricard

Aqui estão as frases mais interessantes que foram captadas ao longo do final de semana francês na Formula 1. Ou seja, houve mais coisas para além do "NOOOO!!!" do Charles Leclerc depois do seu despiste...

segunda-feira, 25 de julho de 2022

A(s) image(ns) do dia



Os destroços do March de Jochen Mass nas barreiras da curva Signes, em Paul Ricard. Há 40 anos, o piloto alemão acababa assim a sua carreira na Formula 1, depois de 114 Grandes Prémios, correndo pela Surtees, McLaren, ATS, e Arrows, com uma vitória, oito pódios, 71 pontos e duas voltas mais rápidas. 

O acidente, resultado de uma colisão com o Arrows de Mauro Baldi, provavelmente deve ter sido novo aviso para que existiam melhores alternativas para correr como por exemplo a Endurance, onde era piloto oficial da Porsche. Quase três meses antes, em maio, tinha estado envolvido no acidente mortal de Gilles Villeneuve, nos treinos do GP da Bélgica, em Zolder. O toque entre ambos, resultado de um mal-entendido na pista, acabou com a vida do canadiano.

Na realidade, naquele ano, Mass estava a regressar à Formula 1, depois de uma temporada de 1981 sem lugar disponível, depois da sua passagem pela Arrows. E algumas semanas antes, em Le Mans, tinha conseguido um honroso segundo lugar nas 24 horas de Le Mans, no modelo 956 da Porsche, ao lado do australiano Vern Schuppan. Ainda queria saber se tinha a capacidade de ser tão competitivo como tinha sido antes, quando correu pela McLaren e conseguiu a vitória no infame GP de Espanha de 1975, que iria ser a última de um piloto alemão nos próximos 17 anos. 

O March 821 não era competitivo. Aliás, a equipa tinha regressado à Formula 1 no ano anterior, cinco anos depois de lá ter estado como equipa oficial. Tinha como companheiro de equipa o brasileiro Raul Boesel e eles andavam sempre no fundo do pelotão, e foi com Mass que conseguiram o seu melhor resultado, um sétimo lugar em Detroit. Mas se os eventos de Zolder foram um aviso de que o automobilismo era perigoso, Paul Ricard mostrou ainda mais de que ali existia uma excelente oportunidade de sair dali enquanto se mantinha ativo e saudável. Afinal de contas, o roll-bar daquele carro ficara destruído e o capacete também sofrera danos. 

Apesar de ainda ter alinhado na corrida alemã, alegou ainda estar dorido e decidiu que o melhor seria sair de vez. Nos anos seguintes, foi piloto oficial da Porsche e da Mercedes, no Mundial de Endurance, ganhando as 24 Horas de Le Mans em 1989.

Noticias: Budapeste pode ser chuvosa


Faltam cinco dias para o Grande Prémio, mas o final de semana e Budapeste promete ser chuvosa. Segundo as previsões meteorológicas do momento, estão previstos aguaceiros no sábado à tarde, hora da qualificação, para além de ameaças no domingo, mas mais dispersas. Para ficar com ideia, no sábado fala-se de 70 por cento, contra os 35 por cento no domingo, tudo isto com temperaturas máximas a rondarem os 29 graus. 

Isso quererá dizer que, provavelmente, poderemos ter uma qualificação agitada, com gente a tentar surpreender na grelha. Ou então, que poderá chover tanto que a sessão poderá ser interrompida por algum tempo e regressar quando a pista começar a secar. 

Mas até sábado, termos de saber se haverá modificações.

IndyCar: Penske quer um terceiro fornecedor de motores na competição


A IndyCar já têm há algum tempo dois fornecedores de motores na figura da Honda e da Chevrolet, e Roger Penske já disse desde há algum tempo que deseja um terceiro fornecedor de motores. Este fim de semana, no Iowa, ele afirmou que está em negociações com a Toyota para o seu regresso, e ele poderá acontecer em 2025. 

Numa altura em que a competição irá adotar um sistema de motores mais híbrido, apesar de ser um motor V6 de 2,4 litros twin-turbo, Penske quer a marca japonesa na competição porque afirma que este tipo de motor favorece os interesses da marca. Para além disso, Penske afirmou que a Toyota nomeou numa nova direção para as suas operações na América, que poderá ser mais favorável para o regresso a uma competição onde estiveram no final do século XX, quando ainda havia a CART.

"Estamos a ter uma conversa contínua com a Toyota, estamos a trabalhar com a nova equipa de gestão. Mas não se pode simplesmente estalar os dedos e esperar que o fabricante se comprometa imediatamente. Esperamos que a dada altura possamos fazer um acordo com eles. Não estou a dizer que temos um acordo, mas estamos a trabalhar nesse sentido.", afirmou Penske à racer.com.

O lado interessante disto é que Honda e Chevrolet... apoiam a entrada de mais fornecedores. Isto porque um terceiro fornecedor de motores aliviaria o seu investimento e a carga de trabalho, tornando os seus respetivos programas mais rentáveis. E quando entrar, eles poderão ser parceiros da equipa Vasser Sullivan Racing. 

A última vez que a IndyCar teve um terceiro fornecedor de motores foi em 2012, quando a Lotus construiu motores em parceria com John Judd, e foi um fracasso total, com alguns dos escolhidos trocarem rapidamente de motor, e após essa temporada para esquecer, desapareceram de cena.

domingo, 24 de julho de 2022

Youtube Formula One Vídeo: Quando Éramos Jovens

Na semana do GP de França, a FIA lançou um vídeo de 17 minutos sobre os pilotos do atual pelotão da Formula 1 onde eles explicam as suas origens no kart, onde todos começam a correr hoje em dia. E foi ali que, depois de experimentarem as sensações da velocidade, surgiram os seus desejos de alcançar o topo, não só o de chegar à Formula 1, como o de triunfar, ganhando corridas e campeonatos. 

Formula 1 2022 - Ronda 12, Le Castelet (Corrida)


Estes tempos de julho são uma maravilha... isto, se não existir muito calor. Porque quando tal nos incomoda, mais do que desejar por uma sombra, é rezar para que os carros aguentem toda uma corrida no limite, sem algo que os refrigere. E Paul Ricard - ou Le Castelet - em julho é um forno, do qual todos sofrem.

E numa temporada onde a Ferrari parecia ter recuperado algum do seu fôlego nas duas últimas probas, em Silverstone e no Red Bull Ring, havia expectativas sobre o que iriam fazer, especialmente depois da grande qualificação que fizeram no dia anterior. Que teria sido excepcional, se não fosse a penalização de Carlos Sainz Jr. por causa do que tinha acontecido na corrida anterior. Um 1-2 para a Scuderia teria sido o ideal para conter os Red Bull, que já os viam ir embora nas corridas anteriores, o suficiente para que começassem a rezar para um mau dia para eles e um excelente dia para Maranello. Claro, a temporada estaba a meio, e ainda poderia acontecer, mas a Scuderia sabia que era como no ténis: já se aproximava o momento do "match point" e nesse jogo, estabam a perder.   


Na partida, Leclerc conseguiu manter o comando, seguido pelos Red Bull, enquanto Sainz Jr. começou a sua corrida de recuperação. Atrás, na curva 8, Esteban Ocon e Yuki Tsunoda discutiam posição e acabaram por colidir, deixando o japonês no fundo do pelotão. Pouco depois, os comissários de pista decidiram que o francês era o culpado da colisão, penalizando-o em cinco segundos. 

Por esta altura, KMag era P12, três posições acima de Sainz Jr, que corrida na 15ª posição. 

Nesta altura, Max estava bem perto de Leclerc e queria ter uma chance para o passar. Ambos já tinham deixado uma grande vantagem sobre aqueles que vinham atrás, com Hamilton a ser terceiro, na frente de "Checo" Perez. E bem cedo, na volta 7, KMag trocou de pneus, demonstrando que ali, os pneus moles não duram muito. Tanto que Schumacher e o Alfa de Zhou foram também.

Claro, com isso, o espanhol da Ferrari já estava nos pontos. 


As coisas pareciam que iriam ser aborrecidas... até à volta 18. Quando na curva 11, Charles Leclerc bateu no muro de pneus e ficava de fora da corrida. Aparentemente, o monegasco ficou com o acelerador preso e claro, não tinha controlo. Max perguntou por ele, ao que responderam que estava bem. E claro, ele liderava a corrida e o campeonato.  

O Safety Car ficou na pista até à volta 20, quando este regressou às boxes e a corrida prosseguiu com notícias de uma "largada insegura" da parte de Carlos Sainz Jr., acabando com cinco segundos de penalização. A Ferrari não estava a ter uma grande tarde, apesar do espanhol ter chegado ao quinto posto. Mas não estava sozinho, porque pouco depois, Zhou também era penalizado em cinco segundos por causa de um toque com Mick Schumacher.

Pouco depois, na volta 32, Sainz Jr conseguiu passar Russell para ser quarto e perseguia Checo para ver se alcançava o pódio. Bastaram-lhe quatro voltas para apanhar o mexicano, enquanto atrás, Lattifi e Mick colidiam um com outro. Eles continuaram, porque ali, o que não falta são escapatórias de asfalto. 

Contudo, na volta 40, o espanhol conseguiu passar em estio o mexicano, e ficava com a terceira posição... se conseguisse afastar dele. Russell, contudo, queria fazer a mesma coisa... mas acabaram por se tocar. Mas para "melhorar" o dia da Ferrari, Sainz parou para colocar médios e regressar em P9 para tentar apanhar Russell e Checo... que tinham voltado a tocar-se. 

Nas voltas seguintes, o espanhol subiu posições, primeiro passando os McLaren, e depois o Alpine de Alonso. Mas para a parte final, o Alfa de Zhou fica parado na pista, causando o Safety Car virtual e deixando todos à velocidade de caracol. Carro retirado, no recomeço, Russell apanhou Checo adormecido e ficou com o terceiro posto.


Mas na frente, Max não tinha contestação e cruzou a meta como triunfador do GP francês, na frente dos Mercedes, que conseguiram o segundo e o terceiro posto. Para Lewis Hamilton, este segundo lugar é ainda melhor porque tinha sido ali que alcançara o seu 300º Grande Prémio da sua carreira. 

Com esta sétima vitória no campeonato, pelos vistos, com os erros da Ferrari, o piloto neerlandês da Red Bull está bem mais tranquilo para as corridas que aí vêm. Se o carro não lhe deixar mal, o neerlandês poderá estar a caminhar calmamente para o seu bicampeonato e até lá poderá gozar algum tempo com a Kelly Piquet. E claro, entretanto, as pistas na Europa ficarão mais cheias de gente vestida de cor laranja...  

Agora, é arrumar as malas e ir para Budapeste. Porque logo depois, é a pausa de agosto. 

sábado, 23 de julho de 2022

Youtube Formula 1 Vídeo: Uma volta com Sebastian Vettel em Paul Ricard

Depois de ter colocado aqui na quinta-feira o meu post com as fotografias da sua volta com o Aston Martin de 1922 que participou no GP de França desse ano, eis aqui um video dessa volta, com Sebastian Vettel a falar sobre a participação da marca nessa prova, o que foi esse carro e uma amostra do qual a Sky Sports irá fazer de forma mais desenvolvida, com chapéus a voar e tudo...  

W Series: Chadwick triunfa em Paul Ricard


Cinco corridas, cinco vitórias. Jamie Chadwick largou de terceiro, por causa de uma penalização por ter feito o tempo que lhe deu a pole passando dos limites da pista, e aproveitou o embalo na partida para passar Marta Garcia e Beitske Visser e triunfar novamente nesta tarde na W Series, a competição dedicada exclusivamente às garotas, que aconteceu esta tarde em Paul Ricard. 

Na partida, Martí largou lenta, suficiente para ser passada por Chadwick e ficar atrás da neerlandesa, mas mais atrás, havia confusão, com Marta Garcia e Belén Garcia - sem relação de parentesco - se envolviam num toque que sobrara para Abbie Eaton, que acabou no ar, e provocou a entrada do Safety Car. A corrida recomeçou depois de seis minutos de neutralização. 

No recomeço, Visser continuava na frente, com Chadwick a pressionar, mas pouco tempo depois, o Safety Car entrava em ação quando os carros de Chloe Chambers e Emily de Heus tocaram-se, com a americana a sofrer danos fatais para a sua corrida. De Heus acabou por ir às boxes para cumprir uma penalização de 10 segundos. 

Novo recomeço, a 13 minutos do final, e Visser aguentou o que pode o ataque de Chadwick, mas foi inútil: a britânica passou-a e ficou com o comando, enquanto a neerlandesa começou a ser pressionada pelas espanholas. Chadwick afastou-se do pelotão, fazendo a volta mais rápida pelo caminho.

No final, Chadwick teve a companhia das espanholas Belén Garcia e Nerea Martí, com Visser a cair para quarta, depois de ter saído de pista na curva 11, perdendo o seu lugar no pódio. Kimilainen ficou fora dos pontos, na 12ª posição. 

Na geral, Chadwick tem agora 125 pontos, contra os 55 de Abbi Pulling, a segunda classificada, e os 53 de Beitske Visser, a terceira. A W Series continua na semana que vêm, em Budapeste, na Hungria.