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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O concorrente do curioso numero do Dakar

Para Hugo Payen, o Dakar é um sonho. Não pode aspirar a grandes sonhos de grandeza, de ficar nos pilotos da frente, mas têm um numero... curioso: o 69. E ficando com ele, significa que se associa a um produtor de filmes pornográficos francês, Marc Dorcel. Ele participa no Dakar desde 2011, e este ano decidiu colocar o rosto de Anna Polina, uma atriz russa, que já esteve no Dakar de 2012, onde tirou algumas fotos com fãs.

Correndo com uma Yamaha WRF 450, Payen poderá não andar no ritmo de Marc Coma ou Cyril Desrés, mas que a sua moto vai dar nas vistas, vai...

sexta-feira, 29 de março de 2013

Cinco exemplos para recordar: pêlos faciais

Eu um dia, algures no final de 2011, falei-vos dos bigodes mais velozes da história da categoria máxima do automobilismo. Assim sendo, desta vez falarei de outro tipo de pêlos capilares. E aí provavelmente compreenderão porque deixei algumas personagens fora desse primeiro índice: é porque iriam servir este “top five”. E em todos eles, os seus pêlos faciais tornaram-se tão famosos como as suas carreiras competitivas. Ou talvez mais. E como parece que a barba volta a estar na moda (noto isso em termos pessoais) eis cinco exemplos de pelugem famosa no automobilismo:

1 – Harald Ertl

O caso de Harld Ertl, piloto e jornalista austriaco nascido em 1948 e morto a 5 de Abril de 1982, vítima de um acidente aéreo no norte da Alemanha, é especial, pela simples razão de que a fama dos seus pêlos faciais é inversa aos seus resultados desportivos na Formula 1.

Entre 1975 e 80 correu com chassis da Hesketh, Ensign e ATS, sem conseguir pontuar alguma vez. Mas Ertl tornou-se famoso no paddock da F1 não só por causa da sua barba, complementada com um bigode trabalhado à maneira alemã, porque a 1 de Agosto de 1976, tornou-se num dos quatro homens – os outros três foram Arturo Merzário, Brett Lunger e Guy Edwards - que ajudaram a retirar o austriaco Niki Lauda das chamas do seu Ferrari, no Nurburgring Nordschleife.

Mas Ertl também correu noutras categorias, sejam em Turismos, a bordo de modelos como o Ford Capri do DRM - antecessora do DTM - ou Renault 5 Turbo. Também foi jornalista em publicações especializadas, e também deu cartas. Mas o que ninguém esquecerá serão os seus pêlos faciais bem trabalhados.

2 – John Watson

O norte-irlandês estreou-se em 1973, a bordo de um chassis Brabham adquirido pela Hexagon Racing, e deu nas vistas no ano seguinte, tanto que assinou em 1975 para uma equipa oficial, a Surtees. Mas como dizem os brasileiros, aquela equipa era uma zona, e no final do ano, depois de uma passagem rápida pela Lotus, acabou na americana Penske, como substituto de Mark Donohue, morto nos treinos do GP da Áustria, em Zeltweg.

Em 1976, a Penske era uma equipa que lutava para ter um chassis competitivo, e o modelo PC4, estreado no GP da Suécia, em Anderstorp, dá-lhes a competitividade que procuravam, e os pódios apareceram, em Paul Ricard e em Brands Hatch. Na qualificação para o GP da Áustria, Watson leva o carro ao segundo posto, o melhor de sempre para a equipa e para “Wattie”, e num acaso de inspiração, o dono da equipa, o lendário Roger Penske – que não gostava da sua barba – apostou com ele que, caso vencesse a corrida no dia seguinte, iria tirá-lo.

Aposta acertada, no dia seguinte, Watson entrou na batalha pela liderança com o McLaren de James Hunt, o March de Ronnie Peterson, o Ligier de Jacques Laffite e o Tyrrell de Patrick Depailler, e após 53 voltas de duelos acesos, Watson dá à Penske a sua primeira - e única vitória – da equipa americana. Um anos depois da morte de Donohue, foi uma ocasião redentora. No final do ano, Penske retirou-se da Formula 1 para continuar a brilhar nos Estados Unidos, e quanto a Watson, tirou a barba e não mais deixou crescer uma até aos dias de hoje.

3 – Nick Heidfeld

Suspeito que aquele pêlo facial não seja por preguiça ou porque a sua mulher lhe tenha dito que ficava bem assim. “Quick Nick” deve ter lido a história de John Watson e deve ter feito o mesmo tipo de promessa: só tirará caso genhe uma corrida de Formula 1. Pelo andar da carruagem, e das oportunidades que lhe concederam, não vai ser nunca.

Mas nem sempre foi assim. Campeão da Formula 3000 em 1999, batendo pilotos como Jason Watt ou Gonzalo Rodriguez - cujas carreiras acabaram cedo demais - em 2000 estreou-se na Prost e a partir dali, em lugares como a Sauber e a Williams, se pensaria que tinha o "estofo de campeão". Contudo, apesar da sua regularidade - detêm o recorde absoluto de 41 chegas consecutivas à meta - e de ter subido ao pódio por diversas vezes, nunca chegou ao lugar mais alto.

Aliás, detêm vários recordes nesse aspecto. Com treze pódios sem vencer, e o recordista absoluto, e neste momento tem 170 Grandes Prémios, estando a meros 34 do recorde de Andrea de Cesaris de mais corridas sem vitória. Mas a a caminho dos 36 anos, a sua carreira na Formula 1 deve estar definitivamente fechada.

4 – Fernando Alonso

Conhece-se o palmarés do piloto das Asturias até este GP da Malásia: 200 Grandes Prémios, dois títulos mundiais, 30 vitórias, 87 pódios, 22 pole-positions, 19 voltas mais rápidas.

Contudo, desde meados da sua carreira que Fernando Alonso lá aparece com um conjunto facial que nos faz lembrar os Mosqueteiros. Já o apresentava quando venceu os seus títulos mundiais de 2005 e 2006, ao serviço da Renault, e não andou muito tempo sem eles, quer quando andava na McLaren, nem quando regressou à Renault e agora que está na Ferrari, parece não ter intenções de abdicar dela.

Desconhece-se se é por gosto pessoal, e não se conhecem queixas por parte da sua ex-mulher, a cantora Raquel do Rosário, sobre se o bigode e a “mosquinha” pica quando o beija. Nem também se sabe se aquilo é umas espécie de promessa para que, quando algum dia vencer o tricampeonato, o tira de vez e ande “clean shaved”. Mas parece que se sente bem naquela pele. Já se fartou, claro, mas nada garante que um dia, regresse alguma vez à "mosquinha".

5 – Lewis Hamilton

Tal como Fernando Alonso, tem uma carreira recheada, embora mais curta: correndo desde 2007 na categoria máxima do automobilismo, esteve desde sempre na McLaren, vencendo um titulo em 2008, num final dramático com Felipe Massa, em Interlagos. Contudo, no final de 2012, Hamilton surpreendeu toda a gente ao aceitar mudar-se para a Mercedes, para tentar mostrar que é um piloto competitivo, independentemente da máquina que têm entre mãos.

Mas também como Alonso, de quando em quando aparece com pêlos faciais. Cuidadosamente aparada, a sua barba é um claro contraste com os barbões que se usavam nos anos 70 ou o conjunto capilar que Ertl usava. O seu estilo o aproxima mais de um P.Diddy (ou o que é que ele quer que seja tratado), e a sua expoisção ao social, graças à sua namorada, Nicole Sherzinger, o faz com que seja mais reconhecível aos olhos do público fora da Formula 1. Até o dia que que colocará à frente do espelho e o tire, claro... ou faça um novo estilo.

domingo, 14 de novembro de 2010

Mais uma razão para gostar do Sebastian...

Já repararam num pormenor interessante na fotografia que coloco aqui? Ele tem um autocolante no ombro em que diz "Red Bull, breakfast of the champions". A maneira como aquilo está desenhado é exactamente igual ao autocolocante que James Hunt trazia no seu fato de competição nos tempos da Hesketh, em que dizia "Sex, breakfast of champions". James Hunt foi um dos seres mais coloridos da história da Formula 1, do qual se fizeram livros, e partilha duas coisas com Sebastian Vettel: é campeão do mundo, mas só alcançou a liderança na última prova do ano. Uma coincidência com 34 anos de diferença...

É nestes pequenos pormenores que se vê o estilo da pessoa. E cada vez mais tenho razões para gostar do Sebastien Vettel: não é carrancudo, não se arma em "Principe das Asturias", e vejo-o que goza a vida no automobilismo, com consciência que há vida dela. Lembro-me de uma história contada há dois anos, creio eu. Depois do GP do Japão, que nesse ano tinha sido no Monte Fuji, ele e o veterano alemão Alexander Wurz decidiram escalar o vulcão, o mais alto do Japão, partido muito cedo, pois parecia que a escalada iria durar o dia todo. O facto de ainda ter tempo para gozar a vida e não ficar fechado num motorhome ou entre aeroportos, ou então a aparecer nas revistas cor de rosa, como Lewis Hamilton, faz dele uma pessoa diferente dos outros.

O título mundial conquistado hoje foi talvez o seu primeiro ponto alto, ainda nos seus 23 precoces anos. Foi o culminar de uma ascensão impressionante, pois a sua estreia tinha sido no GP dos Estados Unidos de 2007, na BMW, com provecta idade de 19 anos. Semanas antes tinha o visto no Mónaco, na corrida da World Series by Renault, num duelo à distância com o português Alvaro Parente, ganho por este último. Aliás, foi a sua partida da World Series para disputar o resto daquela época na Toro Rosso, em substituição do americano Scott Speed (já agora, por onde andará esse rapaz?) que permitiu ao português vencer esse campeonato. Um ano mais tarde, vencia em Monza, numa corrida absolutamente anormal (chovera nesse dia, lembram-se?) e no ano seguinte, chegava à Red Bull no momento em que esta começava a entrar a senda vencedora do qual hoje alcançou o seu ponto mais alto.

Depois, descobrimos os seus tiques: dar nomes de mulheres aos seus carros, divertir-se num ambiente ainda mais descontraído da Red Bull... a sua simpatia era contagiante, e dele só se fala bem. Tirando talvez os atritos que deva ter agora com Mark Webber, e provavelmente os seus excessos em pista, como aconteceu na Turquia, parece não ter adversários, criticos ou anticorpos, como tem agora Fernando Alonso (arrogante para muitos), Felipe Massa (cobarde para outros) ou Lewis Hamilton (demasiado agressivo), para não falar de Michael Schumacher, não é?

Pessoalmente, acho que Sebastien Vettel tem tudo para ser multi-campeão. A concorrência não é pêra doce, mas enquanto tiver todos os instrumentos que o permitam vencer, a ele bastará sentar-se no "cockpit" e guiar. E se ganhar, festejar "red Bull style". Francamente, adoraria que dentro de dez anos ou no dia em voltar a ler este post, não o olhar com nostalgia ou tristeza. Gostaria que fosse assim para sempre, pois esta Formula 1 precisa de algo que nos faça sentir orgulhosos e que suportemos melhor as intrigas politicas, os anões tenebrosos, os aborrecidos tilkódromos, as arrogâncias asturianas e as trapacerias schumacherianas.

Pessoalmente, esses são os meus votos para o ano de 2011 e seguintes.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Contado, ninguém acredita!

Mas é verdade. Esta vem no Blog do Capelli.


As eleições municipais do passado Domingo, no Brasil, resultaram na eleição, pela primeira vez, de milhares de vereadores, independentemente da sua cor politica, claro. E um dos vereadores, da cidade gaúcha de Urugaiana, com 26 anos de idade, tem um nome peculiar. Qual? Ronnie Peterson Mello!


Certamente, a admiração do pai pelo piloto sueco, e a possibilidade dos brasileiros registarem qualquer nome, por mais inverosimil que seja, resulta nisto. E já agora, caro Ronnie, espero que governe bem, para não ser mais um politico qualquer. E já agora, não se candidatou nenhum Gilles Villeneuve brazuca? Já agora...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Os ases de Fernando Alonso

Que engraçado... vi agora esta foto no Blog do Capelli. Na parte de trás do seu novo cpaacete tem um par de ases, cada um a recordar os seus dois títulos mundiais.


Não sei se a sequência tem algum significado, mas isso fez-me lembrar outra coisa: o naipe completo tem quatro cartas. Será que ele ambiciona quatro títulos mundiais?