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sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

A Haas é para vender? Provavelmente, sim


A noticia do despedimento de Gunther Steiner da Haas foi chocante, para dizer o mínimo. A razão é simples: para além do ado inesperado da coisa, Steiner era uma personagem carismática, especialmente depois da sua passagem pela série "Drive to Survive", uma das séries de maior sucesso da Netflix. Contudo, menos de uma hora depois, as redes sociais estavam cheios de reações ao despedimento de Steiner, e 95 por cento das pessoas que reagiam, diziam o mesmo: que venda a equipa para a Andretti. 

Claro, Gene Haas reagiu afirmando que a equipa não está à venda, que não desistiu do projeto. Disse o seguinte à Formula1.com. “Não entrei na Fotmula 1 para vender. Fi-lo porque queria correr. Günther tinha a mesma opinião. Não estamos aqui para ganhar dinheiro, queremos correr e ser competitivos. Se olharmos para qualquer equipa, historicamente, têm tido muitos anos bons e muitos anos maus”. 

Na mesma entrevista, Haas desmentiu também a ideia de que não investe no projeto, embora admitisse que tinha de ser mais eficaz com os gastos. “Há a perceção de que gastamos muito menos dinheiro [do que os adversários]; normalmente, estamos a menos de 10 milhões de dólares do limite orçamental”, explicou o norte-americano. “Só acho que não fazemos um bom trabalho ao gastar esse dinheiro. Muitas equipas fizeram investimentos anteriores em infraestruturas, edifícios, equipamentos e pessoal. O nosso modelo consistia em subcontratar muitas dessas coisas. Gastamos muito dinheiro. Não ultrapassamos o limite máximo, mas estamos muito perto dele. Só não acho que estejamos a fazer um bom trabalho ao gastá-lo da forma mais eficaz”, concluiu.

Contudo, quando lês gente como Ben Anderson, no site the-race.com, mostra o estado atual da Formula 1: não querem aventureiros, não querem aventuras. Os tempos de 2010, quando houve 12 equipas na grelha, terminaram. E a Liberty Media, mesmo que tenha conseguido estancar a hemorragia dos orçamentos sem freio, deixaram o recado: nem mais, nem menos que 10 equipas, 20 lugares. A Andretti, se quiser entrar, a condição é esta: compre um lugar de uma das equipas presentes. E agora, o que o mundo da Liberty Media está a dizer a Michael Andretti é: fiquem com a Haas e ele, mais a sua parceira, a Cadillac, são bem-vindos.   


O espirito da Haas, quando surgiu em 2014, era este: Steiner foi ter com Gene Haas e afirmou ao que ia. Queria "estabelecer uma equipa de Formula 1 que não se baseasse em investimentos maciços em infraestrutura, mas sim em alianças e na compra de tudo o que era permitido pelas regras da altura. E foi o que aconteceu. Desde então, os regulamentos foram ajustados para impedir que a mesma coisa acontecesse novamente e hoje os carros da Haas são projetados pela própria equipa, reconhecidamente baseada no campus da Ferrari em Maranello. Eles não são funcionários da Ferrari, embora muitos já o tenham sido. Os carros são fabricados pela Dallara e estão equipados com motores e caixas de velocidades da Ferrari, além de certas peças de suspensão e outros mecanismos permitidos. Porém o monocoque e as superfícies aerodinâmicas são projetadas pela Haas, embora utilizando o túnel de vento da Ferrari. Mas ainda assim é uma forma econômica de competir."

Esta explicação não é minha, daí ter colocado entre aspas. Foi feita pelo Joe Saward no seu blog. Mas a ideia era seguir um pouco a então Toro Rosso, mas não na ideia de ser uma "equipa B" da Ferrari, porque agora, como já leram, a própria Formula 1 não deixa mais. 

Os resultados da Haas, embora sendo muito melhores que o trio de equipas que entraram em 2010 - Caterham, Hispania e Marussia - não conseguiram alguns resultados que desejariam, provavelmente, ter obtido. Apesar de uma pole-position e duas voltas mais rápidas, nunca subiram a um pódio e em 2021, conseguiram... nenhum ponto, com Serguei Sirotkin e Mick Schumacher aos comandos dos seus carros. A ideia dos críticos parece ter alguma razão: parece que Gene Haas, sempre discreto nos bastidores, tem andado algo forreta em termos de investimento, apenas esperando por receber a sua parte no bolo que a Liberty Media dá às equipas. E mesmo com Steiner a dar a cara, Michael Andretti tem mais mediatismo, por causa do seu palmarés no automobilismo, quer como piloto, quer como dono de equipa. 

E eles podem dar-se a esse luxo porque, uma década antes, a Formula 1, ainda com Bernie Ecclestone ao leme, esteve muito próxima de ter uma das grelhas mais pequenas da sua história, pois para além das três que foram embora, teve a Sauber no limiar da sobrevivência, a Renault a correr para salvar a "Lotus", e a Force India, a independente mais eficaz, a colocar em dúvida a sua continuidade por causa do aumento dos custos. Em suma, a Formula 1 estava perto de ser canibalizada.

Agora, as coisas estão salvas. O "cost cap", o controlo de custos, estabilizou os orçamentos, quase todos dão lucros - a Haas tem prejuízos, mas são da ordem dos 10 milhões de dólares por temporada - e a Formula 1, sob gerência da Liberty Media, ganhou um enorme mediatismo, logo, atraiu mais dinheiro e fãs para a competição... e americanizou-a, ao ponto de, de vez em quando, se ouvir que existe o interesse dos sauditas em adquiri-la, e por valores agora considerados "absurdos": 20 mil milhões de dólares. Para terem uma ideia, em 2017, a Liberty pagou oito mil milhões para tirar do controlo de Bernie Ecclestone.


E todo este luxo sobre como é que as equipas devem entrar na Formula 1 é tal que, eles comportam-se como se forem os donos da competição. Desprezar a FIA, que autorizou a entrada da Andretti em 2025, ao ponto de entrarem em conflito com Muhammed ben Sulayem, o seu presidente, é o seu sinal ao mundo afirmando que "querem, podem e mandam", não porque fizeram as regras para que tal acontecesse, mas porque aproveitaram as regras que existiam quando há 20 anos, se elaborou o "acordo dos cem anos", entre FOM e FIA (obrigado, Bernie e Max!). E agora, se a aposta de Las Vegas der muito certo - é a única corrida que a Liberty paga do seu bolso - então, os últimos laços com a FIA podem ser cortados e eles farão o que quiserem com ela. Até vender para os sauditas. E afirmar quantas equipas é que deixam correr.

E claro, nenhuma delas é dona no seu lugar. Nem Ferrari ou McLaren, as mais antigas do pelotão. 


Portanto, no final do dia, o conselho está dado: gostamos dos esforços, mas achamos que, se queremos uma equipa americana, Andretti soa melhor que Haas, e sem Steiner, venda a equipa por um bom preço. De preferência, antes do final da temporada. Os outros fazem isso e não dói muito. Afinal de contas, esta é a nova Formula 1.    

terça-feira, 15 de março de 2022

Apesar dos sarilhos, respira-se tranquilidade na Haas


Parece que todos os olhos do mundo da Formula 1 estão colocados na Haas F1. Última no campeonato de 2021, sem pontuar, e com uma pré-temporada agitada, primeiro pela retirada dos patrocinadores russos e o despedimento de Nikita Mazepin, e depois pelo carro totalmente branco e sem mais do que o investimento de Gene Haas, muitos acreditam que eles poderão estar em sarilhos. Mas quer Gene, quer Gunther Steiner, estão tranquilos sobre a situação financeira da equipa, que afirma ser "estável".

A equipa é financeiramente estável. Não temos de se preocupar com a equipa. Isso é o mais importante para mim”, começou por afirmar o diretor desportivo da equipa.

Falando sobre a saída de Mazepin, e reagindo às queixas do mau tratamento da parte do piloto russo, Steiner confirmou que o despedimento foi feito por escrito:

Só o fiz por escrito. Eu não falei com ele. É sempre mau quando se tem de fazer algo assim. As circunstâncias externas, que nem eu nem ele podemos mudar, são exatamente como elas são. É preciso viver com isso e seguir em frente. Vejo-o como parte da vida”, afirmou.

Tudo isto acontece ao mesmo tempo que Gene Haas afirmou que iria aumentar o investimento na equipa. Segundo conta o site racer.com, Haas está em conversação com novos patrocinadores  - não ficaria admirado se fossem da área das criptomoedas... - e o próprio Magnussen poderá trazer os seus próprios patrocinadores para a equipa. E também aproveitando a nova imagem da Formula 1 no mundo, esta se tornou ainda mais atraente, logo, ele está disposto a colocar mais dinheiro no seu projeto.  

E se o carro for bom em pista...

segunda-feira, 7 de março de 2022

Mais sarilhos para a Haas


Os dias na Haas não tem sido tranquilos, pelo menos desde o dia 25 de fevereiro. Cancelado o patrocínio russo, despedido Nikita Mazepin, a Haas procura resolver os seus problemas o mais rapidamente possível. Gunther Steiner confirmou que Pietro Fittipaldi será o piloto nos testes do Bahrein, mas disse também que procuram um piloto mais experiente para guiar o segundo lugar na equipa. Isso não implica que Pietro não guie em Shakir, mas também não garante que ele seja o piloto para o resto da temporada. 

Contudo, enquanto procura alguém, outros problemas surgiram para a equipa. Segundo conta o site alemão Auto Motor und Sport, o avião que deveria transportar os seus carros avariou-se em Istambul, e não se sabe se chegará a tempo para os testes que começarão no dia 10. Tudo continua à espera no aeroporto de Doncaster, no centro do Reino Unido.  

"Podemos ser capazes de cancelar o primeiro dia de testes. Todas as outras equipes têm uma vantagem de dois dias na preparação", disse Steiner.

Quanto ao outro piloto, apesar de haver muitos nomes em cima da mesa, Gene Haas descartou, numa entrevista à agência AP, no domingo, que iria recorrer a Romain Gorsjean ou a Kevin Magnussen, seus ex-pilotos, que agora correm nos Estados Unidos - o francês na IndyCar, pela Andretti, e o dinamarquês na IMSA.

Assim sendo, os favoritos podem ser o australiano Oscar Piastri, campeão da formula 2 em 2021 e piloto de reserva da Alpine, o italiano Antonio Giovinazzi, que está na Formula E, e o indiano Jehan Daruvala, que corre na Formula 2 pela Prema Racing.  

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Apresentações Formula 1 2020 - O Haas VF-20-Ferrari

Antecipando-se à concorrência, a Haas apresentou o seu novo bólido para a nova temporada. O VF-20 parece ter muitas semelhanças com o SF-90 da Ferrari - não se admirem, afinal de contas é a Dallara que ajuda a construir o carro e eles têm uma parceria técnica com a Scuderia - e claro, mantêm os seus pilotos, o francês Romain Grosjean e o dinamarquês Kevin Magnussen.

O carro volta às suas cores habituais, depois de um 2019 com o bólido negro e dourado, para ficar com as cores da malfadada Rich Energy.

"Estou satisfeito em ver o carro retornar às cores mais familiares da Haas Automation, é certamente uma pintura com a qual as pessoas se identificam", começou por dizer Gene Haas, fundador da Haas Automation e presidente da Haas F1 Team. "Francamente, espero que o VF-20 nos faça regressar ao tipo de chassis que corremos em 2018, quando terminamos em quinto no campeonato de construtores. 2019 foi uma época difícil. Passamos por um processo educacional real, que chega a todas as equipas de Fórmula 1 em algum momento. Confio que aprendemos com essas lições e aplicamos esse conhecimento para tornar o VF-20 uma entrada mais competitiva.", continuou. 

"É importante para mim estarmos de volta à mistura e com pontos de pontuação consistentes, certamente temos a capacidade e provamos ser uma organização que podemos fazer”, concluiu.

Romain Grosjean afirmou que isto é meramente um "mostra e conta" e o que conta verdadeiramente é a performance do carro na pista.

"Não estamos fazendo uma apresentação, estamos apenas lançando", disse Grosjean à autosport.com.

"Vamos nos concentrar no essencial e realmente tirar o melhor proveito do carro o mais rápido possível. Estamos esperando para ver como o carro está na pista, temos todos os números do túnel de vento. Acho que aprendemos muito com o ano passado.", continuou.

"Agora, novamente, a única resposta que realmente obteremos é quando dirigimos o carro e vemos como ele se sai na pista", concluiu.

O carro será mostrado ao público no dia 19, no primeiro dia dos testes coletivos de Barcelona

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Formula 1 2019 (I) - A decoração do Haas VF-19

A primeira apresentação do ano... é uma decoração. A Haas mostrou no Royal Automobile Club, em Londres, as cores que vai usar na temporada de 2019, com o seu novo patrocinador, a Rich Energy, em lugar de destaque. Apesar de tudo, o carro apresentado nestas imagens é, de facto, o VF-19. Contudo, apenas no primeiro dia de testes, em Barcelona, é que se verá o bólido em ação.

Com Romain Grosjean, Kevin Magnussen e William Storey, o dono da Rich Energy, presentes na apresentação, a equipa de Benburry espera melhorar o quinto lugar alcançado na temporada passada.

"Esta é a época da temporada em que você espera ter projetos certos e poder ser competitivo de imediato", começou por dizer Haas. "O novo carro parece distinto, não só em termos de esquema de cores, mas também com as novas regras do jogo. Espero que as mudanças de design trazidas para 2019 melhorem as corridas na pista e, mais importante, nos dêem uma chance de causar mais impacto em cada Grande Prémio.", concluiu o americano.

"É importante continuarmos progredindo como equipa, e esta temporada não é diferente", começou por dizer o diretor da equipa, Gunther Steiner. "Enquanto [a temporada de] 2018 entregou a nossa melhor temporada até hoje, o ano mostrou, às vezes acentuadamente, que ainda temos áreas para melhorar como equipa", concluiu.

A Haas, como é sabido, traz um patrocinador, na figura da Rich Energy. Ela queria entrar na Formula 1 há mais de um ano, primeiro, quanto tentou adquirir a Force India, e depois neste acordo de patrocínio com a Haas. Algo do qual o seu proprietário, William Storey, ficou contente.

"Estou naturalmente feliz por finalmente ver as cores da Rich Energy e o logo do veado na Fórmula 1 com a Haas F1 Team", disse o CEO da empresa, William Storey. "A parceria com a equipa já elevou significativamente o perfil de nossa marca, e esta novidade revelará novamente o nível de mais um nível."

Storey quer alcançar rapidamente a Red Bull, algo do qual os responsáveis da equipa não descartam, mas acham que isso ainda é cedo para tal. William não esconde que a ambição será de bater a Renault e a Red Bull num médio prazo, e Steiner diz que é bom ter ambição.

"Você tem que se esforçar", começou por dizer Steiner, quando perguntado pela Autosport britânica sobre o objetivo da Red Bull. "Se você não tem objetivos, nunca consegue nada. Fora do caminho eu não direi, William pode falar melhor sobre isso do que eu, porque eu não sou um especialista em bebidas energéticas. Mas com certeza é uma ambição", continuou. 

"Eles [Red Bull] são bons na competição. Mas você nunca sabe. No ano passado eu acho que nós tínhamos o quarto carro mais rápido e terminamos em quinto. Então o próximo [no ritmo] foi o Red Bull. Podemos tentar. Se conseguirmos ou não, eu não sei, mas se você não tentar, então com certeza você não o conseguirá. Por que você faria isso se você não colocasse a fasquia alta?", concluiu.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Apresentações 2017: o Haas VF-17

Depois de ter sido visto a rolar em Barcelona, antes de tempo, o Haas VF-17 foi hoje mostrado para o mundo. Com uma barbatana dorsal multicolorida, muitas modificações em relação ao ano passado, onde alcançou 29 pontos e o oitavo posto no Mundial de Construtores, o novo carro de Gene Haas, construído pela Dallara, pretende continuar com o bom trabalho de 2016.

Com um novo piloto, o dinamarquês Kevin Magnussen - que substitui o mexicano Esteban Gutierrez - a Haas pretende crescer em 2017, com os novos regulamentos e o novo carro, depois de uma boa temporada inicial, e esperam que este chassis os ajude nessa missão. 

Ser uma equipa de Formula 1 dá-nos um grande nível de credibilidade, que não se consegue através da publicidade tradicional” começou por dizer Gene Haas, o fundador e proprietário da equipa. "As pessoas [que lidamos] são do tipo que querem ver tudo o que você pode fazer e então, a partir daí, elas acreditam em você. Esse é o conceito inicial, convencer as pessoas de que somos capazes de fazer o que os outros não conseguem", continuou.

Questionado sobre as diferenças em relação ao carro do ano passado, Guenther Steiner, chefe da Equipa, começou a gracejar: “Acho que pedal do acelerador é o mesmo… tudo o resto é muito diferente do ano passado. Sempre se tentam fazer carros mais rápidos, e normalmente isso significa mais leves, mas com o novo ajuste no peso, agora será possível colocar algum lastro e conseguir uma melhor distribuição de pesos. A aerodinâmica é completamente nova, também os pneus, portanto precisamos de nos ajustarmos um pouco. Em termos estéticos o carro é mais agressivo, naturalmente, é mais leve e muito mais eficiente em termos aerodinâmicos. Tudo o que aprendemos do primeiro ano, foi agora aplicado”, disse. 

Sobre o que vão fazer durante estes testes em Barcelona, Steiner foi bem direto: “Não há descanso noturno obrigatório, de modo que vamos ter um turno de dia e outro à noite. O turno da noite chega às 18 horas, janta com o diurno para comentar o que se passou durante o dia, e em seguida vai trabalhar até o amanhecer. Depois, tomam café juntos, o turno diurno faz o teste e o noturno vai dormir”, comentou.

Uma vez que temos apenas um carro, temos uma equipa completa para um teste e outra equipa para o segundo. Isso nem sempre vai ser fácil porque alguns deles não desejam voltar para casa, mas é importante que eles tenham um fim de semana livre antes da viagem para a Austrália. Depois do segundo teste, os carros vão ser desmontados e logo serão levados para Melbourne. É preciso ter muito cuidado, ou, caso contrário, acabamos por cansá-los”, concluiu.

No primeiro dia, a equipa escolheu o dinamarquês Kevin Magnussen para rodar com o carro novo, uma escolha surpreendente, dado que é o recém-chegado à equipa. Por sua vez, ele não vê a hora de pilotar um Formula 1 pela primeira vez em quase três meses. “Espero conseguir muita quilometragem. Estou muito ansioso para voltar ao carro, foi um inverno longo. Você sente saudades de pilotar já nas primeiras semanas. Vai ser bom conseguir algumas voltas, sentir e aproveitar o carro. Espero não ter muitas interrupções, para que possamos aprender e acumular o maior número possível de dados”, completou.

O Haas começa este domingo a fazer as suas primeiras voltas no circuito de Barcelona.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Formula 1: Haas confirma Grosjean e Magnussen para 2017

A Haas anunciou esta sexta-feira em Interlagos que o francês Romain Grosjean e o dinamarquês Kevin Magnussen (na foto) serão os seus pilotos para a temporada de 2017. O piloto dinamarquês, filho de Jan Magnussen, resolveu escolher a equipa americana depois desta lhe ter oferecido um contrato de vários anos, em contraste com o contrato de um ano que a equipa francesa lhe tinha oferecido para 2017. Magnussen entra no lugar do mexicano Esteban Gutierrez, que agora procura por um lugar.

O piloto de 24 anos, com presenças na McLaren e Renault, estava óbviamente feliz com o resultado: “Esta é uma fantástica oportunidade e estou muito feliz por fazer parte da Haas F1 Team. Estou confiante nas minhas habilitações como piloto de Formula 1 e também confiante no que a Haas pode fazer nos próximos anos. Gene Haas veio para a Formula 1 com uma forma diferente de ver e fazer as coisas e está a fazer bem o seu trabalho” afirmou Magnussen.

No caso de Romain Grosjean, ele afirmou que escolher a Haas F1 há um ano foi a melhor decisão: “Há um ano escolhi a Haas e escolhi bem, foi a decisão certa, estou muito orgulhoso de fazer parte desta equipa e contente por continuarmos à procura de alcançar mais sucessos nos próximos anos”, afirmou o piloto francês.

Desde que começámos a pensar em pilotos que o Kevin Magnussen está na nossa lista”, começou por dizer Gene Haas, o fundador e o presidente da Haas F1 Team. “Ele conquistou bastante num curto período de tempo e sentimos que pode alcançar ainda mais connosco. A nossa segunda temporada dar-nos-á diferentes desafios e sentimos que a dupla Kevin e Romain vai ajudar-nos-á a desenvolver o nosso carro e o nosso crescimento. Quero agradecer ao Esteban Gutiérrez por todos os seus esforços. Ele foi determinante para o nosso primeiro ano na Fórmula 1 e estamos ansiosos para que ele e Romain terminem a temporada em alta” continuou. 

Queríamos outro piloto experiente, capaz de desenvolver o nosso carro para que a nossa equipa pudesse marcar pontos e melhorar em cada Grande Prémio da temporada. O Romain realizou um excelente trabalho e foi preponderante para garantir o respeito e a legitimidade para a Haas F1 Team e com o Kevin apontamos para novos objetivos para a próxima temporada.” concluiu Haas.

Com uma nova equipa, com um novo carro e novos membros, foi incrivelmente importante ter um feedback detalhado e com autoridade do nosso carro e dos nossos métodos para que pudéssemos melhorar. O Romain trouxe-nos experiência à nossa equipa e foi instrumental para que chegássemos onde estamos hoje”, acrescentou Guenther Steiner, o chefe de equipa da Haas F1 Team. 

Este crédito tem também que ser assacado ao Esteban Gutiérrez, graças a todo o seu trabalho. O seu período com a Ferrari foi muito benéfico, dado que nos ajudou a adaptar-nos aos métodos e a tirar o máximo de partido da nossa parceria com a Ferrari. Ele e o Romain puxaram um pelo outro em pista e juntos são responsáveis pelo sucesso que a nossa equipa teve na sua primeira temporada”, concluiu o italiano ex-Red Bull e Toro Rosso.

A Haas F1 Team conseguiu 29 pontos na sua temporada de estreia, conseguindo o oitavo lugar no campeonato de Construtores, todos conquistados por Romain Grosjean. 

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Noticias: Haas vai definir dupla de pilotos no final do verão

A Haas tem feito uma boa temporada de estreia na Formula 1, onde tem superado as expectativas dos mais otimistas. O chassis equilibrado e o motor Ferrari fizeram com que Romain Grosjean e Esteban Gutierrez alcançassem bons resultado, especialmente o piloto francês ex-Lotus e ex-Renault. Contudo, em relação à próxima época, ainda nada foi decidido em relação aos pilotos, pois um deles (Gutierrez) é piloto de desenvolvimento da Ferrari e poderá haver mudanças nesse sentido no próximo ano, com o rumor de que o francês Charles Leclerc, piloto da GP3, e com ligações à Ferrari Junior Academy, poder ser piloto da marca na próxima temporada.

Gunther Steiner, o diretor técnico da equipa, afirmou que qualquer definição da dupla de pilotos não será decidida antes do GP de Itália, em setembro.

Nada foi ainda decidido. Falei com o Gene sobre este assunto e decidimos que não iríamos discutir os pilotos, ou o que vamos fazer, até terminar a temporada europeia. É uma distração. No final sabemos o que todos podem fazer, mas precisamos de definir onde queremos estar. Como equipa, o que queremos atingir no próximo ano? Ainda existem muitas dúvidas quanto ao ponto em que nos encontramos agora. Mas assim que terminar a temporada europeia  iremos precisar de tomar decisões e fazer com que as coisas andem para a frente”, afirmou.

Steiner afirmou que tanto Grosjean como Gutierrez têm feito o suficiente para, em teoria, reterem os seus lugares em 2017: “Toda a gente aqui tem feito um bom trabalho e não temos quaisquer problemas, nem com os engenheiros, nem com os nossos pilotos.  Estamos bastante satisfeitos”, concluiu.

A Haas tem feito uma temporada de estreia muito boa, com um quinto lugar no Bahrein como o melhor resultado do ano. Ao todo, a equipa americana já obteve 28 pontos, todos conquistados por Grosjean.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Onde é que a Haas conseguiu onde os outros falharam?

A Haas F1 Team está a ter uma entrada de rompante: em apenas duas corridas na temporada de 2016, o francês Romain Grosjean conseguiu pontuar em ambas, alcançou um lugar no “top ten” na grelha de partida do GP do Bahrein e é o quinto classificado do Mundial de pilotos, com 18 pontos. Já em termos de Construtores, a equipa está também no quinto lugar da geral, tendo atrás de si equipas como a McLaren ou a Force India. Isto faz com que seja a melhor estreante na Formula 1 desde 1993, quando se estreou a Sauber.

A última vez que tivemos equipas a entrar na Formula 1 de raiz foi em 2009, quando Max Mosley, o então presidente da FIA, decidiu tentar colocar em prática a ideia do controlo de custos na Formula 1, que não resultou. Nesse ano, entraram três equipas, a Campos (depois virou Hispania) a Lotus F1 (que depois virou Caterham) e a Virgin (que acabou sendo a Manor), e a USF1, de Peter Windsor e Ken Anderson, que acabou por não acontecer.

As três equipas não sobreviveram por muito tempo porque os seus projetos saíram tortos. Sem muito tempo, e obrigados a andar com motor Cosworth, foram todos um fracasso total, acabando por pontuar uma só vez, já em 2014, com o nono lugar de Jules Bianchi no GP do Mónaco, com a Marussia-Manor, meses antes do seu acidente fatal. Aliás, desses três projetos, hoje em dia só sobra a Manor, e anda no fundo do pelotão, embora este ano eles tenham motores Mercedes e a esperança de um salto competitivo. 

No caso da Haas, nada disto aconteceu. Houve tempo e dinheiro para construir um bom chassis e escolher um bom motor, houve tempo para contratar bons funcionários, entre mecânicos e engenheiros, uma parceria com a Ferrari e uma boa dupla de pilotos.

Assim sendo, falo de cinco aspectos no qual a Haas teve muito mais sucesso do que as outras e que pode explicar todo este sucesso inicial.


TEMPO – A Haas teve mais de um ano para se preparar para a sua estreia, desde que a FIA lhes atribuiu uma licença, em meados de 2014. Aliás, rejeitou a ideia de correr já em 2015 pois eles achavam que iriam sair prejudicados no desenvolvimento do seu chassis. Nesse tempo todo, pediu à Dallara que ajudasse a construir e desenvolver o seu carro, e lá adaptar o seu motor Ferrari. 

As equipas de 2009-10 não tiveram muito tempo, pois foram escolhidas entre seis e nove meses antes da temporada começar (a Lotus foi escolhida em setembro de 2009), e não houve muito tempo, apenas para construir chassis que não foram corretamente desenvolvidos. E em alguns casos, mesmo com desenvolvimento exterior, como aconteceu com a Campos/Hispania, que pediu à Dallara para desenvolver o seu chassis, este só ficou pronto algumas semanas antes do começo da temporada, e o carro só começou a rodar no fim de semana do Bahrein.


DINHEIROGene Haas é um homem muito rico. Detentor de uma fortuna pessoal de mil milhões de dólares, a sua fortuna é baseada na construção de máquinas industriais para os mais diversos sectores. E mesmo o seu conglomerado de empresas na área é das mais importantes do mundo, gerando cerca de dez mil milhões de dólares por ano. Só por si, poderá ajudar no orçamento da equipa, tal como Dietrich Mateschitz é o dono da Red Bull, que por si, é uma companhia multimilionária, a vender bebidas energéticas. A sua experiência na NASCAR fez com que gerasse dinheiro dentro da sua equipa, e o permite estar mais aliviado em termos de quanto está disposto a pagar. De uma certa maneira, era como dizia Rob Walker, um dos privados com mais sucesso na Formula 1, nos anos 60: “Para ganhar uma pequena fortuna, primeiro é necessário gastar uma grande…

Das equipas de 2010, a Lotus tinha atrás de si Tony Fernandes, enquanto que a Virgin tinha Richard Branson. Contudo, quer Fernandes, quer Branson não queriam gastar muito das suas fortunas, tanto que o primeiro desistiu de o fazer no verão de 2014, enquanto que Branson rapidamente vendeu a equipa para a Marussia, em 2011. De uma certa maneira, nunca estiveram verdadeiramente interessados no automobilismo.


RECURSOS - A Haas está em dois continentes. A sua sede é em Kanaanpolis, nos Estados Unidos, coração da NASCAR americana, mas tem operações na antiga fábrica da Marussia, em Banburry, no Reino Unido, que foi adquirido no leilão dos bens da Marussia, em 2013, quando esta entrou em falência. Apesar de ser uma equipa americana, seguiu o exemplo das outras equipas americanas, que estabeleceram uma sede europeia para estar mais perto da concorrência, e também para facilitar a vida dos que trabalham no meio, pois Banburry fica no “Motorsport Valley” britânico.

As coisas equipas não fizeram nada de mal nesse quesito (mesmo a Hispania, com Colin Kolles ao comando, era em Munique, numa zona com muita industria automóvel no meio), mas a Lotus trabalhava em Hethel, perto das antigas instalações da marca, mas era muito distante do “Motorsport Valley” e num local - segundo contam muitos – bastante frio e ventoso, mesmo na Grã-Bretanha…


MÃO DE OBRA – Gene Haas tem bons adjuntos. O primeiro deles é Gunther Steiner, ex-Jaguar e ex- Red Bull, que é o principal engenheiro da equipa, e conseguiu recrutar muitos que trabalharam quer na Formula 1, quer na IndyCar, quer até na NASCAR americana, que tem muita experiência de competição. O trabalho foi muito bem feito, tanto que o chassis foi o primeiro a ser aprovado pela FIA, logo no inicio deste ano…

Apesar de terem atraído alguns nomes sonantes às suas equipas (como Mike Gascoyne ou Cyril Abiteboul, ambos a trabalhar para a Lotus/Caterham, e Pat Symmonds, na Marussia), nunca conseguiram atrair a mão-de-obra necessária para garantir um resultado dramático nos seus carros, apesar de, por exemplo, a Caterham ter motores Renault entre 2012 e 2014, numa altura em que a Red Bull vencia campeonatos e até a Williams conseguia bons resultados em pista.


PARCERIAS – Desde cedo que a Haas disse que queria estabelecer uma parceria com a Ferrari, e esta foi uma chave para o seu sucesso. Os motores são de 2015, e um dos seus pilotos, o mexicano Esteban Gutierrez, é um dos terceiros pilotos da Scuderia em 2015, depois de ter passado pela Sauber em 2013 e 2014.

Ao longo de 2015, falou-se muito que o chassis passou horas no túnel de vento da fábrica de Maranello, criando rumores sobre o facto de ter vantagem sobre os demais em termos de tempo para desenvolver o seu chassis. Sem ter os limites de tempo da concorrência, poderia ter detetado os problemas antes dos demais e fazer as devidas correções, passando as informações para a casa-mãe.

Além disso, também se criou a ideia de que a Haas poderia ser a “equipa B” da Ferrari, mas apesar de Gene Haas gostar de trabalhar com a Scuderia, não há a proximidade que existe, por exemplo, entre a Red Bull e a Toro Rosso. Para além disso, a haver uma “equipa B”, ela seria mais a Sauber, que por estes dias anda a ser falada como alvo de Sergio Marchionne, que pretendia estabelecer de novo a marca Alfa Romeo, basicamente a “mãe” da Ferrari, pois foi com essas máquinas que Enzo Ferrari fez a sua equipa, em 1929.

Toda esta proximidade poderá ser explicada com o facto de ele poder ter pago bem e ter tido tempo para evitar as armadilhas dos outros. E até agora, tem resultado. E todos andam surpreendidos neste momento é porque não havia grandes expectativas, por causa dos exemplos passados. Até eles mesmos deverão estar a ultrapassar todas as prespetivas otimistas que poderiam existir no seio da sua equipa. Pontuar, talvez sim, mas não nas duas primeiras corridas do ano. E provavelmente outros sonhos podem não ser tão descabidos assim. Mesmo com o sistema de pontos antigo, onde os seis primeiros pontuariam, eles teriam três pontos em duas corridas, o que seria extraordinário…

Veremos o que acontecerá nos próximos Grandes Prémios.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Apresentações 2016 (V): O Haas F1 VF-16

Após alguma expectativa, a Haas F1 Team apresentou este domingo o seu chassis para a temporada de 2016, a primeira da sua história, o VF-16. Trinta anos anos depois da presença da Team Haas (nada a ver com esta equipa), os americanos tem de volta uma equipa na Formula 1. Com motores Ferrari e chassis feitos na Dallara, e com o francês Romain Grosjean e o mexicano Esteban Gutierrez como pilotos, as expectativas do mais recente membro deste "Piraña Club" são as de fazer uma boa temporada de estreia por estas bandas.

Quanto ao código que batiza o chassis, Gene Haas dá uma explicação bem simples: o "VF" siginifica "very first one", o primeiro de todos. E foi esse o nome que deu à sua primeira máquina CNC, em 1988, quando o batizou de VF-1.

Quanto ao tempo que demoraram para preparar o carro, Gene Haas afirmou que acabaram por ficar com... tempo a mais. "Nós provavelmente tivemos três meses a mais do que o realmente necessário", começou por dizer à Autosport britânica. "Mas o que esse tempo nos forneceu na altura de colocar a nossa casa em ordem foram coisas como os detalhes técnicos - que levam quase um ano para ter tudo isso. Esse tempo deu-nos um benefício que você normalmente não recebe", continuou.

Haas continuou a falar sobre as diferenças entre a sua equopa e outros projetos recentes na Formula 1, em que em muitos casos acabaram por abandonar a competição após alguns anos, como a HRT, em 2012, ou a Caterham, dois anos depois. "Para muitas pessoas, quando estes vão para a Fórmula 1, eles compram uma equipa que já tem toda a  sua infra-estrutura no seu lugar. Nós não tínhamos nada disso. Nós tivemos que começar tudo do zero e eu acho que isso é o que matou muitas das outras equipas principiantes.

"Muitos deles tiveram apenas seis meses para entrarem no Fórmula 1, que, mesmo agora, quando eu olho para isso, é um absurdo. Olhando para trás, eu realmente não acho que estariamos prontos se tivéssemos tentado entrar na temporada passada", concluiu.

O carro já fez o seu "shakedown" em Barcelona, e amanhã entrará em pista para os primeiros testes do ano, no sentido de se ver como se comporta em relação ao resto do pelotão.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Rumor do Dia: Haas F1 de amarelo?

O amarelo é uma cor que chama a atenção e já não aparece nos carros de Formula 1 há algum tempo. Equipas como a Renault e a Jordan, por exemplo, tiveram-no por muitos anos, e foi em 2005 que estiveram pela última vez no pelotão. E em 2010, a Renault meteu amarelo pela última vez nos seus bólidos. Mas isso poderá mudar em 2016, pois a americana Haas F1, equipa que se estreará no ano que vêm, poderá ter escolhido essa cor para os seus carros. Num amarelo... Ferrari.

Segundo conta o jornalista italiano Pino Allevi, da Gazzetta dello Sport, apesar da equipa fazer um enorme silêncio à volta do carro e da sua cor, que desejam reservar para o final do mês que vêm, parece que a cor será mesmo amarela, quase a mostrar que a equipa é verdadeiramente uma "equipa B" da Scuderia, dado que o seu carro foi desenhado com a ajuda do túnel de vento da marca italiana.

Contudo, desde há algum tempo que Gene Haas tem dito que a sua equipa não será algo equivalente a uma Toro Rosso: “Toda a gente me pergunta o mesmo, se vamos ser a equipa B da Ferrari, e eu respondo logo que não! A Haas terá a sua própria identidade, e a sua forma de fazer as coisas, contudo a Ferrari é um importante parceiro tecnológico com quem estamos muito contentes de trabalhar”, comentou na altura o proprietário americano.

Como é sabido, nesta sua temporada de estreia, ele terá como pilotos o francês Romain Grosjean e o mexicano Esteban Gutierrez.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Haas apresenta o seu projeto em Portugal

Estando afastados há muito tempo da alta roda da Formula 1, será algo surpreendente saber que Gene Haas esteve esta sexta-feira em Vila do Conde para apresentar o seu projeto. Mas a razão é outra: a Haas veio aqui para inaugurar o Haas Factory Outlet, do setor da metalomecânica, e aproveitou para apresentar o projeto à imprensa, ao lado de um Marussia de 2013 pintado com as suas cores.

"A nossa licença para competir foi passada em 2014, mas tivemos um ano para fazer o planeamento, nomeadamente com a Ferrari, que nos vai fornecer os motores", começou por dizer Gene Haas ao Jornal de Noticias.

Em relação à competitividade, Haas afirma ue vai estar pronto em abril de 2016 para andar a par das restantes equipas: "Temos uma equipa de Nascar há 10 anos, e temos tido sucesso. Ganhámos dois campeonatos. Não vamos dizer que podemos competir com a Mercedes e a Ferrari, mas vamos estar preparados".

Quando confrontado com a situação atual da Fórmula 1, com a desistência de várias equipas, um maior desinteresse do público mais jovem e alguns circuitos emblemáticos a saírem do calendário em favor de tilkódromos no Médio Oriente, Haas desdramatiza.

Não há um timing perfeito para se entrar. Conheço a Fórmula 1 há 30 anos e as dificuldades que se enfrentam para lá entrar. Olho para as coisas de forma diferente. Hoje há mais interesse, há mais candidatos a corridas do que vagas disponíveis. A Fórmula 1 é entusiasmante e tem de ser encarada de um ponto de vista internacional”.

Apesar da sua presença em Portugal tenha a ver mais com promoção da marca Haas e das novas instalações da marca, o empresário confessou que está atento a possíveis investidores no projeto.

"Temos muito interesse em cativar patrocinadores, mas sabemos que ainda há muito ceticismo em relação a este projeto. Temos alguns investidores interessantes, mas tal não condicionará a capacidade de colocarmos o carro na grelha de partida em abril de 2016", vincou.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Noticias: Haas anuncia pilotos no final do verão

Gene Haas está a construir lentamente - mas provavelmente em passos seguros - o seu projeto de Formula 1. Este quarta-feira, ao falar com alguns jornalistas em Charlotte, afirmou que já têm 150 pessoas a trabalhar no projeto - espalhados entre Estados Unidos, Grã-Bretanha e Itália - e espera ter escolhidos os seus pilotos para o final do verão, com a prioridade a serem os pilotos de testes da Ferrari, bem como os americanos.

"A escolha dos pilotos acontecerá no final deste verão", disse Haas em declarações captadas pela Autoweek americana. "Vamos precisar de olhar em volta, ver quem está disponível. Não poderia haver uma nova safra de jovens condutores. As grandes equipes querem pilotos na casa dos seus 20 anos", concluiu.

Isso significa que Haas poderá querer pilotos como Alexander Rossi, que esteve na Marussia em 2014, ou Jean-Eric Vergne, ex-piloto da Toro Rosso e este ano será piloto de desenvolvimento da Ferrari em 2015, tal como o mexicano Esteban Gutierrez.

Como a Haas vai ter motores Ferrari e uma estreita colaboração com a equipa italiana, provavelmente os pilotos escolhidos poderão ser alguém que terá conhecimento das coisas na marca de Maranello.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Noticias: Gene Haas compra instalações da Marussia

Nesta antevéspera de Natal, a noticia do dia têm a ver com uma extinta equipa, a Marussia. E uma nova equipa, a Haas. É que esta última conseguiu comprar, em leilão, a fábrica onde se situava a primeira, em Banburry. Para além da sede, fala-se que a equipa adquiriu os dados do carro de 2015, aquele do qual mostrei a foto há umas semanas.

Como sabem, Gene Haas vai entrar na Formula 1 em 2016 e quer fazer tudo bem, porque têm dinheiro para isso. É por isso que conseguiu um acordo com a Ferrari, para que este lhe fornecesse os motores. Agora, com a sede da Marussia, conseguiu um lugar na Europa onde possa ter mecânicos e engenheiros, complementando o HQ que vai ser em Charlotte.

E quanto ao chassis, provavelmente terá um bom tubo de ensaio para a sua estreia em 2016. Resta saber quem será o piloto que o acompanhará nesses testes. Uma boa chance seria um dos pilotos de testes da Scuderia pudesse ajudar a Haas a evoluir... 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Noticias: Ferrari e Haas anunciam parceria

A Ferrari anunciou esta tarde que a Haas Automation será o seu mais novo patrocinador, numa parceria que começará de imediato no Grande Prémio da Grã-Bretanha, em Silverstone. A empresa, que fabrica máquinas com controlo numérico computorizado nos Estados Unidos, tem como proprietário Gene Haas, que como se sabe, irá ter uma equipa de Formula 1 a partir da temporada de 2016, e que muito provavelmente terá motores Ferrari nos seus chassis. 

Marco Mattiacci, o chefe de equipa da Ferrari, explicou que “este acordo fortalece as nossas ligações existentes com os EUA, um mercado importante não só para a empresa como também para a Scuderia Ferrari, sendo um em que a equipa já beneficia de diversas parcerias importantes”.

O italiano acrescentou que “esta colaboração permitirá à Haas Automation reforçar a atenção da sua marca e promover os seus produtos e serviços ao redor do mundo, graças à atratividade da Scuderia Ferrari e ao alcance global da Formula 1. Em paralelo, mas com um projeto separado, a Haas está comprometida em entrar na Formula 1 com a sua própria equipa, um testemunho da atração do nosso desporto nos EUA e na sua frente, decorrem entre nós discussões técnicas”.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Rumor do Dia: FIA pode ter dado vaga à Forza Rossa

Surgiu hoje nos canais noticiosos de que a FIA poderá ter dado uma das suas vagas para uma nova equipa em 2015 para o projeto romeno da Forza Rossa, que têm como face mais conhecida a figura de Colin Kolles, uma personagem com fama... e muitos anticorpos também. Segundo conta o jornalista Joe Saward, a equipa, liderada por Ion Bazac, que é desde 2008 o representante oficial da Ferrari e da Maserati na Roménia, terá motores Ferrari e o chassis feito a partir das instalações de Kolles em Greding, com um conjunto de subcontratações, da mesma maneira que fez no caso da HRT, quando a controlou em 2010.

Contudo, outras fontes afirmam que a FIA ainda não decidiu sobre esse assunto, e que os boatos não passam disso mesmo: boatos, e que Jean Todt e a sua comissão ainda não decidiram nada. É que 2015 é um prazo demasiado apertado para construir uma equipa - mais concretamente, cerca de seis meses - e foi por isso que a Haas decidiu que iria adiar a sua entrada para 2016, para consolidar o seu projeto.

Contudo, Saward diz que o projeto romeno já está em andamento há mais tempo, e questiona os critérios da FIA em porquê é que decidiu privilegiar o projeto americano em abril. Há muitas respostas para essa questão, mas a que me vêm à cabeça é que a FIA têm uma obsessão pelos Estados Unidos, e qualquer coisa que venha de lá parece ter "passadeira vermelha". Recordo-vos, por exemplo, o projeto da USF1, do Peter Windsor e Ken Andersson, que não passou do nariz...

Saward também fala que caso estas duas novas equipas entrem e ambas tenham motores Ferrari, poderá levar a um desiquilíbrio no pelotão da Formula 1, pois a Scuderia passaria a ter cinco equipas com esses motores (atualmente são três: Ferrari, Sauber e Marussia), algo que a Mercedes e a Renault poderão não ficar muito felizes. E a marca alemã perderá a McLaren em 2015 devido a entrada da Honda. Logo, ele especula que muito provavelmente, a Haas poderá andar à procura de outro fornecedor de motores.

Contudo, nada como esperar pelo anuncio oficial da FIA sobre esse assunto. E para ser honesto, acho que em 2015 continuaremos a ter 22 carros na grelha...

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Noticias: Haas Formula adiado para 2016?

Apesar de a FIA ter dado a licença para a Gene Haas para correr na Formula 1, este já diz que para 2015, esse objetivo está já comprometido. Segundo ele, apesar de ter um plano para correr com motores Ferrari e com chassis Dallara (e que para ele, dinheiro não é problema), a ideia de montar tudo para estar pronto na próxima temporada é um objetivo cada vez mais dificil de alcançar.

Em Indianapolis, onde esteve a assistir às 500 Milhas, Gene Haas admitiu que anda a juntar uma estrutura com duzentas pessoas, liderada por Gunther Steiner, mas afirmou que "só poderemos contratar quando soubermos quem é o nossos parceiro de motores". É que o acordo com a Ferrari não está a ser fácil de alcançar, e sem isso, outros negócios como o chassis, não podem avançar.

E assim sendo, o adiamento para 2016 parece ser inevitável. Parece que está a demorar mais do que pensávamos a cumprir o que queríamos fazer. Já e junho por isso só temos sete meses e os problemas de tempo estão a começar a ficar sérios”, comentou.

O adiamento até pode ser uma boa noticia para Haas, pois assim poderá ter tempo para fazer uma operação com cabeça, tronco e membros. Agora, o que deveria fazer era arranjar uma sede na Europa, porque fazer tudo em Charlotte pode não correr bem...

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Noticias: FIA aceita Gene Haas para 12ª equipa em 2015

A FIA anunciou esta sexta-feira à tarde que a equipa que Gene Haas está a montar será a 12ª equipa da Formula 1 a partir da temporada de 2015. Assim sendo, ela será a primeira equipa totalmente americana em 27 anos, depois da presença da Lola-Haas, da Carl Haas (sem relação de parentesco) em 1986. Haas, de 61 anos, têm desde 2002 uma equipa na NASCAR em parceria com Tony Stewart, onde alinha com quatro carros - uma delas para Danica Patrick

"É claro que estamos extremamente satisfeitos por termos sido agraciados com a licença da Formula 1 pela FIA. É um momento empolgante para mim, para a Haas Automation e para aqueles que queriam ver uma equipa americana de volta à Formula 1", celebrou Haas. "Agora, o trabalho duro realmente começa. É um desafio que abraçamos, já que trabalhamos para colocar os carros na grelha", concluiu.

Haas diz que pretende encomendar os chassis à Dallara e adquirir motores Ferrari para a próxima temporada. Mas nesta altura, há rumores de que há a possibilidade de outras marcas fornecerem motores à nova equipa, desde os Mercedes, que ficarão sem a McLaren em 2015, por estes passarem a ser fornecidos pela Honda, à marca japonesa, que quererá fornecer uma segunda equipa no ano que vêm, para além da McLaren, até à possibilidade dos regressos de BMW a Ford, com motores V6 Turbo.