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quarta-feira, 21 de junho de 2017

A saída de Monisha Kalterborn

Soube-se hoje que Monisha Kalterborn, a patroa da Sauber, está de saída da equipa. A indiano-suíça, que está à frente dos destinos da equipa de Hinwill desde 2010 - e tornou-se em uma das duas diretoras de equipa, sendo a segunda Claire Williams - decidiu ir embora por causa de divergências com a Longbow Finance SA, que discutiam sobre o rumo que a equipa deveria ter desde meados de 2016, altura em que entrou na equipa, para o salvar da falência.

Segundo conta o Joe Saward em relação às razões para a sua saída, tudo tem a ver com o confronto de ideias entre ambos os lados. Pascal Picci, o seu "chairman", não gostou muito das escolhas que Kalternborn tinha feito na sua equipa técnica, com a contratação de Jorg Zander, e também com o desenvolvimento do carro, que ainda não alcançou aquilo que deveria ter feito, apesar do oitavo lugar no GP de Espanha, com Pascal Wehrlein ao volante. Aliás, neste momento, eles estão na frente da McLaren!

Resta saber quem ficará com o lugar. Nada se sabe, por enquanto, quem será a pessoa, mas se for alguém de fora, é provável que terá de recrutar muita gente, pois os "lealistas" de Kalterborn poderão ir embora, em solidariedade, e isso poderá implicar mais confusão numa equipa que já sofre com as constantes mudanças nas várias áreas, desde 2012, e que tem vindo a acentuar a decadência da quarta equipa mais antiga em atividade. 

E como diz o Joe, convencer alguém a trabalhar na Suíça não é fácil...

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Formula 1 em Cartoons: Sauber-Honda em 2018? (Cire Box)

Corre o rumor de que a Sauber e a Honda poderão estar prestes a assinar um acordo de fornecimento de motores a partir de 2018. Assim sendo, o "Cire Box" quis saber se este "casamento" é u daqueles de conveniência ou há algo mais metido nisso. E eis o resultado...

Traduzido a Monisha Kalterborn (do francês):

- "Admitimos que quando vemos os nossos resultados no início da temporada, com um motor bom [como o da] Ferrari, faz um pouco de confusão, certo?

Considerando que, com um motor Honda dentro de nós, o pacote torna os resultados mais coerente, isso faz sentido! E, depois, o Fernando disse-me tão bem esta unidade de potência..."


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Apresentações 2017: O Sauber C36 Ferrari

A Sauber mostrou esta manhã o seu novo bólido, o C36. Com os novos regulamentos, o carro apresentou uma nova pintura e um logotipo para assinalar a sua 25ª temporada na Formula 1, eles que entraram oficialmente em 1993, na altura com o finlandês J.J. Letho e o austríaco Karl Wendlinger.

Este ano, com o alemão Pascal Wehrlein (que recupera das lesões sofridas na Race of Champions e não vai participar nos primeiros testes da pré-temporada) e o sueco Marcus Ericsson, o chassis C36 espera tirar a equipa do fundo do pelotão e poder respirar um pouco melhor, pois no ano passado, só alcançaram dois pontos, resultantes do nono posto conseguido por Felipe Nasr em Interlagos. 

Com uma pintura que faz lembrar a Pacific de 1995, a grande novidade parece ser a barbatana dorsal que têm atrás da sua entrada de ar. Para além disso, e tirando a celebração do feito alcançado, não existem patrocinadores visíveis... mas também poderá ser uma decoração provisória, com a definitiva a ser mostrada em Melbourne.

“Ao lado da Longbow Finance [o grupo financeiro que adquiriu a maioria das ações da equipa em 2016], a Sauber tem uma grande oportunidade para voltar a ser competitiva, retomando o sucesso na Formula 1”, comeou por dizer Kaltenborn. “Queremos trazer uma nova abordagem, e já demos os primeiros passos em busca de uma base sólida para o futuro”, continuou.

“Nós claramente precisamos melhorar. O C36 vai ser uma base sólida para isso, e também temos os recursos para desenvolver o carro ao longo do ano. Isso vai ser muito importante para nos afirmarmos no meio do pelotão”, ponderou.

Esta foi a primeira apresentação desta semana, pois o resto do pelotão será apresentado ao longo da semana, a começar com a Renault, que mostrará amanhã à tarde o seu chassis RS17.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Noticias: Sauber adquirida por fundo de investimento suíço

Já se sabia desde há algum tempo que o futuro da Sauber estava garantido, mas não se sabia por quem. Especulava-se que seria o investidor sueco, mas agora sabe-se que foi uma firma de investimento suíça, a Longbow Finance, da zona de Lausanne. Segundo se conta no acordo, a firma de investimento comprou os 70 por cento que pertenciam a Peter Sauber, que abandona de vez a equipa. 

Quanto aos 30 por cento pertencentes à Monisha Kalternborn, ela mantêm-se, bem como o nome da equipa. 

"É clara a intenção da Longbow Finance SA de estabilizar o grupo e criar a base para um futuro competitivo e bem sucedido", afirma no comunicado oficial.

Quanto à Sauber, agradeceu pelos serviços prestados e o gesto que teve em 2009 para voltar a comprar a equipa, quando a BMW abandonou a Formula 1: "Monisha Kaltenborn e eu assinamos na terça-feira um acordo que assegura o futuro da equipa de Fórmula 1 e do Grupo Sauber. Estou muito feliz por saber que o meu investimento corajoso para comprar a equipe de volta, há seis anos, com a intenção de fixar a base em Hinwil e o seu lugar na Fórmula 1 provou ser a mais correta", afirmou.

Kalterborn acrescentou: "Estamos convencidos de que a Longbow Finance SA é o parceiro perfeito para novamente fazer com que a equipa seja competitiva e bem sucedida na Fórmula 1. Ao mesmo tempo, a nova estrutura vai permitir-nos para finalmente expandir ainda mais nosso negócio, onde comercializamos o nosso know-how. Esta solução é no melhor interesse de nossos funcionários, parceiros, fornecedores leais, a nossa base em Hinwil e o automobilismo suíço".

Pouco se sabe da Longbow Finance. Establecida em 1963, é uma "joint stock company", e nos últimos 20 anos tem estado a investir no mercado de ações e obrigações, no imobiliário e seguros.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Rumor do dia: Sauber vai mudar de proprietário?

Toda a gente sabe da saga da Sauber este ano, desde a falta de pagamento até ao apertado "budget" que o impede de ter novas peças no seu carro e que o impede de ir aos testes de meio da temporada, passando por rumores de todo o tipo, desde a possibilidade de Sergio Marchione a comprar para se transformar em Alfa Romeo, até ao fechamento pura e simples. Na semana do GP da Áustria, houve boas noticias, com os pagamentos a serem efetuados e a possibilidade dos problemas estarem prestes a serem resolvidos.

Esta semana houve mais desenvolvimentos. Joe Saward falou no seu blog que Peter Sauber irá vender em breve os 70 por cento que tem em sua propriedade, e que esse anuncio poderia acontecer durante o fim de semana do GP britânico. O comprador seria o proprietário da firma sueca Tetrapak, e o negócio seria visto como um "management buyout", com Monisha Kalternborn a continuar a ser a CEO da equipa. Claro, Marcus Ericsson continuaria a ser o piloto e a ideia é fazer rentabilizar a equipa o mais que pode, pois estas equipas podem ser vistas como "franchisings" para render imenso no futuro.

A chegada dos novos investiadores deixa Kalterborn “otimista, mas ainda não tenho uma data para fazer um anúncio formal. Posso confirmar que encontrámos uma solução”, explicou.

Isso faz com que a equipa comece a pensar em desenhar o carro para 2017, numa altura em que se tornou na única equipa que ainda não pontuou nesta temporada, depois da Manor ter conseguido um ponto no GP da Áustria, através de Pascal Wehrlein.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Missing: Monisha Kalterborn

Que toda a gente sabe que a Sauber não está nos seus melhores dias, é um facto. Contudo, ontem, o site LaF1.es deu ontem no seu site novos desenvolvimentos nessa crise, afirmando que os mais de 300 funcionários tem mais de dois meses de salários em atraso, e que a sua chefe, Monisha Kalterborn, não é vista nas instalações desde esse tempo. 

O site conta que a falta de dinheiro está na ordem do dia, apesar de haver algumas pequenas injeções de dinheiro por parte de alguns patrocinadores, para tentar garantir que haja até ao final da temporada. Mas o mais estranho é que oficialmente, há um discurso de otimismo, com a promessa de entregar novas versões do carro, por alturas do GP britânico, dentro de duas semanas.

Para piorar as coisas, a equipa anda... a recrutar novos funcionários. Algumas dezenas de trabalhadores entraram na equipa nas últimas semanas, mas a receber salários mais baixos do que os funcionários mais antigos. A ideia, é certo, é de reduzir despesas, mas esses funcionários também dizem que os novos recrutas estão a chegar lá desconhecendo totalmente os problemas dentro da equipa.

E na pista, os carros andam na cauda do pelotão, começando até a serem superados pelos Manor de Pascal Wehrlein e Rio Haryanto...

Estes rumores colocam de novo a dúvida sobre a capacidade da equipa chegar até ao final da temporada, e continuar em 2017. Duvida-se que isso aconteça, a não ser que haja uma mudança completa no financiamento das equipas de Formula 1, ou que apareçam novos patrocinadores ou um piloto com muito dinheiro. Porque os rumores sobre a possivel aquisição da equipa por parte de Sergio Marchionne, e rebatizá-la de Alfa Romeo esfriaram-se nos últimos tempos, apesar de haver uma relação estreita entre a Sauber e a Ferrari.

Veremos no que poderá acontecer. Kalternborn não é vista há muito tempo. Poderá estar a negociar mais alguns contratos para manter o barco à tona, ou pura e simplesmente tenha desistido e espera para que o dinheiro acabe e feche as portas da quarta equipa mais antiga ainda em atividade, pois está na Formula 1 desde 1993.

Post-Scriptum: Uma amiga minha me disse que os salários em atraso na Sauber já foram pagos. A ser verdade, ainda bem, mas se for como da outra vez, onde a equipa ficou dependente dos salários de um patrocinador qualquer, que injetará dinheiro como quem está a encher covas de dentes, não resolverá o problema a longo prazo. E esse "longo prazo" tem de ser uma de três coisas: ou uma redistribuição dos dinheiros, ou um teto salarial, ou então a venda para um construtor. 

sábado, 9 de abril de 2016

A Sauber aguenta-se até ao final da temporada?

Tudo indica que sim, mas vai ser algo muito difícil. Depois de mais rumores sobre a sua situação, logo após o GP do Bahrein, os dias a seguir indicam que os rumores da sua queda iminente eram exagerados. Não só os carros e os funcionários irão correr no GP da China, mas também tem tudo pago até ao final da temporada. Pelo menos as viagens, porque os salários... isso é outra história. É que depois de fevereiro (já pagos), os salários de março também estão com algum tempo de atraso.

A equipa de Hinwill está a sobreviver à custa dos patrocinadores de Marcus Ericsson e Felipe Nasr, que juntos, colocam cerca de 40 milhões de euros na equipa. E se juntarmos os 47 milhões provenientes da FOM, o orçamento perfaz pouco mais de 87 milhões de euros. Praticamente no limiar da sobrevivência, se quisermos... mas a equipa ainda tem mais alguns trunfos, como por exemplo o seu túnel de vento, que é alugado a marcas como a Audi, que lhes paga cerca de 20 milhões de euros, elevando o total para 107 milhões. Mas mesmo assim, a equipa conta os tostões para ver se chega até ao final do ano, para prejuízo de Nasr e Ericsson.

Durante a semana, muitos dissecaram sobre o que se passa na Sauber. Não é nada que não se saiba. Quem acompanha isto tudo desde 2013 sabe que desde a entrada de Monisha Kalterborn na equipa, as coisas não andam lá muito bem. Os eventos do final de 2014, onde ela assinou com... três pilotos (!), ou seja, para além de Nasr e Ericsson, assinou também com Giedo van der Garde (VdG), com ele a adiantar dinheiro, e a equipa... a não lhe dar o lugar (os seus 15 milhões eram inferiores aos valores dos outros dois pilotos) e o holandês exigiu o dinheiro de volta, metendo a equipa em tribunal e ameaçando até... prender Kalterborn. Ela safou-se de boa, mas teve de devolver os 15 milhões que VdG adiantou.

E para piorar as coisas, as condições não são propicias aos trabalhadores, especialmente os diretores técnicos. Desde 2010 que estiveram quatro: James Key, Matt Morris, Eric Gandelin e Mark Smith. Key foi para a Toro Rosso em meados de 2012, depois do bom trabalho que fez com o chassis guiado nesse ano por Sergio Perez e Kamui Kobayashi, com quatro pódios e duas voltas mais rápidas. 

Morris, ex-Williams, ficou lá pouco tempo (aceitou um convite da McLaren) e deixou o bebé nas mãos de Gandelin, que sem experiência, fez o chassis de 2014, que passou para a história como o pior de sempre. Já Smith, chegado à equipa em agosto do ano passado, tentou melhorar o mau chassis, mas ficou lá por pouco tempo. No final de 2015, Smith decidiu sair de lá, alegando razões pessoais, mas depois acabou por ir trabalhar com Bob Bell na Renault, eles que trabalharam juntos mais de uma década antes, na mesma equipa.

Em suma, para além de todos os problemas acima referidos, temos também um problema de liderança. Com Peter Sauber reformado, as complicações causadas por Kalternborn perigaram a situação da equipa. E resta saber como isto vai acabar, e uma das duas soluções poderá acontecer: ou os suecos poderão comprar a equipa, ou a Ferrari - neste caso, Sergio Marchionne - poderá reclamar os créditos antigos e ficar com a equipa com um desconto, para a transformar na sua "equipa B", a Alfa Romeo.

Veremos como isto vai acabar.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Os atrasos da Sauber

A Sauber não vive tempos risonhos. Isso é algo mais do que sabido desde, pelo menos, 2012, onde uma combinação de maus resultados, maus chassis e algumas polémicas com pilotos fizeram com que em Hinwill, se ande a contar os tostões e a aceitar pilotos com uma boa carteira em vez do talento. As coisas pareciam ir um pouco mais desafogadas em 2016, depois de uma temporada razoável com o brasileiro Felipe Nasr e com o sueco Marcus Ericsson, que para além dos  pontos conquistados e do oitavo lugar no campeonato de Construtores, injetaram 35 milhões de dólares, bem preciosos para manter a máquina oleada.

Ontem, surgiu no jornal suíço "Blick" que os mais de duzentos funcionários da companhia tinham um mês de salários atrasados, quando faltam pouco menos de duas semanas do inicio do mundial de Formula 1. Algo que Monisha Kalternborn, a patroa da equipa, confirma:

“Sim, isso está certo. Parte dos salários de fevereiro estão ainda pendentes. Arrependo-me imensamente disso. É uma pena. Com a transferência de uma grande quantidade de dinheiro de patrocínios vindos de fora, houve alguns problemas técnicos no envio. Vamos resolver isso. Vamos controlar os problemas atuais e sair desta situação infeliz. Lutaremos e sairemos disso, assim como nos últimos anos”, comentou.

Se é certo que ela afirma que é um problema que será resolvido dentro em breve, este episódio é só mais um que a equipa fundada por Peter Sauber anda a passar. Recorde-se que na temporada passada, Giedo van der Garde armou confusão no fim de semana de Melbourne quando reclamou verbas em atraso por causa de um contrato que a equipa acabou por não respeitar, porque ele queria um lugar como piloto titular, mas foi preterido pelo piloto sueco. 

Apesar do aparato, as coisas acabaram por poder ser resolvidos com um acordo nos bastidores, permitindo à equipa correr... e conseguir o seu melhor resultado da temporada, com um quinto lugar por parte de Felipe Nasr.

A ver como é que isto vai acabar.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Noticias: Sauber e Van der Garde chegam a acordo

Depois da polémica na semana que passou, Sauber e Giedo Van der Garde chegaram hoje a acordo, com a equipa suíça a pagar uma indemnização ao piloto holandês pela quebra do contrato que tinha sido assinado no ano anterior, e que não foi cumprido. Não se sabe se são os 15 milhões de euros que alguma imprensa deu como certa, mas o holandês afirma que recebeu uma “significativa compensação financeira” da equipa suíça.

"Chegamos a um acordo com a Sauber e o meu contrato de piloto com a equipe foi encerrado por mútuo consentimento", começou por afirmar o piloto holandês num comunicado emitido nesta quarta-feira.

"Como piloto de corridas apaixonado que sou, eu sinto-me triste e decepcionado. Eu tenho trabalhado muito durante toda a minha carreira, desde criança, quando já corria de kart aos oito anos, para viver o meu sonho de me tonar num bem-sucedido piloto de Formula 1. E eu esperava que agora, finalmente, teria a chance de mostrar do que sou capaz de fazer, pilotando um carro para uma equipa respeitada do meio do pelotão em 2015. Mas este sonho foi tirado de mim e eu sei que o meu futuro na Formula 1 provavelmente está terminado", continuou.

"Houve uma série de especulações na mídia durante a semana passada, então quero definir claramente que os meus patrocinadores pagaram as contas de patrocínio referentes à temporada inteira de 2015 para Sauber no primeiro semestre de 2014. Isto foi feito simplesmente de boa fé e para ajudar a equipa com seus problemas de caixa. Efetivamente, esses pagamentos auxiliaram a equipa em 2014. Portanto, dizer que as decisões posteriores da Sauber foram feitas com base em acordos financeiros neste caso particular é bizarro e não faz sentido para mim".

"Só por isso posso dizer que os meus direitos foram finalmente reconhecidos e que pelo menos alguma justiça foi feita", concluiu.

Apesar de reconhecer que a sua carreira na Formula 1 poderá ter terminado, o piloto holandês afirmou que pretende correr noutras categorias. "Gostaria muito de participar de corrida do WEC e nas 24 Horas de Le Mans na classe LMP1. Muitos ex-pilotos da F1 estão se dando muito bem no Mundial. Mas também vou olhar para outros campeonatos como o DTM em 2016".

A Sauber não perdeu tempo de reagir ao comunicado de Van der Garde, mas apesar de demonstrar a sua perplexidade perante as declarações do piloto, evitou dar uma resposta.

"Giedo decidiu tomar um caminho diferente e a razão para isso não conseguimos entender. Nós temos muitas boas respostas para as muitas afirmações e acusações sobre o post.”

“Mas ampliar essa discussão não nos ajuda, nem aos nossos fãs e nem aos nossos parceiros. Isso só iria encorajar uma lavagem de roupa suja por intermédio dos meios de comunicação social e não vamos prestar a isso", concluiu.

Recorde-se que o piloto holandês de 29 anos interpôs uma ação na justiça de Victoria, o estado australiano do qual Melbourne é a capital, para que cumprisse uma ordem judicial para que colocasse Van der Garde num dos lugares da equipa, visto ter assinado um contrato e pago cerca de oito milhões de euros para guiar como piloto titular em 2015. Isso levou a que tivessem existido ameaças de prisão por parte da patroa da Sauber, Moisha Kalternborn, e também ameaçou a participação da equipa de Hinwill no fim de semana australiano. 

Para além disso, o piloto holandês foi considerado "persona non grata", apesar de ter a razão do seu lado.

Com o pagamento desta indemnização, resolve-se o caso que moveu ambas as partes, mas isto deixou também a impressão de que a equipa suíça cometeu graves erros de gestão neste caso em particular, especialmente por ter deixado que esta situação se arrastasse até a este ponto.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Um teatro chamado Van der Garde e a Sauber

Não sei se isto vira novela, comédia, ou caso de policia, mas Giedo van der Garde virou o homem do momento e todos os holofotes estão apontados para ele. Por todas as razões... menos as desportivas. Como podem ver, coube no fato de competição do Marcus Ericsson, que aparentemente, iria ser o sacrificado neste fim de semana australiano.

Mas isto pode não ser tudo: é que nesta madrugada, segundo conta o jornalista Adam Cooper, o advogado de Giedo van der Garde está no tribunal para pedir... a detenção de Monisha Kalterborn, a patroa da Sauber. O caso está a ser acompanhado pelo Twitter do jornalista, e segundo ele, está a acusá-la de obstrução à justiça.

Por muito que as pessoas odeiem e o mostrem como o "mau da fita", Van der Garde não faz mais do que valer os seus direitos. O "mau da fita" é a Sauber, na figura de Kalternborn, por ter permitido validar um contrato e assinar outros dois, por pilotos pagantes - que pagaram bem caro pelo seu direito de correr por ali - e depois um deles têm de ser sacrificado porque o outro piloto, que levou menos dinheiro, valeu os seus direitos trabalhistas sobre um contrato que não foi anulado, ou que os advogados se esqueceram de o anular devidamente.

Já agora, a FIA já lavou as mãos deste assunto, qual Pôncio Pilatos, afirmando que "é uma questão entre Sauber e Van der Garde". E é verdade: é uma questão trabalhista entre duas partes. E para vos ser honesto, a Sauber não têm hipótese nenhuma. O tribunal está a pedir uma lista de bens para apreender, caso chegue a esse ponto, e Monisha Kalternborn já saiu do circuito, provavelmente rumo ao tribunal.

Mas esta foto acima é um teatro, para inglês ver. Se parecia que Marcus Ericsson iria ser o sacrificado para cumprir uma decisão de um tribunal local, a realidade é outra. E essa se chama Super-Licença. É que a ela não foi renovada para o piloto holandês - apesar de ter feito alguns treinos livres no ano passado - e apesar de poder correr nos primeiros treinos livres com ela - não poderá correr no resto do fim de semana, porque este não chegará a tempo. É que em média, a FIA demora cerca de 15 dias para os emitir. 

Portanto, tudo isto é mais teatro do que outra coisa. Mas Van der Garde é o grande vencedor do fim de semana. Fez valer os seus direitos e denunciou um erro cometido por uma equipa, que julgava que podia rasgar contratos e sair impune. Não foi assim, mas a novela ainda não acabou.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Rumor do Dia: Sauber pode trocar russo... por russo

Serguei Sirotkin poderá ser em março de 2014 o piloto mais jovem de sempre a alinhar num Grande Prémio de Formula 1. Mas esse futuro poderá estar ameaçado, caso se confirmem os rumores acerca do atraso dos pagamentos de alguns patrocinadores russos à Sauber, após o acordo assinado em agosto entre as duas partes, e que foi essencial à sobrevivência da equipa suiça.

De acordo com a publicação alemã "Auto Motor und Sport", Vitaly Petrov tenta conseguir um lugar na Sauber, a troco de um grosso patrocinio de 30 milhões de euros vindos da Gazprom. A equipa de Peter Sauber e Monisha Kaltenborn veria com bons olhos o regresso do piloto que passou por Renault e Caterham e que está fora da Formula 1 na temporada de 2013. Aliás, esta quinta-feira, Kaltenborn recusou a confirmar o jovem Sirotkin na equipa, sublinhando que “o nosso objetivo é preparar o Sergey para a Formula 1, mas temos alguma flexibilidade nas nossas atividades com ele”. 

Caso se confirme a entrada de Petrov, Sirotkin poderia ser o piloto de reserva da Sauber em 2014, não beliscando o acordo feito anteriormente. Atualmente com 29 anos, Petrov correu em 58 Grandes Prémios, conseguindo um pódio, uma volta mais rápida e 64 pontos.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Apresentações 2013: o Sauber C32

Em Hinwill, na Suiça, Peter Sauber e Monisha Kalternborn mostraram ao mundo o seu novo bólido, o C32, com uma nova dupla ao volante, constituida pelo veloz alemão Nico Hulkenberg e o estreante mexicano Esteban Gutierrez. Para além destes dois, esteve presente o holandês Robin Frijns, que vai ser o piloto reserva da equipa em 2013.

O C32 tem um leve degrau no bico, algo parecido com o que têm o Lotus-Renault E21, e esta temporada vai ser importante para a equipa. Quando comemoram os 20 anos da sua presença na Formula 1, e depois de terem conseguido a sua temporada mais positiva de sempre, com quatro pódios e duas voltas mais rápidas, este carro aparenta ser uma evolução do C31.

Algo que é confirmado pela sua diretora, Monisha Kalternborn: "O C32 é baseado no seu antecessor, que era um carro muito competitivo", começou por afirmar. "Estou bastante entusiasmada mas ao mesmo tempo algo nervosa. O objetivo é claro: queremos continuar a evoluir. Tínhamos vários pontos fortes e alguns pontos fracos, e os nossos engenheiros trabalharam para sustentar os pontos fortes e eliminar os pontos fracos", concluiu.

Matt Morris, responsável pelo projeto, afirmou que se dedicaram a melhorar um chassis que revelou ser muito competitivo: “Ao longo da última temporada, investimos muito tempo e energia  no sentido de uma melhor compreensão do nosso carro. Por isso, nos concentramos principalmente sobre os efeitos aerodinâmicos em toda a traseira do carro. Nossos especialistas em aerodinâmica fizeram um grande trabalho sobre isso, e essa base foi utilizada para desenvolver o C32”, comentou.

Em relação aos pilotos, Nico Hulkenberg afirmou que a sua unica preocupação é tentar ser consistente: “Espero que sigamos avançando a partir da boa base que tivemos no ano passado e que possamos conquistar bons resultados. Mas, com a nova temporada começa um novo jogo. Agora devemos esperar até que estejamos no circuito, e então, veremos”, começou por afirmar o piloto alemão de 25 anos.

“Por enquanto, não estou nervoso, estou tranquilo. A pulsação vai começar a acelerar de verdade antes da primeira corrida, em Melbourne. O objetivo para esta temporada é conquistar um rendimento constante e bom em cada corrida”, completou.

Quanto a Esteban Gutierrez, o "rookie" de 22 anos afirmou não estar nervoso na sua estreia na Formula 1: “Meu objetivo é focar nas coisas mais importantes da minha preparação, mas antes de Melbourne eu tenho certeza que teremos adrenalina ao máximo”, começou por afirmar.

“Tenho que manter minha mente aberta para os testes, então poderei dar o melhor feedback para a equipa, já que esse é um estágio muito importante no desenvolvimento do carro na preparação para as corridas. No inicio, a tarefa mais importante vai ser de resolver todos os problemas de fiabilidade do carro, então nós poderemos dar um monte de voltas nos testes. Depois, claro, outro fator importante é a de adaptar ao carro em condições de classificação e de corrida, o que geralmente vem com a experiência das primeiras etapas”, concluiu.