O episódio numero quatro da série animada da McLaren, com Jenson Button e Lewis Hamilton, fala sobre corridas e testes. Tem uns quadros engraçados sobre o tema, mas prefiro que vejam por vocês mesmos.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
domingo, 2 de setembro de 2012
Formula 1 em Cartoons - Belgica (GP Toons)
O acidente desta tarde em La Source quase me esqueceu do desenho do "Destroyers Racing Club" que o Hector Garcia, do GP Toons, fez no final da semana passada.
Ora, com este desenho e os eventos desta tarde, ele nos fez lembrar de novo que a história não é mito, é mais do que verdadeiro!
GP3: Laine vence, Felix da Costa repete pódio
A segunda corrida da GP3 em Spa-Francochamps foi mais uma demonstração de força de Antonio Felix da Costa, onde conseguiu mais um lugar no pódio e uma volta mais rápida, batendo o seu mais direto rival na luta pelo título, mas não conseguindo chegar ao primeiro lugar.
Numa corrida vencida pelo finlandês Mathias Laine, Felix da Costa fez uma corrida de trás para a frente, largando do sétimo lugar, passou dois pilotos logo na primeira volta e ficou atrás de Mitch Evans, o líder do campeonato. A luta durou até à quarta volta, altura em que o português levou a melhor, com Evans a sofrer depois um despiste, que o levou a perder posições. O neozelandês iria acabar na 15ª posição.
Após isso, foi em busca de Conor Daly e Lewis Williamson, que lutavam pelo segundo posto. Felix da Costa conseguiu apanhá-los e após o inglês ter tido uma ligeira saída de pista, ficou à mercê do piloto português, passando-o. Pouco depois fez o mesmo a Daly, ficando com o segundo lugar e fazendo pelo meio a volta mais rápida, a quarta consecutiva. No final, Mathias Laine foi o vencedor, seguido por Felix da Costa e Daly. O suiço Alex Fontana foi o quarto, seguido por Daniel Abt, o vencedor da primeira corrida do fim de semana.
Na classificação geral, Mitch Evans continua a ser o primeiro, com 147,5 pontos, seguido por Felix da Costa, com 126 pontos, e Aaro Vaino, com 123, quando faltam as duas corridas de Monza para terminar o campeonato.
Uma coisa é certa: Felix da Costa é um piloto que está em ascensão e conseguiu diminuir bastante a diferença para o primeiro lugar, em prestações cada vez mais elogiadas pela imprensa e pelos responsáveis da Red Bull. O fim de semana de Monza vai ser decisivo para as aspirações a um título da GP3 que agora é mais do que possível.
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IRC: espectador morre em rali checo
Um espectador morreu na manhã de hoje no Rali Barnum Zlin, na Republica Checa, quando foi atropelado pelo Subaru Impreza do piloto checo Vaclav Kopacek. Outro ficou ferido e foi transportado para o hospital em estado grave.
Aparentemente, ambos os espectadores estavam em zona proibida quando se deu o acidente. A vítima mortal é um fotógrafo local.
Os organizadores do rali decidiram terminar prematuramente a competição, que conta para o Intercontinental Rally Challenge, e atribuiram a vitória ao finlandês Juho Hanninen, que assim vence antecipadamente o título no IRC. Já é a segunda vez nesta temporada que um rali do IRC termina demasiadamente cedo, depois do acidente fatal que envolveu Gareth Roberts, o navegador de Craig Breen, no Rally Targa Florio, na Sicilia.
Última Hora: Grosjean punido com uma corrida de suspensão
A FIA foi implacável para Romain Grosjean devido a ele ter sido o causador da carambola em La Source, na primeira curva da primeira volta do GP da Belgica, esta tarde. O piloto francês foi suspenso em uma corrida, sendo impedido de participar no GP de Itália, em Monza. Para além disso, foi multado em 50 mil euros.
Outro dos pilotos penalizados nesta corrida foi... Pastor Maldonado, que os comissários afirmaram que ele queimou a largada e causou o acidente que colocou a si e a Vitaly Petrov de fora da corrida belga. Para cada um desses dois incidentes, a FIA lhe deu cinco lugares de penalização cada um, no total de dez.
Com esses resultados, a Renault não tardou em reagir. Eric Boullier, o diretor desportivo, afirmou que aceita a sanção e disse que o substituto mais provável será o belga Jerome D'Ambrosio, ao referir que as hipóteses dele de estar dentro do carro da Renault são de "80 por cento".
Sanções de uma corrida são muito raras. Apenas por quatro vezes é que isso aconteceu: primeiro em 1989, quando Nigel Mansell, já desclassificado, bateu em Ayrton Senna no GP de Portugal, no Estoril, e foi impedido de correr na prova seguinte, em Jerez.
As mais famosas aconteceram em 1994. Primeiro, no GP do Brasil, onde Eddie Irvine, então um piloto novato na Jordan, causou uma carambola que levou consigo mais três carros: o McLaren de Martin Brundle, o Benetton de Jos Verstappen e o Ligier de Eric Bernard. Irvine foi punido com três corridas de suspensão, onde o seu lugar foi ocupado pelos veteranos Aguri Suzuki e pelo italiano Andrea de Cesaris.
A meio do ano, Mika Hakkinen foi suspenso por uma corrida por ser o causador da enorme carambola no inicio do GP da Alemanha, onde onze carros foram suspensos. Ele foi substituido por Philippe Alliot na corrida seguinte, na Hungria. Por essa altura, falava-se da polémica decisão de Michael Schumacher de ter ignorado uma bandeira negra em Silverstone, onde após alguma ponderação, a FIA decidiu excluir Michael Schumacher de duas provas, em Monza e no Estoril.
Em 2002, Felipe Massa foi penalizado em dez lugares na grelha de partida, e como era uma sanção nova, a equipa resolveu substitui-lo por Heinz-Harald Frentzen na corrida seguinte, em Indianápolis. A FIA depois corrigiu a regra e passou a afirmar que o piloto tinha de o cumprir, independentemente da corrida onde alinharia.
As mais famosas aconteceram em 1994. Primeiro, no GP do Brasil, onde Eddie Irvine, então um piloto novato na Jordan, causou uma carambola que levou consigo mais três carros: o McLaren de Martin Brundle, o Benetton de Jos Verstappen e o Ligier de Eric Bernard. Irvine foi punido com três corridas de suspensão, onde o seu lugar foi ocupado pelos veteranos Aguri Suzuki e pelo italiano Andrea de Cesaris.
A meio do ano, Mika Hakkinen foi suspenso por uma corrida por ser o causador da enorme carambola no inicio do GP da Alemanha, onde onze carros foram suspensos. Ele foi substituido por Philippe Alliot na corrida seguinte, na Hungria. Por essa altura, falava-se da polémica decisão de Michael Schumacher de ter ignorado uma bandeira negra em Silverstone, onde após alguma ponderação, a FIA decidiu excluir Michael Schumacher de duas provas, em Monza e no Estoril.
Em 2002, Felipe Massa foi penalizado em dez lugares na grelha de partida, e como era uma sanção nova, a equipa resolveu substitui-lo por Heinz-Harald Frentzen na corrida seguinte, em Indianápolis. A FIA depois corrigiu a regra e passou a afirmar que o piloto tinha de o cumprir, independentemente da corrida onde alinharia.
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Formula 1 2012 - Ronda 12, Belgica (Corrida)
O espectador comum, que adora a Formula 1, andou todo o mês de agosto a queixar-se que sentia a falta da competição, especialmente numa altura em que esta se encontra totalmente equilibrada, apesar de Fernando Alonso ter ganho um "momentum", com presenças constantes no pódio, e duas vitórias, contra por exemplo, os Red Bull e os McLaren, com os Lotus-Renault à espreita.
Havia razões para essa ansiedade, para além da situação no campeonato: as duas corridas seguintes iriam ser disputados em circuitos clássicos, Spa-Francochamps e Monza, e claro, todos adoram ver corridas ali, pelo clássico da coisa e no caso do circuito belga, pelo seu tempo sempre instável. O tempo de facto esteve instável, mas não neste domingo: céu azul, entrecotado com algumas núvens, mas iria ser uma corrida a seco.
Na qualificação, ao ver os "banzais" nos lugares da frente, especialmente Pastor Maldonado, lancei um aviso premonitório: que a primeira curva, o do La Source, poderia ser um potencial local de sucata, com uma carambola das boas. Não acontece todos os anos, é certo, mas ver Maldonado, Kamui Kobayashi ou Romain Grosjean nos primeiros lugares é potencial para confusão.
E foi. De uma certa forma, foi dos que esperava ver a armar confusão, mas Maldonado, por exemplo, fez uma confusão à parte: queimou a largada e saltou para o segundo lugar logo na primeira curva, e de uma certa maneira, escapou dessa confusão. Quanto a Grosjean, quis bloquear Lewis Hamilton e ambos tocaram-se, com o francês a fazer um "strike" que passou a poucos centímetros da cabeça de Fernando Alonso, levando a ele, Hamilton e o Sauber de Sergio Perez.
Havia razões para essa ansiedade, para além da situação no campeonato: as duas corridas seguintes iriam ser disputados em circuitos clássicos, Spa-Francochamps e Monza, e claro, todos adoram ver corridas ali, pelo clássico da coisa e no caso do circuito belga, pelo seu tempo sempre instável. O tempo de facto esteve instável, mas não neste domingo: céu azul, entrecotado com algumas núvens, mas iria ser uma corrida a seco.
Na qualificação, ao ver os "banzais" nos lugares da frente, especialmente Pastor Maldonado, lancei um aviso premonitório: que a primeira curva, o do La Source, poderia ser um potencial local de sucata, com uma carambola das boas. Não acontece todos os anos, é certo, mas ver Maldonado, Kamui Kobayashi ou Romain Grosjean nos primeiros lugares é potencial para confusão.
E foi. De uma certa forma, foi dos que esperava ver a armar confusão, mas Maldonado, por exemplo, fez uma confusão à parte: queimou a largada e saltou para o segundo lugar logo na primeira curva, e de uma certa maneira, escapou dessa confusão. Quanto a Grosjean, quis bloquear Lewis Hamilton e ambos tocaram-se, com o francês a fazer um "strike" que passou a poucos centímetros da cabeça de Fernando Alonso, levando a ele, Hamilton e o Sauber de Sergio Perez.
O que mais impressiona é ver o acidente do carro de Fernando Alonso: vê-lo a fazer a sua curva e de repente, vindo do nada, aparece um carro a rodopiar na frente dele, descontrolado, e a subir pelo seu carro, destruindo-o e terminando ali a sua corrida. Não é dificil apontar Grosjean como culpado, pelos estragos que fez e pela sua impulsividade, e fá-lo de novo, pois ele também foi o causador de uma carambola em Les Combes, em 2009.
Depois da carambola na primeira curva, as coisas diminuiram de intensidade. Jenson Button, o poleman e um dos grandes beneficiados desta carambola, começou a afastar-se do resto da concorrência e passou a dominar com maior à vontade. Pastor Maldonado abandonou na quinta volta, depois de ter quebrado a frente da sua asa, e a corrida foi basicamente uma questão de táticas e de passagens peas boxes, onde houve duas polémicas: uma entre Mark Webber e Felipe Massa, e outra com Michael Schumacher e Sebastian Vettel. Em ambos os casos, os pilotos foram chamados à cabine dos comissários mas nada aconteceu.
Vettel aproveitou bem a corrida, e graças também a uma boa tática, conseguiu chegar ao segundo lugar da corrida, compensando o décimo lugar da grelha. É certo que o "strike" de Grosjean o beneficiou, mas dos candidatos ao título, é o que sai mais a ganhar desta corrida, aparte Button, que agora faz com que a corrida ao título seja uma competição a seis.
Vettel aproveitou bem a corrida, e graças também a uma boa tática, conseguiu chegar ao segundo lugar da corrida, compensando o décimo lugar da grelha. É certo que o "strike" de Grosjean o beneficiou, mas dos candidatos ao título, é o que sai mais a ganhar desta corrida, aparte Button, que agora faz com que a corrida ao título seja uma competição a seis.
Michael Schumacher também queria aproveitar esta corrida, mas o veterano alemão - 300 GP's neste fim de semana - teve uma parte final foi dolorosa. Terceiro a meio da corrida, o desgaste dos pneus o fez perder posições para a concorrência, e depois de uma segunda paragem, afirmou ter perdido a sexta velocidade, que o fez cair para o sétimo posto. Quanto a Bruno Senna, também teve um final doloroso. Tinha o oitavo lugar na mão quando sofreu um furo lento na volta 39 e deixou passar os Toro Rosso de Jean-Eric Vergne e Daniel Ricciardo. Foi às boxes, fez a volta mais rápida, mas apenas ficou na 12ª posição.
No final, Button vencia com larga margem sobre Sebastian Vettel, e Kimi Raikkonen no lugar mais baixo do pódio. Nico Hulkenberg era o quarto, no seu Force India, na frente de Felipe Massa, que teve um bom resultado, com a ausência de Alonso. E Mark Webber, mesmo com todas as penalizações, foi o sexto. Depois vieram Schumacher e os Toro Rosso - que já não pontuavam desde a Malásia - e Paul di Resta ficou com o ponto final.
Agora, é de tirar o fôlego: tudo tem de ser desmontado o mais rapidamente possivel, porque na semana que vêm é noutro clássico: Monza.
sábado, 1 de setembro de 2012
GP3: Abt vence em corrida encurtada por acidente
A primeira corrida do fim de semana duplo da GP3 em Spa-Francochamps foi ganha pelo alemão Daniel Abt, após uma luta metro a metro com o português Antonio Felix da Costa, mas ficou marcado pelo acidente do irlandês Robert Cregan, que bateu forte na zona de Pouhon, e levou à interrupção da corrida, quando faltavam 15 minutos para o final da corrida.
A encurtada corrida começou com Abt e Felix da Costa a surpreenderem os dois pilotos da frente, nomeadamente o "poleman" Mitch Evans, e partiram para a luta pelo comando. O piloto português passou para a frente, mas Abt depois ficou o comando numa ultrapassagem espectacular. Felix da Costa tentou regressar ao primeiro posto, ficando lado a lado na travagem para Les Combes, onde saiu da pista, regressando na mesma posição.
Momentos depois, Cregan bateu com o Carlin de Alex Brundle na zona de Pouhon e bateu forte de traseira na barreira de pneus. O socorro apareceu e como existiam dificuldades em retirar o piloto irlandês do sítio onde estava, o Safety Car foi colocado em pista por duas voltas, antes das bandeiras vermelhas terem sido mostradas. A menos de 15 minutos do final da corrida, e pouco mais de metade da prova, isso significou o seu término, com Abt a vencer pela primeira vez nesta temporada e Felix da Costa a conseguir o seu quinto pódio do ano e terceiro consecutivo. O neozelandês Mitch Evans, lider do campeonato, completou o pódio.
Para além do pódio, Felix da Costa conseguiu pela terceira vez consecutiva a volta mais rápida. Quanto a Cregan, a equipa Ocean já disse via Twitter que está em observação, mas não aparenta ferimentos.
A segunda corrida da GP3 acontecerá amanhã de manhã.
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Última Hora: Maldonado penalizado em três lugares
Já começa a ser normal: Pastor Maldonado penalizado por algum incidente, seja na qualificação, seja na corrida. E desta vez, os comissário de pista decidiram colocar o piloto venezuelano três lugares atrás na grelha devido ao facto de ter bloqueado o alemão Nico Hulkenberg na Q1 durante a sua volta mais rápida.
Assim sendo, o Lotus de Kimi Raikkonen, o Sauber de Sergio Perez e o Ferrari de Fernando Alonso sobem mais um lugar na grelha de partida. Aparentemente, Kimi Raikkonen também estava a ser investigado por manobra similar, mas acabou por não ser penalizado pelos comissários.
Sobre o que acontece em relação a Maldonado e as suas diatribes, creio que Frank Williams e Christian Wolff devem querer imenso o dinheiro da patrolifera venezuelana. Nem que seja para pagar os estragos, não é?
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Formula 1 2012 - Ronda 12, Belgica (Qualificação)
Depois da chuva de ontem, veio o sol para Spa-Francochamps. Entrecotado por nuvens, é certo, mas com a pista suficientemente seca para se fazer uma qualificação em condições diferentes de sexta-feira. Mas dessas sessões até esta haviam novidades: após as duas sessões de treinos livres, o Mercedes de Nico Rosberg e o Red Bull de Mark Webber tiveram as suas caixas de velocidades trocadas e em consequência, iriam ser penalizados em cinco lugares. Com ambas as equipas (Mercedes e Red Bull) com as suas estratégias condicionadas, a qualificação iria ser interessante de se ver, como sempre.
A qualificação começou sem grandes problemas. Aliás, não iria haver qualquer incidente de relevo durante esta qualificação e com o final da Q1, vieram duas surpresas: o melhor tempo por parte de Pastor Maldonado e o 18º tempo de Nico Rosberg, que acumulado com a penalização devido a caixa de velocidades, iria partir da penultima posição. E assim, ao filho de Keke Rosberg tinha saído a habitual "fava", pois iria fazer companhia às novatas Caterham, HRT e Marussia.
A Q2 seria bem mais interessante de seguir, como é costume. E ao longo dessa classificação, vimos que algumas surpresas estavam a acontecer, devido ao equilibrio que existe nos lugares da frente. Afinal de contas, falamos de cerca de um segundo de diferença, em muitos aspectos. No final dessa Q2, as grandes surpresas eram as eliminações de Sebastian Vettel - apenas 11º - e de Michael Schumacher, o 13º da grelha, na frente de Felipe Massa, o 14º, e de Bruno Senna, o 17º. No lado positivo, vemos os Sauber a entrarem na Q3, com Sergio Perez a ser terceiro, e Kamui Kobayashi o sexto. Pastor Maldonado conseguiu uma qualificação "in extremis", no décimo posto.
E chegados à Q3, esperava-se um pouco de tudo, desde alguma surpresa no lado da Lotus ou Sauber, até ver Fernando Alonso mais uma vez na pole-position. Quem estava excluido dessa luta era Mark Webber, pelas razões já explicadas anteriormente.
Em poucos minutos, os carros voltaram á pista. O primeiro a marcar tempo foi o Lotus de Kimi Raikkonen, com 1.48,205, mas logo depois veio Jenson Button e faz melhor tempo: 1.47,686. Depois de um compasso de espera, os pilotos sairam para uma volta final, e as surpresas apareceram: Button melhora o seu tempo, com 1.47,573 e consolidava a pole-position, enquanto que Kamui Kobayashi conseguia a sua melhor posição de sempre, ao ser segundo classificado, na frente do Williams de Pastor Maldonado. Kimi Raikkonen, do qual se esperava muito, foi apenas quarto, na frente de Sergio Perez, Fernando Alonso e Mark Webber, que acumulado com a penalização, largará da 12ª posição da grelha. Lewis Hamilton era oitavo, Romain Grosjean o nono e o Force India de Paul di Resta fechava o "top ten", mas toda esta gente iria ganhar um lugar com a penalização de Webber.
Era a primeira pole de Button ao serviço da McLaren e Spa-Francochamps continhava a ser imprevisivel. Mesmo que a pista esteja seca e o tempo esteja claro...
Amanhã, a corrida vai ser interessante, especialmente nas duas primeiras curvas, com os instáveis como Maldonado nas primeiras linhas. Temo que amanhã muitos cacos voarão em La Source...
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Os saltos e pulos da IndyCar Series
Esta sexta-feira, parece que rebentou polémica na IndyCar Series, e tem a ver com a pista urbana de Baltimore. Aparentemente, no cenário urbano da cidade, a ondulação da pista é tal que alguns carros tem dificuldade em se manter na pista, tantos eram os saltos existentes e a velocidade que os carros alcançam na reta é tal que alguns até voam, como acontece nesta foto, tirada ao francês Simon Pagenaud.
As pistas urbanas nos Estados Unidos não tem o asfalto liso como têm, por exemplo, as pistas da Formula 1, mas raramente são chamadas à atenção pela sua irregularidade, porque significa que de uma certa forma, são aceitáveis para os padrões da IndyCar. Mas já houve problemas nesse sentido, quando em 2006 e 2007, a (agora extinta) ChampCar correu nas ruas de San José, na California, e havia um troço onde passavam por cima de uma linha de elétrico.
O caso de Baltimore não é novo, pois já tinha acontecido no ano passado, e o problema foi (mais ou menos) resolvido, com a corrida a decorrer sem grandes incidentes. Mas ter problemas como este logo no primeiro treino livre, pode significar o começo dos problemas. Esperemos que não, claro, porque para chatices e polémicas, já bastou o que aconteceu o ano passado, em Las Vegas.
E é por isso que o Rubens Barrichello diz que hoje em dia, a maioria das pistas não passariam no crivo da Formula 1. Ele têm razão, mas aqui há muito mais pistas urbanas do que na Formula 1. Lá, só Mónaco, Singapura e Melbourne é que contam, enquanto que aqui há mais pistas. Mas mesmo assim, esta de Baltimore é demasiado, até para os padrões da IndyCar Racing.
Espero que nada de mal aconteça neste fim de semana.
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sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Formula 1 2012 - Ronda 12, Spa-Francochamps (Treinos)
Após um mês de férias, onde os adeptos da Formula 1 aproveitaram e foram para a praia ou mataram tempo no Facebook para fazer "Formula 1 da Depressão", entre outras coisas, a competição voltou para a primeira de duas passagens pelos clássicos: Spa-Francochamps. E se muitos gostam de ver a categoria máxima do automobilismo a correr num dos clássicos, também estão habituados ao tempo sempre instável das Ardenas belgas. E claro, este ano não é a excepção, porque as duas sessões de treinos foram brindadas pela chuva.
E a chuva fez com que os pilotos da frente fizessem apenas algumas voltas, para ver como é que estava a pista. E esta se mostrava instável, devido à carga de água que caia, quer na primeira sessão, quer na segunda. E claro, houve algumas rodadas, como a que aconteceu a Felipe Massa. Resultado final: os pilotos da frente chegaram à conclusão que não valia a pena rodar naquelas condições, especialmente na segunda sessão de treinos.
É por isso que temos como melhores tempos o Sauber de Kamui Kobayashi, na primeira sessão, e o Marussia de Charles Pic na segunda sessão. Porque foram dos mais corajosos a sair à pista, naquelas condições. Mas no caso da segunda sessão, os primeiros carros saíram para a pista... 48 minutos depois do inicio da sessão! E o tempo de Pic não foi relevante: 2.49,354 segundos, 396 centésimos na frente do Toro Rosso de Daniel Ricciardo. Mas dos 24 pilotos, apenas dez saíram à pista nessa segunda sessão de treinos.Com isto tudo, pode-se imaginar que as coisas ao longo do fim de semana não serão fáceis, especialmente se amanhã for mais do mesmo. A lotaria da qualificação sairá amanhã, e que consiga o mais sortudo.
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Formula 1 em cartoons: Destroyers Racing Club
Começa o fim de semana automobilístico em Spa-Francochamps, e muitos dos olhos do mundo estão sobre estes senhores. Qual deles será o primeiro a... bater? Como podem ver, candidatos não faltam, cada um com o seu currículo. Romain Grosjean, por exemplo, causou uma enorme carambola em Les Combes na temporada de 2009, ainda na sua primeira passagem pela Renault...
O cartoon é do Hector Jose Garcia, do GP Toons.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Alex Zanardi homenageado com musica
Esta eu vi hoje no pezzolo.tv, o site do Jorge Pezzolo. A banda "The Sickle" decidiu lançar um videoclip para homenagear Alessandro Zanardi, que neste momento está em Londres a participar nos Jogos Paralimpicos, na equipa de ciclismo italiana.
A ideia é para homenagear o piloto italiano que perdeu as duas pernas no acidente que teve em 2001 na pista alemã de Lausitzring, e pelo que me contam, a letra tem a ver com as dificuldades que o piloto teve de superar nesta sua segunda vida. O lançamento do videoclip por estes dias não é inocente: foi a pedido expresso de Zanardi.
Veremos se dará sorte para ele na competição.
Veremos se dará sorte para ele na competição.
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5ª Coluna: A competição elétrica
A noticia surgiu na segunda-feira, com direito a assinatura e tudo por parte de Jean Todt. A criação da Formula E, uma competição dedicada aos automóveis elétricos, vai ser uma realidade a partir de 2014, com dez equipas de dois carros cada uma, prefazendo vinte pilotos. Ainda não se sabe se os que pilotarão esses carros serão esperanças para a Formula 1, veteranos da competição ou pilotos que virão ali uma alternativa à categoria máxima do automobilismo.
Esta competição, abençoada pela FIA, será organizada pelo espanhol Alejandro Agag, um dos acionstas da equipa Addax e que durante muito tempo "namorou" a ideia de colocar uma equipa na Formula 1, mas que nunca foi adiante. Tem como parceiros outro espanhol Enrique Bañuelos, um dos homens mais ricos de Espanha, cuja fortuna veio do setor imobiliário, mas que quando viu o mercado ibérico "rebentar", decidiu virar-se para o Brasil para ver se conseguia manter o "cash-flow", e o britânico Lord Drayson, que desde há muito está a construir, com o auxilio da Lola, um Protótipo elétrico com a ideia de participar nas 24 Horas de Le Mans de 2013 e no WEC, o Mundial de Endurance.
Já começaram a surgir alguns detalhes da competição, e francamente, não estou muito otimista. Aparentemente, será uma competição monomarca, com os mesmo chassis, no total de vinte carros, de dez equipas, e fala-se que as corridas terão à volta de dez minutos de duração. Como é de esperar, ainda não se sabe quantas provas terá, mas deverá ser espalhado um pouco por todo o mundo. Fala-se de uma corrida nas ruas do Rio de Janeiro, mas provavelmente veremos essa competição espalhada pelo resto do mundo.
Como ainda falta ano e meio para o inicio da competição, haverá tempo para ver os regulamentos e quem serão os pilotos que alinharão nesta nova experiência. Mas o mais interessante é que há promotores para isto, numa aposta a longo prazo, pois como sabem - e por muito que custe a muita gente - esta é a aposta que os construtores automóveis estão a fazer neste momento.
É que sobre os elétricos em si, já ando farto de ler os comentários dos detratores, que afirmam que "os elétricos matam a competição", ou que o "barulho é irritante", comparando-o às brocas que existem nos consultórios dentários. Só que se as pessoas fizerem o esforço de sair das suas zonas de conforto, irão ver que, quer queiram, quer não, os elétricos são o futuro. O tempo de frases como "Quem matou o carro elétrico?" já acabou, pois por fim, as construtoras sentiram-no nos seus bolsos. Desde há quase uma década que a industria automóvel investe pesadamente na tecnologia híbrida e elétrica, por duas razões: a económica e a ecológica.
Mesmo que os detratores acusem os defensores de hipócrisia, porque as as fontes de energia usadas para abastecer os elétricos são poluidoras na mesma (centrais térmicas a carvão, por exemplo), as pessoas tem de entender que a poluição causada pelo tráfego automóvel contribui de forma bem importante para o aquecimento global e o deterioramento da camada de ozono. Somos agora sete mil milhões de pessoas, e a pegada humana é demasiadamente enorme para ser menosprezada.
Há também outra boa razão para que se desgoste os elétricos, e tem a ver com a autonomia. Ninguém comprará um carro elétrico enquanto não tiver a autonomia de um a gasolina. Mas isso é uma questão de tempo. Há dez anos, as baterias dos portáteis e dos celulares (telemóveis) também tinham uma autonomia limitada e demoravam tempo para carregar, e hoje em dia, essa autonomia alargou-se bastante e o tempo de carregamento está bastante baixo. Se agora, em 2012, os carros têm em média autonomias de 160 quilómetros, ao ritmo que as montadoras investem neste tipo de tecnologia, nada garante que em 2022, veremos veículos elétricos com o dobro da autonomia, carregados em metade do tempo ou menos. Quer queiramos ver ou não, estamos a observar o futuro do automobilismo.
Contudo, também poderemos estar a ver outro tipo de futuro: um sem Bernie Ecclestone. Quando Jean Todt assinou este acordo com Alejandro Agag e Enrique Bañuelos, assinou também a ideia de uma alternativa à máquina montada por Bernie Ecclestone. Ainda nada se sabe ou foi dito, mas daquilo que vimos, posso afirmar que construir uma competição usando circuitos de rua nas principais cidades europeias e mundiais pode significar alternativas ao método usado pelo octogenário anão há mais de 35 anos. Do que isto poderá resultar, só o futuro dirá.
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