terça-feira, 29 de outubro de 2013

Noticias: Ross Brawn sai da Mercedes no final da temporada

Os rumores sobre a continuidade de Ross Brawn já corriam há algum tempo, especialmente desde a chegada de Paddy Lowe, vindo da McLaren, mas parece que Eddie Jordan "bateu o martelo": Brawn sai da Mercedes no final de 2013. Ele não chegou a acordo para manter-se por lá a partir de 2014, e numa equipa que já têm Lowe, Christian "Toto" Wolff e Niki Lauda em lugares de topo, a melhor maneira é rumar a outras paragens.

Aos 58 anos de idade, Brawn sai da estrutura onde estava desde 2008, quando ainda era a Honda, e desenhou o carro que iria ser da marca, mas no final do ano, esta abandonou a Formula 1 sem aviso prévio, dando a Brawn a oportunidade de ter - relutantemente - a sua própria equipa, dando a Jenson Button o campeonato do mundo e a Rubens Barrichello o regresso às vitórias.

O futuro de Brawn é diverso: a Honda já disse que gostaria de voltar a ter os seus serviços para a McLaren, enquanto que a Williams acena com os 15 por cento pertencentes a Toto Wolff para ficar na equipa como diretor técnico.

A carreira de Brawn é recheada de sucessos: começando em 1976 na March, passou dois anos depois pela recém-criada Williams, indo depois em 1985 para a Haas-Lola (onde teve como colega de equipa... Adrian Newey) e Arrows, antes de experimentar a Endurance, desenhando os Jaguar de Sport-Protótipos. Em 1991 volta à Formula 1 ao serviço da Benetton, onde ajudou Michael Schumacher a vencer os seus dois primeiros títulos mundiais. Em 1996, passou para a Ferrari, onde em conjunto com Jean Todt e Rory Bryne, deram ao piloto alemão cinco títulos mundiais, entre 2000 e 2004. Saiu da Scuderia em 2006, para fazer um ano sabático, antes de regressar à competição, ao serviço da Honda. 

Outra vitima do Sr. Marko

Quem não andava atento à estrutura da Red Bull Junior Team, poderá não saber que eles tinham uma mulher a correr nos escalões de formação: a holandesa Beitske Visser. Com 18 anos de idade - nasceu a 10 de março de 1995 - Visser corria na Formula ADAC Masters alemã, onde nesta temporada venceu uma corrida e acabou na oitava posição do campeonato. Contudo, Visser estava ali pelo segundo ano e no anterior, tinha alcançado duas vitórias, embora tenha acabado também na oitava posição do campeonato. E como "estagnou", nas "sábias" palavras de Helmut Marko, acabou por ser dispensada.

Ela fez o anuncio na sua página oficial do Facebook: "É com tristeza que anuncio que não faço mais parte da Red Bull Junior Team. Foi uma temporada complicada onde os resultados não correram como o esperado. Agradeço à Red Bull e ao Dr. Marko pelo apoio que me deram. Trabalharei no duro para voltar mais forte. E não tenciono desistir."

Mais do que ter uma má temporada - ninguém escapa a isso - é um pouco a face cruel deste programa. É por isso que alguns pilotos já começam a fugir da Red Bull e de Helmut Marko: a exigência e a pressão é feroz e destroi os pilotos. Pode-se compreender isso em pilotos medianos, mas estamos a falar de pilotos com potencial para serem vencedores. Pelos vistos, a Red Bull não procura isso: procura extraterrestres. Já têm um na figura de Sebastian Vettel, agora andam desesperadamente à procura de outro.

E enquanto houver pilotos que estejam dispostos a fazer um "pacto com o Diabo", as coisas continuarão assim. E espero que a Beitske Visser continue com a carreira, porque acho que é provavelmente a mulher com maior potencial para fazer uma carreira nos monolugares. 

Youtube Motorsport Record: Um Ford GT a quase... 450 km/hora!

Esta vi no Jalopnik. Não sabia, mas aparentemente, duas vezes por ano, numa localidade chamada Beeville, no Texas, existe uma coisa chamada "Texas Mile" onde se celebra a velocidade dos automóveis. E como sabem, o pessoal da Hennessey está a ganhar a reputação de fazer carros que de tão "alimentados" estão a bater recordes de velocidade de carros de produção.

E no domingo, enquanto que o mundo celebrava o tetracampeonato de Sebastian Vettel, um Ford GT40 preparado pela Hennessey, com... dois mil cavalos (!) conseguia a espantosa velocidade de 278 milhas por hora. Convertido para quilómetros por hora, dá a espantosa velocidade de... estão sendados? 447,72 quilómetros por hora.

Não sei porquê, mas isto tudo faz-me lembrar aquela famosa cena do "Ludicrous Speed" do "Spaceballs", a comédia do Mel Brooks a gozar com o "Star Wars".

Quanto ao carro em si, aparentemente é um projeto feito pelos empregados nas horas livres. Veremos se isto vai em alguma coisa...

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Noticias: Bernie Ecclestone vai amanhã a julgamento

No dia em que Bernie Ecclestone comemora o seu 83º aniversário natalício, o homem que comanda a Formula 1 não tem muitos motivos para festejar: desde há algum tempo que está a ser assombrado pelo "caso Gribowsky", onde o dirigente subornou o alemão Gerhard Gribowsky, funcionário do banco BayernLB em 2005 em cerca de 50 milhões de euros, para conseguir para si mesmo os direitos televisivos da Formula 1, que tinham pertencido ao Grupo Kirch, após a falência deste, em 2003. Como se sabe, Gribowsky foi julgado em 2012 e condenado a oito anos de prisão por suborno e fuga aos impostos. 

Contudo, o julgamento que começa amanhã em Londres é um "spinoff" do caso Gribowsky. O processo foi levantado por Constantin Medien, que pede uma indemnização de 171 milhões de dólares pelo facto de a sua proposta para comprar os direitos da Formula 1 ter sido artificialmente sobrevalorizada por Ecclestone e Gribowsky. O negócio foi concluido em 2005 por um valor aproximado de 5,9 mil milhões de dólares, e Medien deveria ter sido pago, caso este tivesse um excesso de mil milhões, só que não aconteceu. Após uma avaliação, descobriu que o valor real da venda deveria ter sido de 2,8 mil milhões de dólares, resolveu processar Ecclestone e Gribowsky por fraude.

Apesar do dirigente ter afirmado que está tranquilo com o julgamento, disse que o ideal era não ter que enfrentá-lo enquanto comanda a categoria. “Isso não é o ideal. Seria melhor se não estivesse acontecendo, mas não podemos mudar o sistema de justiça”, declarou à agência de notícias ‘Bloomberg.’

Já o advogado de defesa Alexander Engelhardt acrescentou, explicando que a decisão dos tribunais ingleses é importante porque pode influenciar naquilo que a justiça alemã irá julgar a partir do ano que vem. “Ecclestone está empenhado em uma guerra em diversas frentes, encarando o problema com diversas linhas de defesa. O que o ajudar na Grã-Bretanha poderá feri-lo na Alemanha e o que for produzido em ambos os julgamentos deve reaparecer em outra ação civil ou criminal no futuro”, começou por afirmar. 

“O caso Constantin [Medein] não é apenas sobre muito dinheiro. O julgamento na Grã-Bretanha é perigoso porque pode produzir evidências incriminatórias, que podem ser usadas pelos promotores de Munique”, concluiu.

Até agora, Medien conseguiu um dado importante: pediu ao tribunal que ordenasse à FOM e à CVC Partners que entregasse documentos relativos ao negócio. Estes acederam ao pedido, logo, novos detalhes poderão surgir ao longo do julgamento. 

Extra-Campeonato: um impressionante salvamento na Nazaré

Não costumo falar muito sobre "surf", mas sei que moro a 30 quilómetros de um dos melhores sitios para surfar no inverno: o canhão da Nazaré. E sei que entre novembro e janeiro, quando o Atlântico Norte se torna num sitio agitado, os surfistas vão até lá e tentam cavalgar ondas de 30 metros, para bater recordes, como fez no ano passado o Grant McNamara. 

E era o que estava a fazer a brasileira Maya Gabeira, de 26 anos, esta manhã. Estava a surfar ondas dessa altura por volta das sete da manhã, quando tudo correu mal. As imagens do resgate são impressionantes, e parecia que as coisas iriam correr para o pior, quando esteve inconsciente e de cabeça para baixo por vários minutos, enquanto a tentavam resgatar. Felizmente, no último minuto, ela conseguiu ser resgatada e levada para terra.

Está agora no hospital de Leiria, onde ela têm apenas... um tornozelo quebrado. Deverá sair amanhã de lá. Podemos dizer que foi uma mulher de sorte. 

No aniversário de Bernie Ecclestone

Hoje passa mais um aniversário sobre o nascimento de Bernie Ecclestone. Ao vermos que o "anãozinho tenebroso comemora 83 anos de vida, mais do que ficarmos admirados com o trabalho que fez para transformar a Formula 1 de um clube de "gentleman drivers", onde a cada fim de semana arriscávamos a ver um piloto a morrer em chamas, preso dentro de um carro de alumínio com gasolina à sua volta, a algo que está espalhado por todo o mundo, com autódromos amplos e "esterilizados", onde o poder da televisão nos permite assistir a um desporto que movimenta mais de 1500 milhões de euros anualmente, e a ter uma importância semelhante ao Mundial de Futebol e aos Jogos Olímpicos, com uma diferença: vemos a Formula 1 a cada uma ou duas semanas, vinte vezes por ano. 

No passado dia 24, o Humberto Corradi fez este belo ensaio sobre Bernie, especialmente acerca dos seus tempos na Brabham, em meados dos anos 70. De como ele conseguiu equilibrar as contas naquela equipa, e principalmente, a razão pelo qual ele a vendeu, no final de 1986. Os pormenores são fascinantes, e claro, recomendo sempre a sua leitura.

Como resposta, escrevi o seguinte na caixa de comentários:

"Bernie Ecclestone foi o homem certo no lugar certo, no tempo certo. A Formula 1 atual é moldada nos seus propósitos e todos querem seguir o seu modelo. Até digo uma coisa: se não fosse ele, este campeonato já teria "rebentado" e surgido outro. Por causa das desuniões entre as equipas, por exemplo.

Bernie é um dos homens mais ricos da Grã-Bretanha, porque de uma certa forma, retêm uma percentagem das receitas para ele. Não a totalidade dos 50 por cento que a FOM (Formula One Management) fica a cada ano, mas com a parte que vai para o fundo Delta Topco, que normalmente anda pelos 17,5 por cento. Se a receita de 2013 for - vamos supor - de 1500 milhões de dólares, podemos ver a percentagem que ele ganha... teria dado para manter a Brabham e ainda levar mais algum para casa, se quisesse.

No dia em que escrevo isto, Bernie está a poucos dias de fazer 83 anos. Não sabemos quanto tempo ele têm mais de vida, mas todos suspeitamos que no dia em que não estiver mais por aqui, as coisas não serão mais o mesmo. Ficará a FIA, na figura do Jean Todt, ficarão as equipas, e personagens como Luca di Montezemolo - que cada vez mais olho como "o filho que Enzo Ferrari nunca teve" - Christian Horner ou até "Toto" Wolff, entre outros, e eles farão tudo para receber mais um pouco desse bolo.

Suspeito que os tempos a seguir serão muito agitados, apesar de haver um Acordo da Concórdia assinado até 2020, do qual sabemos muito pouco dos seus pormenores. O que é mau para uma firma que no futuro quer entrar em Bolsa.

Mas o que suspeito é que no pós-Ecclestone, algumas pessoas vão querer exercer a "vingança". E olho para a Ferrari, porque historicamente, eles sempre querem que as regras sejam feitas à sua medida, e barafustam muito para conseguir a sua parte."

De então para cá, andei a olhar de novo para a história da Brabham. E lembrei-me dos tempos pós-Bernie. Para quem já não se lembra da história, eu conto: no final de 1987, depois do fracasso do chassis BT55 no ano anterior e da partida de Gordon Murray, o seu projetista, para a McLaren, Ecclestone decide vencer a equipa e retira-a durante a temporada de 1988. Quem fica com ela é um financiador suiço, Joachim Luthi, que decide voltar a colocar na Formula 1 em 1989. Contudo, em abril daquele ano, Luthi é preso devido a evasão fiscal e fraude, e a equipa passa para as mãos da Middlebridge Group, um grupo liderando por um bilionário japonês, Koji Nakauchi. 

Contudo, três anos depois, em 1992, a Brabham sai definitivamente de cena, e descobre-se um esquema de fraude fiscal e corrupção proporcionado por uma firma, a Landhurst, cujos dirigentes foram condenados a prisão pela justiça britânica. Quanto aos resultados, foram escassos: o melhor que conseguiram foi um terceiro lugar no GP do Mónaco de 1989, por Stefano Modena.

Quando leio sobre os últimos dias da Brabham na Formula 1, e outros exemplos como a cisão CART-IRL em 1995, não deixo de recear que os tempos pós-Ecclestone possam ser semelhantes a esse. Sei que vão ser agitados - toda a gente tem esse pensamento na cabeça, vendo e observando o que os dirigentes falam e pensam, e as ambições que outros têm de tomar posse de uma máquina que vale milhares de milhões de dólares, construída à sombra de um "anãozinho tenebroso". E quando leio esta tarde o James Allen a falar sobre o julgamento que vai começar amanhã em Londres sobre um "spinoff" do "caso Gribowsky", e o Joe Saward a cantar o "Remember, remember, the 6th of november...", a versão modificada da música de Guy Fawkes, o "conspirador da pólvora", sobre o inicio do seu julgamento por fraude no mesmo "caso Gribowsky", desta vez na Alemanha, só posso pensar que os últimos dias, mais o pós-Bernie, vão ser tudo menos um passeio...

Enfim, gozemos estes últimos dias de tranquilidade. 

Formula 1 em Cartoons - Kimi Raikkonen (Grand Prix Toons)

O GP da India ficou marcado pela famosa comunicação de rádio entre Kimi Raikkonen e Alan Permane, um dos diretores da Lotus-Renault, onde se usaram as famosas palavras de baixo calão para pedir a Kimi que deixasse passar Romain Grosjean, quando lutavam pelo quarto posto.

Claro, o Hector Garcia, do GP Toons, imaginou uma situação onde o finlandês pudesse excercar a sua vingança sobre esse caso em particular... 

WRC 2013: Rali da Catalunha (Final)

Este foi um rali onde se mostrou a competência e a força de um piloto em situações adversas. A meio do segundo dia, Sebastian Ogier teve um furo e perdeu quase um minuto para a concorrência, colocando-o no sexto posto, mas a partir dali, o francês começou a recuperar um atraso que parecia impossível. E aproveitou este dia final, em troços de terra, para ultrapassar Thierry Neuville e beneficiar do abandono de Dani Sordo para chegar... e tirar a liderança a Jari-Matti Latvala... no último troço. Dando um avanço de 14,5 segundos ao seu companheiro de equipa.

E assim podemos descrever a vitória de Sebastian Ogier no Rali da Catalunha, que terminou na tarde deste domingo.

Mas este domingo ficou marcado pelo abandono de Dani Sordo e o atraso de Thierry Neuville, dois dos candidatos à vitória, que apesar de terem facilitado a vida ao piloto francês, não tiveram a capacidade de lutar - ou dificultar a vida de Ogier. E com isso, o beneficiado foi Mikko Hirvonen, que chegou ao lugar mais baixo do pódio com o seu Citroen DS3 WRC, superando o belga Thierry Neuville.

O russo Evgueny Novikov foi o quinto, noutro Ford, na frente de Mads Ostberg, enquanto que Martin Prokop foi o melhor privado, com o seu Ford Fiesta WRC. O neozelandês Haydon Paddon conseguiu o oitavo posto final, naquele que foi o seu primeiro rali a bordo de um carro do WRC.

Mas o nono classificado revelou ser uma pessoa especial: o polaco Robert Kubica. Nesta sua segunda vida como piloto de Ralis, conquistou mais uma vitória na classe WRC2 e o título mundial na classe, na frente do qatari Abdelaziz Al-Kuwari. Ao assegurar o seu primeiro título de ralis, tornou-se no primeiro piloto de Fórmula 1 a vencer ao mais alto nível no WRC, graças às suas cinco vitórias nesta temporada. E no rali final, em Gales, irá experimentar um carro da categoria principal, um WRC da equipa oficial da Citroen, para saber como se comportará neste tipo de máquina.

O Mundial de Ralis encerrará no País de Gales, entre os dias 14 e 17 de novembro. 

domingo, 27 de outubro de 2013

Formula 1 em Cartoons - India (Pilotoons)

O quarto titulo mundial de Sebastian Vettel, visto pelo Bruno Mantovani, do Pilotoons. Não há muito com que dizer...

Youtube Motorsport Cartoon: A História da McLaren, parte 6


Como eles prometeram, eis o episódio do "Tooned" - que comemora os 50 anos da McLaren - sobre Ayrton Senna. Até cabe perfeitamente ver um episódio sobre um dos pilotos mais carismáticos da Formula 1 no dia em que Sebastian Vettel conquistou o seu - muito antecipado - quarto título mundial e saiu do "clube dos tricampeões", onde Senna estava incluído.

Já agora: a voz que faz de Ayrton é a do Bruno Senna, o seu sobrinho.

Formula 1 em Cartoons - Prost vs Vettel (Grand Prix Toons)

Os dois tetracampeões do mundo, desenhados por Hector Garcia, do Grand Prix Toons. E comparados com os adjetivos mais usados pelos "fãs" da atualidade. Aqueles mais preconceituosos, que diziam que "no meu tempo é que era bom..."

Para pura informação histórica, Adrian Newey deu um título a Alain Prost... empatado com Gordon Murray. Os outros dois conseguiu em carros desenhados por John Barnard.

Agora, quanto ao Prost, a alcunha dele era "Le Professeur" e o "Big Balls" era do departamento do Tio James...

Youtube Formula 1 Radio: as discussões de Kimi Raikkonen com a equipa

Os tempos de Kimi Raikkonen na Lotus estão a ser famosos não só pelos seus resultados, mas também pelas suas frases, e hoje na Índia, não foi excepção. Especialmente quando tentava aguentar - com os pneus desgastados - os carros de Romain Grosjean e de Sergio Perez. Mas o mais curioso é que o "não me grites comigo" não vai certamente ficar na mente das pessoas, mas sim a frase anterior...

Formula 1 2013 - Ronda 16, India (Corrida)


A Formula 1 chegava à sua primeira grande chance de resolver tudo a favor de Sebastian Vettel. Em paragens indianas, num "tilkódromo" que em breve será abandonado às vacas, o piloto da Red Bull necessitava de apenas dez pontos para poder ser coroado campeão do mundo pela quarta vez consecutiva, o que seria (mais) um recorde batido pelo alemão. E ao chegar à India, havia mais uma curiosidade: como desde 2011 que Sebastian Vettel liderou todas as voltas neste circuito indiano, a hipótese de que o mesmo se repetir pela terceira vez consecutiva era bem real.

A largada começou com Vettel a abrir a liderança, enquanto que atrás, via-se Felipe Massa a conseguir fazer uma excelente largada e a conseguir na terceira curva na... segunda posição, na frente das Mercedes! Atrás, Mark Webber perdia posições para Kimi Raikkonen e Nico Hulkenberg, e andava aos toques com o finlandês e com Fernando Alonso, que danificou a sua asa e arrastava-se no meio do pelotão.

Mas na volta 2, Vettel... ia para as boxes! Ele tinha pneus moles e tinha de os livrar o mais depressa possivel, e isso o faz cair para quase a cauda do pelotão, dando a Felipe Massa a liderança da corrida, o que era algo inédito, provavelmente desde os tempos de 2010. Atrás, acontecia a primeira desistência, com o Caterham de Giedo van der Garde a levar com o Marussia de Max Chilton.

As voltas seguintes vimos pilotos a livrarem-se dos pneus moles e colocar os pneus médios, pois eles tinham provado a sua durabilidade no circuito indiano. A classificação ficou confusa nas primeiras voltas, com Massa a parar na volta 8, por exemplo, dando a liderança para Webber, enquanto que Vettel ficava no meio do pelotão, tentando passar o mais possível.

Mas com as coisas a estabilizarem, Webber continuava na frente, com Massa a conseguir manter-se na frente dos Mercedes, enquanto que Vettel passava os pilotos à sua frente e a partir da volta 20, já era o segundo classificado, apenas com Webber à sua frente. Atrás, Alonso trancava-se no pelotão, lutando contra o Sauber do penalizado Esteban Gutierrez - que queimou a partida só como um "rookie" sabe fazer - pelo 14º posto...

Chegados ao meio da corrida, o grande motivo de interesse era a luta dos Mercedes para passar Felipe Massa, mas o brasileiro estava a fazer uma grande corrida, defendendo-se dos ataques dos carros alemães. Tanto que Nico Rosberg só se livrou do brasileiro da Ferrari... indo para as boxes. A partir dali, as coisas viraram-se para os Red Bull de Mark Webber e Sebastian Vettel, com Adrian Sutil e Kimi Raikkonen atrás. O finlandês passou o alemão da Force India na volta 37, ficando com o lugar mais baixo do pódio.

Mas na volta 41, o inesperado acontece, quando o alternador do Red Bull de Mark Webber acaba de ceder e o australiano encosta à berma, terminando a corrida por ali. Com isso, Sebastian Vettel regressava à liderança, com Raikkonen na segunda posição, bem distante do piloto alemão. E com isto, o alemão do Red Bull numero um tinha uma "auto-estrada" rumo ao título mundial.

Mas antes de virmos o inevitável, assistimos ao lento definhar de Kimi Raikkonen na pista, que não tinha pneus na parte final e viu desaparecer o seu segundo lugar para o resto do pelotão. Acabou por parar na penúltima volta, mas foi para fazer pouco mais do que a volta mais rápida. E também assistimos ao falhanço dos travões de Nico Hulkenberg, que assim viu escapar um oitavo lugar - e mais alguns pontos - tão perto do fim.

No final, Sebastian Vettel venceu aquela que deve ter sido a última corrida em paragens indianas por muito tempo. E com Fernando Alonso fora dos pontos pela primeira vez em três anos e meio - excluindo as desistências - o piloto da Red Bull era o campeão do mundo pela quarta vez consecutiva, juntando-se a outras duas lendas do automobilismo: Juan Manuel Fangio e Michael Schumacher. Com 26 anos e 161 dias, ao alemão de Heppenheim constrói o seu caminho para virar uma lenda do automobilismo, numa idade tão precoce, batendo recordes. E comemorou em estilo: donuts na pista, atirando as luvas para a multidão.  

Formula 1 em Cartoons - A chegada de Massa à Williams (Grand Prix Toons)

Com as noticias da iminente chegada de Felipe Massa à equipa Williams, o venezuelano Hector Garcia, do Grand Prix Toons, decidiu mostrar-nos como é a situação na equipa de Grove, com Pastor Maldonado aparentemente a caminho da Lotus-Renault... 

WRC 2013 - Rali da Catalunha (Dia 2)

O segundo dia do Rali da Catalunha está a demonstrar ser uma "luta a quatro", com o grande destaque do dia a ser o furo de Sebastien Ogier, que o fez atrasar mais de 40 segundos e a fazer cair para o quarto lugar da geral. Mas de resto, Dani Sordo, Jari-Matti Latvala e Thierry Neuville andam a alta velocidade para ver quem se dá melhor no asfalto catalão.

O dia começou com Ogier na liderança, com o resto a não estar muito longe, mas o piloto da Volkswagen estava a afastar-se paulatinamente de Dani Sordo, quando na terceira especial da manhã, o francês sofreu um furo e atrasou-se face à concorrência. Ogier caiu para o sexto lugar, mas depois recuperou cerca de dez segundos e está agora no quarto posto.

Com isso, a batalha ficou-se entre Sordo e Latvala, com os dois a acabarem... empatados no final da manhã. Atrás, Thierry Neuville queixava-se da afinação e perdia cerca de trinta segundos face aos da frente, enquanto que mais atrás, Anders Mikkelsen tinha-se tornado na primeira vitima do rali, ao bater numa pedra e arrancar a suspensão traseira esquerda do seu Polo R, acabando por desistir.

Pela tarde, a luta continuou dura, com Ogier a recuperar algum tempo em relação aos três, mas no final do dia, era Jari-Matti Latvala a levar a melhor, por apenas... 1,4 segundos sobre Dani Sordo. E o último dia é essencialmente feito em pisos de terra, como é tópico deste rali, que é misto. Atrás, Thierry Neuville mantinha o terceiro posto, mas tinha Ogier na sua peugada. Nikko Hirvonen é o quinto, a 57 segundos, na frente de Evgueny Novikov, que está... um centésimo de segundo mais atrás.

Muito distante - a mais de dois minutos - está o norueguês Mads Ostberg, que parece ser uma sombra de si mesmo desde há alguns ralis a esta parte. Não muito distante está Martin Prokop, no ford Fiesta WRC privado, com Haydon Paddon no nono posto, na frente do melhor dos WRC2, o polaco Robert Kubica.

O rali da Catalunha termina amanhã.