terça-feira, 12 de maio de 2009

Historieta da Formula 1: O outro estrangeiro da Copersucar

Esta foto foi descoberta pelo Hugo Becker, que entregou ao Luiz Alberto Pandini, que por sua vez o transformou em "Mosca Blanca". Como são duas das personagens que muito admiro nesta Blogosfera automobilitica em português, decidi colocar aqui quer a foto e contar a sua história.


Todos sabem que Keke Rosberg correu na Copersucar-Fittipaldi em 1980 e 81, vindo no pacote da compra da Wolf, no final do ano anterior. Rosberg deu um pódio e seis pontos à marca, antes de se mudar para a Williams e tornar-se campeão do Mundo, depois de uma temporada sem pontos em 1981. Muitos pensam que Rosberg foi o unico estrangeiro a pilotar na equipa brasileira. Mas não foi assim, pois existe um outro estrangeiro a passar pela equipa de Emerson e Wilson Fittipaldi. Foi numa emergência, em 1975.


Nesse ano, Wilson Fittipaldi decidiu concretizar o sonho de colocar um carro brasileiro na Formula 1, constituindo a Copersucar, com ele como piloto. O chassis FD01, desenhado por um jovem Ricardo Divila, era belo, mas pouco funcional, e os resultados eram escassos. Na Austria, Wilson tem um acidente e as lesões sofridas o impedem de participar na corrida seguinte, em Itália. Sendo assim, pede a Arturo Merzário, que estava momentâneamente desempregado, para guiar o carro em Monza.

Merzário aceitou o convite e foi guiar o FD03 (que tinha sido lançado a meio da época, em Zandvoort), onde o qualificou na 26ª posição da grelha. Numa corrida onde o vencedor foi Clay Regazzoni, e o seu companheiro da Ferrari Niki Lauda confirmou o seu primeiro título mundial, batendo... Emerson Fittipaldi, Merzário levou o carro até ao fim, chegando na 11ª posição, a quatro voltas do piloto suiço. Na corrida seguinte, em Watkins Glen, Wilson Fittipaldi voltou a correr pela última vez na Formula 1.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Formula 1 em Cartoons - Blog do Mantovani (Espanha)

O impagável Bruno Mantovani não esperou muito para lançar o seu Pilotoon para Barcelona. E o alvo era óbivio! Nãoooo... ainda não é o Rubinho Barrichello (temos de esperar pela animação para saber se foi incluido no pacote), mas sim o Felipe Massa. A culpa não é dele, mas sim da Ferrari, que a cada dia que passa, mas parece merecer o apelido "Burrari", tantas é que estão a ser as asneiras que fazem nas boxes.




E pronto, lá está o Felipe, de "jerrican" na mão, a caminho do posto mais próximo. Se fosse no ano passado, com o petróleo a 150 dólares, ainda se justificava. Mas agora anda pelos 45...

As notas do GP de Espanha

Um pouco mais tarde do que o habitual, coloco aqui as notas do GP de Espanha, no Troféu Blogueiros. Se em termos de vencedor, o consenso foi algo geral (Barbara, porque deste 9,5 ao Button?), no Barrichello, não entendo muito bem o 6,5 dado pelo Pezzolo (é por isso que foi tirado...).




O sistema de eliminações até funciona bem, confesso. E eu nem sou dos mauzinhos. Se for ver as notas que tenho eliminadas, são somente seis, e todas por ter colocado a nota mais baixa. O Gustavo Coelho, em comparação, tem oito notas eliminadas...


Bom, eu sei que muitos de vocês não gostam do sistema, mas comentem!

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana tem como assunto inevitável a Formula 1, e o homem do momento está na capa: Jenson Button, o piloto da Brawn GP. O título da capa está feito em forma de pergunta: "Button, o próximo campeão?". Provavelmente, sim...


Um pouco mais em baixo, fala-se do fim de semana competitivo da GP2, do IRC, com o SATA Rally Açores, ganho pelo inglês Chris Meeke, e... de motocross. É que existe um piloto português a dar cartas: Rui Gonçalves, que é o actual lider do Mundial de motocross MX2, e venceu este fim de semana uma das mangas do GP de Portugal, que decorreu em Águeda.

A debandada geral na Formula 1?

O fim de semana competitivo não só trouxe a competição em paragens espanholas, mas também trouxe mais nuvens no horizonte, sob forma de abandonos da competição. Se no Sábado foi a Toyota a dizer que com as novas regras para 2010, poderia abandonar a competição, hoje é a Red Bull que também admite essa hipótese, pela boca do seu proprietário, Dieter Mateschitz.

"Se as regras propostas para 2010 não forem alteradas, não iremos participar no campeonato do próximo ano. E julgo que os construtores também não. Por isso, possivelmente, apenas duas ou três das actuais equipas irão participar no campeonato", referiu Mateschitz em entrevista ao jornal austríaco Salzburger Nachrichten. "Neste momento, as condições para 2010 fazem com que seja impossível assinar [a entrada]. Mas espero que haja um encontro e se consiga chegar a um acordo antes da data limite [para as inscrições]", acrescentou.

Caso estas deserções se confirmem no final do ano, teremos uma grelha perigosamente reduzia a 14 elementos. Isto, claro, se não entrarem por estes dias novas equipas em cena. Mas boa parte dessas hipóteses poderão ser... meros "bluffs". E uma delas foi a Super Aguri. Depois de Aguri Suzuki ter dito na semana passada que poderia considerar tal hipótese, este fim de semana, um dos co-proprietários da ex-equipa, Fumio Akita, declinou essa hipótese.


"Não existe qualquer hipótese. Mesmo sem a crise financeira internacional e os seus efeitos no Japão, nós não poderíamos suportá-lo [um regresso]. Já saímos uma vez porque não tínhamos os meios para continuar", começou por dizer Akita à agência Reuters. "Mesmo que tivéssemos 60 milhões para gastar teríamos de começar tudo do zero, outra vez. Não sabemos de onde essas notícias dos jornais surgiram, mas o Aguri [Suzuki] também disse que não há hipóteses de regressar", comentou.
Agora pergunto: todas estas noticias sobre novas equipas são lançadas por quem? Tenho o meu suspeito...

domingo, 10 de maio de 2009

GP Memória - Mónaco 1964

Ao contrário do que irá acontecer uma década mais tarde, por exemplo, o Mundial de Formula 1 em 1964 teve o seu começo oficial a 10 de Maio, bem no meio do ano, e nas ruas do Mónaco, um palco privilegiado para que máquinas e pilotos demonstrem os seus talentos. Ainda por cima, todos têm um objectivo: desalojar Jim Clark do título mundial, conquistado no ano anterior.


Na própria Lótus, a equipa tinha oficialmente Clark, mas o seu segundo piloto seria agora outro inglês, Peter Arundell, que se estreava oficialmente na Formula 1. Um terceiro piloto também estava disponível para correr na equipa, e era também outro britânico: Mike Spence. As maiores rivais da Lótus em 1964 eram a Brabham, Cooper, BRM e Ferrari, com a anunciada entrada de uma nova construtora, vinda do distante Japão: a Honda.


Na Brabham, Jack Brabham, proprietário e piloto da marca, tinha como companheiro o americano Dan Gurney, que corria com o BT11, enquanto que Brabham corria no Mónaco com o BT7. Na Cooper, com John Cooper ainda a recuperar dos ferimentos sofridos no ano anterior, num acidente de carro quando testava um Mini Cooper de rali, a gestão da equipa ficava a cargo de um tal Ken Tyrrell, que tinha lidado com a equipa na Formula Júnior, com sucesso. Os seus pilotos eram o neozelandês Bruce McLaren e o americano Phil Hill, que tinha vindo da ATS, extinta no final do ano anterior, depois de ter fracassado com estrondo.

A BRM era a maior rival da Lótus, e tinha Graham Hill como primeiro piloto. O americano Richie Ginther o secundava, enquanto que a BRP (British Racing Partnership) tinha o seu próprio chassis, com Innes Ireland no lugar de piloto, e Trevor Taylor, dispensado pela Lótus no final da época anterior, a seu lado. Quanto à Ferrari, ainda estava em fase de reorganização, mas o seu maior rival, a ATS, formada por dissidentes da Scuderia, no final de 1962, já não existia mais. John Surtees e Lorenzo Bandini eram os pilotos de serviço.


Para além das equipas oficiais, havia uma série de privados que alinhavam com chassis de outras marcas, como a Lótus ou a BRM. A Reg Parnell Racing era uma delas, agora dirigida pelo seu filho Tim, pois o seu pai tinha morrido no início do ano, após complicações derivadas de uma cirurgia ao apêndice. Nessa equipa alinhavam dois carros, um para um jovem neozelandês de 20 anos, de seu nome Chris Amon, e outro para o herói do motociclismo inglês, Mike Hailwood, com 24 anos. Outra privada, a Scuderia Centro Sud, alinhava com chassis BRM para o sul-africano Tony Maggs, dispensado pela Cooper no final da época anterior, e o italiano Giancarlo Baghetti, ex-ATS.


Mais carros privados alinhavam no Mónaco: um para o veteraníssimo Maurice Trintingnant, então com 46 anos e o último dos “originais” (tinha alinhado na primeira época da Formula 1, em 1950), outro para um jovem milionário americano, de seu nome Peter Revson, um Brabham privado para outro inglês vindo do motociclismo, chamado Bob Anderson, o Lótus privado de Jo Siffert e o Cooper de Jo Bonnier, inscrito pela Rob Walker Racing.


Nos treinos, o melhor foi Jim Clark, no seu Lótus, que conseguiu bater Jack Brabham, no seu carro. Graham Hill foi o terceiro classificado, seguido pelo Ferrari de John Surtees. Dan Gurney era o quinto, Peter Arundell o sexto, o segundo Ferrari de Lorenzo Bandini ficava na sétima posição, Richie Ginther o oitavo, e a fechar o “top ten” ficavam o americano Phil Hill e o Cooper de Bruce McLaren.


Na partida, Clark partia na frente de Brabham, Graham Hill, Gurney, Surtees e Ginther. Em poucas voltas, o americano passa Hill e Brabham e rola na segunda posição, e quando Clark tem de ir às boxes para fazer reparações no seu roll-bar, que se tinha soltado, Gurney passa para a liderança. O americano conserva-se por aí até a meio da corrida, quando sofre de uma fuga de combustível no seu Brabham, que permite a aproximação de Hill e Clark. Ao mesmo tempo, Surtees e Brabham sofriam problemas. Um com problemas na caixa de velocidades e o outro com problemas de motor.


Aos poucos, Hill apanha Gurney, e na volta 53 alcança a liderança. O americano tem de parar definitivamente na volta 62, devido a problemas na caixa de velocidades. Entretanto, o companheiro de Hill, Richie Ginther, chega à segunda posição, pois Jim Clark continuava a ter problemas, desta vez no motor. Iria parar definitivamente na volta 96, a quatro do final, mas classifica-se na quarta posição.


No final, a BRM alcança a dobradinha, com Hill como vencedor (e o único a fazer as cem voltas ao Principado) e Ginther como segundo classificado. Peter Arundell era um inesperado terceiro classificado, pela Lótus, à frente de Jim Clark. Jo Bonnier era quinto no seu Cooper e outro novato, Mike Hailwood, fechava os pontos, mas a quatro voltas do vencedor.


Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/1964_Monaco_Grand_Prix
http://www.grandprix.com/gpe/rr122.html

GP2 - Ronda 1, Barcelona (Corrida 2)

A segunda corrida de hoje, que aconteceu poucas horas antes do GP de Espanha, deu a vitória ao italiano Edorardo Mortara, da Arden, que aproveitou bem o facto de largar da pole-position (fora oitavo na corrida de ontem) para aguentar os ataques de Romain Grosjean e assim vencer esta prova da GP2.



Depois de Grosjean, que fez uma corrida de recuperação, passando vários adversários, chegou-se ao pé de Mortara, mas quando isso aconteceu, os seus pneus já estavam desgastados o suficiente para impedir o ataque à liderança. O belga Jerome D'Ambrosio repetiu o terceiro lugar de ontem, desta vez com uma vantagem confortável sobre o holandês Gierdo van der Garde, e agora é o segundo classificado no campeonato.



Quanto a Alvaro Parente, o piloto português, depois da excelente corrida de ontem, terminada ingloriamente em cima do carro de Lucas di Grassi, sabia que ao partir da 19ª posição, não teria grandes chances de chegar aos pontos. Assim sendo, fez uma corrida ao ataque, onde ao fim de três voltas, tinha ganho seis posições, e terminando esta corrida na 11ª posição, mostrando que tem ritmo mais do que suficiente para acompanhar os pilotos da frente. No final da corrida, referiu:



"Foi uma corrida intensa e era muito difícil fazer melhor. Depois do que aconteceu ontem já sabia que seria complicado recuperar hoje, porque a corrida é curta. De qualquer forma serviu para recolher mais dados. Há ainda alguns pormenores no carro que temos de evoluir e espero que no Mónaco já haja melhorias. Seja como for, mostrámos em Barcelona que podemos andar nos pontos," afirmou.


Para finalizar, o luso-angolano Ricardo Teixeira, da Trident, acabou a corrida na 20ª e penultima posição do campeonato, a um minuto do vencedor.



No balanço do fim de semana competitivo, Tiago Monteiro, o dono da equipa ORT, afirmou que apesar de não ter conseguido qualquer ponto, ficou satisfeito por ver que há potencial para lá chegar, quando o factor sorte acertar de vez: "Os nossos carros estão com uma prestação muito positiva. No Sábado, tanto o Karun (Chandhok) como o Álvaro (Parente) cometeram erros que os impediram de terminar. Este Domingo, o Álvaro fez uma excelente corrida e ficou muito perto dos pontos. O Karun teve aquele problema no motor, a que somos alheios, mas que lhe custou a permanência em prova. Claro que partir de trás implica sempre uma corrida com muito trabalho e a perder tempo atrás de pilotos mais lentos, mas a competição automóvel é assim. Recolhemos dados que nos vão permitir continuar a evolução que iniciámos há uns meses e estamos confiantes num bom resultado no Mónaco." assegura.



A GP2 prossegue dentro de duas semanas, na jornada dupla que irá decorrer nas ruas do Mónaco.

Formula 1 - Ronda 5, Espanha (Corrida)

O Grande Prémio de Espanha era a primeira prova a decorrer na Europa, e de uma certa forma, era a primeira chance para as equipas que estavam na mó de coma para aguentar o impacto daquelas que estavam na mó de baixo, e que queriam recuperar. E ainda por cima, este ano, essas que estão na mó de baixo são a… McLaren, Ferrari, BMW Sauber e Renault.


Os treinos demonstraram duas coisas. Que a Brawn GP continua forte, muito forte, com Jenson Button na pole-position, e que a Ferrari deu já um ar da sua graça, com Felipe Massa a chegar á quarta posição da grelha de partida. E hoje, dia de corrida, a minha incógnita era saber se Barcelona, que é considerada como um Grande Prémio “burocrático”, ou seja, chato e hierarquizante, iria ser assim, mesmo com as novas regras?


Bom, a resposta foi sim... e não. Num ambiente “normal”, com céu limpo, Jenson Button não deu hipóteses a ninguém, e os Brawn GP até levaram dobradinha, pois Rubens Barichello acabou na segunda posição. Contudo, nesta quarta vitória de Button, que praticamente lhe dá cada vez mais a condição de favorito ao título mundial, houve elementos fora desta normalidade. Primeiro que tudo, um acidente na primeira volta da corrida, envolvendo o Toyota de Jarno Trulli, que eliminou mais três carros: o Force India de Adrian Sutil e os Sebastiões da Toro Rosso, que levou à implementação do Safety Car, neutralizando a corrida nas primeiras voltas.

Recuperado o ritmo da corrida, Rubens Barrichello e Jenson Button foram para a frente, como brasileiro a liderar a corrida, numa estratégia de três paragens, que ambos seguiam sem pestanejar. Mais atrás, os finlandeses do pelotão ficavam pelo caminho. Heiki Kovalainen na oitava volta, Kimi Raikonnen dez voltas depois. Com a chegada dos reabastecimentos, o génio de Ross Brawn veio ao de cima, mas... prejudicando Rubens Barrichello. Nitidamente mais rápido, Brawn decide que Button só pararia duas vezes, com o veterano brasileiro a continuar com as três paragens. Deu resultado, pois o inglês passou para a liderança e não mais o largou, rumando para a sua quarta vitória do ano.

Mas isso fez prejudicar Barrichello, que queria (e tinha carro para) ganhar, mas foi prejudicado pelo chefe. Isso faz pensar: já há hierarquia na Brawn GP, onde Barrichello iria voltar a ser mais uma vez o escudeiro, agora de Jenson Button? Parece que as teorias de conspiração na cabeça do Rubinho tem desta vez razão...

Voltando mais atrás, Felipe Massa estava a fazer a melhor corrida do ano, mostrando que finalmente, em termos de carro, a Scuderia tinha corrigido o pé. Era terceiro, segurava os red Bull de sebastien Vettel e de Mark Webber, conseguia acompanhar os Brawn GP, estava a fazer uma estratégia de três paragens, o que poderia correr mal?


O factor humano. Primeiro que tudo, conto o fim: a dez voltas da bandeira de xadrez, a boxe da Ferrari informa-o que o seu quarto lugar é falso: não tem gasolina suficiente para chegar ao fim. A luta, nessa altura com Sebastien Vettel, tinha prazo, e na melhor das hipóteses, se fizesse um "splash and go", acabaria na oitava posição. Massa decidiu então aguentar o mais que pode. Ouviu-se em directo, para todo o mundo, o lameto do piloto: "Mas o que posso fazer?" mas a quatro voltas do fim, teve de abdicar do quarto posto para conseguir chegar ao fim com algum ponto. E depois os “tiffosi” ficaram com o coração nas mãos: Massa aguentaria? Aguentou. Mas acabou na sexta posição, atrás de Fernando Alonso.

Mas porquê este sofrimento de Felipe Massa? No último reabastecimento, um erro de calculo da bomba de combustivel fez com que Massa tivesse menos gasolina no depósito daquela que fora calculada normalmente para terminar a corrida num honroso quarto lugar. Mas um erro de boxe a comprometer uma boa corrida do brasileiro, sempre em alturas que mais necessita. Se no ano passado era por causa da luta pelo título, este ano, era para recuperar algum do dominio perdido a favor dos Brawn GP. No final, salvou três pontos, mas o fim de semana da Scuderia, e do brasileiro, ficou estragado.


No final, uma dupla da Brawn GP, com Mark Webber a ficar com o lugar mais baixo do pódio, para a Red Bull, que desta vez ficou à frente de Sebastien Vettel. Nas duas últimas posições pontuáveis ficaram o BMW Sauber de Nick Heidfeld e o Wiliams-Toyota de Nico Rosberg, que conseguiram deixar de fora dos pontos o McLaren-Mercedes de Lewis Hamilton, nono classificado, a uma volta.


E assim passou Barcelona. Com Button a dizer “Hasta la Vista, baby!” á concorrência, a temporada de 2009 mostra que a Brawn GP veio para ficar. Definitivamente! Dentro de 15 dias, a Formula 1 vai para outro circuito clássico: Mónaco. Será mais do mesmo?

O video do acidente Di Grassi-Parente




Já tinha visto o acidente, e apesar da espectacularidade, foi mais o susto do que outra coisa. O acidente entre o Alvaro Parente e o Lucas di Grassi, ontem, na primeira corrida da GP2 em Barcelona, foi mais o resultado de uma briga do meio de um pelotão compacto onde se lutava do quinto ao nono posto. Ambos tem a sua parte da culpa: Parente por travar tarde demais, Di Grassi por ser um estorvo, devido à degradação dos pneus (todos os que iam atrás dele eram nitidamente mais rápidos).


Resultado final: um final inglório para dois bons pilotos, candidatos ao título. E se Alvaro tivesse acabado em sétimo ou oitavo (tinha partido de 14º) era um forte candidato à vitória à corrida desta manhã...

GP Memória - Mónaco 1959

A temporada de 1958 tinha acabado mal para a Vanwall. Sem conquistar o título mundial de pilotos, e com a morte de um dos seus, Stuart Lewis-Evans, para Tony Vanderwell, foi demais para a sua saúde. Sendo assim decidiu retirar a sua equipa da competição, para cuidar de si próprio. A equipa ainda viria a correr algumas corridas, mas nunca mais voltaria a tempo inteiro à Formula 1. Quanto a Vanderwell, morreria em 1963.


Mike Hawthorn conseguiu ser o primeiro inglês a conquistar o título mundial de Formula 1, e cumpriu a sua promessa: mal conseguisse o ceptro, iria embora de vez. Era não só a promessa que tinha feito na campa do seu amigo Peter Collins, mas também para poder combater a doença de foro renal que sofria em segredo. Mas não teve muito tempo para saborear a retirada: a 22 de Janeiro de 1959, quando guiava em despique com o Mercedes 300 SL de Rob Walker na A3, perto de Guilford, no Surrey, sofreu um despiste fatal. A sua morte chocou o país, pois era um dos mais recentes heróis desportivos. Em sua honra, a partir daquele ano, o melhor piloto britânico ou da Commenwealth iria ser premiado com o Hawthorn Memorial Trophy.


Três dos futuros recipientes desse troféu estavam á partida do primeiro Grande Prémio do ano, que iria acontecer nas ruas do Mónaco. O australiano Jack Brabham era o piloto principal da equipa Cooper, que com o seu novo modelo T51 de motor traseiro, esperava demonstrar de uma vez por todas que o motor traseiro vinha para ficar. A equipa oficial tinha inscrito mais um carro oficial, para o jovem neozelandês Bruce McLaren. Outros dois Coopers estavam inscritos, mas pela Rob Walker Racing Team: para o britânico Stirling Moss, e para o vencedor do ano anterior, o veterano francês Maurice Trintignant.



As grandes rivais da Cooper iriam ser a Ferrari e a BRM. Na Scuderia do Cavalino Rampante, quatro carros foram inscritos, para o francês Jean Behra, o inglês Cliff Allison, o americano Phil Hill e o inglês Tony Brooks. Os modelos eram ainda o modelo 246 Dino, de motor à frente, e ainda davam luta aos Cooper. Mas o seu tempo estava prestes a acabar… Quanto à BRM, alinhava ainda com o modelo P25 e inscrevia três carros: um para o inglês Ron Flockhart, outro para o americano Harry Schell e um terceiro para o sueco Joakim (Jo) Bonnier.


A novata Lótus ia agora para o seu segundo ano na competição, e trazia para aqui três pilotos: os habituais Cliff Allison e Graham Hill, e um terceiro carro para o americano Pete Lovely. Depois das equipas oficiais, apareciam uma grande quantidade de inscrições privadas, que iam desde os Porsche 718 do alemão Wolfgang Von Trips e da italiana Maria Teresa de Fillipis, passando pelos Maserati 250 do monegasco André Testut e do italiano Guido Scarlatti, e finalizando nos Cooper-Climax privados do belga Lucien Bianchi (da Ecurie Nationale Belge), do inglês Ivor Bueb, e dos franceses Jean Lucienbonnet e Alain de Changy.


Nos treinos, Moss levou a melhor e conseguiu a pole-position para a Cooper, mas privado. A seu lado ficou o francês Jean Behra, e o Cooper oficial de Jack Brabham. Tony Brooks era o quarto, num outro Ferrari, comv Phil Hill em quinto e Maurice Trintignant em sexto. Jo Bonnier era o melhor dos BRM, na sétima posição da grelha, e Roy Salvadori ficava na oitava posição. A fechar o top tem ficaram os BRM de Harry Schell e Ron Flockhart.


Na partida, Behra surpreende Moss e toma a liderança, onde fica durante as primeiras 22 voltas. Atrás de Moss vinha o Cooper oficial de Jack Brabham. Ainda mais atrás, no final do pelotão, o Porsche de Von Trips envolve-se num acidente com o Ferrari de Cliff Allison e com o Lótus de Bruce Halford, desistindo os três.


As coisas continuam assim até à volta 23, Behra tem problemas de motor, que o levariam à retirada na volta seguinte, e cede a liderança ao piloto inglês. Agora era a vez dos dois Cooper estarem na frente, mesmo com Phil Hill atrás deles, a alguma distância. O americano continuou a acompanhar os dois Cooper de motor traseiro, mas a meio da corrida teve um pião e foi ultrapassado por Tony Brooks e por Harry Schell. Hill fez mais dois piões, mas beneficiou da desistência de Schell para chegar ao quarto posto. Mas entretanto, tinha sido ultrapassado pelo veterano Maurice Trintignant, que ia a caminho de mais um bom resultado nas ruas monegascas.


Na frente, Moss segura Brabham até a 19 voltas do fim, quando um problema de transmissão o levou para as boxes. Tentou reparar o problema e voltou à pista, mas desistiu logo a seguir, quando esta cedeu. Isso deu a liderança destacada a Jack Brabham, que segurava a alguma distância o inglês da Ferrari, e foi assim que acabou a corrida, com uma tripla vitória inédita: a primeira vitória de um Cooper oficial, a primeira vitória da carreira para Jack Brabham, que já tinha 33 anos de idade, e a primeira vitória de um piloto australiano na Formula 1.


Brooks foi o segundo e Trintignant o terceiro. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram Phil Hill, e o neozelandês Bruce McLaren, que conseguia pontuar na sua primeira corrida oficial a bordo de um Formula 1.


Fontes:


http://en.wikipedia.org/wiki/1959_Monaco_Grand_Prix
http://www.grandprix.com/gpe/rr076.html

sábado, 9 de maio de 2009

GP2 - Ronda 1, Barcelona (Corrida 1)

Começou esta tarde no circuito catalão de Montemeló o campeonato principal da GP2, com Romain Grosjean a vencer facilmente a corrida, numa dobradinha da Barwa Addax, pois o seu companheiro de equipa, o russo Vitaly Petrov, foi o segundo classificado. Jerôme D'Ambrosio, piloto belga da DAMS, fechou o pódio.



Quanto a Alvaro Parente, a sua corrida teve um final inglório. Apesar de ter feito uma partida fantástica, onde passou de 15º para o nono posto, conseguiu subir para o oitavo posto pouco depois, ficando no ultimo lugar pontuável, que o deixaria na "pole-position" na corrida do dia seguinte. Contudo, depois de uma paragem nas boxes, e de ter perdido o oitavo lugar a favor do venezuelano Pastor Maldonado, recuperou o lugar numa ultapassagem no limite. Mas os excessos de um grupo compacto tiveram o seu impacto: Lucas di Grassi e Alvaro Parente envolveram-se num acidente a sete voltas do fim, e ambos ficaram pelo caminho. Um final inglório para ambos os pilotos...

O companheiro de Alvaro Parente na ORT, Karun Chandhok, também não viu a bandeira de xadrez, pois saiu de pista quando tentava ultrapassar o japonês Kamui Kobayashi, a 11 voltas do fim, colocando um ponto final na sua recuperação. Para finalizar, o luso-angolano Ricardo Teixeira, teve um corrida discreta, e também terminou mais cedo do que o previsto com o piloto da Trident Racing a sair de pista a meio da prova.

Amanhã de manhã será a segunda corrida deste fim de semana inaugural da GP2 em terras catalãs.

Formula 1 - Ronda 5, Espanha (Qualificação)

Com a Formula 1 a chegar à Europa, julgava-se que as coisas se modificassem um pouco. Não foi assim, pois menos de quatro centésimos de segundo separam Jenson Button, o "poleman" de Barcelona, do quarto classificado, o Ferrari de Felipe Massa. Pelo meio ficaram o Red Bull de Sebastien Vettel e o segundo Brawn GP de Rubens Barrichello.

Nuns últimos minutos arrepiantes, Jenson Button levou a melhor, com o tempo de 1.20,527 segundos, mais 0.133 segundos do que o homem que irá largar ao seu lado, o alemão Sebastien Vettel, da Red Bull. Por sua vez, o alemão bateu Barrichello for uns meros 102 centésimos de segundo. Felipe Massa conseguiu para a Ferrari a sua melhor qualificação do ano, esperando que o F60, fortemente modificado, seja desta vez um carro masi condizente com os pregaminhos da marca. Mas em contraste, o seu companheiro de equipa, Kimi Raikonnen, nem passou da Q1...

Depois do quaerteto da frente, segue-se o segundo Red Bull de Mark Webber, já na casa do minuto 21 (1.21,049 segundos), que terá a seu lado o Toyota de Timo Glock. Jarno Trulli vem a seguir, com 1.21,254 segundos.

Fernando Alonso, o homem da casa, conseguiu o oitavo tempo, não muito bom para as suas aspirações de fazer um bom resultado em Espanha, mas conseguiu levar o seu carro para a Q3, ficando na frente do Williams-Toyota de Nico Rosberg e do BMW Sauber de Robert Kubica, que fecham o "top ten".

Lewis Hamilton desiludiu nos treinos, ao não passar da Q2 e ficar na 14ª posição da grelha, ficando atrás de Kazuki Nakajima, Nick Heidfeld e de Nelson Piquet Jr. Mas pior ficou o seu companheiro de equipa Heiki Kovalainen, que foi 18º na grelha, atrás até dos Toro Rosso, ficou somente á frente dos Force India de Adrian Sutil e Giancarlo Fisichella.

Amanhã será dia de corrida. Veremos se este ano as coisas não serão tão chatas assim...

O bom senso voltou a imperar. Discretamente

Depois de na semana passada, a FIA ter voltado à carga com o sistema "winner takes all" para definir o sistema de pontuação para a temporada de 2010, e de ter provocado protestos um pouco por toda a orbita automobilistica, acabou por cair, discretamente, este fim de semana, quando foi lido o regulamento para a próxima temporada.




Charlie Whitting, o delegado da FIA, desculpou-se em Barcelona afirmando que foi um engano de tipografia, mas desconfia-se (e me incluo no meio deles) que esta medida não foi mais do que uma "moeda de troca" com a FOTA em relação a outras medidas que Max Mosley quererá tomar. Será que tem a ver com o tecto orçamental? Desconfiemos desta boa vontade do Tio Max...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Alvaro Parente, por Bruno Mantovani

O piloto português da Ocean Racing Technology, a equipa portuguesa da GP2, pode não ter tido a sorte que precisava nesta qualificação, mas esperemos que ele faça as suas habituais recuperações-canhão no qual ele se tornou especialista. Entretanto, o Bruno Mantovani decidiu mandar um desenho ao Alvaro Parente, para ver se dava sorte esta temporada. Esperemos que o acontecimento de hoje seja apenas um soluço!

GP2 - Ronda 1, Barcelona (Qualificação)

Terminou há pouco a sessão de qualificação para a Feature Race da GP2 em Barcelona, e se Romain Grosjean consecuiu facilmente a pole-position, já Alvaro Parente não teve tanta sorte assim e irá partir amanhã da 14ª posição da grelha, um lugar atrás do seu companheiro da Ocean Racing Technology, o indiano Karun Chandhok.

O português da Ocean Racing Technology conseguiu de inicio o 15º tempo da grelha, a 1.098 segundos do piloto francês, mas ganhou um lugar com a penalização de Javier Villa. Nestes treinos, Parente teve alguns problemas com Lucas di Grassi na sua primeira volta lançada, e foi impedido de melhorar o seu tempo no final da sessão, devido à saída de pista do mexicano Sergio Pérez na sua volta rápida, que obrigou à mostragem de bandeiras amarelas.

Nos treinos, Grosjean foi melhor do que Lucas di Grassi, mas ambos ficaram separados por apenas 27 milésimos de segundo.

Já agora, só por curiosidade, o luso-angolano Ricardo Teixeira, da Trident, ficou nestes treinos na 25ª e penultima posição, a mais de 3 segundos de Grosjean.