terça-feira, 11 de novembro de 2014

A estrutura da Formula 1

Já tinha visto isto há uns dias no blog do Joe Saward, mas só agora é que tive a oportunidade de ver melhor e colocar por aqui este esquema que vos mostre mais ou menos como funcionam e distribuem os dinheiros da Formula 1.

Apesar de ser um esquema bem claro e bem definido, não é um esquema dito "definitivo". Haverá sempre nuances, dado que os contratos existentes no automobilismo são dos mais opacos que existem. Clausulas secretas não deixarão de haver entre eles, logo, os valores são aproximados.

O mais interessante é saber que a Delta Topco, o famoso fundo onde faz parte a CVC Capital Partners e a Bambino Trust, o fundo pessoal de Bernie Ecclestone, recebem cerca de 650 milhões de dólares todos os anos. é cerca de um terço de todas as receitas que são provenientes da Formula 1, se pensarem na parte que vai para Ecclestone - fala-se em um terço - poderemos dizer que ele, só ele, terá no final do ano cerca de 75 milhões de dólares. É um homem muito rico.

Mas também poderemos ver como é que as equipas de topo recebem imenso dinheiro. A Ferrari recebe imenso dinheiro para estar lá, não só por direitos históricos, também por performance, e recebe de tantas formas que parece que ganhou um estatuto especial. A Red Bull, pelo que conseguiu entre 2010 e 2013, também recebe muito dinheiro, enquanto que a Mercedes recebe pouco, em comparação com o que receberá em 2015, por ter alcançado ambos os campeonatos.

Mas enfim, se quiserem ter uma ideia de como as coisas funcionam, está aqui. Não é total, mas está bem completo.

Youtube Motoring Presentation: A apresentação do Top Gear France

Sacre Bleu! (para não falar outra coisa...), vai haver um Top Gear França!

Pois é, depois da Austrália, Coreia do Sul, Rússia e Estados Unidos, vai haver uma versão francesa do famoso programa automobilístico. Os "Três Estarolas" já estão escolhidos e seguem o modelo americano: um comediante, Philippe Lelouche, um piloto, Bruce Jouanny, e um jornalista, Yann-Maret Menezo.

O programa irá passar no canal de televisão RMC Decouvérte, e ainda não se sabe que já gravaram ou estarão a gravar a primeira temporada da série. Veremos como será a reação a este programa, porque nas várias versões estrangeiras, o grau de sucesso variou. Na América, está a resultar, mas na Rússia e na Austrália, já acabou e não há planos para o seu regresso.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Youtube World Record: Uma bicicleta a foguete em Paul Ricard


Esta vi no Flatout! Brasil e parece ser de loucos. Aliás, é de loucos, mas é real. Aconteceu na passada sexta-feira no circuito de Paul Ricard, que tem a famosa reta Mistral, lugar ideal para um ciclista pegar numa botija de oxigénio e fazer 333 km/hora... em cinco segundos, batendo até um Ferrari 430, graças ao "torque" que aquilo provoca. Mas valeu a pena, porque bateu um recorde mundial.

O senhor em questão chama-se Francois Gissy, tem um cabelo estranho, mas com todo o ar determinado para entrar nos livros de história. Eis o video.




Formula 1 em Cartoons - Estados Unidos (Riko Cartoon)

"Então e o GP do Brasil?", perguntam vocês. Pois, ele atrasou-se. "Mas agora já não vale a pena", vocês replicam. Olha que não, é que a seguir temos Abu Dhabi e como ele diz, ganhar dez corridas, como fez o Lewis Hamilton, pode não valer nada, se o Nico Rosberg souber chutar... 

A saga da Caterham, ou a história de um crowdfunding com rabo de fora

Acho um feito saber que num único fim de semana - dois dias, portanto - a Caterham conseguiu alcançar cerca de metade do objetivo proposto. É o sinal de que a vaquinha - dito de modo mais moderno, "crowdfunding" - de uma equipa de Formula 1 é o magneto perfeito para fazer algo que bem vistas as coisas, não é mais do que um milagre. Com o rabo de fora.

Imaginem a seguinte situação: queremos estar numa corrida, mas precisamos de determinado valor. E temos uma semana para consegui-lo. O que fazemos? Apelamos ao público para que nos ajude, dando o que puderem. E divulguem nos meios possiveis e imaginários. As redes sociais são o sitio ideal, e foi o que aconteceu. com o "hashtag" #RefuelCaterhamF1, desde a sexta-feira à tarde, a equipa juntou mais de um milhão de libras, cerca de metade do valor proposto de 2,3 milhões de libras, para poderem ir à última corrida do ano, em Abu Dhabi.

Colocados no endereço Crowdcube (https://www.crowdcube.com/caterham/), o dinheiro conseguido foi um grande feito, demonstrando que as pessoas estão interessadas na Formula 1. Mas essa movimentação poderá ter sido uma tentativa desesperada, cujo desfecho poderá não ser o pretendido. Há aquela ideia de que este dinheiro poderá não ser mais do que uma maneira de receber dinheiro para pagar as dívidas e fechar as portas de vez, e claro, no fim de semana do Brasil, a ideia foi acolhida com hostilidade por parte de Christian Horner, o patrão da Red Bull, só demonstrando o desejo que "quanto menos concorrentes, melhor".

E ao longo do fim de semana, achei injusto de como é que um projeto como estes arranjaria mais dinheiro do que outros projetos automobilísticos como a da Brabham. Como é que este último, que lutava para conseguir as quatro mil libras necessárias para alcançar as 250 mil que precisavam, e o projeto da Caterham conseguia esse numero numa questão de minutos? Felizmente, a Brabham conseguiu isso no domingo à noite, mas aquele milhão de libras teria dado muito jeito para que David Brabham montasse mais rapidamente o regresso do nome da família ao automobilismo. E provavelmente teria muito mais futuro do que este da Caterham.

Mas pode haver outro tipo de explicação. E dou como exemplo um post sobre este assunto neste blog:

"'Crowdfunding' é normalmente usado para arrecadar dinheiro para uma causa particular. Se é para uma instituição de caridade, ou a obtenção de um novo projeto do zero, você normalmente sabe onde é que o seu dinheiro está indo. Vou manter este parágrafo relativamente curto.

Vejamos o Projeto Brabham. Eles querem:

'A Brabham Racing irá inicialmente competir no FIA World Endurance Championship de 2015, que inclui as prestigiadas 24 Horas de Le Mans. O maior sonho é trazer esse mesmo modelo para a Fórmula 1 e, potencialmente, outras séries como a FIA Formula E Championship.'

Até agora, 2.628 apoiantes levantaram 247,930 libras. Isso é uma média de suporte de 94,34 libras. Eu posso ver no site Indiegogo quem apoiou o Projeto Brabham. As doações variam de um a dez mil libras, como seria de esperar. O Projeto Brabham é uma jornada, e por fazer parte do Projeto Brabham, você começa a fazer parte dessa jornada. Este é um esforço de equipa. Projeto Brabham tem um objetivo final. Tem um alvo. Pode acontecer, pode não acontecer. Eles tem ambição.

Por outro lado, a Caterham. Ela quer:

'A Caterham F1 Team está lançando o desafio # RefuelCaterhamF1 para alimentar a equipa para ir correr em Abu Dhabi e esperamos que mais além disso. A equipa está dando tanto os fãs e patrocinadores uma oportunidade única de ser a força motriz por trás da equipa via crowdfunding seu retorno à grade em troca de uma recompensa unica na vida.

Até agora, 1.845 apoiadores levantaram 1.057.102 libras. Isso é uma média de 572,96 libras por apoiador. Imediatamente, soaram os sinos de alarme. Ou os fãs de Fórmula 1 são extremamente ricos, ou algo de desonesto está acontecendo. Eu também questionaria exatamente o que aconteceria depois de Abu Dhabi. Onde é que esses 2.300.000 de libras irão dar? O que é frustrante é que, no site da CrowdCube, eu não posso ver que tem apoiado o esforço para financiar a Caterham.

E tem mais: segundo dizem nesse mesmo blog, os atuais administradores da Caterham são conselheiros financeiros... da Crowdcube. Isto pode não querer dizer nada, mas esses números poderão ter um pouco de "gato escondido com o rabo de fora...". E para vos ser honesto, até esta sexta-feira, nunca tinha ouvido falar da Crowdcube...

Mas no final, é o nome que conta. Formula 1. E isso até move montanhas. Mais vale ser mendigo por lá (ou burlão) do que ser rei noutros lados...

No final - e como gosto de ver as coisas com o copo meio cheio - é uma boa demonstração das potencialidades que isto poderá ter. Pode-se imaginar uma equipa de Formula 1 média - ou pequena - que atraia a atenção dos fãs, angariando fundos e criar uma ligação afetiva. Isso já existe, claro: chama-se "mershandising", mas a diferença entre um e outro é que no primeiro, não fazem um apelo num site especifico, não gravam videos, não colocam pilotos a apelar ao coração, não fazem t-shirts ou vendem partes dos carros a determinado preço, ou dizem aos adeptos que a troco de algo, podem ter o seu nome no chassis do carro. E isso têm impacto.

Em suma: mesmo que que não dê certo, muitos observarão o caso e poderão pensar em colocar em projetos semelhantes. Poderá ficar uma lição para o futuro, demonstrar o poder popular para a mobilização, se tocar no nervo certo. Mas sem aldrabices.

Formula 1 em Cartoons - Brasil (Pilotoons)

No meio de todos os erros, Felipe Massa conseguiu chegar ao pódio. Embora para o Bruno Mantovani e para muitos brasileiros, bem poderia cometer mais um, não é?

A calculadora para Abu Dhabi

Esta imagem vi no sitio de um amigo meu, o blogtorsport. E agora que chegamos a esta fase, é bom saber o que está em jogo e o que poderemos calcular para daqui a duas semanas, naquele (ironic mode on) "classico do automobilismo" que é o "circuito" de Abu Dhabi (ironic mode off).

Esta calculadora é interessante. Para ser lida, deve-se ter em conta que para os resultados paralelos não contam, mas sim o posicionamento. Por exemplo, o mais óbvio: se Nico Rosberg ganhar, Lewis Hamilton precisa de ser segundo para ser campeão do mundo com três pontos de diferença: 370 do inglês contra os 367 do alemão. Mas se Hamilton for o terceiro, a diferença também ficará nos três pontos... mas a favor de Rosberg.

Contudo, a diferença mais apertada de todas é de um ponto. E isso aconteceria se Nico Rosberg for quinto e Lewis Hamilton o décimo classificado. Pode ser invulgar, mas poderá acontecer.

Isto têm a sua graça e podemos fazer os cálculos que quisermos fazer. Mas no final desta temporada, perguntamos... quem merece o campeonato? Hamilton, pela sua velocidade, ou Rosberg, pela sua regularidade? O inglês venceu mais, é certo, mas quebrou mais do que o alemão. Sei que muitos acham que Hamilton merece tudo isto, mas sou daqueles que o título entregue ao filho do Keke Rosberg até nem era mau de todo.

Enfim, veremos o que acontecerá dentro de duas semanas.

domingo, 9 de novembro de 2014

A imagem do dia

Nelson Piquet e Felipe Massa esta tarde, no pódio de Interlagos, nas entrevistas aos pilotos. 

E neste momento em particular, vimos Brasil na sua "hueland", onde a zueira, como costumam dizer, não têm limites. Com o tricampeão do pódio, do Rio de Janeiro, a fazer as entrevistas perante a multidão paulista, que tinha entrado na pista, a gritar por Ayrton Senna, o seu rival e filho pródigo das cidade, morto há vinte anos.

Mas não foi só isso. Foi também Piquet a ser Piquet, perguntando a Lewis Hamilton sobre a sua namorada, a cantora Nicole Scherzinger, ou então o próprio Massa a dizer em público que "agora vou falar português porque tou de saco cheio de tanto falar em inglês". Em suma, todos os ingredientes para transformar o GP do Brasil num momento inesquecível, perante as câmaras de todo o mundo.

De facto, o Brasil é um sitio à parte.

Formula 1 2014 - Ronda 18, Brasil (Corrida)

O GP do Brasil é sempre um lugar à parte. Não só por ser um dos clássicos da Formula 1, pelo histórico do país em termos de pilotos, mas agora, na sua posição no calendário, o que dá uma colocação decisiva para decidir títulos. E numa temporada de domínio da Mercedes, a coisas que mais interessava era saber se Nico Rosberg iria desistir, para que Lewis Hamilton fosse já coroado como o campeão de 2014 e inutilizar a corrida com os pontos a dobrar de Abu Dhabi.

Depois das ameaças de ontem, o dia de hoje estava bem mais agradável, com sol e algumas nuvens na hora da largada e as pessoas tinham a expectativa de uma corrida bem disputada, com duas paragens nas boxes devido aos pneus que a Pirelli tinha disponibilizado ao longo do fim de semana. Entretanto, na Sauber, Adrian Sutil tinha problemas de motor e iria largar das boxes, tendo a grelha reduzida para 17 carros.

E foi debaixo de sol que se deu a partida. Os Mercedes na frente, com Rosberg na frente de Hamilton seguido dos Williams, com os Red Bull a perderem lugares, especialmente Sebastian Vettel. Kimi Raikkonen também tinha perdido lugares a favor do Sauber de Esteban Gutierrez. Quem beneficiava de tudo isto era Jenson Button e Kevin Magnussen, os pilotos da McLaren.

Com o passar das voltas, os Red Bull estavam presos atrás do Ferrari de Fernando Alonso e via-se que eles estavam mais velozes do que o carro de Modena. No fundo do pelotão, Pastor Maldonado era o primeiro a parar para trocar os moles para os médios na volta cinco. A seguir, veio Felipe Massa, também para trocar de moles para médios, Na volta sete, Bottas, Button e Vettel mudaram de pneus, e na volta seguinte foi a vez de Nico Rosberg, e na nove, Hamilton.

No meio disto tudo, Felipe Massa teve uma punição por excesso de velocidade em cinco segundos e teria de os cumprir... nas boxes. Parecia que Massa tinha um magnetismo para o azar e para a asneira.

Com a primeira troca de pneus, não havia alterações na frente, mas Hamilton estava mais perto do que Rosberg na liderança. Mas foi apenas na volta 14 que Rosberg chegou à liderança, pois até então, a liderança era do Force India de Nico Hulkenberg, um dos poucos que não tinham parado pois tinham pneus médios. Atrás, os Williams demoravam mais tempo para chegar à frente. Apenas na volta 17 é que Massa passou Daniil Kvyat para ficar com o terceiro posto (Hulkenberg tinha entretanto parado nas boxes).

Com o passar das voltas, apercebia-se que a alta temperatura do asfalto - 55ºC na hora da corrida! - poderia causar um desgaste prematuro dos pneus. E alguns pilotos, como Lewis Hamilton, começavam a queixar-se desse desgaste, com bolhas nos seus pneus... médios! E em contraste, Romain Grosjean tinha chegado à volta 21 com o mesmo jogo de pneus. Parece que aquele carro era bom em alguma coisa... no final, o jogo aguentou 25 voltas, indo à boxe ao mesmo tempo do que... Sebastian Vettel, que iria pela segunda vez.

Massa também iria às boxes, onde teria de cumprir a penalização, que iria prejudicar as suas hipóteses de pódio. E com isto, inaugurava a segunda ronda de paragens na boxe. Na volta 27, era Nico Rosberg, seguido de Valtteri Bottas (que tinha problemas com o cinto de segurança) e Kevin Magnussen, e na volta seguinte, era a vez de Jenson Button... ao mesmo tempo que Lewis Hamilton se despistava. Pouco depois, ele foi às boxes para trocar de pneus, deixando Nico Rosberg mais sossegado.

Entretanto, Sergio Perez tinha ido às boxes e quis voltar à pista o mais depressa possivel. Resultado final? Tornou-se no segundo piloto a ser penalizado.

Com o final da segunda ronda de pneus, viu-se um Rosberg mais descontraído, a tentar poupar os pneus, com o inglês a esforçar-se para apanhar o seu companheiro de equipa. A diferença tinha diminuido para 5,5 segundos na volta 36, na mesma altura em que Kimi Raikkonen ia para as boxes, onde as coisas correram mal e atrasou-se. Quem beneficiou disso foi Felipe Massa, que chegou ao terceiro posto, apesar da penalização.

Apenas na volta 40 é que aconteceu o primeiro abandono na corrida, quando Daniel Ricciardo teve problemas com a suspensão frente-esquerda, por alguma junta que cedeu.

Na volta 42, houve mais um momento quente quando Nico Hulkenberg forçou a ultrapassagem a Valtteri Bottas, que acabou com o finlandês da Williams a saltar fora no S de Senna, e acabou a perder lugar para Kimi Raikkonen. Na volta seguinte, o finlandês foi para as boxes e parecia que as coisas iriam de mal a pior para ele... três voltas depois, Fernando Alonso passou Kavin Magnussen para ser o sexto classificado.

Na frente, a diferença de Rosberg para Hamilton estava na metade, por alturas da volta 50. Ambos estavam a dar o seu melhor, mas o interessante seria como é que os pneus estariam na parte final e quando trocariam, numa espécie de "poker dos pneus". Na mesma altura, Felipe Massa parava... no lugar errado. Foi na McLaren, mas isso não o fez perder muito tempo. Parece que os deuses estavam ao seu lado.

Na mesma altura, Hamilton parava nas boxes e saia atrás de Rosberg, mas bem mais perto do alemão. O inglês pressionava para o apanhar, e conseguiu chegar a menos de meio segundo na volta 53, e a partir dali, ambos andavam colados. Mas a ação acontecia na volta 62, quando Kimi Raikkonen, Sebastian Vettel e Jenson Button lugavam por posição. O finlandês perdeu dois lugares em meia volta, e o alemão quase ganhava dois lugares...

Mas as atenções centravam-se na luta pela liderança. Hamilton pressionava, num jogo de paciência que colocava os espectadores nervosos, enquanto que na volta 66 havia bandeiras amarelas por causa do Lotus parado de Romain Grosjean. Mas isso não incomodou os carros de Brackley, que estiveram na luta até ao último metro. E no final, Rosberg levou a melhor sobre Hamilton por meio segundo de diferença, E no lugar mais baixo do pódio - apesar dos erros - ficou Felipe Massa.

No pódio, o Brasil em modo "zueira never ends": a multidão a invadir a pista, com Nelson Piquet a fazer as entrevistas e a perguntar por Nicole Scherzinger a Lewis Hamilton, a multidão a cantar "Senna, Senna" e o Massa a dizer que "vou falar português porque tou de saco cheio de falar tanto inglês". E claro, a festa do champanhe em modo samba, porque não podemos esquecer que o anão todo-poderoso é mais um dos milhares de estrangeiros que têm a felicidade de dormir com uma brazuca.

No final, Lewis Hamilton lidera com 17 pontos de vantagem sobre Nico Rosberg, e a ele basta ficar no segundo lugar, atrás de Nico Rosberg, em Abu Dhabi, E na corrida dos pontos a dobrar, a expectativa é grande. Quer queiramos, quer não.

sábado, 8 de novembro de 2014

Formula 1 2014 - Ronda 18, Brasil (Quaificação)

Com a Formula 1 a chegar ao fim da temporada, já todos sabemos como é que isto acabará. E as coisas mais interessantes a acontecer nestas paragens têm mais a ver com quem irá para o lugar A ou B na próxima temporada, quem iria dar o salto para outras categorias ou por exemplo, os novos desenvolvimentos sobre a crise que se abateu nas equipas médias e do qual ameaçaram fazer algo radical caso não conseguissem mais dinheiros de Bernie Ecclestone.

A coisa mais interessante que estava a acontecer no fim de semana vinha de uma das equipas que estavam de fora. A Caterham tinha decidido fazer uma "vaquinha" para que pudesse correr na última prova do ano, em Abu Dhabi. Precisavam de 2,3 milhões de libras, e logo no primeiro dia, tinham conseguido cerca de 300 mil, o que era algo incrivel. Apesar das ajudas, muita gente dentro da Formula 1 achava essa ideia simplesmente desaprovadora. E claro, essa atitude era apenas tipica de alguém que acha que a categoria máxima do automobilismo deveria viver de maneira darwiniana...

Outra das coisas estranhas que estava a acontecer neste fim de semana brasileiro era de que o tempo previa chuva na altura da qualificação e da corrida. A grande ironia era de que tudo isto acontecia uma semana depois das primeiras grandes chuvadas em sete meses. E pelo meio, tinha criado uma grande seca que tinha esvaziado as barragens da zona de São Paulo e até tinha causado racionamento em alguns sítios. Uma hora antes de começar, a chuva até tinha caído um pouco na pista, mas isso não incomodou.

Quando começou a ação na pista, as coisas aconteceram sem grandes confusões. Depois do primeiro milho, os Mercedes foram para a pista e começaram a impor a sua marca, primeiro com Hamilton, depois com Nico Rosberg. Mas ao longo de toda a sessão, foi o filho de Keke Rosberg a ser sempre o melhor, apesar das diferenças minimas. Noutros lados, como na Ferrari, Fernando Alonso reclamava publicamente das baterias que estavam descarregadas no momento em que ele foi para a pista... desmazelo à italiana ou simplesmente uma forma de se livrarem dele por ser insuportável? Desconhece-se, mas como é abido que o "Principe das Asturias" não têm fama de ser o mais agradável das personagens, poderemos pensar em tudo...

Mas ao longo da qualificação, houve esperanças vindas da torcida, quando via o esforço dos Williams em se aproximar o mais possivel dos Mercedes e incomodar na ideia de alcançar a pole-position, especialmente Felipe Massa, que como é sabido, corria em casa. Ao longo de todo o treino, conseguiu ser melhor do que Valtteri Bottas, e quando o piloto do carro numero 19 falhou a travagem na sua última tentativa, instalou-se a frustração no meio dos fãs. Mas não deixaram de aplaudir o seu esforço.

No final, manteve-se o "statu quo": os Mercedes na frente, seguido dos Williams, do McLaren de Jenson Button e do Red Bull-Renault de Sebastian Vettel, que desta vez foi melhor do que Daniel Ricciardo, que irá partir do nono posto. Kevin Magnussen foi o sétimo, seguido de Fernando Alonso, enquanto que Kimi Raikkonen fechará o "top ten" para amanhã.

E no domingo, ver-se-á quem será o melhor na arena de Interlagos. Para Hamilton, está tudo nas suas mãos. Basta passar o seu companheiro de equipa - ou não - e esperar que as coisas em Abu Dhabi estejam no ponto para que ele se consagre como bicampeão mundial. Mas ainda existe uma pequena réstia de esperança de que possa haver algo diferente.  

Youtube Crash Test: O teste do Datsun Go

Esqueçam os carros chineses. Este é o Datsun Go, um carro japonês que irá ser fabricado na India, e foi para os testes Global NCAP. Se quiserem ver, estão por vossa propria conta e risco. Mas por outro lado, podem ver porque é que levou zero estrelas.

Parece que recuamos 30 anos no tempo... vi esta no Flatout!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Youtube Formula 1 Practice: O "drifting" de Max Verstappen

Então o instrutor de condução do Max Verstappen é o Daigo Saito?

Rumor do dia: Jenson Button vai para a Endurance em 2015

Jenson Button trocará a Formula 1 pela Endurance em 2015, mais concretamente a Toyota. O anuncio poderá ser feito este domingo após o GP do Brasil, onde o piloto de 34 anos anunciará a sua saída da McLaren e da Formula 1 após 15 temporadas de bons serviços, onde venceu o título mundial em 2009, pela Brawn GP. O jornalista da Eurosport Portugal, João Carlos Costa, deu a novidade na sua página de Facebook.

Já se sabia desde meados do ano que Button estava insatisfeito com a sua situação na equipa, e que o seu lugar estaria em perigo, com o possível regresso de Fernando Alonso à marca, devido aos novos motores Honda, que estarão de volta a Woking na próxima temporada, depois de 23 anos de ausência. Contudo, a novidade poderá fazer com que o piloto espanhol anuncie que será piloto da equipa da McLaren nos próximos dias.

Button, de 34 anos (nascido a 19 de janeiro de 1980 em Frome, no Sommerset britânico), chegou à Formula 1 em 2000, aos 20 anos de idade, para correr na Williams. No ano seguinte, passou para a Benetton, onde ficou até 2002. Em 2003, passou para a BAR, ficando nas suas transformações, primeiro na Honda e depois na Brawn GP. Foi com a marca japonesa que conseguiu a sua primeira vitória, no GP da Hungria de 2006, e três anos depois, quando a marca nipónica saiu de cena e foi substituída pela Brawn GP, conseguiu alcançar o seu titulo mundial, com seis vitórias nos primeiros oito Grandes Prémios.

Em 2010, passou para a McLaren, onde conseguiu o vice-campeonato em 2011 e alcançou a sua última vitória no GP do Brasil de 2012. Ao todo, ele têm 15 vitórias, em 266 Grandes Prémios, com 50 pódios, oito pole-positions e oito voltas mais rápidas.

Caterham anuncia projeto de "crowdfunding" para estar em Abu Dhabi

No dia em que a Marussia anunciou a sua falência, a Caterham decidiu que iria lançar um projeto de "crowdfunding" para se tentar salvar. Atualmente em administração, a ideia é de obter uma quantia inacreditável nos próximos sete dias: três milhões de euros.

De acordo com a cadeia de televisão "Sky", a ideia é de arranjar o minimo para colocar os carros na última prova do campeonato, quer seja através de fãs, ou multimilionários que queiram ajudar através da "hashtag" #RefuelCaterham.

Veremos como é que vai resultar, mas creio que as hipóteses são minimas. Para dar um exemplo, a Brabham anda com dificuldades de alcançar o seu objetivo de chegar aos 250 mil libras, e falamos da Endurance...

Marussia decreta falência

Um tribunal britânico decretou esta sexta-feira a falência da Marussia, depois da empresa ter falhado um acordo de reestruturação com os seus credores. E por causa disso, 200 trabalhadores ficaram sem emprego.

De acordo com a Autosport britânica, a Marussia teria de ter apresentado um plano de recuperação até às dez da manhã desta sexta-feira do qual fosse aprovada pelos credores. Contudo, nem todos estavam de acordo, e sem uma plataforma de entendimento, a equipa decidiu que o melhor seria decretar a falência e libertar os seus empregados. E assim sendo, não estarão mais em Abu Dhabi, a última prova do campeonato.

Lamentamos que um negócio que tem tantos seguidores na Grã-Bretanha e ao redor do planeta tenha de parar e ter as suas portas fechadas", começou por dizer Geoff Rowley, um dos interventores da Justiça Britânica. 

Infelizmente não houve solução que poderia ter ser alcançável para permitir continuar na sua forma atual. Gostaríamos de agradecer a todos os funcionários pelo seu apoio durante este difícil processo”,concluiu.

Assim sendo, com a Caterham também de fora, todas as equipas que se inscreveram na Formula 1 em 2010, com a promessa de que haveria um corte de custos na categoria, na ordem dos 90 milhões de libras, estão de fora. A Hispania - que acabou como HRT - já tinha saído de cena no final de 2012, demonstrando que as equipas pequenas, no cenário atual da Formula 1, têm vida curta. Especialmente quando têm de lidar com orçamentos anuais de 120 milhões de euros... só para se manterem.

Durante a sua permanência na Formula 1 - primeiro como Virgin e agora com o nome atual - ela conseguiu os seus primeiros pontos esta temporada, quando o francês Jules Bianchi terminou a corrida do Mónaco no nono lugar, conseguindo dois pontos no campeonato.