terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

The End: Gerard Ducarouge (1941-2015)

O projetista e engenheiro francês Gerard Ducarouge morreu aos 73 anos. O anuncio foi feito hoje pela sua familia. Ao longo de duas décadas, trabalhou para projetos como Matra, Ligier, Alfa Romeo, Lotus e Larrousse, fazendo projetos memoráveis como o Ligier JS5, em 1976, o Alfa Romeo 183, de 1983, ou os Lotus 97T e 98T, projetados em 1985 e 1986, respectivamente. E ainda esteve por trás do projeto do Renault Espace com o motor V10 de Formula 1...

Nascido a 23 de outubro de 1941 em Paray-le-Monial, no Loire francês, Ducarouge teve estudos superiores de engenharia aeronáutica na Ecole Nationale Technique D'Aeronautique, em Paris, e em 1964 juntou-se à Nord Aviation, onde desenhou... misseis. Contudo, no final de 1965, pediu emprego na Matra, onde foi aceite no departamento técnico. No inicio do ano seguinte, estava a projetar o seu carro de Formula 3, começando uma participação que iria durar oito anos, e pelo meio iria desenhar o MS80, com Jackie Stewart ao volante. Foi a primeira vez que tinha contacto com a Formula 1, e curiosamente, a unica em que um projeto seu iria alcançar o título mundial.

Para além dos carros de Formula 1, participou também, como diretor técnico, no projeto dos Matra 630 e 650 de Endurance, que deu três vitórias consecutivas nas 24 Horas de Le Mans entre 1972 e 1974, com pilotos como Graham Hill, Henri Pescarolo, Gerard Larrousse, Jean-Pierre Beltoise, Jean-Pierre Jarier, Francois Cevért e Jean-Pierre Jabouille, entre outros. No final de 1974, a Matra abandona a competição e Ducarouge decide pedir emprego a Guy Ligier, seu vizinho (a cidade de Vichy não era muito longe de Paray-le Monial...) e lá começou a projetar o primeiro carro de Formula 1, o JS5, previsto para correr em 1976.

O carro era ousado (chamaram-lhe, entre outras coisas, de bule de chá e Corcunda de Notre-Dame), e com o motor Matra V12, começou a ter resultados, e ele ficou até ao meio da temporada de 1981. Pelo meio desenhou carros como o JS11 e o JS15, os carros da temporada de 1979 e 1980, que deram vitórias a Jacques Laffite, Didier Pironi e Patrick Depailler, e também foram guiados por Jean-Pierre Jarier e Jean-Pierre Jabouille.

A meio de 1981, Ducarouge sai da Ligier e a Alfa Romeo contrata-o para fazer os seus carros. Ele projeta os modelos 182 e 183T, o primeiro com motor Turbo, e dá à equipa italiana os seus melhores resultados nesta segunda passagem pela Formula 1, graças a Bruno Giacomelli e Andrea de Cesaris. Mas a meio de 1983, Ducarouge é despedido pela equipa italiana e quase de imediato, Peter Warr, o diretor da Lotus, o contrata numa missão de emergência.

Por essa altura, a Lotus ainda anda em choque com o desaparecimento súbito de Colin Chapman, e o projeto do modelo 92 é um desastre. Em poucas semanas, Ducarouge desenha o 93T, o primeiro com motor Turbo da Renault, e consegue salvar a honra da casa, conseguindo uma pole-position e um pódio nas mãos de Elio de Angelis e Nigel Mansell. Nos anos seguintes, Ducarouge desenha modelos que aproveitem melhor o motor Renault Turbo e coloca a Lotus de volta à frente do pelotão, também graças a Ayrton Senna. Foi no modelo 97T, em 1985, que a Lotus volta às vitórias, e com ele, consegue seis vitórias, as últimas da primeira encarnação da marca britânica.

Em 1988, sai Senna e entra Nelson Piquet, mas o modelo desenhado, o 100T, é um fracasso. O carro não era suficientemente rígido para a potência que tinha com o motor V6 da Honda, e o brasileiro nunca conseguiu tirar partido disso. O melhor que conseguiu foi três terceiros lugares, e para Ducarouge, foi o seu canto do cisne.

Após isso, vai para a Larrousse, onde desenha o LC89, com o motor Lamborghini V12, e os melhores resultados acontecem no ano seguinte, onde Aguri Suzuki consegue um terceiro lugar no GP do Japão. Em 1991, regressa à Ligier, que vivia uma enorme crise, e torna-se no seu diretor técnico até 1994, onde ajuda a desenhar o JS39, onde graças ao motor Renault V10, conseguiu cinco pódios em 1993 e 1994, guiados por Martin Brundle, Mark Blundell, Olivier Panis e Eric Bernard.

O seu último grande projeto antes de se reformar foi o Renault Espace F1, onde se colocou um motor V10 dentro do famoso monovolume britânico, e onde, guiado por Alain Prost, fez demonstrações no circuito de Paul Ricard. Terminado esse projeto, reformou-se de vez. Ars lunga. vita brevis, caro Gerard.

Formula E: Desvendado o traçado da corrida de Berlim

Depois de ontem terem anunciado que a próxima temporada teriam oito construtores, e dias depois do anuncio de uma jornada dupla em Londres, a Formula E mostrou hoje o traçado do ePrix de Berlim, que acontecerá a 23 de maio no aeroporto de Tempelhof, no centro da cidade. O traçado, com 17 curvas, terá 2470 metros de extensão.

O interessante deste traçado é que ao contrário dos traçados citadinos, permite-se o desenho de um circuito desafiador para máquinas e pilotos, ou seja, não haverá curvas a 90 graus, pois é desenhado num aeroporto. 

O diretor da formula E, Alejandro Agag, mostrou a sua satisfação por estar em Berlim:

"Estamos muito felizes de estar hoje em Berlim para a revelação do circuito para a Formula E. Berlim é uma das cidades mais importantes da Europa para a inovação e mobilidade sustentável, enquanto a Alemanha é conhecido pela sua paixão pelo automobilismo e foi por isso que a selecionamos como uma das cidade-sede para a Fórmula E. Estamos muito ansiosos para colocar um grande espectáculo para mostrar aos fãs, que podem se orgulhar e ver 'em casa' talentos como Nick Heidfeld e Daniel Abt, juntamente com a equipa Audi Sport Abt", afirmou na apresentação à imprensa.

Nick Heidfeld, piloto da Venturi, esteve presente na apresentação e comentou sobre o circuito e a vinda da competição a terras alemãs:

"Vai ser uma corrida muito especial na frente dos meus fãs e eu estou realmente ansioso por isso", começou por afirmar. "Para mim, será a primeira vez que vou correr num lugar como este, que deve ter a sua própria atmosfera especial. Parece que vai ser um circuito muito sinuoso e desafiador, com 17 curvas em menos de 2,5 km e acho que os fãs vão ter grande visibilidade onde quer que estejam. Quando falei com alguns amigos recentemente eles estavam todos interessados em vir a Berlim e eu espero que haja um monte de outros fãs que se juntem a nós para esta corrida", concluiu.

A ronda alemã da Formula E será a antepenultima do campeonato, antes de irem a Moscovo e a Londres, para uma jornada dupla de encerramento do campeonato, a 28 de junho.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A foto do dia

Vi essa foto pela primeira vez há muitos, muitos anos, numa revista de decoração que a minha mãe tinha algures em casa. Da esquerda para a direita, estão Massimo Biasion e o seu navegador, Tiziano Siviero, Markku Alen e o seu navegador, e Henri Toivonen e Sergio Cresto, de óculos.

A fotografia foi tirada em 1986, talvez no Rali de Monte Carlo, dada a "nudez" das árvores ali presentes. Se fosse no Rali da Córsega, por exemplo, e como acontecia na Primavera, essas árvores estariam cheias de folhas jovens e viçosas. (O Ricardo Santos disse-me onde era: foi em Sintra, no inicio do rali de Portugal. Isso altera um bocado as coisas...)

A temporada era para ser deles. Toivonen venceu em Monte Carlo com o S4, vinte anos depois do seu pai ter vencido no mesmo local, mas em Portugal, os acontecimentos na Serra de Sintra fizeram com que os piloto de fábrica decidissem abandonar o rali logo no primeiro dia. O anuncio à imprensa foi feito pelo próprio Toivonen.

Contudo, o grande golpe foi na Córsega. Toivonen, que tinha perdido a liderança, andou ao ataque durante um dia e meio, mesmo estando doente com uma gripe. Deu o seu melhor até que a meio da 18ª classificativa, perdeu o controle do seu carro e caiu numa ribanceira, pegando fogo. Ele e o seu navegador, Sergio Cresto, tiveram morte imediata. A Lancia retirou os seus carros do rali e a FISA decidiu aproveitar a ocasião para anunciar o fim dos Grupo B no final da temporada.

Os Lancia só voltariam a ganhar na Argentina, com Biasion, mas quem tinha as chances de vencer o campeonato era Markku Alen. Venceu em Sanremo e no Olympus Rally, nos Estados Unidos, mas antes, houve polémica quando os Peugeot tinham sido desclassificados do rali Sanremo por causa de saias ilegais. No final, a FISA determinou que afinal de contas, as saias estavam legais, e excluiu o rali da classificação geral. Alen viu o seu título mundial (oficialmente, nunca ganhou nenhum) ir para Juha Kankkunen, a bordo do seu Peugeot.

Mas se retiraram o titulo à marca italiana, isso pouco importou: em 1987 veio o Grupo A, a Peugeot saiu fora, Lancia fez o Delta e ganhou nos quatro anos seguintes. Mas aquela temporada foi marcante para os italianos, pelos piores motivos. Pela tragédia e pela farsa.

Formula E: Oito construtoras presentes na próxima temporada

O campeonato inaugural da Formula E ainda vai a meio, mas a organização anunciou hoje que a próxima temporada terá dez construtoras na próxima temporada, isto é, dez equipas construirão os seus próprios chassis e sistemas de recolha de energia. O anuncio foi feito hoje no sitio oficial pelo seu diretor, Alejandro Agag.

"É fantástico para a Fórmula E para ter muitos fabricantes que queiram fazer parte do campeonato depois de apenas quatro corridas, e isso mostra grande confiança na série", começou por dizer Agag. "Um dos nossos objetivos desde o início foi o de promover a concorrência em termos de tecnologia, mas não podemos fazer isso como organizadores do campeonato, precisávamos de 'atores' para entrar e desenvolver tecnologias para lutar uns contra os outros nas corridas. Através dessa competição é que melhoramos a tecnologia e, em seguida podemos melhorar os carros elétricos em geral" continuou. 

"Esperamos que mais fabricantes se juntem a partir da terceira temporada em diante e nós já estamos conversando com muitos diferentes fabricantes também", concluiu.

As oito construtoras são as seguintes: a indiana Mahindra (na foto, durante os testes de pré-temporada em Donington Park), a alemã Abt Sportsline, a americana Andretti, as francesas Renault e Venturi, a britânica Virgin e a italiana Motomatica e a NEXTEV TCR.

A organização espera que a partir da próxima temporada, as equipas possam construir as suas próprias baterias, com o objetivo de ter uma unidade propulsora que possa aguentar toda uma corrida a partir do quinto ano.

Já Jean Todt, o presidente da FIA, fala que a abertura progressiva dos regulamentos irá dar o impulso que a competição e a industria de carros elétricos necessita.

"A abertura gradual dos regulamentos irá promover a inovação, e, ao mesmo tempo manter os custos sob controlo. Espero que as soluções escolhidas pelos fabricantes levem a um rápido desenvolvimento das tecnologias que estão no centro de Fórmula E ", afirmou. "Em termos de fabricantes escolhidos, estamos satisfeitos com a qualidade das candidaturas recebidas e isso reflete o enorme interesse gerado pela Fórmula E", concluiu.


A Formula E prosseguirá dentro de três semanas, nas ruas de Miami.

McLaren culpa rajada de vento pelo acidente

Fernando Alonso vai ficar mais uma noite no hospital de Barcelona, mas a sua equipa já falou e culpou um golpe de vento pelo seu acidente de ontem. A McLaren já lançou um comunicado em que descartou a hipótese mecânica e refere as condições meteorológicas como fator importante.

“Mesmo nesta altura é possível tirarmos algumas conclusões, o seu carro saiu largo na curva três, com a consequente perca de tração, devido a ter saído da linha de trajetória ideal, e com uma rajada de vento mais forte na precisa altura em que readquiriu maior tração, isso redundou na saída de pista e consequente batida no muro", começa por dizer o comunicado oficial da equipa de Woking.

“Podemos dizer categoricamente que não há evidência que o carro do Fernando tenha sofrido uma falha mecânica de qualquer espécie. Confirmamos também que não foi registada qualquer perda de pressão aerodinâmica, embora tenha sido sujeito a uma significativa aceleração lateral (força-G)”, concluiu.

Apesar de Alonso ainda não ter falado, e de a hipótese de uma falha mecânica ainda não ter sido totalmente descartada, Carlos Sainz Jr, o piloto espanhol da Toro Rosso, também falou que o vento prejudicou a sua condução, quando foi vitima de um despiste na mesma curva 3, mais tarde.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

A foto do dia (II)

Em 1973, Niki Lauda estava na BRM, como terceiro piloto, depois de ter penado no ano anterior na March, sem conseguir qualquer ponto. O piloto austríaco, neto de banqueiros, teve de pagar para começar uma carreira no automobilismo, e nesse ano, pediu um empréstimo para poder pagar o seu lugar na equipa, ao lado de Clay Regazzoni e Jean-Pierre Beltoise. Era a sua segunda época e já tinha conseguido os seus primeiros pontos, com um quinto lugar em Zolder, no GP da Bélgica.

Ao longo dessa temporada, tinha tido altos e baixos. Tinha andado em terceiro no Mónaco (na foto, tirada por Paul-Henri Cahier) antes de um problema na caixa de velocidades o ter obrigado a abandonar, e algum tempo depois, em Silverstone, aproveitou a confusão da primeira partida (uma carambola com onze carros envolvidos, a maior até 1998) para aparecer no segundo lugar, atrás de Ronnie Peterson, antes de se atrasar e cair para a 12ª posição, a quatro voltas do vencedor, o McLaren de Peter Revson. Mas duas corridas depois, em Nurburgring, Lauda sofre um acidente nos treinos e não participa em duas corridas, daí a consciência da periculosidade do Nordschleife.

A 23 de setembro de 1973, acontece o GP do Canadá, no pequeno circuito de Mosport, nos arredores de Toronto. O campeonato estava há muito decidido a favor de Jackie Stewart, mas outros poderiam brilhar. Lauda foi oitavo nos treinos, e a corrida começava com chuva. Foi aí que o austríaco brilhou: graças aos pneus de chuva, ele faz uma grande largada e salta para o segundo lugar. Na volta 3, ultrapassa Ronnie Peterson e fica com a liderança nas próximas 21 voltas, distanciando-se até 21 segundos sobre Emerson Fittipaldi (Peterson atrasa-se devido a problemas mecânicos).

Então, a pista começa a secar, e ele têm de ir às boxes para mudar de pneus. A troca torna-se desastrosa e atrasa-se, caindo para o oitavo posto. Mas nessa altura, a confusão instala-se, com a famosa entrada do Pace Car que confundiu tudo, pois colocou-se à frente do quarto classificado, o Iso-Marlboro de Howden Ganley.

Quando acabou, Lauda era quinto, e manteve-se assim até que a transmissão cedeu na volta 62. A chance de conseguir mais pontos acabou ali, mas as suas exibições ao longo da temporada foram mais do que suficientes para que a Ferrari o contratasse, por cerca de 50 mil dólares, para a temporada de 1974. Lauda poderia pagar os seus empréstimos e ganhar dinheiro como profissional. E a partir dali, a sua carreira deslocou-se, com os seus três títulos mundiais e a meio, sobreviver a um horrível desastre em Nurburgring.

Hoje, reformado e sendo um dos diretores da Mercedes de Formula 1 - e com a sua lingua afiada como sempre - Lauda faz 66 anos de idade como uma das lendas do automobilismo. Feliz Aniversário!

As fotos do dia



A sequência de fotos que coloco aqui foi tirada pelo fotógrafo catalão Jordi Vidal e publicada "com aparato" pelo jornal espanhol Marca. Vê-se o McLaren na frente do Ferrari de Sebastian Vettel e ele perde o controlo, bateu no muro a uma velocidade relativamente baixa - cerca de 150 km/hora - e a ser visto pelos comissários de pista, enquanto estava inconsciente, para depois chegarem os restantes comissários e a equipa médica, que o transportou de helicóptero para o hospital de Barcelona.

Os médicos já tranquilizaram, afirmando que o piloto espanhol de 33 anos não sofreu nada de grave e irá passar a noite em observação. Os rumores apareceram rápido, e fala-se quer de um golpe de vento na curva 3, a zona do acidente, quer que ele sofreu um choque devido a um defeito no ERS, o sistema de recuperação de energia do seu McLaren MP4-30.

Caso seja esta última hipótese a mais provável, teremos algo preocupante. A ideia de que há algo solto dentro do carro e que poderá magoar o piloto, deixando-o inconsciente, ainda antes do acidente acontecer, é perigoso. Mas é algo que se resolve, dado que é um defeito de fabrico, e outra unidade devidamente protegida fará o serviço. Mas este é um dos perigos de unidades demasiado jovens, num carro onde tudo é novo e que vão penar neste começo de temporada. 

Veremos como é que os pilotos se comportarão aí, mas até lá, a equipa de Woking terá muitas noites sem dormir pela frente. Dia 26 recomeçarão os testes no mesmo local, e haverá muito material a ser trazido de paragens britânicas.

No final, gostaria de dizer que foi tudo mais aparatoso do que outra coisa. Mas parece que pode não ter sido bem assim. 

Alonso acidenta-se aparatosamente em Barcelona


Fernando Alonso vai ficar no hospital por 24 horas como medida de precaução. Esta foi a declaração feita pelos médicos que o atenderam esta tarde após o seu acidente no final da manhã nos testes de Barcelona. Segundo conta a McLaren, é provável que um golpe de vento causou o piloto das Asturias tivesse batido no muro de proteção na curva 3 para depois deslizar ao longo dele. Transportado de helicóptero para o hospital, vai ficar sob observação nas próximas horas.

"O piloto está bem, está consciente. Ele foi levado ao hospital de helicóptero porque estes são os procedimento e precisam saber que tudo está sendo feito como deve de ser. O porta-voz da McLaren está aqui, e irá dar mais pormenores. Por enquanto não vamos falar com o hospital porque queremos dar a Fernando a possibilidade de que tudo corra sem pressões. Isto é um teste, tiramos muitas fotos, e McLaren dará mais pormenores um pouco mais tarde. Por enquanto, é tudo o que eu posso dizer", referiu o porta-voz da FIA, Matteo Bonciani.

Já Luis Garcia Abad, empresário do piloto, reforçou o estado de saúde de Alonso, tranquilizando os presentes: "Chegou aqui por precaução. Ele foi examinado, e nada de especial foi detectado. O embate com o muro provocou todo este aparato. Agora está na sua cama, confortável e tranquilo. eStas situações acontecem", afirmou à espanhola Cadena SER.

O treino foi interrompido por mais de uma hora, numa altura em que o seu melhor tempo era 1,3 segundos mais lento do que Carlos Sainz Jr, da Toro Rosso.

Contudo, esta não foi a unica vez que as bandeiras vermelhas foram mostradas neste domingo, último dia de testes no circuito catalão. Carlos Sainz Jr também já saiu de pista à tarde no seu Toro Rosso, no mesmo local de Alonso, mas não teve grandes consequências.

Agora, os testes voltarão a Barcelona, a 26 de fevereiro para mais quatro dias de testes, os últimos antes do inicio da temporada, a 15 de março, em terras austrálianas.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

A foto do dia

Sebastian Vettel, este Sábado, em Barcelona, a ajudar a tapar o carro da Ferrari após o seu despiste na gravilha. O acidente do piloto alemão foi mais um precalço neste terceiro dia de testes na pista catalã, mas a maneira como os carros de Maranello dá alguma esperança aos que lá trabalham, devido aos tempos alcançados.

Por estes dias, Maurizio Arrivabene, o presidente da marca, tinha dito que esperava que vencessem pelo menos duas corridas nesta temporada. É legitimo, dado que têm dois excelentes pilotos e que fizeram uma enorme mudança na estrutura técnica neste último verão. O carro desenhado por James Allison parece ser um bem-nascido, mas nada como as corridas para provar isso.

Mas no meio das declarações de Arrivabene, houve algo que chamou a atenção: se a Scuderia alcançar quatro vitórias, disse que iria cem quilómetros a pé a um determinado local, não me recordo qual. E iria descalço. Eis um homem de fé! Veremos se a Mercedes deixa...

O cartoon do dia

Um cartoon italiano com quase 40 anos sobre os pilotos que iriam correr na temporada de 1976. Desde o campeão Niki Lauda e o seu companheiro de equipa, Clay Regazzoni, até ao pessoal do fundo do pelotão, como o barbudo Harald Ertl ou Bob Evans, passando pela unica mulher no pelotão, Lella Lombardi.

Esta vi na página do Facebook da Copersucar-Fittipaldi.

O regresso dos portugueses aos monolugares

Para quem não sabe, depois de António Félix da Costa, os pilotos portugueses nas formulas de produção se tornaram autênticos desertos. Aliás, o piloto de Cascais foi o último a entrar na Formula Renault 2.0, em 2008, e no qual foi campeão no ano seguinte, na mesma altura em que Armando Parente estava na alemã ADAC Masters, do qual também foi campeão, antes de interromper a sua carreira.

Pois bem, segundo conta hoje a Autosport portuguesa, este ano haverá pelo menos um piloto na Formula Renault 2.0, e há a chance de outro em breve. Henrique Chaves será piloto da AV Formula, do ex-piloto espanhol Adrian Vallés, enquanto que Bruno Oliveira está a negociar um lugar na mesma competição. O primeiro, campeão nacional de karting e vencedor da Taça de Portugal na classe X30 Shifter (para karts com caixa de velocidades), fez dois dias de testes com a AV Formula em Calafat, um pequeno circuito catalão nos arredores de Lleida, e as impressões foram suficientemente positivas para alinhar um contrato para a temporada de 2015.

Já Bruno Oliveira, que também andou neste teste, as impressões foram também favoráveis e despertou o interesse de algumas equipas da categoria, mas ainda não há qualquer acordo. Caso aconteça, a chance de ter dois pilotos na competição não seria inédito, mas a última vez que tal aconteceu foi há mais de dez anos, com Alvaro Parente e Cesar Campaniço.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Formula E: Ronda final será uma jornada dupla em Londres

Afinal, serão onze as provas que vai ter a primeira temporada de sempre da Formula E. A ronda final, em Londres, será de jornada dupla, anunciou hoje o seu presidente, Alejandro Agag. A decisão aconteceu depois da aprovação por parte do conselho municipal de Wadsworth, local onde se situa o Parque de Battersea.

“Ao ter duas corridas, Londres pode bem ser o local onde o primeiro campeão é coroado, tornando a prova um espetáculo fantástico para a cidade e uma ótima plataforma para demonstrar a mobilidade sustentável e a energia limpa”, afirmou Agag no site oficial da competição.

"A Fórmula E vai ser uma adição excelente para calendário desportivo de Londres. A atmosfera vai literalmente ser elétrica e o Battersea Park, que já está crescendo com o zumbido de regeneração, estará vivo com a emoção que este novo evento de classe mundial trará", afirmou o mayor de Londres, Boris Johnson.

As corridas acontecerão no fim de semana de 26 e 27 de junho, e serão as provas de encerramento do campeonato, O circuito, desenhado à volta do parque, terá como cenário o Rio Tamisa e o "skyline" de Londres. 

Sam Bird, piloto da Virgin e vencedor da ronda de Putrajaya, mostrou a sua satisfação por correr nas ruas da capital britânica: "A pista de Battersea Park, ao lado do rio Tâmisa, em frente à zona de Chelsea, terá algumas das características mais famosas do horizonte de Londres como pano de fundo. O layout em si parece combinar retas rápidas, um par de alta curvas de velocidade, bem como algumas chicanes desafiadoras e zonas de travagem", começou por afirmar. 

"Eu acho que os espectadores da corrida londrina verão corridas velozes e bem disputadas, com muita ação e ultrapassagens. Os organizadores fizeram um bom trabalho com esse layout e eu não posso esperar para correr lá, na frente dos meus fãs!", concluiu.

O campeonato regressará à competição no mês que vêm, a 14 de março, nas ruas de Miami.

Noticias: Ferrari vai fornecer motores à Manor

A Manor-Marussia continua a reorganizar-se, um dia depois de ter saído da tutela do administrador de falência. Depois de ter dito que iria trabalhar em contra-relógio para ter um chassis de 2015 pronto, surgiu hoje a noticia de que a Ferrari irá dar unidades de potência de 2014 à equipa. Isso foi confirmado esta tarde pelo diretor da Scuderia, Maurizio Arrivabene, em Barcelona:

“Dissemos-lhe ontem que vamos fornecer-lhes o motor de 2014. Não há nada escrito de momento, mas vamos fornecê-los”, comentou.

Isso é considerado como mais um sinal de que a Manor tudo pará para estar pronto a correr algures em 2015, o mais tardar a 19 de abril, no Bahrein.

A foto do dia

Os novos tempos na McLaren-Honda vão ser de muita luta, sem dúvida. Tudo naquele carro é novo, a equipa de woing decidiu - aparentemente - apostar em algo revolucionário para colher frutos mais tarde. Mas por agora, todos as experimentações estão sujeitas à juventude dos materiais, às tentativas, erros e correções. 

Hoje, em Barcelona, foi o que aconteceu ao carro de Fernando Alonso. O fumo branco que sai, mal o carro coloca as ruas rodas fora das boxes é um exemplo disso. Não se espera que ganhem à primeira, mas o caminho vai ser longo até chegarem lá. Se é que conseguem lá chegar, pois a paciência dos homens não é infinita...

A preparação da Toyota para o WRC

A Toyota vai ter duas temporadas inteiras para se preparar para o seu regresso ao Mundial de Ralis, quinze anos após a sua última presença no WRC. Por estes dias, andou a testar em Monte Carlo, com o francês Stephane Sarrazin ao volante. Vê-se que a equipa japonesa vai fazer a mesma coisa que fizeram no passado equipas como a Volkswagen e a Hyundai: testes exaustivos, com infinitos recursos vindos da fábrica para montar aquele que vai ser o carro que vão usar no WRC: o modelo Auris.

Eles já andam em testes desde meados do ano passado, e é mais do que óbvio que o objetivo é de vencer logo nessa temporada, contra as quatro equipas que estão lá neste momento: Citroen, Ford, Volkswagen e Hyundai. É certo que mais concorrência será bem-vinda, mas apenas os dez primeiros pontuam no Mundial, e algumas equipas têm já três carros, o que vai fazer com que as coias possam ser mais complicadas. 

Mas pergunto-me: será que irá ter toda esta gente? A Citroen já deu sinais de que não vai ficar no WRC por muito mais tempo, já que está dedicado a cilindrar a concorrência do WTCC, com Sebastien Löeb por lá, ao lado de "Pechito" Lopez e Yvan Muller. O patrocínio do Abu Dhabi será, em principio, até 2016, mas a partir dali, nada está decidido se continuarão. É que ainda não há ideias sobre qual vai ser o sucessor do DS3 WRC, e os R5 são muito poucos, pelo menos comparados com os Ford, que já fez mais de cem, espalhados um pouco por todo o mundo. Já em relação à Volkswagen, não precisa de fazer R5, quando têm a Skoda a preencher esse espaço, e o novo Fábia está na fase final de testes, com uma homologação por parte da FIA dentro em breve. 

Portanto, não é liquido que em 2017 hajam cinco marcas no WRC. Mas também pode-se dizer que a Toyota não seja a única equipa a estrear-se no WRC nessa altura. Há rumores do possível regresso da Mitsubishi, embora não se saiba se esse tipo de envolvimento será ao nivel principal ou fará um R5 a partir de um dos seus modelos. Mas como falta cerca de ano e meio para tal, e não se vê grandes movimentos, creio que isso seja mais rumor do que outra coisa.

Contudo, a coisa é seguir estes testes e ver no final de 2016 com que pilotos é que eles andarão. Deve ser interessante.