quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Youtube Automotive Video: O Volga, simbolo soviético de estatuto

Continuando a ver os videos do canal do Youtube "Transport Chrinicles", dedicado aos automóveis do Leste Europeu, a antiga Cortina de Ferro, hoje o autor fala do Volga, a marca soviética dedicada a aqueles que desejavam um carro condizente ao seu estatuto de alguém que foi bem sucedido na burocracia estatal, ou fosse um desportista (ou militar).

É a história de uma marca que sobreviveu ao final da União Soviética, é certo, mas pagou o preço pela sua falta de modernização, digamos assim. Mas mesmo assim, chegou perto da segunda década do século XXI, com modelos feitos 40 anos antes, o que é um feito e tanto.  

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

A imagem do dia


Sérgio Perez regressa à Formula 1 em 2026 pela Cadillac, mas não esqueceu a sua passagem pela Red Bull, pouco mais de um ano depois de ter saído pela porta pequena. Há alguns dias, o piloto mexicano falou num podcast e claro, as relações com a equipa dos energéticos, com Christian Horner e sobretudo, com Max Verstappen, especialmente quando a hierarquia era quebrada. 

O ponto de partida, na versão de Pérez, foi o primeiro diálogo com Christian Horner, quando chegou à equipa e esta lhe disse ao que iam.

O Christian disse-me muito abertamente: ‘Nós colocamos dois carros em pista porque temos de o fazer. Mas este projeto foi construído para o Max, ele é o nosso talento.’ Eu disse-lhe: ‘Isso não me interessa, desde que eu possa ter palavra no desenvolvimento e que tenha uma hipótese real.’” Contudo, isso nunca aconteceu, e segundo ele, com o passar dos meses, a equipa começou a deslizar para o lado de Max. 

Eu talvez estivesse no melhor carro, mas numa equipa extremamente complicada. Ser colega de equipa do Max já é difícil. Mas, na Red Bull, ser seu colega de equipa é o trabalho mais ingrato de toda a Fórmula 1.

No final de 2024, quando estava na porta de saída, Perez teve aquela que viria a ser a sua última conversa com Christian Horner, em que falaram sobre o carro e a sua (agora) cronica fragilidade do segundo carro, numa equipa que trabalha apenas para Max. E também do desapego existente em relação aos outros pilotos, a começar pelo Junior Team. 

Perguntei-lhe: ‘Christian, o que fazes se não resultar com o Liam?’ Ele disse: ‘Então ainda há o Yuki.’ E eu perguntei: ‘E se também não resultar com o Yuki?' Ele disse apenas: ‘Temos pilotos suficientes.’ Eu disse: ‘Vais queimá-los a todos.’ E ele respondeu simplesmente: ‘Sim, eu sei.’

No final da entrevista, aquilo que ficou foi a forma como a Red Bull alcançou o seu sucesso, um pouco à semelhança de outros projetos mais antigos: a Brabham, nos tempos de Nelson Piquet, no inicio dos anos 80 do século passado, que também tinha um patrão na figura de Bernie Ecclestone, e um projetista-estrela, na figura de Gordon Murray. E uma década mais tarde, primeiro na Benetton, com Flávio Briatore, com Rory Bryne e Ross Brawn, repetido na viragem do milénio na Ferrari, ambos com Michael Schumacher como piloto.

É verdade que a ideia ficou entre os fãs: esta é a melhor maneira de ter sucesso. Horner apenas repetiu o que foi feito no passado. O segundo piloto só existe porque os regulamentos assim o obrigam. Houve exemplos no passado onde houve equipas que só inscreveram um carro e foram muito bem sucedidos. A Wolf, em 1977, foi assim. Ken Tyrrell queria fazer isso de inicio, mas o facto de ter a Elf como patrocinador o obrigou a ter um piloto francês como secundário, mas a amizade com Francois Guiter, o representante da petrolifera francesa fez com que aparecesse bons pilotos e não os "queimasse". Mas isso eram os anos 70, e era um mundio diferente. 

Hoje, as coisas são assim: acha-se a formula exata e o resto é acessório. Mas também, se formos pensar, o que aconteceu em 2025 foi o confronto de duas formulas, entre a concentração e a delegação. Na Red Bull, com a Formula exata, o resto que acompanhe. Se concentrarmos num, seremos fortes. Se dispersarmos, seriamos fracos. E queriam mostrar isso, especialmente numa McLaren que não decidia quem seria o primeiro piloto - e havia quem dissesse que tinham apostado no cavalo errado. 

Contudo, o que Pérez não conta nesta entrevista é o seguinte: a Red Bull já não tem nem Horner, nem Helmut Marko, nem Newey. E sem Max, a equipa poderá ter de recomeçar tudo de novo, num caminho que poderá ser longo ou curto - dessa parte ainda não sabemos - e nem sabemos se será com Max a bordo. Ele é o único que ficou entre o seu tempo e agora. E parece que eles estão excessivamente dependentes dele, porque já deram o chassis que queria, e a equipa nada toda ao seu ritmo. E se o chassis ou o novo motor Ford não sair como esperam?

Mas também o que Sérgio Pérez contou foi uma verdade que poucos gostam, incluindo ele mesmo: numa equipa grande como a Red Bull, ninguém gosta de comer os restos.    

Noticias: Haas alterou a data de apresentação do seu carro


A Haas confirmou hoje que alterou da data de apresentação do seu monolugar para a temporada de 2026, o VF-26. Inicialmente previsto para o dia 23 de janeiro, a apresentação do novo Haas foi antecipada em quatro dias, para o dia 19. A decisão surge depois de a Alpine e a Ferrari, ambas parceiras de motores da Haas, terem anunciado lançamentos no mesmo dia. 

Segundo um porta-voz da equipa norte-americana, que este ano passa a ser patrocinada pela Toyota, a mudança visou “evitar a excessiva concentração de apresentações”, segundo conta a equipa no seu comunicado oficial. À semelhança do que tem acontecido nas últimas temporadas, a Haas optará por um lançamento em formato digital, com a divulgação de um vídeo e de imagens virtuais do VF-26, dispensando um evento presencial.

A apresentação do novo chassis acontece cerca de uma semana antes do primeiro teste de pré-temporada, que decorrerá à porta fechada no Circuito de Barcelona-Catalunha e termina a 30 de janeiro. Os pilotos para a nova temporada continuarão a ser os mesmos: o francês Esteban Ocon e o britânico Oliver Bearman.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Noticias: Williams FW48 revelado a 3 de fevereiro


A Williams irá revelar a decoração do seu monolugar para a temporada de 2026, o FW48, no próximo dia 3 de fevereiro. A equipa de Grove promete uma imagem “marcante”, num momento em que entra na nova temporada com expectativas reforçadas, depois do quinto posto no campeonato de Construtores de 2025.

Antes disso, ele terá uma decoração especial para os primeiros testes de pré-temporada, que acontecerão em Barcelona. A partir do dia 3, com a decoração definitiva, ele competirá em todas as corridas da temporada, e os outros testes da pré-temporada, que acontecerão no Bahrein. 

As expectativas tem sido grandes. Com os novos regulamentos, e as altas expectativas em relação aos motores da Mercedes, a equipa poderá ambicionar novos lugares no pódio em 2026, à semelhança do que aconteceu na última grande mudança regulamentar, em 2014. 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Youtube Formula E Video: A evolução dois chassis da competição elétrica

Na entrada da 13ª temporada da competição elétrica e com o Gen4 a chegar, neste video irá ver-se até que ponto a tecnologia dos carros elétricos evoluiu muito, desde a ideia inicial, em 2012. Com declarações de Lucas di Grassi, ele mostra até que ponto esta competição está aqui para ficar.